Coletiva - São Paulo tem média de mortes por coronavírus mais baixa dos últimos 6 meses 20202810

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Coletiva - São Paulo tem média de mortes por coronavírus mais baixa dos últimos 6 meses 20202810

Local: Capital - Data: Outubro 28/10/2020

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos, muito obrigado pela presença mais uma vez, aos jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos e àqueles que estão aqui também na bancada para esta coletiva de imprensa. Queria destacar a presença do Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo, General Campos, secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, também Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde. Igualmente ao nosso lado, José Medina, coordenador do Centro de Contingência do Covid-19, João Gabbardo, coordenador executivo do Centro de Contingência do Covid-19, Priscila Ungaretti, responsável pela Secretaria de Logística e Transporte, ainda na recuperação de saúde do João Octaviano, que aliás faz aniversário hoje. João, nosso abraço, parabéns pelo seu aniversário, e hoje ele sai do hospital e volta pra casa, felizmente. E Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. Todos aqui que responderão também a perguntas dos jornalistas que aqui estão. Nas mensagens, primeiro a mensagem em homenagem aos servidores públicos. Hoje é o Dia do Servidor Público, portanto a minha homenagem a todos que são servidores públicos no município, nos municípios, no Estado de São Paulo e no plano federal. Todas as categorias são importantes para o bom andamento dos serviços públicos e o atendimento à nossa população, mas eu tenho aqui o dever de destacar três categorias de servidores públicos, no enfrentamento à pandemia. Primeiro, os profissionais de saúde, que estão na linha de frente no combate ao Corona Vírus, os nossos heróis. A todos, indistintamente, o nosso agradecimento e a nossa homenagem. Aos profissionais da educação, que precisaram se adaptar às circunstâncias e ao ensino remoto, de forma rápida e eficiente, e assim foi feito, tanto nos municípios como no Estado de São Paulo. Nenhuma criança, nenhum adolescente ficou para trás em São Paulo, e isso se deve fundamentalmente ao trabalho dos profissionais da educação, os profissionais públicos da educação, a quem rendemos também aqui a nossa homenagem especial. E os profissionais de segurança, General Campos, segurança pública do Estado de São Paulo, e também as Guardas Metropolitanas dos municípios, pelo esforço e a dedicação em atender com segurança à população das cidades e do Estado de São Paulo. Ao falar sobre o Dia do Servidor, lembro também que o Dia do Servidor, para efeito do feriado, foi transferido para sexta-feira, de maneira a melhorar a condição de funcionamento dos serviços públicos e orientação também para o público em geral. E logicamente, na segunda-feira, é feriado nacional, Dia de Finados. Por estarmos na semana do Finados, a nossa homenagem aos mortos pelo Corona Vírus. Antecipo aqui a minha homenagem aos familiares das 158 mil vítimas da Covid-19 em todo o Brasil, a maior tragédia da história do nosso país. E aqui em São Paulo, quase 39 mil pessoas perderam as suas vidas. A todos os parentes dessas pessoas, nossa sincera homenagem. E queria lembrar também que, para evitar mais mortes, nós precisamos das vacinas. A vacina é o melhor instrumento para deter a pandemia, é a vacina que vai salvar vidas, é a vacina que vai permitir que não percamos mais membros das nossas famílias, nossos amigos, vizinhos e outras pessoas. E acreditamos que a birra política não pode vencer o bom senso, e a insensatez não pode vencer a esperança. Lembro ainda aos que vão viajar neste final de semana prolongado, por favor, não esqueçam as suas máscaras, usem as suas máscaras, mesmo quando estiverem praticando o seu lazer. E por favor também façam o distanciamento social, usem álcool em gel, protejam as suas vidas, as vidas dos seus familiares e dos seus amigos. Por último, nas mensagens, a partir da próxima semana deixaremos de ter três coletivas por semana, passaremos a ter duas coletivas por semana. Elas passarão a ser às segundas e quintas-feiras, a partir da próxima semana. Dado o fato de que segunda-feira é feriado de Finados, retomaremos as coletivas de imprensa na quinta-feira, dia 5 de novembro, sempre no mesmo horário, às 12h45. E você que nos acompanha aqui ao vivo pela TV Cultura, em todo o Estado de São Paulo, já sabe também que, a partir da próxima semana, as coletivas serão às segundas e às quintas-feiras, no mesmo horário, às 12h45. As duas informações de hoje. Primeiro, uma excelente notícia. O Estado de São Paulo registra a menor média móvel semanal de óbitos dos últimos seis meses. O Estado de São Paulo registrou nesta quarta-feira, 28 de outubro, pelo segundo dia consecutivo, na média móvel de sete dias, ela foi inferior a 100 mortes. O estado registrou uma queda de óbitos de 23% em relação aos últimos 15 dias, e de 44% em comparação aos últimos 30 dias. Boas notícias, que comprovam o êxito do Plano São Paulo em nosso estado, mas que exigem cuidado, atenção e prevenção por parte da população. Segunda informação de hoje: O Governo do Estado de São Paulo começa amanhã a Operação Finados. Este é o feriado prolongado, é o maior feriado prolongado dos últimos meses. As ações operacionais conjuntas vão acontecer a partir de amanhã, até segunda-feira, à meia-noite. Segunda-feira é dia 2 de novembro. Envolvem a Polícia Militar, o DER, Departamento de Estradas de Rodagem, a Artesp, Agência de Transportes do Estado de São Paulo, e as concessionárias das rodovias estaduais. Para garantir a segurança e o conforto dos usuários que forem viajar neste feriado prolongado, será mobilizada uma grande força operacional. Só no âmbito da Secretaria de Segurança Pública, são 21.500 policiais, todos os dias. Todos os dias também teremos 8.000 viaturas, 12 drones, 10 helicópteros, 1.815 câmeras de monitoramento, 386 guinchos e 200 ambulâncias. Mas, apesar do feriado prolongado, é o nosso dever orientar você, cidadão brasileiro de São Paulo, para ter todo o cuidado com aglomerações, sobretudo no litoral do Estado de São Paulo ou para onde você esteja planejando a sua viagem de final de semana prolongado. Não esqueça a sua máscara e use a máscara. A máscara protege, a máscara é sua garantia de vida até a chegada da vacina. Proteja sua vida e a vida da sua família. O nosso tema principal e a boa notícia que demos, da queda contínua do número de óbitos, infecções e ocupações de leitos de unidades de terapia intensiva em São Paulo, com mais detalhes, será dado pelo nosso secretário da Saúde do Estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Estamos na 44ª semana epidemiológica. São Paulo se mantém com 76% da sua população no faseamento verde do Plano São Paulo. Ainda estamos em quarentena. Com a média móvel de óbitos de 91 vidas perdidas, este é o índice similar àquele identificado em 26 de abril de 2020. Lembrando-se que, no mês de julho, nós tivemos uma média de 270 óbitos por dia. Não podemos esquecer: cada vida importa, cada vida é uma história, é alguém que vai fazer falta na vida de um outro alguém. Temos que manter todas as normas e regras sanitárias, para que a gente possa manter o controle da pandemia no nosso estado. Nós não estamos no nosso normal. Aliás, o novo normal só ocorrerá com as vacinas. Manter o distanciamento entre as pessoas, no mínimo de 1,5m, usar as máscaras, evitar aglomeração, fazer utilização do álcool gel, são medidas fundamentais, que não podem e não devem ser banalizadas ou esquecidas. Para que possamos mudar essa história, precisamos de vacinas. Vacinas testadas e liberadas pelos órgãos regulatórios, especialmente a Anvisa, para que possamos assim permitir que o Brasil e o mundo não mais vejam sonhos e vidas destruídas. Por favor, primeiro slide. Brasil contabiliza hoje 5.439.641 casos, com 157.946 casos. São Paulo detém 1.103.582 casos, com 39.007 mortes, que infelizmente aconteceram nos nossos meios. Aproximadamente um milhão de casos recuperados, sendo que uma alta taxa de altas hospitalares, especialmente nas unidades de tratamento intensivo. Próximo, por favor. Nas expectativas, nas projeções dadas pelos epidemiologistas para a segunda quinzena de outubro, nós tivemos níveis abaixo da projeção estipulada, tanto para casos... Próximo. Como também para óbitos. Nós não podemos esquecer, nós não estamos no normal, especialmente finais de semana prolongados são aqueles que mais preocupam as autoridades. Cada um deve ser vigilante de si e dos seus familiares e amigos. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Agora teremos duas intervenções, serão breves também, como foi a do Jean. Do Medina, o José Medina, e do João Gabbardo, no mesmo tema. Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador, boa tarde a todos. O secretário Jean já apresentou uma evolução muito favorável nos últimos três meses, 12 semanas seguidas com queda, com melhora de todos os indicadores, mas nós temos que insistir bastante em que, sem a vacina, aqui no Estado de São Paulo, ainda tem mais de 30 milhões de pessoas que são susceptíveis. Por isso, existe um trabalho para minimizar o risco de uma segunda onda, principalmente nesse final de ano, onde tem uma movimentação social muito intensa, com vários tipos diferentes de movimentação social. Então, nós estamos aumentando a testagem e também o tempo de resultado da testagem reduziu para menos de quatro dias. Nós vamos reduzir ainda mais. Nós também estamos com um sistema de vigilância, estudando um sistema de vigilância não só na DRS, mas também nas microrregiões dos municípios do interior. E algumas vezes até num determinado município, identificando aqueles que não estão na mesma fase da própria DRS. Insistindo bastante, como o governador sempre fez, aqui na frente nós temos sempre escrito isso, do uso permanente de máscara, em ambientes abertos, em ambientes fechados, e eu pessoalmente sempre insisto que, muitas vezes, há necessidade do uso da máscara no domicílio, quando você identifica dentro do domicílio alguma possibilidade de risco de aquisição da doença. A máscara começou a ser bastante recomendada aqui no Estado de São Paulo, hoje é uma recomendação universal. Até a Rússia agora ontem soltou uma legislação que obriga o uso da máscara. E também restrição de eventos de alto risco de transmissão, como reuniões sociais, com tempo de exposição prolongado, eventos em ambientes fechados e o lazer noturno. Então, nós estamos comemorando esse resultado, mas estamos muito alertas, estabelecendo medidas e trabalhando junto com o grupo de contingência, junto com o Comitê de Saúde, para evitar ou alguma forma minimizar a possibilidade de uma segunda onda. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Medina. João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador, boa tarde a todos que acompanham a entrevista coletiva. Eu só quero reforçar esse dado, que eu acho muito importante, que o governador anunciou hoje. Aqui nessa tela, nós temos duas tabelas. A tabela de cima mostra a evolução do número de casos, sempre a média móvel das quartas-feiras, que hoje é uma quarta-feira. E a parte de baixo, tabela de baixo, mostra a evolução das últimas quartas-feiras, em relação ao número de óbitos. E vejam que nós passamos um bom período tendo uma média móvel de 250 óbitos, conseguimos reduzir em torno de 200, e hoje estamos com 91, passamos aí 160, 150, 125, 119, mostrando uma redução constante, com segurança e hoje nos ficamos abaixo dos 100 casos diários, com média móvel. Então, esse dado é muito relevante. Como diz o Dr. Medina, não serve para que a gente possa relaxar as medidas, pelo contrário, nós temos que manter isso. Nós estamos olhando para a Europa, nós estamos vendo o que está acontecendo nos países europeus e as medidas de recomendações devem ser mantidas e fortalecidas. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, correto, João Gabbardo. E agora vamos ao Bruno Covas. Bruno, aproveito para registrar aqui mais uma vez a minha alegria com o ritmo da sua campanha e os resultados que você tem conquistado, legitimamente, até aqui. Bruno Covas, prefeito da cidade de São Paulo.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos, queria aqui seguir na mesma linha do secretário de Saúde, do Centro de Contingência. A cidade de São Paulo também vem colecionando bons resultados no combate ao Corona Vírus, mas olhando para os países que estão tendo problema de segundo pico da doença, Estados Unidos, países europeus, preocupados com a ampliação de casos, nós estamos reforçando as ações, em especial com toda a rede de proteção básica. Vamos enviar agora uma mensagem a todos os funcionários da área da Secretaria Municipal de Saúde, reforçando e alertando mais uma vez a importância de seguir os protocolos da prefeitura de São Paulo em relação à orientação para distanciamento, em relação à testagem, em relação ao monitoramento, para que a gente possa ter, o mais rápido possível, qualquer tipo de ação necessária para poder conter qualquer segundo pico da doença aqui na cidade de São Paulo. Nós estamos também reforçando a comunicação visual em todas as quase 500 UBSs da cidade de São Paulo, com banners, orientações, reforçando a necessidade de continuar a utilizar máscara, álcool gel, e através também da plataforma @covid a gente tem enviado informações a todos os nossos usuários do SUS na cidade de São Paulo. A cidade ainda permanece com mais de mil leitos de UTI referenciados para Covid, em 10 hospitais municipais, e mais recentemente... Aliás, no dia de hoje, nós estamos solicitando a liberação de mais uma quantia do recurso do Bide, o recurso no total de R$ 1 bilhão. Nós já investimos na cidade de São Paulo R$ 315 milhões desse empréstimo e, no dia de hoje, nós solicitamos a liberação de mais US$ 21,5 milhões, o que dá aproximadamente R$ 120 milhões para continuar a investir na ampliação da área da saúde na cidade de São Paulo. No prontuário eletrônico, na telemedicina, na reforma das UBSs, na ampliação das UPAs da cidade de São Paulo, enfim, estamos mais uma vez solicitando a liberação de um outro recurso dentro desse empréstimo de R$ 1 bilhão. E queria, antes de terminar, também reforçar as palavras do governador, de parabenizar a todos os servidores públicos nesse Dia do Servidor Público. Agradecer em especial à toda a equipe da Secretaria Municipal de Saúde, que tem se dedicado, que tem feito da cidade de São Paulo também uma cidade referência na luta e no combate ao Corona Vírus. Muito obrigado, bom dia a todos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. E agora vamos ouvir o General João Campos, secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, exatamente sobre a operação que foi anunciada aqui, a Operação Finados, que envolve toda a estrutura de segurança pública, Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária Estadual, assim como a integração com os municípios, as Guardas Metropolitanas e igualmente a Secretaria de Transportes e Logística. Com a palavra, General João Campos.

JOÃO CAMPOS, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SEGURANÇA PÚBLICA DE SÃO PAULO: Sr. Governador, prefeito Bruno, senhoras e senhores, boa tarde. Sr. Governador, inicialmente o meu agradecimento pelo destaque que o senhor deu aos nossos policiais. Esses policiais, durante a pandemia, potencializaram o trabalho, estiveram mais ainda protegendo a população e preservando patrimônios. São policiais que têm a servidão como grandeza e o servir como meta. Por isso, desde o início da pandemia, as forças de polícia têm atuado firmemente junto e apoiando os municípios. NA Operação Finados, estaremos atuando em todo o Estado de São Paulo, com foco no litoral, nas estâncias do interior e na capital. Destaco que as ações preventivas dos municípios são essenciais e sempre quando formos solicitados por eles estaremos atuando. Nós precisamos garantir, sim, a integridade dos agentes dos fiscais do estado e do município. Continuaremos atuando, fazendo o nosso papel, que o crime não folga, o crime não tem pandemia, o crime não tem quarentena. Estaremos atuando e buscando minimizar esses males e também os impactos dos fluxos no trânsito. Destaco também os nossos policiais, que estão atuando nas investigações e nos núcleos e equipes da Polícia Técnico-Científica. E aqui um pedido para que, nas necessidades de registro de boletins, utilizem a Delegacia Eletrônica, como também a DDM eletrônica, uma ferramenta muito especial que São Paulo tem e que facilita, e muito, o nosso trabalho. Também continuaremos com as tropas especializadas, nossas viaturas estarão emitindo mensagens para que as pessoas mantenham o isolamento, se protejam, fazendo isso nesse ato cidadão estarão protegendo as outras pessoas. E registro que a PM estará, sim, repetindo, isso é importante, apoiando as equipes municipais e estaduais, apoiando as equipes municipais e estaduais na vigilância sanitária. Também estamos juntos com a Secretaria de Logística, com o DER, com a Artesp, com a nossa Polícia Rodoviária, contribuindo para que nas rodovias e nas travessias possamos cumprir o nosso papel. Aí estão os números, já foram dados pelo nosso governador. Serão mais de 21 mil viaturas policiais por dia, entre viaturas e motocicletas, 8.000, um número formidável. Estaremos com animais, com drones, que é um recurso que tem contribuído muito, no nosso papel, particularmente, nas rodovias, como já me disse o João Octaviano. Dez helicópteros águia, 500 guarda-vidas no litoral e nas áreas interiores. Estaremos em blitz, 190 blitz nas rodovias, e 1.450 blitz nas cidades. Portanto, aqueles que beberem, fiquem em casa, os etilômetros estarão funcionando. A seguinte, por favor. O DER, a Artesp e a Polícia Federal... A Polícia Rodoviária Estadual, aliás, me perdoem. Fiscalizando e agilizando o fluxo do trânsito, operações descida, 29, 30, 31 e 1 de novembro. E a operação subida, no dia 1 e 2 de novembro. Com os recursos também notáveis: mais de 2.000 pessoas empregadas, quase 2.000 câmeras, mais de 500 sensores de tráfego, 419 veículos de inspeção, quase 400 guinchos e mais de 200 ambulâncias. Por favor, a seguinte. Tecnologia em andamento, monitoramento 24 horas, 407 painéis de mensagem variável, transmitindo as ideias-força, e viaturas operacionais em locais que sabemos ser importantes. E a última. Estarão nos oito locais de travessia, atuando, aí é muito importante, eles têm um aplicativo que trata das travessias, trabalhando junto com a segurança pública para proteger pessoas e preservar patrimônios. Muito obrigado, Sr. Governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, General Campos, secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Agora, vamos às perguntas. Pela ordem, nós teremos: Rádio Bandeirantes e BandNews, Agência Reuters, TV Cultura, El País, CNN Brasil, TV Record, Rede TV, TV Globo, Globonews. Vamos portanto começar com você, Maira, da Rádio Bandeirantes. Mais uma vez, obrigado, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Bom, primeiro eu queria saber se o Governo de São Paulo confirma a prisão do Paulo Cupertino Matias, acusado de matar a tiros o ator Rafael Miguel, em julho de 2019, e os pais dele também. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, hoje em entrevista exclusiva à Rádio Bandeirantes, disse que as divergências entre o senhor, governador, e o presidente, são ruins para São Paulo e para o Brasil. Então, eu queria que o senhor comentasse qual posicionamento, o que o senhor acha desse posicionamento do governador de Minas. E para o prefeito Bruno Covas, queria perguntar se já há uma data para a reabertura dos equipamentos públicos e esportivos aqui de São Paulo. Tem um vereador que já tem falado aí de uma data, do dia 4 de novembro. Então eu queria saber se é isso mesmo. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Maira, são três perguntas. A primeira, sobre a prisão do Paulo Cupertino, responderá, obviamente, o secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, General João Campos.

JOÃO CAMPOS, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SEGURANÇA PÚBLICA DE SÃO PAULO: Maira, grato pela pergunta. Por enquanto, é um informe, não é uma informação. O que eu recebi aqui, às 12h36, do delegado-geral é que ainda buscavam a confirmação desse evento. Não está confirmado. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, General Campos. Maira, em relação à manifestação do governador Romeu Zema, de Minas Gerais, é meu colega, eu respeito e, portanto, não farei nenhum comentário a respeito do comentário que ele fez. E a terceira pergunta foi dirigida ao Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Os equipamentos esportivos já estão abertos, o que não temos ainda é autorização para a prática de esportes coletivos, nem nos equipamentos, nem nas academias. Estamos discutindo ainda com o Centro de Contingência do estado, porque é uma restrição tanto do Governo do Estado quanto da prefeitura o melhor momento para poder liberar isso. Mas sem previsão de data.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno, Maira, obrigado pela sua intervenção. Vamos agora, virtualmente, online, com Eduardo Simões, que é correspondente da Agência Reuters. Eduardo, mais uma vez, boa tarde, prazer em tê-lo aqui na coletiva. Você já está em tela. Sua pergunta, por favor. Ligar o seu áudio, botãozinho do áudio.

REPÓRTER: Perdão. Boa tarde, governador, boa tarde, prefeito, boa tarde a todos. Governador, gostaria de saber se o Governo Federal mantiver sua decisão de não adquirir a Coronavac, se isso terá algum impacto no financiamento, tanto das doses que já foram acordadas, que, se não me engano, são 100 milhões no total, e também no financiamento da fábrica do Butantan, para produção local da vacina. Queria perguntar também para o senhor se o senhor avalia que os estados devem ter autonomia para escolher a vacina que será utilizada, e para realizar a vacinação, independente do Governo Federal, já que há essa controvérsia com o Governo Federal, com relação à vacinação. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eduardo, obrigado. Eu vou pedir ao Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, aqui presente, com comentários do Jean Gorinchteyn, nosso secretário da Saúde, a resposta às suas duas questões. Por favor. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Pois não. Eduardo, nesse momento, o Butantan está pronto para começar a produção da vacina. Quer dizer, a fábrica do Butantan está aguardando a chegada da matéria prima da China, para iniciar a produção de 40 milhões de doses. Essas doses já estão garantidas, da mesma forma que as seis milhões de doses que virão já prontas da China também estão garantidas. Então, em dezembro, teremos 46 milhões de doses disponíveis, e aí depende do programa de vacinação que se seguirá, que poderá ser federal ou poderá ser estadualizado. Nunca houve no Brasil campanhas estaduais, quer dizer, nós estaríamos iniciando essa fase. Então ainda, acredito eu que o ideal seria que essas vacinas fossem incorporadas ao Programa Nacional de Imunização, que está definido critérios, quer dizer, existe lá no Ministério uma comissão já de alto nível trabalhando nos critérios de vacinação, quais grupos serão inicialmente vacinados, qual a sequência temporal dessa vacinação. Então, não tem muito sentido nós pensarmos que esta vacina, estando aprovada, estando registrada na Anvisa, não possa ser utilizada pelo Programa Nacional de Imunização, e o Butantan trabalha nessa perspectiva. Se isso não acontecer, aí vai restar a questão do financiamento. E o governador tem dito que o financiamento poderá ser feito pelos estados e municípios, se essa primeira hipótese não acontecer. Acho que essa é a posição do momento.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: E quero esclarecer, Eduardo, é a posição do Governo do Estado de São Paulo. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Eduardo, nós falamos a mesma linha, pensamos da mesma forma. Nós precisamos inserir vacinas num programa nacional de vacinações, que é programa nacional de imunizações. Nós não temos um planejamento... Temos estratégias, mas nós não queremos fazer com que um estado se beneficie em relação a outros. Nós entendemos que a vacina é um direito do cidadão e um dever do Estado. Cabe a nós lutarmos para que essa vacina, quando devidamente chancelada pela Anvisa, seja incorporada ao Programa Nacional de Imunização e distribuída de forma igualitária, para todos, em todas as regiões do nosso país, independente da classe social, independente da sua localização de moradia. Nós, só dessa maneira, conseguiremos mudar a história do Covid no nosso país.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Eduardo Simões... Pois não.

REPÓRTER: Governador, se o senhor me permite só um esclarecimento...

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Claro.

REPÓRTER: Então a questão das doses, que são 46 milhões de doses agora, se não me engano, para totalizar 100 milhões, o Governo do Estado, se não houver esse acordo com o Governo Federal, garante o financiamento para a aquisição dessas doses, é isso?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Sim, a resposta é sim, e disponibilizaremos também para todos os governadores de todo o país, todos que desejarem. Evidentemente, reforço o que disse aqui o presidente do Instituto Butantan e também o secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn: o ideal é que façamos o rito dos últimos 50 anos, Sistema Nacional de Imunização, distribuição da vacina pelo Ministério da Saúde, aquisição e distribuição pelo Ministério da Saúde. Continuamos convictos de que essa é a melhor opção, mas se, infelizmente, houver uma negativa, por razões de ordem política ou ideológica do Governo Federal, São Paulo, mediante aprovação da Anvisa, comprará a vacina, distribuirá a vacina e disponibilizará para todos os governos estaduais que desejarem adquirir a vacina para imunização da sua população. Eduardo, obrigado, continue aqui na coletiva conosco. Eduardo Simões, correspondente da Agência Reuters. Agora, voltamos aqui presencialmente com Maria Manso, da TV Cultura. Maria, boa tarde, prazer em tê-la aqui mais uma vez. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde. Eu tenho hoje duas perguntas de telespectadores que estão nos acompanhando pela TV Cultura. Uma delas é em relação à vacina. Até para ajudar a desmontar qualquer reação e qualquer preconceito contra a Coronavac, as pessoas perguntam se, entre os cientistas e os pesquisadores que analisam o desenvolvimento e os testes da Coronavac, há profissionais também que não sejam chineses, de outras nacionalidades? A outra pergunta é em relação à volta das visitas presenciais nos presídios. O Comitê de Contingência já aprovou os novos protocolos para essas visitas dos familiares aos presos, mas ainda há pendências jurídicas, que impedem essa liberação. Eu queria saber quais são essas pendências jurídicas e se há algum prazo. Por fim, para eu poder pedir música, eu queria que vocês comentassem o que está nas manchetes hoje, dos jornais, que é esse decreto presidencial que possibilita a abertura de portas para privatização das Unidades Básicas de Saúde do SUS, em todo o país. Por favor.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria Manso não resiste. Quando ela falou "tenho duas perguntas", Bruno Covas, eu falei: Ops, algum fato estranho aconteceu hoje aqui, ela tem sempre três, quatro, cinco. Mas não resistiu, embalou na terceira. Vamos por partes então. A primeira, sobre a vacina, responde João Gabardo e, se necessário, com comentários do Dimas Covas. E na sequência, visitas presenciais, vou pedir a intervenção do General Campos, mas lembrando que o ideal é que você possa direcionar a sua pergunta ao Coronel Nivaldo Restivo, que é o secretário responsável pela área dos presídios aqui em São Paulo. E a última pergunta responde o Jean Gorinchteyn, a terceira das suas perguntas. Ok? Então, Gabbardo e Dimas, se o Dimas julgar conveniente.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Eu acho até que o Dimas tem mais informações do que eu a respeito disso, mas obviamente que o monitoramento da fase 3 dessa vacina, ela é está sendo feita em unidades nos estados, com profissionais, pesquisadores, com médicos, e no acompanhamento, no monitoramento através do Instituto Butantan é com profissionais brasileiros. Acredito que nem tenha aqui no Brasil nenhum tipo de controle sobre os resultados dessa vacina com pesquisadores chineses. Mas eu acho que o Dr. Medina, Dr. Dimas tem mais informações a respeito desse tema.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Maria, quando nós falamos de vacina Butantan-Sinovac, nós falamos de uma vacina que está sendo desenvolvida no Butantan. Parte da tecnologia vem da China, mas parte é desenvolvida no Butantan, por pesquisadores brasileiros, pesquisadores do Butantan, assessorados por pesquisadores do mundo inteiro. Nos estudos clínicos, por exemplo, participam pessoas, cientistas importantes, que controlam o estudo, dos Estados Unidos, da Europa, América Latina. Então é um esforço enorme, é um esforço que envolve a comunidade científica de uma forma geral, de forma ampla, tanto aqui do Brasil quanto do exterior.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Então, respondida a primeira. Na segunda, antes de passar ao General Campos, queria aproveitar para lhe dizer que a nossa posição, a posição do Governo do Estado de São Paulo é favorável às visitas presenciais, para ficar bastante claro. Porém, nós obedecemos aqui medidas judiciais. Foram quatro decisões judiciais impedindo visitas em São Vicente, Casa Branca, em Itaquaritinga e na região central do estado, Sorocaba e região. A nossa Procuradoria-Geral do Estado já está agindo para derrubar essas medidas, que impedem momentaneamente a visita presencial. Mas mais informações, com o General João Campos. General.

JOÃO CAMPOS, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SEGURANÇA PÚBLICA DE SÃO PAULO: Governador, exatamente são essas as colocações que o Coronel Nivaldo, nosso secretário de Administração Penitenciária, nos colocou. E eu tenho visto e sou testemunho do esforço que o Coronel Nivaldo está fazendo para que isso aconteça, como aqui bem disse o governador. A nossa PGE reverteu, como foi dito, três decisões, trabalha em outras quatro, e são decisões locais. Talvez seria interessante uma conversa específica com o Coronel Nivaldo. Agradeço, Maria.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, General. E a terceira das suas perguntas, Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Maria Manso, nós temos... Esse programa de parceria de investimentos nos deixa muito preocupados, especialmente por gestores públicos que visam e olham a saúde pública. Quando nós olhamos o Sistema Único de Saúde, o acolhimento principalmente para os mais desvalidos, para os mais vulneráveis, nós temos medo que esse tipo de parceria possa desarticular, desfazer algumas tratativas que são dadas, principalmente em relação tanto à saúde da família, programas que são relacionados diretamente à comunidade. Então, nós estamos olhando com muita ressalva, com um olhar bastante atento, para que nós não façamos, como sempre, que os mais desvalidos sejam os mais prejudicados.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Então Maria, as três perguntas já respondidas, já passei mensagem aqui para o Coronel Nivaldo, ele está à sua disposição, terminada a coletiva, para lhe atender. Vamos agora a mais uma pergunta online, não presencial, evidentemente, que é do El País, com o seu correspondente Marcelo Cabral. Marcelo, boa tarde. Já temos você aqui em tela. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos os presentes. Gostaria de fazer duas perguntas também. Primeiro, eu gostaria de perguntar se já existe algum acordo do Governo de São Paulo com algum outro estado para vender a Coronavac diretamente, caso não seja possível distribuí-la pelo SUS. E a segunda pergunta, a gente tem visto na Europa um aumento grande aí na segunda onda, na Espanha e na Itália várias medidas sendo tomadas em caráter emergencial. Gostaria de saber se, no Estado de São Paulo, existem municípios que têm registrado aumento na hospitalização nos últimos dias ou isso ainda não chegou por aqui.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Marcelo. Primeira pergunta eu mesmo respondo, se necessário com intervenção dos nossos profissionais da saúde, que estão os quatro aqui ao meu lado. E a segunda, a Patrícia Ellen, a nossa secretária de Desenvolvimento Econômico, poderá responder. Sim, nós já recebemos consultas, Marcelo, de outros governos estaduais que têm interesse na aquisição da vacina do Butantan, a vacina do Butantan com a Sinovac. A nossa posição, compartilhada aliás no Fórum de Governadores, é tentar no limite que toda a aquisição das vacinas e a sua distribuição seja feita no Sistema Nacional de Imunização do Ministério da Saúde. Já havia até feito esse comentário aqui mesmo na coletiva, mas não há nenhum problema em voltar a repetir. Esta é a solução adequada, ideal, aliás é o que acontece nas últimas cinco décadas no Brasil, há 50 anos ou mais que já se processa assim, e o Butantan é o maior produtor de vacinas do Brasil. Nunca houve uma situação de interrupção do Programa Nacional de Imunização, por razão política, operacional, ideológica, partidária, nem mesmo durante o Golpe de 64 houve interrupção disso. Mas, dadas as circunstâncias, temos um plano alternativo, compartilhados pelos governadores, se o procedimento que todos nós desejamos não seja seguido pelo Ministério da Saúde e pelo Governo Federal. Aí sim, nessa segunda alternativa, mediante aprovação da Anvisa para a vacina, São Paulo vai disponibilizar a vacina para outros estados e outros municípios brasileiros. A vacina, nossa posição também, Marcelo, diferentemente do presidente Bolsonaro, nós entendemos que o Brasil tem pressa e a vida vale, cada vida vale, e cada vida precisa ser preservada. Um dia a mais significam quase 500 vidas perdidas no Brasil. Portanto, quanto mais rapidamente tivermos vacinas, não apenas a do Butantan, mas outras, sempre aprovadas pela Anvisa, mais vidas serão salvas no Brasil. E sobre o tema da segunda onda, em relação à Europa e a sua indagação, vou pedir à Patrícia Ellen para responder. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Acho que até o Dr. Medina pode complementar, porque esse foi um tema amplamente debatido ontem no Centro de Contingência. Nós estamos monitorando o mundo inteiro, até a título de transparência o Governo de São Paulo continua com todo o modelo que foi criado para acompanhamento da pandemia, com o Plano São Paulo, desde o início, completamente mobilizado. Todos os dados continuam sendo acompanhados, as práticas internacionais também. Nós vimos os recordes registrados pela OMS nos últimos dias, teve três dias consecutivos na semana passada com recordes de caso no mundo, um aumento muito expressivo nos Estados Unidos, na Europa. A destacar, países que estavam começando a controlar a pandemia, como Espanha, Itália. As reflexões que nós tivemos aqui foram muito importantes. A primeira é como vai ficando cada vez mais claro, com o tempo, o modelo acertado da quarentena regionalizada e parcial. O modelo de lockdown, que foi feito em alguns países, teve um efeito imediato no curto prazo, mas com a retomada da pandemia aqui está muito difícil de sustentar o modelo, inclusive com relação à população, agora com a recessão econômica. E o modelo do Plano São Paulo, nós sempre dissemos, desde o início, não era um plano de retomada, mas sim um plano de gestão e convivência com a pandemia. Para a retomada econômica nós temos o Retomada 21/22. Então, a síntese é essa. Acompanhamos com muita atenção, estamos confortáveis com os dados que estamos acompanhando do Estado de São Paulo, mas não baixamos a guarda. Minha última palavra é: mantenho o reforço, para que sigamos os protocolos. Quanto mais tenhamos atividades, mais atividades nas ruas, mais precisamos seguir os protocolos de uso de máscaras, e todos os protocolos de distanciamento e de higiene, nos ambientes de trabalho e de convívio. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Marcelo Cabral, de El País, muito obrigado pela sua participação. Continue, se possível, acompanhando a nossa coletiva. Vamos tirá-lo aqui de cena neste momento e vamos aqui presencialmente para a Tainá Falcão, da CNN Brasil. Tainá, boa tarde, prazer em tê-la aqui mais uma vez.

REPÓRTER: Boa tarde.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Vou direcionar primeiro para o Dr. Dimas, pra gente esclarecer só um ponto da sua fala, Dr. Dimas, em relação às 40 milhões de doses, à importação dos insumos. A gente pode entender então que isso já está autorizado e que as 46 milhões de fato chegam em dezembro? Queria que o senhor detalhasse melhor esse ponto da sua fala. E para o governador, já que o senhor citou o interesse de outros governadores na vacina, tem aquela solicitação do Fórum de Governadores para uma audiência com o ministro Pazzuelo, para a criação de uma comissão técnica, enfim, em um prazo, até 30 de novembro. Isso, na sua opinião, significa, é um sinal de que há um apoio dos governadores, um sinal em maioria dos governadores, à Coronavac?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, vamos às duas perguntas. A primeira responde Dimas Covas e, na sequência, a sua segunda questão.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Tainá, o Butantan tem trabalhado com censo de urgência do momento. Desde o início, desde maio, junho, quando nós iniciamos todo esse processo da vacina, obviamente que cada dia conta. E a nossa previsão, Tainá, era para iniciar a produção dessa vacina no Butantan agora na segunda quinzena de outubro. Para tanto, foi solicitado à Anvisa, no dia 23 de setembro, uma autorização para importação dessa matéria prima da China. Até o dia de hoje, essa autorização ainda não saiu e, portanto, este atraso na emissão dessa autorização, pode, sim, ter efeito na produção da vacina. Quer dizer, cada dia que nós aguardamos essa autorização significa um dia a menos de vacina. E como o nosso governador acabou de dizer, nós estamos tendo um elevado número de óbitos no Brasil todo dia. Então, tem aqui a necessidade da urgência da situação, a urgência do momento, e nós esperamos que a nossa Anvisa se pronuncie o mais rapidamente possível, autorizando que essa matéria prima seja liberada, que ela possa ser trazida da China e iniciar a produção no Brasil. A nossa fábrica está pronta, ela já está operacional pra isso, só aguardamos essa autorização neste momento.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Tainá, em relação à primeira pergunta dos governadores, significa que os governadores são a favor da vida, a favor da saúde dos brasileiros. Todos os governadores, dos 27 estados, querem a proteção dos seus cidadãos, querem fazer valer a saúde, a medicina, a ciência. Por isso, todos eles, sem exceção, têm sido defensores das quarentenas, das medidas protetivas para as suas populações. E todos querem as vacinas, incluindo a vacina do Butantan. Nenhum governador entende que a vacina do Butantan deva ser excluída pelo fato de ser do Butantan e o Butantan ser em São Paulo. Se é do Butantan e se é de São Paulo, é do Brasil. Portanto, essa é a posição dos governadores. E obviamente que já se manifestaram, muitos inclusive na própria CNN, de que entendem de maneira incompreensível a decisão do Governo Federal, manifestada pelo presidente Jair Bolsonaro, de ser contra uma vacina que até aqui vem mostrando eficiência e vai, ao finalizar a sua última testagem, ter aprovação da Anvisa. E, tendo aprovação da Anvisa, não há nenhuma razão que deva impedir a sua distribuição e seu acesso a todos os brasileiros. E aí endosso a colocação feita pelo Dr. Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan: Quanto mais cedo tivermos vacinas, mais brasileiros serão salvos. Obrigado, Tainá. Agora vamos para a TV Record, com o Emerson Ramos. Aliás, Record TV, né? Agora mudou a nomenclatura, então Record TV com Emerson Ramos. Emerson, boa tarde, sempre um prazer tê-lo aqui conosco. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, obrigado. Boa tarde a todos. Ainda sobre a segunda onda na Europa, a gente está vendo notícias em alguns países sobre possibilidade de colapso nos hospitais. A gente teve uma ampliação aqui em São Paulo, a gente teve uma ampliação dos leitos nos últimos meses, chegamos a ter os hospitais de campanha, depois não havia mais necessidade, eles foram sendo desativados. Então a minha questão é a seguinte: se a gente tiver eventualmente uma segunda onda aqui em São Paulo, a estrutura que se tem hoje, a quantidade de leitos que se tem hoje já seria suficiente para enfrentar uma segunda onda? Existe algum planejamento para ampliar rapidamente, se for necessário, o número de leitos? É por aí? Uma outra questão, governador, deputado Ricardo Barros, líder do Governo na Câmara, colocou no senhor a responsabilidade por uma politização na questão das vacinas, disse que o senhor... Numa entrevista, disse que o senhor dá muitas entrevistas, ou se eu não me engano o termo dele, dá entrevista toda hora a respeito do assunto, e que talvez o senhor estivesse com vontade de colocar o símbolo do partido nas vacinas. Ele disse que o presidente Bolsonaro apenas reage a essa politização que o senhor teria feito primeiro. Eu queria pedir que o senhor comentasse isso.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, vamos primeiro no tema da segunda onda na Europa e se há alguma perspectiva, alguma expectativa de segunda onda, e principalmente a estrutura médica pública aqui no Estado de São Paulo. Responde Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Emerson, nós temos sempre uma ótica daquilo que vem acontecendo no mundo. Todas as estratégias que foram já tomadas no Plano São Paulo, dia 26/02, quando o primeiro caso foi notificado aqui, e que foi uma conduta até antipopular pelo governador Doria, era exatamente baseada naquilo que vinha acontecendo lá fora. E nós sempre estivemos atentos a esse movimento. Com isso, as estratégias aqui foram tomadas. A desmobilização de todos os leitos que ocorreram, especialmente nos hospitais de campanha, seguiram as normativas, baseado em número dos casos, e as expectativas, tanto é que nós fomos muito econômicos nessas reduções, porque nós não queremos, assim como não houve, não haverá nenhum cidadão nesse estado que fique desassistido, que morra sem ter tido acesso a uma medicina de qualidade. Então, sem dúvida nenhuma, todos esses dados são feitos no sentido de impedir que nós tenhamos qualquer problema. Por isso, a despeito da melhora significativa dos números de casos, 39% de ocupação em leitos de unidades de terapia intensiva, seja no estado, seja na Grande São Paulo, nós ainda mantemos essa atenção por essa possibilidade. A segunda onda, ela é possível? Ela é possível. Nós acreditamos que, pelo fato de termos estado um período muito prolongado em níveis muito altos de casos e mortes, e estarmos vindo numa queda acelerada, a despeito dos dados ainda elevados, pode ser que essa velocidade de queda se reduza, pode ser que nós estejamos não enfrentando uma segunda onda, mas um outro platô, que possa acontecer num nível mais baixo. Essa é a atenção que todos devem ter, tanto a sociedade quanto o governo, especialmente os gestores de saúde.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Em relação à sua segunda pergunta, primeiro, dizer que eu tenho respeito pelo deputado Ricardo Barros, segundo que o presidente Bolsonaro está preocupado com a sua reeleição. E eu estou preocupado com a saúde da população. Vamos agora à penúltima pergunta de hoje, é da Carolina Riguengo, da Rede TV. Carolina, obrigado pela sua presença aqui mais uma vez. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. A minha primeira pergunta vai para Priscila Ungaretti, secretária de Transporte. Priscila, eu queria saber como é que está o andamento das obras nas rodovias do Estado de São Paulo durante a pandemia. E as minhas próximas ao governador e aos representantes da Saúde: Se o SUS realmente for privatizado, qual o plano aqui para São Paulo, para evitar que os menos favorecidos sejam atingidos? Se a Anvisa continuar demorando a fazer as liberações necessárias, se existe alguma brecha para conseguir que alguma Anvisa estrangeira libere pra gente aqui esses insumos chineses e todo o andamento da Coronavac necessário. Se vocês vão oferecer os dados de segurança e como é que vai ser essa divulgação, já que tem alguns médicos que questionam a segurança da vacina e inclusive tem alguns médicos até que questionam a necessidade da vacina. E uma última, que é de um popular: O Dr. João Gabardo na segunda-feira comentou que o vírus, na Europa, ele seria mais brando, atingiria um outro perfil, os jovens, e não seria tão letal. Só que, ao mesmo tempo, existe Madri e outras cidades que estão à beira de um colapso, a saúde à beira de um colapso. Queria que o Dr. João Gabardo esclarecesse pra gente entender por que então essas cidades estão com esses possíveis problemas. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Carolina, obrigado. Carolina está disputando com você, Maria Manso, no palitinho aí pra ver quem faz mais perguntas. Ela emendou quatro perguntas aqui na sua intervenção. Mas vamos às respostas. A primeira, sobre as rodovias, a Priscila Ungaretti, você até direcionou diretamente a ela. Sobre o SUS privatizado, Jean Gorinchteyn, que está aqui ao meu lado, que é um profissional de medicina e que conhece profundamente o tema. Anvisa, o Dimas Covas, e Gabardo pode responder... Na verdade você fez cinco, porque você ainda falou de médicos negacionistas, que acham que a vacina nem deveria ser aplicada... Vai responder um médico que conhece e que tem uma opinião diferente desses médicos que disseram isso a você. E também a questão dos jovens, que é o João Gabbardo, ex-secretário executivo do Ministério da Saúde, na gestão Luís Henrique Mandetta. Mas vamos pela ordem, com Priscila Ungaretti. Priscila.

PRISCILA UNGARETTI: Obrigada, governador. Carolina, boa tarde. Uma excelente questão e esclarecedora. O Governo do Estado de São Paulo, durante a pandemia, não paralisou nenhuma obra, inclusive outras foram inauguradas durante o período. Nós temos atualmente 132 obras em andamento, entre Artesp e DER. São mais de R$ 5,3 bilhões de investimentos, em mais de 1.500 Km de rodovias. Além disso, 155 cidades estão envolvidas neste investimento e o mais importante, que é um dos pilares da nossa gestão, gestão do governador João Doria, é a geração de emprego. Nós temos mais de 13 mil empregos gerados. E além disto, o investimento em infraestrutura é essencial para a nossa retomada econômica. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Priscila. Vamos então agora a Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: É importante nós entendermos que o Governo diz ainda buscar modelos de negócios. Esse decreto, na verdade, ele autoriza estudos com o setor privado. E é muito claro que, quando nós falamos de unidade básica de saúde, nós estamos falando lá do município, que sabe a sua realidade, sabe da sua necessidade. Então, esses modelos ainda de avaliação deverão ser vistos muito bem por gestores municipais, aqueles gestores que entendem de saúde pública, da saúde básica, como disse, da saúde da família, para que, de forma alguma, nós tenhamos qualquer impacto. Pode ser que seja um modelo bom, pode ser que nós possamos associar as nossas condições de sabedoria na assistência, de acolhimento, com situações novas do mercado privado, especialmente de modelos privados, que possam trazer algum modelo diferente daquilo que nós temos. Eu acho que vamos analisar, eu acho que nós não podemos, de forma alguma, olhar isso com reticências, mas sim com atenção, para que a gente possa avaliar cada um desses planos e definir se aquilo é bom ou não para cada um dos nossos munícipes.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, Jean, obrigado. Agora, sobre o tema da Anvisa, Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Carolina, o processo de autorização entrou ontem, às 20h23, no circuito deliberativo da Anvisa. Isso significa que, nesse momento, cinco diretores da Anvisa estão se pronunciando sobre o pedido. E tem data colocada no sistema da própria Anvisa de término desse processo, no máximo, até o dia 5/11. Nós esperamos que a Anvisa, que já por diversas vezes manifestou a sua independência, o seu apoio ao desenvolvimento de vacinas, nós esperamos que essa decisão seja tomada o mais rapidamente possível, e com isso possamos importar a matéria prima. Não vejo motivo para que esse pedido não seja aprovado. Com relação especificamente à segurança dessa vacina, eu já apresentei aqui nessa coletiva os dados de segurança, que já foram concluídos. Esses dados estão sendo encaminhados para a Anvisa, no processo contínuo de submissão, e são dados que demonstram que é a vacina mais segura de todas as vacinas que estão sendo testadas no mundo, não é no Brasil, não. Pelos dados já publicados, na literatura internacional, quando comparados com os dados de segurança que obtivemos na China e no Brasil que indicam claramente esta vacina que estamos desenvolvendo aqui no Brasil, no Butantan, é a vacina que tem o melhor perfil de segurança até esse momento.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, então, Dimas. E, finalmente João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Carolina, em relação a profissional, médicos, cientistas, pesquisadores que se posicionam contrários à vacina, falam numa questão de segurança, isso não dá para esperar que a gente tenha unanimidade quando o assunto é politizado e ele é polarizado. Então nós vamos ter, evidentemente, um grupo de profissionais que vão se manifestar, mas eu posso garantir que é uma minoria, um número mínimo de profissionais que tenham condições de conhecimento, de cientistas, de pesquisadores, profissionais especializados que se manifestam de forma divergente àquilo que a grande maioria pensa. Em relação à pergunta do telespectador, quando eu falei ontem que nesses países europeus, eu até dei uma exceção que é a República Tcheca, onde isso não está acontecendo, de uma maneira geral os números são muito maiores de casos confirmados agora do que no período da epidemia. Vou dar dois exemplos. Na Espanha, durante o pico, chegávamos a oito mil casos por dia, casos confirmados na Espanha, oito mil. Hoje, nessa semana, a Espanha teve 20 mil casos confirmados num dia. Então houve um aumento considerável do número de casos confirmados. No entanto, os óbitos na Espanha, no período do pico, eles chegavam a 800 óbitos por dia. Hoje na Espanha, a média móvel, tem sido em torno de 70 óbitos. Dez vezes menos. Na França, no período do pico, nós tínhamos cinco mil casos confirmados, essa semana a França teve 50 mil casos confirmados em um dia. Dez vezes mais casos confirmados. No entanto, os óbitos no período mais crítico, na França eram 1.500 óbitos e hoje tem sido abaixo de 200 óbitos. Então isso mostra muito bem que o número de casos aumentou consideravelmente e aí nós temos que avaliar que esse aumento de casos, ele também está relacionado a um aumento da testagem. Existe um aumento na circulação de vírus? Sim, existe. Mas também há uma elevação bastante considerável de testagem. E o fato de nós termos o número de óbitos muito menores nesses países, tanto na Espanha quanto na França, é claro que preocupa a todos, eles não querem ter uma surpresa como tiveram no primeiro episódio em que as pessoas morriam sem ter assistência médica. Morriam sem ter leito de UTI, sem ter respirador. Então eles estão preocupados agora e, principalmente, a grande preocupação do Ministério da Saúde da França é que anteriormente na primeira onda, os casos foram concentrados em determinadas cidades. Hoje há uma diluição dos casos em todo o país, e eles não têm, como temos no Brasil, um processo de descentralização do sistema de saúde, eles trabalham com hospitais de forma centralizada. Então eles vão ter uma dificuldade maior agora porque vão ter que transportar os pacientes em grandes distâncias para chegar aos grandes hospitais. Essa é a maior preocupação que o governo francês tem hoje, essa mudança na forma e na apresentação dos casos. É evidente que com esse aumento de casos, todos devem se preocupar. Eles estão procurando já se precaver com aquisição de equipamentos de proteção individual, eles têm uma grande dificuldade em relação a recursos humanos, em ampliar o atendimento nas UTIs pela dificuldade de formação de recursos humanos nesse período, e assim, como no Brasil, estão usando bastante telemedicina para que possam ajudar os hospitais regionais de menor complexidade a atender aos pacientes. Então, eu continuo com essa convicção. Houve sim um aumento de casos, é uma população diferente, mais jovem, mais sadia, com menos problemas de comorbidades e com uma mortalidade muito menor. Isso é definitivo? Não. Nada em relação ao corona vírus é definitivo. Muitas vezes nós tivemos que rever os nossos conceitos e aquilo que a gente imaginava que poderia acontecer. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, João Gabbardo. Carolina, obrigado pela sua série de perguntas. Você disputou com a Maria Manso, eu acho que quem vai pedir gol neste domingo é você, mas ainda temos a Daniela que é da TV Globo, Globo News, que ainda pode superar o conjunto das suas perguntas. Daniela.

DANIELA, GLOBO NEWS: Oi, governador, boa tarde para você. Boa tarde a todos. Começando perguntando sobre as vacinas, as seis milhões de doses que vão vir prontas e que já foram liberadas, efetivamente devem chegar quando? E aí falando um pouco mais, uma vez reforçando a pergunta dos meus colegas sobre essa possível segunda onda, há também nos últimos quatro dias a média móvel número de casos acima dos quatro mil casos, também alguns casos até um aumento aí na quase dos 4%, há possibilidade de uma segunda onda, principalmente entre a classe média e as pessoas mais jovens? E para o prefeito Bruno Covas, se houve um alerta entre os servidores da saúde desse aumento do número de casos? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ufa. Daniela foi em três perguntas. Obrigado, Daniela. Bem, vamos ao primeiro tema, a da vacina, sobre as seis milhões de doses, responde o responsável pela vacina que é o Dimas Covas. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Daniela, com relação a essas seis milhões de doses, a Anvisa autorizou o início do processo de importação. Então na segunda-feira, nós entramos com a documentação lá na China, junto às autoridades chinesas, que agora são os chineses que autorizam a exportação. Então nós estamos aguardando para os próximos dias essa autorização para poder trazer a vacina. Então brevemente essas vacinas estarão aqui e serão guardadas, essas vacinas estarão prontas para uso, mas não poderão ser usadas. Então isso vai acontecer lá após o registro. E elas vão se somar as 40 milhões que vamos produzir aqui no Butantan. Então, lá no total, no final, nós vamos ter as 46 milhões.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, o tema da segunda onda, Daniela, será respondida pelo Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Daniela, é importante nós lembrarmos que nós não terminamos essa semana epidemiológica, nós começamos no domingo, estamos ainda na quarta-feira. Nós estivemos um discreto aumento do número de casos e internações, o que não nos permite dizer que isso se projete por toda semana. Pode ser números que possam ter ficado retesados, detidos, então nós precisamos analisar a semana toda, mas seguramente isso sempre acende um alerta. Nós temos que estar atentos. E é isso que nós faremos. A tua colocação é muito interessante quando você diz: será que nós não teríamos o risco de ter. Eu não diria segunda onda, eu diria um incremento do número de casos, especialmente naquela classe A e B. Porque nós vimos desde o início da pandemia que as pessoas lá desde março, quando foi estabelecido o plano São Paulo, que as pessoas, muitas delas, especialmente de regiões mais periféricas e comunidades não puderam ficar em casa, exatamente por seus trabalhos informais. Dessa maneira, circularam mais a despeito de terem o serviços restritos apenas aqueles atendimentos hospitalares ou serviços essenciais. E dessa maneira se contaminaram, até porque naquele primeiro momento não havia exigência de máscaras. A prova disso é que na evolução, as comunidades eram as maiores fomentadoras de número de casos e de óbitos, especialmente no município de São Paulo. Como exemplo, a comunidade da Brasilândia. Então dessa maneira nós entendemos que as pessoas de nível socioeconômico melhor puderam se dar a condição de ficar em casa, de trabalhar de forma remota, em home office, e dessa maneira hoje a medida em a flexibilização ocorre, essas pessoas acabam saindo mais e se expondo mais. E à medida que essas pessoas esquecem de alguma eventual utilização de máscaras, do cuidado do distanciamento, da não higienização das mãos, especialmente do álcool gel quando nós não temos a disposição água e sabão, é nesse momento que essas pessoas vão estar comprometidas. E é o que nós vemos. Se nós formos olhar hoje nos hospitais públicos, as internações diminuem, quando nós olhamos nos hospitais privados existe uma tendência natural do aumento do número de casos. Mas, reforço, isso não significa uma segunda onda, significa que nós temos uma redução talvez da velocidade com que vínhamos diminuindo o número ou a possibilidade de criarmos outro platô eventualmente com números muito abaixo daqueles tragicamente vistos nos meses anteriores.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, e agora vamos a sua terceira pergunta, será respondida pelo Edson Aparecido, secretário de Saúde do município de São Paulo, que está aqui entre nós. Edson.

EDSON APARECIDO, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, boa tarde, prefeito. Nós essa semana fizemos uma reunião, uma videoconferência com todos as direções nossas da Vigilância Sanitária, da atenção básica e da rede hospitalar, desencadeamos então todo esse processo que foi um alerta nos celulares de todos os nossos profissionais da saúde da rede, mais de 100 mil profissionais de saúde, para que a gente possa exatamente acompanhar com muito cuidado cenários, números em relação à eventual incremento de casos no município. Nós mantemos ainda 630 mil pessoas sintomáticos respiratórios monitorados na cidade. As ações comunitárias também foram intensificadas com o programa de saúde da família e também com os agentes comunitários de saúde na cidade. Hoje todo sintomático respiratório nós testamos nas unidades de saúde com PCR. Se há testagem positiva, se o resultado é positivo nós vamos na família e testamos a família inteira, exatamente para poder fazer um isolamento mais dirigido. Então nós temos procurado nesses últimos dez, quinze dias intensificar as ações de saúde na cidade, exatamente para que a gente possa estar um passo a frente de um eventual recrudescimento de casos aqui no município.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, obrigado, Edson. Daniela, satisfeita com as três respostas? Positivo. Não tem mais nenhuma pergunta. Então, pronto. Brincadeira. Bem, pessoal, nós encerramos nesse momento a nossa coletiva de imprensa, antes do encerramento completo quero sempre dirigir a mensagem aproveitando aqui a transmissão ao vivo da TV Cultura para os que nos assistem. Por favor, não saiam de casa sem máscara, não saiam do seu trabalho sem o uso da máscara. Se você pretende viajar nesse final de semana prolongado, não esqueça sua máscara, e use a máscara. Mesmo que você esteja passeando, correndo, se divertindo, não deixe de usar a máscara, nesse momento é o único elemento que pode proteger a sua vida, até a chegada da vacina é a máscara que protege a sua vida e a vida das outras pessoas. A todos que aqui estão antecipo os votos de um bom feriado prolongado, ficaremos pela primeira vez um tempo maior ausentes, retornaremos na próxima quinta-feira, as 12h45. Obrigado aos jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos e técnicos, fiquem com Deus e fiquem sob a proteção. Muito obrigado a todos. Tchau.