Coletiva - Projeto "Sábado Sem Barreiras", novo serviço ginecológico especializado em mulheres com deficiência - Hospital Pérola Byington - 20122807

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva na Inauguração do Projeto "Sábado sem Barreiras", novo serviço ginecológico especializado em mulheres com deficiência

Local: Capital - Data: 28/07/2012

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha, hoje começa no estado de São Paulo um serviço de saúde inovador para as mulheres com deficiência, toda a assistência ginecológica envolvendo a sexualidade e toda a assistência. As consultas são marcadas por telefone, as mulheres recebem essa fichinha azul. Aliás, aqui até tem o telefone, 3248-8123. Marcam, agendam a consulta por telefone, fazem a consulta e todos os exames no mesmo dia, inclusive se precisar mamografia. Aqui tem o resultado já dos exames, também sai imediatamente. Hemograma, colesterol, triglicéride, glicemia, exame para hepatite, mamografia, Papanicolau, ultrassom, ultra pélvico, enfim. Faz todos os exames, faz um acompanhamento e é feito aos sábados. Por isso nos utilizamos os serviços de saúde ociosos nos dias de sábado facilita para as famílias porque o trânsito é melhor também no sábado, então a gente aproveita o sábado. Esse serviço para mulheres com deficiência todo tipo de deficiência pode ser física, pode ser intelectual, todo o tipo. Ela começou no último sábado do mês, mas à medida que for organizando nós vamos passar para todos os sábados. E pretendemos levar essa proposta pioneira, inovadora aqui do Pérola Byington para os demais serviços de saúde do Governo. Então, um atendimento voltado à mulher com deficiência, atendimento completo na área ginecológica, desde consulta com especialistas, exames, se precisar cirurgia. Debates sobre a questão da sexualidade, um apoio importante pra elas. E aproveitando o serviço de saúde que no sábado tá ocioso e facilita, as pessoas gostam porque vem com hora marcada e o trânsito é melhor também no sábado. E vem com acompanhante também facilita, quer dizer, a pessoa no sábado, o acompanhante também é mais fácil pra ele poder trazer a pessoa. Então é um serviço que começou hoje, é todo último sábado do mês, mas nós vamos expandi-lo para todos os sábados. O professor Gebrim, a professora Linamara Battistella. Professora Albertina, Dra. Albertina que tá aqui conosco, uma larga, uma vasta experiência na questão da saúde das mulheres. E o professor José Manuel podem também trazer mais informações.


ORADORA NÃO INDENTIFICADA: Governador, o que tem de especial o treinamento dos médicos desses equipamentos?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: É. Esse é o hospital que já é voltado para a mulher. Agora, esse atendimento aos sábados será voltado para a mulher com deficiência. É o sábado sem barreiras. Então, por exemplo, a mesa ginecológica ela é especial, ela é toda elétrica. Quer dizer, ela sobe, abaixa, ela é adaptada. Então nós temos aqui todos os equipamentos já adaptados, profissionais preparados e para resolver no mesmo dia. Então já vem com a consulta marcada, já é atendida, o acompanhante também. Tem enquanto espera debate, conversa, enfim, um apoio importante. Faz os exames, tem o resultado no mesmo dia e já fica cadastrada para ter os exames periódicos. Porque às vezes as pessoas com deficiência acabam pela dificuldade se descuidando um pouco da sua saúde. E há uma falsa visão de que não há sexualidade, não é verdade. E é preciso ter então todo o apoio de saúde ginecológica.


ORADOR NÃO INDENTIFICADO: Governador, sobre a questão da segurança.


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Antes de nós mudarmos de pauta aí. Professora Albertina pode colocar mais umas questões aí.


ALBERTINA DUARTE TAKIUTI, COORDENADORA DO PROGRAMA DE SAÚDE INTEGRAL DO ADOLESCENTE: Acho que a coisa mais importante é de desmistificar que as mulheres com alguma deficiência não são mulheres. Elas são desiguais na sua apresentação, mas elas são iguais a todas as mulheres. Elas precisam de saúde em todas as partes da vida, ela tem que falar do seu corpo. Ela tem problemas em discutir os seus relacionamentos e ela precisa dizer da questão da anticoncepção, da questão da sua sexualidade, ela precisa falar. Muitas vezes ela é tão estigmatizada desde que nasceu que as pessoas pensam que o único problema que elas têm é a questão da sua deficiência. Não, elas têm carências e essas carências vão ser colhidas também. Pelos psicólogos, já foram hoje, já discutiram, as mães, a família, os acompanhantes também farão grupos, porque muitas vezes os acompanhantes também querem falar das suas dificuldades de lidar. Na verdade, hoje se inaugura uma coisa muito importante, a voz da mulher, aquela fala dela. Essa voz dele é que tem que ser ouvida.


ORADOR NÃO INDENTIFICADO: Qual que é o nome da senhora?


ALBERTINA DUARTE TAKIUTI, COORDENADORA DO PROGRAMA DE SAÚDE INTEGRAL DO ADOLESCENTE: Eu chamo Albertina Duarte Takiuti.


ORADOR NÃO INDENTIFICADO: E aqui pelo hospital com que a gente pode titular a senhora?


ALBERTINA DUARTE TAKIUTI, COORDENADORA DO PROGRAMA DE SAÚDE INTEGRAL DO ADOLESCENTE: Eu sou assessora desse hospital e sou da Secretaria de Saúde, sou coordenadora do Programa de Saúde do Adolescente.


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ela é modesta. É a maior autoridade na saúde das mulheres, dos jovens, da sexualidade.


LUIZ HENRIQUE GEBRIM, DIRETOR DO HOSPITAL PÉROLA BYINGTON: Outro aspecto importante que nós identificamos... Como esse hospital é o segundo maior em atendimento de casos novos de câncer de mama no Brasil. Nós identificamos um número maior de casos avançados nas mulheres portadoras de deficiência. Então nós já identificamos um alvo que precisa ser trabalhado, um foco. Quer dizer, nós precisamos dar a essas pessoas, a essas mulheres a condição de fazer os exames preventivos de forma ágil e resolutiva.


ORADORA NÃO INDENTIFICADA: [ininteligível] porque elas não tinham condições de fazer os exames preventivos.


LUIZ HENRIQUE GEBRIM, DIRETOR DO HOSPITAL PÉROLA BYINGTON: Pelas dificuldades a exemplo do idoso que precisa de um cuidador, ele acaba sendo esquecidos os exames preventivos. Então acaba-se apenas pagando os incêndios, quando adoece leva ao médico. Então esquece que essas pessoas precisam fazer os exames de prevenção. E aqui nós estamos fazendo aquilo que a Organização Mundial de Saúde recomenda os exames mínimos, mas que realmente salvam vidas.


ORADOR NÃO INDENTIFICADO: Seu nome inteiro [ininteligível], por favor.


LUIZ HENRIQUE GEBRIM, DIRETOR DO HOSPITAL PÉROLA BYINGTON: Luiz Henrique Gebrim, diretor do hospital Pérola Byington.


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: E nós pretendemos, conversei com o professor José Manuel, ampliar esses atendimentos aos sábados em outras modalidades, que nós aproveitamos os espaços, hospitais ambulatórios, equipamentos que ficam às vezes ociosos. Os profissionais de saúde gostam de trabalhar, então eles têm uma remuneração a mais e vão poder trabalhar. E facilita para a população porque o acesso é mais fácil, o trânsito é melhor também. A pessoa não tá trabalhando, pode acompanhar uma pessoa da família. Então facilita também para o usuário do sistema de saúde.


REPÓRTER: Governador, sobre o assunto escalada da violência, meses difíceis aí, junho e julho, o governo planeja ações estratégicas para diminuir a criminalidade. Entre essas ações se prevê a troca da cúpula, de alguns integrantes da cúpula das Polícia Civil e Militar?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não, não há nenhuma razão para nenhuma substituição. O Secretário da Segurança Pública é um homem extremamente preparado. Aliás, uma experiência fantástica, porque ele foi policial, ele conhece a Polícia Militar. O Dr. Ferreira Pinto ingressou na Polícia Militar, foi Oficial da Polícia Militar. É um homem com larga formação jurídica, é um Promotor Público, Promotor de Justiça, é um membro do Ministério Público. Dirigiu a Secretaria da Administração Penitenciária, que é um grande desafio. Portanto, conhece o sistema penitenciário também e a área de segurança pública. É um homem da área criminal. Então é uma pessoa muito bem talhada, experiente, responsável, séria. O Delegado-Geral também, o Diretor da Polícia Científica e o Comandante-Geral. Nós estamos trabalhando. Ontem ainda em Taubaté incorporamos mais 210 soldados na tropa, na sexta-feira foram 920 a mais policiais militares. Sexta-feira nomeei, ontem, 200 Delegados de Polícia, que devem tomar posse em dez dias. Então, 200 delegados. Há 90 dias tivemos mais 900 investigadores e escrivães. A polícia toda está mobilizada, trabalhando, todo dia prendendo criminosos, salvando pessoas, desbaratando aí organizações criminosas. Essa é a nossa obrigação e é o que está sendo feito permanentemente.


REPÓRTER: Governador, o senhor concorda com a decisão da presidente Dilma Rousseff de rever essa questão do IPI em relação a demissões de uma fábrica que inclusive está instalada no Estado de São Paulo?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, primeiro em relação à área industrial, a indústria vem sofrendo mais do que a agricultura e do que o comércio, né? O produto industrial, especialmente manufatura, porque o Custo Brasil é alto. Então o que é que aconteceu esse ano? Aumentaram as importações e caíram as exportações. Evidente que você tem dificuldade. Por que é que aumentaram as importações? Pelo Custo Brasil: imposto, juros e câmbio. Essa tríade que dificulta. O governo está trabalhando, reduziu a taxa de juros. O câmbio ainda não é o ideal, a moeda ainda está sobrevalorizada, mas há um esforço para melhorar. E a questão da carga tributária é o maior problema. Nós temos uma carga tributária de país desenvolvido sendo um país em desenvolvimento. Então eu acho que todo o esforço para ajudar a indústria é necessário e é óbvio que quando se fala em fortalecer a indústria é dar emprego. Por que a indústria é importante? Porque ela agrega valor, emprega mais e salário mais alto. Então por isso que a gente separa. Países mais desenvolvidos são países que agregam valor, tem uma indústria de ponta. País menos desenvolvido exporta produto primário: soja, minério. Nós queremos exportar avião, queremos exportar produto acabado. Todo o esforço do governo nesse sentido terá o nosso apoio. E, óbvio, preservar emprego, que é o mais importante.


REPÓRTER: O senhor acha que tem condicionar então a redução do imposto à manutenção da...


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Eu acho que as duas coisas precisam ser verificadas. No caso verificar o porquê é que a indústria está tendo dificuldade de competitividade, agir nas causas do Custo Brasil, logística, burocracia, custo de imposto, juros, câmbio. Tem que agir nas causas, né? Eu aprendi, estando aqui no hospital, um princípio de medicina: sublata causa tollitur effectus. Os mais jovens não estudaram latim, mas é: “Suprima a causa que o efeito cessa”. Então é preciso agir na causa e a causa da dificuldade da indústria é o Custo Brasil, que precisa ser enfrentado.