Coletiva - Palestra do governador Geraldo Alckmin na Associação Comercial de São Paulo 20160703

De Infogov São Paulo
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Coletiva - Palestra do governador Geraldo Alckmin na Associação Comercial de São Paulo

Local: [[]] - Data:Março 07/03/2016

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, uma grande alegria vir aqui a convite do Alencar Burti na Associação Comercial de São Paulo, é uma instituição centenária com uma enorme capilaridade em todo estado de São Paulo falar de oportunidade de investimentos aqui no nosso estado, lançamos um programa de concessões que inclui metrô, inclui monotrilho, inclui ônibus intermunicipais, inclui cinco aeroportos executivos e inclui também rodovias. O programa de rodovias concessionadas, então, e, além disso, também prestamos conta aqui das várias áreas do estado, agronegócio está indo muito bem, a indústria ela passa por dificuldade, mas acho que em razão do câmbio, ela pode ir retomando já também alguns setores e os serviços é o que mais emprega e nós estamos priorizando também o turismo, nós temos muitas cidades turísticas no estado ou seja, e muita obra em infraestrutura, porque é emprego, emprego e emprego, é segurar o emprego e criar novos empregos.

REPÓRTER: Governador, a crise da água acabou?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Eu diria que essa questão, ela não tem mais risco mesmo que haja seca e teremos a partir do ano que vem uma super estrutura em São Paulo, o estado, a região metropolitana estará bem preparada para as mudanças climáticas, teremos mais resiliência. O Cantareira está se aproximando já de quase 60 por cento incluindo aí a reservas técnica o volume morto, o Alto Tietê mais de 40 por também, e os demais sistemas todos de 80 a 90 por cento. E o ano que vem nós teremos a chegada do nosso sistema da PPP do São Lourenço que é um sistema novo, água nova, 6,4 metros cúbicos por segundo e talvez ainda o ano que vem tenhamos também a ligação do Paraíba com o Cantareira que também é outro reforço super importante, água nova também que nunca foi utilizada na Bacia Rio Paraíba do Sul.

REPÓRTER: Governador como o senhor tem acompanhado as últimos acontecimentos em relação ao ex-presidente Lula, o que o senhor tem acompanhado?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, eu acho que o Brasil precisa sair ainda mais fortalecido, as suas instituições, o país precisa ter instituições fortes, a polícia cumprindo o seu papel, Ministério Público de investigação, o judiciário julgando e o país não pode parar, nós temos que garantir o emprego, as empresas, investimento e dizer, olha o Brasil está maduro as instituições são sólidas em vista no Brasil, produza, e ao mesmo tempo a polícia e a justiça cumprem o seu papel.

REPÓRTER: O investimento no metrô na Linha 6 que vai servir à concessão o ser mantém para 2020?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Está mantido, há interesse inclusive do setor privado em empregar o mais rápido possível que eles começam a receber, o que dependia do estado que são as desapropriações, nós já estamos acelerando, nós estamos hoje com mais de 2 mil trabalhadores diretos na concessão, na PPP, o ano que, chegaremos ao fim do ano com mais de 4 mil pessoas trabalhando e o ano que vem pode chegar ao recorde de 9 mil pessoas trabalhando. O que estava atrasando um pouco são as desapropriações, elas praticamente garantimos os recursos do estado, a desapropriação por conta do estado para ter o máximo de frente de obra simultaneamente. Eu fui em Pirituba para ver lá a fábrica de anéis, é uma coisa maravilhosa porque o shield, ele vai entrando, o tatuzão, ele vai colocando os anéis e você ganha bastante tempo, é uma coisa bastante moderna, é uma fábrica bastante, você fica impactado lá com o tamanho da indústria.

REPÓRTER: Como é que o senhor viu a atuação da PF sobre a ação contra o ex-presidente lula?

REPÓRTER: O senhor viu abuso, governador, como alguns estão dizendo?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, eu não sou jurista né, não estou especialista em direito, mas entendo que todos são iguais perante a lei, o que caracteriza a República é a igualdade dos cidadãos perante a lei, então somos todos iguais perante a lei não tem diferença, até pelo contrário, quanto mais alta a responsabilidade maior o dever, aquele que tem, que foi governador, presidente, prefeito, ele tem mais responsabilidade, ele tem mais conhecimento da lei, ele tem mais explicações a dar à população.

REPÓRTER: Governador tem uma solução mais rápida para a crise, o que o senhor acha da crise?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, o que está acontecendo? Inevitavelmente por mais que se trabalhe, mas é evidente que paralisa a economia. Então é preciso agir mais rápido, nós temos instrumentos na democracia, o modelo parlamentarista é de confiança, o governo já tinha ido embora, no modelo presidencialista é de mandato, mas dentro do mandato você tem um instrumento que é o impeachment, aliás, que o Brasil já teve e não teve, aliás, só ajudou, porque foi o impeachment do Collor que levou o Itamar que nasceu plano real, e que as coisas avançaram. Agora o que é preciso é decidir então o Congresso Nacional em especial a Câmara dos Deputados, ela precisa acelerar a votação do pedido, seja de um lado, seja de outro.

REPÓRTER: Governador, o mês passado o Estadão publicou uma matéria sobre 21 assassinatos que foram registrados como suspeito. O governo do estado vai reavaliar as estatísticas, vai alterar os números, qual a solução?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Primeiro nós temos total compromisso com a transparência, nós somos o único estado do Brasil que divulga os números mensalmente, todo mês, dia 25 você tem os números, o secretário Alexandre de Moraes vai esclarecer essa questão.

REPÓRTER: Sobre as prévias do PSDB...

REPÓRTER: O deputado Paulo Maluf praticamente lançou a sua candidatura para 2018, o senhor gostaria de ter ele em seu palanque?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Primeiro 2018 três anos, na situação política brasileira são três séculos, então está muito longe.

REPÓRTER: Sobre essas prévias do PSDB, governador, esse racha do partido que tem dividido aí entre os que apoiam o empresário João Dória e o vereador Matarazzo isso não dificulta imunidade para as eleições agora municipais e também para 2018?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: A prévia não divide, a prévia escolhe, você sempre tem que escolher entre vários, só que uma escolha mais ampla permite uma participação maior, veja esse ‘Super Saturday’ americano, coisa fantástica, no partido republicano, o Ted Cruz, no Partido Democrata o Sanders, eles não teriam a oportunidade de expor as suas ideias se não fosse a primária, é ela que permite que novas lideranças possam expor as suas ideias.

REPÓRTER: Mas a atenção não está elevada, governador?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Mas isso é natural, sempre que você tem prévia, sempre que você tem disputa, é uma convenção também, mas eu não tenho dúvida, que encerrado esse período vamos estar todos juntos, a unidade é maior que a divergência, estarmos juntos, ampliarmos aliança para oferecermos trabalho para São Paulo.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: A última.

REPÓRTER: Governador, enquanto a condição hídrica está favorável, quando a redução de precisão vai deixar de existir?

REPÓRTER: Não, já acabou, nós não temos mais VRP, a Válvula Redutora de Pressão sempre houve, antes de eu assumir já tinha 1300 VRPs, Válvulas Redutoras de Pressão. O mundo inteiro usa isso de madrugada porque quando você vê assim, quanto perde, perda física, a Inglaterra, perde 26%, a França 25, Itália 27, as perdas europeias são mais de 20% à exceção da Alemanha que é um dígito e o Japão, essa perda, a Sabesp é 19%, essa perda não é o cano que estourou, que você vê, vai lá e concerta, são micro perdas, dezenas de milhares de quilômetros de rede debaixo da terra que tem vazamento, 5 metros de profundidade, então no mundo inteiro de madrugada você reduz a pressão porque você reduz as chamadas perdas ocultas, você economiza e evita desperdício de água. O que nós tivemos que fazer no período da estiagem? Nós ampliamos a Válvula Redutora de Pressão que era de madrugada para as 5h da tarde até as 7h da manhã, quer dizer, nós aumentos para conter água e tanto é que passamos o período grave sem rodízio, isso já acabou, voltou a tudo que era normal que é só aquele período curto da madrugada que o mundo inteiro utiliza que é uma medida de engenharia, uma medida de evitar desperdício.

REPÓRTER: Só mais uma pergunta governador.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: A última.

REPÓRTER: É a última. O secretário Edson Aparecido, o senhor confirma, vai deixar o governo mesmo?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não, eu não tenho nenhuma proposta de fazer reforma do secretariado, nenhuma, nenhuma, está bom?

REPÓRTER: Obrigado. Categoria 07 de março de 2016 [[]]