Coletiva - Redução da taxa de adesão e da mensalidade do serviço de pagamento eletrônico das rodovias sob concessão - 20122805

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva da Redução da taxa de adesão e da mensalidade do serviço de pagamento eletrônico das rodovias sob concessão

Local: Capital - Data: 28/05/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, notícia importante, uma notícia boa, as novas opções para o pagamento eletrônico do pedágio. Nós estamos abrindo mercado para que várias empresas possam participar na questão do pedágio eletrônico, já passamos a ter agora duas operadoras no Estado de São Paulo, sete opções de plano para os usuários, uma nova modalidade de pagamento que é o pré-pago, e também o pedágio eletrônico para os caminhoneiros que antes não tinham, só tinham, não tinham o vale pedágio eletrônico, ele era cartão, era papel. Então, a partir agora de 15 de junho, dentro de mais três semanas, o São Paulo Sem Parar, por exemplo, que é um dos planos, será zero a adesão, adesão era R$ 66,72, zero a renovação, era também quando renovava R$ 66,72, e zero a taxa de transferência que era de R$ 39,97. Então, adesão zero, renovação zero, taxa de transferência zero. E a mensalidade que era R$ 11,90 em um plano ou R$ 15,76 no outro plano, passa para R$ 8,00 a mensalidade. Depois uma outra operadora, a DBTrans, a Auto Expresso, essa cobra a adesão, R$ 57,12, mas renovação zero, taxa de transferência zero e a mensalidade R$ 6,00. E teremos também o plano pré-pago. Então, o que eu queria explicitar, quer dizer, o Governo, nós estamos fazendo um trabalho para abrir essa questão do pedágio eletrônico para várias empresas, para termos, em São Paulo, várias operadoras. Por que isso é um processo que não faz em 24 horas? Porque a antena que nós tínhamos nas estradas lia apenas um tag, um tipo de tag, então tem que mudar esse sistema para permitir a entrada de várias operadoras. Então, primeiro, nós queremos várias operadoras, queremos a adesão mínima ou gratuita, renovação também mínima ou gratuita, mensalidade mínima ou gratuita, enfim, reduzir todos esses custos para que a maior parte dos usuários tenha o tag e tenha acesso ao pedágio eletrônico e com custo o mais baixo possível. E a segunda é expandir o Ponto a Ponto. À medida que todo mundo tenha o tag, a gente possa implantar, ir implantando gradualmente o ponto a ponto. E aí uma outra boa notícia, hoje em Indaiatuba começa a adesão ao Ponto a Ponto, ao pedágio Ponto a Ponto. Então, para dar um exemplo, quem sai de Indaiatuba para ir para Campinas paga R$ 10,10 porque Indaiatuba está muito perto da praça de pedágio. Com o pedágio Ponto a Ponto ele vai pagar o trecho percorrido, então ele vai pagar R$ 4,00. Se ele for para o Aeroporto de Viracopos, ele pagava também R$ 10,10. Ele pagará o trecho percorrido, que é R$ 3,20. Então, ele sai de R$ 10,10 para R$ 3,20. Onde já foi implantado, que é Itatiba, o índice de satisfação de cada dez usuários é de 90%, nove satisfeitos com o modelo. Então, já implantado o Ponto a Ponto em Itatiba, será implantado no dia 11 de junho em Indaiatuba e a adesão já começa a partir de hoje lá em Indaiatuba. E o anúncio da abertura para mais operadoras no Estado de São Paulo, mais planos e uma forte redução dos preços.


REPÓRTER: Com a implantação do Ponto a Ponto, governador, como é que fica essas empresas, elas exploram o serviço também ou futuramente essas empresas deixam de explorar...?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Quem escolhe....Não continuam. Quem escolhe o pedágio eletrônico, o tag, é o consumidor, é o usuário da rodovia. Quanto mais operadoras nós tivemos melhor, cada uma vai ter seu plano e o consumidor escolhe o plano que ele quiser.


REPÓRTER: Governador, no dia 1º de julho vai ter o reajuste dos pedágios. O novo indexador é o IPCA, antes era o IGP‑M, só que no acumulado desse ano, o IPCA ele ficou maior, ou seja, vai pagar mais do que pagaria se tivesse sido indexado pelo IGP‑M ainda. O Governo pretende fazer alguma coisa para contornar a situação?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Nós já solicitamos à ARTESP que faça os estudos. Então, a ARTESP vai fazer os estudos e depois vai ser definido.


REPÓRTER: E a revisão do valor dos pedágios como promessa de campanha de 2010?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Então, isso nós já estamos fazendo nos chamados pontos críticos. Então, nós assumimos quatro compromisso. Itatiba, já está implantado ponto a ponto, então aquele trânsito local que ficava perto de praça de pedágio, tem redução que chega a 60%. O outro compromisso era Indaiatuba, vamos implantar no dia 11 de junho; o próximo será Jaguariúna e o outro, Paulínia. Todos serão implantados, eles demandam instalar os arcos eletrônicos, para você verificar o trecho percorrido. Então, isso está sendo já feito. Em relação à análise geral dos contratos, nós contratamos a FIPE, os estudos estão bastante adiantados, estão na fase agora de ouvir as empresas, que é obrigatório por lei, e à medida que for avançando, a gente vai divulgando.


REPÓRTER: Governador, falando um pouquinho sobre segurança, nesse domingo teve um arrastão em Higienópolis, 30 pessoas reféns. Com o levantamento que a gente fez, até agora 23 arrastões na cidade neste ano, e com relação à questão de roubos e furtos, teve um aumento de 40% também neste período, neste ano, em relação ao ano passado. O senhor pretende adotar alguma medida para tentar conter essa onda, por que até agora...


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Nós temos...


REPÓRTER: Na região do Morumbi, os moradores reclamam porque não foram implantadas.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Nós temos três boas notícias. Primeiro, da Polícia Civil. Demos posse na última sexta‑feira para 816 investigadores e escrivães de polícia. Então, energia nova aí na Polícia Civil, e temos 140 delegados em fase de término do concurso público. Foi bom o nível, o concurso, então nós estamos chamando mais 60, então teremos 200 delegados de polícia a mais na Polícia Civil. Depois, a Polícia Militar. Nós teremos mais 1.963 vagas, quer dizer, novos concursos, novos policiais e estamos fazendo uma reengenharia grande para colocar mais policiais nas ruas, diminui todas as atividades, meio substituí‑las. Isso é questão de semanas, a gente já vai poder anunciar. As bases comunitárias nós estamos dobrando. Já foram entregues perto de 200, elas já devem estar todas trabalhando, vou até checar. Aqui no bairro do Morumbi acho que são 13 bases comunitárias móveis. E a base comunitária, ela tem melhor resultado, por que a base fixa é ótimo para vizinhança, ali no entorno da base fica todo mundo satisfeito, mas a base móvel tem mais flexibilidade, agilidade, surpreende, você tem um ganho de eficiência muito melhor. Então, nós estamos dobrando, nós vamos ter mais de quase 600 bases comunitárias móveis da Polícia Militar. Acabamos de prender mais quatro envolvidos em roubos, aqui nos condomínios da Zona Sul e agora, acabamos de estourar uma outra construção, uma obra em construção onde eram guardados armamentos pesados e também produção de drogas para o tráfico. Então, a polícia tem feito um esforço grande, permanentemente.


REPÓRTER: Governador, o Supremo deve decidir pelo fim do pagamento extra do judiciário, isso custado aqui, pode trazer uma economia de R$100 milhões. Isso é positivo?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Puxa! R$100 milhões dá para fazer muita coisa. Vamos aguardar aí a decisão da Suprema Corte.


REPÓRTER: O senhor tem reunião com o PR hoje?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Eu tenho feito um cafézinho, fiz com o PV na semana passada, com a bancada do PV, e o secretário também, o Giriboni, e a bancada. Ouvindo a bancada, suas propostas, o Partido Verde tem propostas para energia renovável, tem propostas na área cultural, educação, saúde, preocupações com a questão da alimentação, obesidade, querem implantar o índice de felicidade. Vamos ver como é que se mede isso, e enfim, tivemos aí uma reunião muito proveitosa com o Partido Verde, visando a Rio+20 e as propostas de sustentabilidade. O PR é só um deputado estadual, o deputado André do Prado, que é aqui da região do Alto Tietê, e depois vamos fazer isso com todas as bancadas que compõe a nossa base aliada na Assembleia.


REPÓRTER: Governador, em relação ao pedágio ainda, o indexador continua sendo o IPCA?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Isso vai ser definido pela ARTESP, não está definido.


REPÓRTER: Governador, só uma opinião do senhor com relação segurança, esses dados que dados que o senhor passou. O senhor acha que nesse semestre ainda as medidas poderão ser mais efetivas em relação a coibir os arrastões constantes?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, polícia direito na rua, 24 horas trabalhando. Isso é um esforço permanente. Nós temos índice que caíram e temos índice que subiram, e São Paulo é o único Estado brasileiro que publica todo mês. Único, não tem outro. Então, no dia 25, nós publicamos o mês anterior. Aliás, foi muito criticado na época. "É absurdo o que você vai fazer", porque a imprensa só vai destacar o lado negativo. Aquilo que tiver de redução, de índice, vai passar despercebido, e aquilo que piorar vão bater bomba, vai ser divulgado. Eu falei: “Não tem importância, nós queremos transparência absoluta”. Então, dá para saber os índices, os locais, as regiões... Agora, índice é para trabalho, é para resultado, não é para ranqueamento, não é mais ranqueamento. É para orientar o planejamento e a ação da polícia, em caráter preventivo e repressivo.


REPÓRTER: O senhor acha que pode ter uma redução, então?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Ah, não tenho a menor dúvida.


REPÓRTER: Sobre a greve dos metroviários, governador. O gGverno mantém a decisão de multá‑los pela greve em R$1 milhão, tentar levar isso afundo em R$1 milhão?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Claro. O Governo tem o dever de preservar serviços públicos essenciais, como é o caso do metrô, e trabalhar para que as decisões judiciais sejam cumpridas. Isso trouxe um grande prejuízo para a população e totalmente desnecessário, porque estava no meio de um processo de negociação. Então, greve ilegal, abusiva... Ilegal porque não cumpriu ordem judicial, abusiva porque prejudicou a população.