Coletiva - Primeiro Mutirão de Qualificação profissional de SP oferece 240 mil vagas em cursos 20202610

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Coletiva - Primeiro Mutirão de Qualificação profissional de SP oferece 240 mil vagas em cursos 20202610

Local: Capital - Data: Outubro 26/10/2020

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Muito obrigado pela presença, vamos dar início a mais uma coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Na coletiva de hoje à presença do Jean Gorinchteyn, secretário da saúde do estado de São Paulo, Patrícia Ellen secretária de desenvolvimento econômico ciência e tecnologia, e também Marco Vinholi, secretário de desenvolvimento regional e com a presença do José Medina, o nosso coordenador do centro contingência do covide?19 e João Gabardo, coordenador do centro contingência do covide?19, e como convidado especial de hoje, Wilson Poit, superintendente do SEBRAE, São Paulo.

Temos duas informações hoje, mas antes de iniciar essas informações eu gostaria de fazer um alerta. Um alerta e vocês todos têm acompanhado. Alguns países europeus registram recrudescimento nas medidas adotadas no combate ao Coronavírus, dada as circunstâncias também do aumento da pandemia em alguns países da Europa, que já tinham superado a fase mais crítica da pandemia. Isto serve de alerta e referência para o Brasil. Nós precisamos nos precaver e aprender com as experiências internacionais e termos cautela e prudência aqui na conduta dos movimentos do plano São Paulo, no caso específico do nosso estado, e obviamente, esperar a mesma para prudência em relação ao Governo Federal. Aqui, em São Paulo, vamos continuar fazendo os esforços, realizando o desempenho do plano São Paulo, sempre tomando como referência o nosso centro de contingência do covide?19. Nós não tomamos nenhum atitudes, nenhum passo, nenhuma medida, que não seja validade previamente pelo centro contingência do covide?19. Como todos sabem o centro é composto por vinte médicos, epidemiologista, infectologistas são voluntários e não recebem para fazer o que fazem e ajudam a conduzir de forma correta e objetiva o plano São Paulo e combate a pandemia.

E é por isso mesmo que os resultados até aqui, em São Paulo tem sido expressivos. A média de óbitos caiu 17%, no período de 14 dias. E aqui em São Paulo nós iniciamos décima segunda semana de redução nos índices, casos, internações e óbitos. Repito, décima segunda semana em queda nos índices em São Paulo. Isso, no entanto, não nos desobriga de termos cuidado, atenção, e continuarmos a respeitar a orientação da medicina e da saúde. E recomendar a todos, especialmente aos que estão nos assistindo agora na TV cultura e por outras emissoras também, que não saiam de casa ou do seu trabalho sem utilizar as máscaras. Façam na medida do possível distanciamento social de um metro e meio para outra ou outras pessoas. Usem álcool em gel, e lavem as mãos constantemente. Nós aqui continuamos a defender a ciência, medicina, à saúde e a vida dos brasileiros para de São Paulo. E defendemos também não só a vacina do Butantã, como as vacinas. Todas as vacinas que forem validadas e qualificadas pela Anvisa deverão ser adotadas pelo Brasil, pelo Ministério da Saúde, independente da sua origem. Aliás, a medicina e a ciência não avaliam vacinas pela origem e sim pela sua eficácia.

As duas informações de hoje. A primeira, o governo de São Paulo oferece 240 mil vagas em cursos gratuitos no primeiro mutirão de qualificação profissional do estado. Se lembram que recentemente nós lançamos aqui o mutirão de empregabilidade, com resultados bastante positivos desde que o fizemos há duas semanas. Agora lançamos um outro que é de qualificação. Essa é a maior oferta de vagas gratuitas de qualificação profissional, já feita em São Paulo. É um trabalho conjunto, e eu vou me referir a isso na sequência. Essa iniciativa faz para parte do programa retomada 21, 22. E foi anunciado pelo secretário da fazenda e planejamento do estado de São Paulo, Henrique Meireles, há duas semanas. Essa iniciativa é da secretaria de desenvolvimento econômico, comandada pela Patrícia Ellen aqui ao meu lado, em parceria com o SEBRAE, São Paulo, dirigido pelo Wilson Poit, que está conosco e pelo centro Paula Souza, as Etecs e Fatecs, SENAC e a UNIVESP, a universidade virtual do estado de São Paulo. São mais de 30 opções de cursos em áreas como varejo, gestão, tecnologia, economia criativa, disponíveis em 645 municípios do estado de São Paulo. No formato online e no formato presencial. As oportunidades foram divididas em dois pilares. Qualificação para o mercado de trabalho, e empreendedorismo. Na qualificação profissional são cem mil vagas por meio dos programas meu emprego, via rápida, NOVATEC, SPTEC, e São Paulo criativo. No empreendedorismo são 140 mil vagas em cursos de curta duração em parceria com Governo do Estado e com o SEBRAE São Paulo. O governo de São Paulo através desses cursos cria oportunidades para milhares de pessoas abrirem o seu próprio negócio. E eu pessoalmente incentivo muito que as pessoas façam a opção pela atividade empreendedora. Mas também opção pelo mercado de trabalho. Pessoas que são qualificadas e aprendem, tem curso e qualificação e recebem o seu certificado, tem mais chance de obter emprego e empregos com melhores condições de recebimento. Melhores condições salariais. E por último o registro que todo o programa tem o apoio das seis centrais sindicais aqui no estado de São Paulo. Pelas quais não apenas temos respeito, como um diálogo constante. UGT, a CUT, força sindical, a CTB, a NCST, e CSB, as 6, portanto, todas as centrais sindicais trabalham conosco na iniciativa, e os seus dirigentes também dialogado constantemente com o governo de São Paulo. Segunda informação de hoje, na área da saúde, o centro da contingência do covide?19 libera visitação a cemitérios no feriado de finados. O centro de contingência do covide?19, repito formado por 20 médicos e especialista, não estabeleceu nenhuma restrição à visitação aos cemitérios, durante o período de finado, especialmente na segunda-feira, 2 de novembro. Porém recomenda expressamente que as pessoas usem máscara ao ingressarem nos cemitérios e evitem aglomerações e mantenham o distanciamento social, de um metros e meio para uma ou mais pessoas. E a decisão final cabe a cada município. Uma decisão de ordem municipal.

Feitas essas observações, informações, vamos agora pela ordem com o secretário da saúde, Jean Gorinchteyn, que dá também os números atualizados da pandemia em São Paulo.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Boa tarde governador, boa tarde a todos. Estamos na 44º semana epidemiológica. Continuamos, como o senhor mesmo disse, com melhora dos índices da saúde, com diminuição das internações, óbitos, e casos, a despeito de termos e mantermos a testagem acima de 5 milhões, a maior testagem da América Latina.

A média diária de casos girou agora em torno de 3, 8 mil casos, índice similar a 22º semana epidemiológica, lá de maio, com quedas atuais em 4% do número de casos, 5% no número de óbitos, e 2% no número de internações em relação à semana epidemiológica anterior. Continuamos com a menor taxa de ocupação da história da pandemia com 39, 3% no estado, 39, 9% na grande São Paulo. Estamos com quase um milhão de casos recuperados. Foram, 983 mil, 651 pessoas que recuperaram a sua saúde e vida. E no estado de São Paulo, nenhum, nenhum mesmo paciente grave ficou desassistido por falta de leitos, ou respiradores. Esse foi o resultado da preocupação do Governo do Estado em preservar e garantir vidas.

No entanto, só as vacinas para covide?19 conseguiram erradicar as mortes que assolam o país por essa doença. Aliás por falar em vacinas, essa é à última semana da campanha para pólio e multivacinação, que termina agora no dia 30 de outubro. Para pólio, as crianças na faixa de um à cinco anos, somente 29, 5% foram vacinadas, quando a meta vacinar 95%. Nós temos ainda, 1, 4 milhões de crianças que ainda precisam ser vacinadas. Para campanha de multivacinação, que também está acontecendo, já para crianças de 0 a 14 anos, que recebem vacinas, protetoras para 20 doenças, nós tivemos 44% de vacinados, quando também a meta é 95%. Então, eu peço para mamãe, para o papai, para todos os responsáveis levem seus filhos, os seus netos, os seus afilhados para receberem as vacinações. Essas vacinas elas constam do programa nacional de imunização, são totalmente seguras, e totalmente gratuitas. Estão disponíveis nos cinco mil postos dispostos por todos os municípios do estado.

Primeiro slide, por gentileza. Nós computamos hoje 1 milhão 92 mil 843 casos. Infelizmente, 38 mil, 753 vidas perdidas em decorrência da covide?19, no estado de São Paulo. Próximo, por favor, estamos com a média diária de novos casos com queda já por 12 semanas, conforme referido pelo governador João Doria.

Próximo, novas internações também em queda mantidas ao longo das últimas semanas, das 12 últimas semanas.

Próximo, e os óbitos também apresentando descenso conforme já dito, obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Agora para falar sobre o programa de qualificação em São Paulo, o maior programa já lançado de qualificação de mão de obra. E também, para a formação de empreendedores, fala para Patrícia Ellen desenvolvimento econômico ciência e tecnologia e ciência e na sequência Wilson Poit, dirigente do SEBRAE São Paulo. Obrigado, governador.

PATRICIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Muito obrigada governador, bom dia, boa tarde a todos e todas. Estamos muito felizes com essa notícia. Estamos lançando o primeiro mutirão de qualificação com a maior oferta já realizada de vagas. São 240 mil vagas de qualificação profissional, online, e presencial, como parte do plano de retomada 21, 22. Governador João Doria já disse algumas vezes que crises se vence com oportunidades de emprego e renda. É que nós estamos fazendo nesse momento.

Essas vagas também responderam ao anseio da população, que participou do primeiro mutirão online de empregos. Nesse mutirão mais de 300 mil pessoas se inscreveram na plataforma meu emprego, vaga certa. E nessa inscrição, 70%, sete em cada dez pessoas inscritas, pediram para ter acesso a curso de qualificação profissional.

Então, essa demanda já teremos 210 mil pessoas interessadas em fazer o trabalho diretamente. Por isso, que esse mutirão é uma resposta a esse anseio. Para que nenhuma pessoa que inscreveu não tenha acesso a oportunidade qualificação profissional, nós estamos lançando hoje esse esforço em parceria com o SEBRAE e com uma série de outros parceiros.

Na próxima página nós trazemos como esse programa está delineado. Temos aqui todos os que se escreveram no mutirão do emprego, no meu emprego vaga certa, já vão automaticamente poder participar. Estamos mandando inclusive SMS para todos passaram o celular na plataforma, que possam se inscrever nos cursos. Os cursos são gratuitos, são mais de 30 opções, e nós temos aqui 3 tipos de ofertas. As ofertas em torno do Novotec, que principal público alvo são jovens. O público jovem que está procurando cursos profissionalizantes, também na área de tecnologia e inglês. Mas os cursos serão disponibilizados para adultos.

O segundo bloco, que é do via rápida, são 63 mil vagas no via rápida, para todos os perfis, e aqui com foco grande em adultos, e também na população acima de 50. E o último bloco é o Empreenda Rápido, onde nós temos aqui 140 mil vagas, porque muitas dessas pessoas também relataram seu interesse para começar a trabalhar o seu próprio negócio. E nesse sentido, a parceria com o Sebrae é fundamental. Para finalizar, na próxima página, para quem tem interesse em se inscrever, repito, não é somente para quem se inscreveu no Meu Emprego Vaga Certa, novas pessoas podem se inscrever no mutirão de qualificação também, mas temos todas as informações na mesma plataforma. Então, meuemprego.sp.gov.br/vagacerta. Nesse site, nós temos todas as informações para as inscrições e além disso já podem ir diretamente também aos sites dos nossos programas de qualificação, nos cursos Via Rápida, no Novotec e no Empreenda Rápido. Eu finalizo agradecendo o apoio e toda a colaboração que nós estamos recebendo das centrais sindicais. Temos tido uma série de reuniões de trabalho, já temos algumas agendadas nos próximos dias também. Além da União Geral dos Trabalhadores, temos reunião com a força sindical, em especial com o Sindicato dos Metalúrgicos, para que todos colaborem conosco, para dar acesso, à toda a população, à oportunidade de emprego e renda e a melhor forma de fazer isso nesse momento, além de gerar oportunidades de emprego, com Retomada 21/22 e com os nossos programas de atração de investimentos internacionais, investimento e infraestrutura, nós estamos também atuando no lado humano, cuidando das pessoas, cuidando de quem quer se preparar, para que todos os empregos sejam ocupados por pessoas que estão buscando essas oportunidades. Muito obrigada a todos e a todas, e agradecimento especial ao Wilson Poit e ao Tirso Meirelles por toda a parceria do Sebrae. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Ellen. Antes de passar a palavra ao Wilson Poit, quero dar aqui o testemunho e um exemplo que ações em parcerias, ações conjugadas, funcionam bem e produzem resultados melhores. O Governo de São Paulo gosta de exercer ações cooperadas, conjuntas, e um exemplo disso é o Sebrae. Estamos fazendo isso já há um ano e dez meses, praticamente, com enorme sucesso aqui em São Paulo, apoiando a atividade empreendedora e produzindo bons resultados. É exatamente isso que se espera de um bom governo, ação integrada, multiplicada, compartilhada e não individualizada. Em São Paulo, nós gostamos e continuaremos a praticar ações desta ordem, de forma integrada e múltipla. E quero aproveitar para agradecer a você, Wilson Poit, pela postura correta, sua e da sua equipe, em torno desse objetivo de valorizar e multiplicar o empreendedorismo em São Paulo. Poit.

WILSON POIT, SUPERINTENDENTE DO SEBRAE SÃO PAULO: Muito obrigado, governador. É um prazer estar aqui, e o Sebrae, muito alinhado aqui com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e com o Governo do Estado de São Paulo, num momento tão importante. O Empreenda Rápido, com mais 140 mil vagas, é dos maiores programas de inclusão produtiva do Brasil. Muita gente empreendendo, empreendedores por necessidade, aquela vontade também que o brasileiro tem de ter o negócio próprio, lembrando que o Sebrae está super à disposição, de maneira presencial, à distância, com ensino à distância e até pelo Whatsapp, pelas mídias sociais. Nós temos uma grande quantidade de cursos, começando pelas pessoas físicas, o Descomplique, que é para aquele que quer começar um negócio próprio ou para quem já estava começando e quer se qualificar. O Sebrae ajuda com disciplina financeira, aprender a separar o bolso esquerdo do bolso direito, desde o começo, seguir essa trilha, aprender a contactar o seu mercado, todo pequeno negócio está precisando vencer mais e gerar empregos, e inclusão digital. Todos os negócios no Sebrae contam com apoio, todas as pessoas do Estado de São Paulo, para aprender a incluir o seu negócio, a vender pelo Whatsapp, a vender à distância. Então é um prazer estar dentro deste programa. O Sebrae é totalmente gratuito, mais uma vez. O acesso, através dos sites aqui disponibilizados, e aproveito aqui para agradecer a todo o time do Sebrae, ao Dr. Tirso Meirelles, presidente do nosso conselho, ao Dr. Ivan, Dr. Guilherme, da diretoria, e todo o time, que nos ajuda numa função muito importante. Neste momento, o Sebrae faz parte da solução e não do problema, e pode ajudar muito o governo e os paulistas. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Poit. Eu endosso aqui os cumprimentos ao Tirso Meirelles, como presidente do conselho do Sebrae, e à toda a diretoria do Sebrae, diretoria executiva, e os membros do conselho do Sebrae. Temos tido ações, repito, de sucesso, ao longo desses quase dois anos, e tenho certeza que vamos continuar assim. Bem, feitas estas informações, vamos agora às perguntas dos jornalistas aqui presentes, vamos dar a ordem das perguntas, começando, pela ordem, com a TV Globo, Willian Kury, na sequência a rádio Jovem Pan, TV Record, a correspondente no Brasil da rede norte-americana de televisão ABC News, da CNN Brasil, da TV chinesa CGTN, da TV Cultura, completando as questões que serão formuladas aqui. Portanto, palavra com você, Willian Kury. Boa tarde, prazer tê-lo aqui novamente. Sua pergunta, por favor.

WILLIAN KURY, TV GLOBO: Boa tarde, boa tarde a todos, boa semana. Bom, eu tenho duas perguntas, mas são curtas. Uma delas é em relação aos parques estaduais. O governo também deve abrir os parques estaduais, assim como vai fazer a prefeitura, nos fins de semana e também feriados, já a partir do próximo fim de semana. A prefeitura já assinou os protocolos em relação a isso? Eu queria saber do governo, porque os últimos ajustes em relação aos protocolos ainda estão sendo preparados, mas de fato a partir do próximo fim de semana o Ibirapuera, por exemplo, já vai reabrir para os frequentadores? E eu queria também saber sobre o Plano São Paulo. No sábado, houve uma publicação no Diário Oficial e Barretos, a região de Barretos, estava na fase laranja e passa para a fase amarela. Isso acontece num momento em que o governo não estava permitindo, porque havia um bloqueio, pelo menos até o próximo dia 16, para um avanço de fase. Poderia regredir, mas no caso de Barretos, foi pra frente. E outras regiões, como Araçatuba, tiveram pioras dos indicadores e acabaram não voltando. Eu queria saber por que o Governo decidiu fazer isso com Barretos, mesmo fora de data, e por que outras regiões ficaram na mesma posição. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Will, eu vi, assisti inclusive a sua transmissão antes de começar a coletiva, com essas duas observações, especialmente a segunda. Em relação aos parques estaduais, vou pedir ao nosso Marco Vinholi, que possa responder, e na sequência a Patrícia Ellen a sua segunda pergunta. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL: Bom dia, Will. Bom, agora a prefeitura de São Paulo, assim como todas as prefeituras, tem essa prerrogativa sobre os parques, dentro de seus territórios, e a expectativa é que a gente possa ter, e se deliberado ao longo dessa semana. Isso foi bastante discutido, o Centro de Contingência, a Vigilância Municipal, e de acordo com a capacidade que existe, cada uma das cidades, para poder, naquele território, ter a abertura aos finais de semana, eles vão dando aí os desdobramentos. Portanto, essa semana devemos ter novidades. Eu não vou adiantar hoje aqui.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Também vou pedir, Will, à Patrícia Ellen para complementar essa resposta. Patrícia.

PATRICIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. O secretário Penido acabou de passar, Will, a informação, vai disponibilizar pra todos vocês também. Os parques estaduais reabrem aos fins de semana. No município de São Paulo, os parques que reabrem são Villa Lobos, Água Branca, Horto Florestal, Núcleo Engenheiro Goulart, Núcleo Jacuí, [ininteligível] Jardim Helena, Parque da Juventude, Parque Guarapiranga e Belém. Além disso, nós temos outros parques na região metropolitana, Jequitibá, Chácara da Baronesa, Embu-Guaçu e Gabriel Chucre. Muito importante foi um pedido que o secretário pediu para passar a todos, é respeitar os protocolos de distanciamento e de uso de máscaras. Nesse fim de semana, eu pude presenciar um trabalho que está sendo feito pela Secretaria do Meio Ambiente, no Parque Estadual da Ilha Bela. É um trabalho muito... Que exige muito dos profissionais, mas precisamos do respeito da população aos protocolos. Então, esses são os parques, eu foquei nos do município e região metropolitana, que foi a pergunta específica aqui com relação à prefeitura de São Paulo.

Sobre Barretos, nós devemos lembrar que, na última classificação do Plano São Paulo, Barretos teve uma regressão de fase, passou da fase amarela para a fase laranja. A recomendação do Centro de Contingência naquela data, através de ata de reunião, foi que se revisitasse essa regressão da região em duas semanas. Se, durante essas duas semanas, os indicadores apontassem estabilidade na fase amarela, a região poderia retornar à fase amarela, e foi isso que foi realizado. Por isso que não foi realizada uma classificação do Plano São Paulo. A classificação completa continua agendada para o dia 16 de novembro. Então, nenhuma região que diga: Ah, mas nossos indicadores agora estão melhores, poderíamos ir para a fase verde... Evolução, ou seja, classificação é a próxima dia 16 de novembro. Muito obrigada. E só um último comentário, parabenizar os moradores da região, que os indicadores estão estáveis, Will. Esse é meu último ponto aqui, que talvez tenha uma pequena divergência entre nós. Os dados de 28 dias apontam para uma estabilidade, uma melhora importante na região no que diz respeito aos indicadores do Plano São Paulo. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia, obrigado, Will. Vamos agora ao Daniel Lian, da Rádio Jovem Pan. Daniel Lian, bem-vindo, boa tarde, sua pergunta, por favor.

DANIEL LIAN, RÁDIO JOVEM PAN: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. O senhor citou aí o recrudescimento dos países europeus em relação à flexibilização da quarentena. Eu gostaria de saber se, pelo cenário atual que vocês têm feito aí esse diagnóstico, esse monitoramento, se está afastado um recrudescimento deste aqui no Brasil, se isto pode haver semelhança também aqui no Brasil, especialmente aqui em São Paulo. E uma pergunta, se me permite, ao secretário da Saúde, Dr. Jean Gorinchteyn, é sobre a velocidade da descoberta da vacina, se está no cronograma, se realmente a vacina será aí disponibilizada até o mês de dezembro. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Daniel Lian, obrigado pelas duas perguntas. A primeira, vou pedir ao ex-secretário de... Secretário executivo de Saúde do Governo Federal, o João Gabardo, para responder. Gabardo se tornou um especialista nesse tema, estudou profundamente isso, enquanto secretário executivo do Ministério da Saúde, ao lado de Luís Henrique Mandetta, então ministro da Saúde. E continua sendo um dedicado estudioso na sua condição de médico e também de coordenador executivo do Centro de Contingência do Covid-19. Então, peço ao João Gabardo que, por favor, proceda à resposta. João.

JOÃO GABARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado, governador. Boa tarde a todos que acompanham a coletiva. Nós temos falado sobre isso, que nós ainda não pensamos numa segunda onda no Brasil, porque nós acabamos de sair de uma situação de platô, estamos numa curva descendente, agora numa velocidade um pouco maior, mas é óbvio que nós temos que ter esse aprendizado do que está acontecendo na Europa hoje. É um novo perfil de pessoas que são contaminadas, são pessoas jovens, são pessoas com menor número de pessoas com doenças crônicas, com comorbidade, e por consequência existe um aumento do número de casos, mas o aumento no número de internações e óbitos é bem pequeno em relação à comparação do primeiro período. Com exceção, talvez, à República Tcheca, que esteja numa situação um pouco diferente, em que a segunda onda é realmente bem mais relevante do que a primeira. Agora, se a gente ver os dados de São Paulo, aí eu respondo objetivamente à pergunta feita pelo Daniel, hoje nós estamos com, analisando os dados da última semana, 453 municípios de São Paulo não apresentaram nenhum óbito na última semana. Significa que 70% dos municípios não tiveram óbito nos últimos sete dias. Se nós voltarmos um pouquinho mais, formos para 14 dias, 371 municípios de São Paulo não apresentaram óbito nos últimos 14 dias, significa 58% dos municípios. Então, vejam bem, apenas 30% dos municípios tiveram óbito na última semana e apenas 42% dos municípios tiveram óbito nas últimas 14 semanas. Um outro dado, Daniel, que acho que é relevante. Hoje estamos registrando os óbitos de ontem, foram seis óbitos no Estado de São Paulo, seis. Nós estamos hoje, durante a epidemia, desde o primeiro caso, hoje é o dia 223, 223. Nós alcançamos o número de seis óbitos no quinto dia da epidemia, ela começou no dia 17, 18, 19, 20, no dia 21 nós de lá para cá nunca mais o estado de São Paulo teve esse número de óbitos. Estamos retornando aos primeiros cinco dias da pandemia. Então, isso significa que nós devemos relaxar nas medidas, nas orientações? Não, isso não nos dá possibilidade ainda de relaxarmos, todas as orientações estão sendo dadas. Mas são muito importantes, são muito significativas para o centro de contingência que faz o planejamento das ações futuras em relação a pandemia no estado de São Paulo. Obrigado governador pelo pedido das informações.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Gabbardo. E agora, Daniel Lian, Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Daniel, obrigado pela pergunta. Sua pergunta é muito importante. Como que uma vacina, ela foi produzida, planejada de uma forma tão rápido em relação a outros estudos de vacina? A Sinovac, em 2002, já havia formulada para a primeira pandemia, daquela primeira modificação do material genético do Coronavírus que foi o Sarscov 1. Naquele momento ele já desenvolveu, portanto, essa vacina. A vacina era no sentido de reduzir o impacto de 8 mil pessoas que haviam sido contaminadas em 26 países com quase 800 pessoas que morreram. Só que houve um decréscimo da pandemia nos vários continentes. O resultado disso, que essa vacina deixou de ser utilizada. Quando houve, portanto, uma modificação, a terceira modificação do Coronavírus, lembrando que a segunda foi em 2012-2013 com o Sars-Mers, que é aquela síndrome respiratória do Oriente Médio e aí, nesse momento, então, essa vacina foi acoplada, modificada o seu material genético para o Sarscov 2. Por isso, essa vacina que já foi longamente estudada no passado esteve, então, tão disponível de uma forma muito mais rápida. Ela já foi usada agora para 50 mil pessoas na fase 1 e 2 lá China, mostrando a sua segurança, mostrando a sua imunogenicidade, ou seja, produção de anticorpos que nós chamamos neutralizantes e tem mostrado agora, nessa fase 3 também um potencial de segurança, por isso, em nenhum momento os estudos foram interrompidos. Estamos aguardando a abertura dos estudos nos próximos dias, a qualquer momento poderemos abrir esses estudos dependendo do fato de nós atingirmos o número de voluntários positivados para a Covid e aí sim, poderemos estudar a eficácia. Então, lembrando, se eu não tivesse esse histórico de uma vacina já pré-fabricada, de uma empresa sólida que já produz outras vacinas e várias outras medicações, seguramente nós teríamos muito mais tempo para atingir o nosso objetivo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Jean. Daniel Lian, obrigado pelas perguntas. Vamos agora a TV Record com Emerson Ramos. Emerson, boa tarde, sua pergunta, por favor.

EMERSON RAMOS, TV RECORD: Boa tarde governador, boa tarde a todos. Empresas especializadas em monitoramento de conteúdo em redes sociais perceberam um aumento de menções desfavoráveis a vacinação, especificamente a Coronavac, eu queria saber o quanto que essa ofensiva em redes sociais preocupa? Se vocês acreditam que isso pode ter algum impacto negativo nos resultados de imunização quando as vacinas estiverem disponíveis? Falando também sobre cronograma, doutor, já falando sobre cronograma da vacina, eu queria saber como é que está a questão da adesão de novos voluntários? Na semana passa, se eu não me engano, vocês falaram sobre a necessidade de novos voluntários, como é que está o ritmo de adesão de novos voluntários e quanto isso pode afetar o cronograma para a liberação e para a aplicação da vacina?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Emerson, obrigado. Eu começo pela segunda com o Jean Gorinchteyn, se necessário, com algum comentário do Medina ou do Gabbardo e na sequência respondo a sua primeira pergunta sobre a ação nas redes sociais.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Primeiro, só justificar por que precisamos mais voluntários. Nós tínhamos, num primeiro momento, 9 mil voluntários e frente ao controle da pandemia no estado de São Paulo, especialmente onde um grande número de centros de pesquisa estavam, nós, então, nos afastamos daquilo que já era definido que era, para a abertura da primeira fase dos estudos eu precisaria ter 61 dos voluntários positivos para a Covid. E para a abertura de plena de todos os dados que pudessem consagrar uma avaliação de eficácia, ou seja, de proteção da vida real, nós precisaríamos 156 casos. Ou seja, se eu tenho o controle da pandemia, diminuição do número de casos, principalmente numa população que está sendo avaliada que são médicos, profissionais da área de saúde que apesar de estarem em contato com os pacientes, são aqueles que mais se cuidam, foi aí a necessidade de se aumentar para 13 mil e agora se amentar centros de testagens que vão acontecer em quatro outras regiões, principalmente disponíveis e dispostas nas periferias, fazendo, então, com que a chance de nós termos essa positivação desses 61 e a seguir os 156 sejam atingidas logo. Hoje, esses centros estão sendo implantados, portanto, a partir de amanhã nós já teremos a informação de quantos já fizeram a sua primeira adesão.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Emerson ainda complementando essa segunda pergunta que você fez e complementando a resposta dada pelo Jean Gorinchteyn, isso é uma demonstração clara de obediência a ciência e aos protocolos internacionais, seja da Organização Mundial da Saúde, seja das agências reguladoras e fiscalizatórias, seja da própria Anvisa. Uma demonstração clara de confiança na eficácia da vacina e na obediência aos procedimentos para que ela tenha todas as etapas bem cumpridas e assim continuaremos a fazê-lo. Em relação as redes sociais eu lamento muito que alimentado pelo gabinete do ódio e Brasília e por um grupo de extremistas bolsonaristas, nós tenhamos informações colocadas de maneira a enganar e a mentir para a população. Diante de uma pandemia nós deveríamos ter o país unido, unido em torno da vida, da existência, da proteção e da saúde e não um Brasil dividido, de extremistas, de alguns que teimam a continuar a ser negacionistas, evitarem o cumprimento das normas sanitárias e as normas corretas que a medicina determina, o uso de máscara, o distanciamento social, evitar aglomerações, estimular o uso do álcool em gel, estimular hábitos de higiene, proteger a população. É isso que nós estamos fazendo aqui em São Paulo e é isso que nós desejamos que o país, principalmente pelo governo federal, faça também. E é lamentável que haja esse ataque pela sua origem chinesa. São Paulo não qualifica vacina pela sua origem, São Paulo apoia todas as vacinas, a vacina de Oxford do laboratório AstraZeneca, as vacinas americanas que estão sendo desempenhadas na sua última etapa de pesquisa e a vacina do Butantan com o laboratório Sinovac. Defendemos sim, várias vacinas e não apenas uma vacina, mas desqualificar uma vacina pelo fato dela ser chinesa é adiar a oportunidade de mais brasileiros terem acesso à vacina. Diariamente, Emerson, morrem mais de 500 brasileiros, não é uma coisa banal. Toda vida importa, uma vida importa, imagine 500 vidas. Ao término de 10 dias são 5 mil brasileiros mortos e alguns fazendo campanha contra a vacina, fazendo campanha para não haver a vacinação e contra uma vacina que até aqui tem demonstrado eficácia em condições adequadas e vai seguir o protocolo até ter a aprovação da Anvisa, não me parece nem justo, nem correto, nem uma posição humanitária. E lamento que alguns membros do governo federal ainda adotem essa postura tão lamentável. Vamos agora ABC News. Obrigado Emerson. A Aisha Castan (F) que está online conosco, vamos colocar você aqui, Aisha. Isso, agora sim. Aisha, prazer em revê-la, boa tarde, sua pergunta por favor.

AISHA CASTAN, ABC NEWS: Boa tarde Sr. Governador, boa tarde todos. Então, sobre a vacina, sobre a segurança da vacina, eu queria que o senhor, governador, pudesse explicar um pouquinho essa segurança da vacina Coronavac até agora com os resultados obtidos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Aisha, eu vou dividir a resposta a sua boa pergunta com o Dr. Jean Gorinchteyn e também com o Dr. João Gabbardo. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Aisha, essa é uma vacina não só mais adiantada de todas as fases clínicas como, ao mesmo tempo, é a vacina mais segura, que já mostrou que os efeitos colaterais são mínimos, são efeitos colaterais muito similares ao que se encontra na vacina da gripe, dando, principalmente, dor no local da aplicação, dor de cabeça leve melhorada com analgésicos comuns e uma febre baixa. E isso num percentual que chegou na nossa população agora em fase 3, em 35%. Quer dizer, exatamente as mesmas cifras que são encontradas para a vacina da gripe. Nós não tivemos, em nenhum momento, interrupção alguma do nosso estudo em decorrência de efeitos colaterais graves, isso também ressalta a questão relacionada a segurança. E retomando a fase 1 e 2, nós tínhamos exatamente essa mesma apresentação com esses mesmos sintomas apresentados em mais de 50 mil voluntários. Dessa maneira ela se consagra não só como adiantada, como segura e estamos aguardando a qualquer momento, como eu disse, a possibilidade da abertura desses estudos, desses dados para que possamos avaliar o que nós chamamos de eficácia. A eficácia é a capacidade da vacina poder na vida real, no nosso dia a dia, proteger contra o Coronavírus. E isso só irá acontecer seguindo todos os ritos também de segurança, baseado em análises científicas e técnicas para que ela possa ser levada para a agência nacional de vigilância e aí, chancelada. Nenhuma vacina será administrada sem a chancela de um órgão regulador, sem a comprovação técnico-científica da sua segurança. Esse é um compromisso do governo do estado São Paulo com os brasileiros.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Jean. João Gabbardo, está completa a resposta. Aisha, então, o João Gabbardo não tem nada a acrescentar. Agradeço a sua participação, por favor continue aqui conosco e muito obrigado por estar nos acompanhando nessa coletiva. Agora vamos a CNN Brasil com a jornalista Tainá Falcão. Tainá, boa tarde, prazer em revê-la.

TAINÁ FALCÃO, CNN BRASIL: Boa tarde governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Sua pergunta.

TAINÁ FALCÃO, CNN BRASIL: Dois pontos que eu queria abordar com o senhor sobre, primeiro, uma declaração hoje do Presidente Jair Bolsonaro de que um juiz não pode decidir sobre a obrigatoriedade da vacina, na sequência daquela declaração dada pelo presidente do Supremo Luiz Fux, que considerou importante a judicialização desse assunto. Então, a minha pergunta para o senhor se o senhor considera que é o Supremo que deve decidir sobre esse tema? E em sequência eu queria abordar uma observação que eu fiz num tuíte que o senhor fez ontem sobre as 6 milhões de dose e no final o senhor fala, faz uma ressalva importante ali de que a vacina será produzida no Butantan e que, portanto, será uma vacina brasileira. Diante desses ataques que o senhor mesmo mencionou à origem da vacina, o senhor então considera que colocando dessa forma haverá um maior apoio da população a ela?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tainá, obrigado pelas perguntas. Em relação ao primeiro tem, o Presidente Jair Bolsonaro se refere especificamente a declaração publicada nos jornais do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Luiz Fux. O Ministro Fux tem hoje declarações publicadas nos jornais e nos sites a esse respeito. Eu, pessoalmente, respeito as decisões do Supremo Tribunal Federal, é a corte suprema do país. O Presidente Bolsonaro se arvora em contestar uma manifestação ainda preliminar feita pelo presidente do Supremo. No segundo ponto, a vacina, de fato, Tainá, é a vacina do Butantan. As 6 milhões de doses que foram autorizadas e que já estão sendo importadas, chegarão nos próximos dias aqui em São Paulo, elas, obviamente, precisarão de ter a autorização da Anvisa para serem aplicadas e nós seguiremos, rigorosamente, esse trato e respeitosamente aguardaremos a decisão da Anvisa. As outras 40 milhões de doses, elas serão produzidas aqui no Instituto Butantan, com insumos vindos do laboratório Sinovac, porém, a produção dela será feita aqui no Butantan. E lembro, mais aos que nos assistem, já que todos os jornalistas aqui presentes e os que nos acompanham também sabem que o Instituto Butantan é o maior produtor de vacinas do Brasil e da América Latina. Isso já há mais de 40 anos, portanto, quatro décadas de experiência bem-sucedida em inúmeras vacinas imunizadoras, que é uma instituição de reputação internacional. O Butantan está em São Paulo, mas é do Brasil. Vamos agora a... Obrigado, Tainá. Vamos agora ao Paulo Cabral, o Paulo é correspondente da TV chinesa CGTN. Paulo, vamos colocá-lo aqui em tela. Agora sim, Paulo, boa tarde.

PAULO CABRAL, TV CHINESA CGTN: Boa tarde.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado pela sua participação. Sua pergunta, por favor.

PAULO CABRAL, TV CHINESA CGTN: Boa tarde a todos aí. Governador, já se falou um pouco os colegas, o senhor falou sobre essa questão, digamos, da politização da vacina, como isso pode estar impactando, o fato, por exemplo, do general Pazuello ter assinado a compra pro senhor das vacinas, ter depois voltado atrás o Governo Federal. Então quero lhe perguntar de que maneira essa politização já atrapalhou o processo de imunização da população e chamar atenção pra um aspecto em especial, doutor, a dificuldade logística, assim, tem que ter a vacina disponível e depois tem que conseguir levar essa vacina pra todo um território gigantesco como é o território nacional. Não sei se ela tem que ser refrigerada pra ser transportada, por exemplo. O SUS não embarcar, digamos, de corpo e alma nessa vacina pode chegar a inviabilizar uma distribuição ampla assim, ou o senhor e outros governadores acham que conseguem resolver isso independente do SUS? E aí, direcionando um pouco a pergunta pro Dr. Gorinchteyn também aí, talvez os desafios logísticos em São Paulo, no estado de São Paulo não sejam tão grandes quanto em outras partes do Brasil, mas até que ponto o Dr. Gorinchteyn também está preparado já esse plano de conseguir a partir do momento em que essa vacina esteja disponível, dela ser levada pra população de maneira rápida e eficiente? E se o senhor puder também trazer pra gente novamente um pouquinho quais são as previsões de prazos pra que isso aconteça. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Paulo, obrigado. Obrigado pelo conjunto de perguntas. Eu queria começar renovando os votos de plena recuperação da Covid ao general Pazuello. E reafirmar a minha confiança no ministro da saúde, general Pazuello. Ele tem sito correto, foi evidentemente desautorizado pelo presidente da república, um ato condenável que, aliás, se repetiu pela terceira vez, é o terceiro ministro da saúde que é desautorizado pelo presidente da república. Mas não tira o meu respeito e a minha admiração pessoal pelo general Eduardo Pazuello. Um homem correto, um homem de bem, e que possa se recuperar plenamente da Covid-19. Em relação à vacina, de fato, atrasa o processo, e a cada dia de atraso são 500 vidas que se perdem, são 500 pessoas que morrem no Brasil. Chega a ser inacreditável, Paulo, que tenhamos um país onde o presidente da república não torça pela salvação das pessoas, pela vida das pessoas. Parece até que torce pelo contrário, porque se torcesse a favor, torceria por todas as vacinas que de maneira eficaz, e mediante da aprovação da Anvisa, pudessem ser aplicadas aos brasileiros pra salvá-los. Seria uma visão correta, e essa é a visão que se esperaria de um líder no Brasil. Eu não quero politizar esse tem, mas sou governador do estado de São Paulo, tenho lido e às vezes ouvido comentários de alguns jornalistas, todos eles de forma respeitosa e bons jornalistas de que nós estamos na guerra da vacina. Nós não estamos aqui na guerra da vacina em São Paulo, nós estamos a favor das vacinas em São Paulo, isso não significa guerra. A pergunta deve ser dirigida ao presidente Bolsonaro. Aqui em São Paulo, todos que estão aqui nessa bancada são favoráveis as vacinas, são favoráveis a procedimentos que tragam salvação aos brasileiros que diariamente perdemos 500 irmãos, 500 brasileiros que são enterrados todos os dias vítimas da Covid-19. E milhares que estão em hospitais tentando, e eu espero que obtenham a cura da Covid. Não faz sentido a meu ver, como cristão que sou, alguém não defender vacinas quando as vacinas salvam e protegem. Em relação à logística, também uma boa pergunta incluída no rol das questões que você formulou, eu vou pedir ao Dr. Jean Gorinchteyn, que como todos sabem é médico infectologista do Instituto Emílio Ribas, do Hospital das Clínicas, e nesse momento também, secretário da saúde do estado de São Paulo. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Paulo, primeira questão em relação aos prazos das vacinas. Como eu disse, nós precisamos pra seguir todos os rituais preconizados científicos, técnicos, de análise dos dados de forma segura, ter aqueles números de pacientes, ou melhor, de voluntários que tenham sido positivados pra Covid-19, seguindo todas as formulações que foram definidas logo de... de início para a vacinação. Dessa maneira, a media em que nós tivermos esses dados abertos, serão enviados pra Anvisa e a vacinação ocorrerá a partir do momento em que nós tivermos, portanto, a chancela da Agência Nacional de Vigilância. Nós sempre acreditamos e continuaremos a acreditar que as vacinas para Coronavírus estarão inseridas, todas que forem chanceladas por esse órgão regulador no Programa Nacional de Imunização, de forma absolutamente democrática como a vacina deve ser. Ela é um direito da população, e ela é um dever do Estado, dos três níveis: federal, estadual e municipal. Todas as distribuições das vacinas que são feitas por um sistema único, dependem não só da questão federal, mas estão intimamente dependentes dos Governos do Estado e da capilaridade dos municípios. Só assim nós vamos conseguir distribuir a todos. Eu não quero imaginar que nós devamos ter os estados se juntando pra que isoladamente possam distribuir as suas vacinas, porque eles já os têm, têm esse know how, têm expertise, têm a possiblidade de levar lá nos rincões. Nós queremos seguir sim a hierarquia que sempre o Programa Nacional de Imunização teve que é ter a chancela, a liberação e aquisição das vacinas liberadas para o Programa Nacional de Imunização.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Paulo, o João Gabbardo, nosso coordenador executivo do Centro de Contingência e que atuou e continua atuando de forma extremamente correta pra nos ajudar e nos orientar nesse tema, gostaria de fazer uma complementação. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Bem, eu acho que a politização atrapalha muito. A politização ela cria uma desconfiança na população, ela propicia a elaboração dessas fake news, isso gera muita dúvida, isso fortalece o movimento antivacina, não tem como negar que isso aconteça. Quanto à possibilidade, e como é que poderia ser feito a logística pra distribuição das vacinas, eu não tenho nenhum receio que o país possa fazer isso da melhor maneira possível. O Ministério da Saúde tem muita experiência em fazer a logística e distribuição de vacinas e de medicamentos. Todos os anos o Ministério da Saúde distribui mais de 60 milhões de doses da vacina que é produzida aqui no Butantan pra gripe, pra influenza. E isso é feito em poucos dias. Há uma logística já preestabelecida, o centro de distribuição de vacinas e de medicamentos do Ministério da Saúde, ele até dois anos atrás ele era no Rio de Janeiro, ele foi transferido pra São Paulo e esse centro de distribuição de vacinas e de medicamentos estando aqui em São Paulo, muito próximo do Butantan, ele pode fazer com que essas vacinas possam ser encaminhadas já para os estados por via aérea de uma forma muito rápida e diretamente do próprio Instituto Butantan, sem a necessidade de transferência pra um outro local pra depois fazer a distribuição. Há uma participação das Forças Armadas, da FAB nesse processo pra distribuição das vacinas nas regiões, principalmente na região Norte do país. Então isso tem muito... já tem todo o planejamento feito, e a gente pode ficar tranquilo que a logística de distribuição não vai atrapalhar. Nós temos que ter a regulamentação, nós temos que ter o registro da Anvisa o mais rápido possível, o mais rápido possível não significa pular etapas. Cumprindo com todas as etapas, as etapas de segurança, as etapas de eficácia da vacina. A Anvisa registrando, o Ministério da Saúde pode disponibilizar muito rapidamente todas essas doses de vacinas que a população precisa. E que precisa ser distribuída pra todos os estados. A pessoa que está lá no interior do Amazonas vai ter que receber a vacina da mesma forma que alguém que esteja em Florianópolis ou esteja lá em Porto Alegre. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo.

PAULO CABRAL, REPÓRTER: Governador, o fato de 15 de dezembro que o senhor chegou a falar, dezembro continua ainda vigorando, mais ou menos projetado por aí? Desculpe, só pra completar isso.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Essa questão do prazo, [ininteligível] pode complementar, mas nesse momento nós dependemos muito mais da transmissibilidade da doença. Nós precisamos que as pessoas, que esses voluntários que eram 9 mil e agora são 13 mil, que eles apresentem sintomas, que eles confirmem o caso de Covid. Isso não tem como evitar, nós não temos governabilidade sobre esse processo. Então nós precisamos ter um número mínimo de pessoas, sejam eles aqueles que tomaram a vacina, sejam eles aqueles voluntários que tomaram placebo, num total de pelo menos 60, 61 casos confirmados pra que possa então ser aberto e comparar os dois grupos. E ver se a eficácia da vacina, comparando quem tomou vacina com quem tomou placebo, ela é superior a 50%, que esse é o patamar mínimo que a Anvisa está estabelecendo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. Mas, Paulo, antes de concluir explicitamente, 6 milhões de doses da vacina Sinovac, Butantan, já foram autorizadas pela Anvisa e chegarão até o final dessa semana, até domingo, no mais tardar segunda-feira em voo especial aqui em São Paulo. As outras 40 milhões são insumos e nós estamos aguardando uma manifestação da Anvisa que deverá ser nos próximos dias, isso foi mencionado pelo próprio presidente da Anvisa, almirante Antônio Torres, pra que o Butantan possa ter esses insumos para a produção da vacina. Produzir a vacina não significa que vamos aplicar a vacina sem autorização da Anvisa, evidentemente, mas acelera o processo. E nós estamos diante de uma corrida pela vida, volto a mencionar. A cada dia, 500 brasileiros perdem a sua vida. Se pudermos acelerar os procedimentos, mas manter todas as cautelas e os procedimentos necessários que a ciência determina, assim faremos. Mas você fez uma pergunta também importante na logística, e eu queria pedir para o Jean Gorinchteyn que como infectologista que é aqui do Emílio Ribas, conhece bem a questão da logística de vacinas e da própria temperatura em que as vacinas devem ser mantidas, e por quanto tempo elas têm validade. E a pergunta, ela é interessante, Paulo, não apenas por São Paulo, mas pelo Brasil. Aqui em São Paulo nós temos evidentemente uma rede ferroviária, rodoviária, aeroportuária muito intensa, mas isso em certas regiões do país não é assim. Então uma vacina que tenha durabilidade maior e capacidade de logística numa temperatura ambiente ou dentro de uma refrigeração normal faz toda a diferença num país tropical de dimensões continentais como o Brasil. Então, é sobre este tema que eu vou pedir ao Jean para responder a você.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Quando nós olhamos a distribuição de vacinas de forma geral, nós temos que ter uma preocupação que é com a cadeia de frio. Ou seja, a temperatura em que essas vacinas serão acondicionadas pra que elas não percam a sua ação, a sua efetividade, não tornem-se perenes. Então, é muito importante que nós sempre estejamos avaliando qual é a temperatura para a manutenção na distribuição, no acolhimento dessas doses por cada unidade básica de saúde que irá proceder a vacinação, ou muitas vezes na forma em que elas serão distribuídas pra regiões ribeirinhas, em áreas bastante remotas. Lembrando que a Coronavac tem a facilidade de poder ser colocada em freezer, e dessa maneira transferida pra pontos bastante distantes de uma forma bastante segura. Outras vacinas requerem grau de refrigeração de até menos 80 graus. Lembrando que mesmo os caminhões frigoríficos atingem uma temperatura mínima de menos 20, quer dizer, não de menos 80. Então, tudo isso vai ter que ser considerado, inclusive, pra cada uma das vacinas na hora da sua distribuição.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Paulo, viu como era importante a complementação da informação? E muito obrigado pelas perguntas. Continue nos acompanhando. Vamos tirá-lo de tela agora, e vamos à Maria Manso da TV Cultura. Maria, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

MARIA MANSO, TV CULTURA: Boa tarde a todos. Pegando o gancho da vacina, desses 61 necessários com a comprovação da Covid, quantos nós já temos confirmados? Vocês podem divulgar esse número pra gente ter uma ideia melhor? As outras duas questões são um pouco mais políticas. Além de toda essa polêmica em torno da vacina, o presidente Jair Bolsonaro também tem deixado de usar máscara em eventos públicos mais uma vez. Em que medida esse exemplo do Governo Federal pode culminar na segunda onde que vocês vêm falando desde o início da coletiva, não só em São Paulo, mas no Brasil. E, governador, eu gostaria que o senhor comentasse, a Justiça acaba de derrubar o bloqueio dos seus bens por conta do processo que o senhor responde quando ainda era prefeito. Como é que o senhor vê essa decisão? Por favor.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos então na sua primeira pergunta. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Maria Manso, para que esses 61 pacientes sejam detectados, cada centro emite as informações pra observadores internacionais. Eles são totalmente isentos, eles não estão relacionados nem a Sinovac e nem ao Instituto Butantan, dando exatamente essa credibilidade e uma parcela de isenção pra que essa abertura siga todos os trâmites formais, técnico-científicos. Ou seja, pode ser que hoje nós tenhamos 59 pacientes. Pode ser que enquanto nós estamos dando essa coletiva se descubra que nós já temos os 61. E nós não temos sequer a possibilidade de ir pra cada um dos centros pra resgatar essa informação. Isso não é ético dentro de um estudo científico. Então, seguimos a ciência, seguimos as técnicas, todos os ritos vão ser feitos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Maria, da última pra a segunda pergunta. Primeiro, acredito na Justiça como sempre acreditei e sempre confiei. Em relação ao presidente Bolsonaro, eu lamento que o presidente Bolsonaro volte a dar o mau exemplo não utilizando máscara, promovendo aglomerações, não dando uma palavra sequer de solidariedade as pessoas que perdem a sua vida diariamente no Brasil. São 500 pessoas que morrem todos os dias, eu não vejo o presidente sequer manifestar solidariedade aos familiares dessas pessoas que perdem os seus entes queridos. Eu gostaria de ter um outro comportamento do presidente Bolsonaro. E, aliás, presidente, deixo aqui um apelo, convide os governadores para uma reunião com o senhor em Brasília. Os governadores estarão lá, os governadores estão juntamente com os prefeitos diariamente lutando para preservar vidas no Brasil. E se o senhor falou tantas e tantas vezes que acredita no sistema federativo e quer manter o sistema federativo, convide os governadores pra um encontro cuja a pauta seja exatamente a preservação da saúde e da vida dos brasileiros. São os governadores que estão dentro dos seus programas de quarentena salvando vidas no Brasil. Quem sabe com uma atitude como essa o senhor possa demonstrar grandeza, não apenas para integrar o Brasil, para proteger os brasileiros, como também compaixão e bom sentimento pelo povo do seu país. Muito obrigado a todos, voltaremos na próxima quarta-feira, no mesmo horário aqui na coletiva de imprensa. Até lá, aos que estão nos acompanhando ainda ao vivo pela televisão, por favor, lembrem de usar a sua máscara ao sair de casa ou do seu trabalho. Obedecer o distanciamento social de 1,5 metro em relação a uma ou outras pessoas. Leve o seu tubinho de álcool gel na bolsa ou no seu bolso, lave as suas mãos, faça a sua oração e se proteja. Obrigado e uma boa tarde a todos.