Coletiva - Inauguração do Parque de Belém - 20122306

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva na Inauguração do Parque de Belém

Local: Capital - Data: 23/06/2012

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia. Olha, hoje é um dia de grande conquista pra São Paulo. O que era FEBEM, hoje é o parque aqui do Belém. Nós tínhamos uma FEBEM em Imigrantes, hoje não tem mais, é o Parque das Fontes do Ipiranga. Onde era o Carandiru, hoje é o Parque da Juventude. E onde era aqui a FEBEM, aqui no Belém, Tatuapé, hoje é o Parque do Belém. Aqui chegou a ter mais de 2 mil adolescentes infratores. Começara o primeiro adolescente infrator veio pra cá em 1902. Isso é mais de um século que essa área pertence ao Estado como reformatório e nós descentralizamos. Então, hoje são mais de 20 unidades pequenas da Fundação CASA, que hoje é um modelo para o Brasil de unidades menores, descentralizadas, todo mundo estudando, com atividades culturais, esportivas, formação profissional e foi desativada a FEBEM. E hoje estamos entregando o parque. Duzentos e dez mil metros quadrados de área, 15 hectares de área verde, área esportiva, desde playground pra criança, área de ginástica pra idosos, passando por quadra, seis quadras, ciclovia, e skate, pista de skate, enfim, pra toda a atividade esportiva. E a Etec, que já está inaugurada, a escola técnica integrada. O aluno entra às sete e meia da manhã e sai às seis horas da tarde. Ele almoça, tem dois lanches e ele sai com o diploma do Ensino Médio e o diploma de Técnico. E além da Etec, a Fábrica de Cultura. A Fábrica de Cultura, essa é a sexta Fábrica de Cultura. Os alunos aqui estudam, a matrícula vai ser feita agora em julho. As aulas começam 1° de agosto, vai até 1° de dezembro. Pode estudar música, aprender violão, violino, dança, teatro, circo, enfim, balé, todas as atividades artísticas. Três horas de aula e um lanche, todo dia aqui na Fábrica de Cultura, nas oficinas culturais e aberto à comunidade. Inclusive, à noite, um sucesso, uma novidade que nós estamos introduzindo nas Fábricas de Cultura, que é a escola pra terceira idade. Os idosos aprendem dança, música, multimídia, informática, multimeios, fazer vídeo. Então, é uma atividade de lazer, de entretenimento, tem local pra teatro. Onde era o reformatório das meninas, hoje é a área de teatro, o auditório. Aqui terá também um café e terá uma biblioteca, nos moldes da biblioteca do Parque das Juventude. E aqui do lado tem uma antiga favela chamada Nelson Cruz, com mais de 500 famílias. Nós já temos a área e, no mesmo local, ao lado, nós vamos fazer os conjuntos habitacionais no programa Casa Paulista Minha Casa, Minha Vida - Entidades. Então, quem tá em submoradia vai ter uma moradia nova, digna, boa e a região vai ser toda urbanizada. Entãom eu diria que a região leste de São Paulo, aqui o Belém, Tatuapé, Mooca, toda essa região ganhou aqui um parque muito bonito. E a Fábrica de Cultura é a sexta. Passam 15 mil jovens, crianças e idosos por mês em cada Fábrica de Cultura. Inauguramos na zona leste, Itaim Paulista, inauguramos Sapopemba, inauguramos Vila Curuçá e agora Belém. Na zona norte, Vila Nova Cachoeirinha. Na zona sul, Jardim São Luís. Serão 11, faltam mais cinco. Na zona leste falta ainda Cidade Tiradentes. Na zona norte, Jaçanã e Brasilândia. E na zona Sul, Capão Redondo. E o Parque Dom Pedro, onde era o antigo quartel, aquela área abandonada do Parque Dom Pedro, nós vamos ter ali um grande parque, e neste parque a Fábrica de Cultura. Então, a cidade ganha verde, ganha parque, área de uso comum da população, ganha Fábrica de Cultura, tudo de graça. Todos os cursos, oficinas culturais, áreas esportivas de recreação, enfim. Eu até brinquei aqui que pode nascer aqui na Maternidade Leonor Mendes de Barros, que fica do lado do parque, passar a infância aqui nos playgrounds, na área esportiva. Ficou mais crescidinho, na pista de skate, fazer a Etec, se formar profissionalmente, trabalhar aqui na área cultural na região, tem muita área industrial. Ter atividade cultural, a terceira idade ter aqui um programa específico, enfim. É pra família aqui o Parque do Belém.


REPÓRTER: Os ataques a policiais militares, ontem foi feita aí uma ação muito maior da Polícia Militar, vocês têm o último balanço, como é que está a movimentação da PM?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha, nós não vamos retroceder um milímetro, nada, nada, nada. São Paulo é terra do cumprimento da lei. Esses meliantes já estão identificados. Houve um trabalho grande de investigação da polícia. Está próximo já, alguns até já foram presos. A ordem é investigação e prisão, e se enfrentarem a polícia vão levar a pior. Então, toda ao polícia está mobilizada. Houve um caso e nós queremos transmitir a nossa solidariedade às famílias. E a polícia já tem a identificação da maior parte destes criminosos. Não quero adiantar as investigações, pra não atrapalhar, mas está todo mundo trabalhando. Nós vamos ter aí novas informações logo, logo.


REPÓRTER: Seria reação a uma transferência de um preso que foi pra [ininteligível], governador?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha, é difícil você... É melhor a polícia falar. Nenhuma hipótese está descartada, nenhuma hipótese está descartada. Mas o fato é que é sempre retaliação e a polícia vai pra cima. É dever da polícia trabalhar. Nós passamos de 190 mil presos, de janeiro. Geralmente se prendia 800, dava em torno aí de 5, 6 mil presos por ano, a mais. Nós aumentamos de primeiro de janeiro a primeiro de junho dez mil presos. Nós passamos de 180 mil pra mais de 190 mil presos no Estado de São, Paulo. A polícia está trabalhando sem parar. Então, tem retaliação, isso não vai fazer a polícia não vai retroceder em nada e está todo mundo trabalhando.


REPÓRTER: E esse caso de hoje de manhã, governador? Tem a ver com isso?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Esse caso a que eu me referi, que já está sendo investigado e vamos aguardar um pouco.


REPÓRTER: Há reforço de policiais nas ruas?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Há reforço. Todo mundo foi convocado pra fazer esse reforço. E está todo mundo trabalhando na capital, na região metropolitana e, inclusive, no interior.


REPÓRTER: Governador, sobre o acidente de ontem no metrô, quando que deve ficar pronto o laudo?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha, o acidente do Metrô, uma empresa privada, uma empresa privada nas obras do Metrô, lamentável, não podia ter ocorrido. Já foi aberta uma sindicância pra apurar as responsabilidades. Nós estamos fazendo a Linha 5 do Metrô, que vai do Capão Redondo até Chácara Klabin, são onze estações de Metrô. A primeira a ser entregue no ano que vem é a Adolfo Pinheiro. E as regras de segurança elas são muito rígidas, o Metrô fiscaliza. Tem uma outra empresa também de fiscalização e foi aberta a sindicância pra apurar responsabilidades e ter punição, embora seja uma empresa privada a responsável pela obra.


REPÓRTER: Convenções do PSDB amanhã, expectativa. O senhor vai está lá, governador?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Estaremos lá, se Deus quiser, onze e meia, meio dia. Acho que vai ser uma bela convenção. Está todo mundo animado. É uma aliança importante de cinco partidos, bons candidatos a vereador. Eu acho que o Serra está preparado pra campanha, conhece São Paulo, tem experiência, tem liderança. Então, está todo mundo animado. Acho que nós...


REPÓRTER: Em relação ao vice? O senhor pode anunciar aí o vice?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: O vice? Não, isso aí é uma escolha do candidato, uma escolha do partido, uma escolha coletiva, mas as coisas estão indo bem, eu diria que nós estamos chegando... Você tem um processo que é das alianças, foi bem. Você tem a escolha dos candidatos a vereador, foi bem. Você tem o mais importante, que é a forma de escolher o candidato a prefeito, foi bem, foi um processo democrático, todo mundo participou, fizemos prévia. Agora a convenção amanhã, depois, eu acho que é 7 de julho começa a campanha, ainda não pode começar a campanha. Mas vai começar pra valer quando começar o horário do rádio e da televisão, que é 15 de agosto. E pra valer mesmo, depois da parada, parada militar, 7 de setembro.


REPÓRTER: Obrigada.