Coletiva - SP antecipa para esta sexta (2) a vacinação de idosos acima de 68 anos 20213103

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Coletiva - SP antecipa para esta sexta (2) a vacinação de idosos acima de 68 anos 20213103

Local: Capital – Data: Março 31/03/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde. Muito obrigado, a todos, jornalistas que aqui comparecem, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos, nossos convidados, os que estão aqui à frente, os que estão aqui acompanhando a coletiva, os jornalistas que estão online nos acompanhando, de várias partes do Brasil, e alguns correspondentes estrangeiros também, muito obrigado, e boa tarde, a todos. Nas informações de hoje, o Governo do Estado de São Paulo antecipa a vacinação dos idosos com 68 anos para sexta-feira, dia 2 de abril. A vacinação dessa faixa etária de 68 anos estava prevista para começar na segunda-feira, dia 5 de abril, foi antecipada para a próxima sexta-feira, depois de amanhã, dia 2 de abril, em todo o Estado de São Paulo. Serão imunizadas 340 mil pessoas nessa faixa etária de 68 anos, e com isso vamos acelerando a vacinação nas faixas etárias a partir dos 60 anos, e tendo a possibilidade hoje de anunciar que já nessa sexta-feira as pessoas com 68 anos estarão sendo imunizadas nos postos de vacinação em todo o Estado de São Paulo. A doutora Regiane de Paula, nossa coordenadora do PEI - Programa Estadual de Imunização, dará mais detalhes sobre essa antecipação da vacinação das pessoas com 68 anos. Segunda informação, são sempre boas notícias, e diante de tanta tristeza, de tantas notícias ruins, nós temos procurado aqui trazer boas notícias, notícias verdadeiras, notícias reais, como essa da antecipação da vacinação das pessoas que podem ser imunizadas, e com isso, salvas pela vacina. Segunda boa informação de hoje, o Governo do Estado de São Paulo com o apoio do setor privado, fez a compra de 2 mil cilindros de oxigênio, o Governo do Estado de São Paulo adquiriu 2 mil cilindros de oxigênio e começa a distribuição desses cilindros naqueles municípios que precisam dos cilindros, pois não possuem usinas de oxigênio, e são unidades menores de atendimento de saúde em regiões do Estado de São Paulo. Foram comprados também mil concentradores de oxigênio, que são aparelhos utilizados para o apoio a pacientes menos graves, mas são fundamentais nesse atendimento, para salvar vidas e igualmente principalmente nos pequenos municípios aqui do Estado de São Paulo. A Patrícia Ellen, a nossa secretária de Desenvolvimento Econômico, dará mais detalhes sobre essa aquisição adicional de mais 2 mil cilindros de oxigênio. Terceira boa notícia de hoje, o Hospital de Clínicas, o maior centro médico da América Latina, abre 163 novos leitos para o atendimento da COVID-19, em parceria com a iniciativa privada. O Hospital de Clínicas, repito, o maior complexo hospitalar de toda a América Latina, está ampliando o número de leitos para o atendimento a casos de COVID-19. Serão abertos mais 58 vagas de UTI, e 75 de enfermaria. Com isso o Hospital de Clínicas chega a 628 leitos exclusivos para o atendimento de casos graves de COVID-19. A contratação das equipes que vão trabalhar nesses novos leitos foi financiada integralmente com doação privada, R$ 5,400 milhões, de um financiamento a fundo perdido, por empresas privadas que estão contribuindo nessa iniciativa, são elas o Banco BTG Pactual, a Eurofarma, o grupo COSAN, e o Instituto IDP, da IDP Energia. À essas empresas, cujos dirigentes estão aqui presentes, muito obrigado por terem atendido a esse apelo, e pelo gesto de generosidade, e um gesto humanitário de ajudar quem mais precisa. Essas empresas estão financiando toda a equipe do Hospital de Clínicas para a abertura desses 163 novos leitos. E o diretor geral do Hospital de Clínicas, Tom Zé, aqui presente, dará mais detalhes a esse respeito. Ainda mais boas informações, agora em relação à vacina, a vacina de São Paulo, do Brasil, a vacina do Butantan. O Governo do Estado de São Paulo entregou nessa manhã 3,4 milhões de doses da vacina do Butantan, para o Ministério da Saúde, para o atendimento a mais 3,400 milhões de brasileiros. Pessoalmente estive no Butantan, hoje pela manhã, às 8h, juntamente com o Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, e Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde, fazendo essa entrega. Com as vacinas entregues hoje, São Paulo já entregou para o Brasil 36,200 milhões de doses da vacina do Butantan. E reafirmo aqui, nove em cada dez brasileiros que estão sendo vacinados em todo o país, estão sendo vacinados com a vacina do Butantan. Um orgulho para São Paulo, um orgulho para o Butantan, um orgulho também para todos nós que vivemos aqui em São Paulo, vacinando e ajudando a vacinar outros brasileiros de outros Estados, de outras regiões do país. Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, dará mais detalhes sobre o programa de vacinação, e a confirmação também das novas entregas de vacinas, que serão feitas agora no próximo mês de abril. Aqui em São Paulo, felizmente com o Butantan, nós prometemos e cumprimos, aqui não fazemos revisões sobre àquelas promessas de entrega de vacinas, as promessas que foram feitas estão sendo cumpridas, e as vacinas chegando ao braço de quem precisa. Quinta informação, também boa notícia, o Governo de São Paulo lança hoje a campanha Vacina Contra a Fome, ela passa a valer a partir do próximo dia 5 de abril, em todo o Estado de São Paulo. Esse Programa denominado Vacina Contra à Fome, incentiva as pessoas que vão se vacinar a doarem 1 kg de alimento não perecível, preferencialmente arroz, feijão, macarrão e também o leito em pó. A destinação desses produtos, evidentemente, é para a população mais vulnerável, as pessoas que estão em situação de pobreza e extrema pobreza no Estado de São Paulo. A distribuição ficará a cargo das prefeituras, que aderirem a esse programa, a adesão é gratuita, evidentemente, e a participação daqueles que estão sendo vacinados também é absolutamente espontânea, doa quem pode, doa quem quer. Mas nós temos hoje nessa doação um gesto de grandeza, um gesto de solidariedade para quem mais precisa, e as pessoas que estão em vulnerabilidade precisam de alimentação, precisam do alimento. Ontem eu estive aqui no extremo Sul dessa região aqui da capital de São Paulo, ali no Marsilac, em Parelheiros, e vi com os meus olhos a situação de pessoas que vivem em situação de alta vulnerabilidade. Eu fui com a minha esposa Bia, e verificamos ali pessoas morando em um espaço de dez metros quadrados, família de 12, 14, 16 pessoas, em espaços mínimos, e sem condições de aquisição de alimento para o sustento das suas famílias. Então fomos entregar ali o alimento solidário. Muito sensibilizado com isso, nós estamos iniciamos essa campanha, para aqueles que forem tomar a vacina no braço, compreendam que muitas pessoas precisam também de comida no prato. E a todos que puderem aderir, ajudar, levando 1 kg de feijão, 1 kg de arroz, 1 kg de macarrão, ou 1 kg de leite em pó, estão ajudando pessoas que precisam disto para sobreviver. A sexta boa notícia de hoje na área de educação. O Governo de São Paulo retoma o Programa Merenda em Casa, beneficiando agora 920 mil estudantes da rede estadual de ensino A retomada do pagamento do Programa Merenda em Casa será apresentado pelo secretário Rossieli Soares, secretário de Educação... Lembrando que a Célia Parnes falará sobre o programa que eu acabo de mencionar, do projeto Vacina Contra à Fome. Desculpe, Célia, eu não havia feito a menção a você. O Rossieli vai apresentar esse Programa Merenda em Casa, repito, são 920 mil pessoas beneficiadas, são alunos, estudantes, também nesse campo de vulnerabilidade, e que passarão a receber R$ 55 cada aluno por mês, para a compra do seu alimento em casa. E o secretário Rossieli Soares dará maiores detalhes e explicando como isso vai funcionar a partir do próximo dia 7 de abril. E por último, encerrando, a atualização dos números da pandemia, com o Jean Gorinchteyn, nosso secretário da Saúde do Estado de São Paulo. Vamos ao primeiro tema, que é a antecipação da vacinação dos idosos com 68 anos, para sexta-feira, dia 2 de abril, uma boa notícia a você que tem pais, avós, tios, tias nessa faixa etária. A vacina no braço é a vacina da vida, uma dose já garante que essa pessoa vacinada com a vacina do Butantan, ela não vai sofrer o risco de morte, ao ter já a primeira dose da vacina no seu braço. E a Regiane de Paula vai informar também, e apresentar no vacinômetro a situação atual da vacinação em São Paulo. Aqui nós zelamos pela transparência, o vacinômetro foi uma iniciativa do Governo de São Paulo, foi o primeiro Estado do país a adotar o sistema de informação online, 24 horas por dia, com a atualização a cada 15 minutos, do total de vacinados na primeira e na segunda dose. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Boa tarde, a todos e todas. Então, o Governo do Estado de São Paulo decidiu antecipar então a faixa etária de 68 anos para o dia 2 de abril. E a entrega das grades está sendo concluída amanhã nos municípios em todas as regiões do Estado de São Paulo, permitindo dessa forma, que os municípios possam durante os feriados, já iniciar a vacinação. Então com isso a gente permite que haja abertura de postos durante os feriados. Então nós já estamos fazendo 69, 70 e 71 anos, desde o dia 26 de março, 910 mil pessoas. E estamos antecipando para o dia 2 de abril, 68 anos, com 340 mil pessoas. E iniciaremos no dia 5 de abril as forças de segurança pública, com 185 mil pessoas, e os profissionais da educação a partir de 47 anos de idade, no dia 12 de abril, com 350 mil pessoas. Eu gostaria, governador, de deixar claro que o Estado de São Paulo, como o senhor mesmo disse, foi o Estado que junto com a Prodesp, desenvolveu a plataforma Vacivida, e hoje nós já ultrapassamos 6 milhões de doses aplicadas em todo o Estado de São Paulo. De primeira dose nós temos 4.545.772 milhões. E lembrando da importância da segunda dose, principalmente para àquelas pessoas que receberam a vacina do Butantan, até 28 dias, o recebimento da segunda dose, que acabou de virar, governador, que agora nesse está em 1.514.170 milhão de pessoas. Eu queria também colocar a importância que nós temos, que é para os municípios registrarem, isso traz transparência para a gestão, quando nós somos perguntados, e a plataforma ela nos dá exatamente isso, doses aplicadas por município, distribuição de doses por município, e a porcentagem da população de primeira dose. Isso traz uma transparência total, e qualquer pessoa, qualquer munícipe, qualquer cidadão pode acessar a plataforma, olhar o seu município, saber quantas doses foram entregues de D1, e qual é a sua porcentagem em relação à população geral do Estado que foi vacinado. Então isso está online, 24 horas, sendo atualizado a cada 15 minutos. Se o senhor quiser depois no final a gente pode mostrar de novo o vacinômetro, com os novos dados que serão colocados, governador. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Regiane. Transparência, informação, online, para a população acessando o vacinômetro e também a plataforma Vacine Já, justamente para que as pessoas de idade possam fazer rapidamente o seu cadastramento prévio, leva menos de 30 segundos. Com isso você não tem espera nos postos de vacinação aqui no Estado de São Paulo, além do sistema drive-thru, que está disponibilizado na capital paulista, assim como em outras cidades do Estado, rápido, eficiente e seguro para o atendimento, e imunização das pessoas com mais idade, e especificamente as pessoas com 68, 69, 70 anos, e acima disso, que estão dentro do Programa Estadual de Imunização nesse momento. Vamos agora com a Patrícia Ellen, no tema dos cilindros de oxigênio. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Obrigada, governador. Então nós temos aqui a boa notícia desse esforço da mobilização que começou nas últimas semanas, nós já mostramos aqui que houve um aumento de 40% na demanda de oxigênio em todo o Estado. E agora um pouco mais, dado que o nosso sistema inteiro, o secretário Jean vai dar detalhes, mas nós aumentamos a quantidade de leitos em todo o Estado, governador, em mais de 50% em um mês, para atender a população. Por isso que o Estado não teve colapso. Mas exatamente honrando o seu compromisso de garantir que todos sejam atendidos. Nós temos esse desafio de lidar com a demanda adicional de oxigênio. Como crescemos a demanda em hospitais de pequeno porte, e em UPAs, aumentou a demanda de cilindros, e com isso nós tivemos que mudar o perfil do abastecimento. Isso já foi dito em semanas anteriores. O governador pessoalmente se reuniu com toda a cadeia de suprimentos de cilindros e de oxigênio. Nós fizemos o mapa com o setor privado, com a colaboração da Secretaria de Saúde, da Secretaria de Desenvolvimento Regional, com a Invest São Paulo, e identificamos que existem 120 municípios em situação de emergência necessitando cilindros. Por isso nós conseguimos através dessa mobilização, disponibilizar em tempo recorde 3 mil equipamentos para garantir o abastecimento de oxigênio na rede de saúde imediatamente. Nós estamos hoje iniciando as primeiras remessas da compra de 2 mil cilindros de oxigênio, e também de mil concentradores de oxigênio, que foram localizados em Atlanta, nós fizemos o mapa, inclusive do mundo, da disponibilidade de todos os instrumentos que necessitamos. Os cilindros vêm de fornecedores locais, os concentradores não tínhamos no Brasil, conseguimos nos Estados Unidos e em Atlanta. Lembrando que os 2 mil cilindros eles podem ser utilizados em casos moderados e graves, e também podem ser utilizados nas unidades de saúde básica, os concentradores podem ser utilizados em casos mais leves, e também ficam como legado para o programa de saúde da família. As demandas foram mapeadas juntamente com o COSEMS - Conselho de Secretários Municipais. E com base nisso, hoje, o secretário Jean, secretário Vinholi, comigo, iremos a Jundiaí, para recebermos os primeiros 216 cilindros que foram disponibilizados imediatamente. Amanhã teremos 324 cilindros a mais. E nas próximas semanas teremos os cilindros para serem entregues aos municípios que estão nessa situação de emergência. Na próxima página eu queria lembrar que esse é um esforço que não para nesse momento de demanda que nós estamos. Nós estamos também com uma campanha de arrecadação de doação e comodato de cilindros de oxigênio. Lembrando que quem tiver cilindros para uso industrial, foi permitido exatamente, através da ANVISA, a utilização nessa situação de emergência, também para fins de saúde. O e-mail para doação é doeo2@sp.gov.br. Agradeço a todos os parceiros que se mobilizaram nessa iniciativa. A Unicamp no final de semana nos ajudou muito a atender uma demanda emergencial em Registro, as empresas fornecedoras estão oferecendo ao preço mínimo, imediatamente, a MAT, a Philips, e há uma doação de toda cadeia de logística, Ambev, Liquidgas, Copagaz, Ultragaz, que fizeram essa iniciativa possível, porque nós estamos recebendo cilindros, mas eles precisam chegar na ponta para quem precisa. E isso só está sendo possível porque todo esse sistema doou os seus serviços e está trabalhando de uma forma integrada, com uma coordenação da Abiquim, que tem feito toda a diferença nesse momento. Muito obrigada, é mais uma prova que a solidariedade e que o compromisso de todos é a única forma de sairmos dessa pandemia rapidamente, e iniciarmos a nossa retomada econômica. Muito obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Muito obrigado, a Abiquim, e as empresas também que estão nos ajudando. Muita solidariedade, esse é um legado, diante de tanta tristeza, mas um legado positivo da solidariedade do empresariado de São Paulo, através das companhias, e também das associações de classe, como é o caso da Abiquim. Antes de prosseguirmos eu queria dizer que nós estamos no ar ao vivo pela TV Cultura, Record News, Band News e CNN, muito obrigado, a todos dessas emissoras que transmitem ao vivo essa coletiva, levando informação atualizada à população brasileira. Vamos agora com o Tom Zé, diretor geral do Hospital de Clínicas, com a boa notícia da abertura de mais 163 leitos para o atendimento de pacientes com COVID-19, no maior complexo hospitalar da América Latina, que é o Hospital de Clínicas. Tom Zé.

TOM ZÉ, DIRETOR GERAL DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS: Bom Dia, a todos. Inicialmente quero agradecer ao nosso governador pelo sempre apoio ao HC, e à Secretaria de Saúde, e doutor Jean. Que desde o início, desde março de 2020, que nós começamos com a implementação e implantação de leitos dentro do HC, e continuamos. E também agradecer o apoio de doação/investimento do Grupo BTG Pactual, Eurofarma, IDP Brasil, e o Grupo COSAN. Porque sem isso nós não estaríamos nesse momento já com pacientes deitados nesses novos leitos. são 58 leitos de UTI que está nessa base, 75 leitos de enfermaria, que totalizam hoje dentro do HC 628 leitos de COVID-19, puramente COVID-19. Eu gostaria de dizer em nome dos nossos 24 mil funcionários, que continuam trabalhando com o brilho nos olhos desde o início, que eles pediram que fizessem um pedido à toda sociedade, distanciamento social, máscara, álcool em gel, e fiquem em casa, porque apenas dessa para nós vamos conseguir evitar o contágio e vencer esse inimigo COVID-19. Mais uma vez, obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tom Zé, obrigado. Obrigado ao apoio, que você como diretor geral do Hospital de Clínicas, tem oferecido a esse programa, desde março do ano passado, de atendimento às vítimas da COVID-19. Aos profissionais de saúde, aos que são prestadores de serviços no Hospital de Clínicas, um exemplo de atendimento e de superação para salvarem vidas. E mais uma vez, muito obrigado ao BTG Pactual, Eurofarma, Grupo COSAN, Instituto IDP, que nos ajudaram mais uma vez, não é a primeira, nem a segunda vez, em uma iniciativa solidária e humanitária como essa, que nos permitiu abrir mais 163 leitos para o atendimento de COVID-19 no Hospital de Clínicas, em São Paulo. Vamos agora à boa notícia da vacina, mais vacinas, mais vacinas de São Paulo, mais vacinas do Butantan, mais vacinas para o Brasil, com o Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Boa tarde, governador. Entregamos hoje 3,4 milhões, totalizando aí 36,200 milhões de doses. E em acréscimo à essas 36,200 milhões de doses já entregues, temos agora para entregar na primeira quinzena de abril, e já produzidas no Butantan, mais 4,5 milhões, o que vai totalizar 40,700 milhões de doses. Ou seja, mais de 88% do contrato de 46 milhões, que será integralizado até o final do mês. A outra boa notícia é que ontem, no dia de ontem, foi autorizada a nova exportação de 6 mil litros de matéria-prima da China, que deve chegar aqui brevemente, antes do dia 10 desse mês, o que permitirá complementar os 46, e já iniciar a produção dos 54 milhões de doses. São essas informações, governador. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. Quero também aproveitar para fazer um agradecimento aqui aos nossos parceiros da Sinovac, com sede em Pequim, na China, e ao Governo chinês também, a confiança, a solidariedade e o apoio que a embaixada da China em Brasília tem nos oferecido, o consulado em São Paulo, e as autoridades chinesas que de lá tem permitido que os insumos sejam encaminhados pontualmente para o Instituto Butantan. Vamos agora ao tema da campanha Vacina Contra à Fome, com Célia Parnes, secretária de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo. Célia.

CÉLIA PARNES, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL: Obrigada, governador. Eu trago aqui então do que se trata essa nova campanha do Governo do Estado de São Paulo. É uma grande campanha de sensibilização de voluntariado a fim de mobilizar a população a doar 1 kg de alimento não perecível ao se dirigem aos postos de saúde, se possível, dentro da capacidade de cada um. Cada cidadão ou cidadã pode levar 1 kg de arroz, feijão, macarrão ou leite em pó, nos postos de vacinação indicados pelos municípios. Eu quero agradecer aqui a cada um dos quase 400 prefeitos e municípios que aderiram já à essa primeira leva de mobilização, cidades em todas as regiões administrativas, e que já estarão prontas a receber os alimentos a partir do dia 5/4. Os municípios que já fazem parte dessa mobilização constam desse site, vacinacontraafome.sp.gov.br. Somos um povo solidário e humano, e muito dolorido de vermos aqui o nosso próximo em situação tão dramática. E dentro da condição de cada um é absolutamente voluntário, mas criamos aqui um grande movimento coletivo, comunitário, de cidadania e de apoio uns aos outros. Essa força do coletivo, da união, tem o poder de mudar o rumo da fome nesse momento. Agradeço aqui à nossa primeira-dama Bia Doria, presidente do Fundo Social do Estado de São Paulo. À cada diretoria regional de assistência social do Estado. À Secretaria de Comunicação, aqui em sua equipe, na pessoa do secretário Cleber Mata. E o apoio da Secretaria de Saúde estadual, secretário Jean Gorinchteyn, do secretário Marco Vinholi, de Desenvolvimento Regional. Nossa Defesa Civil, Coronel Nyakas. E agradecer a cada prefeitura, prefeitos, secretárias municipais de saúde, assistência social, e fundos sociais. Vamos exibir agora o vídeo da nossa campanha, por favor.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Esse vídeo que vocês vão ver agora, começará a ser veiculado hoje à noite nas emissoras de televisão em todo o Estado de São Paulo.

APRESENTAÇÃO DE VÍDEO: "Estamos no pior momento da pandemia, mas para auxiliar uma parcela da população menos favorecida, estamos lançando uma campanha, Vacina Contra à Fome. Quando chegar à sua vez de se vacinar, você poderá doar qualquer alimento da cesta básica, arroz, feijão, macarrão, no próprio posto de vacinação. Mas não é obrigatório, é opcional. Ajudar o próximo também é uma forma de salvar vidas".

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, Célia Parnes. Obrigado, Bia Doria, do fundo social, a Secretaria de Desenvolvimento Social. Prefeitas e prefeitos que já aderiram, quase 400. É um sistema por adesão, e as prefeituras que fizerem adesão poderão receber essa doação. Você que vai se vacinar a partir do dia 5 de abril, se possível, e se você puder, e quiser, leve um 1 kg não perecível, preferencialmente arroz, feijão, macarrão ou leite em pó. Sua solidariedade salva vidas, é vacina no braço e comida no prato. Vamos agora com Rossieli Soares, secretário de Educação, para um novo e positivo anúncio do programa de Merenda em Casa. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO: Obrigado, governador. Boa tarde, a todos. O Programa Merenda em Casa foi um programa de muito sucesso, que começou atendendo 720 mil jovens, crianças, famílias que passaram por muitas dificuldades. Nós retomamos as aulas, durante esse ano começamos a servir as merendas presencialmente nas nossas escolas, e agora em paralelo, o que é uma novidade importante, e vou explicar, estamos relançando o Merenda em Casa para esse momento especificamente, esperando em breve termos cada vez mais alunos nas nossas escolas, e isso é uma prioridade, vou falar também sobre isso. Em relação ao programa, nós refizemos as chamadas públicas, todos os processos. Então nós vamos continuar com o atendimento presencial, aliás, nós continuamos autorizando inclusive a volta às aulas às escolas, tanto públicas, quanto particulares, podem e devem atender aqueles alunos que mais precisam nesse momento. Isso é fundamental, o Estado não proibiu e não irá proibir, inclusive tornou essencial à educação, justamente para esse momento de apoio a aqueles que mais precisam. Obviamente, sempre que puder fique em casa, mas para aqueles que precisam, a escola estará sempre à disposição. E a gente vai atender presencialmente ainda atendimento da merenda escolar, como a gente tem feito nessas semanas. Especialmente para os alunos obviamente vulneráveis, mas aberto para todos aqueles alunos que precisarem ou desejarem. E para reforçar, para ir além do atendimento presencial que continuará sendo feito, nós temos a volta do Merenda em Casa, que é um auxílio de R$ 55 por mês. A empresa que participou do chamamento e ganhou foi a Picpay, que foi a mesma que fez no ano passado. Uma diferença importante, nós começamos no ano passado, governador, com 720 mil estudantes, e fomos crescendo, porque a pobreza infelizmente cresceu no Brasil, inclusive por falta de ajuda nesse momento do Governo Federal, acaba auxiliando ainda mais a nossa ajuda. Então nós vamos atender 920 mil crianças, famílias, que precisam nesse momento, com R$ 55 por mês. Se tivermos outras crianças que, porventura, não estejam no cadastro, a secretaria também atenderá. Então se, porventura, tivermos alguma criança que não esteja contemplada nesse momento, e for necessário, nós vamos fazer. É um investimento de R$ 56 milhões ao mês, nós o faremos agora no mês de abril, e ao final do mês de abril avaliaremos como estaremos obviamente no mês de maio, e eventualmente continuaremos fazendo se for necessário. Governador, pagamos esse valor no dia 7 de abril na próxima quarta-feira. Isso é muito importante, essa velocidade, para que as pessoas tenham esse auxílio nesse momento, que precisam. Parabéns, governador. É um grande orgulho fazer parte. A escola, como disse, é um ponto central, fundamental da nossa sociedade e ser essencial significa isso, trabalhar para aqueles que mais precisam, valorizar os professores também no processo de vacinação, porque a escola é insubstituível e os nossos profissionais da educação também o são. Muito obrigado e boa tarde.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli Soares, secretário de Educação do Estado de São Paulo, lembrando que, a partir do próximo dia 12 de abril, iniciamos a vacinação dos profissionais de educação, professores e profissionais da rede de ensino, a rede estadual, a rede municipal e a rede privada, aqui no Estado de São Paulo, a partir do dia 12 de abril, profissionais com mais de 47 anos. E se você precisar de mais informações, entre no site do Vacine Já, para ter acesso a informações complementares. Vamos agora a, depois de seis boas notícias, vamos agora aos dados, a atualização da pandemia, em São Paulo e no Brasil, com Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde do Estado de São Paulo. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Estamos na 13ª semana epidemiológica do ano de 2021, na 3ª semana do faseamento mais restrito do plano São Paulo, que é o plano e a fase emergencial. As taxas de ocupação nas unidades de terapia intensiva, hoje, em todo o Estado, já compõem 92,2%, a Grande São Paulo, 91,8%, e temos 12.975 pacientes internados nas nossas unidades de terapia intensiva. Para se ter uma ideia, nós tínhamos, agora na segunda-feira, 12.945, portanto a ascensão, apesar de estar ocorrendo, ela vem no numerário muito menor do que aquilo que nós vínhamos acompanhando nas últimas semanas, com centenas de novas admissões nas unidades, o que fez com que o Estado tivesse toda a preocupação na ampliação de leitos, como foi feito. Desde o dia 28 de fevereiro, até a data de ontem, 30 de março, foram abertos 4.695 leitos de unidades de terapia intensiva, foram mais de 50% daquilo que nós já tínhamos no passado, totalizando 14.079 leitos em UTI, e continuamos nessas aberturas para acolher novos pacientes. É óbvio que nós vamos continuar fazendo controle da pandemia, mas nós temos que garantir essa assistência como o que foi anunciado hoje, com abertura de novos leitos, seja de enfermaria ou unidade de terapia intensiva, na rede do Hospital das Clínicas. Temos uma taxa de isolamento, na segunda-feira, dia 29, de 44%, e na terça também a mesma cifra. Lembrando que essa taxa de isolamento, ela já se mostrou incrementada em 5 a 7 pontos, mostrando... Isso em relação ao faseamento laranja, mostrando que todas as medidas que têm sido tomadas, de restrições de horários e serviços, fazem com que haja um impacto significativo na nossa atenção, na condição da saúde e de acolher os nossos pacientes. Temos hoje 2.469.849 casos e, infelizmente, temos como óbito 74.652 pessoas, que perderam as suas vidas. Próximo, por favor.

Temos ainda essa, a semana... Lembrando que estamos na 13ª, o comparativo da semana anterior, a 12ª, com a 11ª, nós ainda tivemos um incremento do número de casos em 9,2%, e de internações em 10%. Mas é importante lembrar que, se nós formos analisar a evolução, no comparativo da evolução da 10ª para a 11ª, nós tivemos um aumento de 18% nesse mesmo período, ou seja, nós estamos, mesmo com o incremento do número de casos, tendo uma desaceleração, uma velocidade menos comprometedora no nosso sistema de saúde. Os óbitos ainda representam aquelas fases anteriores a fases mais restritas, e mostrando ainda um incremento de 25,6% de elevação. Próximo, por favor. Comparativamente, o que nós temos hoje, o número de pacientes nas unidades de terapia intensiva, como disse, foram 12.975, se nós compararmos ao pico da pandemia, lá atrás, na 29ª semana de julho, nós tivemos um aumento de 107,6%, eram 6.250, portanto, mais do que dobramos este número de casos. Próximo.

Importante nós lembrarmos que estamos vacinando, estamos produzindo mais vacinas em São Paulo, para todos os brasileiros do nosso país, e estamos nos mobilizando, seja com relação ao suporte de oxigênio, de cilindros de oxigênio, de logística de oxigênio, assim como também tendo uma atenção especial aos medicamentos que são utilizados para intubação, aos quais chamamos de kit intubação. Mas precisamos muito que o Ministério da Saúde forneça também mais medicamentos para todo o país. São Paulo recebeu um quantitativo muito baixo esse final de semana, que já foi encerrada a sua utilização pelos nossos estoques em 48 horas, ou seja, temos ainda um quantitativo muito baixo fornecido. É importante o entendimento que o Ministério deve ter para agilizar as compras internacionais, para que, dessa maneira, nós possamos, aí sim, ter um quantitativo muito maior, não só para os municípios do Estado de São Paulo, mas para todo o país. Isso é fundamental, o país não pode esperar. E estamos todos, seja Governo, seja iniciativa privada, seja população, juntos, contra a pandemia, e é exatamente essa união que está permitindo que os dados, mesmo de forma discreta, já estejam mostrando consolo, já estejam mostrando algum sinal de alívio. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Vamos agora às perguntas. Pela ordem que nós temos aqui, começamos com a CNN Brasil, depois a Agência Bloomberg, na sequência Rádio e TV Bandeirantes e a TV BandNews, Portal UOL, o Portal IG, a Rádio CBN, o SBT e, finalizando, a TV Globo, GloboNews. Começamos com você, Bruna Macedo. Bruna, boa tarde, bem-vinda, sua pergunta, por favor.

BRUNA MACEDO, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Me chegou uma informação um pouco truncada, eu queria aproveitar a oportunidade para perguntar: Surgiu uma nova variante do novo Corona Vírus, na cidade de Sorocaba? É uma variante nunca antes vista? É uma variante que ainda não circulava na cidade? O Centro de Contingência já foi notificado de algo relacionado a isso? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruna. Vou pedir ao coordenador do Centro de Contingência do Covid-19, Dr. Paulo Menezes, para que possa responder e, se necessário, com intervenção do Dr. Dimas Covas. Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador. Boa tarde a todos. A informação que nós temos é da identificação de um caso da variante sul-africana. Não é uma variante nova, mas ela é nova no Brasil. Nós não temos ainda mais detalhes sobre esse caso, mas essa é a informação que eu recebi até o momento.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Paulo. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: De fato, governador, ontem nós terminamos a análise do material genético da rede de laboratórios com o Butantan, e universitários que estão fazendo esse trabalho, e em Sorocaba foi identificada uma variante e que foi submetido inclusive o trabalho já descrevendo essa variante. É uma variante assemelhada à variante da África do Sul, embora não haja histórico de viagem ou de contato com viajantes na África do Sul. Portanto, também existe a possibilidade de que seja já uma evolução da nossa P1, em direção a essa nova mutação da África do Sul.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruna Macedo, obrigado, Dimas Covas. Vamos agora a uma pergunta remota, online, da Agência Bloomberg, com o seu correspondente no Brasil, André Romani. André, você já está aqui em tela, boa tarde, sua pergunta, por favor.

ANDRÉ ROMANI, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde, secretários. Antes, só um esclarecimento sobre a questão dos oxigênios, queria que vocês pudessem colocar um pouco em contexto. O que são exatamente esses 2.000 cilindros? Enfim, era o número que o Governo esperava? Era o que necessitava? E até queria um esclarecimento também sobre a questão da secretária Patrícia Ellen, que comentou sobre cidades em situação emergencial. O que é exatamente situação emergencial? É quando acaba totalmente o lote de cilindros? Queria um esclarecimento nesses dois pontos. E além disso, queria saber sobre o ritmo da testagem, como que está o ritmo da testagem no Estado e o que a gente pode tirar disso, e se vocês tiverem inclusive os dados da porcentagem de quantos estão vindo positivo, e a PCR, seria ótimo também, enfim, se é um patamar recorde ou algum tipo de comparação [ininteligível]. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: André, não querendo ser indelicado com você, mas nós estabelecemos aqui um entendimento com os jornalistas para uma pergunta por jornalista, e aqui eu vou ser um pouco rigoroso com isso. Então peço a você que selecione, das suas perguntas, e entendendo que a primeira e a segunda estão conectadas, portanto é uma pergunta, e a segunda. Qual delas você prefere? Para que a resposta seja dada a você.

ANDRÉ ROMANI, REPÓRTER: No caso, as duas primeiras seriam só esclarecimento de algo que eu não entendi na primeira. Então, não conta, não seria como pergunta, mas a pergunta que eu coloquei é a segunda. Se puderem esclarecer a primeira seria ótimo, mas se não, é a segunda.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tá bom, então vamos ficar com a primeira e com a segunda, apesar da sua saída olímpica. Eu vou pedir à Patrícia Ellen para responder. Por favor, Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Obrigada, governador. Nós fizemos um levantamento com os municípios, para entender qual é a demanda de oxigênio, e estamos trabalhando com as empresas fornecedoras também de oxigênio. O desafio é nos cilindros, André, porque, como cresceu a demanda nas UPAs e nos hospitais de pequeno porte, que utilizam cilindro para atendimento de enfermaria... Hoje, dois terços da demanda de cilindros é em enfermaria. E como é que funciona na prática? Você utiliza um cilindro e, quando ele acaba, você coloca outro no lugar e entrega esse vazio para a empresa reabastecer. É como a gente faz, por exemplo, com botijão de gás, em casa, explicando de uma forma bem simples. Só que agora aumentou muito a demanda e o giro aumentou, então fica faltando cilindro, porque nesse transporte do cilindro para abastecer, que está sendo abastecido com mais frequência, a demanda é proporcional àquele número que eu falei. Então, nós fizemos um mapa com os municípios e um primeiro mapeamento mais emergencial, nós temos uma demanda de cerca de 2.400 cilindros, para atender a emergência, essa é a demanda. Então, os primeiros 2.000, que nós estamos adquirindo, atendem essa demanda, junto com os concentradores. Os concentradores de oxigênio, eles podem ser utilizados no primeiro atendimento, para atendimento de oxigênio por via aérea, então, usando o concentrador combinado com cilindros, nós vamos atender toda a demanda emergencial deste momento, mas já sabendo que nós estamos ainda no período de pico da pandemia, a doação de cilindros adicionais é fundamental, para que nós tenhamos a garantia do fornecimento. As empresas que produzem oxigênio, até queria agradecer a [ininteligível] e a Air Liquide, que nos atenderam nessas emergências, elas mesmas relatam: elas precisam do cilindro, porque elas têm o oxigênio ali, só precisam garantir o fornecimento. E para finalizar, muita gente pergunta de usinas. Nós estamos investindo em usinas de oxigênio, no Estado, e também no município, na capital, a prefeitura tem feito um ótimo trabalho nisso, mas as usinas, elas precisam estar em pontos de concentração de demanda. O governador tem que lidar com o desafio de atender 645 municípios, muitos deles pequenos, e é impossível nós gerarmos aqui, criarmos usinas em todos os municípios, em tempo recorde, para atender à demanda que está acontecendo hoje. Então, nessas próximas duas a quatro semanas, essa ação emergencial vai suprir essa demanda que foi levantada com os próprios municípios.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Ellen. André Romani, da Agência Bloomberg, muito obrigado. Espero que você possa continuar aqui acompanhando a coletiva. Vamos agora com a Maira [ininteligível], da Rádio e TV Bandeirantes e TV e Rádio BandNews. Maira, boa tarde, sua pergunta, por favor.

MAIRA, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Bom, eu queria voltar na questão dessa nova variante, que foi identificada no interior de São Paulo. Queria saber o que fazer a partir de agora, com essa identificação, se vai ser feita uma testagem maior ali no local, uma contenção de alguma maneira, enfim, o que o Governo de São Paulo pretende fazer, de repente até aumentar a vacinação naquela área, para tentar conter essa variante, e qual é a preocupação que isso gera. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Maira. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bem, primeiro, nós precisamos determinar qual é a real incidência. Um caso, nesse momento, num universo de predomínio já da P1, né, então, se for apenas um caso, as medidas são as medidas que estão em andamento. Fora isso, o acompanhamento genômico de outros locais, né, o sequenciamento para a observação do surgimento dessas variantes, porque isso é, nesse momento, esperado e o que nós temos que fazer é fazer aí esse sequenciamento rotineiro de um percentual das amostras que são testadas, exatamente pra fazer a monitoragem, né, do aparecimento das variantes.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. Maira, obrigado. Vamos agora para o Portal UOL, com Lucas Teixeira, Lucas, boa tarde, ela vai ajustar o seu microfone. Pronto.

LUCAS TEIXEIRA, REPÓRTER: Boa tarde. Falando em variante, cilindro, então, já que só pode uma pergunta, eu queria entender, olhando agora pro espectro três semanas, quase quatro das fases emergenciais, os números começando a dar uma leve reflexão, pra onde o Governo de São Paulo tá rumando? Qual que é a principal preocupação, não como se adiantando, mas a principal preocupação, são os kits de intubação, os cilindros, como vocês têm olhado, qual, o que pode dar problema no futuro? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Lucas, vou dividir a resposta, eu mesmo início, e depois com Jean Gorinchteyn, secretário da saúde, principal preocupação agora é proteção às pessoas, com o distanciamento social, o uso de máscara, e o fique em casa, agora é hora das pessoas permanecerem em suas casas, não saírem das suas casas, e vacina, vacina e vacina, volto a pedir aqui que o Ministério da Saúde redobre os esforços para termos vacinas para os brasileiros, no presente momento, é praticamente o Butantan o único fornecedor de vacinas para o Brasil, nós precisamos de mais vacinas, então, distanciamento social, máscara para proteção e vacinação em massa para garantir a vida e a proteção das pessoas. Em relação aos kits de intubação, equipamentos, usinas de oxigênio e cilindros, e outras medidas, vou passar ao nosso Jean Gorinchteyn, pra que ele possa responder.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Nossa preocupação é com a vida, e é isso que nós temos que lutar diariamente, e assim que temos feito sempre nos antecipando a riscos, todas essas medidas que estão sendo avaliadas hoje, em termos de aquisição de cilindros, a logística da distribuição de cilindros para os municípios, pra que nós possamos dar assistência à vida, já foram pensadas há mais de três semanas, e é isso que tá fazendo com que ela possa ser, estar em ação hoje, amparando assistência à saúde, assistência à vida em cada um dos municípios, assim como há preocupação relacionada aos medicamentos que são usados para intubação, à medida em que eu tenho mais pessoas com desconforto respiratório, e que precisem ser auxiliadas por aparelhos, que são os ventiladores, eu também tenho que ter medicações, que, de forma muito correta, possam ser administradas pra garantir tanto a sedação, pra que essas pessoas durmam, e o relaxamento da sua musculatura, são esses kits que são compostos, como nós estamos tendo compras e estamos fazendo a antecipação de atas e compras emergenciais ainda no numerário que reflete a condição pra alguns dias, nós ampliamos o nosso cardápio de possibilidades junto com a associação de medicina interna brasileira, desculpa, de medicina intensiva brasileira, a MIB, e também a sociedade brasileira de anestesiologia, no sentido de se utilizar de alguns protocolos que podem usar medicações que estão disponíveis, que não estão escassas, e que deixaram de ser usadas por algum motivo, sem colocar nenhum dos nossos pacientes em risco. Essa é a responsabilidade, a preocupação do Governo do Estado de São Paulo, sob a liderança do governador João Doria, para a garantia de vidas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Jean, muito obrigado. Obrigado, Lucas, vamos agora ao Eduardo Morgado, do Portal IG, Eduardo, ajustado o microfone, agora sim, boa tarde, sua pergunta, por favor.

EDUARDO MORGADO, REPÓRTER: Boa tarde, governador, secretários, São Paulo bate recorde de óbitos nos últimos dias, né, 74.652, como noticiado hoje, se São Paulo fosse um país, apenas dez países no mundo inteiro teriam um número de óbitos maior que São Paulo. O diretor da associação de empresas do setor funerário havia declarado que pediria inclusão dos profissionais, que produzem urnas funerárias, nas atividades essenciais, e até a cidade de São Paulo contratou vans escolares pra transporte de corpos, eu queria entender como o Estado está lidando com essa parte logística no recorde de óbitos, citaram aqui até que existem municípios que estão em situação emergencial de oxigênio, queria entender como que o Estado tá lidando nessa parte.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Eduardo, vou começar a responder, e a Patrícia Ellen vai complementar, de fato, se São Paulo fosse um país, nós já teríamos vacinado 60% de toda população do Estado de São Paulo, porque hoje esses mais de 32 milhões de doses da vacina do Butantan, nós compartilhamos com o Brasil, com o nosso país, não fomos egoístas e compartilhamos, e hoje é a vacina que vai no braço dos brasileiros, é a vacina desenvolvida aqui pelo Butantan, em São Paulo, mas nós somos parte do Brasil e nos orgulhamos disso, e vamos continuar a ajudar os brasileiros de todo país com a vacina, e com tudo aquilo que for possível São Paulo colaborar e sermos solidários como somos. Agora, Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Nós temos uma força-tarefa de atendimento pras questões funerárias desde o início da pandemia, há uma iniciativa onde participam uma série de secretarias de Estado, junto com o setor privado, nas últimas semanas nós fizemos pelo menos cinco reuniões de trabalho com eles, mas há um núcleo, inclusive dentro da Secretaria de Segurança Pública, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Investe São Paulo, pra garantir todo o funcionamento da cadeia de suprimentos e toda organização, temos um desafio adicional, você mencionou a demanda de São Paulo, mas São Paulo é o principal provedor de todos esses serviços para o Brasil, desde os insumos, nós temos cerca, dos insumos que são utilizados, entre 70 e 80% saem de São Paulo. Então, nós estamos trabalhando desde o fornecimento de MDF, os cuidados com os agentes funerários, com os profissionais que atuam em cemitérios, a prefeitura de São Paulo fez a vacinação aqui, nós estamos trabalhando com todo esse desenho do processo, cuidado com os profissionais e todo o suprimento, então há garantia de suprimento, mas isso tá sendo feito sempre com o atendimento das novas demandas, que cresceram muito nesses últimos dois meses, em todo país, infelizmente, colocando uma pressão enorme na cadeia de suprimentos de São Paulo. Então, a resposta curta, tá tudo sendo organizado com eles, o fornecimento, o suprimento, os serviços estão sendo garantidos, e eu queria inclusive aproveitar o momento, governador, pra parabenizar esses profissionais, que, nesse momento tão difícil, estão, inclusive, expostos a riscos, sim, trabalhando muito duro, e garantindo o atendimento pras famílias num momento de tanta dor no Estado de São Paulo e em todo o país. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Obrigado, Eduardo. Lembrando que hoje nós temos a reunião semanal do PEI, o programa estadual de imunização, que eu conduzo aqui com todos, com todos os agentes da saúde pública, do setor de imunização, o Instituto Butantan, todos aqueles que participam do programa de imunização, seja no fornecimento da vacina, seja na logística da vacina, incluindo representantes do Conass, que é o conselho municipal de prefeituras e secretarias de saúde do Estado de São Paulo, estaremos reunidos hoje e eu tenho a convicção de que esse será um dos temas abordados na reunião de hoje à tarde. Vamos agora a Natasha Mazzaro, da Rádio CBN. Natasha, bem-vinda, boa tarde, sua pergunta, por favor.

NATASHA MAZZARO, REPÓRTER: Boa tarde, boa tarde a todos. Em relação, aproveitando a presença do secretário Rossieli, em relação à volta às aulas presenciais, secretário, o recesso de outubro, que foi antecipado, se encerraria essa semana, e a volta às aulas presenciais ocorreria no dia cinco de abril, temos aí alguma definição? Havia até a possibilidade de adiantar duas semanas das férias de julho pra semana que vem. Temos alguma definição em relação às escolas estaduais e particulares? E se me permite, governador, uma dúvida bem pontual em relação a compra dos cilindros, essa compra já é atendendo ao ofício enviado pelo conselho dos secretários municipais de saúde? E outra dúvida em relação, parte desses cilindros já começa a ser distribuída hoje, a partir de hoje, né, secretário?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Natasha, embora você tenha feito duas perguntas, eu entendo que essa segunda mereça um esclarecimento, dado ao fato de que esse foi um dos temas principais que nós colocamos aqui, pedir a Patrícia Ellen pra responder a você. E, na sequência, o Rossieli. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Sim, e com isso, inclusive, queria agradecer o Dr. Dimas, porque o Instituto Butantan nos ajudou muito nesse processo emergencial, nós estamos atendendo exatamente a demanda do [ininteligível], o mapa que nós fizemos, dos 120 municípios em situação de emergência, foi feito numa colaboração aqui da Secretaria da Saúde, com a Secretaria de Desenvolvimento Regional, com o Secretário Geraldo Reple, que representa o COSEMS, fez um mapa município a município, com levantamento da demanda diretamente por eles, inclusive a primeira entrega que nós teremos hoje, de 216 cilindros, nós estamos agora pegando esse mesmo mapa que foi recebido do COSEMS, com classificação por situação mais de emergência, para priorizar as entregas que serão realizadas a partir das 16h da tarde de hoje.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Aproveitando, Eduardo, para fazer uma pequena correção, eu falei CONASS, é COSEMS, exatamente que é o Conselho Municipal dos Secretários de Saúde, que se reúnem conosco regularmente toda semana, todas às quartas-feiras, dentro do programa PEI - Programa Estadual de Imunização. Não é o CONASS, o CONASS é o Conselho Nacional. Quem se reúne é exatamente o COSEMS, e é exatamente o Geraldo Reple, que representa o COSEMS, ex-secretário executivo de saúde aqui de São Paulo, atual secretário de Saúde do município de São Bernardo do Campo, e um dos 21 integrantes do centro de contingência do COVID-19. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO: Obrigado, governador. Obrigado, Natacha, pela pergunta. Bom, vamos lá, para deixar muito claro, as aulas estão autorizadas pelo Governo do Estado, não há nenhuma alteração em relação a isso. O decreto que quando criou a fase emergencial disse que o limite de percentual para as escolas privadas, portanto, é de até 35% igual a fase vermelha e a fase laranja, as fases vermelhas e laranja. Isso é importante, alguma restrição pode ter sido feita por algum dos municípios, depende obviamente do município, tem alguns municípios que autorizaram, e tem alguns municípios que não autorizaram. A rede estadual, nesse momento nós não estamos anunciando a antecipação de férias, porque na semana que vem nós vamos continuar, como trabalhamos com [Ininteligível] por conta dos feirados, com atividades online, e atividades presenciais com alunos que mais precisam. E vamos fazer isso na próxima semana. E eventualmente tomaremos alguma decisão em relação às férias na próxima semana, vamos acompanhar primeiro os números com a are da saúde para algum anúncio na próxima semana. Então nosso anúncio vai até à próxima sexta-feira, nós vamos continuar exatamente como estamos hoje na rede estadual, e obviamente a rede privada está autorizada com todos os cuidados, e que desde que priorize, obviamente, aqueles que mais precisam, e observem obviamente as regras municipais eventualmente, e priorizem aqueles que precisam, ficando em casa todos aqueles que puderem.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. Natacha, obrigado. Vamos agora à penúltima intervenção, das perguntas, que é do SBT, a jornalista Flávia Travassos. Boa tarde, bem-vinda. Sua pergunta, por favor.

FLÁVIA TRAVASSOS, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Minha pergunta vai para o centro de contingência, a gente ontem completou 15 dias de fase emergencial, e a gente pode ver pelos números que houve uma desaceleração sim no número de internações, mas pelos dados hoje apresentados pelo doutor Jean, a gente vê que ainda está crescendo. Eu queria saber do centro de contingência se vocês imaginavam, pela avaliação de vocês, que esses números já deveriam ter estacionado, pelo menos, não caído, mas pelo menos, estacionado. E quando que a gente vai ter o reflexo no número de óbitos? Ontem a gente bateu mais um recorde aí, 1.209 mil mortes no Estado de São Paulo. Seriam essas perguntas, obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Flávia. Responde o Paulo Meneses, nosso coordenador do centro de contingência do COVID-19, Paulo.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador. Boa tarde, Flávia. Nós estamos ainda vendo no número de internações, especialmente de UTI, um aumento cada vez menor. Então a gente já pode ver uma redução da velocidade de crescimento das internações, está bastante evidente. Há outros indicadores também que mostram que após 15 dias do início da fase vermelha, inclusive a gente já começa a observar esse professor. No entanto, o dado que a gente tem da internação é de pacientes, tem o de pacientes novos por dia, e tem o de total de pacientes internados. De ontem para hoje, por exemplo, tivemos um ligeiro aumento no número de pacientes internados, porque os pacientes ficam dias e dias, em média, dez dias internados. Então há um acúmulo. Mas a gente já tem sinais, inclusive pela proporção de positividade de testes PCR, que começam a se reduzir na última semana, de que nós estamos começando, felizmente, a ter uma melhora progressiva da situação. Em relação aos óbitos, infelizmente nós só vamos observar uma mudança mais para frente, daqui a algumas semanas, se hoje a gente tem quase 13 mil pacientes em UTI, nós sabemos que, infelizmente, uma parte, entorno de um terço deles, infelizmente, não deve sair com vida dessas UTIs. Portanto, nas próximas semanas devemos ainda ter esse cenário muito triste, de um grande número de óbitos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Paulo Meneses. Vou pedir, Flávia, que o João Gabbardo também possa complementar. Ele que é o coordenador executivo do centro de contingência do COVID-19, Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador. Boa tarde, a todos. Vamos fazer uma retrospectiva em relação às datas, nós começamos a nossa fase vermelha no dia 6 de março, e começamos a fase chamada emergencial no dia 15 de março. No dia 19 de março nós já começamos a observar uma desaceleração do número de pessoas que são internadas em unidades de tratamento intensivo. Nós estávamos com uma taxa de crescimento diária de 3,3%, significava que a cada dia aumentava o número de pessoas nas UTIs nossa ordem de mais de 3%. A partir do dia 19 de março houve uma redução gradativa dessa velocidade, e hoje nós estamos com uma velocidade de 0,7%, caiu de 3,3% para 2,1%, 1,2%, agora 0,7%. A nossa expectativa, Flávia, é que a partir do dia 6 do mês que vem, 6 de abril, quando nós completarmos 30 dias da fase vermelha, esse número passará a ser negativo, ou seja, o número de pessoas que terão alta das unidades de tratamento intensivo será maior do que o número de novos ingressos. Essa é a nossa expectativa, que, entorno de uma semana nós vamos passar a ser um saldo negativo, e isso vai significar uma redução do número de pessoas nas unidades de tratamento intensivo, e por óbvio, um aumento na taxa de disponibilidade desses leitos. A segunda parte, que diz respeito aos óbitos, deve ocorrer uma semana, dez dias depois dessa redução que nós estamos prevendo para o dia 6. Então é possível que até a metade do mês de abril, nós ainda tenhamos que conviver com o número elevado de óbitos, e a partir da metade do mês de abril, tudo leva a crer que haverá uma redução. Agora, a coisa mais difícil que tem nessa pandemia é fazer previsões como essa que a gente está fazendo aqui, e isso é baseado nos números, baseado na evolução da pandemia nesse momento, esperamos que a gente não tenha aí alguma outra novidade, tipo essa variante da África do Sul, que possa atrapalhar um pouco a evolução da pandemia.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, João Gabbardo. Flávia, muito obrigado. Vamos agora à última intervenção, é da TV Globo, Globo News, com a jornalista Daniella Gemignani. Daniella, boa tarde, bem-vinda. Sua pergunta, por favor.

DANIELLA GEMIGNANI, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Eu insisto na questão dessa nova variante de Sorocaba, eu queria mais informações sobre a família dessa paciente, porque há também informações de que quatro pessoas da família estariam assintomáticas, com essa mesma variante. Então eu queria mais informações sobre o que está acontecendo com a família dela também, eles estão isolados? Enfim, e se dá para dizer que pode ser uma variante ainda mais grave, já que ela pode ser uma evolução da P1, muito parecida com a da África do Sul? Enfim, é isso, obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniella. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Daniella, o caso está sendo comunicado à vigilância epidemiológica do município, ele que tem que fazer esse acompanhamento. E em princípio, os dados são de que é um caso autóctone, ou seja, não teve relação com viagem, ou com contato com pessoas da África do Sul. E é uma variante que já tem algumas assinaturas um pouco diferente da variante original que indica uma provável origem local mesmo, a partir da variante P1. Então esses dados complementares devem ser aí agora procurados pela vigilância epidemiológica do município e informados oportunamente.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. Obrigado, Daniella. Nós estamos encerrando a nossa coletiva de hoje. Queria desejar a todos que estão nos acompanhando presencialmente, virtualmente, que tenham uma Páscoa em paz, em harmonia, em família, com saúde, com proteção. O mesmo para a comunidade judaica, a Páscoa judaica, da mesma forma, que esteja em paz e com saúde, e todos nós possamos fazer as nossas orações. Na próxima semana retornaremos aqui nas nossas coletivas. Muito obrigado. Se protejam, e se possível, fiquem em casa. Obrigado.