Coletiva - Plano SP preservou 318 mil empregos na pandemia, aponta estudo da Fipe 20201708

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Coletiva - Plano SP preservou 318 mil empregos na pandemia, aponta estudo da Fipe 20201708

Local: Capital - Data: Agosto 17/08/2020

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RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, muito bom dia a todas e a todos, sejam mais uma vez muito bem-vindos aqui a mais uma coletiva de imprensa do Governo do Estado de São Paulo. Agradecer a presença de todos os jornalistas, dos cinegrafistas, fotógrafos e também da nossa equipe de trabalho, que sempre às segundas, quartas e sextas, está à disposição da imprensa do Brasil, para dar esclarecimento e trazer notícias quanto à evolução da pandemia, aqui no Estado de São Paulo, e também das ações do Governo do Estado em combate a esta pandemia. Nós temos algumas notícias no dia de hoje, mas antes disso, no compromisso do Governo de São Paulo em dar transparência, inclusive do nosso governador, João Doria, eu quero convidar o nosso governador, que cumpre isolamento social na sua casa, mas continua, graças a Deus, assintomático, a deixar aqui as suas impressões, de alguém que está com Covid, e também uma mensagem para todos nós. Então, com a palavra o nosso governador João Doria.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Rodrigo, bom dia, bom dia, secretários, secretárias, membros do Centro de Contingência do Covid-19, jornalistas, cinegrafistas, técnicos, fotógrafos que estão nos acompanhando, e àqueles que também, pela TV Cultura, nos acompanham ao vivo, pelas imagens aí do Palácio dos Bandeirantes. Eu estou em casa, em isolamento, juntamente com a Bia, minha esposa, Rodrigo, cumprindo a orientação médica, a orientação da medicina. Assintomático, felizmente, Bia tamb& eacute;m está assintomática. E quero aproveitar, Rodrigo, pra agradecer milhares de mensagens que recebi, de pessoas, algumas conhecidas, muitas desconhecidas, desejando as nossas melhoras. Agradecer também as flores, os santinhos, as mensagens que recebi aqui, até por escrito, na porta da minha casa, tantos gestos de carinho, de atenção, de amor, de compaixão. Isso nos fortalece, nos estimula e aumenta também a força das nossas orações. Pedir que todos vocês se protejam, tenham cuidado. A nossa contaminação aqui provavelmente veio de algum pacote que recebemos de fora, pois Bia e eu sempre tivemos muito cuidado na utilização de máscaras, com álcool gel, lavando as mãos. Então, recomendo cuidado redobrado para aqueles que recebem encomendas em suas casas, e delivery também de alimentos. Usem luvas antes de abrir estes pacotes. Quer o também, Rodrigo, alertar aos que estão nos assistindo aqui pela TV Cultura de que nós todos estamos em quarentena, nós não podemos desmobilizar a quarentena e nem celebrar, não há razões ainda para celebração. Nós temos a esperança da vacina, mas não temos ainda a vacina. Peço principalmente aos jovens, Rodrigo, aos jovens que, na capital de São Paulo, na região metropolitana, litoral e interior, sei que estão aborrecidos, sei que têm vontade de sair, de conviver, mas, por favor, não façam aglomerações, não tirem as suas máscaras ao estarem almoçando ou jantando, ou no convívio com seus amigos. Toda proteção, neste momento, é fundamental. Quero também, Rodrigo, agradecer a você, aos secretários do Governo do Estado de São Paulo, aos membros do Cent ro de Contingência do Covid-19, do Comitê de Saúde, alguns estão representados nesta coletiva, pela forma correta, precisa com que vocês estão conduzindo todas as boas práticas nesta pandemia, mesmo com a minha ausência física no Palácio dos Bandeirantes. Continuo daqui, Rodrigo, amigas e amigos, trabalhando normalmente. Começo aqui às 7h da manhã, hoje eu dei duas entrevistas para emissoras de rádio, bem cedo. Outros trabalhos também estão sendo feitos daqui, todas as reuniões foram mantidas, com a minha participação virtual, mas principalmente com a confiança na grande equipe, no grande time que nós temos no Governo de São Paulo e no trabalho especialmente competente, dedicado e sério do Centro de Contingência do Covid-19. Aos seus 20 membros e ao Medina, o seu coordenador, ao Gabardo, seu coordenador-executivo, muito obrigado a vocês também, pelo trabalho que têm realizado. E ao Jean Gorinchteyn, como infectologista e secretário de Saúde. Desejo a todos uma boa semana, um bom dia, fiquem em paz, fiquem com Deus, façam as suas orações. A oração sempre traz esperança e acalma o coração. E por favor, se protejam.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, governador. Feliz que continua assintomático e, mesmo à distância, o governador, como disse, tem participado de todas as nossas reuniões, agora virtualmente, e a agenda do Governo de São Paulo segue, com a presença virtual do governador. Hoje eu trago aqui então, em nome do Governo, duas notícias importantes para a economia, para a geração de empregos no Estado de S&atild e;o Paulo. A primeira delas é que nós vamos apresentar aqui, através da Ana Carla Abrão, nossa coordenadora do Comitê Econômico, que apoia desde os primeiros dias o Estado de São Paulo, no combate à pandemia, o resultado de um estudo feito pela Fipe, da USP, que demonstra de maneira clara que o Plano São Paulo preservou 318 mil empregos no Estado de São Paulo. Um dos grandes objetivos quando o governador João Doria anunciou o Plano São Paulo, aqui, há cerca de 50 dias atrás, era que nós pudéssemos ter uma convivência inteligente com a pandemia do Corona Vírus e essa convivência inteligente ia nos permitir a preservação de emprego, a volta gradativa das atividades econômicas em São Paulo. E esse estudo da Fipe demonstra em números que isso, esse objetivo foi alcançado. O estudo comprova a relaçã o direta entre as mudanças da fase do Plano São Paulo com o aumento da atividade econômica e, como consequência, a preservação de vagas de trabalho em todo o Estado de São Paulo. Os dados demonstram também que os maiores beneficiados dessa preservação de empregos foram trabalhadores formais, com baixa renda e pouca escolaridade. A segunda notícia de hoje é na linha também da preservação e da criação de postos de trabalho. É que o Governo de São Paulo passa a oferecer agora, nesse segundo semestre, 10 mil vagas de trabalho em 366 cidades do estado. O Governo de São Paulo tem um programa que é muito bem sucedido, que são as frentes de trabalho, coordenadas pela secretária Patrícia Ellen, e agora nós anunciamos 10 mil vagas nessas fr entes de trabalho, que contam com bolsa-auxílio e cursos de qualificação profissional, no programa Meu Emprego - Cidadão Trabalhador. Então, são duas boas notícias. A primeira, um estudo que comprova a eficácia do Plano São Paulo na preservação de empregos, na reabertura gradual da economia paulista, e isso já é percebido pela sociedade de São Paulo. E a segunda, uma ação direta do Governo de São Paulo, que é o anúncio de 10 mil vagas de frentes de trabalho, buscando também a criação de postos de empregos, de trabalho aqui no Estado de São Paulo. E para isso, portanto, eu passo aqui para a nossa economista Ana Carla Abrão. Antes disso, em meu nome, em nome do governador João Doria e de toda a nossa equipe, agradecer à Ana Carla e o grupo de economistas que têm assessorado o Governo de S&ati lde;o Paulo, através de pontos de reflexão e análises permanentes, que eles fizeram para o Centro de Contingência, e gradualizando saúde e economia, convivendo com inteligência e preservando empregos. Então, com a palavra, por favor, Ana Carla Abrão.

ANA CARLA ABRÃO, ECONOMISTA: Muito obrigada, vice-governador Rodrigo Garcia. Cumprimento aqui os secretários de estado, cumprimento os membros do Centro de Contingência, a imprensa e todos que nos assistem, e em especial o governador João Doria, que está nos assistindo de casa nesse momento, e que, felizmente, está assintomático e está aí cumprindo todos os protocolos da saúde, para estar de volta conosco o mais breve possível, presencialmente, porque virtualmente ele está sempre conosco. Bom, vamos aqui, conforme o vice-governador Rodrigo Garcia colocou, apresentar um estudo, os resultados de um estudo liderado pelo economista Eduardo Haddad e um grupo de pesquisadores da Fipe, da USP, que fazem justamente a análise do impacto do Plano São Paulo, do ponto de vista econômico. Aqui, eu vou ser a porta-voz. O economista Eduardo Haddad é membro do nosso Conselho Econômico, vem trabalhando com os dados, que são dados públicos, disponibilizados pelo Governo do Estado de São Paulo, justamente para que possamos monitorar esse impacto e avaliar, do ponto de vista econômico, o que o Plano São Paulo nos trouxe de ganhos, num momento que é um momento econômico tão difícil, nesse... Não só globalmente, mas em particular no Brasil como um todo. E nós temos, como o vice-governador colocou, uma notícia muito relevante, muito impor tante, que é justamente esse resultado, esse resultado que foi gerado de forma independente por esse grupo competente de pesquisadores, de economistas, que mostra que foram 318 mil empregos preservados no Estado de São Paulo, graças ao Plano São Paulo. E eu vou apresentar com mais detalhes esses resultados, inclusive do ponto de vista técnico, mais uma vez aqui fazendo de voz a esse grupo competente de pesquisadores, e que temos aí o orgulho de ter no nosso Conselho Econômico. Bom, do ponto de vista dos resultados, o detalhamento... É importante a gente também destacar que está, esses empregos estão concentrados na economia formal, empregos com menor nível de escolaridade, menor renda. Destaco inclusive o aspecto social relevante desse impacto e desse resultado, porque isso significa que não só o Plano S& atilde;o Paulo permitiu um retorno gradual das atividades, mas fez em benefício daqueles que mais precisam, que são os trabalhadores de mais baixa renda. Além disso, um outro resultado muito relevante é que as regiões que foram aderentes ao Plano, ou seja, seguiram os protocolos e as restrições de cada uma das fases, foram aquelas que tiveram resultado mais positivo, do ponto de vista de preservação de emprego. Isso é medido, conforme eu vou detalhar mais à frente, justamente a partir do índice de atividade econômica, que mostra como é que a economia foi reagindo em cada região, fruto ou como resultado da volta da atividade, sempre gradual, sempre dentro dos parâmetros do Plano São Paulo. E o melhor nisso tudo é que esses resultados foram obtidos com o controle da pandemia, e é isso que a gente vai mostrar aqui nos números. Acho que esse & eacute; um momento importante, temos mais de dois meses de implantação do Plano São Paulo, e por isso que nós julgamos aqui ser muito importante fazer esse balanço, esse balanço que traz aí resultados positivos. Bom, aqui um pouco de linha do tempo, só pra gente recuperar. No dia 22 de março, nós tivemos a nossa primeira, a quarentena decretada no Estado de São Paulo. A partir daí, todo monitoramento e o trabalho do Governo do Estado, focado na ampliação da capacidade hospitalar, isso no estado como um todo, e os dados mostram isso. No dia 1 de junho, nós tivemos então a implantação do Plano São Paulo, com as diversas fases de classificação das regiões e os diversos critérios indicadores de saúde, que deveriam, a partir daí, ser monitorados para que pudéssemos evoluir ou involuir em cada região, do ponto de vista de controle da pandemia. Estamos hoje na nossa 10ª atualização, que foi apresentada na semana passada, e a partir dali só uma recalibragem houve nesse plano, que foi no dia 31 de julho, onde alguns indicadores foram alterados para garantir mais estabilidade, para garantir inclusive que possamos evoluir e nos manter nas fases mais adiantadas do Plano, em particular na fase verde, à medida em que as regiões ficam cada vez mais no amarelo, felizmente, e já tem indicadores aí que nos permitem estimar que logo, logo, teremos, felizmente, regiões também na faixa verde. Aqui são, mais uma vez, é um balanço dos indicadores do Plano São Paulo, lembrando que são cinco os indicadores que são monitorados. Dois deles vinculados à capacidade hospitalar, ou seja, índice de ocupação de leitos UTI Covid e número de leitos UTI Covid por 100 mil habitantes, e três indicadores que são indicadores da epidemia ou da evolução da epidemia. Variação no número de casos, variação no número de internações, variação no número de óbitos. Vamos lembrar que, de forma absolutamente legítima e correta, no momento lá, dia 1 de julho, em que anunciamos o Plano São Paulo, houve uma preocupação em algum momento, e por alguns formadores de opinião, à época, de que a implantação do Plano São Paulo, a flexibilização gradual de algumas atividades poderia gerar uma explosão desses indicadores, uma explosão da epidemia no Estado de São Paulo. E o que n& oacute;s mostramos aqui nesse balanço de dois meses do Plano é justamente que isso não ocorreu, felizmente, e graças a esse monitoramento, graças ao dinamismo que fez com que regiões evoluíssem e involuíssem, de acordo com esses indicadores, nós conseguimos manter a epidemia sob controle. Ali em cima, capacidade hospitalar hoje, a gente já rompe a barreira dos 60% de ocupação dos leitos de UTI, número de leitos de UTI, o Estado de São Paulo fez um esforço magnífico de ampliação dessa capacidade do estado como um todo, saímos de 11 leitos por 100 mil habitantes pra mais de 20 leitos por 100 mil habitantes, isso é acima de qualquer média, não só nacional, mas global, nós estamos, hoje, com uma capacidade hospitalar no Estado de São Paulo que se destaca em relação a qualquer indicador global, qualquer outro país no mundo. Do ponto de vista da evolução da epidemia, a gente vê ali os três indicadores de variação, um que é mais nervoso, que é a variação do número de casos, lembrando que houve paralelamente, isso era um dos pilares, é um dos pilares do Plano São Paulo, uma ampliação significativa no volume de testagem no Estado de São Paulo. Então, em parte, essas variações são explicadas por esse importante movimento que o Governo do Estado também patrocinou, também motivou. E nós temos, portanto, aí, inclusive nos últimos, nas últimas apurações, quedas sistemáticas no número de internações e no número de óbitos. Esse é, mais uma vez, um balanço que é importante que façamos, que tenhamos aqui a tran sparência de mostrar que, felizmente, o Plano São Paulo manteve a epidemia sob controle. No próximo slide, a gente apresenta a testagem, que justamente mostra, né, que conversa com a informação anterior, do número de casos, o Estado de São Paulo, fato, ampliou de forma muito significativa o volume de testes, no lado esquerdo temos aqui os testes PCR e testes rápidos, estamos falando que saímos de abril pra junho de 198 pra 663, ou seja, um aumento expressivo, que se reflete no próximo slide, em que hoje já acumulamos mais de três milhões de testes efetuados no Estado de São Paulo, lembrando que esse processo é um processo que continua e, certamente, vai continuar ampliando a nossa capacidade de testagem, de identificação de casos e de controle da epidemia. Aqui um pouco do filme desses últimos dois meses, conforme esperávamos e todos indic adores já mostravam lá no primeiro de julho, o Estado de São Paulo teve a sua epidemia concentrada inicialmente na região metropolitana, e o primeiro mapa colorido lá desse slide, do Estado de São Paulo, mostra isso, havia uma concentração na região metropolitana, a epidemia foi se alastrando, foi migrando para o interior e sendo atenuada na região metropolitana, e hoje o que nós temos é um mapa em que 86% da população do estado está hoje em regiões amarelas, confirmando essa tendência e confirmando a evolução da epidemia e a forma como nós imaginávamos que ela estava evoluindo. Então, mais uma vez, a epidemia tem o seu ciclo, a sua evolução, e o Plano São Paulo conseguiu, ao identificar heterogeneidade, ao identificar a importância de tratar de forma diferente cada uma dessas etapas, fez justament e a classificação de cada região e monitorou os índices de forma a se adequar a essa situação. Aqui, então, a gente passa pro impacto econômico, tendo feito esse filme, essa retrospectiva de dois meses do Plano São Paulo, a gente, o que foi feito por esse grupo de pesquisadores? Lembrando que é um grupo independente, vinculado à [ininteligível], à Universidade de São Paulo, liderados pelo economista Eduardo Haddad, que é membro do nosso conselho econômico, e que fez um estudo avaliando como cada região evoluiu ao longo do Plano São Paulo, e se estivéssemos todos em quarentena, o que teria acontecido. Então, no jargão econômico, nós fizemos, foi feito aqui um trabalho contrafactual, em que se permite medir, através do índice de atividade econômica, o que se conseguiu relativamente a uma situaç& atilde;o em que tivéssemos todos ficado em quarentena, de forma indefinida. Isso se mede pela tendência do índice de atividade econômica, ou seja, já vinha havendo até mesmo fruto da exaustão da quarentena, alguma recuperação econômica, mas claramente essa recuperação foi mais acentuada na medida em que a epidemia deixava o Estado de São Paulo, as diversas regiões, e cada região respondia ao Plano São Paulo e às medidas de restrição. Então, o que nós vemos aqui, o resultado principal é que a fase dois aumentou o índice de atividade econômica em 1,11% relativamente a fase um, e a fase três aumentou em 2.32% o índice de atividade em relação a fase um. Ou seja, a flexibilização gradual, baseada nos índices de saúde, ela permitiu que a atividade voltasse, voltasse de forma consistente, principalmente nas regiões que aderiram às medidas de restrição e respeitaram os protocolos do Plano São Paulo, e isso gerou os 318 mil empregos que foram poupados graças ao programa, ao Plano de São Paulo. Aqui os números em relação à economia formal e informal, ou seja, foram empregados formais aqueles que mais tiveram os seus empregos preservados, aqui 69,4%, e mais majoritariamente do gênero masculino. No próximo slide, nós temos aqui aquele ponto que eu destaquei, que é muito relevante do ponto de vista social, são principalmente trabalhadores de baixo nível de escolaridade, relativamente aqueles mais, com maior índice de educação e, finalmente, o próximo, principalmente trabalhadores de baixa renda, que ganham aí até três salários mínimos, foi onde se concentrou o maior número de empregos preservados. Um outro ponto também muito importante e que reforça o fato de que foi a epidemia e é a epidemia que enfraquece a nossa economia, é o fato de que a região de São Paulo, particular a região metropolitana, a grande São Paulo foi a que liderou esse processo de preservação de empregos, lembrando que foi aqui que a epidemia deixou, foi atenuada mais recentemente. E, finalmente, um outro resultado importante do trabalho liderado pelo economista Eduardo Haddad, é o fato de que aquelas regiões que observaram as fases e aderiram às medidas de isolamento do Plano São Paulo, foram aquelas que tiveram melhor resultado, a gente pode pegar ali como exemplo a grande São Paulo, que evoluiu de forma consistente e foi, sem dúvida alguma, aquela que liderou esse processo, porque mais rápido conseguiu combater a epidemia, controlar a epid emia, voltando de forma gradual, responsável às atividades e, portanto, garantindo essa preservação de emprego. O mesmo vale pra Baixada Santista e outras regiões, em que a gente vê que esse gradualismo permitiu esse resultado econômico tão relevante. Então, encerro aqui, vice-governador, agradecendo aqui a oportunidade de poder apresentar esse trabalho e, mais uma vez, aqui parabenizando o Estado de São Paulo pelo plano, pelo monitoramento, pela gestão da quarentena, a quarentena inteligente, a quarentena heterogênea, que gerou esse resultado, e que nós sabemos que, nesse caminho, teremos aí um resultado ainda maior e acumulando aqui notícias, que são notícias positivas nesse momento tão difícil da vida nacional. Muito obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Ana Carla. Gostaria de ouvir agora os comentários do nosso secretário da Fazenda e planejamento, Dr. Henrique Meirelles.

HENRIQUE MEIRELLES, SECRETÁRIO DA FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Nós temos, nesse conjunto de informações, algumas conclusões bastante importantes, que eu gostaria de pontuar, me parece a mensagem fundamental de todo esse estudo, de todo esse trabalho, o que de fato gerou a crise econômica, o que gerou a perda de empregos foi a pandemia, não as medidas para combater a pandemia. Aqui mostra que foi exatamente o oposto, isto é, aquelas regiões que tiveram adesão maior, mais forte, mais completa às medidas de preven&cced il;ão, seguiram não só as medidas de quarentena, de isolamento e distanciamento, e depois foram abrindo, de acordo com o plano rigorosamente, foram as regiões que perderam menos emprego. E aquelas regiões que perderam mais emprego, exatamente são aquelas que têm, tiveram uma adesão menor. Isto confirma, quer dizer, na medida em que uma adesão maior gera um resultado melhor e isso afeta um dos componentes fundamentais da atividade econômica, que é a confiança, não adianta uma política visando preservar emprego ou preservar atividade econômica às custas da saúde, porque isso não funciona, aliás, o efeito é ao contrário, porque isso gera uma queda do nível de confiança, gera incerteza, gera problema e gera uma queda da atividade econômica. Portanto, a conclusão é fundamental, quer dizer, desse estudo, p ortanto, que aquelas regiões que tiveram uma adesão mais completa, mais firme, às medidas de distanciamento social e depois ao plano de retomada gradual, foram as regiões que perderam menos emprego, e isto é fundamental. E, portanto, confirma o que viemos mostrando desde o início do processo, que o que causa perda de emprego, o que causou a crise é a pandemia e as medidas de contenção da pandemia, as medidas que protegem a população, e esse estudo mostra isso com muita precisão, que na medida em que as medidas de contenção são aquelas medidas que não só preservam vidas, mas preservam emprego, preservam a atividade econômica, portanto, me parece essa ser a conclusão fundamental, agora baseada em dados concretos, na medida em que foi se fazendo a medida dentro do processo de retomada gradual. Obrigado, governador.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Meirelles. Acho que pra concluir esse tema, aquilo que o Governo de São Paulo acreditou, no lançamento do Plano São Paulo, que era uma quarentena heterogênea, tratando a epidemia de acordo com a sua intensidade em cada uma das regiões e fazendo essa medida restritiva mais inteligente, acabou se confirmando com esse estudo, né, a preservação desses 318 mil empregos. Agora, falando em emprego, pra falar do programa Emprego e Renda, que é da Secretaria de Desenv olvimento Econômico do Governo de São Paulo, passo a palavra pra Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, vice-governador, nosso governador em exercício aqui hoje. Eu queria agradecer a oportunidade e lembrar, acho que a síntese aqui dessas falas muito inspiradoras que me antecederam, Ana Carla Abraão, com o resultado aqui do Plano São Paulo, nosso ministro Meirelles, o objetivo do Plano São Paulo sempre foi exatamente encontrar um caminho onde a gente pudesse maximizar a preservação de vidas e de empregos, e ficamos muito felizes de ver aqui uma aná lise feita com especialistas de fora, o resultado é essa preservação de empregos, a gente sempre tem falado aqui da preservação de vidas, do número de casos, número de internações, e hoje nós vemos que temos também os nossos dados aqui pra empregos, foram 318 mil empregos preservados, desde a instituição do Plano São Paulo. Esse modelo de quarentena heterogênea e uma retomada gradual e responsável foram compromisso do nosso vice-governador Rodrigo Garcia e do governador João Doria desde o início desse processo e é esse compromisso que nós todos aqui estamos honrando. O programa Emprego e Renda, ele vem exatamente nesse sentido, nós tivemos aqui uma grande preservação, como vocês viram, de empregos formais, felizmente também preservados na população de mais baixa renda, mas precisamos tamb&ea cute;m acolher as pessoas que perderam seus empregos e por isso que o programa Emprego e Rende é tão importante, nós estamos olhando pra população desempregada, que precisa de um auxílio, né, emergencial, durante esse período que nós estamos vivendo, mas também uma oportunidade de que esse auxílio, quando ele acabar, a pessoa tenha uma nova oportunidade de vida, é por isso que esse programa tem uma duração de até nove meses, né, de seis a nove meses, focado na população em alta vulnerabilidade, pessoas que estão desempregadas e ele tem aqui três pilares fundamentais, que caracterizam muito o DNA desse governo, primeiro uma bolsa pra ajudar quem tá quem está desempregado, de R$ 330 ao mês. O segundo, que as pessoas que estão recebendo esse benefício possam trabalhar seis horas por quatro dias na semana, ap oiando em atividades e serviços de zeladoria nos municípios em que residem. E o terceiro é a oportunidade de qualificação profissional, um dia por semana, essas pessoas tem acesso a um programa de qualificação profissional, para que no decorrer desse período eles tenham cursado 150 horas de qualificação profissional, e possam também buscar novas oportunidades de trabalho. Então é um programa de acolhimento, mas mais do que isso também, é um programa que dá oportunidades de emprego e renda para a população que tem acesso a ele. Então hoje nós estamos fazendo um esforço adicional, na próxima página a gente vê como participar, são dez mil vagas disponíveis, hoje em 360 municípios, que são os municípios que se inscreveram. Mas lembrando que os municípios que não se i nscreveram podem se inscrever ainda que na próxima chamada eles serão incluídos também. O candidato ou a candidata deve estar desempregada pelo menos, um ano, se é maior de 17 anos, e residir no estado de São Paulo por pelo menos, dois anos. A relação completa dos locais para fazer inscrições nos municípios que já estão inscritos oficialmente está no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, é desenvolvimentoeconomico.sp.gov.br, e também na aba meuemprego.sp.gov.br. E para finalizar eu queria lembrar que nesse ano já, mais de 8 mil pessoas já foram contempladas em 344 municípios, mas entendendo a urgência nós estamos agora com essa próxima onda, mais que dobrando o esforço desse programa nesse ano, com 10 mil vagas adicionais. Então esse é o grande objetivo agora, garantir que o maior n&uacu te;mero possível de pessoas sejam contempladas. Aqui é um pouco o histórico do programa, e ver como a gente acelerou a execução, um programa que existe há décadas aqui no estão, mas que tinha sido esquecido. Então a gente trouxe ele agora com esse olhar emergencial, de garantir que as pessoas tenham acesso a recursos financeiros, e ao mesmo tempo qualificação profissional, e que nos municípios eles possam contribuir também com esses serviços de zeladoria e serviços administrativos. Muito obrigada, é isso, governador.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Lembrando que o Programa Emprego e Renda ele foi recalibrado, renovado em 2019, com a inclusão de novos cursos de qualificação, permitindo que a gente pudesse ter uma injeção do número de vagas significativos comparados aos anos anteriores. E isso indo ao encontro do programa de governo, no nosso governo João Doria. Quero agora ouvir um pouco sobre saúde, passando a palavra para o doutor Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, que nos assiste remotamente, vice-governador, secretários todos aqui presentes. Estamos na trigésima quarta semana epidemiológica, e o plano São Paulo, como muito bem colocado, teve a visão de preservar vidas através das regras que conseguiram controlar a pandemia no nosso estado, e assim vem o fazendo. Tivemos na uma semana uma diminuição de 1% no número de óbitos no estado comparado na semana anterior, e lembro que esse número parece pouco expressivo, devendo-se à inserção daqueles dados represados de 221 pacientes que evoluíram a óbito, e foram inseridos de forma tardia, ao longo da pandemia, por uma modificação metodológica do Ministério da Saúde. Lembro que essa inserção, ou sem essa inserção, teríamos um melhor índice de número de óbitos no estado em relação à semanas anteriores em níveis muito semelhantes à vigésima quarta semana epidemiológica, mostrando dessa forma um controle da pandemia no nosso estado. Regionalmente a região metropolitana, excluindo a capital, tiveram uma queda de cerca de 4% no número de óbitos, esse dado se repete também em termos de queda para o interior e baixada, com uma queda até mais expressiva de 5%. E todas mantendo todos os municípios, uma ocupaçã o de leitos de Unidade de Terapia Intensiva, menores do que 80%. A taxa de ocupação em Unidade de Terapia Intensiva, nas das últimas semanas se manteve abaixo de 60%, no estado, 57%, na grande São Paulo, 55,5%. Lembro ainda que mais de 0,5 milhão de pacientes foram recuperados da COVID-19, e isso, sem dúvida nenhuma, deveu-se e foi fruto do investimento do governo do estado de São Paulo, em ampliar número de leitos, distribuição de número de respiradores, mas nós não poderíamos incluir aqui, especialmente, o trabalho incessante dos profissionais da saúde, que não mediram esforços para que a assistência aos pacientes em todo o estado pudesse ser garantida em todas as situações, principalmente para o controle real da pandemia no nosso estado. Para atualizarmos os dados de hoje, São Paulo tem 702.665 casos, contabilizando 26.899 &oacu te;bitos, mostrando aqui a taxa de ocupação do estado, 57%, na grande São Paulo, 55%. Próximo, por gentileza. Desses casos, 3.172, 64%, portanto, uma grande maioria, teve o seu diagnóstico estabelecido através daquela metodologia o RTPCR. Próximo. É importante nós termos que todos esses novos casos que estão em ascensão, e estarão em ascensão por políticas e testagens muito mais exuberantes, farão com que nós tenhamos mais casos. À medida que nós testamos, nós identificamos esses pacientes, bem como os seus portadores, muitos dos quais assintomáticos, fazendo com que nós possamos promover a testagem, a triagem e o tratamento, mas também a restrição da circulação dessas pessoas, e com isso do próprio vírus. Próximo. Observem que nós temos aqui a média diár ia das novas internações, e essa média diária dessas novas internações apresentou queda, muito semelhante aquilo que nós observamos na vigésima segunda semana epidemiológica. Próximo. assim como a taxa de óbitos, eu quero que reforcemos à uma questão, que essa taxa de óbitos esteve até um pouquinho menor na semana anterior, mas ela recebeu aqueles dados que estavam retesados e represados, como disse. Caso assim não tivesse ocorrido, nós teríamos uma média de 200 casos muito parecido à vigésima terceira e a vigésima quarta semana epidemiológica. Portanto, tivemos um incremento muito significativo em relação à evolução da pandemia. Próximo. Nas projeções mantivemos todos os dados, tanto em termos de casos, de número de casos, assim como também dentro do número de óbitos. Obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Jean. Vamos agora às perguntas dos nossos jornalistas, a primeira a fazer a pergunta é a Tainá Falcão, da CNN.

TAINÁ FALCÃO, REPÓRTER: Eu acho que eu vou direcionar a primeira pergunta, talvez, o vice-governador possa esclarecer. Se já há uma decisão em relação à São Silvestre? O prefeito Bruno Covas deu uma declaração dizendo que: "Se fosse hoje não aconteceria, mas que ainda tem um tempo para ficar decidido". Houve alguma negociação em torno desse assunto? Eu queria levantar um outro assunto com o secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn, sobre o ambulatório, secretário, lá no HC, par a casos de reinfecção. Como é que acontece o atendimento? Quais são os estudos que a secretaria tem levantado até aqui sobre esse assunto?

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tainá, quanto à São Silvestre, o prefeito Bruno Covas participa das nossas coletivas às sextas-feiras, e todos os eventos que são significativos para a cidade de São Paulo, independente de serem estaduais, municipal, o governo do estado dialoga com a prefeitura, e o prefeito Bruno Covas sempre traz essas notícias. Então como ainda nós temos um tempo, vamos aguardar aqui a presença do prefeito na sexta-feira, para que ele possa diretamente responder em conjunto com os nossos técnicos aqui da Secretaria de Esportes do estado. Quanto à questão do nosso espaço específico para reinfecção lá no HC, que foi objeto de matéria de hoje, o doutor Jean, por favor, responsa.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, Tainá, muito obrigado pela pergunta. Existe realmente a criação desse novo ambulatório, que tem acolhido alguns casos, é um pequeno número de pessoas que apresentaram sintomas muito compatíveis, porém, através de exames que foram realizados, ainda se mantinha a perpetuação da identificação do vírus. Dessa maneira, o objetivo desse ambulatório é não apenas o segmento para saber se isso houve alguma recorrênc ia de infecção mesmo, se existe algum outro vírus em curso, que não o COVID-19, para que dessa maneira nós possamos conseguir entender um pouquinho mais algumas realidades, que não foram refletidas ou informadas em outros países. Por isso a necessidade de um estudo científico, e a criação desse ambulatório específico.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Importante sempre o HC criando referências para algo que é novo, e acho que essa iniciativa deve ser destacada, para que a gente possa com a expertise do HC, justamente mostrar essa questão da reinfecção, se é ou não possível. Vamos agora à Adriana Simino, da TV Cultura. A sua pergunta, por favor.

ADRIANA SIMINO, REPÓRTER: Boa tarde. Eu gostaria de fazer uma pergunta para a secretária Patrícia Ellen a respeito do programa. Eu queria só entender melhor, se essas três questões estão associadas, a pessoa recebe a bolsa, e ela tem que prestar esses serviços? E também se tem alguma, digamos assim, briga com o auxílio-emergencial do Governo Federal? Quer dizer, as pessoas que recebem esse auxílio não poderiam pleitear essa bolsa? E para a equipe da saúde eu queria fazer uma pergunta sobre a vacina, eu queria saber se a exemplo da va cina de Oxford, vai ser ampliada a faixa etária dos voluntários para idosos também? E se já está sendo pensado um calendário para se aplicar essa vacina? Se vai ser parecido com, por exemplo, a vacina da gripe, em que se começam com idosos e crianças? Se esse calendário já está sendo desenvolvido?

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Qualquer pessoa que está desempregada pode se inscrever no programa, o objetivo aqui muito maior é garantir que essas pessoas precisam do recurso, elas já entram nesse programa, além do trabalho, elas têm a chance de se requalificar. Porque um dos desafios que a gente tem com programas como esses, é você repassar o recurso sem um apoio adicional para as pessoas, é muito difícil que depois acabando o auxílio o que acontece com essas pessoas, né ? Então é por isso que as três coisas estão completamente relacionadas. Então a pessoa se inscreve para a vaga, localmente no município, junto às prefeituras, o repasse é feito pelo governo, não há transferência de recurso para os municípios, é diretamente para as pessoas empregadas, elas automaticamente são inscritas nos cursos de qualificação profissional do Centro Paula Souza, que são os nossos cursos que inclusive estão disponíveis no Via Rápida também, e recebem essa remuneração diretamente. Então as três coisas andam juntas, e a única restrição é que esteja desempregada, porque a gente está procurando pessoas em situação de maior vulnerabilidade.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: É isso, eu acho que para completar, é um programa de trabalho, renda e qualificação, para que a gente possa dar alternativa de futuro a esse cidadão. Vamos então ao doutor Jean, para responder sobre a vacina.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Adriana, muito obrigado pela pergunta. Importante nós entendermos que mesmo a Coronavac, a nossa vacina do Butantã, que apesar de ser uma vacina chancelada pelo governo do estado em acordo comercial com a China, ela é do brasileiro, à medida que ela estiver liberada, passar essas fases de estudo. Nós temos alguns estudos, acabando dessa vacina, em idosos, e nós também teremos um grupo estudando idosos no nosso meio, porque isso faz com que aquele grupo, que é um grupo vulnerável , de desenvolver formas graves, sejam então testadas. Até porque, como você mesmo colocou, vai ser um dos primeiros grupos a receberem a vacina. Nós estamos estudando de que forma essa vacina terá acesso, muito possivelmente, seguirá as mesmas normativas de sucesso dos programas de vacinação para gripe, pegando tanto idosos, pessoas que tem um problema na sua saúde, os pacientes crônicos, e algumas populações específicas. E dessa maneira, promovendo uma proteção inicial para esse grupo. Volto a dizer, inicial, uma vez que ela será despolarizada, permitida para outras faixas etárias de toda a população.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos agora ao Fábio Diamante, do SBT. Sua pergunta, por favor, Fábio.

FÁBIO DIAMANTE, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Eu queria fazer uma pergunta para o Doutor Jean. O senhor falou sobre a queda de óbito em todas as regiões, senti falta da capital. A gente percebeu, até sexta-feira, que tinha sido interrompida a tendência de queda de óbitos na capital, teve um aumento de óbitos. E o argumento da mudança dos critérios, me corrijam se eu estiver enganado, acho que não se aplica, porque essa tendência de alta vem de segunda-feira, antes da mudança. Queria saber se o senhor confirma essa alta dos óbit os, e qual é a análise que o senhor faz, o que está acontecendo. E se essa alta, se eu não me engano, foi de 24%, se ela pode impactar numa tendência de São Paulo passar para a fase verde, inclusive pode acontecer na sexta-feira. Obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos lá, Dr. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Obrigado, Fábio, pela pergunta. Essa questão de óbitos, pela segunda vez houve uma disparidade, com elevação abrupta, uma vez que, nas tabelas, nós temos recebido descenso desses números de óbitos, na capital. Uma grande possibilidade se deva, principalmente, ao fato do registro do óbito ser diferente daquele em que o fato ocorreu. Então, dessa maneira, de novo, nós temos um acúmulo de dados que acabam impactando em uma ou outra semana, sem que isso tivesse u m impacto maior. Conversei pessoalmente hoje com o secretário municipal, Edson Aparecido, e ele me reforçou também essa questão. Hoje, no período da tarde, as secretarias estarão sentando para discutir de que forma uniformizada e segura esses dados devem ser trazidos, exatamente para não criar nenhum conflito entre as partes.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu gostaria também, Fábio, para complementar, de um comentário do Dr. Gabbardo sobre essa questão dos óbitos.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde. Bom, primeiro que não foi... Na semana passada houve, realmente, um acréscimo, mas não foi de 24%. O acréscimo na capital foi de 8,8%. Nós tivemos, na semana 32, 466 óbitos, e na semana 33, 507 óbitos confirmados. Esse é um fenômeno que nós estamos realmente estudando, tentando identificar motivo para que a capital tenha, nessas duas últimas semanas, apresentado esse número. Há possibilidade de que o fluxo, a velocidade da confirma&cce dil;ão dos casos e da implementação dessas informações no sistema possa estar influenciando esse resultado, conforme o secretário Jean falou anteriormente. Mas de qualquer maneira, o Centro de Contingência está muito atento a esses números da capital. Felizmente, os números do interior do estado estão caindo, nós tínhamos um movimento de aumento do número de óbitos no interior. Tanto que, mesmo com esse pequeno aumento que nós tivemos na capital, o resultado do estado como um todo foi de redução do número de óbitos, uma redução aí de 1%. E precisa ser reafirmado o que o secretário Jean falou anteriormente: que nós tivemos, nessa semana, um acréscimo de 221 óbitos, que normalmente não entrariam. Entraram porque houve uma mudança na estratégia, mudança nos crit&eac ute;rios do Ministério da Saúde. Não que nós sejamos contra, somos totalmente favoráveis que esses casos que, clinicamente ou radiologicamente, ou epidemiologicamente, sejam casos de Covid, mesmo sem a confirmação laboratorial. Vejam que esse gráfico mostra qual seria a evolução do número de óbitos no Estado de São Paulo se nós não tivéssemos acrescido os 221 óbitos, pela mudança na sistemática de implementação. Nós teríamos caído para 220 óbitos, o que ficaria lá próximo da semana 23, 24, da semana epidemiológica. Obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom complemento, Gabbardo. Lembrando, Fábio, que nós tivemos esse ajuste do Ministério da Saúde, e acho que nós temos uma tela, eu pediria para a Patrícia falar sobre ela... Não sei se já está no ponto. Que é especificamente sobre a capital, que é a sua pergunta, onde fica evidente que o acréscimo feito na capital, de óbitos, pelas mudanças orientadas pelo Ministério da Saúde, é que causam essa impressão d e aumento. A tela, acho que não está disponível, mas depois eu peço à Patrícia, ela vai lhe disponibilizar a tela específica da capital, para que você esclareça essa dúvida, ok? Bom, vamos à pergunta da Joice, da Rede TV.

REPÓRTER: Olá, boa tarde a todos. A minha pergunta é para a Ana Carla. Eu gostaria de entender um pouco melhor como vocês chegaram a esses 318 mil. Eu sei que se baseiam em índices, mas você consegue explicar de uma forma um pouco mais objetiva? Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Confesso, viu, Joice, quando nós olhamos a forma aritmética utilizada pela Fipe, nós, que não somos matemáticos e nem economistas, temos dificuldade. Mas a Ana Carla tem uma explicação bem simples para lhe dar sobre isso.

ANA CARLA ABRÃO, ECONOMISTA: Pois não, obrigada. Obrigada, Joice, pela pergunta. O que foi feito? Vamos considerar que nós estivéssemos lá atrás, antes de 1 de junho, e todas as regiões se mantivessem no que a gente chama de fase vermelha. Lembrando que a fase vermelha do Plano São Paulo equivale à quarentena que nós vivíamos antes do Plano São Paulo. Se nós estivéssemos todos naquela fase vermelha, nós conseguimos, e o grupo de pesquisadores consegue avaliar o que aconteceria com a economia, e qual seria o impacto, do ponto de vista de perda de emprego. Como é que isso é calculado? Ele pega, por exemplo, a região de São Paulo, a Grande São Paulo, avalia: quanto tempo ficou em vermelho? Depois migrou para laranja, depois para amarelo. Cada variação dessa, ele consegue comparar com o estado sempre em vermelho. E aí, ele consegue ver quantos dos empregos teriam sido perdidos, se a gente mantivesse aquele nível de atividade econômica referente à fase vermelha, [ininteligível] ao que é o índice de atividade econômica, com o laranja e com o amarelo. Esse índice de atividade econômica, que é medido com vários indicadores - arrecadação de impostos, mobilidade na cidade -, ele permite que a gente traduza o índice de atividade econômica em número de empregos. Então, é uma análise entre o que seria o estado no vermel ho e ele evoluindo, de forma gradual, para um nível de atividade maior, e ao seu relativo, do ponto de vista de emprego.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Acho que o esclarecimento adicional, Joice, é que qual seria a alternativa ao Plano São Paulo? A manutenção da quarentena, que foi e tinha vigência até o mês de maio. Porque, lembrando, a epidemia não foi embora, o governador até, na sua mensagem de hoje, a quarentena continua em São Paulo, e é a continuidade dessa quarentena heterogênea que está permitindo São Paulo voltar, de maneira segura e gradual, às suas atividades econ&oc irc;micas. Então a comparação era: com a quarentena que nós tínhamos e com o Plano São Paulo, e o acréscimo de emprego que a atividade econômica maior gerou em cada uma das regiões. Vamos agora... Pois não, Ana.

ANA CARLA ABRÃO, ECONOMISTA: Porque vamos lembrar que, quando o Plano São Paulo foi lançado, o conceito era justamente esse: como é que a gente consegue compatibilizar as preocupações econômicas, com atividade, com emprego, com o controle da epidemia? E foi justamente isso que garantiu que essa flexibilização fosse, comparativamente à quarentena anterior, gerando nessa preservação, garantindo essa preservação de empregos.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Ana Carla. Vamos agora à Eduarda Esteves, do Portal IG. Por favor, sua pergunta, Eduarda.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. O Governo apresentou uma parte da pesquisa, que dizia que os homens tiveram mais empregos preservados pelo Plano São Paulo. Diante disso, o Governo pensa em algum programa específico voltado para mulheres? Vocês também falaram sobre o programa de emprego e renda, mas ele é feito para quem está há mais de um ano desempregado. E as pessoas que perderam o emprego nessa pandemia? O que pode ser feito? Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, Eduarda, pela pergunta. É natural que o Governo se preocupa com a geração de emprego, e o novo plano de metas do Governo João Doria e todo o esforço do Governo em relação às suas ações pós-pandemia justamente visa a preservação do emprego e também o emprego feminino. Eu vou deixar pra Ana colocar um pouco, se é que há razão especifica identificada no estudo, para a manutenção de emprego ma is para os homens, e algumas das políticas de mulheres para a nossa secretária Patrícia Ellen.

ANA CARLA ABRÃO, ECONOMISTA: Pois não, vice-governador. Obrigada pela pergunta. De fato, esse inclusive é um ponto que nós, do Conselho Econômico, temos discutido de forma intensa, porque a tendência, nesta pandemia, tendo em vista todas as características e, dentre elas, inclusive a questão escolar, a necessidade, para controle da epidemia, de manter as escolas fechadas, ela tende a impactar muito mais as mulheres do que os homens, porque nós ainda temos uma sociedade em que a mulher é quem fica em casa cuidando das crianças. Então, esse re sultado é um resultado, infelizmente, esperado, do ponto de vista de preservação de empregos, porque todo o contexto da epidemia gera uma situação que, infelizmente, é mais desfavorável para as mulheres. E por isso mesmo é que as ações de apoio são tão importantes. E aí eu vou passar pra Patrícia, pra secretária Patrícia falar sobre isso, mas definitivamente é um resultado esperado e que exige, sim, medidas de apoio para esse segmento, e para não ampliar ainda mais o que nós sabemos que é a desigualdade de gênero no mercado de trabalho, principalmente nas mulheres de baixa renda.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Bom, alguns programas. Primeiro, a gente está trabalhando tanto em programas de emprego quanto de empreendedorismo, porque a gente tem também o desafio, no empreendedorismo, de ter muito empreendedorismo por necessidade. E nas mulheres, mais ainda. Então, o programa que a gente lançou, que nós estamos fortalecendo agora, é o Empreenda Mulher, é voltado ao empreendedorismo feminino, para apoiar tanto na parte de gestão dos negócios qua nto acesso a crédito e melhoria da qualificação técnica. Outro programa que a gente tem trabalhado, que mudamos inclusive a forma de fazer o recrutamento e seleção de alunos, é todo o programa de qualificação profissional, que nós temos no estado. Nós lançamos e temos vagas abertas, as inscrições fecharam agora domingo, 52 mil vagas de qualificação técnica em tecnologia, que é um setor que está empregando, mesmo durante a pandemia, e nós havíamos identificado que as meninas não se inscreviam muito nos programas voltados à tecnologia e programação. Então, nós estamos fazendo um trabalho de recrutamento, para garantir que, já na entrada, a gente tenha equiparação de gênero nesses cursos. Isso faz muita diferença, porque o nosso problema, de saída, ele começa muito antes. Como as meninas não se inscrevem, não se preparam e acabam não concorrendo a essas vagas. Então a gente quer muitas meninas em tecnologia também, que é um dos setores que está empregando mais. A outra coisa que foi feita é o mapeamento, nos polos de desenvolvimento econômico, qual que é o perfil de empregabilidade em cada um. Então, por exemplo, no polo têxtil, a gente tem um percentual de empregabilidade de mulheres muito mais alto do que de homens, entre 75% e 80% dos empregos são de mulheres. Então, nós estamos fazendo um trabalho por região e por polo, de fortalecimento da empregabilidade, condições de trabalho. Esse é um que a gente está fortalecendo o trabalho. Semana passada tivemos uma reunião com todos os representantes do setor têxtil também. E para finalizar é o exemplo dent ro do estado. E nós fizemos dois pilotos na Secretaria de Desenvolvimento Econômico, que o vice-governador, através da Secretaria de Governo, está replicando agora. Um foi nos programas de processo seletivo, garantir essa equiparação. Um exemplo foi dos diretores regionais do Trabalho, na Secretaria, e o outro nas compras públicas, também fazer esse processo de contratação com base nesse modelo de prever que existe já essa preocupação nas empresas contratadas pelo Governo.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Vamos agora ao Felipe Pereira, da UOL. Sua pergunta, Felipe.

REPÓRTER: Bom dia a todos. Eu queria fazer duas perguntas, se não for abuso. Pra Saúde, eu queria saber se existe o controle de pessoas que vêm de outras cidades, pra capital de São Paulo. E caso exista, quantas pessoas são tratadas aqui na cidade. E uma pergunta para o senhor, vice-governador, se o senhor permite, que é: Na semana passada, o Governo do Estado enviou um programa de modernização administrativa para a Alesp. E é um programa que gera bastante impacto na população, porque seriam extintas algumas autarquias, como CDHU e EMTU, e a Fundação para o Remédio Popular, entre outras. E o projeto também prevê a concessão de parques e mudanças no IPVA. Eu queria saber do senhor se o senhor não acha que colocar tudo isso em um único projeto não tira a transparência da discussão de um tema tão importante para a população, ainda mais isso acontecendo em meio a uma pandemia. Obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Felipe, eu vou ouvir o Dr. Jean, e depois um comentário do Dr. Medina sobre essa questão de pacientes de outros estados tratados aqui em São Paulo, não só na capital, mas também nos 103 hospitais que o estado tem em todo o Estado de São Paulo. Então, Dr. Jean, por favor, depois um comentário prático aí do Dr. Medina, nosso presidente do Centro de Contingência.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito bem, Felipe, obrigado pela pergunta. Realmente, a capital, ela acaba acolhendo alguns pacientes, que acabam vindo da região do interior, principalmente nos momentos em que nós tivemos ainda uma necessidade de adequação de leitos, de ventiladores, para que em nenhum, mas em nenhum momento mesmo, tivesse qualquer desassistência a qualquer paciente. Então, pra se ter uma ideia, hoje, do Hospital de Campanha que nós temos, no Ibirapuera, 50% desses pacientes, eles vêm principalmente da região de Campinas e adjacências. Mostrando que, naquele momento, quando nós ainda precisávamos acolher e dar essa assistência, assim foi feito. Existe toda uma dinâmica, inclusive feita pelo Departamento de Transportes Metropolitanos, que são controlados, inclusive os acessos da cidade, mas Dr. Medina pode colocar um pouquinho melhor essas questões de fluxos dentro, tanto da cidade quanto em relação ao próprio estado.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, Felipe. A resposta é muito rápida. Não tem um controle, é muito difícil fazer esse controle, porque a maior parte dos brasileiros tem algum familiar aqui em São Paulo. Então, quando eles vêm fazer algum tratamento aqui em São Paulo, normalmente o endereço que é fornecido é o endereço do familiar aqui em São Paulo. Fica muito difícil você separar essas duas questões, a não ser naqueles que moram nas cidades, nos loc ais que fazem fronteira com o Estado de São Paulo. Eu tenho uma experiência muito grande na área de transplante de rim, que o pessoal que mora no interior do estados, muitas vezes, eles preferem vir para São Paulo do que ir para fazer transplante na capital do estado, porque aqui eles têm onde ficar e na capital do estado correspondente à residência deles, eles não têm onde ficar. E aí, eles fornecem o endereço do familiar aqui de São Paulo, e são muito bem acolhidos, tanto pelo familiar como pelo sistema de saúde.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Felipe, para completar essa questão de saúde, não é... É de conhecimento de todos que São Paulo é o hospital do Brasil. Através da rede montada pelo estado, é só você visitar o interior, nas regiões fronteiriças com outros estados, como Ribeirão Preto, Franca, São José do Rio Preto, Campinas e a própria capital, você tem efetivamente muitas pessoas de outros estados sendo tratadas aqui em São Paulo. N a pandemia, não é diferente. O Brasil todo vê os acertos do estado, o esforço que nós fizemos por ampliação de leitos e, naturalmente, nós identificamos, já lá atrás, no começo da epidemia, muita gente que atravessava as fronteiras e são tratadas aqui em São Paulo. Muitas vezes isso não é divulgado em detalhes, até por conta desse detalhe que o Dr. Medina colocou: muitos têm familiares, entram com endereço de São Paulo e basicamente a orientação aqui é atender a todos. Mas isso é comum, e na epidemia acho que isso ficou ainda mais evidente, nos hospitais do estado. Quanto à questão da reforma administrativa, nós precisamos lembrar, Felipe, que ela é necessária para o estado, ela é necessár ia, porque a pandemia trouxe uma queda de atividade econômica, que gera uma queda de receita para o estado e, consequentemente, uma dificuldade do estado cumprir as suas obrigações mínimas. E ela é necessária nesse momento, nós não podemos deixar pra depois. Por isso o governador João Doria determinou ao secretário Mauro Ricardo, ao secretário Henrique Meirelles, que pudessem fazer a reforma administrativa. Ela está centrada em três pilares: um dos pilares é o enxugamento da máquina pública. Nós identificamos órgãos, empresas, autarquias, fundações que, no nosso ponto de vista, não precisam existir para que a política pública seja executada. Você deu um exemplo aqui da CDHU, que é uma empresa de habitação do estado. Eu lembro que o maior programa habitacional do Brasil foi o Minha Casa Minha Vida, e ele não precisou de uma estatal pra ser realizado. Então, este foi o conceito, aquelas estruturas que não têm necessidade de existir e não comprometem a política pública, fazendo com que o dinheiro gasto com essas estruturas possa ser destinado ao consumidor final. Quem gera emprego, e o governador Doria já falou isso várias vezes, é a iniciativa privada, não é o Governo. Então, nós identificamos 12 estruturas, num enxugamento da máquina, que, no nosso ponto de vista, não comprometerão a execução da política pública, deixando de existir, e vão economizar recurso público. Um outro pilar importante é justamente a gestão financeira do estado. Você tem, num momento como esse, da pandemia, locais aonde faltam recursos e locais aonde sobram recursos, diante da dinâmica que é a execução do orçamento do estado. Então, o estado, quando elege um governador, um vice-governador e uma equipe de governo, ele delega a esse governo a gestão dos recursos financeiros, e é fundamental que nós tenhamos essa gestão, essa boa gestão, para que o cidadão possa ser beneficiado dessa boa administração dos recursos financeiros. E um outro capítulo, um capítulo tributário, onde São Paulo não vai pelo caminho mais fácil e sim pelo caminho correto, que é o caminho de procurar reduzir benefícios fiscais, ter uma melhor administração tributária, para que a gente possa manter o estado funcionando e prestando bons serviços. Então, a reforma de modernização administrativa, ela não é um fim em si mesma, ela é um meio para que o Governo possa executar o seu plano de meta s, para que o Governo possa continuar atendendo a população de maneira eficiente e economizando recursos públicos. Nós já tínhamos feito a nossa lição de casa, e o governador já lembrou isso em outras oportunidades. O ano passado, São Paulo aprovou a reforma da previdência. No início da pandemia, nós fizemos todos os ajustes possíveis de serem feitos por decreto, no mês de abril, e agora nós identificamos que isso não é suficiente para manter o estado equilibrado. Então, nós vamos dar um passo a mais, na reforma, na modernização administrativa, por isso mandamos um Projeto de Lei. Tem que ser agora, pra que a gente consiga, no ano de 2021, manter os serviços essenciais do estado. Ou fazemos isso ou São Paulo, e os outros estados não são diferentes, e os outros municípios, terão dificu ldades de cumprir as suas obrigações a partir de 2021. Vamos aqui agora à Carla Mota, da Rádio Capital. Sua pergunta, Carla.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Eu queria insistir um pouquinho nessa questão aí da saúde. Então dá pra dizer que, pelo menos por enquanto, o Governo do Estado não cogita fechar o Hospital de Campanha do Ibirapuera? Quero aproveitar também para perguntar para a secretária Patrícia Ellen se foi divulgada a taxa de isolamento social neste final de semana aí, já que ocorreu aí, houve o registro de aglomeração aí de bares e restaurantes. E o que o Governo pretende fazer para melhorar esse problema? Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Dr. Jean, depois a Patrícia.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Carla, obrigado pela pergunta. O que nós temos que estar avaliando é exatamente que a maioria dos nossos hospitais estão com uma média e taxa de ocupação de 55%, todos aqueles que são referências para Covid-19. Dessa maneira, nós estamos avaliando, principalmente aguardando todo esse faseamento, a progressão do faseamento, quando vier a ocorrer, até para que, baseado nessa análise, nós estejamos definindo se ele pode ser desfeito, assim como vári os dos hospitais que estão abertos para Covid, exclusivamente, possam retornar à sua assistência ideal, ou seja, aqueles hospitais que eram voltados a unidades de cardiologia, outros que eram voltados para cuidados, por exemplo, de ginecologia, voltarem para as suas atividades de base. Então, essa análise, ela também está sendo aguardada, principalmente na análise dos dados, na progressão do Plano São Paulo.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Patrícia, pela segunda parte da pergunta, por favor.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Eu tenho aqui a taxa do dia 15, que é 45% no estado, 46% na capital. Estou recuperando aqui a de domingo, assim que sair eu já passo pra vocês também. Ela sempre sai a partir das 15h, então a mais recente que nós temos é a de sábado. Mas lembrar que essas alterações de aglomerações, como a taxa de isolamento acompanha toda a população, é difícil que ela seja impactada por essas forma&cce dil;ões de aglomerações. O que nós estamos fazendo é agora, combinando com outros tipos de dados, informações, formação de aglomerações também. O que a taxa de isolamento passa é que essa retomada está sendo feita de forma gradual, e por isso que ela não caiu abruptamente. As pessoas estão retomando gradualmente, e esse cuidado das empresas, dos empregadores, da população em geral, tem sido muito importante nesse processo de retomada. Eu queria até relembrar, a gente falou aqui da preservação dos empregos, sem dúvida o Governo tem tido um papel superimportante nesse processo, mas o Plano São Paulo é da população. Então, a contribuição de todos, no uso de máscaras, no respeito aos protocolos, e essa retomada gradual, tem sido fundamental. Eu queria aproveitar só pra projetar o quadro que a gente ficou devendo, dos óbitos do município de São Paulo. Se a gente puder colocar aqui, Cris. Esse é o quadro com a mesma análise que a gente fez pro estado, com e sem aquele ajuste, mudança de metodologia, do Ministério da Saúde. Sem a mudança de metodologia, o município de São Paulo se manteria claramente nesse descolamento, que foi realizado, daquele platô elevado original, que era entre 100 e 110 óbitos/dia, a média semanal, a gente caiu claramente aqui, entre 30% e 40%, e com o número 100, os 76 óbitos a mais que entraram na semana passada para o município mantêm claramente essa tendência. Lembrando que esses números foram incluídos, sim, e vão ser utilizados para cálculo normalmente no Plano São Paulo. Então, a gente está adotando aqui a abordagem mais conservador a, mas com total transparência, mostrando a realidade como ela é, e o impacto que esse ajuste de metodologia teve. Nós fomos ali bastante cuidadosos de colocar todos os óbitos na mesma semana, que foi quando foi feita a correção de metodologia. Muito obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pra reforçar, Carla, mesmo na fase verde, que é uma fase posterior à amarela, que amplia ainda a flexibilização, lá está proibido aglomeração. Então, a aglomeração do novo normal, ela não deve existir. Apenas quando a vacina e outras soluções existirem, mas a gente sempre reforça que São Paulo continua em quarentena, pede o isolamento, o distanciamento social, e pede principalmente a quarentena comportamental das pessoas, que as pessoas tenham consciência que ela é fator fundamental para que a gente evite a propagação do vírus. Bom, vamos à última pergunta da coletiva de hoje, que é do Willian Kury, da TV Globo, GloboNews. Willian.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Nós temos alguns países da Europa que já registram mais uma vez aumento de casos e de mortes. Lá, a epidemia chegou antes do que aqui. Aqui em São Paulo tem uma reabertura da economia já considerável, a gente vê até pelo trânsito nas ruas que já está voltando, em muitos lugares já voltou, e os números que estavam no platô, eles começam a apresentar uma tendência de queda. Eu queria saber como é que está o gerenciamento de risco do Governo do Estado de S&atilde ;o Paulo e mais especificamente para a área da Saúde, qual é a grande preocupação daqui pra frente. O que pode fazer essa curva voltar a crescer? Obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu quero ouvir o nosso Centro de Contingência, Dr. Medina e Dr. Gabardo, depois o Dr. Jean encerra com os seus comentários. Uma boa pergunta, Willian.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Então, nós temos dois... Obrigado pela pergunta. Nós temos dois modelos, nós temos o modelo aqui do Estado de São Paulo, que houve um crescimento gradual do número de casos, estabeleceu um platô e esse platô tem se mantido, e a doença, ela migra pra algumas cidades do interior, que compensam, quando baixa numa cidade, sobe numa outra, e ela está mais ou menos estável. Nós temos um outro modelo que é de Nova Iorque. Nova Iorque, você viu bem, tem uma sub ida muito grande, teve um pico muito grande do número de doenças, desceu muito rápido e agora está descendo o número de casos lá. Qual dos dois que é melhor? Esse que teve o pico, um número muito grande de pessoas afetadas, ou esse nosso, que tem o platô? É simples de explicar: no Estado de Nova Iorque e no Estado de New Jersey, faleceu uma pessoa em cada 555, da população. E aqui no Estado de São Paulo faleceu uma pessoa em cada 644. Então, a doença se comporta de maneira diferente em cada cenário. O comportamento que ela vem apresentando aqui no nosso estado é um comportamento bastante razoável e bastante controlado. É lógico que nós temos uma preocupação grande se a abertura da economia, a abertura das atividades pode fazer com que o número de casos cresça. Então, aí é importante um conceito do que é isolamento social e o que é distanciamento consciente, que é o distanciamento pensado em função do cenário que você está vivendo. Então, existe assim um pouco de negligência no comportamento doméstico. A gente sempre vê aglomeração na frente dos bares. Mas na comunidade, nas festas da comunidade, que juntam vários membros da família, é a aglomeração que hoje mais registra casos de transmissão da doença. Nós pegamos uma cidade do interior, [ininteligível], tem 14 mil habitantes. Dos 170 primeiros casos que a cidade teve, 110 foram adquiridos dentro do domicílio, foram contagiados dentro do domicílio. Então, eu sei que é uma recomendação difícil de ser aplicada, mas dentro do comportamento que nós temos, principalmente quando você est&aacut e; dentro de casa, existem pessoas que circulam na comunidade, quando ele volta pra casa, muitas vezes ele teria que usar máscara, ou então esse distanciamento consciente. Essa consciência de que, mesmo dentro de casa, ele tem condição de adquirir a doença ou então transmitir para alguém que tem mais risco: um idoso, o pai, a mãe ou o tio, ou transmitir na comunidade. Então, não é só na atividade de trabalho ou na atividade social, fora de casa, que nós temos que estar ligados.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Os outros países que, nesse momento, têm uma espécie de uma segunda onda, um recrudescimento da epidemia, ela ocorre muito mais por aumento do número de casos que por qualquer indicador que aponte para um risco de aumento na mortalidade. E isso, esses países, que tiveram uma evolução mais rápida da doença, a doença chegou de uma forma mais rápida, ela também caiu de uma forma mais rápida e muitos desses países iniciaram um processo de flex ibilização de uma forma mais liberal do que aquela que nós estamos colocando. Tem muitos países que voltaram a flexibilização das atividades socioeconômicas, por exemplo, sem a obrigatoriedade do uso da máscara. França está discutindo nesse momento se vai exigir, se vai colocar a questão da máscara como uma obrigatoriedade, ainda não é. Então, o Brasil tem sido mais cauteloso, São Paulo tem sido mais cauteloso em relação a essas medidas. Claro que a gente tem que acompanhar, tem que monitorar o número de óbitos do Brasil, apesar de nós... Estávamos mantendo um platô no número de óbitos, quando se faz uma análise não da data do registro da informação do óbito, essa que a gente faz diariamente, mostrando os óbitos que ocorreram nas últimas... Os óbitos que foram registrados nas últimas 24 horas, quando a gente analisa a data efetiva do óbito, nós vamos identificar que esse pico ocorreu lá no final do mês de maio, e que desde o final do mês de maio em diante, não houve uma alteração neste pico. Pelo contrário, tem ocorrido uma redução. Então, por isso... Essa análise, a gente faz, não consideramos ela uma análise que deva ser feita com exclusividade, nós continuamos analisando os registros das últimas 24 horas, mas é importante também analisar a data do evento, e isso todos os modelos estatísticos mostram que, no país, e São Paulo tem essa mesma característica, desde o final do mês de maio vem ocorrendo uma redução no número de óbitos pela data oficial do registro dessa ocorrência.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Dr. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: É importante que nós saibamos, Willian, que o Plano São Paulo, ele tem essa estratégia: lenta, gradual, progressiva e segura. São Paulo fez exigência da colocação de máscara, da utilização das máscaras, sob penalidade de multa. Isso fez, sim, com que, dentro do transporte público, 100% da população aderisse a essa medida, na comunidade de forma geral nós tivemos uma prática de pelo menos 97% de adesão da populaç ão. Mais do que isso, passamos a ter uma condição em que 43% hoje da população ainda mantém-se em distanciamento social, fazendo a sua quarentena, ficando em casa. Lembrando que, nas melhores situações, chegávamos a 54%, 55%. A população entendeu muito bem o seu papel, na maioria das vezes. Vemos situações, em uma ou outra situação, como o que vimos no final de semana, porém isso é uma condição que a maioria da população acatou e vem assim o fazendo. Por outro lado, nós, além de seguirmos índices, tanto de internação quanto de óbitos, que serão acompanhados, assim como mantendo a estrutura de todo o aparelho hospitalar, leitos, estaremos acolhendo, como sempre falamos, toda a população, caso venha a necessitar. Só dessa maneira nós poderemos voltar a um n ovo normal, que é também bem diferente do normal que só haverá por ocasião das vacinas.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Jean. Bom, vamos encerrando então a nossa coletiva de hoje, agradecendo a presença de todos e esperando revê-los em breve aqui, até a próxima coletiva. Muito obrigado.