Coletiva - Inauguração do AME e da Unidade de Reabilitação Lucy Montoro; descerramento de placas de inauguração de obras da Defesa Civil e da nova sede da Delegacia de Defesa da Mulher - 20122906

De Infogov São Paulo
Ir para navegação Ir para pesquisar

Transcrição da coletiva da Inauguração do AME e da Unidade de Reabilitação Lucy Montoro; descerramento de placas de inauguração de obras da Defesa Civil e da nova sede da Delegacia de Defesa da Mulher

Local: Fernandópolis - Data: 29/06/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Nós estamos entregando aqui em Fernandópolis o AME com mais de 10 especialidades, ele vai atender a região, isso vai ajudar muito, porque melhora a resolutividade do atendimento primário e desafoga os hospitais; então com mais de 10 especialidades: exames, equipamentos, diagnósticos e tratamento. Entregando a Rede Lucy Montoro, vai ser muito importante também aqui para região, pessoas com deficiência: diagnóstico, tratamento, reabilitação e o projeto de integração de política do idoso, unindo a pessoa com deficiência e a saúde para atender também os idosos. Liberamos R$3 milhões para o Centro de Diagnóstico do Câncer aqui de Fernandópolis, acho que mais 30 dias já vai estar pronto e a delegacia de Defesa da Mulher. Em Jales, nós vamos iniciar a atividade do hospital já com 30 leitos, já tínhamos ambulatório, na área do câncer, e aí 30 leitos, 10 leitos de UTI e toda parte cirúrgica, então nós somamos um grande ganho também para a região em Jales. E em Santa Fé do Sul, nós temos a duplicação da Euclides da Cunha, a entrega do primeiro trecho 38,2 km de rodovia duplicada entre o Rio Paraná, Rubineia até a divisa de Urânia e já isso agora em junho. Esperamos em setembro entregar o próximo lote e aí vamos acelerando ao máximo a entrega de todos os lotes da Rodovia Euclides da Cunha que será toda ela duplicada 171 km muita obra de arte! Muita obra de arte: viadutos, acessos, marginais e os 20 km já duplicados também serão recuperados.


REPÓRTER: Governador, o senhor falou bastante de Saúde, o senhor percebe que as Santas Casas aqui da região enfrentam uma grande crise. De que forma o governo do estado pode ajudar as Santas Casas daqui da região?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha! Se o governo federal não corrigir a tabela do SUS que faz quase 10 anos que ela não é corrigida, e todo ano tem aumento de dissídio, funcionário, água, luz, alimento, remédio, oxigênio não vai ter solução! Aí vamos ter uma pressão junto ao governo federal no sentido de corrigir a tabela do SUS. Nós criamos um programa chamado Pró Santa Casa, e nós estamos ajudando todas as Santas Casas, mas é paliativo, que dizer se não corrigir a tabela do SUS, é uma barbaridade o que está acontecendo! O governo federal participava com 60% do financiamento do SUS foi reduzido para 58%, 56%, 55%, 50% hoje está em 39% o financiamento da saúde, é só não corrigir a tabela do SUS que você vai saindo do financiamento da saúde, e a saúde cada vez mais cara e a população mais idosa, o que demanda mais exames. Mas a parte do estado está sendo feita. Nós temos AME em Votuporanga, AME em Fernandópolis, AME em Jales, AME em Santa Fé, agora o Hospital de Jales do Câncer, aqui o Centro de Diagnóstico do Câncer, a Rede Lucy Montoro, então o estado está investindo.


REPÓRTER: Votuporanga foi à primeira cidade a ganhar o AME, está prevista também pra que ela ganhe uma unidade da Lucy Montoro?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não. A Lucy Montoro deve cobrir aqui a região, então a unidade aqui de Fernandópolis, ela cobre a região.


REPÓRTER1: Governador, a gente sabe que o repasse de financiamento do Ministério da Saúde está defasado em mais de R$ 1 bilhão para o estado de São Paulo, como que o interior sofre com isso?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, tem dois problemas: primeiro a não correção da tabela do SUS, o segundo não aumentar o teto. Você inaugura uma AME, inaugura uma Rede Lucy Montoro, inaugura o Hospital do Câncer, não tem teto, então está tudo extra teto, porque para nós a tabela não é pouca, ela é zero! Porque você não consegue encaminhar essas notas para o SUS, porque São Paulo estoura o teto, nós estamos estourando o teto em R$ 80 milhões por mês, que dá em torno de R$ 1 bilhão por ano.


REPÓRTER: Governador, na madrugada, né, que os ônibus foram queimados na capital, não existe mais esse insegurança [ininteligível] dos ladrões?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, nós ontem, aliás, no dia anterior, foi até um fato raro, nós não tivemos nenhum homicídio em São Paulo, zero, nenhum, de nenhum tipo. O que é essa questão de pôr fogo em ônibus, houve um caso de fogo em ônibus? É tráfico de drogas que está sendo apertado, à polícia foi pra cima das [ininteligível] no combate duro ao tráfico de drogas, ontem inclusive foram 23 presos na operação Cavalo de Aço, mais uma tonelada de maconha e dois quilos de cocaína apreendido, então é desespero, porque o pessoal quer desviar a atenção da polícia pra esse tipo de procedimento totalmente absurdo, mas a polícia não vai retroceder, vai continuar indo pra cima do tráfico de droga, porque tráfico de droga é hoje a causa de grande parte da delinquência, isso é um fato gravíssimo. E a polícia não retroage, e se enfrentar a polícia, criminoso vão levar a pior.


REPÓRTER: Qual é a posição do PSDB do governo de São Paulo com esses candidatos indo para um lado e pro outro para fazer coligação?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, governador de estado não tem candidato, governador trabalha para tudo mundo e para todos os partidos, o meu partido PSDB em cada cidade decide onde tem candidato próprio, onde faz coligação e com quem faz.


REPÓRTER: Governador, Fernandópolis pode ter... Em uma das últimas reuniões do Conselho de Segurança de Votuporanga foi citada a questão da defasagem de policiais, se está aumentando a violência, aqui na região. Há a previsão de contratação de novos policiais?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Temos, nós vamos ter. Nós já nomeamos 870 investigadores e escrivães. Eles já vieram. Vamos nomear 200 delegados de polícia. Então, em 90 dias nós vamos ter 200 delegados de polícia a mais e 1.160 policiais militares. Aliás, uma coisa que chamou a minha atenção: para 1.060 vagas, se inscreveram 67.000 candidatos. Impressionante! 1.060 vagas de soldado, 67.000 candidatos. Então, nós vamos ter, sim, um aumento de efetivo policial. Mas eu queria dizer o seguinte: aqui em Fernandópolis, esse ano, nós tivemos... Vou dar os dados de criminalidade. Nós vamos verificar, olha... Olha, a cidade de Fernandópolis, esse ano, teve um único homicídio, um único. Jales, que eu estou para ir: zero, teve nenhum homicídio este ano. Santa Fé do Sul, para onde eu estou indo, nesse ano, nenhum homicídio. A Seccional de Fernandópolis, esse ano, caiu 33% homicídio da Seccional. A Deinter de São José do Rio Preto, esse ano, caiu 10% homicídio. Então, os indicadores de crime contra a vida estão todos em queda na região: na cidade, na Seccional e no Deinter.


REPÓRTER: Governador, e a Fatec para Fernandópolis, Fatec Fernandópolis é uma promessa, ou não?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, nós não fazemos promessa.


REPÓRTER: Não, mas [ininteligível] sabe alguma coisa para a Fatec, ou não, algum pedido?


REPÓRTER: A duplicação da Rodovia Euclides da Cunha, uma obra importantíssima para a nossa região, mas há a previsão do governo dar algum tipo de incentivo para a volta, também, dos trens de passageiros daqui da região de Votuporanga?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, nós vamos começar com o trem de passageiro, mas primeiro mais próximo de São Paulo. Então, o trem de passageiro mais metropolitano, Jundiaí, Santos. Claro que há estudos para se trazer de volta o trem para o interior, mas hoje todo o sistema ferroviário é federal. Então, toda a malha ferroviária, ela não é do estado. O que nós vamos investir muito na região: rodovias, daí a duplicação da Euclides da Cunha; aerovia, investimentos em aeroportos na região; e, a hidrovia, R$ 1,5 bilhão na Hidrovia Tietê e Paraná, nós e o governo federal. Então, R$ 1,5 bilhão. Nós pretendemos, em oito anos, triplicar o volume de carga na Hidrovia Tietê-Paraná.


REPÓRTER: Governador, há a possibilidade de promessa, tem... Atender pedido da Fatec, ou não?


REPÓRTER: A alça de acesso, que dá acesso à Av. Alberto Andaló dentro da Rodovia Washington Luís, as obras ainda não começaram. É um constante questionamento que a gente sempre faz para o senhor, em que pé está, já que a prefeitura já iniciou as obras de adequação e só falta a intervenção mesmo da concessionária?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Isso é o caso do viaduto lá. O Dr. Saulo vai explicar direitinho o problema da concessão. Essa é uma obra que vai começar rápido e ela vai terminar rápido, que é uma obra pequena, é mais uma adequação ali do trevo. Mas queria destacar que hoje é dia de São Pedro, ficou sendo o dia de saúde, aqui de Fernandópolis. A cidade ganhou o AME, que vai ajudar a todos os municípios da região; ganha AME Rede Lucy Montoro para pessoas com deficiência, reabilitação, idosos, mobilidade reduzida; vai ganhar um centro de diagnóstico do câncer, acho que mais 30, 40 dias está pronto; ganha o Hospital do Câncer, aqui em Jales, aqui do lado. Então, são benefícios muito importantes para a saúde da população. E a entrega do primeiro lote da Euclides da Cunha, que vai diminuir muito acidente rodoviário. São 38 km que nós estamos entregando, de um total de 171 km que vão ser duplicados.


REPÓRTER: Governador, mais uma pergunta...


ORADORA NÃO IDENTIFICADA: Obrigada, gente. Obrigada.