Coletiva - Posse de novos Delegados de Polícia - 20120808

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva na Cerimônia de Posse de novos Delegados de Polícia

Local: Capital - Data: 08/08/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, hoje um dia muito importante para segurança pública de São Paulo. A nomeação e a posse de 200 novos delegados de polícia, 38 mulheres, 162 homens. Concurso duríssimo. Foram 22 mil inscritos para 200 vagas. Estão tomando posse, 90 dias de academia e já estarão na ponta, trabalhando nos distritos policiais do Estado de São Paulo. Então um dia importante pra fortalecer a Segurança Pública. Nós já nomeamos há três meses atrás 812 investigadores e escrivães de polícia. E o Secretário Ferreira Pinto, vamos iniciar um trabalho de grande reengenharia na Polícia Civil, no sentindo de buscar mais eficiência, melhorar a gestão, e de outro lado, um grande investimento na parte de tecnologia e também nos prédios dos distritos policiais. E o nosso esforço permanente para não ter mais preso em cadeia, em distrito policial. Nós pretendemos até o final do ano zerar no Estado de São Paulo, mulheres. Não ter mais nenhuma presa, só em centro de detenção provisória. Homens ainda levaremos um pouco mais de tempo. Mas as grandes cidades de São Paulo já não têm também mais preso em distrito policial, só nos modernos centros de detenção provisória, o que melhora muito a eficiência do trabalho de polícia investigativa e polícia judiciária.


REPÓRTER: Governador, [ininteligível], Isso é mudança de lei, leis mais duras, não é?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: É. Eu acho que são várias, para a gente avançar na segurança, São Paulo tem avançado permanentemente. Eu verifiquei agora, por exemplo, ontem ainda, o Brasil na última década, ele... De 2000 a 2010, são os últimos números, reduziu 2% homicídio. Mas na realidade é porque São Paulo reduziu quase 70%, e o Rio de Janeiro quase 50%. Se você tirar São Paulo e Rio de Janeiro aumentou no Brasil inteiro. É uma questão nacional. Então, eu diria que a questão de tráfico de armas, tráfico de drogas e legislação. Especialmente a questão dos menores, porque não tem sentido hoje a impunidade que se verifica. Pode cometer um crime, dois, três, quatro, cinco, seis. Não passa de três anos, e ainda com ficha limpa depois. Então, há casos mais graves. É preciso ter limite, não se educa sem limite, é preciso estabelecer limites. E a outra é continuar em Fundação CASA quem tem quase 21 anos de idade. Não é nem menor, nem criança. Então tem que estar em um sistema prisional em alas separada. O que nós defendemos: completou 18 anos de idade, a Justiça examina o caso, todos eles. Pode ser ir para convívio da sociedade, ir para liberdade, sai. Não pode, vai para o sistema prisional, passou de 18 anos de idade. Só que fica em ala separada, totalmente isolada. Isso é o que nós defendemos. Então, demanda, sim, mudança legislativa. Mas nós temos que fazer a nossa parte aqui, com a lei que nós temos e trabalhar firme, que é o que estamos fazendo.


REPÓRTER: O senhor falou em uma reestruturação da polícia. Quais são as falhas que vocês já detectaram e serão corrigidas em breve?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, o que foi acontecendo ao longo do tempo? A criação de muitos distritos, muita pulverização do trabalho da polícia. Então fica... Equipes incompletas, às vezes, áreas que não demandariam a presença de distrito. Enfim, nós queremos nessa reengenharia buscar eficiência, melhorar a gestão e eficiência no trabalho policial. Isso é que está norteando todo o trabalho da Polícia Civil.


REPÓRTER: Governador, ontem houve uma ação da Polícia Militar que foi questionada, inclusive os PMs foram presos em flagrante, que é aquela ação [ininteligível]. Como é que o senhor viu mais essa situação, o que pode ser feito, o que está acontecendo com a polícia?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, primeiro destacar a ação da polícia imediata, imediata. Foi imediatamente preso, já estão presos. Vai averiguar. Sindicância, para isso tem a Corregedoria da Polícia. Mas São Paulo não tolera nenhum tipo de abuso, nenhum tipo. Então, a ação foi imediata e os policiais já foram presos.


REPÓRTER: Tem alguma reação do Governo até o momento a respeito dessa onda de violência que a gente tem vivido nos últimos meses, que vários policiais mortos e também algumas chacinas acontecendo na cidade.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Talvez a hipótese mais importante: a polícia tem feito um esforço grande na questão do combate ao tráfico de drogas, indo inclusive para as pontas, para as chamadas biqueiras, não é? É lógico que isso atrapalha negócios, facções. Então, o que é que ganha um criminoso de atacar o policial? Ganha nada. O que ele quer é desviar o foco, desviar a atenção, né? Criar um clima de pânico. A polícia não retroage, não retroage. Aliás, ontem foi preso mais um criminoso que matou um policial. O que é que eles fizeram? Eles sumiram de São Paulo, mas vão acabar voltando. A hora que volta é pego. Então a polícia fez um trabalho. Aliás, no Piauí, identificando que ele iria pegar um avião para voltar para São Paulo, já chegou preso, então é um trabalho. Todos eles serão presos, não tenho a menor dúvida. E eu queria destacar amanhã a assinatura em Brasília do PAF, do Programa de Ajuste Fiscal, que permitirá a São Paulo mais R$ 10 bilhões de financiamento. A dívida do estado que era 2,2 vezes a receia corrente líquida, caiu 1,4. Nós estamos com a menor dívida na série histórica. Isso abre então espaço fiscal para poder fazer investimento. E é bom para o Brasil, porque a economia está fraca e precisa fortalecer a economia. A melhor maneira de fortalecer é investimento. Então esses R$ 10 bilhões é zero para custeio, zero para pessoal, é tudo investimento. Entoa só na indústria ferroviária, uma compra nossa que nós abrimos segunda-feira, são de 520 carros para passageiros. Então isso estimula... É a maior compra do país por um edital só. São 65 trens 0 quilômetro. Cada trem oito carros, dá 520 carros. Então esses R$ 10 bilhões, R$ 2 bilhões BNDS e R$ 8 bilhões nós vamos buscar Banco Mundial, BID, JICA, CAF, organismo internacionais e o próprio BNDS também. A maior parte metrô-trem, trem-metrô, metrô-trem. É transporte de alta capacidade e de qualidade nas regiões metropolitanas, não só São Paulo, Baixada Santista, o VLT e outros investimentos de infraestrutura.


REPÓRTER: Governador, JICA é saneamento básico?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não. JICA é um organismo do Japão. Não, eles financiam tudo, quer dizer, eles gostam mais de saneamento básico. Nós temos vários projetos de saneamento, projetos de rodovia, mas o forte mesmo é sobre trilhos, metrô e trem.


REPÓRTER: Governador, o senhor pediu leis mais duras [ininteligível]. Tem lugar nas penitenciarias? O sistema não está saturado?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não. Primeiro: leis mais duras para aqueles que ficam na Fundação Casa até 20 anos, 11 meses e 29 dias. Não existe no mundo. Você não tem um lugar do mundo que depois de 18 anos de idade alguém fica na instituição para criança e adolescente. Essa é uma instituição para crianças e adolescentes. Quem tem 20 anos de idade não é nem criança e nem adolescente, então a Legislação precisa ser revista. Então essa é uma... E não tem nada a ver com mudança constitucional, nada a ver. Isso é só mudança de lei. O que é que eu defendo, eu vou até passar para vocês. Depois você passa para eles. Eu encaminhei ao Congresso Nacional dá outra vez que eu fui governador, um trabalho completo, completo, que aumentava de três anos para até oito anos possibilidade de prisão para crimes muito graves e 18 anos não ficar mais na Fundação Casa. Nós estamos ampliando o sistema penitenciário.