Coletiva - Início da "Operação Semana Santa 2012" - 20120504

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Transcrição da coletiva do Início da "Operação Semana Santa 2012"

Local: Capital - Data: 05/04/2012


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Olha, a Operação Páscoa, ela começou à zero hora de hoje e vai até à zero hora de segunda-feira, até domingo à meia noite. Toda a Polícia, Secretaria de Segurança Pública, Polícia Militar envolvida, só na Polícia Rodoviária são quatro mil homens e mulheres nesse período nas rodovias. Nós listamos aqui as 10 principais autoestradas de São Paulo para dar segurança a quem está se utilizando das nossas rodovias. Temos o DER com viaturas, caminhões e guincho, toda a estrutura do DER, a ARTESP e as concessionárias também com... Só a ARTESP, nós temos 5.911, entre ARTESP e concessionárias, pessoas trabalhando aqui nessa Operação Páscoa. Grupamento aéreo também, 12 helicópteros disponibilizados também para esse trabalho. Nós temos 140 viaturas do DER, 141 guinchos mais o atendimento pré-hospitalar, 70 veículos de apoio. Os sistemas de balsas também das travessias litorâneas foram todos eles incrementados, estão com 14, 8 mais 2, mais 2, 12 balsas simultâneas operando nas três travessias marítimas, agora para esse período, hora marcada pode ser feita por www.dersa.sp.gov.br, para facilitar a vida das pessoas, ou pelo telefone 0800 7733711. Temos também, como foi dito pela Karla Bertocco, 5.900 funcionários trabalhando, a ARTESP e concessionárias na descida para o litoral e nas principais rodovias de São Paulo. Quatro mil policiais militares rodoviários, mil viaturas e, ao todo no estado, 1.132 bafômetros, ou seja, pontos de parada, de blitz, para a Operação Direção Segura e também nas estradas. São 349 só na parte das autoestradas e em todo Estado de São Paulo 1.132, inclusive a Direção Segura aqui na capital. Então, um esforço grande no sentido de que a gente possa ter aí a Páscoa, momento de alegria, de confraternização para a população. Graças a Deus, da zero hora de ontem, quando começou, até agora não tivemos nenhum óbito na Operação Páscoa.


JORNALISTA: Com relação ao álcool, governador, as blitz hoje?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Em relação ao álcool, o secretário Ferreira Pinto está aqui, pode detalhar melhor, mas já começa. Serão, aqui na capital, 162 policiais, 80 viaturas, 90 bafômetros, no estado todo 1.132, ou seja, bebeu, não dirige. Essa a orientação e rigor na fiscalização.


JORNALISTA: Governador, posso mudar de assunto? Eu queria sobre a saída do Avelleda do Metrô, isso vai interferir em todas as obras que o Metrô está fazendo e vai haver alguma mudança estrutural por conta dessa...


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Não, não, é uma mudança normal. O Sérgio Avelleda fez um bom trabalho, bom trabalho, é um profissional extremamente qualificado, teve um convite da iniciativa privada e, portanto, deixou o Metrô. Nós agradecemos, fez aí um belo trabalho, o Metrô hoje tem quatro linhas simultâneas de obras, nós vamos é acelerar ainda mais essas obras. Temos a Linha 2, que vai para a Cidade Tiradentes, o monotrilho, temos a Linha 4, cinco estações praticamente em obra, vamos até Vila Sônia, não é? Estação da Linha Amarela, que é a mais moderna, temos a Linha 5, toda ela em obra, de Santo Amaro até Chácara Klabin, e temos a Linha 17 Ouro, que começou a semana passada, que é a do aeroporto de Congonhas, do estádio do Morumbi. Então, uma linha já andando. E várias linhas em processo preparatório de PPP, de Parceria Público Privada.


JORNALISTA: Então não vai ter alterações na obra, né?


JORNALISTA: Na semana passada ele deu uma entrevista na questão do monotrilho e ele reclamou da demora das licenças ambientais, o senhor acha que o Metrô poderia ter algo mais especial para que as obras andem um pouco mais rápido, já que a cidade precisa muito?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Olha, nós temos 72 quilômetros de Metrô, em São Paulo. Nós pretendemos, ao final desses quatro anos, entregarmos, incluindo o monotrilho, termos 102 quilômetros, ou seja, você tem 72 quilômetros em quatro décadas. Nós vamos entregar, esse ano, 30km e pretendemos deixar em canteiro 92km em canteiro. Quatro obras simultâneas nós já temos, geralmente o Metrô tinha uma linha em construção e, hoje, nós temos quatro. Poderemos ter, em dois anos, seis obras simultâneas em Metrô. O Governo está raspando o fundo do tacho aí para poder crescer. E não só expansão de linha, mas modernização de estações, trens novos. Então, um investimento importante. Está bom?


JORNALISTA: No lugar do Avelleda entrou o Kalil Neto, Diretor de Finanças, que também tem problemas com Justiça, já foi condenado em primeira instância por improbidade. O que você tem a falar sobre isso?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: O Dr. Kalil, ele é o Diretor Financeiro e vai responder pelo Metrô até a nomeação do novo Presidente. Nós vamos verificar isso com cuidado, mas a informação que eu tenho é que é de 1998. Isso, as jurisprudências vão mudando e àquela época você poderia contratar escritório de advocacia para empresas por notória especialidade, por dispensa de licitação. Eu acho que a Dersa contratou, na época, o Ari Sundfeld. Como é que chama aquele advogado? Carlos Ari Sundfeld, ou seja, contratou um dos melhores escritórios de direito administrativo. A jurisprudência mudou, no Tribunal de Contas, dizendo: “Olha, não pode mais. Agora tudo tem que ser licitado”. Não houve nenhum prejuízo para a empresa, o escritório é um dos mais conceituados de São Paulo, o trabalho foi feito, não houve nenhum enriquecimento, não houve nada. Houve uma mudança de critério e por isso nós temos sempre colocado reiteradamente: “Olha, contratação por dispensa de licitação só muito bem justificada e com parecer da Procuradoria-Geral do Estado”. Para não ter nenhuma dúvida, não é? Então, esse é o fato. Mas nós vamos verificar com bastante cuidado antes de qualquer nomeação para a Presidência do Metrô.


JORNALISTA: A nomeação do Kalil não é definitiva?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Não, ele é Diretor Financeiro e está respondendo pela Presidência do Metrô.


JORNALISTA: O senhor tem uma previsão de quando vai sair o nome do Presidente?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Nós anunciaremos após a Páscoa.


JORNALISTA: O Procurador, Governador, o senhor anuncia hoje ou só na semana?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Hoje, hoje.


JORNALISTA: À tarde?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: À tarde. Está bom?


JORNALISTA: Obrigada.