Coletiva - Início de obra de adequação do trevo do km 55 da Rodovia Anchieta e das obras de implantação de 3ª faixa na Rodovia Cônego Domenico Rangoni e de faixa operacional na Rodovia Padre Manoel da Nobrega - 20120412

De Infogov São Paulo
Ir para navegação Ir para pesquisar

Coletiva - Início de obra de adequação do trevo do km 55 da Rodovia Anchieta e das obras de implantação de 3ª faixa na Rodovia Cônego Domenico Rangoni e de faixa operacional na Rodovia Padre Manoel da Nobrega

Local: Cubatão - Data: 04/12/2012

GOVERNADOR GERALDO AKCMIN: Hoje é um dia histórico, estamos começando uma obra aguardada há bastante tempo, uma das grandes sobras do estado de São Paulo, R$ 328 milhões em investimento na Anchieta, aqui no trevo de ligação com Cubatão, com a rodovia Cônego Domênico Rangoni. Esse trevo é um trevo pequeno, da década de 40. Hoje passam por aqui 100 mil veículos/dia, importante acesso ao polo industrial, polo petroquímico, ao porto... Então, nós teremos R$ 175 milhões investidos, é mais que... São seis viadutos novos, um novo, praticamente, mini anel viário; melhorando muito a ligação com a Imigrantes. Quatro quilômetros, também, de faixas ampliando a ligação com a Imigrantes; e ampliando, também, a Cônego Domênico Rangoni, mais 153 milhões, 16 quilômetros de faixas novas, oito quilômetros de cada lado. A obra começa hoje, o Bruno Covas já deu aqui a licença ambiental, o Saulo já autorizou... 22 meses, nós vamos tentar encurtar para 21 meses; ela tem que estar pronta. É uma grande conquista para a região, para o porto de Santos, para as indústrias e para todo o litoral. Vai melhorar muito, aqui, a vida dos usuários do nosso sistema Anchieta/Imigrantes. E a outra... Já estamos trabalhando na outra etapa, que é a entrada de Santos; que é a chegada da Anchieta, que é a proximidade com o porto. Essa é uma obra que envolve prefeitura, para fazer o viário local; a União, para fazer a chegada ao porto; e o estado, que é a obra da Anchieta; de nós termos ali um binário, fazermos novos viadutos. Então, essa é a próxima etapa que nós vamos nos debruçar. Também, uma boa notícia do VLT, ontem ganhamos no Tribunal de Justiça, será assinado o contrato dos trens nos próximos dias. E ontem saiu na outorga do DAE para a licitação da obras em São Vicente, na Imigrantes, para a Manuel da Nóbrega. E Sobre a Operação Verão, nós teremos aqui 1.715 Policiais Militares; 800 Guarda-Vidas, profissionais preparados para trabalhar na orla na praia, isso era feito pelas prefeituras, mas uma prefeitura contratava, a outra não, acabava o serviço não ficando ideal. O governo do estado está contratando 800 Guarda-Vidas para a Operação Verão. E além dos 800 Guarda-Vidas, 971 Policiais Militares, que acabaram de se formar, estão vindo para cá; mais 185 PMs que, voluntariamente, se predispuseram, também estão vindo para cá; e 375 da Escola Superior de Soldados. Então nós teremos 1.715 Policiais Militares, mais os 800 Guarda-Vidas, e mais três helicópteros, três aeronaves, para dar toda a retaguarda, aqui na Operação Verão.


REPÓRTER: Governador, o que o senhor pode falar sobre a recusa da Cesp em aderir ao plano da Presidente Dilma, o plano de reduzir os custos da energia elétrica?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: O governo do estado de São Paulo tem duas empresas, que ele é acionista majoritário, a Emae, nós aderimos a prorrogação da concessão; com três usinas: Henry Borden, que alías, é aqui em Cubatão; Rasgão; e a terceira usina que é a Porto Geral, se não me engano. São três usinas da Emae, aderimos e foram prorrogadas. Henry Borden, Rasgão e mais uma terceira usina. No caso da Cesp, nós estamos abertos a negociação, ao entendimento, José Aníbal está hoje em Brasília. Quais os problemas e nós temos o dever de defender o [ininteligível] público de São Paulo e o povo de São Paulo. A Cesp, como o contrato vai até 2015, uma parte da energia já está vendida. A medida em que você assina o contrato, você tem que passar 100% da energia para o governo federal, toda ela; e vai receber R$ 7 por megawatt. Como você já vendeu uma parte grande da energia, você vai ter que comprar energia no mercado, para poder entregar e cumprir os contratos. Comprar quanto? A R$ 150? A R$ 180? A R$ 200 no mercado livre? Então, não é possível. Foi feito, então, uma indagação ao governo federal e nós não obtivemos resposta. Além disto, saiu um decreto agora, foi publicado ontem, falando de compensações ambientais. A gente não sabe o que é isso, qual vai ser o valor, quanto vai ser. Então nós estamos abertos. Da mesma maneira que nós aderimos com a Emae, nós poderemos, também, aderir em relação a Cesp. Depende desses esclarecimentos e desses entendimentos.


REPÓRTER: O senhor acha que pode [ininteligível] essa questão? O governo do estado entrar com a justiça...


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não o governo do estado não pretende entrar na justiça. Estamos abertos a buscar a melhor solução. Qual a nossa dificuldade? Uma delas: o problema da energia já vendida, porque o contrato vai até a 2015. Você vai entregar a energia para o governo federal a R$ 7 e vai comprar no mercado a quanto? A R$ 150? Quem é que paga essa diferença? É o Tesouro Paulista? Então vamos tirar dinheiro de hospital, de escola para pagar isso? Então, essa é a dificuldade. Mas eu acredito que ainda se vai chegar a uma boa solução.


REPÓRTER: Governador, fala um pouquinho da prorrogação de contrato com a [ininteligível] rodovias aqui para a realização desse...


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, nós temos aqui um caso exemplar, até muito elogiado pelos especialistas, que é a questão da TIR, da Taxa Interna de Retorno. A taxa Interna de Retorno da década de 90, quando foram feitos contratos concessão, são de dois dígitos, 20%, 21%, 22%, é a taxa interna de retorno daquela época. Nós conseguimos, pela primeira vez, negociar no [ininteligível] de um dígito, 9,1%. O que isso significa para a população? Significa que essa obras todas, que seriam feitas prorrogando o contrato 59 meses, serão feitas com uma prorrogação de 18 meses.


REPÓRTER: E qual é a contrapartida?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Executar todas as obras, o governo não vai colocar nenhum centavo nesses R$ 350 milhões, praticamente, de investimento.


REPÓRTER: Governador, eu gostaria que o senhor falasse rapidamente sobre o caso de ontem, do PM que foi morto em São Paulo, no Grajaú, [ininteligível] civis.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Um caso muito triste. Os policiais civis já estão presos, já foi aberto uma sindicância, uma correição, e vai ser apurado; se houve um erro, quem cometeu o erro, o que aconteceu, lamentavelmente. A Polícia Civil, com as informações que temos, estava fazendo um trabalho para pegar roubo de carga, e o Policia Militar, que estava à paisana, e acabou sendo morto; os Policiais Civis já estão presos, e a investigação já vai ser apurada rapidamente.


REPÓRTER: Governador, ainda falando sobre a Operação Verão, um dos grandes problemas, aqui na Baixada Santista, são os assaltos durante os congestionamentos nas rodovias. Há algum plano de intensificar com a Polícia Rodoviária...


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: O Comandante-Geral da Polícia Militar, o Coronel Meira, ele veio conosco, e ele pode explicar. A Polícia Rodoviária, ela participa da Operação Verão, mas ele pode detalhar como é que, operacionalmente, funciona. A última!


REPÓRTER: O PSDB, ontem, declarou Aécio o candidato à presidência. E o Senador só não encampou, de fato, porque ele disse que procuraria o senhor para verificar as suas pretensões à presidência. O que o senhor tem a dizer?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Eu acho o Aécio um grande nome, foi um grande governador de Minas Gerais, um Senador que honra o Brasil, um grande nome, tem todas as qualificações para tamanha responsabilidade; mas eu acho que essa questão de escolha de candidato tem que ser mais para frente. É muito cedo ainda, eu não sou favorável a antecipar disputa eleitoral, eu acho que encurte ao governo. Então isso não deve ser feito na ultima hora, o candidato deve se preparar para a campanha, plataforma de governo, trabalho, propostas, equipe, precisa haver uma preparação; mas acho que essa decisão pode ficar mais para o segundo semestre do ano que vem. Mas um grande nome, um nome que honra o país!


ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Obrigado, pessoal!