Coletiva - Pessoas de 45 a 49 anos com comorbidades e deficiências entram na vacinação 20211205

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Coletiva - Pessoas de 45 a 49 anos com comorbidades e deficiências entram na vacinação 20211205

Local: Capital – Data: Maio 12/05/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pessoal, boa tarde, muito obrigado pela presença de todos. Vamos dar início a mais uma coletiva de imprensa, hoje com a participação do prefeito em exercício da capital de São Paulo, Ricardo Nunes, que em poucos segundos estará aqui ao nosso lado. E antes, também, de dar início, eu quero registrar que hoje é o Dia Internacional da Enfermagem, e cumprimentar aos enfermeiros, enfermeiras, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem, linha de frente, que ajudam com os médicos a salvarem vidas, em São Paulo e em todo o Brasil. Também hoje é o Dia das Policiais Militares Femininas, e a elas também os nossos cumprimentos. Também ajudam e preservam não apenas a segurança, mas ajudam igualmente a salvar vidas.

Vamos começar dando boas notícias: São Paulo remaneja a distribuição de doses da vacina e assegura vacinação de grávidas e puérperas com comorbidade, para retomar essa vacinação na próxima segunda-feira, dia 17 de maio. Todos acompanharam os anúncios feitos ontem pelo Ministério da Saúde, e o Governo do Estado de São Paulo e a Secretaria da Saúde, preocupados com a imunização das grávidas, nós orientamos para que, a partir da próxima segunda-feira, elas possam ser vacinadas, aqui em todo o Estado de São Paulo, não havendo, portanto, uma interrupção de um tempo maior. A retomada dessa vacinação será possível por conta do remanejamento da vacinação e a entrega de novas doses da vacina do Butantan, da vacina do Brasil, da Coronavac, e também da Pfizer, realizadas hoje. No total, são cerca de 100 mil gestantes e mães recentes, que têm comorbidades e que poderão receber a vacina já a partir da próxima semana, repetindo, a partir de segunda-feira, dia 17 de maio, em todo o Estado de São Paulo.

Ainda na vacinação, informar que, a partir de 21 de maio, sexta-feira da semana que vem, serão vacinadas as pessoas com comorbidade, na faixa etária entre 45 e 49 anos de idade. E também, nesta mesma data, 21 de maio, começaremos a vacinação das pessoas com deficiência permanente, na mesma faixa etária, de 45 a 49 anos. A expectativa é da imunização de 695 mil pessoas nesta faixa etária. Muito importante o trabalho de imunização das pessoas com comorbidade no Estado de São Paulo, e a nossa coordenadora do Programa Estadual de Imunização, aqui ao meu lado, Regiane de Paula, dará mais detalhes na sequência.

A terceira informação é transporte público, mas também vinculado à vacinação. A rede de transportes metropolitanos terá postos de vacinação contra Covid-19, a partir de amanhã. A partir de amanhã, dia 13 de maio, as pessoas em São Paulo terão postos de vacinação na CPTM, quatro postos, no Metrô, o primeiro posto, e no terminal de ônibus da EMTU, também um posto. Serão seis postos, e já a partir de segunda-feira, dia 17 de maio, mais três estações da linha amarela do Metrô vão abrir postos de vacinação, para facilitar o acesso à vacina na população que utiliza o transporte público aqui no Estado de São Paulo. E também o Metrô, a CPTM e EMTU terão postos para receber doações do Alimento Solidário, da Vacina Contra a Fome. Pessoas que, ao se dirigirem para a vacinação, poderão doar alimentos não perecíveis para o programa Alimento Solidário, no projeto Vacina Contra a Fome. Os terminais receberão essas doações de alimentos não perecíveis, que poderão ser doados nestes locais. O nosso secretário de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, dará mais detalhes a esse respeito.

Também hoje, na área de Segurança Pública, uma nova informação: o Governo do Estado entrega os primeiros veículos blindados da sua história. Pela primeira vez, a Polícia Civil do Estado de São Paulo terá uma frota de veículos blindados. São 105 veículos, modelos SUV, blindados, que vão proporcionar maior segurança aos policiais, nas suas ações de combate ao crime organizado, e obviamente melhorar o sistema de proteção às pessoas, em todo o Estado de São Paulo. Lembro que aqui mesmo nós fizemos, meses atrás, a entrega das primeiras viaturas, primeiros veículos blindados para a Polícia Militar, igualmente da história da Polícia Militar no Estado de São Paulo. O secretário de Segurança Pública, General João Campos, dará mais detalhes a respeito. Eu quero aproveitar para agradecer, General João Campos, a Polícia Militar e a Polícia Civil, pelo apoio à força-tarefa, que, ao lado da Prefeitura de São Paulo, Ricardo Nunes, você, como prefeito em exercício, que participa ativamente dessa força-tarefa, com a Vigilância Sanitária, com a GCM, com a estrutura da Prefeitura de São Paulo, assim como o Procon, a OAB, a Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo. Nós temos agido diariamente, mais de 8.000 estabelecimentos já foram fiscalizados no Estado de São Paulo, por esta força-tarefa, e principalmente aqui na capital de São Paulo, o que justifica também a presença do prefeito em exercício, Ricardo Nunes. Ricardo, peço que você também transmita ao Bruno Covas, com quem eu estive anteontem, um abraço muito carinhoso, as nossas orações e a certeza de que ele vai se recuperar.

E por último, a atualização dos números da pandemia no Estado de São Paulo, com o secretário Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do Estado de São Paulo.

Agora, vamos ao primeiro tema, que é o tema da vacinação, que é o tema mais importante do país nesse momento, com Regiane de Paula, que é coordenadora do Programa Estadual de Imunização, em São Paulo. Regiane.

REGIANE DE PAULA, CORDENADORA DO PROGRAMA ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Obrigada, governador. Boa tarde a todos e todas. Então, nós trazemos agora o cronograma de vacinação, com o reinício, vamos começar a vacinar então, recomeçar a vacinar as grávidas e puérperas, com comorbidades, acima e 18 anos, no dia 17 de maio. São 100 mil pessoas, que receberão essa vacina. E é possível que isso ocorra nesse momento, devido ao planejamento e logística do Plano Estadual de Imunização, que nos permitiu, com a entrega hoje da vacina do Butantan, um remanejamento de grade. Então, o planejamento que nós fazemos todo o tempo nos permite então que, no dia 17 de maio, a gente abra, reabra pra esse grupo, que ontem foi, logo pela manhã, suspenso, e o Estado de São Paulo foi um dos primeiros Estados a suspender a vacinação das gestantes e puérperas com comorbidades, acima de 18 anos, com a vacina da AstraZeneca. Então, faremos agora com a vacina do Butantan, e o município de São Paulo também tem a vacina da Pfizer. Pessoas com comorbidades, de 45 a 49 anos, no dia 21 de maio, são 670 mil pessoas, que nós abrimos então já às pessoas com comorbidades. E, em seguida, junto, no dia 21 de maio, as pessoas com deficiência permanente, que estão no Benefício de Prestação Continuada, o BPC, da Assistência Social, que somam, no dia 21 de maio, 695 mil pessoas.

No próximo slide, a gente tem, para que vocês possam ter, de forma clara, quais são as comorbidades definidas pelo Ministério da Saúde. Então, serão vacinados, de 45 a 59 anos, com as seguintes comorbidades, que está em tela agora: doenças cardiovasculares, e quais são as doenças cardiovasculares, e as doenças crônicas, também quais são as doenças crônicas, que já estão sendo vacinados, de 55 a 59, e agora a gente inicia, de 45 a 49 anos, 50 anos. O próximo, por favor.

Os critérios para vacinação. Isso é uma questão também muito importante, que nós estamos todos os dias falando, a imprensa também nos cobrando, e as pessoas têm muitas dúvidas. Então, por isso, mais uma vez, a gente vai dizer: gestantes e puérperas com comorbidades. Gestante com comorbidade, a partir de 18 anos, em qualquer idade gestacional. Puérperas, com comorbidades, a partir de 18 anos de idade e até 45 dias após o parto. Ela precisa comprovar o seu Estado gestacional, através de uma carteira de acompanhamento e/ou pré-natal ou laudo médico. E, no caso das puérperas, basta apresentar a declaração de nascimento da criança. Apresentar o comprovante de condição de risco da comorbidade, por meio de exames, receitas, relatório médico ou prescrição médica. As pessoas agora com comorbidades, nas faixas etárias que nós já anunciamos, 55 a 59, e vamos abrir 45 a 49, apresentar: comprovante da condição de risco, por meio de exame, receitas, relatório médico ou prescrição médica. Cadastros já existentes nas unidades básicas poderão ser utilizados. O que isso quer dizer? Que esses pacientes, que já fazem parte do seu território e frequentam, vão à unidade básica, fazem o seu controle na unidade, seja diabetes ou de outra comorbidade, esse cadastro, na própria unidade básica de saúde será usado para vacinação. E as pessoas com deficiência permanente, Benefício de Prestação Continuada, o BPC, ela precisa apresentar o comprovante do recebimento do Benefício de Prestação Continuada, da Assistência Social, para realizar a vacinação.

E o próximo é o nosso vacinômetro, governador. Nesse momento, ele está atualizado, ele foi atualizado... Eu não estou vendo aqui o momento... Isso, obrigada, governador, 12h47. Nós já aplicamos 13.870.161 doses, sendo que, de primeira dose, 8.929.222 doses e, de segunda dose, completando o esquema vacinal, isso é sempre muito importante que a gente converse, fale, e fale para as pessoas que não tomaram a segunda dose, que procurem a segunda dose, 4.940.939 pessoas. Em números absolutos, o Estado de São Paulo é aquele que mais vacina, e quando a gente olha para o esquema vacinal, e faz o esquema vacinal D1, dose 1, mais a dose 2 aplicada, o Estado de São Paulo também é o primeiro que mais vacina e completa o seu esquema vacinal em todo o Brasil. Muito obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Antes do próximo assunto, aproveitando que estamos falando de vacinação, para lembrar que hoje pela manhã entregamos, no Instituto Butantan, mais 1 milhão de doses da vacina do Brasil, da vacina do Butantan, a Coronavac, para o Ministério da Saúde. Agora, 46.112.000 doses da vacina, completando integralmente a primeira etapa do contrato com o Ministério da Saúde, para o fornecimento de 46 milhões de doses da vacina do Butantan. Agora, vamos iniciar a segunda etapa, com 54 milhões, sendo que, na próxima sexta-feira, vamos entregar mais 1 milhão de doses da vacina do Butantan. E sobre este tema, ainda teremos oportunidade de falar nesta coletiva com o Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, aqui presente nesta coletiva.

Agora, vamos falar sobre os postos de vacinação no transporte público, com Alexandre Baldy, secretário de Transportes Metropolitanos.

ALEXANDRE BALDY, SECRETÁRIO ESTADUAL DE TRANSPORTES METROPOLITANOS: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Amanhã, no dia 13 de maio, iniciamos o processo de vacinação, de imunização, no sistema dos transportes metropolitanos, a partir das 9h30, portanto, para que não haja a interferência no horário de pico do sistema, até as 17h, iniciando todos os dias às 9h30 até as 17h. Teremos a vacinação, na CPTM, nas estações Guaianazes, estação São Miguel Paulista, Jardim Helena, Vila Mara e Itaim Paulista. Teremos também, na linha vermelha, na linha 3 do Metrô, na estação Corinthians-Itaquera. Na EMTU, teremos a vacinação, a partir de amanhã, no Terminal São Mateus, terminal da EMTU que opera na Zona Leste, Terminal São Mateus. E, a partir do dia 17 de maio, teremos também a inclusão da linha 4, amarela, que fará também a vacinação nas estações República, Pinheiros e Butantan. Portanto, contribuindo com a imunização, o programa de vacinação do Estado, do Governo do Estado de São Paulo, haveremos também a contribuição do programa Alimento Solidário, lembrando que todas as estações do Metrô e da CPTM poderão ser procuradas, acessadas pelos cidadãos, para que eles possam contribuir com a doação de alimentos não perecíveis. Todas as estações da CPTM, com exceção de duas, na linha 8, diamante, que é a estação Amador Bueno e Santa Rita. Todas as demais estações estarão aptas e recebendo doações do Alimento Solidário. Todas as estações do Metrô, sejam das linhas 1, azul, 2, verde, 3, vermelha, 4, amarela, 5, lilás, e a linha 15, prata, todas elas estarão também recebendo a doação dos alimentos não perecíveis, da contribuição do Alimento Solidário. Todos os terminais da EMTU, da Empresa Metropolitana das operações dos ônibus Metropolitanos, também estarão recebendo e participando do programa da doação de alimentos não perecíveis, do programa Alimento Solidário. Portanto, essa contribuição do sistema dos transportes metropolitanos, como ocorre anualmente, essa aliança do Governo do Estado com a Prefeitura Municipal visa ajudar a ampliar a capacidade e a capilaridade de imunização dos cidadãos, assim como ocorre na gripe comum outros programas de imunização, nessa relação entre Governo do Estado e Prefeitura Municipal. Reiterando: A partir de amanhã, teremos, na CPTM, a partir das 9h30... Sempre lembrando, 9h30 da manhã até as 17h, nas estações da CPTM, Metrô e EMTU, para que não conflite com os horários de pico. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Baldy, obrigado pela iniciativa. Falando em Alimento Solidário, quero registrar e agradecer a presença da minha esposa, Bia Doria, presidente do Conselho do Fundo Social, aqui presente entre nós. Nós vamos agora ouvir o General João Campos, nós temos uma entrega importante para a Segurança Pública de São Paulo, que é a primeira frota de veículos blindados da história da Polícia Civil de São Paulo, e o General Campos falará sobre isso, e também pode dar uma palavra sobre a força-tarefa, já que temos hoje aqui a presença do prefeito em exercício da capital de São Paulo, Ricardo Nunes. Com a palavra, General João Campos.

GENERAL JOÃO CAMPOS, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SEGURANÇA PÚBLICA: Sr. Governador, senhoras e senhores, boa tarde. Um abraço especial a todos, me permita, governador, mas um abraço especial também à cúpula da Polícia Civil, que aqui está presente. Aqui está o Dr. Yousseff, secretário executivo, Dr. Albano, Dr. Ruy, delegado-geral, e três diretores: Dr. Albano, diretor da capital, que tem sob sua responsabilidade uma população equivalente à de Portugal; Dr. Storni, diretor da Macro, tem uma população, responsável por uma população da Grécia; e o Dr. Nico, que atua com seu Departamento de Operações Policiais Estratégicas, que é praticamente em todo o Estado.

Sr. Governador, hoje à noite nós faremos a nossa 101ª reunião do grupo de trabalho que trata de segurança pública. Isso mostra a sua dedicação, o seu desvelo e a sua atenção à segurança pública, e por isso agradeço muitíssimo. E essa atenção, governador, se reflete em ações, e ações que se refletem em números. Para o senhor ter uma ideia, vamos falar em viaturas, hoje. Até o final... Nós já adquirimos, governador, na sua gestão, nesses dois anos e quatro meses, 5.354 viaturas, e o senhor já autorizou para esse ano, particularmente com suplementação de orçamento, mais 3.078 viaturas. Olha que número formidável teremos até o final do ano: 8.432 viaturas novas. E segurança pública, ela tem dois insumos fundamentais, que é de recursos humanos, o senhor tem apoiado muito, e os meios. E nos meios, entram as viaturas, e nas viaturas entra essa... Nós temos 11 tecnologias listadas, que a Segurança Pública vem trabalhando esse ano, me permitam listar aqui: o RG Digital, o DDM Online, SOS Mulher, drones, divisão contra crimes cibernéticos, bodycam, armas em capacitação neuromuscular, scanner 3D, reconhecimento facial, equipamentos novos para exames genéticos e toxicológicos e a blindagem das viaturas. Então, vejam que hoje nós estamos entregando à Polícia Civil 105 viaturas, que serão distribuídas pelo Estado, 37 permanecem na capital, 14 na Grande São Paulo e 54 no interior. Todas as divisões especializadas, DEIC, de investigações criminais, todas as DEICs receberão viaturas, todos os departamentos especializados receberão viaturas. São 105 para a Polícia Civil, nós já recebemos 70 viaturas blindadas na Polícia Militar e estamos adquirindo mais 125. Então, na meta de 300 viaturas, o prazo para a meta é até o final desse ano, a ação está em curso e seremos, já somos hoje a primeira polícia do Brasil, com a maior frota de viaturas blindadas.

Por isso tudo, Sr. Governador, fica o meu agradecimento e o agradecimento da tropa, que a viatura blindada, ela é, sim, um multiplicador de poder. E nesse multiplicador de poder, nós teremos mais proteção às guarnições que [ininteligível], guarnições essas, como o senhor diz, que têm trabalhado diuturnamente, com a nossa polícia, com as Guardas Municipais, da Prefeitura Municipal, nessa força-tarefa, contra blitz, exatamente para fazermos com que o Plano São Paulo seja obedecido, com que as pessoas aumentem a sua proteção e possam cooperar com a erradicação dessa pandemia. Nosso agradecimento, governador, e o nosso abraço. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, General João Campos, secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Quero, antes de passar a palavra a você, Ricardo, agradecer a presença do Ruy Ferraz, delegado-geral da Polícia Civil do Estado de São Paulo, que está aqui presente, também Youseff Chahin, secretário executivo da Secretaria de Segurança Pública, o delegado Nico Gonçalves, diretor do DOPE, Departamento de Operações Policiais Estratégicas, aqui presente, e integrante da nossa força-tarefa, assim como o delegado Albano Fernandes, diretor do Decap, muito obrigado por estar aqui também presente nesta tarde. Delegado Luis Storni, diretor-geral do Demacro, muito grato também pela sua presença, assim como os demais integrantes da Secretaria de Segurança Pública, que... Perdão. Aqui comparecem nessa oportunidade.

E Ricardo, nós estamos fazendo os investimentos na área de segurança pública, como já anunciamos investimentos na área de cultura, na área de esportes, na área de educação e sobretudo na área de saúde, graças à reforma previdenciária e à reforma administrativa. São Paulo foi o único Estado do país que fez a reforma administrativa, aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, e aí eu quero registrar um agradecimento, deputado Delegado Olim, em seu nome, a todos os parlamentares que, na Assembleia Legislativa, debateram arduamente e aprovaram, tanto a reforma da previdência como a reforma administrativa em São Paulo. E isso está nos permitindo agora fazer investimentos na segurança pública, na saúde, na educação, na proteção social, na proteção do meio ambiente, na cultura, no esporte e na infraestrutura de todo o Estado de São Paulo.

Vamos ouvir agora Ricardo Nunes, prefeito em exercício da capital de São Paulo, sempre desejando ao nosso Bruno, que provavelmente está nos assistindo agora, um abraço carinhoso, a nossa oração e a certeza, Bruno, da sua recuperação. Ricardo.

RICARDO NUNES, PREFEITO EM EXERCÍCIO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Boa tarde a todos. É uma honra poder integrar esse grupo da força-tarefa. Os dados vocês já têm, mas eu queria compartilhar, governador, se me permitir, um pouquinho do histórico de 70 dias. Há 70 dias atrás, numa reunião no Palácio, eu vim com o Bruno Covas, uma reunião com o governador, para discutir questões de saúde. E o secretário de Saúde, tanto do município como do Estado, Dr. Jean, estavam presentes, e havia uma preocupação grande naquele momento, com relação à nova variante, que atingia mais os jovens. E a informação de que muitas festas estavam acontecendo, e esses jovens possivelmente se contaminando e levando o vírus para dentro das suas residências. Ali, de pronto, o governador João Doria falou: Vamos agir. E formou a força-tarefa, pedindo a mim e ao Rodrigo Garcia que trabalhássemos junto com essa equipe fantástica, da Polícia Civil, da Polícia Militar, da nossa Guarda Civil Metropolitana, da Vigilância Sanitária do Estado e do município, Procon, também depois integrou a OAB, o Ministério Público. Então, é uma ação de que, desde o início o governador liderou, e as reuniões que a gente faz, de trabalho, quem preside as reuniões é o governador João Doria. E a gente tem um grupo de trabalho, onde o governador acompanha, inclusive de madrugada, né, Youssef e Ruy? Ali, constantemente. Então, está participando o Dr. Albano, o Storni, o nosso querido amigo Olim, o Nico, participando das operações. Eu acho que o grande sucesso desse trabalho foi a união de todas as forças de Estado e município, num trabalho, Coronel, exemplar, de união em prol das ações de defesa das pessoas. Mas não poderia deixar de ressaltar, governador, não é para jogar confete, não, mas a sua liderança, a sua iniciativa de poder criar esse grupo, colocar todas essas pessoas trabalhando e nos conduzir, acompanhando e nos cobrando, e que tem dado esses resultados fantásticos que vocês estão observando.

E uma última observação é a forma de atuação. Desde qualquer faixa da cidade, a gente está atuando. Pode ser em cassino chique, onde tinha jogador de futebol, pode ser em bingo lá na periferia, pode ser em festas na periferia ou nos restaurantes mais chiques da cidade. Onde existe um risco para as pessoas estarem se aglomerando e poderem disseminar a doença, lá está a força-tarefa, em nome da cidade, sob a liderança do governador, atuando. Então, meus agradecimentos e parabéns, governador, por mais 105 viaturas da Polícia Civil, blindadas, que isso ajuda muito. E lembrando que, na sua gestão na prefeitura, hoje nós temos 451 viaturas da GCM, 234 dessas vieram na sua gestão e na gestão do Bruno, no período de 2017 a 2020. Então, uma atenção para a questão da área de segurança, me sinto muito honrado e eu não tenho dúvidas que esse trabalho da força-tarefa salvou muitas vidas, e vai continuar salvando. Um agradecimento também para o deputado Alexandre Frota, que participa ativamente junto com a gente e de todas essas profissionais da segurança, e também da Vigilância Sanitária e do Procon. Obrigado, governador, parabéns, viu?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Ricardo. E renovo nosso abraço carinhoso ao Bruno, que deve estar nos assistindo lá do Hospital Sírio Libanês, onde está se recuperando. Aliás, eu comentei com ele, Ricardo, na segunda-feira, quando estivemos juntos, a eficiência da força-tarefa e também a sua liderança dentro deste projeto, o que deixou o Bruno muito feliz.

Bem, vamos seguir agora com os dados da saúde, com Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do Estado de São Paulo, com a atualização da semana epidemiológica. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Boa tarde, governador, boa tarde, prefeito, boa tarde a todos. Estamos hoje na 19ª semana epidemiológica do ano de 2021, e os dados de hoje revelam números de casos, são 3.038.240 casos. Infelizmente, 102.356 pessoas perderam as suas vidas para a Covid no nosso Estado. As taxas de ocupação do Estado se mantiveram em queda, com 78,3% no Estado, a Grande São Paulo mostrando-se em 76,4%, com número de internados em unidades de terapia intensiva, 9.938 pessoas. Importante lembrar que nós começamos a baixar esse número, menor, em cifras menores do que 10 mil, agora no dia 9 de maio. Estamos mantendo nesses últimos quatro dias essas estatísticas abaixo dos 10 mil. Nós tínhamos números muito parecidos, há dois meses. Isso, em 13 de março, quando nós tínhamos 9.959 pessoas internadas nas unidades de terapia intensiva. Mas vale sempre retomar que, há 40 dias, esses números de internação totalizavam 13.120 pessoas ali internadas. Portanto, mais de 3.200 pessoas a menos nas nossas unidades de terapia intensiva. Próximo, por favor.

Nossos números de casos vêm apresentando um descenso significativo, não saíram aí os números, mas nós... Só um minutinho, por favor, teve algum problema aí técnico. Nós tivemos queda de número de casos, de menos 12,2%. O número de internações mostrou um leve incremento, de 0,3%, portanto sequer ele é considerado como uma elevação. E o número de óbitos, em relação à 18ª, em relação à 17ª semana, caíram 15,6%. Portanto, esses índices vêm se mantendo há pelo menos três para quatro semanas, estamos agora indo para a 4ª semana, mostrando o quanto todas essas obras e mecanismos que foram utilizados pelo Governo do Estado de São Paulo, no sentido de vacinar nas estratégias do Plano São Paulo, restringindo horários e serviços, as medidas feitas pela força-tarefa, fazem com que essas estratégias sejam impactadas nos nossos números, podendo reativar a economia, de uma forma muito mais segura, preservando tanto a economia como, principalmente, a saúde. Próximo, por favor.

Nós temos esses dados, que são extremamente importantes, que mostram quanto nós tivemos um descenso, uma queda do número de internações, nas unidades de terapia intensiva. Reforço que estamos há quatro dias seguidos em cifras menores do que 10 mil, e descendo, decrescendo. Então, é essa questão que faz com que nós tenhamos respeito a todas as regras sanitárias que vêm sido instituídas.

Quero aproveitar, governador, e pedir a permissão para cumprimentar tanto enfermeiros, técnicos e técnicas de enfermagem, enfermeiras, e auxiliares de enfermagem, pelo Dia Internacional da Enfermagem. Mas além de parabenizar eu quero agradecer, eu quero agradecer como médico, como gestor público, de entender que sem vocês nós não teríamos tido a qualidade de enfrentamento da pandemia que tivemos no nosso Estado. Então nosso agradecimento fraterno, nossa consideração eterna por um momento tão importante nas nossas vidas, e que vocês tiveram um papel decisório. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, secretário Jean Gorinchteyn. Vamos agora às perguntas, eu vou elencar aqui os veículos que farão perguntas nessa tarde, começando pela CNN Brasil, na sequência, o correspondente da Agência [Ininteligível], da AP, logo a seguir a TV Cultura, Rádio Jovem Pan, Portal IG, e TV Globo, Globo News. Então começamos com você, Tainá Falcão, da CNN Brasil. Boa tarde, bem-vinda. Sua pergunta, por favor.

TAINÁ FALCÃO, REPÓRTER: Boa tarde. Vou direcionar minha pergunta ao doutor Dimas. A gente está em um foco grande agora dos depoimentos da CPI da COVID-19, e já tem um requerimento aprovado com o depoimento previsto para o Instituto Butantan e a Fiocruz, e o senhor deve prestar o depoimento representando o instituto. A pergunta é, que tipo de documento já estão sendo separados? Se é que estão. E que informações o senhor considera relevantes para esse depoimento à CPI da COVID-19?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Dimas, por favor.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Boa tarde, governador. Tainá, nós vamos levar os documentos que mostram a evolução do nosso relacionamento com o Ministério da Saúde em relação às vacinas. Quer dizer, os ofícios que foram encaminhados, as respostas desses ofícios. E eventualmente documentos adicionais. Quer dizer, nós vamos apresentar os fatos que já foram inclusive documentados amplamente pela própria impressa, porque esse material já foi inclusive divulgado amplamente, é isso que em princípio está programado. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Tainá, muito obrigado pela sua pergunta. Vamos agora online, com o Maurício Sabaresi, que é o correspondente da Agência [Ininteligível] a AP. Com você, Maurício, você já está em tela. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

MAURÍCIO SABARESI, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos e à todas. Governador, o senhor comentou sobre a questão diplomática com a China, e os nossos colegas lá também tem essa dúvida do quanto que o senhor sabe sobre a questão do atraso das vacinas que já estariam vindo, a matéria-prima já estaria vindo. E o quanto isso é deliberado, o quanto isso é um problema diplomático? Queria que o senhor comentasse um pouco sobre o efeito que isso tem tido na campanha de vacinação no Estado de São Paulo nos últimos dias. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Maurício. Eu vou dividir a resposta com a doutora Regiane, que é a nossa coordenadora do Programa Estadual de Imunização, e também do Programa Nacional de Imunizações aqui em São Paulo. Maurício, hoje antes da coletiva tive uma longa, e ao meu ver, produtiva reunião telefônica com o embaixador da China, Yang Wanming, embaixador da China em Brasília, que tem sido um grande parceiro, e de muita cordialidade com o Governo de São Paulo, principalmente no tema da vacina, mas também na bilateralidade dos acordos comerciais econômicos que temos feito entre o Governo de São Paulo, o setor privado de São Paulo, e o Governo da China, também com as empresas governamentais, como também com as empresas privadas na China. O embaixador Yang Wanming, eu até relacionei aqui os termos com que ele se referiu ao Butantan e a São Paulo, nós somos o maior parceiro da China hoje na aquisição de vacinas, não apenas da Sinovac, mas de maneira geral, a China já forneceu 300 milhões de doses da vacina para outros países, desses 300 milhões, 100 milhões comprometidos com São Paulo, com o Butantan, dos quais 46 milhões, na verdade, 47, a partir da próxima sexta-feira já em solo brasileiro. E me disse também que 100 países do mundo compram vacinas da China nesse momento. O embaixador Yang Wanming me disse que vai voltar a falar amanhã com a chancelaria chinesa em Pequim, renovando o apelo para que haja a liberação dos insumos que estão prontos no Laboratório Sinovac, são 10 mil litros de insumos, suficientes para a produção, aproximadamente, de 18 milhões de doses da vacina contra à COVID-19, a vacina Coronavac. Mostrei por dados a importância dessa liberação, para não interromper a vacinação não apenas em São Paulo, mas em todo o Brasil, Maurício, já que hoje 70% de toda vacinação no país depende da Coronavac, depende da vacina do Butantan. Transmiti ao embaixador a minha preocupação como governador de São Paulo, como cidadão, dado ao fato de que a China hoje é o país que está ajudando o Brasil a salvar vidas, hoje é o grande parceiro para salvar a vida de milhões de brasileiros. E eu agradeci ao embaixador pelo empenho, que ele já teve outras vezes, e pedi novamente que ele tivesse empenho para a liberação desses insumos, que, repito, estão prontos disponíveis em contêineres refrigerados, apenas aguardando a autorização do Governo chinês para o embarque ao Brasil. Se tivermos essa autorização são mais de 18 milhões de doses da vacina, e 18 milhões de brasileiros recebendo a vacina no braço. Maurício, muito obrigado por estar participando, continue conosco se puder. Vamos agora presencialmente com o Sérgio Colacino, da TV Cultura. E na sequência com a Rádio Jovem Pan. Sérgio, Boa tarde. Bem-vindo, sua pergunta, por favor.

SÉRGIO COLACINO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Quero insistir nessa questão diplomática com a China, hoje inclusive houve uma reunião com o Itamaraty, e eu gostaria de saber se procede a informação de que a China condicionou a entrega desses insumos à uma retratação oficial do Governo nacional, e, claro, como que o senhor vê essa situação? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Sérgio. Eu como não participei da reunião, eu desconheço se houve essa solicitação. Mas entendo, aliás, fiz um Twitter há menos de 30 minutos, dizendo que o Governo Bolsonaro deveria pedir desculpas à China pelas manifestações erráticas e desastrosas que fez em relação ao Governo da China, ao povo chinês, e à própria vacina, é a vacina que está salvando milhões de brasileiros. Como agredir quem nos fornece insumos e vacinas para salvar a população do Brasil? E não é apenas a vacina do Butantan, também a vacina AstraZeneca, da Fiocruz, depende de insumos fornecidos pela China. Mas eu desconheço se houve ou não essa condicionante. E, de fato, a reunião hoje pela manhã ocorreu, foi uma reunião virtual com o embaixador Paulo Mesquita, o embaixador do Brasil em Pequim, aliás, uma pessoa que eu conheço, ele já foi embaixador em Roma, na embaixada na capital da Itália. É um APS muito experiente, com larga vivência no Itamaraty, a quem nós pedimos através do professor Dimas Covas também o apoio, para que no bom entendimento, como sempre fizemos aqui com o Governo chinês, possamos ter essa liberação. São Paulo vai na direção do entendimento, da amizade, da conquista, do diálogo, para que essa liberação possa ser feita o mais rápido possível, e chegando os insumos ela ser processada em vacinas para ser processada em vacinas para disponibilizar ao Sistema Nacional de Imunização. É muito importante que tenhamos o mais rapidamente possível o embarque desses insumos para a produção das vacinas. E repito, os insumos estão prontos, em Pequim, e espero que o Governo brasileiro em um gesto de reconhecimento, de respeito à China, possa pedir desculpas e reconhecer os exageros em manifestações que foram feitas recentemente pelo Presidente da República e pelo ministro da Fazenda. Muito obrigado. Vamos agora à Nani Cox, obrigado, Sérgio, da Rádio Jovem Pan. Nani, boa tarde. Bem-vinda, sua pergunta, por favor.

NANI COX, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Eu queria saber a variante indiana, a OMS classificou nessa semana como digna de preocupação global. Eu queria saber como que isso está sendo visto aqui no Estado, como a gente já vem sempre falando, São Paulo foi aqui um dos primeiros locais onde começou a ter essas variantes. Enfim, como que isso está sendo monitorado aqui no Estado. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Nani. Eu vou pedir uma dupla resposta, para o médico infectologista e secretário da Saúde do Estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn, e do médico cientista, Dimas Covas.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: O que nós temos feito sempre no Estado de São Paulo, para rastreio e identificação de novas variantes, são amostras que são colhidas de forma aleatória e especialmente naqueles que tem alguma origem em determinadas regiões. Por exemplo, quando nós tivemos a cepa do Reino Unido, especialmente aquelas pessoas que tinham sintomas, que vinham dessas regiões, especialmente do Reino Unido e Europa, ou qualquer contactante desses pacientes eram também investigados no sentido de termos essa cepa localizada. Nesse momento o que nós fazemos são buscas aleatórias dentro da população, para que em algumas amostras que são feitas e colhidas, dar a possibilidade de nós entendermos se já existiria a presença dessa variante, ou de outras variantes no nosso meio, das variantes que tem sim impacto, o que nós chamamos epidemiológico, são todas aquelas variantes que tem uma maior característica de transmissão entre as pessoas, e maior impacto com isso no sistema de saúde. Hoje nós temos quatro, tanto a do Reino Unido, África do Sul, quanto a brasileira, e agora da Índia, conforme foi relatado. Nós temos essa posição e postura de análise. Mas nós entendemos também que a região ou as localizações aeroportuárias são fundamentais para que nós pudéssemos ali na entrada, nas nossas portas e fronteiras, identificar eventuais pessoas que tenham sintomas, ou que tivessem vindo daquela portadora de uma variante como essa. Então nós apelamos inclusive para a própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que é responsável por essas entradas, para que avaliem quais deveriam ser as restrições que poderiam ser tomadas, e ao mesmo tempo quais são as medidas do ponto de vista de testagem que deveria ser feito aí para que nós impedíssemos a entrada dessas variantes no nosso país.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bem, com relação ao monitoramento, quer dizer, o Butantan realiza semanalmente o sequenciamento de uma parcela dos exames que ele processa para PCR, uma porcentagem significativa submetida à genotipagem para dar uma ideia da distribuição epidemiológica das variantes no Estado de São Paulo. Nesse momento a variante dominante é a variante P1, a variante da África do Sul foi identificada, mas ela não é significativamente do ponto de vista epidemiológico, da mesma forma que variante da Suíça. Com relação à essa variante da Índia, é, de fato, uma variante muito preocupante, porque ela introduz uma nova mutação, uma mutação não presente nas outras variantes. E acredita-se que é essa mutação que é responsável pela explosão epidêmica na Índia. Então sem dúvida nenhuma, o mundo precisa ficar muito preocupado com a disseminação dessa variante, e o Brasil, obviamente, precisa estar alerta, como nós estamos aqui no Estado de São Paulo. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado. Obrigado, Dimas. Obrigado, Jean. Obrigado, Nani. Antes, aliás, chamando o Felipe Freitas, por favor, do Portal IG, apenas para uma complementação ao Sérgio, da TV Cultura, por um registro até por um dever de justiça, eu quero cumprimentar o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Carlos Alberto França, e reconhecer o esforço que ele está fazendo como ministro das Relações Exteriores para regularizar essa relação diplomática do Brasil com a China, e é um esforço que é perceptível, e eu reconheço, por isso faço o registro aqui de agradecimento ao ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto França, esperando que ele tenha sucesso assim como o embaixador Paulo Mesquita, que eu já me referi, que é o embaixador do Brasil em Pequim. E renovar o agradecimento ao embaixador da China em Brasília, Yang Wanming, igualmente comprometido em nos ajudar na liberação dos insumos para a produção de mais vacinas aqui no Brasil. Agora sim com você, Felipe Freitas.

FELIPE FREITAS, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Haja vista essa dificuldade que a gente está tendo em conseguir os insumos por conta dessas relações diplomáticas estremecidas, eu gostaria de saber se o Governo do Estado de São Paulo não pensa em adquirir doses de outras farmacêuticas, assim como outros Estados da nação já vem fazendo, alguns do Nordeste, por exemplo, com a Sputnik, enfim. Eu gostaria de saber se o Governo do Estado não pensa em adquirir doses de outras farmacêuticas, para suprir essa falta dos imunizantes e acelerar esse processo de imunização aqui no Estado. Em contrapartida, gostaria de saber também do prefeito em exercício aqui da capital, com relação a como é que está esse processo da vacina Soberana. A gente teve a informação de que a cidade estaria negociando algumas doses. Como é que está, uma atualização sobre esse processo. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Felipe. Vamos começando pela primeira pergunta. Eu quero, ao passar a palavra aqui ao Dimas Covas, lembrar que São Paulo está desenvolvendo a sua própria vacina, que é a Butanvac, cuja produção já iniciou, o Dr. Dimas já falou sobre isso aqui, mas vale a pena relembrar, porque é uma vacina onde os insumos são produzidos aqui, o envase também, portanto, domínio pleno da vacina, aqui no Brasil. Estamos aguardando a deliberação da Anvisa para iniciar a testagem. Dr. Dimas vai explicar como a facilidade e a agilidade para a testagem e a aprovação, dado o fato de que o Butantan utiliza os mesmos princípios de produção da vacina contra a gripe, H1N1, a qual, há mais de 20 anos, o Butantan é o maior produtor do Hemisfério Sul, consequentemente o maior produtor no Brasil e o maior produtor na América Latina. E, embora não tenhamos feito a aplicação para a aquisição de outras vacinas, nós apoiaremos todas as vacinas que forem aprovadas pela Anvisa, que possam ser disponibilizadas para a população brasileira, incluindo a Sputnik. Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: De fato, governador, a Butanvac é, seguramente, uma opção de fornecimento das vacinas, ou da vacina para o Covid-19, para o segundo semestre, o que tornará, sem dúvida nenhuma, um reforço importantíssimo no combate da epidemia. A Butanvac, ela é autônoma, a produção é autônoma, não dependemos da importação de IFAs ou de outros produtos, de outros países. E temos uma grande capacidade de produção, quer dizer, a fábrica, que neste momento está produzindo a Butanvac, já temos 6 milhões de doses em produção, o que nós chamamos de produção em risco, quer dizer, vamos produzir a vacina e vamos ficar aguardando o resultado dos estudos clínicos, que devemos começar em breve. E assim que esses resultados permitirem a autorização de uso emergencial, a vacina já estará disponível. Então, esse processo é um processo importante, é um desenvolvimento importante, que poderá dar, sem dúvida nenhuma, independência do Brasil em relação aí a esse tipo de vacina.

Com relação a aquisição de vacinas, hoje é uma dificuldade do mundo, quer dizer, mesmo que houvesse, e existe recursos financeiros, o que não existe é capacidade de atendimento. E o Brasil está enfrentando exatamente essa situação, quer dizer, existem contratos já firmados, segundo as estimativas iniciais do Ministério, já superior a 400 milhões de doses. Mas as vacinas não estão disponíveis para entrega nesse momento. Então, nós vamos ter, seguramente, uma dificuldade até o meio desse ano, com relação à disponibilidade de doses, e isso poderá melhorar significativamente, a partir do segundo semestre. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado. Obrigado, Dimas, obrigado, Felipe, pelas perguntas também. Foram contributivas, como todas, aliás, para esclarecimento à opinião pública, especialmente no tema das vacinas, que é a nossa maior preocupação nesse momento e a nossa maior prioridade também. Vamos agora à última pergunta, que é da Daniela Gemniani, da TV Globo, GloboNews. Daniela, muito obrigado. Você quer falar, Ricardo? Quer fazer o uso da palavra? Ah, não, perdão! Ficou faltando. Eu que peço desculpas. Eu me enganei, perdão. Ricardo Nunes, porque ele fez uma pergunta sobre a aquisição de uma outra vacina pela Prefeitura de São Paulo, que foi recentemente comentado pelo Edson Aparecido, secretário de Saúde do município de São Paulo. Perdão, Ricardo.

RICARDO NUNES, PREFEITO EM EXERCÍCIO DA CIDADE DE SÃO PAULO: A gente tem, assim, oficial, que a Prefeitura de São Paulo fez a carta de intenção de compra da Pfizer, da AstraZeneca e da Janssen. Outras vacinas, pode estar acontecendo sempre diálogos, mas assim, oficialmente, o que houve formulação oficial da prefeitura foi com essas três vacinas, e como... Naturalmente, a Prefeitura de São Paulo vai tratar só com aquilo que está aprovado pela Anvisa.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, obrigado, Ricardo. Desculpe, Felipe. Eu saltei a segunda pergunta. E peço desculpas também à Daniela Gemniani, que já estava aqui ao lado do microfone. Daniela, desculpe, bem-vinda, boa tarde, sua pergunta, por favor.

DANIELA GEMNIANI, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. A minha pergunta é para a Dra. Regiane, é em relação a ontem, sobre as puérperas. Porque, de manhã, a suspensão foi só para as grávidas. Então, eu queria saber se a gente tem o número de quantas puérperas foram imunizadas ao longo do dia de ontem. E só um esclarecimento, complementando a pergunta que o meu colega já fez, para o Dr. Dimas Covas, se há um resultado, algum indício de prazo, depois da reunião de hoje com o embaixador. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniela. Então, vamos com você, Regiane, e, na sequência, Dimas Covas.

REGIANE DE PAULA, CORDENADORA DO PROGRAMA ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Obrigada, Daniela, pela pergunta. Ontem, apesar do informe que foi feito pelo Estado de São Paulo, suspendendo a vacinação de gestantes, as puérperas também não foram vacinadas. Então, como a notícia saiu na noite anterior, por volta de 11h, às 6h da manhã, eu já estava conversando com o secretário Jean Gorinchteyn, secretário executivo Dr. Eduardo Adriano, para que a gente pudesse fazer a nota técnica e já informar a suspensão da vacinação naquele momento. Então, as puérperas também não foram vacinadas, e hoje a gente vai retomar, depois de uma conversa e a entrega do Butantan. Então, na segunda-feira a gente vai recomeçar, vai reiniciar aquilo que a gente não teve possibilidade, porque todos nós, tanto o Estado como os municípios, a gente foi muito ágil em paralisar independente do posicionamento do Ministério da Saúde, que só veio por volta das 18h. Então, o Estado, uma vez mais, governador, se antecipou e fez com que o Estado paralisasse a vacinação em gestantes e puérperas com comorbidades, no dia de ontem. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Daniela, o nosso Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde, quer fazer uma breve intervenção e, na sequência, já passamos para o Dimas Covas, ao seu lado.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: É importante que esse grupo de mulheres, grávidas, com comorbidades, é um grupo que merece uma atenção muito especial, porque, por um lado, uma mulher grávida, já baixa a sua imunidade, decorrente da própria gravidez e, dessa forma, tem o risco de fazer formas mais graves. Quando a gente coloca comorbidades, problemas do coração, no pulmão, diabetes, esse risco aumenta muito mais. Dessa forma, o que nós encontramos aqui em relação a um evento adverso pontual, que foi grave, mas raro, ele não deveria ser olhado como algo que traga uma troca, uma substituição, frente ao risco muito maior de efeitos adversos infinitamente maiores que essas mulheres correm, em relação ao próprio Covid, seja em relação a eventos ligados à própria gravidade de doença, para ela, como mãe, como pro próprio bebezinho. Então, é muito importante a prevenção, através da vacinação. Por isso, nós queremos iniciar o mais rápido possível a proteção desse grupo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean, pela complementação do esclarecimento. Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Daniela, até o final da semana passada existia a perspectiva de autorização da exportação até o dia 13, e na reunião da manhã, nós mantemos uma reunião diária com o vice-presidente da Sinovac, na reunião diária do dia de hoje, essa previsão não vai se cumprir. Portanto, nós não temos data nesse momento, prevista para essa autorização. Estamos aguardando, isso pode acontecer a qualquer momento, mas nesse momento não há essa previsão. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: O que é extremamente grave, diante de uma circunstância, Daniela, como essa, que nós estamos precisando vacinar, o Brasil, com mais de 423 mil mortos e com risco de não termos vacina, já que a vacina do Butantan hoje atende 70% de todos aqueles que já foram vacinados no Brasil. E se nós temos mais 56 milhões contratados, junto à Sinovac, para o fornecimento até o final de setembro, tudo que nós desejamos é ter vacinas, para vacinar a população. E ficamos tristes com os entraves diplomáticos e com a dificuldade imposta por declarações desastrosas do Governo Brasileiro em relação à China, ao Governo da China e ao povo chinês. Eu quero repetir aqui que São Paulo respeita a China, respeita o povo chinês e respeita principalmente a vacina, que está salvando milhões de brasileiros.

A todos que nos acompanham aqui, espero que tenham uma boa tarde, obrigado por estarem presentes. Aos que estão nos acompanhando em suas casas, se protejam, se possível ainda não saiam das suas casas. Se tiverem que sair, usem as suas máscaras, álcool em gel para limpar as suas mãos e oração, para nossa proteção. Muito obrigado, uma boa tarde.