Coletiva - Lançamento de ação comemorativa ao Outubro Rosa 20160410

De Infogov São Paulo
Ir para navegação Ir para pesquisar

Coletiva - Lançamento de ação comemorativa ao Outubro Rosa

Local: [[]] - Data:Outubro 04/10/2016

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Estamos iniciando o Outubro Rosa, mês de prevenção do câncer, de saúde para as mulheres. Quero aqui agradecer e cumprimentar o secretário de saúde, o professor Davi Uip, o Gilson Barreto, vereador da capital, padre Rosalvino, aqui das obras sociais Dom Bosco; o Marcos Sérgio Novaes, direto do Centro Comercial Aricanduva, agradecer aqui pela disponibilidade; a Andrea Lima, gerente operacional da Fundação do Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por imagem; Maria de Lurdes, do grupo de amparo Momento de Amar; o Luiz Fernando Gomes do Rotary, aqui de Vila Matilde; o Florisvaldo dos Santos, aqui também de Vila Matilde; o Alexandre Bueno, da Sociedade Amigos, professor João Fiorinni, que também está conosco. Nós temos quatro carretas como essa. O programa chamado Mulheres de Peito, para fazer prevenção, diagnóstico precoce, e, se necessário, tratamento do câncer de mama. O câncer é a segunda causa de morbimortalidade no Brasil e em São Paulo depois de doenças do coração e grandes vasos é o câncer que mais mata. Ele aumenta a sua incidência porque aumenta a idade da população, a população fica mais idosa e tem mais incidência de neoplasias. A boa notícia é que é uma doença curável, desde que diagnosticada corretamente e tratada corretamente. Nós temos quatro carretas fazendo esse trabalho, vai ao bairro ou vai à cidade, as mulheres nem precisam do pedido médico, se tiverem entre 50 e 69 anos de idade, que é a meta do programa, mas de qualquer idade se tiver o pedido médico, faz o exame na hora marcada, está ok. Volte daqui dois anos. Tem alguma dúvida, já faz na própria carreta a ultrassonografia. Se aparece algum nódulo ou algum dado que leve à possibilidade de câncer, faz a pulsão e faz a biópsia. Então, faz a pulsão biópsia, já vai para o anátomo patológico e depois tem o laudo, não é nada, ótimo. Deu algum problema, já encaminha para o tratamento cirúrgico, quimioterápico, enfim, o que for necessário. Nós já fizemos, hoje temos uma outra carreta em Santana, outra em Limeira, no interior, outra em Itapevi, na Grande São Paulo. Já foram feito 103 mil exames, exames sendo 98, quase 99 mil de mamografia, 4200 ultrassonografias, 530 biópsias pulsão, tudo feito no mesmo local. E 1.342 pacientes encaminhadas para tratamento. Cem mil, 1.300 encaminhadas está dando 1,3. A média é até um pouco acima do que a literatura, não é, do que geralmente se esperaria, que é 1,2. É que pode ser que dessas 1.300 nem todas seja o tipo de estadiamento. E criamos a rede Hebe Camargo, que hoje tem 75 hospitais públicos e também da rede filantrópica para cobrir todo o Estado de São Paulo e atendimento à saúde da mulher. O câncer é uma doença, que é a segunda causa de doença e morte e entre as mulheres, o câncer de mama é a primeira aqui em São Paulo, depois tubo digestivo, colo de útero, enfim, outros tipos de patologia, mas mama é a primeira. Então, por isso todo esse trabalho e a conscientização que está sendo feita neste mês, que é o Outubro Rosa.

REPÓRTER: Governador, bom dia. A partir do ano que vem você tem o João Doria em parceria com o município, hoje essas carretas fazem parte do estado... Hoje as carretas fazem parte do estado, vai ter alguma parceria? Pretende criar alguma coisa para expandir esse projeto?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha, nós já temos muitas parcerias com as prefeituras no estado inteiro, quanto mais a gente tiver sinergia, melhor. Então, é possível ter mais parceria na saúde, na segurança pública, com a rede, não é, que a prefeitura tem de câmeras de vídeo para integrar ao detecta, guarda civil e polícia. E na saúde, o atendimento primário, ele é municipal, que é toda a parte da prevenção, não é? Atendimento secundário, que é ambulatorial, aí é município e estado, nós temos também uma rede de AMEs. E hospitalar tem hospitais do município e do estado. E dá para fazer muito mutirão, não é? Para você reduzir fila. Quer dizer, você consegue, então, aí reduzir as filas e melhorar o atendimento.

REPÓRTER: Governador, houve uma redução na previsão de investimentos em 2017, não é? Orçamento que caiu em 10 bilhões e meio, saúde é uma das áreas que vai ser afetada, segundo transportes. Como é que vocês vão driblar essa redução de investimentos?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Só pegar o... O que é importante aí? Esperamos que a economia melhore, não é? Agora, a gente precisa ter absoluta responsabilidade fiscal. Não pode gastar a mais do que arrecada. Aliás, vou dar um dado para vocês, vocês têm aquele gráfico, São Paulo/Brasil? Então, Deus queira que a arrecadação melhore. Mas este ano, ela não foi boa, se pegar agora o mês de setembro, que encerrou agora a semana passada, nós perdemos mais de 1 bilhão de reais em relação ao previsto na lei orçamentária. Então, mesmo com uma lei orçamentária conservadora, não é? Nós tivemos uma perda de mais de 1 bilhão. Aqui mostra bem um exemplo entre o Brasil e São Paulo. A crise começa aqui em 2001-2002. O azul é a receita primária. E o vermelho é a despesa primária. Então, começa a cair a receita primária e o governo continua gastando como se nada houvesse. Então, abriu uma boca do jacaré aqui entre o que você arrecadou e o que você gastou. E esse déficit, é óbvio, foi uma das causas, esse desajuste fiscal é um dos problemas que está se enfrentando, essa dificuldade de conseguir acertar o que arrecada para o que gasta. Olha, a diferença com São Paulo, também enfrentou a crise. A receita começa a cair, a despesa cai juntinho. Déficit zero. Então, isso é responsabilidade fiscal. Então, nós procuramos sempre agir de maneira absolutamente responsável não gastando aquilo que não arrecada e deixando aí um déficit para frente. E priorizando as áreas mais significativas. Então, se a gente pegar aqui educação, aumento de 10,4% nos investimentos para o ano que vem. Segurança, 31,9% a mais de investimentos para o ano que vem. E saúde é a campeã, 32,4% a mais de investimento. Nós estamos fazendo hoje um novo hospital em São José dos Campos, um novo hospital em Sorocaba, um novo hospital no litoral norte, um novo hospital no Vale do Ribeira, em Registro, fora a rede de AMEs, acabamos de entregar mais dois AMEs aqui em São Paulo para os idosos, Vila Mariana e Lapa. Então, vamos ter o melhor investimento de saúde o ano que vem. Agora, claro que esperamos que o ano que vem a economia, ela reaja melhor, reagindo melhor, excelente. E se não reagir, estamos dentro dos limites todos de uma boa responsabilidade fiscal.

REPÓRTER: Governo, de que forma a eleição do João Dória abre caminho para o senhor disputar a Presidência em 2018, que é um assunto que vem sendo bastante discutido.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha, o tema eleição presidencial está fora da agenda. Nós estamos em 2016, eleição é só em 2018, a crise é muito grave. Então o que nós temos que fazer? Ajudar a retomar o emprego e retomar renda. Então é preciso ter rapidez aí nas reformas estruturantes o mais rápido possível, pra gerar confiança no investidor e você ter mais investimento e você gerar emprego e renda. Esse deve ser o foco, né?

REPÓRTER: Mas está fora da agenda do presidente do seu partido, não está fora da pauta do presidente nacional do seu partido, que até pediu para não criar intrigas com o senhor.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eleição presidencial é tema só para 2018, nós nem acabamos ainda, estamos em pleno segundo turno da eleição municipal. E aqui em São Paulo quero agradecer à população, porque foi muito resoluta, né? Muita firmeza a decisão do povo de São Paulo em relação a eleição municipal. Acho que foi um recado forte. São Paulo tem pressa, né? Pressa em retomar o protagonismo, emprego, renda, oportunidade pra população.

REPÓRTER: Governador, voltando a falar de saúde. O prefeito, agora é seu partido, tem uma promessa muito grande que é o hospital da Vila Matilde, aqui da região, desde a gestão Marta. Existe uma possibilidade do governo fechar uma parceria com o prefeito pra sair esse hospital pra Vila Matilde?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos esperar primeiro o prefeito ficar totalmente com profundidade, ter conhecimento das finanças do município, orçamentária, pra gente poder avaliar.

REPÓRTER: O senhor vai participar da indicação de nomes?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Como?

REPÓRTER: O senhor vai participar da indicação de nomes da gestão municipal? Como estão as reuniões?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Não, não, as reuniões... Igual ontem tivemos a primeira, mas só temas gerais, nada de... Isso é cargo de confiança é do prefeito. Ele vai saber escolher muito bem.

REPÓRTER: E mesmo não falando tanto no futuro, mas o senhor defende pelo menos prévia para escolha...

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Não, não. Tudo tem seu tempo aí, tá bom?

REPÓRTER: Governador, o senhor pode comentar as suspeitas de pagamento de propina da Odebrecht às obas do metrô e da MTU também? O governo tem ideia de quem pode ser esses codinomes, pra quem teria ido o dinheiro?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha, não tem nenhum fato, nenhum nome, nós somos o grande interessado em que as coisas se esclareçam, mas não há nada, nada, que se possa nem ao menos apurar.

REPÓRTER: Governador, o que o senhor defende que seja feito com os dissidentes tucanos que lançaram manifesto contrário ao Doria? Alguns tucanos estão falando em expulsá-los. O que o senhor defende?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ah, não. Em política não se obriga, se conquista, né? Então cada um tem liberdade de tomar as suas atitudes. Queremos estar todo mundo juntos aí pra servir à população de São Paulo. A responsabilidade é muito grande, precisamos de todos aí nessa tarefa, tá bom?

REPÓRTER: Obrigada.

REPÓRTER: Essa derrota tão grande serve de alerta para os outros partidos, como é que tem que ser a conduta?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha, o quadro partidário é muito fragmentado, né? O que chama atenção dessa eleição? Acho que ela encerra aí um ciclo que começou com a questão do desequilíbrio fiscal, das denúncias, do impeachment, e mostra bem a derrocada aí do PT. De outro lado mostra o fortalecimento, a revitalização de alguns partidos, não só o PSDB, de vários, mas o PSDB se destacou aí nessa eleição, tá bom?

REPÓRTER: Obrigada. Categoria 04 de outubro de 2016 [[]]