Coletiva - Inauguração do Hospital da Unimed 20160605

De Infogov São Paulo
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Coletiva - Inauguração do Hospital da Unimed

Local: [[]] - Data:Maio 06/05/2016

REPÓRTER: Governador, qual foi o investimento do governo do estado no hospital da Unimed?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, primeiro destacar a importância do associativismo e do cooperativismo, né? Isso, ganha a sociedade. No associativismo, as pessoas se reúnem para um trabalho coletivo, e o cooperativismo, que é um sistema mais justo de participação. A Unimed, cooperativa médica no mundo, nasceu em São Paulo, nasceu em Santos na década de 60. O Brasil, naquela época, conhecia cooperativa de produção, cooperativa de consumo e cooperativa de crédito, mas não tinha cooperativa de serviços. Então, o ano que vem, vai fazer 50 anos no cooperativismo, que é o maior hoje no país todo, que é o sistema Unimed. Aqui em Ribeirão Preto, em 1971, hoje uma cooperativa de grande porte, com 140 mil usuários. O governo, a nossa responsabilidade, é o sistema público de saúde. Temos aqui um dos maiores hospitais do estado, que é o Hospital das Clínicas, que está sendo modernizado, ampliado, reequipado, estamos inaugurando um novo hospital, que é o Hospital da Criança, e também a Mater, né, a reforma e a ampliação do Centro de Referência da Saúde da Mulher. Agora, o sistema de saúde suplementar, ele é importante, porque a tendência da população, à medida que melhora a renda, é também ter seguro-saúde. Então, isso é bom, quer dizer, ajuda o setor público também. Aqui não tem dinheiro público, aqui tem financiamento da Agência Desenvolve São Paulo. É crédito, né, financiamento. Mas é importante, porque essa é uma cooperativa de grande porte e gera muito emprego, né, o setor de saúde, ele é altamente empregador, e beneficia também os cooperados de toda a região.

REPÓRTER: Governador, como é que o senhor avalia a desocupação do Centro Paula Souza e as manifestações dos estudantes que também ocupam a Assembleia Legislativa?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, já foi já desinvadido, né, o Centro Paula Souza, sem nenhum incidente, e a Assembleia Legislativa também já saíram, espontaneamente. Esteve cumprindo rigorosamente o que determinou a lei, né, o que determinou a justiça. O que eu vejo? Não é possível uma minoria impedir 300 mil alunos de estudar, 25 mil professores e funcionários de trabalhar, invadir prédio público. No caso do Centro Paula Souza, foram presos estudantes roubando cinco computadores, vandalismo, dinheiro público, né, prédio público destruído. Não é essa a forma adequada. E a gente percebe que é nitidamente um movimento político, então ocupa aqui pra não desocupar lá em Brasília. É nitidamente um movimento político.

REPÓRTER: Governador, como o senhor avalia o prejuízo do metrô em São Paulo de R$ 332 milhões? O TCE deu um prazo para o governo se pronunciar, qual vai ser a resposta do governo?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, não houve nenhum prejuízo, zero, zero, zero, zero. O estado não tem nenhuma dívida com o metrô. O Governo do Estado investiu, só no meu mandato, de 2011 até aqui, R$ 13 bilhões no metrô de São Paulo, R$ 13 bilhões. Nós vamos investir esse ano mais R$ 3 bilhões. Então, não há dívida nenhuma, nenhuma, absolutamente nada.

REPÓRTER: O senhor, como médico, equidistante dos extremos, ao lado da prefeita, sente a dificuldade econômica [ininteligível] estado e município. O senhor acredita que, a partir do dia 12, renasce uma nova esperança no fundo do túnel?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, eu vejo que há uma crise de confiança, que acho que pode melhorar, né, pode ter um quadro melhor. Mas o Brasil ficou caro antes de ficar rico, então ele é limitado no seu crescimento. Tem que fazer reformas, reformas estruturantes, para poder ganhar competitividade, crescer, gerar emprego, renda. Nós estamos, lamentavelmente, com quase 12 milhões de pessoas desempregadas. O setor do agronegócio está indo bem, o Agrishow aqui foi um resultado surpreendente, melhor do que o ano passado, 1.950.000.000 de negócios na feira. O que pode ajudar nesse momento? Exportação, aproveitar o câmbio e pisar no acelerador do comércio exterior, da exportação, e infraestrutura e logística, porque obra, construção civil, gera muito emprego. Então, eu acho que vai melhorar, eu acredito que nós possamos ter um segundo semestre melhor e a economia ir, gradualmente, criando mais emprego.

REPÓRTER: Como é que o governo está apurando a questão da merenda, voltando nela, já que a Secretaria de Educação também é citada na investigação como uma da... Teria comprado merenda dessa cooperativa supostamente fraudulenta?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, é uma cooperativa aqui vizinha do município de Bebedouro. O Estado, em seis anos, abriu três licitações, três chamadas, né, pra agricultura familiar. Por quê? Porque é obrigatório por lei. Do dinheiro que vem de Brasília, 30% você tem que comprar da agricultura familiar. É pouquinho, porque é só R$ 0,30 por aluno/dia, e a nossa merenda custa R$ 2,50 por aluno/dia. Desses R$ 0,30, você tem que 30% comprar de agricultura familiar. Por isso que nós fizemos as chamadas, é uma lei federal. Abrimos chamada pública, licitação, teve mais de um participante, três participantes, quem ganhou, ganhou pelo menor preço e o produto foi entregue, que era o suco de laranja. Prejuízo zero. Licitação, concorrência, menor preço, produto entregue. O que se observou? Que nesta cooperativa tinha estelionatários, eles fraudavam os cooperados, porque não entregava, eles usavam o nome dos cooperados e não entregavam o produto do cooperado, eles entregavam de grandes fornecedores, utilizando-se de uma licitação que era para pequeno agricultor. Isso ocorreu em cinco estados além de São Paulo e dezenas de municípios. Nós investigamos, pedimos autorização da justiça, grampeamos o telefone de todos eles, prendemos todos eles e apuramos, e encaminhamos ao Ministério Público. Então, o governo não tem nada, absolutamente nada, nem prejuízo. O que teve foi que os diretores da cooperativa fraudavam seus próprios cooperados, isso é um fato.

REPÓRTER: O senhor apoia uma investigação, uma CPI?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Total, total, aliás já está no Ministério, já está apurada pela Polícia, já foram presos, já fizeram depoimentos e o Ministério Público está investigando.

REPÓRTER: Alguma CPI o senhor apoiaria?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Pode. A Assembleia Legislativa é outro poder. Nenhum problema, nós somos favoráveis à investigação.

REPÓRTER: E quais são os planos...

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Até porque o Estado não tem relação com isso.

REPÓRTER: Quais são os planos do Governo do Estado para solucionar o problema da merenda? Falou-se na construção de cozinhas.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÂO PAULO: Então, o que é importante destacar? Nós temos 219 Etecs. Todas as Etecs recebem merenda escolar, todas. Quando foi projetado, lá atrás, não era pra ter merenda, porque é um ensino técnico. O ensino técnico, ou ele é junto com o médio ou ele é pós-médio, você termina o ensino médio e vai fazer o técnico, então ele é pós-médio. Então, nenhuma escola nunca teve merenda, mas nós introduzimos. E hoje nós temos merenda em todas as escolas técnicas. E veja que é político, porque os institutos federais não têm merenda e ninguém invade. A nossa, todas têm merenda e houve invasão. É nitidamente político. O que nós vamos fazer, quero dar aqui de primeira mão, e vamos fazer uma consulta entre os alunos. No caso do interior, a maioria das cidades, a merenda inclusive a gente faz em parceria com as prefeituras. No caso da capital, o aluno que fica meio período, ele tem o lanche. Se ele ficar, nós temos muita escola hoje em tempo integral, 50 mil alunos são em tempo integral, ele recebe dois lanches. Então nós vamos fazer uma consulta: Você prefere um almoço ao invés de dois lanches? Nós vamos comprar a marmita e vamos oferecer pra eles. Então nós vamos fazer uma pesquisa junto a esses alunos do integrado. Quem quiser, a gente substitui os dois lanches por uma refeição completa. Então nós vamos iniciar essa consulta, aí a gente sabe. A gente calcula que não chegue nem a um quarto dos alunos que vão optar, mas quem optar nós vamos fazer a licitação e, no segundo semestre, já começaremos a oferecer. Nós não temos cozinha nas escolas, mas a gente compra a refeição pronta e entrega.

REPÓRTER: [ininteligível] as articulações para a região metropolitana de Ribeirão Preto?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, está indo muito bem. O mundo moderno, ele é primeiro urbano, né, então São Paulo, 93% da população é urbana hoje. As pessoas vivem nas cidades, por causa do emprego. E o mundo moderno é metropolitano, as grandes metrópoles atraem. Então, a região metropolitana de Ribeirão Preto, ela terá 34, né? 34 municípios, 1,6 milhão de pessoas, um PIB importante, PIB maior que muitos estados, quase R$ 50 bilhões de Produto Interno Bruto. Então vai ser importante. Eu sempre tenho destacado, para depois, amanhã, não ter decepção, que região metropolitana não é pomada mágica, não vai ter milagre. O que uma região metropolitana faz? Você, esses municípios que estão muito interligados, alguns deles quase conurbados, quase conurbados, você tem planejamento conjunto. Recursos hídricos, segurança, saúde, transporte, planejamento. Depois, prioridade, qual a prioridade que atende à metrópole, esse conjunto de municípios. Depois, ação. Um exemplo prático: Transporte. Você vai ter um transporte metropolitano, então você pode ter linhas de ônibus mais eficientes, melhor distribuídas. Telefonia, você vai ter uma redução do interurbano, porque de uma cidade pra outra não será mais ligação interurbano. Demora, olha que a região metropolitana de Sorocaba ou do Vale já está há anos. Agora que a Anatel prometeu para, a partir de agosto, tirar o interurbano, isso dá uma redução de quase 60% na conta do telefone. O que nós vamos ter? Um conselho de desenvolvimento metropolitano, que reúne as 34 cidades, governos e iniciativa privada, sociedade civil, o fundo metropolitano, que não é dinheiro só do estado, mas é do estado e também dos municípios, e uma agência metropolitana que é o braço executivo. Então, um exemplo que eu dou aqui que pode ser um projeto até inicial: videomonitoramento na região toda. Então você pode ter um projeto, videomonitoramento de tal maneira que, entrou ou saiu da cidade, você tem o acompanhamento em toda a região. Isso tem uma eficácia impressionante em termos de segurança pública. E um centro de controle e comando. Enfim, nós pretendemos ainda, agora em maio, encaminhar o Projeto de Lei à Assembleia Legislativa de São Paulo.

REPÓRTER: O senhor é favorável a uma participação do PSDB com cargos no novo do governo que está para começar semana que vem?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, a situação brasileira, ela tem um lado que é até positivo destacar: Neste momento, daqui uma semana, você pode ter outro presidente da República. Daqui a alguns dias, você pode ter uma presidente afastada. Neste momento, o presidente da Câmara Federal já teve o mandato suspenso e o país está funcionando. Então, nós temos instituições democráticas que conseguem dar resposta em momentos de crise. De outro lado, é muito grave, né, a economia derreteu, quer dizer, é muito grave a situação econômica e social. Então, o novo governo vai ter muita dificuldade.

REPÓRTER: Mas e a participação do PSDB com cargos?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Então, o PSDB vai ajudar. Nós vamos apoiar, o governo pode contar conosco, todo o apoio, reformas, medidas necessárias ao interesse dos brasileiros. Eu não... tenho defendido que o PSDB não indique ninguém, nós não vamos indicar ninguém. Se o presidente precisar de algum quadro do partido, ele solicita ao partido. Nós não vamos fazer indicações, mas vamos ajudar, é nosso dever, ainda mais nesse momento de crise, a gente ajudar a superar essas dificuldades.

REPÓRTER: Preocupa o PSDB a presença do Aécio Neves na relação de possíveis indiciados?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não, ele já deu as explicações e a investigação vai clarear.

REPÓRTER: O senhor é pré-candidato em 2018 para presidente?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Candidatíssimo... a presidente do Santos Futebol Clube.

REPÓRTER: Obrigado, governador.

[Falas sobrepostas] Categoria 06 de maio de 2016 [[]]