Coletiva - Inauguração de unidade do programa Creche Escola e descerramento de placa da Casa do Agricultor 20162904

De Infogov São Paulo
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Coletiva - Inauguração de unidade do programa Creche Escola e descerramento de placa da Casa do Agricultor

Local: [[]] - Data:Abril 29/04/2016

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha uma grande alegria vir à região, estar aqui em Vitória Brasil. Nós estamos entregando aqui a creche-escola de número 119, ainda hoje vamos entregar a creche-escola 120 no município de Lourdes, é um importante programa para as mamães, para os papais, criança de zero a três anos na creche, de três a cinco a Emei, que é a pré-escola, ensino infantil, é onde o cérebro, os neurônios mais se desenvolvem, é importantíssimo esse trabalho, a criança entra no primeiro ano do ensino fundamental praticamente alfabetizada. Aqui também estamos inaugurando o CRAS, a Casa da Agricultura, estamos fazendo 60 casas da CDHU e o Centro dos Idosos e vamos fazer também uma operação de recapeamento na SP463, uma importante ligação com Minas Gerais. Daqui vamos ao município de Magda, entregar um conjunto habitacional em Magda, em Lourdes, a creche- escola e em Ipiguá o Centro de Convivência do Idoso. Esse é o município agrícola importante, com uva, seringueira, laranja, pecuária, agricultura, então inauguramos também a Casa da Agricultura aqui do município em Vitória Brasil.

REPÓRTER: Nós temos mostrado a dificuldade da Santa Casa da região para conseguir pagar todos os custos, Fernandópolis e Votuporanga têm dívidas milionárias. Há algum [ininteligível] do estado para implementar os recursos para esses hospitais?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Todos os hospitais que atendem o SUS estão passando por dificuldades, porque a tabela do SUS não é corrigida há praticamente 12 anos, então, hoje, em média, ela sobra aí em torno de 40, no máximo 50% dos custos dos procedimentos, então quanto mais você atende, maior o prejuízo. As regiões mais ricas a Santa Casa tem convênio e ela tendo convênio, ela congresso o prejuízo do SUS, então sobra um pouquinho no convênio, aí cobre o rejeição do SUS. Então, o quê que nós fizemos? Nós criamos um programa Santas Casas sustentáveis onde nós estamos complementando a tabela do SUS, então as Santas Casas de apoio, 10% a mais do que ela fatura, as Santas Casas estratégicas 40% e as estruturantes 70% a mais, o único estado do Brasil, é o estado de São Paulo que está complementando a tabela do SUS. Agora, nós devemos fazer um esforço, agora se realmente ocorrer a mudança de governo federal, um trabalho coletivo de todos para valorizar, para corrigir a tabela de SUS, porque esse é o grande problema, não é má gestão dos hospitais, é porque realmente quanto mais atende o SUS, maior o déficit. Eu queria também dar uma boa notícia na área da educação. Nós autorizamos contratar dois mil professores emergencialmente, 500 PEB1, 1.500 PEB2. Então dois mil professores, processo seletivo simplificado, as escolas já podem contratar. Também 900 agentes de organização escolar. Contratação imediata. E 71 agentes de serviço escolar. 900 agentes de organização escolar, 71 agentes de serviço escolar, e autorizamos o pleito antigo, a abertura de concurso público para 1.878 diretores de escola.

REPÓRTER: Esse número deve trazer mais qualidade no ensino no estado?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não há dúvida. Não há investimento melhor do que em recursos humanos. Escola não é só prédio. Escola são recursos humanos. Então concurso público para diretor de escola, que não tinha há vários anos, 1.878 diretores, dois mil professores e quase mil funcionários de apoio, de organização escolar.

REPÓRTER: Foi feito vários pedidos de infraestrutura para conjunto habitacional, o caixa do governo está preparado para atender a esses anseios?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, está todo mundo apertado, não é, porque o que acontece em uma crise? Nós estamos vivendo uma crise muito acentuada, o empresário, ele primeiro paga os seus empregados, os seus colaboradores, depois os fornecedores, se sobrar dinheiro, paga imposto. Então a arrecadação ela despenca. E o governo federal pode emitir, estados e municípios não podem. Mas a gente raspa lá o fundo do tacho para poder atender às prefeituras que é o governo que está mais perto da população.

REPÓRTER: O apelo para disputar as eleições presidenciais feita pela prefeita Ana Lucia e outros prefeitos?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, isso é em 2018, está muito longe ainda, não é? Nós temos que fazer agora é trabalhar bastante, fazer um bom governo em São Paulo.

REPÓRTER: As grávidas da região de São José do Rio Preto estão tendo dificuldade para encontrar a vacina DTP.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Então, a vacina tríplice, não é, difteria, tétano e coqueluche, já foi acionado o carro já o secretário da saúde, agora nós distribuímos, ela é do ministério da saúde, como, em janeiro, eles não repassaram a vacina, a gente, em média, precisa de 1.500 doses por mês. Então como em janeiro, ficou sem repassar, acabou atrasando, mas nós vamos cobrar lá o mais rápido possível, para ter essa importante vacina para as futuras mamães.

REPÓRTER: Ainda falando de saúde, a gente também mostra alto custo, inclusive com decisão judicial. O que acontece?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, eu sou muito cauteloso com essa questão da judicialização. O governo tem um protocolo, nós investimos perto de quase R$ 2 bilhões só em remédio, fora o que investe o governo federal. Tem remédio de alto custo, tem remédios permanentes, tem tudo. Agora a judicialização às vezes você tem medicação que não está incluída no protocolo do ministério da saúde. Você tem medicação que não é nem registrada na Anvisa. E a gente percebe que regiões mais pobres têm menos judicialização e regiões mais ricas têm mais judicialização, um promotor público em Ribeirão Preto entrou com quase 4 mil ações na justiça! Enquanto que a cidade de São Paulo tem menos de 3 mil ações! Como é que pode um promotor entrar com quase 4 mil ações. E um outro fato que é importante destacar. O juiz não é obrigado a entender de medicina. Então, às vezes, acontecem abusos. Vou dar um exemplo. Existe uma doença chamada colesterolemia, é o aumento do colesterol ruim no sangue, então tem um tipo de hipercolesterolemia chamada homozigotica, ela é muito rara, é um caso a cada 500 mil habitantes. Nos Estados Unidos, fabricaram um produto que custa 1000 dólares cada comprimido, cada comprimido 1000 dólares. Tem que tomar um por dia, então o tratamento custa 30 mil dólares, mais de 100 mil reais. Aí não tem registro no Brasil, medicamento importado, nem registro nos Estados Unidos tem. O médico pede, o advogado entra na justiça, o juiz de boa intenção, ele dá autorização, ameaça de prender se não entregar o medicamento imediatamente, nós gastamos 42 milhões de reais com esse medicamento. Aí observamos que era estranho. Cidade de Campinas, não tinha um caso, cidade menor com 15 casos, aí pedimos autorização judicial para fazer a invasão dos consultórios médicos e do laboratório, para fazer uma ação policial, a justiça autorizou, e nós fizemos. Então o que foi constatado? O pedido do médico era igualzinho em todos os consultórios, até o erro de português. Eles copiavam. Então o médico copiava o pedido e pedia, o juiz mandava, o governo gasta o dinheiro do povo, 42 milhões, um caso o paciente nem tomou o remédio ele não tinha doença nenhuma, só deu o nome. No outro caso, o paciente teve uma sequela, uma paralisia, e todos os demais casos, a hipercolesterolemia não era recessiva. Portanto, não tinha lógica. O governo foi obrigado a gastar 42 milhões de reais. Então nós precisamos ter cuidado com a judicialização. O juiz não é obrigado a saber medicina, acaba impondo gastos que não são razoáveis e quem paga é a população que precisa mais. Isso em muitas regiões ricas, as regiões mais pobres não têm quase judicialização, você pegar o Vale do Ribeira, Pontal do Paranapanema, grande São Paulo, não tem. Então é preciso ter um cuidado, não é? Existe um protocolo. O ministério da saúde estabelece o tipo de medicamento, alto custo, então nós estamos propondo, com a universidade de São Paulo, com a USP, que haja um assessoramento à justiça. Um assessoramento médico, para realmente verificar aquele caso que justifica para não haver excessos e não haver até distorções e até crime como nós verificamos nesse caso.

REPÓRTER: Do H1N1. Eu queria saber primeiro do senhor como que está à situação no estado, em segundo, em cidades do interior paulista, como é o caso de Jales, começa a vacinação amanhã, veio uma recomendação governamental que seja dividida em parcelas essa vacinação primeiramente, e que os idosos ficavam de fora nessa primeira parcela. Depois os idosos foram incluídos. Por que isso?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, o ministério da saúde é que distribui a vacina, é uma vacina contra três tipos de vírus: H1N1, H2N3 e o chamado Vírus B. A vacina não é 100%, como nenhuma vacina, tem uma cobertura aí de 80%, que é uma cobertura ótima. Se a pessoa for debilitada, tiver problema de saúde, a eficiência é menor ainda, mas é importante por quê? Porque de cada 10, 8 já podem não pegar esse tipo de vírus. E se pegar a gripe, ela vai ser mais branda, porque a vacina provoca anticorpos e aí você diminui a viremia, você contraiu a gripe, vai ter menos quantidade de vírus no sangue, ela é mais branda. Quem é a população prioritária? A população prioritária é criança de 6 meses a 5 anos. São mais vulneráveis. Pessoas acima de 60 anos de idade, 60 anos de idade. Pessoas imunodeprimidas, que estão tomando, às vezes, medicamentos, fizeram transplante, elas estão imunodeprimidas, pacientes debilitados, debilitados. Profissionais de saúde, porque eles estão muito em contato com os doentes. E as puérperas, ou seja, aquelas que acabaram de dar à luz. Então você vai verificando, olha, qual é a prioridade? Essa é a prioridade. Aí você estabelece o escalonamento. Começa amanhã, nossa meta é vacinar 9,5 milhões de pessoas, a vacina tem boa eficiência, é segura e é gratuita. E é gratuita. Começa amanhã, das 8 da manhã até às 5 da tarde, no sábado, e depois vai até de segunda a sexta, mais um mês de vacinação.

REPÓRTER: Mas essa questão, porque separar os idosos governador e depois voltaram os idosos para a primeira posição?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não. O que acontece? Se você... Nós começamos, até pedimos ao ministério da saúde para começar antes em São José do Rio Preto, o estado inteiro reclamou. Por que São José do Rio Preto? A região. Porque estava tendo uma incidência maior, então você vai priorizando. Olha, o ideal seria até você dissesse por que 60 anos de idade? Quem tem 59 não pode? Então não há recurso para você fazer para todos. Isso é Brasil inteiro. Não é São Paulo que estabelece. Mas a resolução do ministério da saúde está correta. Ela prioriza a população de maior risco, para protegê-la. Rio Preto já começou, não é, começou há um mês atrás, agora vamos fazer para todo mundo a partir de amanhã.

REPÓRTER: Governador, nós tivemos casos de dengue aqui na região, principalmente em Presidente Prudente foram mais de 8 mil casos de dengue confirmados, o que o governo pretende fazer para minimizar essa situação?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, só há um caminho enquanto não chega a vacina, nós estamos muito animados com a vacina, o instituto Butantã ele fez uma vacina, ela protege contra os 4 tipos de dengue, 1, 2, 3, 4, uma dose só, estamos na última fase para ter a aprovação da Anvisa, para poder fazê-la em escala eu diria até internacional, porque a dengue não é só no Brasil. A dengue é uma doença de países tropicais, e subtropicais, é o sul do mundo, não tem dengue na Europa, no Canadá, são países frios não é, é de país quente, chove muito, e calor, país tropicais, subtropicais, enquanto não chega a vacina, só tem um caminho, combater o mosquito. O aedes aegypti. Já reduziu bastante a dengue no estado de São Paulo, a redução já é importante. E vai reduzir mais. Porque agora vai entrar o outono e o inverno, menos calor e menos chuva, mas a gente não pode esmorecer, mesmo no outono e no inverno, não deixar água parada, então essa tem que ser uma luta permanente, cada um ajudando aí a coletividade.

REPÓRTER: Governador, recentemente, o Fernando Padula foi nomeado como coordenador do Arquivo Público. Ele está sendo investigado na fraude da merenda, como o senhor avalia essa nomeação?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, o que eu queria? Duas coisas. Primeiro, sobre a merenda. O estado de São Paulo existe uma lei federal que diz que você... Cada recurso que você recebe do governo federal para merenda, 30% tem que gastar com agricultura familiar, pequenos agricultores, nós, em cinco anos, fizemos três chamadas, obrigado por lei federal, nossas três chamadas teve disputa, ganhou o menor preço, a cooperativa de agricultores familiares, com o menor preço, um produto só, suco de laranja foi entregue, teve nenhum prejuízo, o que nós investigamos depois? Foi a polícia de São Paulo que investigou e prendeu as pessoas e comunicou o ministério público. Nós verificamos que a tal da cooperativa, ela ludibriava os pequenos agricultores, porque ela usava o nome dos pequenos agricultores, mas não entregava o produto deles, era uma cooperativa de fachada, ela fez isso em seis estados, e dezenas de prefeituras, o que nós fizemos então? Prendemos as pessoas e comunicamos o Ministério Público. Abrimos uma correição, uma sindicância, tinha um telefonema de uma pessoa para o então chefe de gabinete Fernando Padula, foi super investigado, não há nada, nada, nada, ele é funcionário de carreira, ele tem 17 anos de serviço público. Então é importante separar o joio do trigo. Justiça é isso, pune quem age errado e inocenta quem não tem nada a ver com o problema.

REPÓRTER: Só para terminar, governador, então, como o senhor avalia a possível nomeação de tucanos para ministérios caso o Temer assuma a presidência?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, eu acho que são duas coisas distintas. Havendo o impedimento da presidente Dilma, se o senado completar aí a votação, e o vice-presidente Michel Temer assumindo a presidência, eu acho que nós devemos ajudar o nosso partido, o país passa por dificuldade, especialmente na área econômica, precisa fazer um conjunto de reformas, uma delas é a reforma política, porque senão os fantasmas vão voltar lá na frente. Nós estamos com um modelo político totalmente esgotado, absurdo, um verdadeiro mostrengo, com 35 partidos. Nós temos o dever de ajudar, dar apoio parlamentar, votar as medidas de interesse da população no congresso nacional e ajudar muito na área econômica, porque precisa retomar o emprego, precisa retomar o crescimento da economia brasileira, e eu quero manter a minha posição que eu entendo que não há razão nenhuma para o PSDB exigir ministérios, estatal, indicar nomes, nada disso! Não precisa para o partido apoiar, ajudar receber coisas em troca, não há necessidade. Se o presidente convidar alguém do partido, caberá à pessoa avaliar se aceita ou não. essa é a nossa posição. Categoria 29 de abril de 2016 [[]]