Coletiva - Inauguração da EE Ilha da Juventude - 20121605

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva da Inauguração da EE Ilha da Juventude

Local: Capital - Data: 16/05/2012


MESTRE DE CERIMÔNIA: Pessoal, nós vamos dar início agora...O governador concede agora uma entrevista, a gente precisa fazer silêncio, por favor...


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, essa... a escola, Ilha da Juventude, aqui em Taipas, na Zona Norte de São Paulo, é a primeira com a certificação da Fundação Vanzolini, então uma escola sustentável, energia elétrica, não apenas com lâmpadas que consomem menos, todo o sistema elétrico, mas também energia solar. Então, através de energia solar nós vamos ter um iluminação melhor e vamos gastar menos. Também a parte de águas, todas as partes de água de chuva, de águas vão ser reaproveitadas para banheiro, para a limpeza. Depois a parte acústica, a parte térmica. Então, uma escola sustentável, sob o ponto de vista do meio ambiente, mais aconchegante, mais confortável, de melhor qualidade, custou R$3,5 milhões essa escola, é uma escola de Ensino Médio, alunos de primeiro, segundo e terceiro ano do Ensino Médio e o EJA, à noite, a escola de jovens e adultos. E esse modelo aqui dessa escola de Taipas, nós vamos levar para as outras escolas que a FDE vai licitar. Então, todas elas passaram a ser também sustentável, buscando a certificação AQUA, da Fundação Vanzolini.


REPÓRTER: E a ampliação desse modelo para outras escolas?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: É nisso que nós vamos fazer, então nós já estamos... 200 escolas já saírem com a edital com esse tipo de projeto de escola sustentável, certificada pela Fundação Vanzolini.


REPÓRTER: Governador, hoje a linha vermelha do metro, o senhor tem informações mais precisas? Houve de fato uma colisão? Foi uma falha?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, nós estamos aguardando o secretário Jurandir Fernandes, já foi lá para o local. Estamos aguardando ele telefonar para a gente ter informações mais detalhadas. Mas eu queria trazer aqui uma notícia importante para a região norte de São Paulo, que é a linha 6 do metrô, a linha Laranja. Ela vai ser das mais importantes linhas de metrô com 30km e mais de 30 estações. Ela vai sair de São Joaquim, na linha Norte-Sul, passa pelas universidades lá por Perdizes, cruza o Rio Tietê, passa pela Freguesia do Ó, vem para Brasilândia, e de Brasilândia para Pirituba e vai até a Rodovia Bandeirantes, fazendo uma integração também rodoviária com a região. Então, uma linha importante. Talvez seja a próxima PPP, que já tem o projeto funcional e nós estamos agora preparando a parceria público privado. Então, isso vai dar um grande impulso aqui à região. E também estando aqui na zona norte, na Cantareira, queria também falar do Rodoanel Norte. O Rodoanel Leste está em obra. Nós esperamos entregar em 24 meses a obra do Rodoanel Leste, saindo de Mauá até Guarulhos. Passando pela Ayrton Senna e pela Dutra e o Norte. Ontem abrimos a pré-qualificação, 25 consórcios, concorrência pública internacional. Empresas brasileiras, europeias, portuguesas, espanholas, francesas, coreanas, argentinas. Nós temos o mundo inteiro participando aqui no consórcio do Rodoanel Norte. Aí encerrada a licitação, é assinar contrato e já dá início de obra. E esperamos que hoje a presidenta Dilma mande para o Senado a autorização de financiamento do Banco Mundial. E que a gente possa assinar esse financiamento do Banco Mundial em 20 dias. Então, nós teremos aqui recurso Federal, um terço, recurso do Estado de São Paulo, do Governo do Estado, dois terços e mais a parte do Estado, financiamento do Banco Mundial.


REPÓRTER: Governador, voltando a falar de transporte sobre trilho. A Linha 9, hoje, voltou a ter problema com o fornecimento de energia. O senhor sempre enfatiza o número de passageiros transportados, os trens novos, de fato é reconhecido, é louvável, mas, antes de instalar equipamento novo, não falhou planejamento aí no fornecimento de energia, construir antes as subestações para não ter problemas?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, nós temos que fazer a correção com o trem andando, quer dizer, não tem como... A gente não controla a demanda. Há um crescimento enorme da demanda. A CPTM, que transportava, há 15 anos, 700 mil passageiros, passou para um milhão, 1,2 milhão, 1,5 milhão, dois milhões. Hoje, tem dia que chega a 2,8 milhões de passageiros/dia. A população gosta do trem e do metrô, porque não tem congestionamento para trem e metrô, aquilo é um trem a cada três minutos e meio, em horário de pico.


REPÓRTER: Mas tem havido muita falha, e a população reclama.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: É, mas são pontuais. Na realidade, nós temos um número de viagens muito grande. Quando a gente fala 2,8 milhões por dia é passageiro/viagem, porque, às vezes, ele faz mais de um percurso. Temos o bilhete único, que ficou mais barato, ajudou as pessoas que precisam do transporte coletivo e estamos investindo. E, para resolver esse problema de energia, já contratamos todas as obras, elas estão sendo executadas, rede aérea, subestações de energia. E até temos paralisado, aos domingos, a Linha 9, para poder ganhar tempo, porque se a gente fosse fazer só de madrugada, da uma da manhã até as quatro, nós íamos levar meio ano. Então, nós estamos fazendo algumas paralisações no domingo, a população entende que é para melhorar, e nós vamos ter, o mais rápido possível, a questão de energia resolvida. Por que aumentou tanto a demanda? Porque aumentou muito o número de trens. Nós compramos 104 trens, cada trem tem oito carros, nós estamos falando de 832 carros, e todos movidos a eletricidade, a energia limpa, todos com ar-condicionado e mais motorizado. Porque o trem anterior era um carro motorizado para três vagões; hoje, é um sim e um não. Passou de 33% de motorização para 50% de motorização. Então, o trem é mais forte, mais rápido, melhor torque, mas ele gasta mais energia. Mas eu diria que são questão pontuais que vão estar bem equacionadas.


REPÓRTER: Mas, sabendo como são os trens, não dava para prever, governador, fazer as subestações antes?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, todo o trabalho está sendo feito. E, aliás, um outro trabalho importante, que é atender de maneira melhor, distribuindo a rede. Então, o metrô, por exemplo, tem uma rede ainda pequena, então nós estamos expandindo fortemente o metrô com quatro obras, hoje, simultâneas, que é a Linha 2, que vai lá para Cidade Tiradentes, Vila Prudente, Cidade Tiradentes, está indo muito bem o cronograma; a Linha 4, que é a Linha Amarela, vamos ter mais cinco estações e vamos sair de São Paulo pela primeira vez, vamos até Taboão da Serra; a Linha 5, que é de Santo Amaro, ela atende, ali, seis hospitais; e a Linha 17, que é do Aeroporto de Congonhas, que vai até o Morumbi. Mas eu queria fazer, aqui, um esclarecimento e uma correção. Eu tenho visto, em alguns órgãos de imprensa, uma desinformação, que é dizendo: “Olha, o Governo quer aumentar o número de pacientes atendidos por convênios”. Não, nós não queremos aumentar nenhum paciente atendido por convênio, nenhum. Nós só não podemos proibir, nós só não podemos... A Constituição brasileira garante que a saúde é universal, é para todos. Agora, nós não achamos justo que a gente atenda um paciente que paga convênio e o convênio não nos pague. O que nós queremos é o ressarcimento daqueles casos que nós atendemos. Para quê? Para, com esse dinheiro, investir mais no SUS, investir mais em quem não tem convênio, não tem seguro saúde. Do jeito que está hoje, as seguradoras ganham o dinheiro, ficam com o dinheiro e os pacientes mais complexos, custo mais caro, empurra para o Governo, para o Governo atender, e não nos pagam. Então, nós não queremos aumentar nenhum atendimento de convênio, nós só queremos os atendimentos que nós já fazemos, porque somos obrigados a fazer, que seja pago, para que a gente possa, com esse dinheiro, poder investir mais na saúde. Então, a decisão liminar, ontem, da Justiça, ela não muda em nada a situação, porque nós não vamos atender nem mais nem menos, a gente atende à demanda, àquilo que é obrigado a atender. Agora, é ruim não poder ter o ressarcimento, porque quem ganha com isso são as seguradoras e quem perde é o SUS, porque você teria um recurso a mais para ajudar no financiamento. Hoje, mesmo está nos jornais que o Brasil é um dos países que menos investe em saúde, menos que a África. O Governo Federal está devendo na área de saúde, porque ele é o que menos investe. Quem mais investe são os Estados e os municípios.


REPÓRTER: Essa conta com as seguradoras, o senhor tem o valor...?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não tem. Não tem. Mas é alto. Por que é alto? Porque as seguradoras não encaminham para nós caso de gripe. Encaminham o caso de transplante, politraumatismo, caso de câncer... Casos mais complexos. Então, não é “O Governo quer atender convênio”. Não, o Governo não quer atender nenhum convênio, apenas aqueles casos que já são atendidos e há muitos anos, que a gente possa chamar a seguradora e dizer: Olha, você trata de pagar, para gente poder, com esse dinheiro, investir nos SUS.


REPÓRTER: Governador, em relação à linha 6. Há previsão para o início das desapropriações?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Imagina se... Olha... Aliás, isso é o que o ministro da saúde fala também todo dia. Precisamos cobrar o dinheiro da seguradora. Imagina se meio bilhão, R$500 milhões.


REPÓRTER: Governador, em relação à linha 6. Há previsão para o início das desapropriações da Brasilândia, Freguesia?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Nós já fizemos o decreto de utilidade pública de toda a área. Vai ser uma das maiores linhas de São Paulo, a linha 6, que é a linha Laranja. Depois, imediatamente, cresçam os processos caso a caso. Não há necessidade de você desapropriar tudo ao mesmo tempo, nós vamos verificar qual é o primeiro trecho e vamos primeiro fazer a desapropriação do primeiro trecho. Será a quinta obra de metrô simultâneo, porque eu já tenho a linha 2 em obra, a linha 4 em obra, a linha 5 em obra, a linha 17 e a linha 6 será a quinta obra, e nós pretendemos começar esse ano ainda, o expresso Guarulhos. Aí não é metrô, é trem. O trem para o aeroporto de Cumbica.


REPÓRTER: Quanto a data, tem alguma previsão?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, ainda não.


ORADORA NÃO IDENTIFICADA: O governador vai fazer a visita agora. Quem...