Coletiva - São Paulo cria força-tarefa para acelerar entrega de vacinas do Butantan ao Brasil 20211702

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Coletiva - São Paulo cria força-tarefa para acelerar entrega de vacinas do Butantan ao Brasil 20211702

Local: Capital - Data: Fevereiro 17/02/2021

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Muito obrigado pela presença. Vamos iniciar mais uma coletiva de imprensa na sede do Governo do Estado de São Paulo, aqui no Palácio dos Bandeirantes. No dia e hoje, quarta-feira, dia 17 de fevereiro, teremos a participação de Rossieli Soares, secretário da Educação, Patrícia Ellen, secretária de Ciência, Desenvolvimento e Tecnologia, Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, João Gabardo, coordenador executivo do Centro de Contingência do Covid-19, e Regiane de Paula, coordenadora geral do programa estadual de imunização do Estado de São Paulo.

Hoje também boas notícias, eu queria destacar essas boas notícias, porque elas são boas notícias para São Paulo e para o Brasil. Primeira boa notícia para os brasileiros: o Governo de São Paulo, o Instituto Butantan, vai antecipar a entrega de 54 milhões de doses da vacina do Butantan para o Ministério da Saúde. Inicialmente prevista para o final de setembro deste ano, a entrega de 54 milhões de doses da vacina do Butantan, estas doses serão entregues até o final do mês de agosto. Portanto, 54 milhões de novas doses da vacina do Butantan serão entregues aos brasileiros, para o programa nacional de imunização, com a vacina do Butantan. O Instituto Butantan está trabalhando 24 horas por dia, sete dias por semana, incluindo feriados e finais de semana, para produzir as vacinas que estão imunizando os brasileiros. Quero mencionar aqui que 9 em cada 10 brasileiros, neste momento, estão sendo vacinados com a vacina do Butantan. Repito: 9 em cada 10 brasileiros, neste momento, estão sendo vacinados com a vacina do Butantan, e nós agora conseguimos, graças ao trabalho do Butantan, dos técnicos e cientistas, antecipar em um mês a entrega das vacinas para o Ministério da Saúde. Mas quero registrar também que o Ministério da Saúde precisa viabilizar mais vacinas, não apenas a vacina do Butantan. São 100 milhões de doses, 46 milhões nesta primeira etapa, até abril, mais 54 milhões até o final do mês de agosto, 100 milhões de doses. Mas o Brasil precisa de mais vacinas. Então faço aqui um apelo, como governador do Estado de São Paulo, para que o Ministério da Saúde viabilize mais vacinas e disponibilize vacinas para todos os governos estaduais, para que possam imunizar a população nos seus estados, através dos seus municípios. É inaceitável que tenhamos capitais, cidades que não têm mais vacina, e alguns estados que estão na fase final de disponibilidade de vacinas. Repito: o Brasil precisa de mais vacinas.

Hoje nós teremos, às 15h, uma reunião com o ministro da Saúde, com todos os governadores participando, quórum confirmado, todos os 27 governadores estarão participando. Em nome do Governo de São Paulo, participará Rodrigo Garcia, vice-governador e secretário do Governo do Estado de São Paulo. Todos confirmados, sob a coordenação, neste tema da saúde, do governador do Estado do Piauí, governador Welington Dias, que nos representará nas reivindicações que apresentará ao ministro Eduardo Pazuello na tarde de hoje.

Vacinação em São Paulo cria força-tarefa para acelerar a entrega de doses da vacina do Butantan para todo o Brasil. É um outro fato positivo, e vocês vão compreender o porquê. O Instituto Butantan duplicou o número de profissionais no Butantan, que cuidam especificamente do programa de envase, na fábrica da vacina, aqui no bairro do Butantã, em São Paulo, de 150 para 300 profissionais. Trezentos profissionais, todos eles treinados e capacitados para esta finalidade. O departamento de qualidade da vacina do Butantan, repito, está trabalhando praticamente 24 horas por dia, sete dias por semana, para aumentar a rapidez da produção e entrega das doses da vacina do Butantan. O Butantan vai entregar, a partir da próxima terça-feira, repito, a partir da próxima terça-feira, um total de 3,4 milhões de doses da vacina do Butantan para o Ministério da Saúde. Portanto, terça-feira, dia 23, mais 3,4 milhões de doses da vacina do Butantan para o Ministério da Saúde, uma média de 426 mil doses por dia, ou seja, 17 mil doses por hora da vacina do Butantan. E a nossa orientação ao professor Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, é agilizar todos os processos, para permitir que as vacinas cheguem o mais rapidamente possível aos brasileiros, lembrando que as vacinas são entregues aqui, em São Paulo, no depósito central do Ministério da Saúde, e cabe ao Ministério da Saúde proceder à distribuição das vacinas a todos os demais estados do país. E o que nós esperamos, desejamos, é que o Ministério da Saúde aja também com eficiência e rapidez na logística, para que as vacinas cheguem o mais rapidamente possível aos estados, às cidades e, principalmente, no braço dos brasileiros.

Terceira boa notícia, e eu fico muito feliz de poder oferecer aqui boas notícias aos brasileiros, principalmente no tema da vacina, a vacina que salva, a vacina que protege. Todos nós temos que priorizar a vacina, esse é o momento de salvar os brasileiros, para, protegendo vidas, recuperar a economia e a normalidade das nossas vidas. A terceira boa notícia é o estudo clínico da vacinação, que o Governo de São Paulo iniciou hoje na cidade de Serrana, no interior de São Paulo, na região de Ribeirão Preto. É um teste inédito de vacinação em massa, é o primeiro local do mundo a ter uma vacinação em massa, completa, para vacinar toda uma população. Repito: É o primeiro teste com esta circunstância de vacinação em massa feito no mundo, pelo Instituto Butantan, que completa esta semana 120 anos de existência. Não poderia ter forma melhor de celebrar os seus 120 anos, oferecendo clinicamente, cientificamente, um programa de imunização como esse, que vai imunizar cerca de 30 mil moradores de Serrana, no interior de São Paulo, e fará isso com as duas doses da vacina. Quero deixar claro que estas doses, são 60 mil doses, 30 mil mais 30 mil, não comprometem nenhuma vacina programada para o Ministério da Saúde, ou seja, 100 milhões de doses previstas para entrega ao Ministério da Saúde. E entregaremos 100 milhões de doses até setembro... Perdão, agora até agosto deste ano, não estão comprometidas. Faremos a entrega de 100 milhões de doses, e estamos utilizando 60 mil doses extras para fazer esse programa de imunização em Serrana. Com a eficácia e a segurança da vacina do Butantan já comprovadas, o estudo agora vai verificar o controle da disseminação do vírus e a redução de contágio. Dr. Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, falará sobre os três temas e a importância para a ciência de São Paulo, do Brasil e do mundo, desta iniciativa, que começou hoje pela manhã, em Serrana, região de Ribeirão Preto, onde estive ao lado do Dr. Dimas Covas, do Jean Gorinchteyn, da Regiane de Paula, iniciando a vacinação da população.

Quarta boa notícia, desta feita na educação, tão importante para os nossos filhos, para as crianças e adolescentes em São Paulo e no Brasil. Começa hoje o programa Psicólogos da Educação. A partir de hoje, quarta-feira, 17 de fevereiro, mil psicólogos começam a trabalhar e estão à disposição de alunos, professores, da rede estadual de ensino. São 5.100 escolas no Estado de São Paulo com atendimento por esses mil profissionais da psicologia. O atendimento será feito de maneira virtual e presencial, e o objetivo é contribuir para a melhoria da convivência e do ambiente escolar. Todas as escolas da rede estadual serão beneficiadas, todas. Repito: Nenhuma escola ficará de fora deste programa, Psicólogos da Educação. Cada escola terá à sua disposição um número de horas, e o secretário Rossieli Soares dará maior detalhe, para que um psicólogo possa estar presencialmente ou virtualmente, quanto mais rápido for a alternativa e mais eficiente. O próprio psicólogo vai utilizar essa alternativa, em conjunto com a direção da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. E os detalhes serão dados daqui a pouco por Rossieli Soares, secretário da Educação do Estado de São Paulo.

Quinta notícia, é a semana epidemiológica, também uma boa notícia. Vocês vão ver que os índices estão melhorando, e nós precisamos trabalhar e contar com a cooperação da população, para que continuem melhorando, e por isso o apelo para que as pessoas não se aglomerem em hipótese alguma. Aglomeração significa risco, risco principalmente para os jovens, jovens que levam vírus para suas casas, para seus pais, para seus avós, e infelizmente, disseminando os vírus, nós continuaremos a ter a presença do vírus em escala elevada. Mas até aqui, neste momento, repito, estamos com índices melhores. E o Dr. Dimas... perdão, o Dr. Jean Gorinchteyn falará também sobre a nova lei, que já está em vigor aqui no Estado de São Paulo, determinando multa de R$ 100 mil para aquele que furar a fila da vacina, seja quem for, seja médico, seja político, seja empresário, seja pessoa importante, famosa ou não, não importa. A lei é pra todos e a fila da vacina deve ser respeitada por todos em São Paulo. Havendo denúncia e constatando-se o fura-fila, ele será multado em R$ 100 mil, e aquele que facilitou a obtenção da vacina será igualmente advertido e multado.

Vamos então pela ordem, começando com Dimas Covas, o presidente do Instituto Butantan, para tratar dos três bons assuntos, as três boas notícias que enunciamos hoje na nossa coletiva. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Boa tarde, governador. Em relação à primeira notícia, que foi o contrato adicional de 54 milhões, assinado na segunda-feira com o Ministério da Saúde, no cronograma contratado a última entrega seria em setembro. Nós vamos fazer todo o esforço para adiantar essa produção e essa entrega e esperamos que em agosto, no máximo em agosto, tenhamos entregue o total de 100 milhões de doses. Da mesma forma que isso é importante, quer dizer, essa agilidade, essa presteza em produção, nós também temos que lembrar que, nesse momento, é a única vacina que está sendo usada em grande volume no Brasil, e isso traz uma responsabilidade muito grande para o Butantan. Então, os nossos funcionários, inclusive com essas novas contratações, têm o peso da responsabilidade de liberar essas vacinas o mais rapidamente possível. Então, essa agora próxima semana, a partir do dia 23, nós passamos a liberar 426 mil doses por dia para o Ministério da Saúde, em oito dias vamos chegar aos 3,4 milhões de doses. Mas não paramos, isso é só a primeira entrega, que é parte do contrato, e continuamos, e espero não parar mais, porque não temos mais problemas de matéria prima. Nós devemos escalar essa produção e, a partir de abril, possivelmente, vamos dobrar essa produção e vamos ter à disposição uma fábrica que, nesse momento, está usando para produção da vacina da gripe. Então, todas essas atividades, todas essas iniciativas são exatamente no sentido de que não falte vacina para todos os brasileiros, obviamente. E nós devemos lembrar também, governador, que esse contrato com o Ministério, ele foi de fato assinado em janeiro. Dos 46 milhões, em janeiro, e dos 54 milhões, anteontem. Então, o Butantan está fazendo um enorme esforço para dar atendimento aos estados e municípios do Brasil todo.

Com relação ao projeto de Serrana, é um projeto que me deixa particularmente, primeiro, muito orgulhoso. Eu acho que essa pandemia trouxe enormes desafios, desafios sociais, desafios econômicos e desafios nunca dantes enfrentados pela ciência. A ciência está tendo que dar uma contribuição em um ano, que é o tempo de duração dessa epidemia, numa velocidade que não era observada anteriormente. E esse projeto, chamado Projeto S, agora Projeto Serrana, ele é uma das inovações que só poderia ser feita durante uma epidemia dessas proporções, e nós estamos fazendo isso pela primeira vez no mundo. Então, é um projeto que vai estudar a eficiência da vacina. E as perguntas principais que ele vai responder é, primeiro: a epidemia pode ser controlada pela vacinação em massa? É o que todos nós queremos saber. Nós não temos essa resposta. Nós sabemos que as vacinas protegem contra a doença, contra a manifestação clínica, mas nós não sabemos qual é o efeito da vacina em massa sobre o curso da epidemia. Então são importantes respostas que nós vamos obter. Dois, a vacinação impede que o vírus seja transmitido de uma pessoa pra outra? Isso é importante. Pode ser que a vacina controle a doença, mas ela não impeça a transmissão, e portanto nós podemos conviver ainda com esse vírus por muito tempo. Se ela impedir a transmissão, o vírus pode desaparecer. E uma outra questão: Qual o impacto da vacinação na chamada carga de doença? Quer dizer, o que ela vai significar, em termos de economia para o sistema de saúde, em termos de consultas médicas, em termos de uso de recursos que são empregados maciçamente, de liberação dos hospitais para o tratamento das outras doenças, que nesse momento ficaram em segundo plano, enfim, qual vai ser o efeito na redução da carga da doença, também é uma resposta importante que nós vamos obter.

Além disso, governador, nós estamos lá testando várias ferramentas que podem ser muito úteis no combate da epidemia. Então, são vários aplicativos, e já estão disponíveis para os habitantes de Serrana, todos reunidos sob essa figura simpática, chamada Tainá. Tainá é uma assistente que trabalha 24 horas para o Butantan, mas isso em associação com o Whatsapp. Basta a pessoa entrar com as suas questões no Whatsapp, e ela responde. E são vários aplicativos: aplicativos de controle da vacinação, aplicativo de reações adversas, aplicativos de identificação de sintomas compatíveis com o Covid, que vão permitir a vigilância ativa. E outros, como por exemplo o censo geolocalizado. Em tempo real, a gente vai ter a localização dessas pessoas, com exame positivo, e assim por diante. Então é uma experiência que não é só a questão do estudo clínico, mas ela vai além, no sentido de fornecer ferramentas que possam ser usadas de forma extensiva no Brasil.

E por fim, governador, eu agradeço muito o seu apoio, que todas essas iniciativas, obviamente, não teriam prosperado se nós não tivéssemos o apoio entusiasmado do governo e do nosso governador. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. Queria convidar vocês para assistirem um breve vídeo sobre esta operação Serrana, nós vamos exibir agora. O vídeo, creio que tem dois minutos. E aí vamos para o próximo tema, que é Psicólogos na Educação, com o secretário Rossieli Soares. Vamos ao vídeo.

[exibição de vídeo]

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: O Governo do Estado de São Paulo, o Instituto Butantan e a cidade de Serrana são protagonistas de uma ação pioneira em todo o mundo: Projeto Serrana. Uma campanha inédita de vacinação em massa contra a Covid-19.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Creio que essa vacinação vai salvar muitas vidas, e como vai.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Uma verdadeira pesquisa clínica para provar que, além de eficaz e segura, a vacina do Butantan será testada como proteção numa cidade inteira.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Tentamos entender como é que a vacina consegue controlar a transmissão e controlar os casos graves, nesse conjunto de pessoas.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Uma megaoperação, envolvendo todo o sistema de saúde de Serrana.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Isso não seria possível sem o Butantan, com toda a parte de logística, conhecimento, não seria possível sem o hemocentro que faz os exames, sem a faculdade, sem a gente. Então é um projeto muito audacioso.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Vacinação em massa na cidade de Serrana, com a vacina do Butantan.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Vai ser muito importante pra nós, porque vai ajudar a salvar vidas.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Um exemplo para a saúde pública e a medicina, para ser usado em todo o mundo.

ORADORA NÃO IDENTIFICADA: Muito obrigada, só tenho a agradecer por ter escolhido Serrana para essa ação.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: E aqui é um grande passo que eles deram, que eu acho que vai salvar muita gente. O governo está fazendo um grande esforço pra isso, né? Então, eu acho que vai dar certo.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Governo de São Paulo, estado de respeito.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado. Eu queria, antes de passar para o Rossieli Soares, mencionar que todo o financiamento deste estudo é feito pelo Governo do Estado de São Paulo, não há um único centavo do Ministério da Saúde neste programa. É um programa financiado pelo Governo do Estado de São Paulo, em prol da ciência e da vida. Não só o estudo, a contratação de profissionais, 500 profissionais foram contratados em Serrana, jovens, que foram treinados em Serrana, nos últimos 45 dias, pelas equipes de saúde do Governo do Estado de São Paulo. A contratação, os custos, todos os equipamentos e as 60 mil doses de vacina financiados pelo Governo do Estado de São Paulo, para ajudar São Paulo e o Brasil. Com você, Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DA EDUCAÇÃO: Obrigado, governador. Nós, no final do ano, lançamos esta ação do Psicólogos na Educação, especialmente para esse apoio socioemocional, nas escolas estaduais. Isso já é um desafio pré-pandemia, nós saímos de episódios com aprendizados, como o caso da Raul Brasil, como outras situações que nós temos na nossa rede, isso já era uma demanda. E obviamente, com a pandemia, hoje essa demanda é ainda maior. Pode passar.

Então, a ideia é que esses psicólogos estejam fazendo especialmente uma orientação, suporte emocional, aos estudantes, aos profissionais, ao conjunto da escola, possibilitando sempre a celeridade nesse atendimento, especialmente mais urgente e mais emergencial da comunidade, ainda mais nesse momento. Mas é um programa que está ligado ao programa de convivência, ou seja, melhorar o processo de convivência dentro da escola, combater bullying, por exemplo, trazer uma convivência... É o nosso grande objetivo, porque isso impacta diretamente na aprendizagem. E os psicólogos vão estar centralmente auxiliando a Secretaria e especialmente as escolas nesse momento. Pode passar.

Nós estamos falando aqui de um apoio que é especialmente preventivo, para melhorar a convivência, prover soluções para cada uma das escolas, para cada um dos tipos de crise, dentro do planejamento da própria escola. Apoio especialmente para a gente acolher nas comunidades escolares, especialmente, sobretudo nesse momento de pandemia, porque a gente tem muita incerteza, tem muitos medos, muitas dúvidas, ter esse processo de suporte para as escolas será fundamental. O apoio a projetos pedagógicos e de aprendizagem. Muitas vezes, a aprendizagem não avança, especialmente necessitando ter aqui o olhar de outros profissionais, cada vez mais equipe multidisciplinar, estar apoiando, para que a aprendizagem possa avançar. Estar emocionalmente bem faz toda a diferença para que a aprendizagem se dê da melhor maneira. O desenvolvimento das competências socioemocionais, por exemplo, tem impacto absurdamente gigantesco dentro do processo da aprendizagem. Pode passar. Uma coisa importante: nós não temos aqui, o objetivo dos psicólogos não é clinicar. Isso é muito importante, certo? Os psicólogos vão estar preparando, auxiliando os profissionais da educação, especialmente para tratar, melhorar o clima escolar, fomentar esse desenvolvimento das competências socioemocionais, mas não é clínica. Quando ele for observado, tiver algum atendimento, é para, logo na sequência, fazer encaminhamento para o sistema de saúde, sistema de proteção social, que precisa estar apoiando nesse retorno. Então, o objetivo não é clinicar, mas sim dar o suporte na psicologia educacional para os quais esses profissionais são preparados. [Pode passar]. Lembrando que a Secretaria de Educação licitou uma empresa, a empresa da Psicologia Viva foi a ganhadora da licitação, são mil psicólogos de 40 horas, o contrato prevê, na verdade, 40 mil horas semanais de atendimento, em torno de 160 mil horas mensais, depende do mês, obviamente. Mas os profissionais, então, passarão por formação e já passaram por algumas formações e estão passando continuamente por outras formações, por exemplo, com o apoio do Instituto Ayrton Senna para as competências sócio emocionais que é um dos grandes objetivos, inclusive na reformulação curricular que nós fizemos, para que eles estejam junto à secretaria, junto as equipes das escolas, seguindo, obviamente, dentro de tudo aquilo que a secretaria tem planejado e observando o planejamento de cada escola. [Pode passar]. As escolas devem se planejar para fazer a solicitação do serviço de atendimento. Eles têm passado também por formação para isso. Hoje nós tivemos live, inclusive com os diretores das escolas, sobre esse tema porque eles vão ter um banco de horas por semana que eles podem utilizar esses profissionais e cada escola vai dizer aonde que ela precisa mais, qual é o maior objetivo que esse profissional poderá estar auxiliando cada uma das escolas. Então, ele fará parte do planejamento de dentro das escolas. E, obviamente, nós, da secretaria, estaremos monitorando o uso, os objetivos do próprio serviço e além de fazer o suporte e a formação desses profissionais. As 5.100 escolas, todas as nossas escolas vão poder solicitar de duas horas a 20 horas de serviço, ou seja, uma escola menor terá uma média de 2 horas por semana, uma escola maior de 20 horas por semana com o serviço disponibilizado, de novo, de acordo com o seu planejamento. Lembrando que a gente tem escolas que têm 15 alunos e escolas que têm 2, 3 mil alunos. Então, obviamente, vai ser sempre de acordo com o seu planejamento, a depender das suas necessidades. [Pode passar]. Só para concluir, então, são 40 mil horas semanais com mil psicólogos, 60 milhões de investimento por ano na contratação de serviços de 12 meses com 160 mil horas mensais. Esse é o nosso principal indicador, são números de horas mensais disponibilizadas aos nossos profissionais, aos nossos estudantes. E hoje, quarta-feira dia 17 de fevereiro, estamos começando esse serviço que é um passo importante, né? A metodologia importa onde a maior parte do atendimento será atendimento online, mas tem a previsão também, de quando necessário ter atendimento presencial, especialmente em casos de emergência, de alguma intervenção maior que precisa, que caso precisemos fazer na escola, sem abrir mão de outros serviços que o estado tem que nos ajudam demais como Cravi na Secretaria da Justiça, como a área da Secretaria de Saúde que sempre tem nos apoiado em suporte, mas aqui é um novo serviço que está nascendo especialmente para que a escola possa se planejar. Muito obrigado governador e parabéns, porque esse é um ponto de crescimento e de avanço fundamental para a educação do estado de São Paulo. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado secretário Rossieli, por tanto, R$ 60 milhões no investimento, na contratação de mil profissionais psicólogos, profissionais de psicologia, psicólogos que vão atuar na rede pública estadual, 5.100 escolas a partir de hoje. Este é um contrato que vale por 12 meses. É o único estado do país que tem um programa dessa natureza é o estado de São Paulo. Vamos agora com Jean Gorenstein, secretário da Saúde do estado de São Paulo. O secretário falará sobre a nova lei que estabelece multa para quem furar a fila da vacina. Essa lei e o Dr. Jean vai explicar, foi aprovada na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, sancionada pelo governador na última sexta-feira e já está em vigor. E dará também a semana epidemiológica e o vacinômetro, os números atualizados da vacinação em São Paulo, tanto da primeira dose quanto da segunda dose e fará isso com a ajuda da Dra. Rejane de paula, coordenadora de todo o programa estadual de imunização em São Paulo. Jean Gorenstein.

JEAN GORENSTEIN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Boa tarde governador, boa tarde a todos. Estamos na sétima semana epidemiológica do ano de 2021. O governo do estado está bastante atento aos números da pandemia no nosso meio, mas estamos agindo sempre, agindo tanto vacinando, nós vamos ver logo mais com a Dra. Rejane os números do vacinômetro, estamos ampliando o número de leitos e estamos fazendo a fiscalização em todo o estado. No período agora, de 12 a 16 de fevereiro, de sexta-feira, portanto, até a data de ontem, foram realizadas 6.900 inspeções em todo o estado, 200 autuações foram feitas, sendo que 19 localidades comerciais foram fechadas, incluindo festas clandestinas. As autuações ocorreram em decorrência ao descumprimento do Plano São Paulo, a não utilização de máscaras e também devido a ocorrência de aglomerações. Só na capital do estado nós tivemos 229 inspeções, sendo 48 autuações que tiveram o apoio da Polícia Militar em apoio aos municípios. Essas ações foram realizadas fazendo com que dessa forma nós pudéssemos redimir e reduzir a circulação do vírus em cada uma das localidades. São Paulo registra outras variantes do Covid-19, dados atualizados e oficiais até o momento revelam a presença de 25 casos com a cepa P1 do Amazonas, 7 casos com a variante do Reino Unido. O sequenciamento são feitas em algumas amostras específicas, especialmente em situações em que existe a referência de viagem ao exterior ou viajem à região amazónica, bem como contato com alguém que eventualmente tenha viajado para essas regiões e tenha apresentado sintomas de Covid. Portanto, não é realizada de forma massiva, ou seja, para todas as pessoas e sim de forma aleatória e pontual. Estamos, como disse, vacinando. Até a gora, ao 12h15, nós já tivemos 1.731.096 casos de vacinação e o governador João Doria sancionou a lei elaborada pela Assembleia Legislativa do estado que prevê penalidades com multas para todos aqueles que descumprirem o segmento prioritário da vacinação, seja quem tomou a vacina, seja quem aplicou a vacina e essas multas serão dobradas, principalmente se tratar-se de funcionários públicos. Essas multas variam de valor de R$ 24.756 até o valor de R$ 89.066. Dessa forma essa lei já foi assinada e já está em vigor para todo o estado. Isso é uma garantia que a vacinação que ocorre no estado de São Paulo tem três princípios básicos, uma é a organização, a outra a priorização, priorização daqueles que realmente precisam do recebimento da vacina de uma forma priorizada, e a terceira é o planejamento para que quem tomou a primeira dose da vacina tenha a garantia da segunda dose bem estabelecida. Além de tudo, procedemos a abertura de leitos para regiões do estado que trouxeram uma ascensão de número de casos muito intensos, principalmente a região de Araraquara, com mais de 70 leitos abertos, assim como a região de Jaú que tiveram 96 leitos ampliados para garantir dessa forma a assistência a todos aqueles que assim precisarem. Hoje nós temos a ocupação dos leitos das unidades da terapia intensiva em todo o estado em 66,3%. Lembrando que o maior comprometimento acaba sendo na região do interior, 65,2% na Grande São Paulo e São Paulo contabiliza 1.938.712 casos e infelizmente 56.960 pessoas perderam as suas vidas. Lembro que tivemos agora uma queda pela quinta semana consecutiva em número de internações, essa semana tivemos uma queda de 8% no total de internações, mostrando com que esses dados revelem a dinâmica atual do quanto existe de circulação do vírus no nosso estado. Os demais dados, infelizmente revelam uma queda uma queda acentuada, mas eles não reportam uma realidade, até porque nós tivemos agora um período parcialmente como feriado e alguns dados não foram aportados e estiveram sim, represados. Muito obrigado governador. Passo a palavra agora para a Rejane de Paula para apresentar o vacinômetro.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado Jean Gorenstein. Antes do uso da palavra pela Dra. Rejane, eu não tenho o hábito de corrigir, principalmente meu secretário da Saúde, eu sigo a orientação dele. Mas é que não é um tema de saúde, é um tema Legislativo, então eu tenho a ousadia aqui de fazer uma pequena correção. O valor da multa é R$ 98 mil, não R$ 86.500. Eu chequei, inclusive para ter certeza que nós estávamos com o número correto. Então, é R$ 98 mil, o que acentua a proximidade dos R$ 100 mil que nós mencionamos. Desculpa fazer a correção, mas era importante, como não é tema da saúde, Jean, estou à vontade com você, né? E estou perdoado?

JEAN GORENSTEIN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Perdoadíssimo, até porque, isso reforça mais ainda, um valor até mais... maior, a necessidade da não... burlar--

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: De furar a fila.

JEAN GORENSTEIN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: De furar a fila, literalmente--

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Nem se permitir que se fure fila. Então, agora sim com a Dra. Rejane de Paula, coordenadora do programa estadual de imunização. Ela vai apresentar a vocês o nosso vacinômetro com atualização até, provavelmente, as 13 horas, se eu não estou enganado, da vacinação no estado de São Paulo. São Paulo já atingiu a terceira posição proporcionalmente do estado que mais vacina proporcionalmente e numericamente já é, de longe, o estado que mais vacina no Brasil. E iniciou a vacinação também da segunda dose. Dra. Rejane.

REJANE DE PAULA, COORDENADORA DO PROGRAMA ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Obrigada governador. Boa tarde, boa tarde a todos. O nosso vacinômetro mostra, realmente, 1.738.267 pessoas vacinadas, sendo que agora nós já estamos colocando primeiro e segunda dose. Como o governador já colocou, o consórcio da imprensa mostrou ontem que nós estamos em terceiro lugar, mas que em números absolutos o estado de São Paulo é aquele que está em primeiro lugar no ranking, então, o terceiro proporcionalmente, e o primeiro em números absolutos. Eu só queria ressaltar, governador, se o senhor me permite, que em tempos de pandemia, quando se luta pela vida, mais do que nunca é preciso que seja... a gestão pública seja pautada pela seriedade, planejamento e transparência. E a transparência está exatamente aqui. Nós colocamos em tempo real quem é vacinado, aonde é vacinado e também os municípios que estão vacinando. As decisões do governo, elas foram sempre tomadas, do governo do estado de São Paulo, com base em critérios muito bem pensados e em muito estudo, para que a gente pudesse garantir que o plano estadual de saúde levasse a vacinação a todos, principalmente aos mais vulneráveis. Então, nesse momento estar em terceiro lugar significa que nós estamos trabalhando muito e os municípios também. E lembrar, novamente, da importância da plataforma Vacivida. Então, nesse momento cada dose aplicada precisa ser registrada nominalmente para que a gente possa realmente ver o que está acontecendo e qual é a transparência não só do governo do estado de São Paulo sobre o seu comando, governador, com as vacinas do Instituto Butantan, mas também de todos os municípios. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado Dra. Rejane, obrigado pelas boas notícias e seguimos vacinando e vacinando intensamente em São Paulo. Por isso que planejamos a vacinação com cuidado e com zelo e com informações precisas e corretas em relação as faixas etárias. Aqui nós não precipitamos vacinação, nós realizamos vacinação. Bem, vamos agora às perguntas, eu vou elencar aqui os veículos que estão inscritos para hoje, CNN Brasil, Jornal Valor Econômico, a TV Al Jazira, a Rádio e TV Bandeirantes, o Portal Metrópoles, o Portal IG, a Rede TV, a TV Globo e a GloboNews. E fui informado que nós temos, nesse momento, 32 veículos de comunicação acompanhando a coletiva à distância, ou seja, virtualmente 32 veículos de comunicação, entre os quais dois que farão perguntas nesta tarde, o Valor Econômico e a TV Al Jazira. Mas vamos começar com a Bruna Macedo da CNN Brasil. Bruna, boa tarde, obrigado por você estar aqui conosco, sua pergunta, por favor.

BRUNA MACEDO, JORNALISTA DA CNN BRASIL: Boa tarde governador, boa tarde a todos. A minha pergunta é relacionada a uma entrevista do Dr. Jean a uma rádio de São Paulo em que ele disse que as medidas de distanciamento e de isolamento muito rígidas, fechamento de restaurantes, horários muito rígidos, teria causado o efeito contrário e aglomerando ainda mais, acabado aglomerando ainda mais as pessoas. Eu queria saber se essa conclusão também é a do centro de contingência, depois de tudo que a gente já passou com idas e vindas do Plano São Paulo e queria saber também, diante desta conclusão, o Estado de São Paulo pode não esperar mais medidas tão rígidas assim? É isso, obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruna. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Bom, essa pergunta merece uma resposta, isso não é a realidade. O que foi dito é que o Plano São Paulo, ao longo da sua existência, ele se adapta a algumas condições, inclusive as condições da pandemia, ele é um convívio da pandemia com a saúde. Nós temos que preservar vidas através do sistema de saúde. Se eu deixar mais pessoas circularem, o vírus vai circular mais com elas. Então, o Plano São Paulo, ele guia, através dessas restrições, horários e serviços, garantindo, dessa forma, que não haja sobrecarga e colapso no sistema de saúde do nosso estado, e todos tenham acolhimento. Por outro lado, nós sempre trazemos, em conjunto com a Secretaria de Desenvolvimento... a secretária Patrícia Ellen... Desenvolvimento Econômico, a questão relacionada a trazer os setores, pra gente fazer algumas adaptações, frente à melhora dos índices. E com isso, em cada uma das fases do plano, nós podemos até promover aberturas maiores, estendendo um pouco mais de horários, e tendo a participação de cada um dos setores. Cada um dos setores, fazendo a sua parte, colaborando, criando ambientes seguros. Então é isso que faz o Plano São Paulo ter o sucesso que tem. Então, dizer que foi um erro é um erro de quem disse, é do oportunismo de quem falou, isso não é uma verdade. Tanto é que nós nos guiamos, do Plano São Paulo, para guiar todas as estratégias que são feitas pela Secretaria de Estado de Saúde, e são feitas, volto a dizer, no sentido de conter a pandemia e preservar a assistência, e não haver colapso na saúde.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Jean. Bruna, antes de concluir, Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, fará uma complementação, mas, na qualidade de governador, quero esclarecer a você que quem determina a evolução do Plano São Paulo, avançando ou retroagindo, é a ciência, é o Centro de Contingência do Covid-19. Não é uma decisão do governador nem uma decisão de governo, é uma decisão de saúde pública. Com você.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Obrigada, governador. Somente adicionando: as aglomerações, tipicamente, têm acontecido depois das 20h, e muito em festas clandestinas, em aglomerações ilegais. Por isso que o secretário Jean colocou a importância do reforço da fiscalização que está sendo realizada, mas também a conscientização da população. O setor de bares e restaurantes, eu acho que houve alguns mal-entendidos, porque se nós fizermos uma retrospectiva, durante os períodos que eles não tinham os protocolos adequados, houve medidas restritivas maiores para eles, mas nós trabalhamos em conjunto com a saúde. Com a implementação desses protocolos, hoje tanto na fase amarela quanto na fase laranja há uma isonomia entre setores. Então nós, por exemplo, na fase laranja é liberado funcionamento de bares e restaurantes, de academias, de salões de cabeleireiro, setores que, em outros países, continuam fechados, têm medidas restritivas muito maiores, mas no nosso caso aqui tiveram protocolos corretos e, por isso, esse trabalho de atualização do Plano São Paulo. Queria lembrar também mais duas coisas: uma é com relação a esse horário das 20h nos momentos de maior dificuldade, de presença do vírus. Esse modelo é aplicado no mundo inteiro e continua sendo aplicado, e salvou muitas vidas em países à beira do colapso, Portugal, Reino Unido, Alemanha, nos momentos mais difíceis aplicaram esse modelo e continuam aplicando. Então é importante a gente lembrar isso. E durante o dia, não há registros de aglomerações, devido a horário de funcionamento. Ainda assim, nós estamos trabalhando com os setores para ver se novas revisões podem ser feitas. Os estudos continuam sendo feitos regularmente, o secretário Jean participou pessoalmente comigo na semana passada de reuniões com o setor de academias, o setor de bares e restaurantes, setor de eventos. Nós continuamos com esse diálogo. Não adianta a gente tentar atribuir culpados, nós temos que buscar soluções, e as soluções se dão com todos respeitando os protocolos e entendendo o momento de emergência. E o que nós estamos fazendo também na parte econômica é acolher os setores mais vulneráveis, com o crédito emergencial, com todo o trabalho que está sendo feito de desburocratização, mas precisamos nessa frente também maiores recursos aportados no âmbito federal, que isso também tem sido feito em todo o mundo e o que temos hoje ainda não é o suficiente. Como estado, nós estamos operando, sim, mas precisamos desse complemento, do apoio a esses setores nesse momento.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Ellen. Bruna Macedo, muito obrigado. Vamos agora online com a jornalista Leila Souza Lima, do jornal Valor Econômico. Leila, boa tarde, obrigado por estar acompanhando aqui, juntamente com vários outros jornalistas a nossa coletiva. Por favor, fique à vontade para a sua pergunta.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde, autoridades. Vocês me ouvem bem? A minha pergunta... Vocês já explanaram um pouco sobre a questão da distribuição de vacinas no início da coletiva. A minha pergunta, ela vai em cima desse tema, governador e Dr. Dimas Covas. A gente vê que algumas cidades já estão paralisando a vacinação. O município de São Paulo informou que não descarta a paralisação. Mas há uma preocupação por parte da comunidade científica, não só no Brasil, como no mundo, em relação à disponibilidade de vacinas. Então, eu queria saber como é que vocês trabalham para equalizar essa questão de poucas vacinas disponíveis, como é que vocês estão vendo essa questão da escassez de insumos no mundo, que não é um problema só do Brasil. E o Brasil ainda não tem autonomia em insumos, o Instituto Butantan, ele é produtor, mas não tem autonomia ainda, depende de insumos que vão vir de lá de fora. Então, as pessoas tiveram um arroubo, inicialmente, de que voltariam à vida normal com vacinação, eu acho importante, nós achamos importante que elas tenham um pouco de noção da realidade, em relação a essa disponibilidade de vacinas. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Leila, obrigado. Eu começo a responder, depois vou pedir à Dra. Regiane de Paula, que é a coordenadora do nosso programa de imunização no Estado de São Paulo, e, se desejar, com comentários do Dr. Dimas Covas, aqui ao meu lado. Eu quero dizer que o Brasil errou, eu quero voltar a afirmar isso. Errou, e errou feio, em detrimento da saúde da sua população, por não ter feito uma opção para várias vacinas. A Argentina fez isso, a Colômbia fez isso, o Chile fez isso, o Peru fez isso, apenas para citar países vizinhos aqui da América do Sul, sem contar os países do Hemisfério Norte, que hoje têm à sua disposição três, quatro, cinco, até seis vacinas. O Brasil, infelizmente, fez uma opção equivocada, por uma única vacina. E você sabe, Leila, se não fosse o esforço de São Paulo, a determinação do nosso governo e a capacitação do Instituto Butantan, até hoje nós não teríamos vacina no Brasil, só começaríamos a vacinar no próximo mês de abril. Aliás, as palavras de abril foram ditas pelo atual ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que começaria a vacinar em abril. O que nós precisamos é mais vacinas, não só a vacina do Butantan, com 100 milhões de doses que estão viabilizadas, mas mais vacinas, da Astrazenica, da Sputnik, da Pfizer, da Moderna, da Jensen, e outras vacinas, que, tidas como eficazes por agências internacionais, possam ser utilizadas na imunização de brasileiros. Menos burocracia e mais eficiência na obtenção de mais vacinas, este é o nosso apelo. Aliás, você verá daqui a pouco, na reunião das 15h, é o apelo de todos os governadores do Brasil. Dra. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PLANO ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Obrigada, governador, Leila, muito obrigada pela sua pergunta. O Estado de São Paulo, graças ao Instituto Butantan, graças ao governador do estado, que promoveu e vem incessantemente trazendo a vacina, e brigando para que a gente tenha essa vacina aqui no Brasil, nós também trabalhamos desde setembro, a pedido do governador, do secretário, para que nós tivéssemos um plano estadual de imunização, uma vez que o Ministério da Saúde não se movimentava em relação à vacinação. E toda a logística foi feita, toda a distribuição de vacina. Nós recebemos e temos recebido vacina do Butantan, e os municípios também têm recebido vacina. Então, nós temos orientado sistematicamente. Me causa certa estranheza essa fala do município de São Paulo, até porque, governador, me permita, eu ontem estive numa reunião junto com o secretário Edson Aparecido, e com o nosso secretário executivo, Dr. Eduardo Adriano, e o calendário vacinal do município de São Paulo, ele está exatamente de acordo com aquilo que foi combinado com o Estado de São Paulo. Então, se os municípios avançarem, sim, nas suas campanhas, mas respeitarem aquilo que está sendo dado e coordenado com o Estado de São Paulo, não faltarão vacinas. E o Dr. Dimas mesmo já colocou a capacidade de aumentar a vacina do Butantan. Mais uma vez, eu vou voltar à fala do governador, que precisamos de mais vacinas, precisamos de outras vacinas. Se nós estamos hoje com mais de 1,7 milhão de pessoas vacinadas, se tivéssemos mais vacinas, mais pessoas, não só no Estado de São Paulo, como no Brasil, também estariam vacinadas, e nós estaríamos com certeza avançando, e muito, na campanha de vacinação. Então, o estado tem, com a sua logística, trabalhado muito fortemente para que não falte vacina aos municípios.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Pois não.

REPÓRTER: Perdão, só [ininteligível], o município disse que não descartaria, não descartaria... Que descarta paralisar, na verdade o contrário... A senhora colocou. Município disse que não vai paralisar.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Regiane, por favor.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PROGRAMA ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Exatamente isso, Leila, porque nós temos conversado sistematicamente e o alinhamento do município de São Paulo com o plano estadual de imunização e o Governo do Estado tem sido para avançar de acordo com o seu recebimento de doses de vacina, e trabalhado fortemente junto conosco.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Dimas, quer fazer algum comentário?

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Com relação à produção, não há dúvida, hoje há uma escassez de vacina no mundo, e isso impactou profundamente na estratégia do programa nacional de imunização. Quer dizer, além das vacinas do Butantan, nós deveríamos estar contando com outras vacinas, em volumes apreciáveis. Infelizmente, não estamos. Agora, apesar dessa escassez mundial de vacinas, o Butantan tem uma parceria sólida com a Sinovac. Houve aí um problema no começo de janeiro, com relação à importação de matéria prima, que foi sanado, e hoje nós temos 17,3 milhões de doses em processo, que começam a ser liberados agora a partir do dia 23. Então, esse quantitativo de 17 milhões será totalmente liberado ainda no mês de março. É suficiente? Não, não é suficiente, precisamos de mais vacinas. Estávamos aguardando aí os quantitativos adicionais, de 15 milhões que estavam previstos no programa nacional e que não vieram. A Fiocruz também está tendo problema lá com a questão da matéria prima. Então, o Butantan está fazendo toda a sua parte, todo o seu esforço, e vamos agilizar essa produção o máximo possível, para que, de fato, nessa fase inicial da vacinação, não haja interrupção do programa de vacinação nacional.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado então, Dimas Covas, Jean Gorinchteyn, obrigado também a você, Regiane, e muito obrigado, Leila, pela sua participação. Continue ligada aqui conosco. Você é um dos 32 veículos de comunicação que estão acompanhando online essa coletiva. Obrigado ao Valor Econômico, que você também representa. Vamos agora com uma outra pergunta online, desta feita com a TV Al-Jazira, do Oriente Médio, e o seu correspondente no Brasil, Hassan Massoud. Hassan, vamos colocá-lo aqui em tela. Aliás... Está presente, desculpa. Aqui indicava online. Perdão, aliás, prazer reencontrá-lo. Desculpa, Hassan. E muito bem-vindo aqui e a sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Muito obrigado. Boa tarde, senhores. Gostaria de perguntar sobre o pedido de uso definitivo de vacina Coronavac, aqui no Brasil. Se nós temos previsão, a primeira coisa. E também se a falta de registro definitivo no Brasil, até também em São Paulo, pode afetar a data prevista para vacinar todos os paulistanos, como foi esperado antes, no final de maio? Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Hassan. Significativa a sua pergunta, para permitir um esclarecimento, que será feito por Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: O processo de registro definitivo está em curso, desde outubro do ano passado, quer dizer, no meio desse processo nós entramos com o pedido de uso emergencial, que foi autorizado, e o uso emergencial permite o uso da vacina enquanto durar a pandemia. Mas apesar disso, nós estamos muito avançados na documentação do pedido de registro. Isso já está acontecendo lá na China, em outros países que estão usando essa vacina, e brevemente nós vamos completar aí todo o dossiê e dar início ao processo formal de registro... Na realidade, é chamado registro definitivo, mas ele é provisório, ele vai esperar

a conclusão dos estudos clínicos, o que só vai acontecer no ano que vem. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, então, Dimas. Rasam, muito obrigado, mais uma vez um prazer tê-lo aqui presencialmente, e não apenas online, e os nossos cumprimentos também à TV Al Jazira, você já realizou várias matérias, eu tenho acompanhado pelo clipe internacional, muito obrigado pela sua participação. Vamos agora à Rádio e TV Bandeirantes, com a Maira Djaimo, que está aqui, Maira, boa tarde. Obrigado pela sua presença, sua pergunta, por favor.

MAIRA DJAIMO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Bom, a minha pergunta é sobre Araraquara, é uma cidade que está com o sistema de saúde sobrecarregado, para a gente não dizer em colapso, e também lockdown. Então eu queria saber se alguma medida vai ser tomada em relação a esse município? E se por causa dessa nova cepa a gente pode adotar estratégias mais restritivas, como até um lockdown em outras regiões do estado? E só um esclarecimento em relação às doses, governador, se me permitir, são 3,4 milhões de doses. Eu não entendi muito bem, esse quantitativo é no dia 23 ou a partir do dia 23, cerca de 426 mil por dia? Porque tem os 17 milhões, que seriam na sequência, então eu não entendi esse número. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Maira, obrigado, eu que agradeço, porque permite o esclarecimento, provavelmente outras pessoas também não compreenderam, e vou começar com isso, pedindo ao Dimas esse esclarecimento, aí sobre o tema de Araraquara o secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn, responderá a você. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: Maira, nós vamos liberar 3,4 milhões de doses em oito dias, o que dá uma média de liberação de 426 mil doses por dia, né? Ou 17 mil doses por hora, ou ainda 296 doses por minuto, cinco doses por segundo, isso só para você ter uma ideia aí da velocidade. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito bem, obrigado Dimas. Tema Araraquara agora.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: A região de Araraquara, tive a oportunidade de estar indo tanto para Jaú, quanto Araraquara, com o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, bem lá nós anunciamos a abertura para a região de 70 leitos, sendo 30 leitos em enfermaria no hospital de campanha, sendo que mais dez leitos de suporte ventilatório, e 30 enfermaria, o pronto-socorro municipal da região. Aliado a isso, temos a possibilidade de fazer a contratação de leitos privados, que já foram conversados com o prefeito Edinho sobre essa possibilidade, e estamos ofertando, já devem estar chegando na região, pelo menos, dez aparelhos da Poli USP, para suporte ventilatório emergencial. E estaremos disponibilizando mais 30 na próxima semana. Dessa forma estamos ampliando leitos para a região, estamos, ao mesmo tempo, procedendo suporte para que todas as pessoas que necessitarem, sejam devidamente atendidas. E ao mesmo tempo existe, pela velocidade de instalação da pandemia na região, de incremento não só do número de casos de internações, a necessidade de implementar medidas austeras, que quem tem essa autonomia acaba sendo o próprio prefeito e o seu secretário municipal da Saúde. Isso, seguramente, vai reduzir a circulação das pessoas, e com ela, também o vírus.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Maira, eu pedi ao nosso secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, que também pudesse comentar, é a ação dele diária com os prefeitos, mas antes eu queria fazer um registro aqui de cumprimentos ao prefeito de Araraquara, Edinho Silva. O Edinho tem sido um extraordinário prefeito, disciplinado em relação às orientações que recebe do centro de contingência de COVID-19, uma pessoa com compaixão, suportando todas as pressões na sua cidade, mas ele está agindo certo, prioridade em Araraquara, e do prefeito Edinho Silva é proteger vidas. Parabéns, prefeito, pela sua atitude. Com você, Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL: Vou fazer rápido os comentários, primeiro registrar aqui o acerto do plano São Paulo, há duas semanas atrás levou a região de Araraquara para a fase vermelha, os indicadores cresceram, a gente agiu imediatamente, e se não fosse essa ação e a ação do prefeito Edinho Silva, como disse o governador, responsável, colocando as restrições imediatamente, a gente poderia ter uma situação ainda pior em Araraquara. Na sequência disso, nós viemos ao longo das últimas duas semanas estabelecendo mais leitos, enviamos respiradores para lá, estamos aumentando esse número de leitos agora de forma muito intensa. Portanto, eu queria deixar esse registro do acerto tanto do prefeito, quanto do governo do estado de São Paulo, nessas medidas implementadas há duas semanas atrás já. A segunda questão fundamental, é para que os municípios da região tomem também as medidas de fiscalização, as medidas de endurecimento das regras. A gente já tem o registro que os municípios de Tabatinga e Américo Brasiliense estão seguindo da mesma forma, a gente pede para que os prefeitos também da região possam seguir fiscalizando e respeitando as regras da fase vermelha, uma vez que a circulação é comunitária naquela região.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito bem, obrigado, Vinholi. Maira, muito obrigado, permitiu um esclarecimento amplo sobre os dois temas. Agora vamos ao portal Metrópoles, com Graciele Castro, muito obrigado por estar aqui também participando conosco, dessa coletiva. Sua pergunta, por favor.

GRACIELE CASTRO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Eu queria saber como está a situação dos leitos desabilitados pelo Ministério da Saúde, se esse assunto também vai ser tratado na reunião de hoje? E se existe a possibilidade de que os leitos que ainda estão habilitados sejam desabilitados?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Graciele. Vou dividir a resposta com o secretário Jean Gorinchteyn, que sim, será objeto da reunião de hoje com os governadores, a desabilitação de leitos de UTI foi em todo país, aliás, é surpreendente, para não usar nenhuma outra expressão mais dura, que em meio à uma pandemia nessa segunda onda, o Governo Federal desabilite leitos de UTI nos estados para atender e salvar vidas. Enquanto isso gasta fortunas comprando e distribuindo Cloroquina para os estados. Ou seja, é uma inversão completa de valores da vida e da ciência. Com você agora, Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Para você ter uma ideia, desde março de 2020, deixou de ser inserido nos cofres públicos, tanto do estado, quanto do município frente à não habilitação de leitos para custeio, portanto, desses leitos, cerca de R$ 1,500 bilhão. Até dezembro nós tínhamos cerca de 18 mil leitos habilitados em todo o país. Quando nós viramos o ano, já para janeiro de 2021, nós tivemos exatamente a metade desses leitos habilitados, e nesse momento, fevereiro, nós temos em todo o país, 3.200 leitos habilitados. No estado de São Paulo nós temos 564 leitos, o que correspondem a 11% do total de leitos de UTI que temos aqui. E isso afronta exatamente o consenso da tripartite, entre federação, estado e município, no custeio desses leitos através do Sistema Único de Saúde.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Graciele, apenas para reforçar, nós não diminuímos nenhum leito de UTI em São Paulo, nós estamos pagando pelos leitos, mas isso, como disse o secretário Jean Gorinchteyn, confronta o pacto federativo, é obrigação do Ministério da Saúde financiar a habilitação desses leitos, seja para São Paulo, seja para qualquer um dos outros estados e do Distrito Federal, uma atitude equivocada, de desprezo pela vida do Ministério da Saúde, mais um equívoco de uma série enorme de erros do Ministério da Saúde, em meio à pandemia. Vamos agora a você, Eduarda Steves, do Portal IG. Eduarda, obrigado por estar aqui conosco. Boa tarde. Sua pergunta, por favor.

EDUARDA STEVES, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. A minha pergunta vai falando um pouco desse cenário de escassez de vacinas, o governador já tinha adiantado na última semana a compra de 20 milhões de doses exclusivas para São Paulo da Coronavac. Queria saber se essa negociação já foi fechada? Qual seria o prazo para a chegada dessas doses? E quando elas começam a ser aplicadas? E uma outra pergunta sobre essa nova variante de Manaus, os casos têm crescido aqui em São Paulo, queria saber quais são as estratégias que o governo tem utilizado para conter essa variante? Se vocês pensam até em conter os voos vindo da região de Manaus? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Eduarda. Eu vou pedir ao Jean Gorinchteyn e também ao Dimas Covas, que possam proceder às duas perguntas, começando pelo Dimas. Mas eu quero reconfirmar a você, na condição de governador, fui eu que fiz o anúncio aqui, portanto, quero reconfirmar, nós já autorizamos o Butantã a comprar mais 20 milhões de doses adicionais, agora já a partir de setembro, porque em agosto estaremos concluindo a entrega de 100 milhões de doses da vacina do Butantã para o Brasil, e determinei a compra de mais 20 milhões de doses com o custo do governo do estado, para atender os brasileiros de São Paulo. Diante da escassez de vacinas nós não vamos aqui ficar esperando pessoas padecerem e correrem risco de vida, nós vamos comprar mais vacinas por nossa conta, para imunizar 100% dos brasileiros de São Paulo, que precisam ser imunizados até dezembro deste ano. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: Eduarda, exatamente, os 20 milhões já foram pré-acordados com a China, e vai ocorrer na sequência da entrega dos 54 milhões. Então nós vamos em agosto já estar recebendo matéria-prima desses 20 milhões, para dar sequência aí à produção. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Bom, primeiro, a cepa do Amazonas nós temos já detectada em 25 casos de pacientes que tiveram COVID-19 aqui no estado, dessas, nove foram casos importados, ou seja, aqueles que ou viajaram, ou tiveram contato com alguém que viajou para a região do Amazonas, mas especificamente para a região de Manaus, sendo oito de São Paulo e uma de Águas de Lindoia. Doze cepas foram encontradas em amostras de Araraquara, uma de São Paulo, como caso autóctone, e três de Jaú. Tanto Araraquara, São Paulo e Jaú, são casos que nós chamamos autóctones, de pessoas que não tiveram contato absolutamente nenhum com alguém que viajou, ou tenham, porventura, viajado. Dessa maneira, são contaminações locais, comunitárias. Dessa forma, nós estamos orientando para que haja o rastreio aleatório de amostras, até para que estejam sendo avaliadas em outras regiões do estado, e isso é feito pelo Instituto Adolfo Lutz. Mas nós temos que manter e intensificar todas as regras e normas de vigilância para uso da máscara, evitarem aglomeração, fazerem a higienização das mãos com o álcool em gel. O que nós temos observado tanto no município de Araraquara, no município de Jaú, assim como os relatos que são feitos pelo secretário de estado do Amazonas, é a velocidade de instalação do vírus em cada uma dessas localidades, mostrando aquilo que nós chamamos de infectividade, a capacidade desse vírus se transmitir de pessoa a pessoa. E o que tem também chamado atenção, algo que nós não víamos naquela cepa na IVE, naquela primeira cepa identificada aqui no Brasil, é que pacientes jovens sem nenhuma doença de base, também estão apresentando formas graves e morrendo. Então é muito importante que aquelas pessoas que até hoje negligenciaram dizendo: "Não, mas para mim eu só vou perder o paladar e olfato", eles podem também, além do paladar, olfato, perderem a vida.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Eduarda, muito obrigado mais uma vez. Vamos para a penúltima pergunta, que é a da Rede TV, com ela, Carolina Riguengo. Carol, obrigado pela sua presença. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

CAROLINA RIGUENGO, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Eu gostaria de entender se é possível enviar mais vacinas onde a pandemia é mais grave? Por que a gente vê psicólogos, professoras de pilates e nutricionistas que não são diretamente linha de frente, não estão próximas a hospitais no grupo prioritário de profissionais de saúde? Será que não poderiam ser colocados outros profissionais? Para o doutor Jean, doutor, o senhor disse que não erraram no plano São Paulo, mas o senhor pode explicar para a gente por que a gente está vendo tantas cidades do interior com 100% de ocupação e filas de espera por leitos? E uma última para o doutor Dimas. Inicialmente foi dito que a partir do dia 23 seriam liberadas 17,3 milhões de doses, sendo 600 mil por dia, hoje vocês disseram que serão liberadas 3,400 milhões. E as demais? Só para esclarecer essa quantidade. Obrigada, viu?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Carolina vai pedir gol na Rede TV, porque não pode pedir em outra emissora, sacou logo três perguntas, era uma, sacou três. Mas nós vamos responder, começando pela doutora Regiane, sobre o programa de imunização. Acho que falta aí um pouco de informação a você, mas é importante esclarecer, e depois o doutor Jean, e finalmente Dimas Covas. Doutora Regiane.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada pela pergunta, Carolina, até porque, para que a gente possa esclarecer realmente. Hoje, os 645 municípios estão vacinando trabalhadores de saúde, então são todos aqueles trabalhadores de saúde, nós começamos por aqueles que estavam na linha de frente da Covid-19, estamos avançando, escalonando para os profissionais trabalhadores de saúde. Esses trabalhadores de saúde compõem um grupo enorme de profissionais, inclusive fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, que trabalham não somente em hospitais, mas também unidades básicas de saúde, AMEs, Ambulatórios Médicos de Especialidades. Então, nós estamos olhando por um grupo maior de trabalhadores de saúde, para que a gente possa levar a vacinação a esses profissionais, que podem ter contato, seja com uma síndrome gripal, ou seja, seja com um caso leve de Covid, como também já fizemos antes e estamos fazendo nesse momento a dose 2 dos profissionais da linha de frente da Covid-19. Então, estamos trabalhando com muito critério, com muito zelo, e sempre com os profissionais acima de 60 anos. Esse é um dos critérios também colocados. Então, trabalhamos em conformidade com o programa nacional de imunização e olhando sempre aquilo que está no território, nos 645 municípios do Estado de São Paulo. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Vamos então, Jean Gorinchteyn, Dimas, e o Gabardo quer fazer um comentário também. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: O Plano São Paulo, ele teve como ação fazer exatamente uma possibilidade das adaptações entre a saúde e a economia, fazendo com que, ao longo de todos os meses, nós pudéssemos garantir a saúde das duas, a saúde do sistema público e a saúde da economia. Nós entendemos como Governo de Estado que nós temos trabalhadores informais, que não poderiam ser penalizados por isso, e até profissionais com seus pequenos estabelecimentos. E isso foi criando, ao longo do controle da pandemia no nosso estado, também políticas de facilitação para que alguns dos serviços não estivessem, ou que não estivessem pleiteados em algumas das fases, pudessem ser atendidos e acolhidos, desde que seguissem de forma correta, segura, em cada um dos seus estabelecimentos. Em paralelo a isso, o Governo do Estado ampliou em quase três vezes o número de leitos das unidades de terapia intensiva. É importante lembrar que o Sistema Único de Saúde, infelizmente, deixou de receber aporte de recursos, ao longo dos últimos anos, e não foi diferente para o Estado de São Paulo. Dessa maneira, a chegada da pandemia fez com que, rapidamente, sob a liderança do governador João Doria, esse número de leitos fosse ampliado, assim como a distribuição de monitores e respiradores para que essas UTIs pudessem acolher essas pessoas. Então, todas essas estratégias foram tomadas de forma adequada. A questão é que nós sempre conclamamos o apoio da população. Todas as vezes que esse plano deu certo em uma região e não deu certo na outra, é porque aquela população, seja através do seu prefeito, seja através da sua população propriamente dita, não colaborou. A gente sabe que, muitas vezes, ela foge à condição do gestor público em controlar, e aí a população tem seu papel, principalmente dos jovens, que acreditam se tratar de um quadro mais leve e que eles não precisariam temer ou se preocupar. Então, não é só variante nova, cepa nova, mas é cepa nova com pessoas que não respeitaram todas as regras do plano sanitário, não utilizaram máscaras, fizeram as aglomerações e dessa forma se contaminaram, e o número acabou impactando. Então, isso não foi um erro do Plano São Paulo, não foi um preparo do nosso sistema de saúde, mas, infelizmente, foi de uma não celebração das regras sanitárias por aquelas comunidades.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos lá, então tem um comentário rápido do Dimas, se você quiser fazer, senão vamos para o Gabardo. Dimas, estou preocupado com o horário.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Não, a diferença, Carolina, é que esse número de 426 mil é média. Então, alguns dias foram superiores a 600 mil, outros foram inferiores, e a capacidade produtiva nesse momento ainda é de 600 mil doses, e que devem aumentar progressivamente. Isso é o cálculo da média do que foi produzido.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Gabardo.

JOÃO GABARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador. Eu queria aproveitar essa pergunta da Carolina para responder duas outras questões rápidas que foram mencionadas anteriormente, que são as que dizem respeito ao Centro de Contingência. Primeira delas, que é essa pergunta atual: Não é um erro do Plano São Paulo. Nós temos regiões que estão no vermelho, regiões que estão com uma transmissão da pandemia de uma forma mais rápida, que não é, obviamente, o desejo de ninguém. A pandemia, ela nunca ocorreu de uma forma homogênea no estado. Desde o início, nós sempre tivemos muitas mudanças no perfil da transmissão, na capital, no interior, e mesmo no interior entre algumas regiões, tanto é que essas regiões que hoje estão em lockdown, como é o caso de Araraquara, ela já estava classificada na fase vermelha.

Mas eu queria fazer dois comentários, governador, rápidos, sobre essa reunião que os governadores têm hoje com o ministro da Saúde, porque tem dois temas que me preocupam, que foi, de alguma maneira, colocado anteriormente. Primeiro uma mudança no critério da distribuição das vacinas. Existe uma demanda, talvez de alguns governadores, para que o Ministério da Saúde modifique a forma de distribuição das vacinas, não mais por critérios populacionais, critérios demográficos, mas sim por critérios relacionados à própria pandemia. É o caso de Manaus, que obviamente necessita de um reforço na vacinação, mas me preocupa muito ter ouvido ontem, de parte de algumas autoridades, a possibilidade de que a distribuição da vacina possa ocorrer agora mudando esse critério. Ou seja, locais onde a epidemia esteja numa transmissão mais intensa receberiam um quantitativo maior de doses de vacina. Isso seria ótimo, se nós tivéssemos bastante vacina. Como nós não temos, vai significar que regiões onde a pandemia tem uma velocidade menor recebam menos doses de vacina. Então, vamos pegar dois estados para fazer um exemplo: Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Nessa situação, o Rio de Janeiro receberia uma quantidade maior de vacinas, em função da situação da pandemia, e o Rio Grande do Sul receberia uma quantidade menor de vacinas. Se isso acontecer, governador, os estados também terão que usar o mesmo critério, porque receberão menos doses. Então, nós teremos que distribuir as vacinas dentro das nossas regionais de acordo com o critério epidemiológico dessas regiões. Aquelas regiões que estão com uma situação mais intensa receberiam mais vacinas do que outras. Eu gostaria de perguntar se isso é justo, e eu vou dar dois exemplos: a região de Bauru e a região de Sorocaba. A região de Sorocaba faz tudo certo, cumpre com as regras, cumpre com as recomendações do Centro de Contingência, a população faz um esforço para se manter diminuindo a transmissibilidade da doença. Ao lado, nós temos uma cidade onde a orientação é: vida normal. As pessoas vão ficar doentes e a gente vai atrás de abertura de mais leitos de UTI, como se isso fosse reduzir a mortalidade. Não reduz, aumenta a mortalidade. É justo que essa região, que tem uma intensidade maior da epidemia, porque não cumpre com as regras, não cumpre com as recomendações, receba a maior parte das vacinas, e as outras regiões, que fazem o possível para manter a situação controlada recebam menos? Essa é uma questão importante, que eu acho que tem que ser discutida hoje com o ministro da Saúde, se essa mudança de fato for tratada.

A segunda também diz respeito a essa mesma reunião, os leitos de UTI. Em março, ou abril, quando nós criamos essa política de financiamento dos leitos de UTI, eu estava no Ministério da Saúde, nós pensávamos exatamente que esses leitos de UTI deveriam ser habilitados independente da sua ocupação, porque para um hospital manter dez leitos de UTI disponíveis para os casos de Covid, ele precisa contratar enfermeiro, médico, enfim, todos os auxiliares, ter contratado todos os serviços de terapia, de diagnóstico, esperando o paciente. A proposta do Ministério é pagar por produtividade. Se o paciente internar nesse leito, será pago. Se não internar, o leito não será pago. Então, o Governo vai bancar, os hospitais vão ter que bancar a contratação da equipe, manutenção dos leitos de UTI, mas não vão receber, se tiver com uma demanda adequada na ocupação dos leitos. Se a ocupação estiver 75%, 80%, os leitos de Covid provavelmente não serão pagos. Então me preocupa muito, governador, porque ontem eu achei que houve uma espécie de uma concordância geral com essa mudança: não vamos mais pagar pela contratação dos leitos e vamos pagar pelos leitos que realmente forem ocupados, quando o paciente estiver internado. Isso é muito prejudicial para os governos estaduais, é muito prejudicial para as prefeituras.

E por último, várias perguntas aqui vieram considerar essa questão da falta de vacinas, e eu quero ponderar um aspecto que eu acho muito relevante: o Ministério da Saúde, até o momento, se não tivesse a vacina, que eles não queriam que tivesse, que é a do Butantan, o país não estaria vacinando. Só tem dois milhões de doses da vacina da Astrazenica, que era uma amostra grátis, para que pudesse chegar uma vacina antes da distribuição da vacina do Butantan. E ficaram nesses dois milhões de doses, e até hoje, e hoje completa 30 dias que nós iniciamos a vacinação em São Paulo. E nesses 30 dias não aconteceria nada se não tivéssemos a vacina do Butantan. Mas, mesmo assim, eu ainda consigo interpretar como um gesto de altíssima resistência do Ministério da Saúde em relação ao Butantan. O Dr. Dimas acabou de dizer que vai contratar mais um número de servidores, de colaboradores, e vai com isso antecipar em 30 dias a entrega das vacinas. O Ministério da Saúde tem um contrato com o Butantan, que diz que ele deve pagar aquelas primeiras doses que foram encaminhadas, lá no dia 17, 18 de março, de janeiro, ele tem até 30 dias para pagar. É o que está no contrato, isso é uma regra geral. Pagar em até 30 dias não significa que tenha que pagar no 30º dia, pode pagar no primeiro dia. E se o Ministério da Saúde tivesse essa boa vontade com o Butantan, e não esta má vontade com o Butantan, já poderia ter pago essa primeira parcela e o Butantan, com esse recurso, já poderia ter contratado gente e ter acelerado o processo de vacinação. Então, eu acho que ainda existe, de parte do Ministério da Saúde, uma dificuldade, uma resistência em que o Butantan possa aumentar a velocidade da produção de vacinas, antes que outras vacinas, de outros fabricantes, cheguem ao país.

Obrigado, governador, mas eram alguns pontos que eu acho relevante colocar aí.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Gabardo, nós é que agradecemos. João Gabardo foi secretário executivo do Ministério da Saúde, na gestão do ministro Luís Henrique Mandetta, e foi demitido pelo presidente Jair Bolsonaro, exatamente porque defendia medidas restritivas e medidas de saúde adequadas para o enfrentamento de uma pandemia. Ele sabe o que fala, além disso foi secretário de Saúde do seu estado natal, o Rio Grande do Sul. Nós vamos agora à última pergunta, que é da Daniela Gemniani, da TV Globo, GloboNews. Dani, obrigado, obrigado pela sua paciência também. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Vou aproveitar a fala do Medina, só para esclarecer. Então, o Ministério da Saúde fez o pagamento das doses no 30º dia? Deixou agora para o final? Só para esclarecer essa fala. E aí, minha pergunta é sobre os 8.000 litros de insumos que foram negociados também com a Sinovac, se a gente tem uma data, tem uma previsão de quando esses insumos devem chegar. E aí aproveitando, sobre educação, o anúncio de mil psicólogos tinha sido feito em setembro, com uma data prevista para o começo dos trabalhos, em novembro. Esses contratos entraram em vigor agora? É isso, obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniela. Vamos começar pela sua última pergunta, com o Rossieli Soares, depois vamos ao Dimas Covas, pra responder as duas questões, uma está emendada na outra, mas os 8 milhões de litros, principalmente. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO: Obrigado, obrigado, governador, obrigado, Daniela, pela pergunta. Sim, nós anunciamos no final de setembro, com o desejo de já ter começado. Nós não conseguimos concluir a licitação, por uma série de processos, e depois, no mês de janeiro, final de dezembro e janeiro, nós não sentimos a necessidade de começar e planejamos com a formação o começo para agora. O contrato foi assinado em janeiro, durante o mês de janeiro. Hoje, a execução do serviço propriamente dito, que a própria empresa teve o tempo de mobilização, da contratação e preparação dos profissionais. Então, nós estamos começando no melhor período possível.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. Daniela, a sua primeira pergunta será respondida pelo Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Com relação aos 8.000 litros, os próximos 8.000 litros, eles estão em processo final de autorização para exportação, da China para o Brasil, e ele deve chegar aqui no Butantan no começo de março. Agora, isso já é fluxo contínuo, isso não tem nenhum impacto no processo atual das 17,3 milhões de doses, que estão sendo produzidas. Isso vai acrescer e entrar para que essa produção não pare mais, até completar 46 milhões em abril e já entrar aí nas 54 milhões, até agosto. Então, nesse momento, tudo previsto e acontecendo conforme o previsto. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, Daniela, o João Gabardo também vai complementar essa resposta. Por favor, Gabardo.

JOÃO GABARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Não, é só porque o Dr. Dimas está informando que, na semana passada, houve então o pagamento daquelas primeiras doses, ou seja, quando estava próximo de completar os 30 dias. Continuo achando que o Ministério poderia ter feito esse pagamento no início, uma vez até que a vacina da Astrazenica tenha sido feita com pagamentos antecipados. E para o Butantan, se utilizou quase que os 30 dias do contrato para ser feito o pagamento.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: E para ser mais preciso ainda, a Fiocruz... Nós não temos nada contra a Fiocruz, aliás, elogiamos a Fiocruz e reconhecemos o valor da Fiocruz, Daniela, mas a Fiocruz recebeu R$ 1,9 bilhão antecipadamente, pela produção de vacinas. E até o presente momento, nós não temos vacinas da Fiocruz. Não estou com isso condenando a Fiocruz, mas condenando, sim, como disse o Gabardo, uma postura equivocada, nociva e deliberada do Ministério da Saúde contra o Governo de São Paulo, contra o Butantan, que, em suma, é contra a população brasileira. Quanto mais vacinas pudermos produzir aqui para imunizar, melhor para o Brasil, aliás, é o que está acontecendo, não obstante toda a força contrária. Nove em cada dez brasileiros que estão sendo vacinados neste momento estão sendo vacinados com a vacina do Butantan, apesar de toda a luta, de toda a diversidade, de toda a desatenção, de todo o desprezo por aquilo que estamos fazendo desde abril deste ano, quando assinamos o contrato com a Sinovac. E quero voltar a repetir aqui, para concluir, que nós poderíamos ter iniciado a vacinação no Brasil em novembro. Não fosse esse tipo de confronto ideológico, inadequado, absolutamente fora de contexto, nós já teríamos iniciado no final de novembro a imunização de brasileiros. Teríamos com isso certamente salvo milhares de vidas, de pessoas que, imunizadas, não estariam sob risco de vida e sim estariam sendo tratadas, e estariam vivas aqui ao nosso lado.

Bem, Daniela, muito obrigado pelas perguntas. Nós encerramos assim a coletiva de hoje. Desejo a todos que tenham paz, equilíbrio nas suas casas. Por favor, ao saírem de casa ou do escritório, ou para qualquer atividade fora do seu ambiente de trabalho e do seu ambiente de residência, use máscara, lave as mãos, use álcool em gel, não participe de aglomerações em hipótese nenhuma. Teremos momentos para celebração, não é agora. Qualquer celebração nesse momento, com mais de 25 pessoas, implica em risco de contaminação. Com mais contaminação, nós não conseguimos voltar à normalidade e, pior do que isso, nós potencializamos mortes e o que nós desejamos é vida. Obrigada e boa tarde a todos.