Coletiva - Jantar de Abertura do Fórum da Saúde e Bem-estar - 20122505

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva do Jantar de Abertura do Fórum da Saúde e Bem-estar

Local: Campinas - Data: 25/05/2012

JORNALISTA: Governador, conta para gente, a questão das rodovias da nossa região, muitas estão sendo ampliadas. Como é que o senhor vê isso para melhoria da nossa região?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Olha, eu vejo que a ampliação da logística do transporte das rodovias da região, ampliação, anel viário, aqui Magalhães Teixeira, Dom Pedro, a duplicação Pedreira, Amparo, Jaguariúna, o corredor noroeste que vai interligar todas as cidades da Região Metropolitana de Campinas. São obras que trazem investimentos. Essa região é a que mais atrai investimento no Brasil, então muito importante para emprego, renda e qualidade de vida. Porque a terceira causa de morte no Brasil não é doença, é causa externa. Era homicídio, hoje é acidente rodoviário: carro, moto, atropelamento. Então, estradas seguras, duplicadas, né? Campanha e a imprensa tem um papel importante no sentido de bebeu não dirija, né? Campanha da direção segura, educação para o trânsito. É importante para o desenvolvimento regional e para a saúde é uma vacina. Porque hoje, principalmente entre os jovens nos finais de semana, tem muito acidente.

JORNALISTA: Com a melhoria das estradas, também traz muita gente para a região e isso impacta também na questão de Viracopos, né?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Não há dúvidas. Viracopos foi o aeroporto, segundo aeroporto que mais cresceu no mundo, o ano passado. No mundo, não é no Brasil. E tem tudo para ser o grande aeroporto latino americano. Pode ter segunda pista, terceira pista, quarta pista, então esse é o aeroporto do presente e do futuro. E de um modal de transporte que é o que mais cresce que é aeroviário. A população, à medida que melhora a renda e também a passagem vai ficando mais barata, você ganha tempo e comodidade, conforto ainda mais em um país das dimensões continentais do Brasil, né? Um país continente.

JORNALISTA: Governador, o senhor citou a questão da ampliação da extensão do anel viário, né? É uma obra que deveria ter começado em abril desse ano, não começou ainda. Previsão que comece só final do ano. Como é que o senhor vê esses atrasos de obras por parte da concessionária que justifica dificuldade com licenças ambientais, esses tipos de coisa? O que é que o Governo pode fazer para ajudar? E como cobrar que as concessionárias executem o que foi acordado?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Olha, duas coisas importantes. O primeiro é problema de licença ambiental e de licença municipal, de Prefeitura municipal. Porque a gente precisa ter as duas coisas. Nós precisamos ter autorização da lei de uso do solo, que é a do município e ter a LI, que é a Licença de Instalação. Sempre que há um atraso, o Governo se credita em relação à concessionária, ela tem uma punição e o Governo acumula um crédito que normalmente a gente exige outras obras no equilíbrio do contrato. Ela vai ter que correr, a concessionária, para recuperar esse prazo. E, além de recuperar o prazo ainda fica um crédito para o Governo para acrescentar outras obras não previstas no contrato.

JORNALISTA: Agora falando do evento aqui propriamente dito, é importante o cuidado com o bem-estar, né?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Olha, a gente tem muito congresso que trata de doença, não é isso? Esse é um congresso que trata de saúde, de qualidade de vida, de bem-estar físico, psíquico, social, espiritual, uma visão mais ampla com mestres internacionais. O problema do nosso tempo é stress, faz muito mal pra saúde. O stress prolongado estraga a saúde. A ansiedade, essa ansiedade em relação ao amanhã, a presente, uma sociedade muito consumista e competitiva. E depressão, esse é o problema do mundo, hoje. Então, como é que você enfrenta essas questões do stress, da ansiedade e da depressão no mundo atual de que formas. E, a maioria das doenças, a gente contrai por maus hábitos. Ou maus hábitos de alimentação, de vida sedentária, enfim, de não ter lazer, de não ter descanso. Então, você pode, com um trabalho de educação para a saúde, ajudar muito a saúde das pessoas. E num mundo que mudou. Era um mundo jovem, como o Brasil se dizia que era um país jovem. Hoje é um país maduro e vai ser um país idoso e com qualidade de vida. A pessoa vai viver 80 anos, expectativa de vida média, e com qualidade de vida. E chegar a 100 anos não vai ser uma efeméride, vai ser normal. Então, mudou o mundo. Eu diria que o nosso tempo mudou o mercado de trabalho. As nossas vovós tinham três profissões, hoje as mulheres estão em todas as profissões. Mudou a tecnologia de informação, as redes sociais, o mundo ficou mais próximo. Mudou ambientalmente, se todo mundo tivesse o consumo norte-americano precisava de quatro planetas Terra. Mas a maior questão foi demográfica, essa é a grande mudança, é o aumento espetacular de expectativa de vida média e qualidade de vida. Porque envelhecimento não é doença. Envelhecimento é normal, doença é desequilíbrio. A pessoa pode ter 35 e ter uma doença, pode ter 75 e não ter doença. Então eu diria que vem num bom momento esse congresso. No momento que o Brasil passa a ser um país maduro, vai ser um país idoso, onde a questão da saúde vai estar no centro das atenções.

JORNALISTA: Como incentivar o brasileiro a realizar a prevenção, realizar mais exames?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Educação, bons hábitos e educação. Os meios de comunicação têm um papel importante de divulgar bons hábitos, educação para a saúde, envelhecimento saudável, boa qualidade de vida. E isso é de graça. Você fazer caminhada não custa nada. Você comer verdura, melhorar os seus hábitos nutricionais não custa nada. Você ter higiene do sono, dormir melhor, não custa nada. Você sentar direito, não estragar a coluna, não custa nada. Você meditar, parar um pouco pra fazer meditação, limpar o cérebro, não custa nada. São bons hábitos e educação para a saúde.