Coletiva - Inauguração do 16º Polo Regional da Escola de Moda na capital - 20120910

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva da Inauguração do 16º Polo Regional da Escola de Moda na capital

Local: Capital - Data: 09/10/2012


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, esse é um programa importante, roupa vende, todo mundo precisa se vestir, há falta de mão de obra, de piloteiras, costureiras, bordadeiras, modelista. Então esse programa que o Fundo Social de Solidariedade, a Lu está fazendo, já são 46 polos de moda inaugurados. As pessoas fazem o curso, se capacitam, algumas montam cooperativas entre elas, outras trabalham em casa, outras conseguem um bom emprego, enfim, há uma grande demanda nessa área de corte e costura, na indústria da tecelagem, na indústria da moda, que gera muito emprego aqui no estado de São Paulo.


REPÓRTER: Governador, sobre os acontecimentos de hoje, iniciais, está havendo uma guerra entre a polícia de São Paulo e o crime organizado?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, nós temos tido já há algum tempo uma forte ação da polícia contra o crime organizado, especialmente contra tráfico de droga. A polícia tem agido firme, tem enfrentado o crime organizado, especialmente tráfico de droga. A morte de policiais é uma forma do crime intimidar o estado. E o estado não vai ser intimidado, não é. Todos trabalhando, esses casos de policiais ele... Ontem mesmo foi preso mais um criminoso, estão sendo desvendados, e os criminosos estão sendo presos. Essa é a orientação do estado, e é dever do estado, proteger a população e enfrentar a organização criminosa.


REPÓRTER: Mas as mortes dos civis, logo após as mortes dos policiais, há uma investigação no que diz respeito a um possível envolvimento de policiais nessas mortes?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, nós não descartamos nenhuma hipótese, todas as hipóteses devem ser investigada. Há hipótese de briga entre traficantes, entre organizações criminosas que aproveitam esses momentos para cometerem esses crimes. A hipótese de que possa haver algum policial envolvido também é investigada. Por isso nós estabelecemos que qualquer morte civil, o DHPP ele acompanha todo esse trabalho, a polícia está empenhada, seja a corregedoria da polícia, seja o DHPP. Mas nós precisamos aguardar as investigações para apontar quem cometeu o crime e as razões do crime, a motivação do crime.


REPÓRTER: Governador, a possibilidade de grupo de extermínio já chegou ao seu conhecimento?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não. O que nós temos são mortes que ocorreram que estão sendo investigadas. Eu acho que qualquer conclusão antes da investigação terminada é precipitada.


REPÓRTER: É possível haver alguma operação especial da polícia naquela região de Taboão e Embu?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não. O que é que nós fizemos no caso da baixada santista? Aliás, a gente já vem já desde o ano passado. Nós colocamos mais seiscentos policiais militares na baixada santista, agora em novembro nós teremos mais uma formatura, até vamos fazer a formatura lá na Baixada Santista, serão mais 250 policiais militares, setores da R.O.T.A desceram também para a baixada e não tem prazo para voltar, ficarão lá o tempo que for necessário, e os demais casos a polícia toda está investigando, tanto o DHPP da polícia civil, quanto também o próprio comando da Polícia Militar.


REPÓRTER: Governador, qual que é a força do crime organizado no estado?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, eu diria que ele é menor do que foi no passado. Essa é uma guerra que você tem que vencer batalha todo dia, todo dia é uma luta. Nós sofremos as consequências da falta de policiamento de fronteira, que é o tráfico de droga e o tráfico de armas, que são responsabilidade do governo federal. A nossa parte nós estamos fazendo. Todo mundo trabalhando, polícia toda preparada, 24 horas aí trabalhando para proteger a população. Tanto é que nós passamos de 180 presos no dia 01 de janeiro deste ano, para 193 presos no dia 09 de outubro deste ano. Aumento 13 mil presos em nove meses. A polícia está trabalhando direto. Todos os indicadores de trabalho, de eficiência da polícia são positivos.


REPÓRTER: Governador, chegou para o senhor a informação na baixada de que horas antes dos agentes serem mortos no fim de semana chegou a informação que havia um plano para matar um policial naquela cidade? A polícia tentou intervir, não conseguiu?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Eu tenho acompanhado pessoalmente, junto com o Secretário da Segurança, que, aliás, está na Baixada Santista nesse momento, mas quem deve falar é a polícia, até para gente não atrapalhar investigações. Nós temos um trabalho de investigação sério, veja aquele caso de um assessor da prefeita do Guarujá, o crime foi esclarecido, os três foram presos. Agora, você precisa ter prova, quer dizer, senão não adianta. Prender sem prova não vai soltar. Então às vezes não se faz em vinte e quatro horas. Mas a polícia toda está trabalhando para esclarecer os crimes, ter as provas em relação aos suspeitos e elucidar o crime. É isso que está sendo feito. Esse caso que eu me referi no Guarujá, os três já estão presos e o crime esclarecido.


REPÓRTER: Envio do reforço para o litoral é um indicativo que a situação lá está fora de controle?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não. Ela não está fora de controle. É evidente que quando a organização criminosa ataca covardemente o policial, ele quer intimidar o estado. Quer dizer, ele não ganha nada com isso, a não ser querer intimidar o estado, por quê? Porque a ação firme da polícia está atrapalhando o crime. É óbvio. Está indo para cima das biqueiras, está indo para cima da ponta do tráfico de droga, então é uma reação. Não vão intimidar o estado. O estado vai continuar cumprindo a sua tarefa, o seu dever, que é enfrentar organização criminosa.


REPÓRTER: Haverá um reforço no Taboão, governador, é isso?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Onde houver necessidade a polícia já providenciou o reforço.


REPÓRTER: Governador, voltando ao polo de moda, o senhor ajudará a dona Lu a implantar isso em maiores comunidades dentro de São Paulo?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Exatamente. Quer dizer, já foram implantados 44, serão 56, tem mais doze. Isso possibilita, gratuitamente, as pessoas poderem se capacitar para modelistas, costureiras, pilotistas, enfim, todo trabalho. O sucesso é tão grande que tem fila. Quer dizer, quem sai elogia tanto que tem uma fila hoje para poder fazer o curso.


LU ALCKMIN, PRESIDENTE DO FUNDO SOCIAL DE SOLIDARIEDADE: Posso falar uma palavrinha? Uma coisa que eu esqueci de falar, chama-se polo... Chamam-se Polo Seja Mais de Moda. São cinquenta e seis polos. Até agora já inauguramos quarenta e quatro. Esse polo é para ensinar, além da população, por exemplo, no interior, das cidades, também as cidades do entorno. E aqui na capital essas entidades ensinam a população e também outras entidades que queiram ser escola de moda. Então quem manda a costureira para esse polo de cidade ou de entidade na capital recebe três máquinas industriais... Quatro máquinas industriais e mais trezentos metros de tecido, e aí começa uma escola de moda. Então haverá escola de moda em todos os municípios do estado e nas entidades que forem visitadas e desenvolverem um trabalho sério para a população. E dessa forma nós queremos transformar o estado de São Paulo no maior polo de costura do Brasil.


REPÓRTER: Uma pergunta...


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: A última.


REPÓRTER: Duas aqui. O senhor pretende fazer alguma alteração na Secretaria de Segurança ou no comando da Polícia Militar?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, não.


REPÓRTER: Governador, a respeito das eleições municipais. Paulinho da Força já fechou com o Serra, alguma nova postura?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, nós ficamos felizes com a decisão do PDT e o seu presidente, o Paulo Pereira da Silva, que é um grande líder sindical, preside a força sindical no país todo, é um reforço de peso aí para o segundo turno, para a campanha do nosso candidato, o Serra, temos expectativa aí com o PPS, o seu presidente é o Davi Zaia e o Carlos, a candidata Soninha, e outros partidos. Mas vamos aguardar porque eles é que devem se manifestar. O que depender de nós é somar esforços em torno de um bom programa de trabalho para população de São Paulo.


REPÓRTER: Governador...


REPÓRTER: Só mais uma, governador.