Coletiva - PIB de São Paulo cresce e se destaca em meio à queda da economia nacional e mundial 20210403

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Coletiva - PIB de São Paulo cresce e se destaca em meio à queda da economia nacional e mundial 20210403

Local: Capital - Data: Março 04/03/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia, a todos. Muito obrigado, pela presença. Hoje o tema é economia, por isso o horário diferenciado, e menos pessoas aqui também. Participam da coletiva de imprensa Henrique Meirelles, secretário da Fazenda do estado de São Paulo, ex-ministro da Fazenda, ex-Presidente do Banco Central; e Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia. O tema da economia, importante, diante das circunstâncias, e da COVID-19, e os efeitos da pandemia na economia do país e do estado de São Paulo. O PIB de São Paulo, essa é uma boa notícia, teve crescimento de 0,4% em 2020, diante de uma fortíssima queda na economia nacional, e também da economia mundial. Os dados são da Fundação SEADE, de São Paulo, indicando que o PIB do estado de São Paulo cresceu 0,4%, enquanto o PIB do Brasil recuou 4,1%. Repetindo, portanto, enquanto o PIB do Brasil recuou 4,1%, o PIB do estado de São Paulo avançou positivamente 0,4%. O crescimento econômico em meio à pandemia que devasta o país, é um sinal de força da economia do estado de São Paulo, um ano difícil da economia mundial, um ano difícil também da economia brasileira, mas aqui conseguimos ter um resultado positivo com a conduta, o manejo e o comando do ministro Henrique Meirelles. A economia mundial também sofreu muito, 3,5%, de crescimento negativo, a maia dos países teve retração no seu PIB. O bom resultado econômico de São Paulo é fruto de um conjunto de ações do governo do estado, também do setor privado, e um planejamento bem organizado e capitaneado por duas secretarias de estado, a Secretaria de Fazenda e Planejamento, sob o comando de Henrique Meirelles, e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, comandada pela Patrícia Ellen, ambos aqui ao meu lado. Nós tivemos também um resultado muito positivo com o programa de desestatização no estado de São Paulo, que iniciamos em janeiro de 2019, prosseguimos no ano de 2020, e seguimos na mesma trilha em 2021. O estado de São Paulo já foi quatro vezes à bolsa de valores de São Paulo, a bolsa de valores o Brasil, a B3, em leilões para concessões na área rodoviária, na área ferroviária, metroviária, e também de parques do estado de São Paulo. É o estado que mais privativa, é o estado que mais atua no programa de concessões e PPP em todo o país. Eliminamos cinco estatais, dentro da reforma administrativa do estado de São Paulo, com o apoio da Assembleia Legislativa. Fizemos a concessão do parque zoológico, do parque do Horto Florestal de Campos do Jordão, do Parque de Capivari, da PIPA, a maior concessão rodoviária feita no país, Piracicaba/Panorama, 1.372 quilômetros, aqui no interior do estado de São Paulo. Um investimento privado de R$ 15 bilhões, comandados pelo fundo soberano de Singapura. Fizemos também a concessão em PPP, Parceria Público Privada, da maior linha metroviária do país, que liga o extremo da zona Norte da capital de São Paulo ao centro, com a Acciona, a gigante espanhola que atua no segmento de infraestrutura, e as obras retomadas, um investimento de R$ 14 bilhões, compartilhadamente com o governo do estado de São Paulo, meio a meio. O governo participa com R$ 7 bilhões, e Acciona com R$ 7 bilhões. É a maior obra de infraestrutura nesse momento, em realização no país, essa obra do metrô nessa linha que liga a zona Norte da capital de São Paulo, à região central da cidade. Sobre o tema do PIB, e do bom resultado que São Paulo obteve, fala nesse momento Henrique Meirelles, secretário da Fazenda do estado de São Paulo, ex-ministro da Fazenda, ex-Presidente do Banco Central do Brasil. Meirelles.

HENRIQUE MEIRELLES, SECRETÁRIO DE FAZENDA E PLANEJAMENTO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Realmente foi um desempenho excepcional, quer dizer, o Brasil está vivendo juntamente com o globo, com o mundo, a maior crise sanitária da história, e também uma crise econômica que vem em consequência da crise da pandemia, que tem consequências brutais na economia como um todo, como vamos mostrar. Nesse quadro, São Paulo tem um crescimento positivo, que é alto extraordinário dentro desse contexto, e na economia mundial como um todo. Como o governador mencionou, isso é resultado de uma série de ações do governo de São Paulo, começado já em 2019, quando viajamos, conversamos com investidores, e depois esse ano de 2020, continuamos esse processo com reuniões virtuais. Mas tudo isso criando além de todas essas iniciativas específicas, na área de infraestrutura, concessões etc., fundamental, porque gera emprego e renda. O fato concreto é que isso gerou um fluxo de investimentos em São Paulo, São Paulo em 2019 já cresceu mais, como vou mostrar, do que a economia brasileira, e entrou forte em 2020, isso é muito importante, a economia já entrou forte, aquecida, com todos os motores funcionando a pleno vapor. Enfrentamos a pandemia, São Paulo caiu menos, do que a média brasileira, subiu, e do que a média mundial, subiu mais rápido e terminou o ano, portanto, com um crescimento positivo. Já entra no ano de 21 preparado para crescer. Agora, evidentemente que é relevante para a economia, muito importante chamar atenção para isso, a vacinação, esse projeto do governador João Doria de liderar um processo e trazer vacina para o Brasil e produzir vacina através do Instituto Butantã é fundamental, porque não podemos nos esquecer que a crise é resultado da pandemia, e nós vamos superar essa crise e vamos crescer com o resultado da vacina. Isso é muito importante, porque é isso que vai permitir, que está permitindo já através da formação de expectativa, que a economia possa, de fato, crescer. Vamos fazer aqui uma apresentação, inicialmente, portanto, o PIB de São Paulo cresce 0,4% em 2020. Segundo slide, por favor. O resultado foi principalmente alavancado pelo setor de serviços e tecnologia, que representa 77% da economia de São Paulo, e que cresceu 1,8% ao ano. Tudo bem. Por que esse resultado de crescimento do setor de tecnologia e serviços representa mais do que a queda da indústria, 2,9%? Por razão muito simples, o setor de serviço é muito maior na economia e se tornou ainda maior agora com a digitalização, quer dizer, todo esse processo de tecnologia da informação, processo digital, levou de fato a um crescimento muito forte do setor de serviços e tecnologia. E isso foi um impulso fundamental. Além da dinâmica de maior investimento, da indústria também em São Paulo, e de outros setores da economia, que foi impulsionado exatamente por todo esse programa de promoção de investimentos do governo de São Paulo, liderado pelo governador João Doria. Próximo slide, por favor. Uma recuperação forte ocorreu a partir do terceiro trimestre, após uma retração do segundo trimestre, quer dizer, no segundo trimestre. O segundo trimestre nós cairmos, 6,3%, o Brasil caiu mais de 9%, quase 10%. Nesse trimestre São Paulo caiu 6,3%. E depois recuperou forte, no terceiro trimestre já cresceu quase 10%, 9,8%, e 2,5% já no quarto trimestre. Que é uma taxa forte, normalmente. Menor, evidentemente, do que essa recuperação da economia no segundo trimestre, depois de uma queda substancial no segundo, apesar que a recuperação foi maior. Próximo slide, por favor. Como foi mostrado ontem pelo IBGE, o Brasil caiu 4,1%. Que é uma queda forte, a maior queda desde o ano de 90, quando houve Plano Collor etc. Em resumo, uma queda forte do Brasil, em linha com o que caíram muitas economias do mundo, e São Paulo cresce, portanto, 0,4%. Próximo slide, por favor. Na comparação com base trimestral, São Paulo teve um desempenho melhor durante a maior parte do ano, nós vamos ver aqui, ali no primeiro trimestre, quando a economia já sentiu por causa já de efeitos no mês de março e final de fevereiro, na medida que já começou a vir uma formação de expectativa negativa, nós tivemos a economia brasileira caindo 2,1%, São Paulo caindo, portanto, 0,7%. No segundo trimestre, o Brasil, como eu mencionei, caiu mais de 9%, São Paulo caiu 6,3%, no terceiro, São Paulo cresceu forte, o Brasil cresceu bem menos do que São Paulo, e no quarto trimestre, São Paulo já retomando um crescimento forte, apesar que menor do que, evidentemente, no trimestre da grande recuperação. Próximo slide, por favor. Muito bem. Aqui podemos dizer claramente que São Paulo se destaca em meio à queda generalizada da economia. Nós vamos comparar, é uma comparação impactante, né? São Paulo crescendo 0,4%, você toma aqui os Estados Unidos, em média com a economia mundial caindo 3,5%, o Brasil 4,1%, como mostramos, mas aí o Japão, com 4,8%, Alemanha com 4,9%, e Rússia com 5,1% etc. etc. Em resumo, o fato é que aqui o que se destaca aqui fortemente é o crescimento da economia de São Paulo, e notando aqui que a economia mundial caiu em média 3,5%. O que, de novo, em linha com a economia americana, e menos do que a europeia, isso porque foi um pouco influenciado aí pelas economias, algumas, não as, pessoa o Japão caiu bastante, por exemplo. Algumas economias asiáticas, que tiveram quedas menores, outras, portanto, um desempenho também marginalmente positivo, que pode ter ou certamente puxou a média da economia mundial. Então é um dado aí impactante e impressionante que eu gostaria de chamar atenção. Próximo slide, por favor. E aqui temos a chamada recuperação em V, São Paulo cresceu por oito meses consecutivos, e atingiu em dezembro, um nível 5,6% menor do que no início do ano. É muito forte esse resultado, e essa recuperação. Próximo, por favor. Portanto, mesmo com a gravidade da crise, e com todo o impacto no mundo todo, o PIB de São Paulo cresceu esse percentual. Esse resultado, portanto, foi puxado resumindo pelo serviço de tecnologia, cresceu 5,8%. Destaque para a atividade financeira, empréstimos, fintechs etc., toda a atividade de financiamento e economia, construção civil e serviços de tecnologia e informação. Quer dizer, em geral, esse foi o quadro, muito investimento em tecnologia. Os números se destacam na comparação com o Brasil e com outros países, e demonstra que o estado de São Paulo entra em 21 com a base forte de crescimento para crescer ainda mais. Muito importante aqui mencionar, de novo, todas as agendas de promoção ao crescimento do governo João Doria. Quer dizer, é muito importante isso, porque realmente foi o que diferenciou o estado, entrou forte, caiu menos, recuperou mais rápido, e no final o crescimento médio positivo. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Henrique Meirelles. Agora vamos com a Patrícia Ellen, a abordagem da Patrícia será pela empregabilidade, o crescimento na geração de empregos em São Paulo, apesar da pandemia, apesar das medidas restritivas, apesar das dificuldades do país como um todo, São Paulo conseguiu gerar novos empregos, novas oportunidades de empregabilidade, e também na atividade empreendedora, são resultados positivos e extremamente animadores. Com você, Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Eu vou mostrar aqui algumas páginas, que trazem um pouco das ações pra empreendedorismo e empregabilidade, na primeira página nós temos o saldo formal líquido mensal de criação de empregos, tivemos uma rápida aceleração no segundo semestre e fechamos com saldo líquido anual próximo de zero, ou seja, a aceleração que tivemos no segundo semestre compensou a perda que tivemos no pior momento da pandemia no começo do ano e, na próxima página, com impacto claro nas ações de empreendedorismo, nós tivemos o melhor saldo líquido de abertura de empresas do Estado de São Paulo desde 2013, com um número recorde aqui de abertura de empresas de 224.153 empresas abertas em 2020, pela junta comercial, nós não estamos colocando MEI aqui, porque é uma análise de empregabilidade, com MEI o número foi ainda maior, também um recorde de geração de empregos na pandemia, com investimento, através do programa Empreenda Rápido, pra que esses empreendedores prosperem, então, fizemos um trabalho de capacitação, juntamente com o trabalho de microcrédito, o maior aporte da história em microcrédito no Banco do Povo, o valor total de aporte adicional de mais de 200 milhões, foram 210 milhões no total, e fizemos a concessão de crédito pra empresas durante esse período mais desafiador, que agora se soma às ações que vamos lançar também na semana que vem, pra fomento do empreendedorismo feminino, e também do aumento da participação das mulheres na tecnologia, nós vimos que a tecnologia e serviços foi um setor que cresceu muito, nós lançamos, no ano passado, programas de qualificação e empregabilidade em tecnologia, e vamos reforçar os programas nesse ano, com lançamento detalhado na semana que vem. Na próxima página, nós temos aqui também refletido o trabalho de investimentos, nós fizemos um aporte e uma captação de investimentos de mais de 30 bilhões de reais, com uma ação nos 14 polos de desenvolvimento econômico, nós fizemos reuniões semanais nos últimos três meses do ano passado, inclusive finalizamos um programa de planos de ação setoriais, pra cada um dos polos de investimento, e estamos agora lançando dois novos polos, em setores que cresceram muito durante a pandemia, o polo de logística e o polo de higiene e limpeza, estamos trabalhando em parceria com o secretário João Octaviano pro lançamento oficial desse polo nas próximas semanas. E, pra finalizar, na última página, foi um trabalho em equipe, de todo governo, pra contribuição na geração de oportunidades de emprego e renda, com ações, além da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Secretaria da Fazenda, Secretaria da Cultura, de Logística, Turismo, Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Social, porque todo investimento que está sendo realizado pra gerar essas oportunidades, é um investimento conjunto do estado. Dois últimos pontos, esses eram os que estavam em slides, foi investimento em ciência, tecnologia e inovação, todos os países que estão tendo uma retomada econômica e uma gestão responsável da pandemia, estão investindo, adicionalmente, em ciência, tecnologia e inovação, nós, em São Paulo, honramos nosso compromisso de investimento nesse setor, e estamos complementando o investimento também com atração da participação privada. E, ontem, enviamos à Assembleia Legislativa, como foi uma proposta do governador João Doria, o projeto Bolsa Trabalho, que impactará diretamente 100 mil pessoas, com bolsas para um auxílio emergencial de 450 reais, pra no mínimo quatro horas, onde as pessoas decidam essas horas a serviços de utilidade pública, pra ajudar a população nesse momento de desafio, e também tem acesso a programas de qualificação profissional. Esse trabalho foi enviado, o projeto está com a Assembleia Legislativa, e temos uma grande expectativa que os deputados e deputadas aprovarão de forma célere pra que possamos continuar ajudando a população nessa próxima etapa da pandemia e da retomada econômica. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Obrigado, Meirelles, mais uma vez. Agora, sim, já podemos iniciar com os jornalistas, hoje é uma coletiva mais curta do que aquelas que temos realizado no tema da saúde, então, nós teremos cinco perguntas, respectivamente Jornal O Globo, da Folha de São Paulo, da TV Globo, Globo News, do The Wall Street Jornal e da CNN Brasil. Começamos com o Jornal O Globo, com o Ivan Vargas. Ivan, bom dia, obrigado pela sua presença aqui conosco. Sua pergunta, por favor.

IVAN VARGAS, REPÓRTER: Bom dia, governador. Peço desculpas já por fazer várias perguntas, mas, falando, analisando os dados do PIB, o setor de serviços, que no Brasil recuou 4,5%, ano passado, São Paulo cresceu 1.8, né, serviços de tecnologia, queria entender exatamente, como o setor é muito amplo, o que foi bem e o que foi mal, se for possível explicar. E aí, tentando prever o desempenho de 2021, como que tá a expectativa, inclusive considerando o necessário recuo pra fase vermelha, que a gente não sabe quanto exatamente vai durar. E também queria falar sobre o leilão das linhas oito e nove da CPTM, que acabou sendo adiado, o que era importante, um projeto relevante do governo, né, como que tá a previsibilidade pra sair esse leilão agora, que o TCE sustou a concessão. É isso.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Ivan. Eu respondo a última pergunta, sobre o PIB, responderá Henrique Meirelles. O leilão na Bolsa de Valores aqui de São Paulo, na B3, da CPTM, as linhas oito e nove, um leilão bastante robusto, ele vai ocorrer e, provavelmente, ainda nesse mês de março, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo fez algumas observações, solicitações complementares, nós já destacamos e informamos tudo aquilo que o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo solicitou, eu pedi ao próprio vice-governador, Rodrigo Garcia, que pessoalmente fosse ao Tribunal de Contas entregar as informações solicitadas pelo relator, elas já foram entregues, nós estamos muito tranquilos em relação a essa liberação, nos próximos dias, ou nas próximas duas semanas, e confirmando isso, nós faremos o leilão até o final desse mês de março, na B3, das linhas oito e nove da CPTM, e possa antecipar, Ivan, que serão linhas bastante disputadas pelo mercado. Agora, passo ao Meirelles, sobre o tema do PIB 2020 e 2021.

HENRIQUE MEIRELLES, SECRETÁRIO DE FAZENDA E PLANEJAMENTO DE SÃO PAULO: Bom, obrigado, governador. Bom, do ponto de vista de São Paulo, o que foi bem foi exatamente o fato de que a economia entrou em 2020 com um regime forte de investimentos, isto é, na medida em que houve uma grande promoção de crescimento e investimento em 2019, né, essa programação de investimentos foi feita de uma maneira que quando as companhias entraram na crise, já entraram com maior aporte de tecnologia, de modernização e preparadas, em geral, para a crise, e um outro aspecto, que é, de fato, mais importante, que eu mencionei, é a questão da tecnologia de comunicação e de informação, não só porque esse é um setor grande para a economia de São Paulo, como eu mencionei, responde por cerca de 77% da economia de São Paulo, e esse setor cresceu, cresceu e cresceu forte, e evidente que isso influenciou a economia como um todo, e mais importante, esse setor cresceu na economia, porque ele está aqui com força e está pra ficar, e todo serviço de, não só tecnologia de informação, mas também serviços financeiros, que cresceram inclusive durante todo esse processo, principalmente no processo de recuperação da economia, e também atividades imobiliárias, que cresceram bastante, é interessante isso, porque houve uma movimentação muito grande, inclusive em resultado da própria pandemia, né, uma reestruturação dos espaços corporativos, as pessoas também procurando áreas que tivessem maior espaço, etc., então, tudo isso foi, inclusive, um resultado da própria pandemia. Em resumo, a economia de São Paulo exatamente por estar preparada, por estar crescendo, por estar forte, ela teve condições, então, de absorver mais o impacto dessa economia. Então, nós temos aí a comparação exatamente, mostrando aí com os demais países, exatamente mostra que os Estados Unidos, por exemplo, que é um país que tem também um forte componente, tecnologia de informação, etc., caiu um pouco menos do que a economia mundial, mas ainda caiu, é muito importante mostrar isso, né, porque o impacto foi muito grande. Mas isso mostra um caráter excepcional desse desempenho de São Paulo, isso é muito importante. Em relação ao Brasil, a economia brasileira caiu bastante, e depois recuperou um pouco, com o auxílio emergencial, principalmente, porque aí propiciou um aumento das taxas de consumo na base principalmente, das pessoas de menor renda, mais vulneráveis, e isso permitiu um crescimento, o problema é que isso é muito dependente da geração de déficit do Tesouro Nacional, que tem limitações importantes agora, nós estamos vendo aí toda essa discussão e etc., felizmente o Congresso aparentemente decide manter o teto, que é algo que foi aprovado em 2016, e que é fundamental hoje, que é a âncora hoje da recuperação econômica, porque a pior coisa que nós poderíamos enfrentar, isso eu gostaria de chamar atenção, é sair de uma crise sanitária e entrar numa crise fiscal, o déficit primário do Governo Federal foi de mais de 700 bilhões de reais, em 20, tá ok, teve que enfrentar a crise, agora, é importante agora uma solidez fiscal para que possa haver investimentos e crescimento da economia como um todo, e não fique totalmente dependente de aportes do Tesouro, que já está numa situação difícil de financiamento de curto prazo, etc., e esse é o grande gargalo agora da nossa economia. Ancorar o país do ponto de vista fiscal, permitir que a economia possa crescer, e gerar empregos, porque a melhor política social que existe é o emprego. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Meirelles. Apenas pra complementar, Ivan, você falou também sobre tecnologia, a diferença é que nós investimos em tecnologia, São Paulo aumentou o investimento em tecnologia, em 2020, manteve esse investimento em 2021, e o resultado foi positivo, do ponto de vista do impacto na economia tecnológica, vamos chamar assim, e eu pedi a Patrícia Ellen pra fazer uma complementação também neste tema da tecnologia, porque você observou muito bem, e acho que merece, vamos chamar assim, uma retranca em relação a esse tema, com essa breve intervenção da Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: É, exatamente, então, o investimento em ciência e tecnologia Federal, reduziu pra um terço do que era em 2019, no Estado de São Paulo nós mantivemos e, na verdade, aumentamos, porque com a economia da reforma administrativa, esse recurso é distribuído proporcionalmente também pra com o sistema de ciência e tecnologia, em 2020 nós investimos cerca de dez bilhões de reais neste setor, através das universidades estaduais, através da Fapesp, e criamos um modelo de pesquisa aplicada, com coinvestimento privado, por isso que o volume foi ainda maior do que o volume somente do Estado de São Paulo. O outro ponto foi investimento em qualificação, como é um setor que cresceu e emprega muito, nós, durante o ano de 2020, impactamos com qualificação 559 mil pessoas, um quarto desse número são cursos vocacionados pra área tecnológica, desde programação, até a parte de economia criativa, e pra economia criativa, a pedido do governador João Doria, também nós lançamos o programa SP Criativo, pra fomentar a economia criativa. Então, foi um investimento muito grande, e os frutos estão sendo colhidos, como foi mostrado pelo nosso secretário Henrique Meirelles.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Ivan, muito obrigado, mais uma vez. Agora, vamos para a Folha de São Paulo, é uma pergunta virtual, do Eduardo Cuculo, Eduardo, bem-vindo, você já está em tela, obrigado pela sua participação aqui conosco, fique à vontade pra sua pergunta, por favor.

EDUARDO CUCULO, REPÓRTER: Bom dia, governador, secretários. Minha primeira pergunta, eu queria saber se vocês têm alguma projeção pro PIB paulista e nacional em 2021, e se vocês estão considerando, nessas projeções, alguma hipótese de alcance da vacinação nesse ano, como algumas casas estão fazendo, ao fazer projeções, né? A segunda pergunta é se os dados que vocês já possuem, agora do começo de 2021, notas fiscais, por exemplo, o que eles mostram pra esse primeiro trimestre, se a gente tá tendo aí já uma queda desse PIB em São Paulo. E, em terceiro, eu queria ver se vocês podiam detalhar um pouco mais desse resultado dos serviços, porque a gente tem, realmente, uma discrepância muito grande entre o resultado nacional e o resultado paulista, eu queria saber se é composição, o que acontece, porque os serviços prestados às famílias, caiu muito no âmbito nacional, né? Isso não aconteceu em São Paulo?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Eduardo. Henrique Meirelles responde sobre a projeção do PIB para 2021, também sobre a projeção para esse primeiro trimestre, como você indagou. O setor de serviços, a Patrícia Ellen. Eu quero só fazer uma pequena introdução no tema da vacinação. Eu já assumi o compromisso aqui, como governador de São Paulo, que, até o final deste ano, todos os brasileiros residentes em São Paulo que precisam ser vacinados, serão vacinados, até dia 31 de dezembro. Não há hipótese de terminarmos o ano sem todos os brasileiros de São Paulo, repito, que precisam e podem ser vacinados, não terem a vacina. Terão a vacina do Butantan e outras, se necessário, para completar o programa estadual de imunização. Então, isso fortalecerá bastante a economia de São Paulo, já para o último trimestre do ano, considerando que na entrada do último trimestre, Eduardo, nós já teremos mais de 70% da população do Estado de São Paulo imunizada. Evidentemente que vamos torcer para que essa imunização também aconteça com os demais estados brasileiros, que mantêm, evidentemente, uma relação fluida com o Estado de São Paulo, por via aérea, por via terrestre, por via férrea, por via marítima e que as fronteiras, evidentemente, não existem entre São Paulo e os demais estados. Mas aqui, nós estamos fazendo esse esforço, e o programa estadual de imunização nos garante que até dezembro todos os brasileiros de São Paulo estarão imunizados. Agora sim, sobre o PIB, com Meirelles.

HENRIQUE MEIRELLES, SECRETÁRIO DE FAZENDA E PLANEJAMENTO DE SÃO PAULO: Pois não, governador, obrigado. As perspectivas de crescimento de São Paulo em 2021 são boas. Nós saímos crescendo forte, como mostramos, no ano de 2020. O fluxo de investimento continuou forte e nós temos uma expectativa de um crescimento em São Paulo, em 2021, de um pouco acima de 5%, 5%, até um pouco mais. Olhando do ponto de vista do Brasil, o Brasil estava com uma expectativa aí da maior parte dos analistas, prevendo um crescimento de cerca de 3%, 3,5%. O problema e que houve agora esta retomada do número de contaminações e etc. e aumento do número de hospitalizações, resultado de todo o processo de festas de fim de ano, depois Carnaval, etc., aglomerações no Brasil inteiro. Isso levou a esse aumento de contaminações e, portanto, isto já deve prejudicar o PIB nacional em 2021, no primeiro trimestre. Vamos aguardar o segundo, o terceiro. De novo: Muito dependente do processo de vacinação, do plano nacional de vacinação. Quer dizer, o Brasil como um todo precisa vacinar. A economia, em 2021, vai crescer, dependendo do ritmo de vacinação, não há dúvida sobre isso. Nesse aspecto, os prognósticos de São Paulo são positivos, na medida em que o programa de vacinação está seguindo totalmente o planejado, segundo anunciou o governador, todo o programa de vacinas comprado... O produzido, o comprado e também o produzido pelo Butantan, etc., desde o envasamento até depois da produção de insumos. E o grande passo é que o estado inclusive, já antecipando, já inclusive está providenciando a compra de outras vacinas. Então, do ponto de vista do Estado de São Paulo, o processo de vacinação nos dá bastante confiança de que o PIB deve atingir, portanto, um nível de crescimento elevado. Saiu forte de 2020. Existe essa retomada de contaminações, mas por outro lado existe um ritmo de acordo com o planejado, intenso e completo de vacinação de toda a população que vive e mora e trabalha em São Paulo. E isso é o que é importante, isso é o que vai decidir, em todos os países e no Brasil, em São Paulo. Felizmente, de novo, eu acho que a nossa perspectiva em relação ao ritmo de vacinação nos dá confiança nessas estimativas para São Paulo. Primeiro trimestre, de fato, foi um trimestre que sofreu o impacto exatamente desta onda de contaminações, que subiu, estamos agora vivendo um dos piores momentos aí, de acordo com alguns números até o pior momento da pandemia. E portanto, é mais necessário, importante do que nunca a vacinação. Portanto, isso o governador tem sido firme, em todos os momentos, de manter, comprar agora, como anunciou, até outras vacinas se for necessário, ritmo forte de [ininteligível] na fábrica do Butantan. Está tudo indo de acordo com o planejado. Em relação aos serviços prestados às famílias, de fato caiu, porque caiu o emprego no país como um todo. O ritmo de recuperação, como mostrou a Patrícia Ellen, em São Paulo, está indo bem melhor, mas este foi o grande impacto da economia, quer dizer, uma das áreas da economia que mais sofreram foi exatamente serviços prestados às famílias. São Paulo tem a economia forte exatamente porque é muito baseado na tecnologia de informação, em outros serviços de tecnologia, em serviços financeiros e, como eu mencionei também, o mercado imobiliário, que cresceu substancialmente. Mas agora, com um crescimento forte em 2021, de novo, muito vinculado à vacinação, mas que temos boa segurança em relação a São Paulo, nós vamos ver uma maior criação de emprego e, portanto, a recuperação mais forte de serviços prestados às famílias em todo o país. Isso impactou menos São Paulo, de novo, porque esse item tem um valor menor do que serviços de tecnologia, informação, imobiliário e financeiro, no Estado de São Paulo. Mas é um item relevante e estamos contando agora, de novo, com a recuperação. No Brasil, isto foi um pouco aliviado pelo auxílio emergencial, como um todo. E vamos ver agora, com a diminuição do auxílio, etc., e a limitação temporal, como é que vai ficar o efeito disso. Mas o que resolve e resolverá esta situação será emprego. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Henrique Meirelles. Eduardo, antes de passar à Patrícia Ellen, aproveitando o tema da vacina, porque é importante, há uma correlação direta na recuperação do PIB brasileiro e do PIB dos estados, no caso de São Paulo, que já é positivo, e a sua expansão e o seu crescimento nesse ano de 2021. Dependemos muito da vacinação, você mesmo colocou isso na sua pergunta. São Paulo tem a opção para mais vacinas do próprio Butantan, lembrando que hoje mesmo recebemos no Aeroporto Internacional de Guarulhos 8.100 litros da vacina do Butantan com o laboratório Sinovac. O processamento começa já amanhã pela manhã, 24 horas por dia, e no próximo dia 25 nós já estaremos entregando a totalidade desses insumos transformados em vacinas, são 14 milhões de doses da vacina do Butantan. E até o final desse mês, tudo correndo bem, estaremos entregando 35 milhões de doses da vacina do Butantan para o Brasil, para vacinar os brasileiros de todo o Brasil, sendo que 22%, pela proporcionalidade, ficam em São Paulo. Essa é a proporcionalidade do SUS, Sistema Único de Saúde. Historicamente, nos programas de vacinação, é assim que funciona, e assim que tem funcionado até aqui, e espero que continue a funcionar, é a forma justa e correta da proporcionalidade, em relação não só a São Paulo como aos demais estados brasileiros.

Temos uma boa notícia também, que a fábrica do Butantan, a nova fábrica do Butantan, está em ritmo acelerado. Isso influi no processo, porque a fábrica estará pronta em outubro, e até dezembro já iniciaremos a produção local da vacina do Butantan, 100% produzida aqui, tanto o insumo quanto o envase e as condições plenas para que a vacina possa ser produzida pelo Butantan e utilizada, não só em São Paulo como também em todo o Brasil. Então, isso é um ponto importante. A fábrica está... Fisicamente ela já existe, ela não está sendo projetada, ela já está finalizando a sua construção, a parte civil. Agora entra a fase de elétrica, hidráulica, equipamentos de ar condicionado e os demais equipamentos para o funcionamento da fábrica. Em outubro, entram os equipamentos de produção da vacina, outubro e novembro são cerca de 50 dias, esses equipamentos vêm da China, e depois eles têm que ser homologados pela Anvisa para iniciarmos a produção da vacina aqui. Então, essa é uma boa notícia, uma boa notícia inclusive para os mercados, os mercados financeiros, tanto o mercado brasileiro quanto o mercado internacional. Então, aproveitei para fazer essa boa, dar essa boa notícia, e fazer uma observação que é importante: Tudo leva a crer que seguiremos dentro do ritmo daquilo que eu mencionei a você, Eduardo, e aos demais jornalistas que estão aqui presencialmente, exceto se tivermos uma circunstância da ciência por variantes de cepa da Covid-19. Não há ainda estudos finalizados no Brasil sobre essas variantes de cepas, não só a cepa de Manaus, mas outras também. Deus queira que isso não produza um vírus com uma força tal, cujas vacinas existentes e disponíveis no Brasil até este momento não sejam capazes de imunizar. É o único ponto que eu coloco como dúvida é se estas cepas, repito, cujos estudos a ciência ainda não finalizou aqui no Brasil, serão controláveis pelas vacinas existentes no Brasil. Nesse momento a grande vacina do Brasil é a vacina do Butantan, mais de 80% da vacinação toda que acontece no Brasil acontece com a vacina do Butantan. E a vacina Astrazenica, da Fiocruz. Outras vacinas estarão disponíveis em breve, e nós torcemos para que estejam mesmo, e nós teremos que fazer essa análise pela ciência, é o único ponto que eu coloco de atenção, vamos chamar assim, em relação à vacinação, não só em São Paulo mas também no Brasil.

E Patrícia faz a última complementação no que se refere a serviços, ao setor de serviços na economia. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Então, Eduardo, tipicamente São Paulo já é o maior polo de serviços do Brasil. O que mudou é o percentual de participação de São Paulo. Então, como houve uma redução de investimentos a nível nacional e um aumento de investimentos em São Paulo, ontem, pra gente ter uma ideia, hoje a nossa locação de investimento em relação a todo investimento nacional, na área de pesquisa tecnológica, é de mais de 80% do total de investimentos nessa área. Então, cresceu muito a participação. São Paulo já era cerca de 50% do investimento em serviços, em tecnologia, mas agora aumentou muito essa disparidade. Então, investimento aumentou aqui e reduziu muito fora de São Paulo. Outro ponto importante é que houve investimento também no empreendedorismo na área de serviços, que foi o que cresceu muito: serviços remotos, serviços de entrega. E para que isso acontecesse, através do programa inclusive em parceria com o Sebrae, no Empreenda Rápido, nós incluímos também acesso a plataformas de serviços, a custos diferenciados, para que os empreendedores possam abrir empresas sem custo e também vender seus serviços. São plataformas de acesso ao mercado e com isso cresceram muito as vendas. E por último, a facilidade de abertura de empresas. O governador João Doria fez em agosto do ano passado uma campanha inédita, de isentar a taxa de abertura de empresas, exatamente para estimular a formalização. Nós fizemos isso por três meses ano passado e como funcionou nós lançamos agora essa isenção perene de abertura de empresas, através do Balcão Único, onde hoje podemos abrir empresas na média de um a três dias, mas estamos abrindo empresas em até três horas, com um modelo completamente online.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Eduardo, mais uma vez, obrigado pela sua participação conosco. Se puder, continue acompanhando a coletiva. Vamos agora presencialmente ao Tiago Crespo, da TV Globo, GloboNews. Tiago, bom dia a você. Obrigado de você ter vindo, sua pergunta, por favor.

TIAGO CRESPO, REPÓRTER: Bom dia, governador. São duas perguntas, na verdade. A respeito desse número, do 0.4%, eu queria entender comparativamente quão mais tímido foi, é o pior desempenho em quanto tempo esse número de 0.4%, do PIB paulista? E uma segunda pergunta, se me permite, por gentileza. Nesse contexto econômico delicado pra todo mundo, a fome tem sido um problema, a gente vê muitas pessoas dormindo nas ruas para conseguir uma doação na manhã seguinte. O Bom Prato é uma rede que consegue, de alguma forma, sustentar muita gente. E o governo, no ano passado, conseguiu estender a oferta de refeições ao jantar e também a gratuidade às pessoas em situação de rua. Eu queria saber se o estado consegue garantir a permanência dessa gratuidade e também do jantar, e se sim, por quanto tempo. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Tiago. Boas colocações. Sobre o PIB, responderá Henrique Meirelles. Sobre o Bom Prato, isso está sob responsabilidade da Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo. Fizemos, como você colocou, e continua operando o Bom Prato de forma gratuita, incluindo o jantar, para a população em todo o Estado de São Paulo, onde temos o coração do Bom Prato, ele não tem o serviço presencial, como você sabe, o serviço é delivery, ou seja, é entrega na porta, com todas as condições sanitárias, para que as pessoas possam se alimentar se aglomeração. E tem funcionado bem, é um sistema que a própria população, seja em situação de rua, ou pessoas que estão desempregadas, ainda que não vivam em situação de rua, tem tido também um comportamento muito correto em obedecer aos horários, as filas, retirarem os alimentos, e até mesmo os cestos de lixo que temos colocado entorno das unidades, tem sido utilizados de forma majoritariamente correta. Eu já orientei a secretária de Desenvolvimento Social, Célia Parnes, que dada a circunstância dessa nova onda da pandemia, enquanto tivermos essa onda, essa situação, o Bom Prato será gratuitamente oferecido para a população em todo o estado de São Paulo. E você tem razão, sua colocação é extremamente correta, a questão de segurança alimentar hoje é o maior desafio, ao meu ver, é o maior desafio, mais do que a própria empregabilidade, é o alimento, sem o alimento as pessoas padecem, e padecendo, podem morrer, podem perder a vida, e aumentar ainda mais a pressão sobre o sistema público de saúde. Então a segurança alimentar é fundamental, além do Bom Prato, nós também seguiremos com alimento solidário. Nós distribuímos 2,5 milhões de cestas de alimento solidário para a população, a população em situação de pobreza, e extrema pobreza. Portanto, a população em vulnerabilidade. Nós continuaremos a distribuir essas cestas regularmente para essa população, sabendo inclusive que tivemos um aumento nessa população em situação de vulnerabilidade. Portanto, além do Bom Prato, também o Alimento Solidário prosseguirá como um desenvolvimento de política social do governo de São Paulo. Patrícia, aliás, Meirelles, o tema do PIB, desculpe. Se você quiser, o Tiago pode repetir a pergunta, ou se você tá tranquilo para responder.

HENRIQUE MEIRELLES, SECRETÁRIO DE FAZENDA E PLANEJAMENTO DE SÃO PAULO: Não, tudo bem. Em relação à comparação com outros anos, que me parece que é o ponto aqui importante, São Paulo, como todo o Brasil, e todos os estados brasileiros, etc., tiveram um impacto forte da crise fiscal do ano de 2015, 2016. São Paulo já começou a sentir isso no final de 14, mas no ano de 2015, por exemplo, a economia caiu 4,1%, e no ano de 2016, cerca de 3%. Entra em um crescimento leve em 17, um pouquinho abaixo da média da economia brasileira, mas positivo, crescendo, e cresceu em 18, 19 cresceu bem, conforme já mencionamos, e depois tem esse número positivo de 0,4% em 2020. Portanto, um número superior ao crescimento de 2017, e evidentemente, substancialmente melhor do que a queda do produto nos anos de 14, 15 e 16. Portanto, isso reforça mais uma vez o caráter excepcional do crescimento de 2020, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Meirelles. E antes de passarmos à próxima pergunta, aproveitando também, Tiago, só para poder esclarecer, não só a você, mas como os demais jornalistas que estão aqui presencialmente e muitos que estão nos acompanhando virtualmente. O programa Bom Prato ele é feito destinado às pessoas em situação de rua, para que fique claro, para manhã não haver uma interpretação além daquilo que é a vocação, desde a criação do Programa Bom Prato, que não foi criado no nosso governo, vem de muitos anos, e é um programa social de grande envergadura aqui no estado de São Paulo. Eu quis fazer apenas esse acréscimo, para que não fique dúvidas em relação a isso. Bem, vamos então agora, mais uma vez online, agora com o The Wall Street Jornal, com a Samanta Person, que é a correspondente aqui no Brasil. Samanta, bom dia. Hoje o tema não é necessariamente saúde, como você tem participado de algumas das nossas coletivas, mas o tema que você gosta muito, que é o tema da economia. Então a palavra é sua.

SAMANTA PERSON, REPÓRTER: Bom dia, governador. Bom dia, secretários. Podem falar um pouquinho, por favor, sobre os investimentos chineses no estado, além da questão das vacinas, em quais outras áreas os chineses têm investido muito? Em quais áreas eles pretendem investir nesse ano? Por favor. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Samanta. Eu começo a responder, depois Patrícia Ellen, pode complementar, se desejar. Os chineses são os maiores parceiros comerciais do Brasil, todos sabem disso, mas também são os maiores parceiros comerciais do estado de São Paulo. Não só no consumo de produtos, produtos manufaturados e produtos do agronegócio aqui de São Paulo, mas também hoje já são os maiores investidores em São Paulo. Os investimentos fundamentalmente estão nos setores de infraestrutura, a área energética, a China nos últimos anos, especialmente nos últimos dois anos, se tornou um investidor líder no setor de produção e distribuição de energia, também agora no setor de infraestrutura de logística, incluindo transporte rodoviário, potencializando agora as concessões de transporte ferroviário, tanto do metrô, quanto de trem, CPTM e as futuras linhas que oportunamente vamos colocar em bolsa, que são as linhas para o Vale do Paraíba, e também para a região metropolitana de Campinas. E fortes investidores também em outros setores da indústria, aqui no estado de São Paulo. Abrimos, como você sabe, Samanta, um escritório em Xangai, em agosto de 2019, esse escritório não parou de funcionar, mesmo no período crítico da pandemia na China, em Xangai, especificamente, operou com restrições, mas não fechou, seguindo as regras e a orientação do governo de Xangai. E essa relação, muito consolidada, e uma liderança muito bem-feita por José Mário, que é o diretor geral do escritório em Xangai, tendo sido diretor geral da unidade que operava, da Apex, naquele país, isso forneceu muito a confiança de investidores chineses, tanto públicos quanto privados. E o mesmo em relação a bancos, os bancos privados da China, e bancos públicos também. Eu crédito muito dos bons resultados desses investimentos que estamos recebendo, ao trabalho do nosso escritório em Xangai, na China. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Bom, como foi dito pelo governador, a China é o nosso principal parceiro comercial. Nós também estamos investindo nesse caminho aqui de via dupla. Então investimos muito em programa de exportação para a China com empreendedores brasileiros, através do nosso escritório em Xangai. Lançamos o Programa Exporta São Paulo. E temos aqui recorde de investimentos da China no Brasil, como um todo, mas grande parte desse investimento é em São Paulo, totalizando aqui, a gente está falando de mais de US$ 20 bilhões. E nessa viagem que nós fizemos levando investidores brasileiros também, nós trouxemos muitas oportunidades para cá, além da área de transporte e infraestrutura, na área de agricultura, e na área de tecnologia. Estamos fechando algumas parcerias com a China, também na área tecnológica.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, obrigado Patrícia. Samanta, muito obrigado, se puder, continue assistindo à nossa coletiva, já estamos caminhando para o final. Obrigado pela sua participação. Lembrando que amanhã temos uma nova coletiva, desta feita, o tema será a saúde, como tem sido frequente nos nossos encontros aqui no Palácio dos Bandeirantes. Agora a última intervenção é da Tainá Falcão, da CNN. Ainda bom dia, são 11h55min, bem-vinda, sua pergunta, por favor.

TAINÁ FALCÃO, REPÓRTER: Eu vou ser breve, mas eu tenho algumas questões com a secretária, pode ser? Secretária, eu queria que você voltasse na geração de emprego, comentasse os números, por favor, se você tiver em detalhes, e falasse sobre o que está sendo discutido hoje, o que está na mesa do governo em discussão sobre um pacote de estímulo, de repente, emergencial, para esse período de recrudescimento da pandemia, focando na fase vermelha, nas duas semanas que virão. E se já há um levantamento sobre o impacto da fase vermelha na economia, e dos setores mais afetados.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Tainá. As duas perguntas serão respondidas pela Patrícia Ellen. Aliás, você já dirigiu as perguntas a ela. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Com relação ao trabalho de emprego, mais da metade dos empregos gerados no estado de São Paulo vem de micros e pequenos empreendedores, então nós centralizamos o trabalho de fomento ao empreendedorismo, nesses empreendedores. As ações que eu mencionei, de desburocratização, facilidade de abertura de empresas, e também de venda de serviços, através das plataformas de acesso a mercado, foram feitas exatamente com esse intuito de aumento da empregabilidade. Para além disso, nesse ano nós estamos lançando novos programas, eu mencionei algum deles aqui, e semana que vem nós lançaremos na coletiva de imprensa de segunda-feira programas de empreendedorismo e empregabilidade para mulheres, exatamente porque a mulher também tem tido um papel muito importante durante a pandemia, e temos várias oportunidades, principalmente nos setores que estão empregando mais, como por exemplo, o setor tecnológico. Para as próximas duas semanas, nós estamos reforçando dois programas, o nosso programa de microcrédito, nós temos crédito disponível nesse momento no Banco do Povo, para os empreendedores, vamos fazer agora uma reunião com toda a comissão estadual de emprego e empreendedorismo, com todo o Secretário de Desenvolvimento econômico na semana que vem, para aumentar não somente os valores aportados, mas agora a distribuição desses recursos para a população, para os empreendedores no momento de maior necessidade. E na parte de auxílio, além do Bolsa Trabalho nós teremos o Bolsa Auxílio através do Via Rápida, que já está disponível nesse momento, mediante inscrição nos nossos cursos profissionalizantes, um auxílio de R$ 210 por mês, que está sendo disponibilizado também nesse momento. Esses são propostas emergenciais para as próximas duas semanas, mas a pedido do governador João Doria, estamos reformulando os nossos programas de empregabilidade para após esse período de duas semanas, de uma forma sustentável a acolher a população nesse momento. Para retomada econômica, então é um programa que vai perdurar aí durante os próximos 12 meses, para além dessas duas semanas. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Obrigado, Tainá. Antes da conclusão da nossa coletiva de hoje, eu havia dito que seria uma coletiva um pouco mais curta, até porque, amanhã teremos uma nova coletiva aqui, e a temática será saúde, vacinas e as medidas de proteção às pessoas, à vida, à saúde. Eu queria fazer aqui uma menção importante com àquela pequena ressalva que fiz na intervenção do Tiago Crespe, eu acredito, que falei, ou foi do Eduardo Ruculo, onde exceto pela circunstância daquilo que nós ainda não sabemos, que são as variantes dessa nova, ou das novas cepas da COVID-19, do vírus, se tivermos e imunização suficiente para garantir a proteção das pessoas aqui no Brasil, com as vacinas que temos disponíveis, principalmente a vacina do Butantã, eu tenho muita convicção que já ao final desse ano nós já teremos uma recuperação muito expressiva, principalmente em dois setores, o setor de serviços, como o setor de serviços, como foi mencionado pela Patrícia Ellen, e também o comércio, seja o comércio presencial, seja o comércio online. Isso posto, nós poderemos ter, o que tudo indica, um Natal extremamente robusto de vendas para o comércio varejista em todo o Brasil, e especificamente em São Paulo, São Paulo roda 36% da economia brasileira. Se nós formos bem na economia em São Paulo, nós ajudamos o Brasil a ir bem na economia. Então temos uma visão otimista se a vacinação seguir em São Paulo, com certeza, em um bom ritmo, e desejamos que siga a nível do Brasil, como um todo, nós poderemos ter já um período no Natal em circunstâncias de recuperação econômica, eu diria com razoável e esperançosa aceleração, em especial nesses dois serviços, o setor de comércio e o setor de serviços. A área de tecnologia vai seguir o seu desempenho com bastante vigor, isso foi observado aqui, eu acho que foi o Tiago Crespo, que fez essa observação, se eu não estou enganado, o setor de tecnologia seguirá em um bom ritmo, como vem tendo, a tecnologia se beneficia da cidadania do distanciamento, do isolamento, e ela progride até rapidamente diante das circunstâncias, e veio para ficar, ou seja, aquilo que resultou em um processo mais rápido de aceleração da introdução de metodologias tecnológicas, ficará mesmo após a pandemia. Então esse é um setor que não vai ter recrudescimento. E o agronegócio, que segue tendo resultados positivos, e continuará a ter, em São Paulo e no Brasil. Aliás, é o setor que vem apresentando um desempenho muito positivo com as exportações, principalmente, e liderados pelas exportações para a China. Então aqui uma mensagem de otimismo para o final desse ano, mas até lá, temos que ter cuidado, zelo, compreender uma situação grave, e proteger a vida, que a prioridade é vida, sem vida não há consumo, mortos não consomem, não compram, não frequentam bares e restaurantes, não frequentam teatros, cinemas. Temos que preservar a vida, e na sequência, após à vacinação, pelo menos, a vacinação majoritária, recuperarmos rapidamente a economia, e haverá essa recuperação. Nós estamos otimistas em relação a esse futuro. E um outro setor também, só para destacar, Patrícia, em serviços, o setor de turismo, um dos setores mais prejudicados pela pandemia no Brasil nesses 15 meses, terá a possibilidade, será uma recuperação bastante acelerada, seja turismo doméstico, seja o turismo internacional, já a partir desse final de ano, com o programa de imunização funcionando adequadamente. Queremos fazer apenas essa ressalva. Então desejo a todos que tenham uma boa tarde. Por favor, se protejam, usem máscaras, não façam e não frequentem nenhum tipo de aglomeração, se possível, e amanhã estaremos juntos no mesmo horário aqui, aliás, no mesmo horário não, às 12h45min, aqui na coletiva de imprensa, sobre saúde e vacinas. Muito obrigado, a todos.