Coletiva - PIB de São Paulo se aproxima do nível registrado no período pré-pandemia 20200909

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Coletiva - PIB de São Paulo se aproxima do nível registrado no período pré-pandemia 20200909

Local: Capital - Data: Setembro 09/09/2020

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: ... João Gabbardo, coordenador executivo do Centro de Contingência do Covid-19, nosso Comitê de Saúde, José Osmar Medina, coordenador do Centro de Contingência [interrupção no áudio] de 98% na imunização de idosos. Estudos da segunda fase de testagem da Coronavac demonstram que pessoas com mais de 60 anos, que representam o maior grupo de risco, ou um dos maiores grupos de risco da Covid-19, receberam mais de uma dose da vacina, a resposta imune chegou a 98%. O Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, oferecerá mais detalhes sobre essa testagem. Estamos, como todos sabem, na terceira fase de testes, com mais de 9.000 voluntários, todos médicos e paramédicos, em 12 centros de pesquisa, em seis estados brasileiros. Repito: Todos eles são médicos e paramédicos, nestes 9.000 voluntários, aqui no Brasil. A Coronavac está passando por todos os processos de segurança, com acompanhamento científico de um grupo de trabalho, além dos cientistas do Instituto Butantan. Até agora, os resultados têm sido extremamente positivos. Lamento profundamente a interrupção dos testes da vacina de Oxford, em parceria com a farmacêutica Astrazenica, e pessoalme nte torço para que tudo corra bem e o problema seja superado. Já disse e repito aqui: a nossa corrida não é a corrida pra saber qual vacina chega primeiro, é a corrida pela vida. Todas as vacinas, mais de uma, que forem positivas, boas, testadas e aprovadas, devem ser colocadas à disposição da população brasileira para a sua imunização. Não importa se ela é inglesa, francesa, portuguesa, italiana, espanhola ou russa, o que importa é que ela seja válida, que ela tenha sido testada e aprovada pela Anvisa. A sua eficiência tem que estar comprovada, não importa a sua origem ou a sua marca. O que importa, repito, é que a vacina imunize a população, com segurança e eficiência. E eficiência e segurança é o que tem guiado o trabalho do Instituto Butantan ao longo dos seus 119 anos de existência, e esp ecificamente no trabalho em torno da vacina Coronavac, com o laboratório Sinovac, o maior laboratório privado da China... não temos, até o presente momento, nenhum registro de reação adversa significativa destes quase 9.000 voluntários, médicos e paramédicos [ininteligível] aqui no Brasil. Os prognósticos são promissores, e em breve teremos a vacina Coronavac para imunizar os brasileiros de São Paulo e os brasileiros de todo o país. O aumento na importação e na capacidade de produção da vacina dependerá majoritariamente de uma decisão do Ministério da Saúde do Brasil, e do ministro Eduardo Pazuello. Se o Ministério oferecer recursos para que o Butantan aumente a sua capacidade de importação da vacina imediatamente, o Butantan o fará, assim como poderá iniciar a produção da va cina aqui na sua estrutura, com mais recursos, sejam esses majoritariamente vindos do Governo Federal, portanto do Ministério da Saúde, com aqueles obtidos em doação, junto ao setor privado. Havendo disposição, havendo uma visão republicana de prioridade para a saúde dos brasileiros, por parte do Governo Federal e do Ministério da Saúde, a Coronavac poderá suprir o atendimento a milhões de brasileiros, que precisam ser vacinados. Ainda assim, repito, como governador do Estado de São Paulo, que mais de uma vacina será necessária no Brasil. Várias vacinas aprovadas serão necessárias para imunização de 215 milhões de brasileiros. Não será uma única vacina a permitir esta imunização, precisaremos de várias vacinas.

Segunda informação na coletiva de hoje, boa notícia: queda de 30% indica que São Paulo caminha para a quinta semana consecutiva na redução de óbitos. Houve queda de 30% no número de óbitos de domingo até hoje, em relação ao mesmo período na semana passada. Foram registradas 729 mortes entre os dias 30 de agosto e 2 de setembro da última semana, contra 508 óbitos, entre os dias 6 e 9 de setembro desta semana. Nós choramos e lamentamos todas as mortes, ainda que seja uma única morte, mas temos que registrar que estamos reduzindo o número de óbitos em São Paulo, e estamos numa faixa descendente em todo o Estado de São Paulo. As internações também estão caindo, pela oitava semana seguida, e o número de ocupação de UTIs, de leitos de UTI no estado, é o menor desde a implantação do Plano São Paulo, 53,1%. São bons indicadores, que reconfirmam que a pandemia, em São Paulo, está recuando. Isto não significa afrouxamento da quarentena, em hipótese nenhuma afrouxamento de medidas de resguardo, medidas sanitárias e preventivas, que o Governo do Estado de São Paulo vem deliberando e vem orientando também a prefeitas e prefeitos do Estado de São Paulo, e principalmente à população. A população deve compreender que só teremos uma vida nova, plenamente produtiva, com a vacina aplicada. Enquanto não tivermos a vacina imunizando todos os brasileiros, nós estaremos em faixa de risco, e o risco só se controla com máscara, com distanciamento social, com higiene das mãos, com procedimentos e cuidados adotados para evitar a contaminação e, a partir da contaminação, o risco de óbito.

Terceira informação da coletiva de hoje, também boa informação: A economia do Estado de São Paulo começa a se recuperar, e o PIB do estado volta ao mesmo nível que teve em janeiro deste ano, antes da pandemia. Crescimento estimado do PIB de 2,1% em julho soma-se aos observados nos dois meses anteriores, 4,5% em maio e 5,5% em junho. Com estes resultados, o PIB de São Paulo chega a 103.2 pontos, praticamente o mesmo nível observado em janeiro deste ano, onde tivemos 103.4 pontos. Sobre isso, falará Henrique Meirelles, secretário da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo. Aos jornalistas, independentemente de serem ou não da &aacut e;rea econômica, já podem observar que o desempenho da economia de São Paulo é substancialmente melhor do que o desempenho do PIB do Brasil. Os dados fazem parte do novo indicador PIB+30, calculado pela Fundação Seade, com alta credibilidade ao longo de décadas de pesquisas econômicas em São Paulo.

Temos trabalhado em dois eixos, eixos que vão proporcionar a recuperação econômica do Estado de São Paulo e a recuperação na geração de empregos e renda no Estado de São Paulo. Primeiro, o plano de investimento para retomada econômica, denominado Retomada 21/22, com a busca de investimentos externos e internos, seja através do plano de desenvolvimento para os polos econômicos, os 14 polos econômicos do estado, seja através, principalmente do programa de desestatização do Governo do Estado de São Paulo. Rodovias, ferrovias, metroviários, hidrovias, aeroportos, portos, parques e imóveis inúteis ao estado, que serão colocados para o setor privado. O segundo eixo: a reforma e modernização administrativa, que enviamos à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, com propostas para o enxugamento da máquina pública do estado, para garantir os serviços de educação, saúde, segurança e assistência social, principalmente aos mais pobres e aos desvalidos do nosso estado.

Quarta e última informação, e também uma boa notícia: retomada das obras do Rodoanel. A retomada das obras do Rodoanel, depois de vários anos como obra paralisada, vai gerar 12 mil novos empregos em São Paulo, e um investimento de R$ 1,6 bilhão. Será publicado amanhã no Diário Oficial do Estado, amanhã, 10 de setembro, o edital de licitação para retomada das obras do trecho norte do Rodoanel Mário Covas. É o último trecho pendente desta gigantesca obra de engenharia. A previsão é que em janeiro a licitação esteja concluída e, em fevereiro, as obras recomecem. Dividida em seis lotes , a obra deverá ser concluída em até dois anos após o seu início, em fevereiro do próximo ano. Portanto, a sua conclusão está prevista para 2023. O Rodoanel é uma das 175 obras que encontramos paralisadas em São Paulo, quando assumi o governo, em janeiro do ano passado. Quero registrar que estamos retomando esse investimento, já assegurado, de R$ 1,6 bilhão, e que vai gerar 2 mil empregos diretos e 10 mil empregos indiretos. O trecho norte tem 44 Km de extensão e passa pelos municípios de São Paulo, Arujá e Guarulhos, e tem uma interligação com o Aeroporto Internacional de Guarulhos. A conclusão do Rodoanel é essencial para a logística e a infraestrutura do Brasil, vai redefinir a plataforma logística de transportes da região metropolitana de São Paulo, gerando mais crescimento econômico ao estado e ao B rasil, lembrando que o Rodoanel facilita a logística para o Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina. E sobre este tema, falará João Octaviano, secretário de Transportes e Logística do Estado de São Paulo.

Pela ordem dos quatro temas, vamos começar com a vacina, com Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, que vai falar exatamente sobre o estágio da testagem da vacina do Butantan, os seus aspectos e a sua perspectiva de entrega da vacina para imunização dos brasileiros, a partir de dezembro deste ano. Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Boa tarde, governador. Eu gostaria de iniciar fazendo um registro: A vida média dos seres humanos, ela teve três grandes impactos. O primeiro foi a agricultura moderna, o segundo a água tratada, esgoto, saneamento, e o terceiro as vacinas. Então, as vacinas são elementos fundamentais de proteção, de prolongamento da vida das pessoas. Então, toda vacina, quando segura e eficaz, ela é necessária, porque ainda morrem milhões de crianças, milhares, milhões de crianças, todo ano, principalmente nos pa&iac ute;ses mais pobres, porque não têm acesso à vacina. Então, quando nós abordamos esse tema de vacina, nós temos que... É um tema muito sensível, nós temos que ter muito cuidado. As vacinas, que são aprovadas, que estão em uso, são vacinas seguras e eficazes. Algumas, já com quase um século, mais de um século até de uso, então veja, é um progresso enorme, e quando aparece uma notícia como essa, de que um estudo clínico foi interrompido por um efeito adverso, isso é comum no universo dos estudos clínicos, isso ao significa que a vacina não funciona ou não é boa, na realidade, o efeito adverso precisa ser estudado, precisa saber com certeza se há relação de causa e efeito, se foi a vacina que causou o efeito adverso. Muitas vezes, não tem relação, e o estudo prosseg ue normalmente. Nesse momento as vacinas para o Coronavírus são extremamente importantes, porque ainda nós estamos em uma fase pandêmica. Quer dizer, o único país que até o presente momento anunciou o fim da circulação do vírus foi a China, nesses últimos dias, os demais países ainda estão tendo circulação viral, e, portanto, se houvesse já uma vacina disponível ela seria extremamente útil. Outro ponto é que nem todas as vacinas são iguais, então eu fiz aqui diapositivo, governador, destacando genericamente os três principais tipos de vacinas. Vacinas de vírus inativado, e que é um vírus que foi cultivado no laboratório, foi crescido no laboratório, aí ele foi quebrado, foi destruído quimicamente. E o que se injeta na pessoa são os pedaços do vírus. E esses pedaços do vírus vão estimular o sistema imunológico a produzir a resposta adequada. Então protege o indivíduo porque reagiu contra os pedaços do vírus. Não tem vírus vivo nessa vacina, ela não provoca a infecção. E dentro dessa classe de vacinas nós temos a vacina Coronavac, a vacina Influenza que o Butantã produz, a vacina raiva que o Butantã produz. Vacinas dessas das últimas que já tem mais de duas décadas de uso sem problema algum. Uma segunda classe de vacina são as vacinas com os vírus atenuados, são vírus enfraquecidos, então eles provocam uma infecção controlada na pessoa, e ela desenvolve a imunidade. Quer dizer, ele não provoca a doença grave, mas protege contra a infecção grave. Então são vacinas também extremamente eficientes. O exemp lo maior, vacina da Varíola, erradicou a Varíola no mundo, nós não temos mais a Varíola. Febra Amarela, Poliomielite, são todas vacinas que ainda continuam sendo usadas, muito seguras, com um bom perfil de eficácia. E as vacinas produzidas por novas tecnologias, tecnologias que estão sendo testadas principalmente nesse momento da pandemia. Vacinas baseadas em DNA, que é o material genético, RNA, que é o material genético, ou proteínas sintéticas, ou vetores virais, como é o caso da vacina da AstraZeneca e vacina russa. Ela usa um vírus para levar um pedaço do Coronavírus para dentro do organismo, provoca uma infecção, e aí desencadeia a reação imunológica. São vírus, os adenovírus do resfriado comum, não causam nenhum problema maior. Então o aparecimento de uma reaç&at ilde;o adversa nessa situação não era esperada e precisa ser investigada. Isso não interfere em nada com o nosso estudo clínico, nosso estudo clínico é uma vacina diferente, e ele está evoluindo muito rapidamente, dos 9 mil voluntários nós já temos mais de 4 mil voluntários na primeira vacinação, já temos voluntários na segunda vacinação, e até o final de setembro, vacinaremos todos os 9 mil. Com isso a partir de 15 de outubro, nós podemos ter a análise da eficácia, quer dizer, nós vamos controlar, tem um órgão internacional que controla o estudo, ele que vê os dados dos voluntários, e ele vai lá concluir se há ou não demonstração da eficácia. Havendo a demonstração da eficácia, a vacina poderá ser registrada na ANVISA, e na sócia disponibilizada ao Ministério da Saúde. Em dezembro o Butantã terá 46 milhões de doses disponíveis para o nosso Ministério da Saúde. O Ministério da Saúde poderá iniciar o seu programa de imunização. Então é muito promissor, essa perspectiva, muita gente tem dito, é muito otimista. Ora, muita gente me conhece, e eu costumo ser ao contrário, pessimista, às vezes, por isso que eu enxergo essa perspectiva como uma perspectiva realista, com base nos fatos que estão acontecendo. O próximo diapositivo reforça o que o governador mencionou, saiu uma notícia esses dias na mídia dizendo que a vacina não protegia os idosos. Na realidade, a leitura foi feita de uma forma diferente dos dados, pelo contrário, a notícia é muito boa, os dados que nós oferecemos para a ANVISA mostra m que a vacina tem uma boa resposta imunológica nos idosos. Quer dizer, 421 voluntários com mais de 60 anos, após uma dose de vacina intermediária, que é a dose que nós estamos usando hoje, desenvolveram 98% deles, anticorpos suficientes para neutralizar o vírus. Em uma dose mais elevada, foi 99% de resposta imunológica. Ou seja, um resultado muito bom para uma vacina, muito bom, muito superior a outras vacinas, como por exemplo, a vacina da Influenza, que às vezes, não chega nem a 90%. Então as notícias são boas, o processo está evoluindo muito rapidamente, as conversas que nós temos tido com os diversos órgãos, com a ANVISA, com o Ministério da Saúde, são muito positivas, e nós estamos muito esperançosos de que vamos conseguir cumprir esses prazos que eu tenho mencionado. Obrigado, governador.< /span>

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. Antes de falarmos agora sobre os dados da saúde, as boas notícias também com o secretário Jean Gorinchteyn, queria registrar a presença aqui do General Campos, secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo; Rossieli Soares, secretário de Educação; Marcos Penido, secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente; Cleber Mata, secretário de Comunicação; Nelson de Sousa, presidente do Banco Desenvolve São Paulo; José Hen rique Germann, assessor especial de saúde do governo do estado de São Paulo. E do prefeito de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira. Muito obrigado pela presença de todos aqui. Com a palavra, Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Estamos na trigésima sétima semana epidemiológica, São Paulo continua em quarentena, estamos indo para a quinta semana consecutiva em queda de número de óbitos, e oitava semana consecutiva no número de internações hospitalares, fazendo com que São Paulo, o estado de São Paulo tenha 95% de seus municípios no faseamento amarelo do plano São Paulo, como ocupação de leitos que nós jamais tivemos nesses úl timos tempos de pandemia, com 53,1% da população dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva. Portanto, o melhor índice que obtivemos no estado durante a pandemia. Isso reforça o controle da pandemia, e isso marca claramente os laços tanto das autoridades, quanto a população que colaboraram sobremaneira para que nós tivéssemos esses resultados. Estamos progredindo, vamos estar continuando nessas flexibilizações, sempre baseada nos índices da saúde. Melhoramos, mas não estamos no nosso normal. Isso só será possível com a presença de vacina, aliás, de vacinas, quanto mais vacinas melhor a possibilidade de conseguirmos imunizar toda a população brasileira. Aí sim poderemos retomar as nossas atividades com toda segurança, tirando as máscaras. Enquanto isso as regras sanitárias de distanciamento, de evitar a s aglomerações, são fundamentais. E aqui eu quero registrar, governador, o trabalho da vigilância do estado de São Paulo no último feriado de 7 de setembro, auxiliando as vigilâncias municipais, fazendo tanto a orientação, a conscientização, tanto de comerciantes, quanto da população, no sentido de seguir a utilização de uso de máscaras, e a não aglomeração em ambientes, sejam públicos, sejam ambientes privados. Próximo, o primeiro diapositivo, por favor. Nessa semana foram feitos blitz pela vigilância sanitária, como disse, em todo o estado, foram cerca de 2.170 inspeções, com 79 autuações, tanto na Baixada Santista, quanto no litoral Norte, esses números foram de 899 inspeções, 64 autuações. Próximo. Hoje em São Paulo nós temos contabi lizado 866.576 mil casos, com 31.821 mil óbitos. Como eu disse, a taxa de ocupação do estado, 53,1%, enquanto a grande São Paulo, 52,6%, são 717.423 mil pacientes que foram recuperados, estão curados sendo e estando junto com os seus familiares. Próximo. Há um total de casos/dia, hoje são 7.793, 58% tendo o seu diagnóstico estabelecido pelo PCR. Mantendo sempre as projeções dessa quinzena de setembro, tanto para o número de casos, quanto também para o número de óbitos na nossa contabilidade. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Ainda nesse mesmo tema, os bons resultados desta quinta semana consecutiva de queda nos índices, vamos ouvir José Medina, o nosso coordenador do centro de contingência do COVID-19. Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado, governador. Boa tarde, a todos. É uma recomendação do comitê de saúde, uma recomendação assim do cotidiano para pessoas que se expuseram em situações de risco, como certas aglomerações durante o feriado. São duas recomendações, dois cuidados para minimizar possíveis danos. Primeiro é o cuidado com a transmissão para familiares, principalmente se você vive em um domicílio que tem idosos, diabéticos, portadores de do ença cardiovascular, ou que tenha alguma outra comorbidade. Nessa situação é muito estranho recomendar esse tipo de cuidado, mas é necessário usar máscara facial em casa, e distanciamento consciente em casa. Uma recomendação que nós fazemos com frequência quando você adquiri uma doença e pode contagiar alguns familiares em casa. E a segunda recomendação, que também é importante, é que após essas aglomerações, é nesses dias dessa semana que as pessoas começam a desenvolver algum sintoma, algumas pessoas que foram contagiadas, e eventualmente contagiadas apresentam alguns sintomas. São sintomas parecidos com a gripe, muitas vezes, são sintomas muito leves, e que nessa situação, um deles que é característico, é a perda do olfato, nessa situação deve procurar u ma Unidade Básica de Saúde, ou um atendimento médico para que possa fazer o teste do PCR e confirmar ou não a presença da doença. E daí seguir o isolamento orientado pelo seu médico. Então essa é uma recomendação importante do comitê de saúde, nessa situação especial é o que aconteceu nesse final de semana, de aglomeração. Lembrando que são medidas como essa que fazem com que o sucesso do plano São Paulo venha sendo mais determinado nessas últimas seis semanas. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Medina. No mesmo tema, João Gabbardo, coordenador executivo do nosso comitê de saúde. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos que acompanham essa coletiva. Eu só queria reforçar os dados apresentados pelo secretário Jean, mostrando que o plano São Paulo tem apresentado de uma forma muito segura, gradual, progressiva, a melhoria nos nossos indicadores. Nós ficamos durante várias semanas, governador, com uma média móvel de óbitos em São Paulo, acima de 250 óbitos registrados. Foram várias semanas em que nós ficamos nesse patamar. Nas últimas quatro semanas, vamos para a quinta semana, tem apresentado redução. E nessa última média móvel, nos últimos sete dias nós temos um número que é muito promissor, nós temos 151 óbitos registrados nos últimos sete dias. A gente espera que na quinta e na sexta-feira haja uma pequena correção compensatória, do feriado de segunda-feira. É possível que, na quinta e sexta, nós tenhamos ainda um pouco, um número um pouco maior, mas esse número de 151 óbitos é um número que nos deixa bastante satisfeitos com o resultado dessas últimas semanas. E uma outra informação importante, que dos 645 municípios do Estado de São Paulo, nos últimos 14 dias, 321 municípios não registraram nenhum óbito, zero óbitos. Isso significa que 50% dos municípios de S&atilde ;o Paulo não apresentaram óbitos nos últimos 14 dias. Se nós analisarmos a semana, a última semana, os últimos sete dias, 422 municípios não apresentaram nenhum óbito. Isso significa 65%, ou seja, dois terços dos municípios do estado não apresentaram óbitos, não registaram óbitos nos últimos sete dias. Então, são indicadores bastante positivos, e que reforçam o que nós estamos conseguindo aí com esse plano do estado, do Governo de São Paulo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Gabbardo. Agora, virando a página para a economia, a recuperação econômica do Estado de São Paulo, apresentando uma performance bastante razoável, ainda na pandemia, na recuperação econômica e no início da geração de novos empregos. Vamos ouvir Henrique Meirelles, secretário da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo. Meirelles.

HENRIQUE MEIRELLES, SECRETÁRIO ESTADUAL DA FAZENDA E PLANEJAMENTO DO ESTADO DE SÃO PAULO: ... governador. Vamos então apresentar aqui algumas comparações. A primeira delas, o governador mencionou a recuperação do nível de atividade de São Paulo, comparado com janeiro, e que é praticamente igual. Eu vou mostrar mais detalhes disso em seguida. Mas aqui nós apresentamos uma comparação muito importante, que é o mês de julho de 2020, portanto agora, comparado com o mês de julho de 2019. Essa é uma comparação important e, do ponto de vista econômico, e nós vamos ver que já temos um ganho, isto é, São Paulo, em julho, já tem um nível de atividade que, comparado com julho de 2019, já é superior, agora em julho de 2020. Portanto, nós caímos muito, vamos mostrar isso, mas já recuperamos, não só praticamente o nível de janeiro, mas superior ao julho do ano passado. Próximo.

Aqui, detalhando um pouco aquilo que disse o governador, se nós tomarmos o mês de janeiro como base, e aqui tomando, dando para janeiro o número 100, isto é, a base, nós vamos ver como já caiu um pouquinho, a cada mês, mas houve uma queda muito forte em abril. Então, em abril, nós tivemos ali uma queda de 10% no mês, depois de uma queda leve em março. Março, a economia já sentiu um pouco os primeiros efeitos da pandemia, em abril sentiu fortemente, queda de 10% em um mês é algo inusitado em economia, em qualquer país, a não ser países em guerra. E agora é um outro tipo de guerra, que foi a guerra na sa&uac ute;de, a guerra contra a pandemia. Mas a pandemia causou este impacto de 10%, e no mês de maio, ali naquela coluna à direita, nós vamos ver, mês de maio já cresceu 4,5%, mês de junho, 5,5%, e mês de julho, 2,2%. Alguns perguntam: Mas por que caiu o nível de crescimento? Bom, o ritmo de saída do fundo do poço, evidentemente foi muito mais rápido em São Paulo, em função de toda a ação do Governo de São Paulo. E agora nós entramos já num ritmo de crescimento, que já é um crescimento forte para um mês, de 2,1%, é um crescimento... Para termos uma ideia, o Brasil todo, em 2019, cresceu 1%, no ano. Aqui nós estamos falando no crescimento de um mês. Então, é um crescimento forte ainda. Em resumo, o Estado de São Paulo está se recuperando muito fortemente. Então, nós temos a í o mês de julho praticamente com o mesmo nível de janeiro, da atividade, aí a curva à esquerda, com 99,7% [ininteligível] como o governador mencionou. E evidentemente, considerando-se que a reta está indo pra cima, certamente, a essa altura, quando tivermos a divulgação do índice de agosto, nós já vamos ver um índice superior ao mês de janeiro. Próximo, por favor.

Aqui é um outro dado importante, do ponto de vista econômico, se nós tomarmos os 12 meses. Então, nós vamos ver que, em 12 meses, apesar da queda brutal, e etc., em 12 meses, a economia de São Paulo tem apresentado taxas de crescimento, isto é, o que você chama 12 meses? Neste caso, é 12 meses, de agosto a julho de 2020, agosto de 2019 a julho de 2020, sobre os 12 meses anteriores. Isto representa diversos dados, que mostram a forte resiliência da economia de São Paulo, em função de vários fatores. O governador mencionou todo o plano de investimento, atração de investidores internacionais para São Paulo, a estrada Pira cicaba-Panorama é um exemplo concreto de um investimento grande, comprometido em R$ 14 bilhões, [ininteligível] investimentos que começam... Mas investimentos em diversas áreas, como já mencionado, e portanto a economia tem dado mostras de forças. Segundo, a economia saiu forte, de 2019, crescendo num ritmo muito rápido. São Paulo, em 2019, cresceu quase três vezes a média brasileira, então já cresceu mais rapidamente, entrou crescendo mais forte na crise e resistiu mais, e já está crescendo, quer dizer, já está crescendo a um nível forte.

Além das razões mencionadas, eu gostaria de acrescentar uma outra: É fundamental, em economia, confiança, é fundamental, em economia, que não só os consumidores, mas também os empresários, também os investidores todos, confiem, para não só consumir, mas para investir. E com o Plano São Paulo, com todas as atitudes tomadas pelo Governo do Estado, pelo governador João Doria, primeiro de proteção de vidas e depois de retomada gradual, baseada em dados científicos, etc., isso propiciou uma retomada forte, principalmente devido ao aumento do nível de confiança na economia. Portanto, estamos agora trabalhand o fortemente no plano de retomada do crescimento particularmente em 2021 e 2022, saindo forte agora já de 2020, chegando ao final do ano já crescendo, como já está crescendo, já cresceu no mês de julho, e aí esperamos, estamos já fazendo todo o trabalho necessário para que São Paulo mantenha, de fato, um ritmo forte de crescimento em 2021, 2022. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Meirelles. No mesmo tema, vamos ouvir Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, governador. Bom, muito importante esse momento que nós estamos alcançando, com a estabilização e início da retomada econômica da economia paulista. Nós vimos em 2019 como o Estado de São Paulo foi a força motriz do crescimento econômico, não somente do estado, mas de todo o Brasil, crescendo três vezes mais que o país, e mais do que nunca precisamos agora garantir que São Paulo faça seu papel de protagonismo, qu e já está sendo verificado nos dados trazidos hoje pelo secretário Henrique Meirelles. Combinado com o PIB, e talvez o resultado mais importante de todos, é a retomada de oportunidades de emprego e renda, que nós também verificamos em dois indicadores muito importantes: No mês de julho, nós tivemos o primeiro saldo líquido positivo de geração de empregos formais, com 22.967 empregos gerados no Estado de São Paulo. Foi o primeiro saldo líquido positivo desde o início da pandemia. E tivemos agora, no mês de agosto, o maior número de abertura de empresas registradas na Junta Comercial da história. Foram 22.825 empresas registradas em um mês, e foi o maior número em 22 anos. Lembrando que são empresas pequenas, mas maiores do que a MEI. Estamos falando de SA Ltda, Eireli, empreendedores individuais, com um porte que já indica uma retomad a importante de micro e pequenas empresas, que empregam. É muito importante essa dedicação na retomada, que o governador João Doria nos pediu, a todos os secretários, de priorizarmos todas as iniciativas que geram oportunidades de emprego e renda. E esse resultado conquistado, sem dúvida, é fruto de muito esforço, realizado por todos os secretários. Alguns exemplos concretos, temos aqui o presidente da Desenvolve SP, Nelson de Souza, no total foram R$ 720 milhões aportados em microcrédito e crédito para micro e pequenas empresas, um trabalho também muito importante, inédito também, de colocar à disposição de quem mais precisa, como por exemplo no Vale do Ribeira, fundos de crédito através do Fundesvar, outra conquista aqui do presidente da Desenvolve SP, Nelson de Souza, todo o trabalho que está sendo feito na atuaçã o dos polos de desenvolvimento, em parceria com a Investe SP. Foram mais de 100 mil vagas de qualificação profissional, através da plataforma Meu Emprego Via Rápida. O governador João Doria lançou, há duas semanas atrás também, o SPTech e o SPTech Mulher. Temos, nesse momento, 20 mil vagas de curso de tecnologia gratuitos e inclusive com inscrições que foram estendidas até o dia 11 de setembro, visando também trazer oportunidades para o público feminino nesse momento tão importante. E o lançamento mais recente da plataforma Meu Emprego Vaga Certa, junto com as 10 mil vagas no nosso programa de empregabilidade e auxílio para os desempregados. São 10 mil vagas de empregos em prefeituras, serviços administrativos, um programa que dura de seis a nove meses, para pessoas desempregadas, com auxílio de R$ 330, mas que não é s&oacu te; um auxílio, dá uma chance pra pessoa sair do outro lado empregada e com curso de qualificação. Então, dei alguns exemplos, existe uma série de iniciativas que vão continuar sendo priorizadas, para que sigamos fazendo o nosso trabalho de criar oportunidades de emprego e renda para toda a população do Estado de São Paulo. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Ellen. E a última intervenção será do João Octaviano, com essa boa notícia da retomada das obras do Rodoanel, que será finalmente finalizado e concluído, até 2023, e vai gerar a partir de fevereiro próximo 12 mil empregos, um investimento de R$ 1,6 bilhão. João Octaviano.

JOÃO OCTAVIANO MACHADO NETO, SECRETÁRIO ESTADUAL DE LOGÍSTICA E TRANSPORTES DO ESTADO DE SÃO PAULO: Governador, bom dia, colegas secretários, repórteres e jornalistas aqui. De fato, governador, cumprindo aí uma das suas metas de governo, a retomada da obra do Rodoanel. Como o governador colocou, é uma obra da maior importância, 44 Km, passa por três municípios e faz a conexão final entre os dois extremos do Rodoanel, tanto o trecho oeste quanto o trecho leste, capturando uma boa parte da carga que passa aqui pela Marginal do Tietê, e fazendo com que essa carga chegue de forma mais objetiva aos eixos rodoviários que ligam o Brasil, tanto a Fernão Dias quanto a Rodovia Dutra, e também ao sul o Porto de Santos. Porto de Santos, o principal corredor de exportação do Brasil, ele precisa de uma alimentação muito grande da parte de cargas de contêineres. Hoje, cerca de 95% da carga de contêineres do porto chega pelo modo rodoviário. Portanto, o Rodoanel sendo retomado nesse formato, serão seis lotes, nós estamos mantendo a estrutura original, é uma licitação de complementação de obra, obtivemos aí ao longo desse ano o apoio do Instituto de Pesquisas Tecnológicas, o IPT, onde pudemos fazer uma análise detalhada do complemento da obra. Isto será parte integrante do edital, o laudo de IPT, que será seguido por todos os lotes. Eu queria ressaltar aqui, governador, conforme sua determina ção, que ele também traga algo novo, além da retomada da obra, e nós estamos colocando aqui um modelo inédito de governança de transparência. Haverá uma estrutura permanente através de um site específico, onde todas as informações da obra, e todas as ações da obra serão acompanhadas. Uma fiscalização feita através de drones, uma fiscalização feita através de câmaras permanentes, veículos com chip para que você possa georreferenciar a rota desses veículos, tanto dentro do empreendimento, quanto até o destino final nos bota-foras. Além de toda a informação, uma estrutura de comunicação bastante robusta, haverá lá conforme determinação do governador, uma unidade, uma área que é um centro de controle, onde será fa cultado o acesso a qualquer cidadão, à imprensa, aos órgãos de controle, e inclusive com uma viatura ali que dentro das limitações de segurança, vai levar o visitante até o ponto da obra que ele deseja encontrar e vistoriar. Portanto, estamos mantendo aí essa estrutura, ela será realmente bastante forte, para que todos possam acompanhar de forma muito transparente toda a ação do Rodoanel. E concluindo, governador, quero lembrar aqui que conforme sua determinação também, nenhuma obra em andamento durante esse período parou. Então nós tivemos aqui um total de 150 obras, por volta disso, com R$ 5,3 bilhões investidos durante esse período, gerando alguma coisa parecida aí com 13 mil empregos. E todas essas rodovias no estado estão em obras de melhoria, para que a gente possa melhorar ainda mais, e consolidar as 20 melhores rodo vias do Brasil aqui em São Paulo, e consolidar esses corredores logísticos com maior performance, fazendo com que isso tenha um forte impacto na retomada econômica, e também ajudando na diminuição do custo/Brasil. Obrigado, governador, são essas as considerações.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, João. Vamos agora às perguntas nessa coletiva de imprensa, pela ordem, começaremos com a TV Globo, Globo News, na sequência a Jovem Pan, TV Santa Cecília, da Baixada Santista, Rádio Capital, SBT, TV Cultura e Rede TV. Começamos exatamente com você, William Cury, pela TV Globo, Globo News, boa tarde, sua pergunta, por favor.

WILLIAM CURY, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Eu quero começar falando da vacina, que acho que é um assunto importante que foi trazido aqui nessa coletiva de imprensa, havia expectativa de qual vacina que ficaria pronta para ser aplicada antes, se a de Oxford, ou se a do Instituto Butantã. Com a suspensão dos testes da vacina de Oxford, eu queria saber se a vacina Coronavac ela deve ficar pronta primeiro? E primeiro quando? Quando que ela deve estar pronta para aplicação na população? E ainda sobre esse assunto, a diretora da OMS disse que uma vacinação em massa contr a a COVID-19 só em 2022. Com o estado de São Paulo em parceria com o laboratório produzindo vacina, eu queria saber para a gente aqui em São Paulo, e no Brasil, qual que vai ser a realidade, uma vacinação em massa aqui em São Paulo deve acontecer quando? E ainda, se esse cronograma de vacinação, se a vacina disponível for a do Instituto Butantã, o cronograma vai ser definido pelo estado de São Paulo, começando pela população do estado, ou pelo Governo Federal para saber quem que vai ser vacinado primeiro? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Will, só umas três perguntas sobre vacina. Vou pedir a resposta ao doutor Dimas Covas, presidente do Instituto Butantã, e se alguns dos médicos aqui presentes desejar fazer algum comentário, basta pedir a palavra, Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: William, é difícil dizer qual vai ser o impacto da suspensão do estudo clínico de Oxford no desenvolvimento da vacina, eu não tenho essas informações, não sei qual será esse impacto. O que eu consigo dizer a você, é que a AstraZeneca, ela tinha compromissado com vários países do mundo mais de 1 bilhão de doses. Então boa parte da esperança de início da vacinação no próximo ano, está depositada aí na vacina da AstraZeneca, inclusive aqui no Brasil, que foi anunciada 100 milhões de doses. AstraZeneca eu não entendo muito, eu entendo muito de Butantã e Coronavac, e por isso eu posso responder, em dezembro teremos 46 milhões de doses disponíveis. Cabe ao ministério incorporar essas vacinas e definir os critérios de vacinação. Quer dizer, o ministério montou há 15 dias uma comissão de especialistas para definir quais serão os grupos prioritários para iniciar a vacinação. 46 milhões serão suficientes? Não, é apenas o início, e aí vai depender exatamente da demanda que o próprio ministério colocar ao Butantã em termos dos futuros fornecimentos. Temos condições de fornecer até maio do ano que vem, se houver manifestação nesse sentido, do ministério, até 100 milhões de doses. Então n& oacute;s estamos preparados, estamos trabalhando, cuidamos da nossa velocidade, ela está muito acelerada nesse momento. E eu sinceramente gostaria de que também as outras vacinas também se desenvolvessem muito rapidamente. Brasil, 200 milhões de habitantes, precisará de muitas vacinas, uma só não será suficiente para imunização de toda a população. E frisando mais uma vez, isso não é uma corrida entre vacinas, é uma corrida para proteger a população, daí a necessidade da introdução o mais precoce possível.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, Dimas Covas. Will, obrigado pelas perguntas. Vamos agora à Beatriz Manfredini, da Rádio Jovem Pan. Beatriz, boa tarde, mais uma vez, sua pergunta, por favor.

BEATRIZ MANFREDINI, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Obrigada. São duas perguntas, a primeira acho que tanto para ao governador, quanto para o doutor Dimas Covas. Queria saber se já tem uma previsão, um aceno positivo aí desse dinheiro vindo do Governo Federal, para a gente ampliar a produção da Coronavac, e tem uma previsão de quando chegaria, se chegaria tudo ou é uma parte? Não sei. E também queria falar sobre o aumento de mortes por síndrome respiratória aguda grave, a Infocruz divulgou que aumentaram 20 vezes os números de mortes por essa s&ia cute;ndrome entre janeiro e julho deste ano, na comparação com o ano passado. E cerca de 15 mil mortes aí são sem causa determinada. Tem uma preocupação nesse sentido, que essas mortes possam ser por Coronavírus, essas que não estão identificadas? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE DE SÃO PAULO: Beatriz, obrigado. Vou responder a primeira pergunta junto com o Dimas, a segunda vou pedir ao doutor Jean Gorinchteyn para fazer a resposta. Na primeira os recursos já foram solicitados formalmente ao Governo Federal, através do Ministério da Saúde, ao ministro Eduardo Pazuello. Até aqui eu volto a repetir o que já mencionei algumas vezes nestas coletivas, o Ministério da Saúde tem sido muito correto no trato com São Paulo, nos temas da pandemia, e também no tema da vacina, nós não vemos nenhuma razão técnica, justa, equilibrada, que impeça a destinação de recursos para a ampliação da destinação da vacina Coronavírus para os brasileiros, além de São Paulo. Não vemos nenhuma razão para que haja impedimento para isso. Como disse o doutor Dimas, e eu também já havia afirmado aqui, nós precisaremos de várias vacinas. E quanto mais rapidamente tivermos vacinas disponíveis para realizar a imunização, já a partir de dezembro deste ano, isso deverá ser feito através do SUS - Sistema Único de Saúde, de forma gratuita através das secretarias de saúde dos governos estaduais. São Paulo está preparado para isso, o Butantã também, e a Sinovac, da mesma maneira está alerta para esse potencial crescimento na demanda de vacinas para a imuniz ação dos brasileiros. A nossa solicitação já foi formalizada ao ministro, tenho dialogado com ele quase que diariamente ao telefone, e temos a boa expectativa de que haja uma posição positiva do ministério e do Governo Federal. Volto a repetir o que mencionou o Dimas Covas, nós não estamos em uma competição política, ideológica, partidária, ou de quem chega primeiro na vacina, nós estamos em uma competição pela vida, nós temos que proteger a vida de todos os brasileiros, os que estão em São Paulo, e os que estão fora de São Paulo. Felizmente, pela boa gestão do instituto Butantã, e da saúde de São Paulo, nós aqui estamos muito avançados com a vacina Coronavac, seja nos testes, seja na perspectiva de tela já a partir de dezembro. Vamos potencializar isso, é justo ter essa expectativa, e eu continuo acreditando que o Governo Federal através do seu Ministério da Saúde agirá de forma correta, republicana e técnica em defesa da vida. No segundo tema, sobre o aumento de mortes pela síndrome respiratória, responde Jean Gorinchteyn, se houver algum comentário de outro médico, fiquem à vontade. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Beatriz, é natural que esse ano seja um ano totalmente diferente de todos os anos, nós tínhamos para síndromes respiratórias agudas graves, especialmente a Influenza, especialmente o vírus da gripe como um grande causador. Esse ano o mundo mudou, e com isso o próprio COVID-19 acabou sendo uma das grandes manifestações de síndrome respiratória aguda grave no nosso meio. Mas nós tivemos ainda em paralelo o Influenza fazendo parte. Prova disso que o próprio Ministéri o da Saúde se antecipou nas campanhas que antes era para o finalzinho de abril, já para março, para exatamente poder proteger em concomitância a nossa população. Então esse ano foi um ano que infelizmente foi totalmente atípico para toda a humanidade e não somente para o país. Com relação a esse número de 15 mil mortes que tiveram ligadas eventualmente à essa síndrome respiratória, todos aqueles casos que estavam represados como suspeita de estarem relacionados ao COVID-19, eles já foram há quatro semanas inseridos nas estatísticas baseadas na nova nomenclatura do Ministério da Saúde, em que considera só a clínica e a radiologia, ou seja, um padrão de tomografia, um padrão de raio X compatível com o COVID-19.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado. Obrigado, Beatriz Manfredini, obrigado, Jean Gorinchteyn. Vamos à próxima pergunta, ela é online, da jornalista Amanda Barbieri, da TV Santa Cecília, da Baixada Santista. Amanda, você já está em tela, boa tarde, sua pergunta, por favor.

AMANDA BARBIERI, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Bom, assim como a gente observa aqui na Baixada Santista, onde os pontos turísticos estão cada vez mais cheios, as praias lotadas, para nós leigos parece incoerente a questão de que quanto mais é flexibilizada a quarentena, quanto mais as pessoas estão nas ruas menor é o número de pessoas hospitalizadas, de mortes e de contaminação. Eu queria primeiro que fosse esclarecida essa questão, é uma dinâmica mesmo que os vírus possam causar, ter ciclos, enfim, e que isso, de fato, a contamina&cced il;ão venha a cair ainda que as pessoas cada vez mais estejam saindo às ruas, e a quarentena seja flexibilizada, ou não? Essa exposição que nós estamos vivendo cada vez mais com a liberação da quarentena, da flexibilização em si, pode causar uma nova onda de contaminação? A gente pode ter essa sensação de segurança, que na realidade, não é real. Eu queria que a gente pudesse entender melhor qual é a situação que a gente está vivendo, porque parece incoerente, quanto mais vezes as pessoas estão nas ruas, menor seja a contaminação.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Amanda, vou responder, mas principalmente o Jean Gorinchteyn e o Gabbardo responderão de forma completa. Inicialmente a nossa posição é de muita cautela, orientar a população, orientar prefeitos e prefeitas a que tenham cautela, nós estamos em quarentena, as pessoas precisam ter consciência disso, a pandemia está em curso vitimado na infecção, e levando à morte milhares de pessoas, todas as semanas nós temos milhares de brasileiros que vão a óbito, nós n&atil de;o temos nenhuma razão para promover aglomerações, celebrações, comemorações, festas, encontros, não é hora. Nós temos que proteger as nossas vidas, as vidas dos nossos familiares e dos nossos amigos. Celebraremos sim, depois da vacina, depois da vacina teremos tempo e oportunidade para festas, encontros, diversão, atividades esportivas, atividades musicais, atividades de lazer, e uma série de outras atividades. Porém, antes de termos a vacina, não, a recomendação da ciência, da medicina no Brasil e fora do Brasil, é evitar aglomerações, uso obrigatório de máscara, distanciamento social, e a utilização de hábitos de higiene, sobretudo, em relação à lavagem das mãos. Mas vamos ouvir o médico infectologista e secretário de Saúde do estado de São Pau lo, Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Amanda, é importante a gente lembrar que o plano São Paulo é um faseamento lento, gradual, progressivo e seguro, fazendo com que as pessoas de forma gradual e progressiva possam sair, sendo baseadas não só nos índices de saúde, como aumento do número de casos, de óbitos e de ocupação de leitos em Unidades de Terapia Intensiva, mas seguindo as orientações sanitárias, fazendo o uso de máscaras, o distanciamento entre as pessoas, evitando a aglomeraç&at ilde;o. É isso que o Plano São Paulo define. O que pontualmente a gente acaba vendo em algumas ocasiões é que isso acaba não acontecendo, portanto ele não segue o rito de orientação que são dados pelas autoridades. E à medida que as pessoas se aglomeram, o risco de circular maior quantidade de vírus, maior número de pessoas infectadas e assim levando para aqueles que, muitas vezes, têm doenças associadas, ou são idosos. Então, claramente, nós estamos sempre olhando os números, os índices. São esses índices, como disse, que vão nos guiar nessa progressão da flexibilização ou do nosso retorno. E reforço que, principalmente aí na Baixada, os órgãos de Vigilância Sanitária foram bastante austeros, tiveram um grande apoio dos municípios, das secretarias municipa is, para garantir a segurança de todos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Amanda, eu acho que essa sua consideração, sua pergunta, merece considerações complementares. Primeiro, nós não tivemos ainda tempo para verificar o impacto do que aconteceu neste último final de semana, o feriadão, onde houve uma grande concentração de pessoas no litoral. Até por isso, acho superimportante esse comentário que o Dr. Medina fez inicialmente, de que as pessoas que estiveram nesse local, com maior aglomeração, com maior concentraç&atilde ;o, que tivessem bastante cuidado nas suas relações em casa, porque exatamente agora, nessa fase, três, quatro dias depois do possível contato, é que essas pessoas poderão estar potencialmente contaminando outras pessoas, seus familiares, seus amigos, seus avós. Então, cuidado com o distanciamento e que atenda às recomendações que são determinadas pelo Centro de Contingência. Segundo, se esse comportamento... Porque quando se faz essa análise, ah, nós estamos flexibilizando e aparentemente está reduzindo o número de casos. Bem, mas se nós tivéssemos um comportamento mais adequado e que atendesse melhor às recomendações, nós poderíamos ter uma queda nos indicadores de transmissibilidade ainda mais rápida, nós poderíamos estar saindo mais rápido dessa situação. Entã o, estamos diminuindo, poderíamos diminuir mais rápido se as recomendações de distanciamento social fossem atendidas. Terceiro, nós não podemos deixar de considerar que o ambiente da praia é um ambiente ao ar livre. O ambiente ao ar livre, ele tem uma possibilidade de transmissão da doença muito menor do que em ambientes fechados. E além do mais, as pessoas estão de máscaras. O papel da máscara como barreira física, para evitar a transmissão da doença, é muito importante. Então, nós não estamos mais comparando com o início da pandemia, nós agora estamos numa outra situação, em que as recomendações de uso de máscara são obrigatórias. Além do mais, o perfil das pessoas que estão indo para esses locais é um perfil diferente, são pessoas mais jovens, p essoas mais sadias e que, mesmo tendo a possibilidade, o risco de aumentar a transmissibilidade, não têm a mesma possibilidade ou a mesma chance de ter caso grave, de gerar internação hospitalar, de gerar óbito. É diferente o risco da transmissibilidade e do óbito para esse grupo etário. A gente está numa outra fase da epidemia, todos os países que passaram por isso, eles chegaram num patamar de 20% a 25% de pessoas que já têm anticorpos. Nós estamos chegando próximo desses 20%, 25%, então o risco da transmissão, ele já é menor. Se nós pegarmos esse ambiente que nós estamos aqui, estiverem aqui 100 pessoas numa fase inicial, nós tínhamos quatro portadores do vírus aqui. A possibilidade de que esse vírus fosse transmitido era uma. Hoje, o cenário é diferente. Se nós tivermos aqui 100 pessoas, nós vamos ter uma pessoa com potencial, capacidade de transmissão, é quatro vezes menor a chance da transmissibilidade. O nosso RT hoje é menor do que 1, então é um outro cenário. Querer fazer uma argumentação de que seria desnecessário as medidas de flexibilização, as medidas de distanciamento social, porque nós estamos fazendo o distanciamento social e não está ocorrendo o aumento de casos... Quem diz isso, quem está defendendo essa tese, de que foi desnecessário tudo que foi feito, não entendeu nada da epidemia, não entendeu nada da epidemia. Porque hoje nós estamos tratando numa situação completamente diferente. Imagina o que aconteceria se nós tivéssemos essa possibilidade do contato tão próximo, de tantas pessoas aglomeradas, num primeiro momento, em que nós não tivéss emos ainda uma população com percentual de anticorpos necessários, suficientes para reduzir essa transmissibilidade? Então não dá pra comparar esses dois cenários. Hoje, a nossa situação é muito diferente do que nós tínhamos lá, mês de abril, maio e junho.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo, obrigado, Amanda. Vamos agora para a Rádio Capital, com Carla Mota. Na sequência, o SBT. Carla, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, boa tarde a todos. Eu quero falar de vacina, mas das outras vacinas, porque a gente sabe que, com medo da Covid, tem muitas famílias que estão deixando de levar os seus filhos pra serem imunizados aí nos postos de saúde. Eu gostaria de saber o que vocês, da Saúde, dizem pra esses pais, uma vez que as outras doenças continuam ocorrendo. Gostaria de falar também sobre a área da economia, aproveitando aqui a presença do secretário, porque está difícil ir ao supermercado, né, secretário? O preço, os produtos da cesta básica estão muito altos, é arroz, feijão, óleo, leite, itens fundamentais para a nossa alimentação. Eu gostaria de saber da sua opinião se esse cenário pode mudar já nos próximos dias. O que dá pra dizer pra população que não pode deixar de comer? Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Carla. Primeira pergunta, sobre outras vacinas, será respondida pelo infectologista Jean Gorinchteyn. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Carla, você falou uma coisa muito importante: nós não podemos esquecer que esse é um país que não é de uma doença só, não existe só o Covid, e nós não temos vacina ainda para o Covid. Estamos numa fase 3 de estudos aqui no nosso país. Por outro lado, nós temos muitas outras doenças, que são e têm a sua prevenção com a vacinação. E as pessoas, de forma geral, elas ouviram muito bem aquela nossa solicita ção inicial: Olha, fiquem em casa, estejam saindo só se necessário. Mas nesse momento, nós dizemos, sair se necessário significa: levem os seus filhos aos postos de vacinação. Os postos já estão abertos, com todos os ritos e regras de distanciamento, de segurança, que garantirão assistência para aqueles... Não só para crianças. Nós temos a imunização também dos idosos, que estará ali disponível, fazendo com que as pessoas possam se prevenir de outras doenças, que ainda circulam no nosso meio.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Sobre economia, responde o nosso secretário Henrique Meirelles, mas é importante registrar a você, Carla, que o Governo do Estado de São Paulo, preocupado com a elevação súbita e muito acelerada de preços, determinou ao Procon, ao Fernando Capez, presidente do Procon, e também secretário de Defesa do Consumidor, uma análise cuidadosa sobre esta evolução. Arroz, por exemplo, o preço subiu de R$ 9 pra R$ 11, de R$ 11 pra R$ 19, de R$ 19 pra R$ 27 e de R$ 27 já h&aac ute; supermercados vendendo a R$ 40 o pacote de arroz. Não é razoável. Ainda que tenhamos um aumento da exportação de produtos, dada a vantagem do dólar e outras vantagens, vamos dizer, de mercado, como o aumento do consumo... Dado que temos o Auxílio Emergencial, as pessoas estão comprando mais alimentos, nos supermercados, mercados e outros pontos de venda. Mas não é razoável algo que custava R$ 9 chegar a custar próximo a R$ 40 num alimento básico, como é o arroz. Mas sobre isso, fala o ex-ministro da Fazenda e secretário da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, Henrique Meirelles.

HENRIQUE MEIRELLES, SECRETÁRIO ESTADUAL DA FAZENDA E PLANEJAMENTO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Realmente, os preços subiram de uma forma excessiva, em função exatamente do aumento da demanda e principalmente devido ao Auxílio Emergencial, nos produtos de necessidade fundamental, como arroz, etc., como foi mencionado pelo governador. O Governo do Estado já acionou inclusive o Procon, etc., no sentido de olhar e punir, se for o caso, as organizações, supermercados, etc., que aumentaram ou estão aumentando os preços. Evidentemente, isso não &eac ute; razoável. Agora, o que não cabe, certamente, é tentativas de volta atrás, de governos anteriores, que tentaram tabelamento, etc. Existem formas organizadas, como mencionadas pelo governador, de ação de autoridades regulatórias nesse aspecto. Então, não só entidades como o Procon, mas também o Governo Federal. Quer dizer, é muito importante que se mantenha as regras da normalidade, sem tentativa de medidas heterodoxas ou estravagantes, mas que, dentro das normas, dentro das regras, se permita o que possa ser configurado, de fato, no caso, aparentemente é, mas tem que ser configurado como abuso do poder de mercado. E portanto, abuso ao consumidor. Portanto, isso aí tem que ser fiscalizado e devidamente punido, se for o caso, porque de um lado existe um aumento, sim, do consumo internacional, de outro lado existiu um aumento do dólar, mas o dólar já est&aa cute; caindo e, portanto, isso já está em outro patamar a essa altura. O dólar equilibrou, digamos assim. Não há essa escalada na mesma dimensão, é um nível percentual muito menor. Então, basicamente prevalece as regras de mercado, etc., mas com regras de proteção ao consumidor. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Henrique Meirelles, Carla Mota, muito obrigado. Vamos agora ao Fábio Diamante, do SBT. Na sequência TV Cultura e Rede TV, concluindo. Fábio, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Eu queria voltar ao feriado. Eu queria saber qual foi a taxa de isolamento do fim de semana prolongado, queria saber se ela foi, se de fato ela caiu, como a gente imagina, e queria saber o seguinte, Dr. Jean, no Comitê de Saúde: Muito se falou da segunda onda, muitos países estão passando por isso. Isso que está acontecendo agora em São Paulo, que não foi um fato isolado, é uma mudança de comportamento de uma parte expressiva da população, esse é o gatilho que os senhores temem para uma segunda onda? E se isso de fato estiver acontecendo, e se houver impacto nos números, quando é que nós vamos ver isso sendo refletido nos números? Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Fábio. Sobre o tema da taxa de isolamento, Patrícia Ellen, nossa secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, responderá. Sobre risco de uma segunda onda, Jean Gorinchteyn e José Medina.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, governador. As taxas de isolamento, elas estão num patamar menor, Fábio, e semelhantes ao fim de semana anterior. Nós tivemos, no dia 6 de setembro, no domingo, 46% no estado, 48% na capital. Tivemos no dia 7, que foi feriado, 48% no estado e 50% na capital.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Fábio, o que nós temos observado, e a gente faz essa comparação principalmente por outros países, principalmente os da Europa, que nós atingimos de forma progressiva, porém lenta, os grandes números, desde o início aqui da pandemia, no finalzinho de fevereiro, e fomos atingir níveis elevados, final de maio, início de junho. E mantivemos um platô e já estamos há mais de quatro semanas no interior, no estado de forma geral há mais de cinco semanas, em descenso, saindo desse platô de uma forma progressiva e estabilizada nessas quedas. Isso foi uma diferença, porque quando... Essa análise para aqueles outros países, existiu uma ascensão muito rápida com um descenso muito rápido. Então, essa forma graduada, também de comprometimento de número de casos, fizeram também com que medidas, principalmente no Estado de São Paulo, o Plano São Paulo fosse tirando as pessoas de forma gradual. Então, sem dúvida alguma, o impacto de uma segunda onda, ele vai ser muito menor do que aquilo que nós vimos em outras regiões. Então, é o que se propõe. Mas quando você diz: esta movimentação vai impactar quando? Pra gente ter uma ideia, hoje eu tenho um indivíduo se expondo, ele vai iniciar os sintomas três a cinco dias, evolui cinco a sete dias, de uma forma mais leve, e a&i acute; que ele vai complicar, quer dizer, naqueles 6% a 8% que podem evoluir a óbito ou internação de unidade de terapia intensiva. Por isso que a gente pede para esses índices, em 15 dias, trazerem essas informações.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Então... Boa tarde, Fábio. Obrigado pela pergunta. Como o Jean mencionou, o secretário Jean mencionou, a evolução da doença no Estado de São Paulo, ela não acompanhou por picos semelhantes ao que aconteceu na Espanha, por exemplo, que eu sempre cito, porque tem uma população semelhante, 46 milhões de habitantes na Espanha, 45 milhões de habitantes aqui no Estado de São Paulo. Na Espanha, ela teve um pico, e agora está tendo um segundo pico, depois de um período d e dois ou três meses num patamar muito baixo. E aqui em São Paulo, a doença evoluiu, desde o início, num patamar que foi constante, ficou uns dois meses mais ou menos estabelecido no mesmo patamar, e agora começou a decrescer. Então, esse movimento que aconteceu no final de semana, o que nós podemos esperar é que, talvez, o decréscimo no número de casos não acompanhe a mesma curva de decréscimo que vem acontecendo até agora, ou até que tenha um patamar num degrau mais baixo por um período mais curto, até passar o efeito dessa aglomeração que aconteceu. Eu pessoalmente não acredito que isso vá ter um efeito tão grande, em função do resultado que vem sendo alcançado nas últimas seis semanas, que vem decrescendo de maneira gradativa, e também baseado nas informações que o Dr. Gabbardo m encionou, em relação aos riscos de contágio numa aglomeração como essas que aconteceram aqui em São Paulo, que elas existem, são maiores do que o cotidiano, mas não devem causar nenhum desastre.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Medina. Fábio, muito obrigado pelas perguntas. Vamos agora à penúltima intervenção de hoje, é da TV Cultura, com a jornalista Maria Manso. Maria, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Eu tenho duas perguntas, uma é voltando à vacina. O Governo de São Paulo pediu para o Governo Federal R$ 1,9 bilhão. Esse dinheiro vindo e sendo aplicado no Instituto Butantan, ele vai reverter no que exatamente? Numa aceleração da produção das 46 milhões de doses que ficariam prontas em dezembro? A gente teria mais do que 46 milhões, se esse dinheiro chegar? E em relação ao Rodoanel, um dos entraves ali no trecho norte era exatamente passar pela Serra da Cantareira. Como foi resolvido esse problema, que gerava muita reclam ação ali dos moradores, principalmente, já que a preservação ali do meio ambiente é também um assunto de interesse nacional, por favor?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Maria. Sua primeira pergunta será respondida pelo Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, e a segunda, obviamente, pelo João Octaviano, secretário de Transportes e Logística. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Seguramente, Maria, do recurso adicional que vier do Ministério, será investido num aumento da capacidade de entrega de vacinas ao Ministério. É importante frisar que o Butantan é um instituto paulista, mas ele é um instituto do Brasil. Todos os produtos que o Butantan produz, sejam vacinas, sejam soros antivenenos, 100% é entregue ao Ministério da Saúde. O Butantan não tem outro cliente, vamos dizer assim. Então, com essa vacina, o caminho é o mesmo, quer dizer, a regra, ela existe já há déc adas, quer dizer, nós trabalhamos, o Butantan trabalha em função do Ministério da Saúde, principalmente do Programa Nacional de Imunização. Então, o ressarcimento dos custos da produção dessas vacinas, se vierem de forma adequada, permitirá um aumento da produção. Quarenta e seis milhões já estão contratadas, nós já vamos receber essa vacina. Eu estou falando de valores, de volumes de vacina adicionais a esse, e que poderemos chegar, eu já mencionei hoje, até 100 milhões em abril, maio do próximo ano, se o Ministério assim demandar.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, Dimas, João Octaviano.

JOÃO OCTAVIANO MACHADO NETO, SECRETÁRIO ESTADUAL DE LOGÍSTICA E TRANSPORTES DO ESTADO DE SÃO PAULO: Governador, obrigado. Maria Manso, está resolvido da melhor forma que a engenharia nacional poderia apresentar. Todas as licenças ambientais foram conseguidas junto aos nossos órgãos, está aqui o nosso secretário Marcos Penido, que ajudou bastante a que essas licenças fossem renovadas. Qual foi a solução? Túneis. Túneis de grande capacidade, evitando que você tivesse uma agressão maior à Serra da Cantareira e à qu estão ambiental. Então esses túneis foram projetados, são túneis sequenciais ali, principalmente no lote 3, onde você tem a passagem do maior maciço. Então, é uma boa solução de engenharia, ela foi ambientalmente aprovada, as licenças estão todas absolutamente renovadas. Quanto às comunidades lindeiras ali, há uma preocupação bastante grande, há um capítulo nesse edital todo de proteção às comunidades lindeiras ali. Muitos desses condomínios cresceram ao longo desses últimos anos e estão muito próximos da área de domínio do Rodoanel. Tudo isso está planejado, de forma que haverá uma ação de proteção às pessoas que moram ali, ao lado do Rodoanel, sem que haja maior complicação durante o período de obras.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, João Octaviano, obrigado, Maria Manso. Vamos agora à última pergunta, última intervenção, é a da Estela Freitas, da Rede Tv. Estela, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Foi dito aqui que não houve nenhuma reação adversa nos testes até agora, com a Coronavac. A gente tem esse resultado aí, 98% no caso dos idosos imunizados, com essa primeira dose. Agora, com relação a outros grupos, outras faixas etárias, se há uma diferenciação aí também por gênero... Como é que está a definição? Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Estela. Responde Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Olha, o estudo clínico que está em andamento, ele é para indivíduos de 18 a 60 anos, que trabalham na área da saúde, independente de gênero, desde que tenham contato com o Covid. Essa é a condição sine qua non. Isso por uma razão muito simples: são pessoas que estão altamente expostas ao vírus. Então, esse desenho foi feito dessa maneira para permitir a avaliação rápida da eficácia. Além desses estudos, serão realizados outros estudos complementares, q ue aí sim, para grupos específicos da população, quer dizer, jovens, crianças, idosos, pacientes com comorbidades, mas é numa segunda etapa. Nessa primeira etapa é de 18 a 60 anos, profissionais de saúde, não entra em consideração aí nenhum outro fator, a não ser o contato com pacientes com Covid.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Muito obrigado, Dimas, Estela, obrigado pela pergunta. Eu queria agradecer a você e a todos os jornalistas que compareceram a essa 120ª coletiva de imprensa. Estaremos juntos aqui na próxima sexta-feira, no mesmo horário, com transmissão ao vivo pela TV Cultura, para todo o Estado de São Paulo. O mesmo horário, é 12h45, que iniciamos a nossa coletiva. Muito obrigado aos técnicos, fotógrafos, cinegrafistas, aos demais secretários, prefeitos que aqui compareceram, e obrigado a você, que nos ass iste da sua casa ou do seu escritório. Por favor, continue usando máscara, não saia de casa sem máscara, obedeça o distanciamento social de 1,5 metro para outra ou outras pessoas, lave suas mãos com constância ou use álcool em gel. Se proteja, proteja a sua família, proteja as pessoas que você gosta. Uma boa tarde a todos, muito obrigado, até sexta-feira.