Coletiva - Inauguração da 2ª Central de Flagrantes e das Novas Instalações da Delegacia do Idoso da 6ª Seccional e Descerramento de Placa da 2ª Central de Flagrantes da 1ª Seccional - 20123010

De Infogov São Paulo
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Inauguração da 2ª Central de Flagrantes e das Novas Instalações da Delegacia do Idoso da 6ª Seccional e Descerramento de Placa da 2ª Central de Flagrantes da 1ª Seccional

Local: Capital - Data: 30/10/2012

REPÓRTER: Porque essa ordem para matar policiais militares, o senhor já conseguiu?


ANTONIO FERREIRA PINTO, SECRETÁRIO DA SEGURANÇA: Ah, existe uma série de motivos, são desafetos, são pessoas que são presas pelos policiais militares, acabam sendo soltas em seguida, vão a forra. O momento é oportuno para isso, esse ataques têm ocorrido também em Biqueiras, em distribuição de drogas, pela disputa desses pontos de distribuição, por guerra entre quadrilhas, essa somatória aí de motivos levam a essa onda de violência que nós vamos reverter esse quadro com toda a certeza.


REPÓRTER: Secretário, ontem o shopping Aricanduva fechou as portas por volta das 8 da noite, dizendo ter um toque de recolher.


ANTONIO FERREIRA PINTO, SECRETÁRIO DA SEGURANÇA: Isso é boato, não existe toque de recolher, a gente vê toque de recolher em outros estados, aqui em São Paulo não. A polícia entra em todos os locais, não tem ninguém mandando em comunidade aqui, São Paulo não tem...


REPÓRTER: Os moradores disseram...


ANTONIO FERREIRA PINTO, SECRETÁRIO DA SEGURANÇA: Mas aí é questão de precipitação, são boatos, são pessoas maldosas que difundem esses boatos sem nenhum fundamento. E às vezes as pessoas são levadas por esses meios de comunicação que acabam exagerando com relação à violência.


REPÓRTER: Os moradores afirmaram isso.


ANTONIO FERREIRA PINTO, SECRETÁRIO DA SEGURANÇA: Não estou te ouvindo.


REPÓRTER: Muitos moradores de Vila Formosa afirmaram que estava tendo o toque de recolher, e 6 horas da tarde [ininteligível] estava fechada.


ANTONIO FERREIRA PINTO, SECRETÁRIO DA SEGURANÇA: Mas não teve... Constata e vê se teve, não teve toque de recolher. Se o comerciante acha que tem que fechar a porta, que ele tem algum problema pessoal, medo, um temeridade maior, é uma questão subjetiva. Toque de recolher não existe, não ainda existir que nós não vamos ter toque de recolher em São Paulo. Isso é coisa de outros estados, aqui não tem o toque de recolher. Aqui o bandido não manda, aqui não bandido famoso, aqui bandido tem RG, aqui não tem bandido famoso e aqui a polícia entra em qualquer lugar. Aqui não precisa ter unidade pacificadora, não tem nada para pacificar São Paulo, a polícia entra em qualquer lugar; aqui não há necessidade de Exército, Marinha, Aeronáutica para garantir a eleição porque a polícia é autossuficiente. A Policia Civil e a Polícia Militar, cada um faz a sua parte, e é exemplo para o país, não tem toque de recolher em lugar algum. Isso aí são as pessoas mal intencionadas, ainda mais nesse período eleitoral. Eu espero que isso agora cesse, acabando todo essa celeuma aí, essa disputa eleitoral. Eu espero que cesse essa forma tendenciosa que alguns aproveitam o momento para disseminar preocupação, indevida para a população.


REPÓRTER: Algumas cidades da grande São Paulo têm apresentado o índice muito alto de homicídios, o senhor pretende fazer alguma coisa em relação a essas cidades, por exemplo, Osasco, Carapicuíba?


ANTONIO FERREIRA PINTO, SECRETÁRIO DA SEGURANÇA: Nós estamos atuando, a Policia Civil DHPP, está atuando com bastante afinco, nós temos várias linhas de investigação, tem várias interceptações telefônicas. A investigação ela demora um tempo, nós dependendo de informação, de trabalho de campo, mas nós estamos conscientes aí do nosso trabalho, o DHPP vai apresentar esse resultado dentro em breve, vocês vão ciência disso, e a Polícia Militar cada vez aumentando mais o policiamento nessas áreas mais sensíveis onde há mais incidência de homicídio.


REPÓRTER: Secretário, o ministro da justiça, disse que ofereceu ajuda...


ANTONIO FERREIRA PINTO, SECRETÁRIO DA SEGURANÇA: Não ofereceu, não ofereceu. Se tivesse oferecido, por que eu iria dizer que ele não ofereceu? Ele não ofereceu ajuda alguma, ele fez uma visita de cortesia a mim no dia 29 de junho, nada foi oferecido e, aliás, o que o Governo Federal pode oferecer é inteligência, inteligência nós já temos o relacionamento há muito tempo, desde que eu era secretário da administração penitenciária, nós temos esse relacionamento, essa troca de informações com a Polícia Federal. Prova disso que a prisão do Piauí, lá em Itajaí, foi feita pela Polícia Federal, há harmonia total. Fora isso, convenhamos, o que quê o Governo Federal pode oferecer? Ajuda da polícia? Nós temos uma Policia Civil aqui altamente especializada, com mais de 30 mil homens e a Polícia Federal tem 10 mil para o país inteiro. Força nacional? Força nacional é uma força virtual, que contém um grande contingente da própria Polícia Militar de São Paulo.


REPÓRTER: E dinheiro?


ANTONIO FERREIRA PINTO, SECRETÁRIO DA SEGURANÇA: E dinheiro sim, investimento. Eles devem dar investimento, nós sempre damos a contrapartida e nós não achamos que ela é casa da moeda, não, por que em outros seguimentos, principalmente na habitação, o governo de São Paulo é que dar a maior parte de investimento para a construção de casas populares para o Governo Federal, não existe nenhuma preocupação, se ele oferecesse, só poderia oferecer inteligência, e inteligência é óbvio que nós já temos. O resto, o Governo Federal não tem mais nada para nos oferecer, isso é oportunismo no momento de eleição, nada mais do que isso. Se ele tivesse oferecido, ele poderia demonstrar por e‑mail, por ofício, por emissário, até por telefone.


REPÓRTER: Dr. Ferreira... Licença um pouquinho.


ANTONIO FERREIRA PINTO, SECRETÁRIO DA SEGURANÇA: Cabe a ele demonstrar que falou isso para mim, não falou. Tanto admitiu que ele estava de saia justa quando eu interpelei em razão de ele ter tido isso, por é um rematado disparate, nada foi oferecido. Como disse o governador, toda ajuda é bem‑vinda, mas a União só pode oferecer troca de inteligência, de informação, aliás, nesse setor, também, nós temos muito mais informação a eles do que eles dão a nós, isso sem dúvida alguma, e eles não conhecem nada de facção criminosa, Polícia Federal não passa nem perto de presídio. Quem obtém informações em presídio, é quem trabalho dentro do presídio, é a secretário da Administração Penitenciária.


REPÓRTER: Governador, a gente continua depois.