Coletiva - Reunião para contratação de consultoria do Banco Mundial na estruturação de projetos em Parceria Público-Privado (PPP) - 20121804

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva da Reunião para contratação de consultoria do Banco Mundial na estruturação de projetos em Parceria Público-Privado (PPP)

Local: Capital - Data: 18/04/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, agradecer a Dra. Deborah Wetzel, que é a diretora do Banco Mundial para o Brasil. Nós, hoje, assinamos o contrato para termos a parceria do Banco Mundial em quatro grandes projetos. Três novas linhas de metrô, a Linha 6, que é a linha que sai de São Joaquim, na região do centro expandido, para zona norte, região norte de São Paulo, Freguesia do Ó, Brasilândia. A Linha 18 que vai para São Bernardo do Campo, é o monotrilho. E a Linha 20 que é uma linha estruturante, Lapa-Moema. Então três novas linhas de metrô, a parceria do Banco Mundial, sua expertise para a engenharia financeira, e a modelagem da PPP. E a Rodovia Tamoios que é uma rodovia importante que vai ligar o planalto com Caraguatatuba, que é o maior centro de gás do Pré-Sal, e com o porto de São Sebastião. Então, obras estruturantes para São Paulo, na área de transporte e logística e na área da mobilidade urbana aqui na região metropolitana, que é a terceira maior região metropolitana do mundo. Além do que, o Banco Mundial tem sido um grande parceiro, o Bird, nos financiamentos de obras de infraestrutura, de logística aqui no Estado.


REPÓRTER: Governador, essas linhas a PPP será nos mesmos moldes que a Linha Amarela ou não necessariamente?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não necessariamente. Na Linha amarela, a obra física foi feita pelo governo. A PPP é na parte de trens, parte elétrica, eletrônica, enfim. Nós poderemos agora, nas novas PPP’s, fazer tudo PPP. Obra física e material rodante, ou não. Por isso que o Banco Mundial tem a expertise internacional. Quem os melhor conhece, os melhores casos de sucesso e os erros. Então, por isso nós contratamos pra ser o nosso parceiro na modelagem, melhor modelo, e na engenharia financeira através do seu corpo técnico. O trabalho assinado hoje ele tem 18 meses, mas o trabalho já começou.


REPÓRTER: Governador, eu queria só perguntar pra ficar mais claro. Como que vai funcionar na prática esse contrato assinado hoje? É uma consultoria?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Exatamente. Nós estamos contratando a consultoria do Banco Mundial, que tem uma enorme expertise em parceria público-privada, especialmente infraestrutura e logística, pra nós construirmos a engenharia financeira, a modelagem, que é toda a preparação do edital da parceria público-privada. Para quatro grandes projetos: Linha 6, que é uma linha que sai de São Joaquim, na Linha 1 do metrô, passa pelas universidades, pela Lapa, e vai pra região norte de São Paulo, do outro lado do rio Tietê, Freguesia do Ó e Brasilândia. A Linha 18, que vai de São Paulo pra São Bernardo do Campo, ABC. A Linha 20, que sai da Lapa e vai pra Moema, a linha estruturante. E a rodovia dos Tamoios, SP 99, que é uma nova autoestrada na Serra do Mar, ligando o alto da serra aqui em Caraguatatuba, o contorno de Caraguatatuba e o acesso ao porto de São Sebastião.


REPÓRTER: E isso deve levar quanto tempo?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Dezoito meses, mas o seu trabalho já começa imediatamente. E à medida que for ficando pronto, nós vamos lançando os editais.


REPÓRTER: Governador, tem uma outra questão. Hoje, a gente teve mais um problema na linha da CPTM, na Linha 7 desta vez. Segunda-feira também houve um outro problema. A gente tem visto várias entrevistas, o secretário dizendo que houve um aumento muito grande de usuários na frota. Mas, enfim, os problemas continuam. O que tem sido feito de fato para melhor essa situação, para acabar com esse tipo de situação?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, nós passamos, praticamente, pouco mais de uma década, de menos de 1 milhão de passageiros por dia para 2,7 milhões de passageiros por dia na CPTM. Três trabalhos estão sendo feitos, três investimentos. Primeiro o material rodante. Os trens já estão chegando. Nós estamos entregando praticamente um trem novo a cada quinze dias. Não é trem reformado, é trem 0km. E já autorizamos uma nova compra de mais cinquenta e quatro trens. Cada trem, são oito carros, nós estamos falando de mais quatrocentos e quarenta carros novos 0km. Tanto é que inauguramos esta semana, em Hortolândia, uma nova fábrica da Bombardier Ferrovia, só para produzir trem pra São Paulo, tal é a demanda. Segundo, energia. Nós estamos fazendo investimentos, acabaram de ser contratados também para aumentar em 40% o suporte de energia. Seja nova subestações, seja a rede elétrica, que inteirinha vai ser modernizada. Porque todo o trem e todo metrô é elétrico. Aliás, isso é muito importante para o meio ambiente, tirar energia de monóxido de carbono, de petróleo. E terceiro sistemas de sinalização e segurança. O que nos permite ir reduzindo o horário de cinco minutos do trem para três minutos. O que vai possibilitar transferir mais passageiros, transportar mais passageiros com a mesma linha. E no caso do metrô, de cento e vinte segundos para oitenta segundos até setenta e cinco segundos a diferença. Nós temos, hoje, cinco obras simultâneas. Temos no metrô, a Linha 2, obra para a cidade Tiradentes, em obra, é o monotrilho. Essa é a fábrica nova de Hortolândia, só pra fazer monotrilho para a Linha 2. Temos a Linha 4, primeira PPP do Brasil em obra. Vamos entregar mais cinco estações. Temos a Linha 5 em obra, que é a de Santo Amaro, Largo 13 até Chácara Klabin, toda ela em obra, são 12 estações novas. Temos a Linha 17 Ouro, que acabou de começar, que é a do estádio do Morumbi, ligando o aeroporto de Congonhas até a Marginal do Rio Pinheiros na primeira etapa. E temos na CPTM, a extensão do trem até Parelheiros, até Varginha, que está parado em Grajaú. Então, são investimentos recordes que estão sendo feitos, exatamente para atender mais a população, melhorar a qualidade e melhorar a segurança.


REPÓRTER: Mas dá para a gente dizer assim em quanto tempo os usuários vão começar a sentir alguma diferença? Porque tudo isso leva um tempo, né, governador? São investimentos mais...


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, os investimentos em segurança e energia e manutenção são diários, são permanentes. Essas grandes obras novas vão ser entregues. Nós vamos entregar a Linha 2, 2014 chegará até o Oratório Sapopemba, depois continua para cidade de Tiradentes. A Linha 5 vai chegar em dois anos até a Adolfo Pinheiro, depois ela continua até Chácara Klabin. Nós esperamos passar de 72 km de metrô para 102 km no nosso mandato e deixar 90 km em canteiro. A meta é chegar a 200 km de metrô. E a CPTM já tem uma rede grande. São 260 km de rede. Aí são algumas extensões, como levar o trem para o aeroporto de Cumbica no Expresso Guarulhos, que já vamos licitar também. Essa não será a PPP, por isso que não está incluída no projeto do Banco Mundial. Vai ser obra pública e investimentos em novos trens, não é? Todo dia estão chegando aí os trens. A cada 15 dias um trem novo é colocado em operação em sistemas, porque cada trem que entra ele é elétrico, ele é mais motorizado, tem um sistema de frenagem maior e tudo com ar-condicionado. Então, aumentou muito a demanda por energia. Nós estamos fazendo um investimento de mais de 300 milhões na rede elétrica e nas subestações novas. Estamos, inclusive, aos domingos, parando alguns trechos de linha pra ganhar tempo, pra acelerar esse trabalho de manutenção. Até a gente pede a compreensão das pessoas que alguns domingos param algumas linhas exatamente para melhorar o sistema, ter mais segurança e mais conforto.


REPÓRTER: Governador, tem sido cada vez mais frequente o senhor... Grupo técnico da CPTM insinuações de que são muitas falhas, alguma coisa está errada, isso pode está sendo causado. O senhor tem essa preocupação também, o senhor tem esse tipo de dúvida com relação a eventual sabotagem?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, nós não vamos colocar essa hipótese enquanto nós não tivermos certeza e enquanto não tiver provado, então, pode ser.


REPÓRTER: Mas há suspeita?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Como?


REPÓRTER: Há suspeita?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: A investigação é 24 horas, mas não vamos colocar enquanto não estiver claro isso, está bom?


REPÓRTER: O senhor vai à Brasília amanhã?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Vou. Nós vamos amanhã à Brasília, um tema muito importante, que é a questão do indexador da dívida dos estados, que é IGPDI mais seis, alguns estados e prefeituras, é IGPDI mais nove. Isso no atual momento da economia brasileira é absurdo, quer dizer, é muito mais caro do que o Governo Federal se remunera para se financiar. Então o próprio Governo Federal reconhece isso, e sem modificar a lei de responsabilidade fiscal está se estudando uma maneira de ter um indexador mais correto, e também possibilitar os estados mais investimento.


REPÓRTERES: Obrigada, governador.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Dra. Deborah Wetzel fala muito bem português, viu!