Coletiva - Primeiro encontro de escavações de túnel no Rodoanel Norte 20161702

De Infogov São Paulo
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Coletiva - Primeiro encontro de escavações de túnel no Rodoanel Norte

Local: [[]] - Data:Fevereiro 17/02/2016

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, hoje é uma data importante aqui nas obras do Rodoanel Norte. O rodoanel Norte, nós estamos hoje com 4,8 mil trabalhadores, nos seis lotes da asa norte do Rodoanel, que começa lá na Dutra, passa pelo aeroporto de Cumbica, passa pela Fernão Dias, integra com a Fernão Dias, e chega aqui na Avenida Raimundo Pereira de Magalhães e, por consequência, a Bandeirantes. E aí fecham os 177 km do Rodoanel metropolitano. A obra está com 53,4%. Hoje nós estamos aqui no lote dois e é feito o encontro dos túneis. Se a gente olhar, esse túnel não aparecia luz do outro lado; depois da explosão que nós tivemos, já ligou um lado com o outro. Esse é um dos s ete túneis. Esse túnel, o diâmetro dele... de 14 túneis... o diâmetro é de 24m. Para ter uma ideia, anteontem nós tivemos aqui na Linha 6 do metrô, o túnel é para os dois trens do metrô, ele vai e volta. É um túnel só. Um shield, um tatuzão. Ele tem, pelo lado de fora, que é maior, 10,2m, 10,2. O maior tatuzão do mundo, opera na Europa, tem 19 metros de diâmetro. Esse túnel tem 24 metros de diâmetro. Então, é uma obra extremamente importante, hoje é a abertura, então, a ligação dos dois túneis. Nós estamos com 4,6 mil pessoas trabalhando rigorosamente dentro do cronograma, para entregar a obra até março de 2018, se puder até antecipar uma parte nós o faremos, gerando emprego aqui na região. E essa obra, ela é estratégica, ela vai tirar 18 m il caminhões das marginais, reduzir o custo de transporte, tanto para o aeroporto de Cumbica, quanto para o Porto de Santos, e reduzir em torno de 6% a 8% gases de efeito estufa, na medida em que tira caminhão da região central de São Paulo e das marginais. E, com isso, a gente fecha todo o Rodoanel, 177 km. A primeira entregue foi a asa oeste, ligando Bandeirantes, Anhanguera, Castelo Branco, Raposo Tavares e Régis Bittencourt; depois foi entregue a asa sul, Imigrantes e Anchieta; depois entregamos Ayrton Senna e Dutra, que é a leste; e agora a última, que é a norte, integrando com a Fernão Dias, e fechando os 170 km do anel metropolitano, melhorando muito a logística na terceira maior região metropolitana do mundo, que é a região metropolitana de São Paulo, com 22 milhões de habitantes.

REPÓRTER: Governador, eu tinha visto uma matéria, até antes, que a gente fez na rádio, falava para 2017. Isso representa um atraso, nós tivemos algum problema?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não, não é nenhum atraso. O contrato é março de 2018, nós faremos o possível para entregar até dezembro de 2017. Por isso que eu falei, o limite é março de 2018, mas vamos fazer todo o possível para entregar até dezembro de 2017.

REPÓRTER: E representa, qual o grande desafio que vocês têm governador, para a realização dessa obra, exige muitas intervenções de vocês?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, é uma obra que grande parte dela é em túneis ou viadutos elevados, porque nós estamos... São 114 obras de arte, que nós estamos em plena Serra da Cantareira. E o menor, o mínimo impacto ambiental, então é túnel e obra suspensa, então você não interfere aqui na questão ambiental, em plena Serra da Cantareira. Por que a serra é da Cantareira? Porque há três séculos atrás, você para guardar água, guardava naquelas panelas de barro que tinham uma alça ou duas, chamadas de cântaros. Então, cântaros são aquelas jarras de barro para guardar água. A prateleira que você punha os cântaros era chamada cantareira, é a prateleira de cântaros. Era uma região que as pessoas guardavam água na panela de barro. Mas ta mbém existe um outro termo para cântaros, "chove a cântaros", chove muito, chove excessivamente. Então, cântaros é uma coisa excessiva e cântaro é a panela de barro, e Cantareira é onde você guardava esses cântaros. Então, a Serra da Cantareira, toda ela aqui preservada, e a região metropolitana ganhando uma obra estratégica, que vai ligar o maior aeroporto da América do Sul e o maior porto da América do Sul, que é o Aeroporto de Guarulhos com o Porto de Santos.

REPÓRTER: Só uma perguntinha em relação à estrada, Governador, já está definida quem... Como vai ser a concessão dela?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não, ainda não. Nós deveremos fazer sim a concessão, mas mais à frente, né? A asa oeste, sul e leste é concessionada, está é obra pública; dois terços, recursos do estado, um terço, recurso federal. REPÓRTER: Governador, sobre um outro tema, a Secretaria Estadual de Educação, depois de reclamações de pais, informou ontem a redução de uma hora no horário das escolas de tempo integral. Não houve um erro da secretaria, primeiro em não divulgar aos pais essa hora a menos? E por que essa redução da jornada?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, escola de tempo integral são oito horas no muno inteiro; quatro horas em um período, quatro horas no outro período. Então é normal, todas as escolas de tempo integral são oito horas.

REPÓRTER: Mas essa redução poderia ter sido melhor informada, governador?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não, na realidade, não deveria ter anunciado nove, porque o correto são escolas de tempo integral de oito horas.

REPÓRTER: O senhor falou a respeito de Guarulhos, tem alguma novidade do acordo entre a Sabesp e Guarulhos com relação à água?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, o Dr. Kelman, presidente da Sabesp pode relatar melhor. A Sabesp é a interessada, né, em fazer o acordo, ter lá um entendimento, como foi feito em Diadema, como foi feito em São Bernardo do Campo. Mas quem pode dar mais informação é a Sabesp, está bom?

REPÓRTER: Governador, nós dos meios de comunicação, a gente recebe muitas relações de ouvintes e telespectadores reclamando a falta de fiscalização com relação agora ao acúmulo de água. A gente sabe que isso é responsabilidade das prefeituras, mas o que é que o governo do estado pode fazer para cobrar melhor ações de cada prefeitura?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha o que é que nós estamos fazendo? Só tem um caminho, enquanto não fica... não temos vacina, né? Vírus, não tem remédio para vírus, não tem antibiótico, não tem quimioterápico... Vírus não há remédio, então, é manter a vida, você faz a manutenção da vida até encerrar o ciclo do vírus. Então, doença virótica, rubéola, sarampo, poliomielite, é vacina. Enquanto não tem vacina... E uma boa notícia, segunda-feira agora, dia 22, nós começaremos a vacina contra a dengue, os quatro tipos de dengue, a chamada fase três, no Hospital das Clínicas de São Paulo, a vacina feita pelo Instituto Buta ntã. É ainda com voluntários, são 17 mil voluntários, em 12 estados brasileiros, e a hora que a Anvisa der o ok, aí a produção será em escala industrial e nós passaremos a ter uma vacina tetravalente, contra os quatro tipos de vírus da dengue. Enquanto isso não ocorre, só tem um caminho, matar o criadouro. E o criadouro, grande parte é dentro das residências. Nós já visitamos 4,5 milhões de imóveis, foram vistoriados. E vamos fazer mutirão todo sábado, além do trabalho diário. Como as prefeituras estão com dificuldade, nós vamos pagar R$ 120 por agente de saúde por sábado. Não é obrigatório, mas nós esperamos ter 30 mil agentes comunitários, agentes de saúde, que já são treinados para, todo sábado, de agora até o fim de a bril, se necessário, até maio, porque esse é o momento urgente, que é calor e chuva. Depois quando vier o outono e o inverno, diminui a epidemia, porque diminui a proliferação do mosquito. Então, agora, chuva e calor, o que é que nós estamos fazendo? Além da Sucen, equipes, carros, Adolfo Lutz, médicos, assistência, Defesa Civil, Exército, além de tudo isso, o estado, eu acho que nós vamos investir mais de R$ 30 milhões. Nós vamos pagar R$ 120 por agente municipal, e os do estado também, mas os nossos são menos, nos 645 municípios do estado de São Paulo.

REPÓRTER: Obrigado. Categoria 17 de fevereiro de 2016 [[]]