Coletiva - Lançamento do programa São Paulo Amigo do Idoso - 20121405

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva no Lançamento do programa São Paulo Amigo do Idoso

Local: Capital - Data: 14/05/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, hoje foi lançado um grande programa que é: São Paulo, um Estado amigo do idoso. Nós vivemos uma grande mudança demográfica, ela já ocorre. Hoje, 11% da população do Estado de São Paulo já têm mais de 60 anos de idade; 4,5 milhões de pessoas. E 900 mil pessoas acima de 80 anos de idade. É espetacular o aumento da expectativa de vida com qualidade de vida. Então, nós estamos lançando hoje um conjunto de políticas públicas que envolvem saúde com os Centros de Referência dos Idosos, os CRIs. Vão passar de dois para seis, em quatro regiões do Estado: Baixada Santista, Campinas, ABC e Ribeirão Preto. Atendimento médico, odontológico, informática, biblioteca, salão de baile, enfim, um centro de referência para todas as políticas públicas. Os hospitais para cuidar dos idosos, seis hospitais de baixa complexidade no Estado de São Paulo. Primeiro, Pedregulho, na região de Ribeirão Preto, e Franca já fica pronto agora no início do segundo semestre, e uma parceria, inclusive, com as Santas Casas de Misericórdia, programa importante com a USP, na USP Leste que tem uma faculdade de Gerontologia, o Centro Dia e o Laboratório do Centro Dia e Formação de Recursos Humanos. 249 Centros de Convivência dos Idosos, que é o CCI. Nós queremos os 645 municípios do Estado com o Conselho Municipal do Idoso, o Fundo Municipal do Idoso e o Centro de Convivência. E o Centro Dia. São 100 Centros Dia que o idoso chega de manhã e volta para casa no final da tarde, no começo da noite. Ele passa o dia todo, tem atendimento, tem refeição, ele tem um convívio. O esporte, nós temos muitos clubes e muitas academias que têm um período ocioso, nós vamos procurar fazer convênio para que os idosos possam ter uma atividade esportiva. Melhor idade ativa. E turismo, nós temos muitas colônias de férias nas praias que ficam também ociosas na baixa temporada. Então as prefeituras entram com os ônibus, com o transporte, e nós pagamos as colônias de férias para hospedar os idosos durante uma semana. Há pessoas do interior, idosas, que nunca viram o mar, nunca colocaram o pé na areia, no mar. Então é um belo programa que vai melhorar a autoestima, as pessoas querem lazer entretenimento, conhecimento. Eu diria que é um programa de políticas públicas para os idosos completo, que envolve turismo, envolve o lazer, envolve o esporte, envolve a educação com a formação de recursos humanos, envolve a saúde desde hospital até os Centros de Referência e envolve a parte social. E os CCIs tem programa de geração de renda, tem jogos, tem entretenimento, enfim, um centro de convivência. Então, hoje é lançado o programa e o projeto de lei para a Assembleia criando o Fundo Estadual do Idoso. O trabalho já começou, nós vamos investir R$ 118 milhões nesse programa e São Paulo sendo o primeiro Estado amigo do idoso. Imagina-se no mundo, que antes de 2050, em torno de 2040, nós já tenhamos 22% da população mundial idosa. E o mais importante, envelhecimento não é doença, envelhecimento traz apenas algumas limitações. Então a pessoa pode viver mais e com qualidade de vida.


REPÓRTER: Governador, [ininteligível]é muito diferente do que era ter 60 anos há 30, 40 anos atrás. De que forma esse dado influenciou a criação desse programa?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: É por isso que eu fiz uma diferenciação, que nós temos 11% da população do Estado de São Paulo acima de 60 anos, mas o que mais chama atenção não é ter 4,5 milhões de pessoas com mais de 60 anos, é ter 900 mil com mais de 80. É fantástico. Então, eu diria que isso demanda novas demandas políticas públicas, para saúde. O Brasil que era um país jovem, hoje é um país maduro, e vai ser um país idoso. Então, nós precisamos ter políticas públicas voltadas à renda, voltadas ao lazer, voltadas à atividade esportiva, qualidade de vida, voltada ao acolhimento social, pessoas que às vezes não tem família, e voltada à saúde.


REPÓRTER: Governador, como é que funciona o fundo, quem se beneficia dele e como é que surge esse dado?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: O fundo estadual, que nós estamos criando, de onde vem o recurso? Ele pode vir do orçamento de São Paulo, de financiamentos externos, de renúncia fiscal. Que você tem pessoa física e jurídica, ao invés de pagar imposto de renda, uma parte você pode contribuir para políticas para crianças e idosos; multas de atividades do governo que as pessoas não respeitam os idosos, enfim. Aí esse fundo estadual pode repassar o dinheiro para o fundo municipal. Então, nós queremos que os 645 municípios tenham o Conselho Municipal do Idoso e o fundo municipal, senão não recebe repasse. E cada município ter o centro de convivência dos idosos. Os municípios maiores o centro dia, e cada região ter um hospital de referência para cuidador de idoso. Não é hospital para operar, não é hospital com terapia intensiva, é um hospital de menor complexidade, mas para pessoas que não conseguem... São dependentes, e às vezes não tem dinheiro para ter um cuidador em casa, não tem dinheiro para ter uma enfermeira em casa, então esses hospitais vão dar retaguarda. São hospitais de 60 leitos, 50 leitos, 70 leitos, antigas Santas Casas até que tiveram dificuldade de sobreviver e que o governo traz esse programa.


REPÓRTER: Dentro sobre a questão do emprego com o programa deve-se chamar ainda mais a atenção, a gente sempre mostra que ainda há uma dificuldade em pessoas que sejam capacitadas para cuidar dos idosos. Existe algum projeto também nesse ponto para capacitar pessoas para cuidar dos idosos?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Então, isso que você colocou é superimportante, quer dizer, o que mais vai crescer é a saúde no mundo, né, vai ser o maior o PIB mundial. Desde pesquisa, medicamento, hospitalização, química, equipamentos, enfim, e muito emprego, né, muito emprego, recursos humanos. Então, nós vamos desde o Via Rápida para o Emprego, que são cursos de 100 horas, 80 horas, 200 horas e aí o Laboratório do Centro Dia da USP vai ajudar a preparar esses profissionais, até os técnicos de enfermagem com especialização em idosos até enfermagem de curso superior e a faculdade de gerontologia da USP. A gente quer fazer esse trabalho integrado, envolvendo o Centro Paula Souza e as Universidades de São Paulo.


REPÓRTER: Serão feitos... Abertos concursos públicos, também para a contratação de médicos geriatras? O senhor acha que vai haver alguma dificuldade, já que há déficit, né, desses médicos no Estado, governador?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Há uma falta de médico, hoje, no Brasil todo, mas acho que nós não vamos ter dificuldade, porque já começamos a valorização da carreira pelos plantões, então, os nossos plantões médicos que eram em torno de R$600, né?


ORADOR NÃO IDENTIFICADO: R$ 660 e [ininteligível]


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: É R$660 passou para R$ 850 nas regiões mais centrais, quase R$1.000 nas mais distantes e R$ 1.160 nas mais distantes ainda. Porque, às vezes, falta médico onde mais precisa, que é na periferia. Então, nós fizemos três níveis de plantão, e o aumento chegou a 71%, e não é só para médico, é dentista, vamos também valorizar enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas, técnicos de enfermagem e auxiliar de enfermagem. E o Professor Giovanni Cerri está elaborando o programa da carreira do médico, aí estão incluídos geriatras, estão incluídos os cardiologistas, os fisiatras, enfim, os clínicos gerais.


REPÓRTER: Governador só uma dúvida, e se... O fundo aqui, governador, vai ajudar a financiar os R$ 120 milhões ou ele não...


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não. Esses R$ 118 milhões é do Tesouro do Estado. Isso é o que nós vamos fazer. Nós vamos construir com recurso da Secretaria de Saúde o hospital. Nós vamos construir com dinheiro do Desenvolvimento Social, o CCI, o Centro Dia. Nós vamos com o dinheiro do Esporte bancar o idade... Esse fundo é um Plus, onde nós vamos passar pros nossos programas e para as prefeituras. Mas a prefeitura tem que ter o conselho municipal e o fundo municipal para receber o dinheiro.


REPÓRTER: Obrigado.