Coletiva - Inauguração do Memorial Shunji Nishimura, de Quadra Esportiva, Assinatura do Decreto de Criação da Fatec Pompéia e Descerramento de Placa Inaugural de Recuperação de Vicinal - 20122104

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva de Inauguração do Memorial Shunji Nishimura, de Quadra Esportiva, Assinatura do Decreto de Criação da Fatec Pompéia e Descerramento de Placa Inaugural de Recuperação de Vicinal

Local: Pompéia - Data: 21/04/2012

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Hoje, nós... Nós criamos, hoje, a Fatec de número 53. Nós tínhamos aqui em Pompéia uma extensão da Fatec de Marília, mas criamos uma Fatec de Pompeia tal é o sucesso do curso inovador que só tem aqui em Pompeia e em Oklahoma, nos Estados Unidos, que é o curso de Tecnólogo em Mecânica de Agricultura de Precisão. Formar profissionais pro agronegócio com tecnologia de ponta, as máquinas, as mais sofisticadas, para ter ganho de eficiência, produtividade e não poderia ser a, não ser em Pompeia. Fizemos em parceria com Fundação Shunji Nishimura, aqui é a capital da inovação tecnológica, aqui nasceu à primeira colheitadeira de café do mundo! Aqui, portanto é um curso de sucesso, nós temos 428 alunos, eu imaginava só aqui os municípios da região, são de 140 municípios brasileiros de 10 estados brasileiros. Então hoje é criada a Fatec de número 53,presto uma homenagem ao Shunji Nishimura. Isso vai possibilitar inclusive novos cursos para a agricultura brasileira.


REPÓRTER 1: Já tem algum curso novo, previsto?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Não, ainda não! Foi criada, hoje, a faculdade de tecnologia própria, agora só de Pompeia, mas a sua vocação é agricultura e a alta tecnologia.


REPÓRTER 2: Alckmin, gostaria que comentasse sobre o fato de Pompeia ser a única cidade de São Paulo com menos de 100, 120 mil habitantes a ter a faculdade de tecnologia, e sobre o saudoso Comendador Shunji Nishimura e sua relação com ele.


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha! É exatamente em razão da Fundação Shunji Nishimura que nos cedeu terra, prédio, laboratórios, instalações que foi possível termos aqui a Fatec! E ela tem uma tal expertise, que ela despertou interesse, né, do país todo de jovens que vem pra cá pra estudar para serem tecnólogos de em Mecânica de Agricultura de Precisão, Agricultura Precisão se utiliza de GPS, se utiliza de mecânica de precisão pra você evitar desperdício, por exemplo, de elementos químicos na correção de solo, potássio, fósforo, nitrogênio, que são caríssimos, né, você poder fazer correção de solo, você ter ganho de eficiência, evitar desperdício, poupar recursos naturais e ter melhor resultado na agricultura.


REPÓRTER 3: Governador, esse semana a greve na área da saúde em todo o Estado de São Paulo, e também no Hospital de Clínicas de Marília, é só um exemplo, teve que cortar cirurgias eletivas justamente pela falta de repasses do Governo do Estado, segundo a entidade. O que o senhor está fazendo para reverter essa situação?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Duas coisas diferentes aí, primeiro em relação à greve. Nós temos 205 serviços de saúde: Hospitais, AMEs, a Rede Lucy Montoro, ambulatórios médicos. Dos 205 têm seis que entraram em greve, 205, seis. E uma greve totalmente desnecessária. O ano passado, a inflação foi 6%, a maioria dos sindicatos lutaram para ter um pouquinho mais que a inflação, para ter um ganho real, 6%. O nosso aumento foi de 9 a 40%, dependendo da categoria. Porque nós aprovamos o novo plano de carreira, pra médico foi quase 20%, e vai ter outro aumento no caso dos médicos agora, porque nós vamos estabelecer um novo plano de carreira. Então, não ha razão pra greve, porque você só faz greve quando não há diálogo, e o Governo está aberto ao diálogo pra se buscar uma valorização dos nossos servidores públicos. E ela prejudica quem mais precisa que é a população. Com relação ao Hospital das Clínicas, não houve nenhuma redução de repasse, até aumentou, posso lhe dar o valor aqui exato do hospital. Só um segundinho.


ORADOR NÃO IDENTIFICADO: [ininteligível] o senhor deu, porque o repasse não havia sido feito, exames deixaram de ser realizados, enfim...


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha, Famema Marília, no dia 05 de abril, foi liberado R$ 7,2 milhões em duas parcelas de R$ 3,6 milhões. A Secretaria da Saúde repassou em 2011 R$ 50 milhões, e o previsto para 2012 é R$ 60 milhões, ou seja, praticamente 20% a mais, você passar de 50 pra R$ 60 milhões. São Paulo deve investir a mais do que lei exige, que é 12% da Receita Corrente Líquida, um bilhão a mais. E o Governo Federal nem nos paga o SUS, porque nós estouramos o teto. Quando a gente soma tudo o que a gente atende, falta R$ 80 milhões por mês, ou seja, o Estado estoura o teto federal em um bilhão, e nós atendemos Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Paraná, Minas Gerais. A alta Complexidade nós atendemos o Brasil todo. Nós temos 23% da população brasileira e fazemos 53% dos transplantes do Brasil, e de coisa cara, procedimentos caros. E o Governo do Estado paga, mesmo não sendo aqui de São Paulo. Então, o que é que a gente tem trabalhado? Primeiro, pra corrigir o teto do SUS. Todos os AMEs, são 43 AMEs, estão fora do SUS, não tem como colocar porque pra colocar no SUS sai uma Santa Casa, então a gente fica fora dos nossos serviços. Então, precisa corrigir o teto do SUS de São Paulo. A segunda é corrigir a tabela que há 10 anos não é corrigida, então a situação das Santas Casas de Misericórdia é muita difícil. Eu estou indo agora, segunda-feira, à Franca. Já sei que a Santa Casa tem uma situação pré-falimentar, então toda cidade é problema por quê? Precisa corrigir a tabela do SUS.


ORADORA NÃO IDENTIFICADA: Ainda falando de saúde, eu queria saber do senhor como vai ficar a situação da maternidade Santa Isabel, lá em Bauru, porque teve a questão da recisão...


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: A maternidade Santa Isabel, a Famesp, que é a Fundação da Faculdade de Medicina da Unesp, assume no dia 1º de maio. Contrato de OS de cinco anos o contrato. Vou lhe dar até o valor... Olha, Famesp, ela vai receber até dezembro, R$ 16,2 milhões, contrato de gestão, organização social, Faculdade de Medicina da Unesp, assume 1º de maio, contrato por cinco anos. Me lembrou bem o deputado Camarinha, nós vamos fazer um grande trabalho de reforma do Hospital das Clínicas de Marília. Depois, nós vamos dar o valor exato, mas o hospital será reformado o prédio físico, modernizado. Nós estamos fazendo isso nos principais hospitais regionais que precisam. Então, Marília foi incluído, terá um grande investimento na obra física, na modernização da tecnologia e equipamentos.


ORADORA NÃO IDENTIFICADA: Tem previsão pra início?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu posso passar... O Cléber passa depois pra você.


ORADORA NÃO IDENTIFICADA: Governador, sobre a retirada da SP-294...


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: A SP-294, nós já fizemos a sua... Vim por ela agora, de Marília para Pompeia, ela foi recapeada, acostamentos, trechos de terceira faixa, segurança. Nós vamos agora ter dois trevos novos em Iacri e Bastos. Ela foi incluída no financiamento do BID em mais dois trechos: De Adamantina até Tupi Paulista, e depois de Tupi Paulista até a ponte sobre o rio Paraná. Ela precisa ser retirada aqui de Pompeia, passa no centro da cidade, tem um morro muito íngreme que, às vezes, os caminhões têm dificuldade de subir. Pompeia está em região de serra, que é uma região montanhosa. A obra é muito cara, esse desvio de 12 quilômetros, seria mais de R$ 70 milhões. Então, já determinei ao DER que estude. O Dr. Oscar, o prefeito, tem várias propostas, estude uma alternativa que não seja tão cara, e que a gente possa fazer rapidamente. Então, o DER já vai se debruçar sobre esse trabalho. Com a inauguração da ponte sobre o rio Paraná, o VDM da Comandante João Ribeiro de Barros, que era aqui na região, em torno de 6.000 veículos/dia, ele ultrapassa 10 mil veículos; isso é muito bom, é sinal que a Alta Paulista está vivendo um grande momento de desenvolvimento. Mas, no caso de Pompeia, a Comandante João Ribeiro de Barros, a rodovia, é uma rua dentro da cidade, estreita, com trânsito pesado de caminhão atravessando toda a cidade. Tá bom?


ORADORA NÃO IDENTIFICADA: Governador...


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: A última!


REPÓRTER: Não, pelo amor de Deus, eu preciso fazer mais duas rapidinhas!


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: A penúltima.


REPÓRTER: Vou continuar falando da questão das estradas: tem um movimento com 12 câmaras de vereadores, aqui da região, que já encaminhou para o Governo para pedir duplicação da SP-255. Vocês receberam, tem previsão?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha! Vai ser feito... Como é que funciona? É importante esclarecer isso, você tem uma rodovia pista simples, o tráfego aumento, né, ele cresce, aí ela passa. A gente faz acostamento, então, ela além de ter a rodovia passa a ter também os acostamentos. O tráfico sobe mais ainda, aí ela passa a ter a rodovia, o acostamento e trechos de terceira faixa, aí, se passa de 10 mil veículos, ela precisa ser duplicada. Então, o que nós vamos verificar? Antônio Pacheco de Almeida Prado, ela está em análise, nós vamos, o primeiro passo conferir todos os trechos de VDM, porque às vezes você tem uma rodovia que um trecho precisa mais, então a gente duplica esse pedaço, onde tem mais risco de acidente e deixa o restante com a terceira faixa. Então vai ser verificada é o estudo do VDM entre Jaú e Barra Bonita, mas nós vamos fazer o VDM de toda a rodovia, tá bom!


REPÓRTER: Governador, e segunda-feira como o senhor disse, vai estar em Franca. O senhor vai anunciar...


REPÓRTER 1: Pedindo a redução do ICMS. Como vai funcionar isso?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Então, isso é muito importante, vai beneficiar Jaú e a região de Bauru, que tem um importante polo calçadista, coureiro-calçadista. Birigui também, importante polo coureiro-calçadista, Santa Cruz do Rio Pardo e a Franca. Franca, capital do calçado masculino. Jaú, do calçado feminino, que dizem, nunca há crise. É verdade? Que as mulheres gostam de sapato, não é? Birigui, calçado infantil e Santa Cruz do Rio Pardo, calçado country, as botas, botinas. O que nós estamos fazendo? Reduzindo de 18 para 12% o atacado. É 18, vamos baixar para 12. E a indústria, de 12, que eu já tinha reduzido, para 7%. Então, duas reduções importantes: a indústria, de 12 para 7; o atacado, de 18 para 12. Isso vai fortalecer muito uma indústria que tem muita pequena empresa e que gera muito emprego. Então, muito importante para São Paulo.