Coletiva - Operação de Combate ao Roubo de Cargas 20161912

De Infogov São Paulo
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Coletiva - Operação de Combate ao Roubo de Cargas

Local: Mogi das Cruzes - Data:Dezembro 19/12/2016

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Nós estamos na maior esquina do Brasil, que é a Ayrton Senna, Dutra, Rodoanel e ainda o Aeroporto Internacional de Guarulhos. Então é estratégico aqui esse trabalho. É uma união de esforços com a Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Estadual, Choque e o trabalho de inteligência da Polícia Civil. Então, uma operação conjunta, que pega aqui a Ayrton Senna, pega a Dutra e toda a região, né? Toda a região está sendo trabalhada. E um grande trabalho de investigação. Essas operações, o ministro Alexandre de Moraes destacou, elas serão repetidas, nós teremos de maneira periódica nas rodovias federais e estaduais. Isso envolve quadrilhas, porque é preciso ter o assaltante, é preciso ter o receptador e aí vem a novidade: Nós aprovamos uma lei no estado de São Paulo e já a regulamentamos. Então, quem vender carga roubada perde a sua inscrição estadual. Então, porque a maneira mais eficaz também de combater o roubo de carga é pegar o receptador, porque se não tiver quem venda a carga roubada, você acaba com o crime. Então, nós aprovamos uma lei inédita no país, que é a lei estadual, já regulamentada. Então, quem vender carga roubada perde a inscrição estadual. REPÓRTER: Normalmente não é pessoa física então que faz essa receptação, né?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Você tem de tudo, você tem de tudo. É crime, e se for uma empresa que esteja vendendo coisa roubada, ela tem a perda da inscrição no estado de São Paulo.

REPÓRTER: E o efetivo, foi conciliado em quantos por cento?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Olha, nós temos... Dr. Mágino pode detalhar, mas nós acabamos de fazer uma grande formatura, histórica: 2.300 soldados a mais. Então um grande reforço para o policiamento. Grande parte, nesse momento, está na Operação Verão, então vai pra Operação Verão, mas quando chegar em fevereiro aí ele é redistribuído tecnicamente para a polícia. E estamos com um concurso público aberto, né? É uma boa oportunidade pra quem quiser ingressar na polícia.

REPÓRTER: Governador, por que é tão importante a gente diminuir esses números de roubo de cargas, porque a gente sabe que isso acaba influenciando até no preço final dos produtos, né? Muita gente não sabe, mas é uma carga grande de roubos todo ano, e que vem crescendo nos últimos anos.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: É, isso envolve vidas humanas, né, risco de latrocínio, assassinato, Custo Brasil, né, Custo Brasil, e quadrilhas organizadas. Então, quadrilhas, não é um ato isolado, é crime organizado. Então aí a importância do trabalho de inteligência.

REPÓRTER: Governador, vai ter alguma ação com os prefeitos já eleitos em relação à segurança, alguma reunião, alguma coisa prevista?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Isso vai ter, sim. Dr. Mágino vai trabalhar. O melhor parceiro que o governo pode ter é governo local, ação no território. Então, um trabalho importante de... O local que tem mais crime, a iluminação pública, a correta ocupação do uso do solo, a infraestrutura urbana, os programas sociais, integração com câmeras de videomonitoramento, videomonitoramento, com OCR, pra você pegar veículo roubado. Então nós vamos fazer uma... Já há uma integração, nós vamos aumentar essa integração com o Governo Federal e com os municípios.

REPÓRTER: Falando em segurança, o senhor tem alguma novidade da Mogi-Dutra?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Mogi-Dutra...

REPÓRTER: Da Mogi-Dutra, até Arujá?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: O trecho da Dutra até a Ayrton Senna. Já passo em seguida pra vocês.

[Falas sobrepostas]

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Passa, passa pra mim, se der tempo, liga lá pro Alberto Macedo. REPÓRTER: A gente já viu alguns caminhões sendo abordados, né? Tem aí um horário já pra—

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Aí, a operação policial, os operadores da polícia podem detalhar melhor. Agora, nós começamos por aqui, por essa confluência de importantes autoestradas, né? Que eu sempre brinco que é a melhor esquina do Brasil, né? Que é a Ayrton Senna, Rodovia Dutra, Rodoanel Metropolitana de São Paulo e o Aeroporto Internacional de Viracopos, de Cumbica.

REPÓRTER: Governador, quantas pessoas estão nessa operação hoje?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: São mais de 200 policiais.

REPÓRTER: Eu queria fazer uma pergunta sobre segurança, pros dois. Muitos municípios aqui na região já estão começando a armar a Guarda Municipal. Eu queria saber a posição do estado e do Governo Federal sobre esse armamento da Guarda, se isso colabora com a segurança dos municípios, se não...

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: A legislação permite só...

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Eu sou um entusiasta da participação dos municípios na questão da segurança pública. Ação policial é uma ação no território, então é fundamental o envolvimento do governo local. Isso não quer dizer só armamento, mas é iluminação pública, infraestrutura, programas sociais. Se você for ver a Operação Tolerância Zero, né, de Nova Iorque, há uma grande ação policial, depois o policiamento sai, porque não tem como ficar o tempo todo. Mas a prefeitura é muito presente, aí ela fica, com sociedade civil organizada, igrejas, ONGs. Então, defendemos, sim. Eu acho que eu, até quando fui constituinte, defendi muito que, através de convênio, você pudesse ter uma participação bastante efetiva dos governos municipais. Acho que essa é uma tendência que fará toda a diferença. REPÓRTER: Governador, retomando o combate ao roubo de cargas, uma última pergunta: A gente nota que, nessas ocorrências que a gente tem visto, principalmente aqui no nosso estado, que as quadrilhas estão muito bem aparelhadas, elas vêm com fuzis, dinamites, enfim, equipamentos que a nossa polícia não tem. Eu queria saber se esse novo combate, que vocês estão implementando agora, com o auxílio do Governo Federal, vai ter também um incremento nessa parte, no enfrentamento realmente às quadrilhas. GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, a primeira questão é inteligência, não é? É você detectar a ação criminosa, as quadrilhas, e surpreendê-las. Então são duas ações: Uma repressiva, que nós estamos vendo aqui, que vai continuar nas principais rodovias de São Paulo, e outra de inteligência, que não é divulgada, mas que está sendo dado grande prioridade. Aí, o armamento é consequência do tipo de trabalho.

REPÓRTER: Tem que tirar esse armamento das quadrilhas?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Ah, sim, não há dúvida, né? Independente de ser de carga ou não.

REPÓRTER: Obrigado.

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Aí é só o tempo de recurso pra assinar o contrato e dar ordem de serviço.

REPÓRTER: E deve, então, deve ser feito, então, no ano que vem?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Ah, não... No primeiro trimestre já queremos estar em obras aí. Tá bom?

REPÓRTER: Tá.

REPÓRTER: Primeiro trimestre, governador?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: É, porque 3 de janeiro, vamos dizer que você tem aí prazo de recurso, 15 dias, 20 dias. Depois, assinatura do contrato, ordem de serviço, a empresa tem no máximo 30 dias pra pôr as máquinas todas aí. Então, primeiro trimestre.

REPÓRTER: Primeiro trimestre.

REPÓRTER: Qual que é o prazo de obra?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Aí preciso pegar lá. Deve ser no máximo 24 meses. Mas depois ela pode passar pra vocês.

ORADORA NÃO IDENTIFICADA: Eu passo pra vocês. REPÓRTER: A gente queria falar de outros assuntos, mas...

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Hoje é o dia da segurança.

ORADORA NÃO IDENTIFICADA: Ele volta, se voltar quarta-feira-- [Falas sobrepostas]