Coletiva - SP anuncia R$ 40 milhões para expansão do Museu da Diversidade Sexual 20210612

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Coletiva - SP anuncia R$ 40 milhões para expansão do Museu da Diversidade Sexual 20210612

Local: Capital – Data: Dezembro 06/12/2021

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CERIMONIALISTA: Senhoras e senhores, uma boa tarde a todos. Sejam bem-vindos ao Palácio dos Bandeirantes. Anunciamos a presença do governador João Doria, acompanhado à mesa pelo secretário de estado da Cultura e Economia Criativa, Sérgio Sá Leitão. Também compõe a mesa, Marcelo Dantas, curador dos Museus da Diversidade, das Favelas e da Cultura Indígena. E também Eduardo Saron, que é presidente do Conselho de Cultura do estado de São Paulo. Dentro de instantes, também estará conosco a secretária municipal de Cultura de São Paulo, Aline Torres. Vamos então à coletiva de imprensa, onde teremos anúncios dos novos museus do estado de São Paulo, passo a palavra para a abertura para o governador João Doria.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, bom dia. Boa tarde, ao mesmo tempo, a todos. Obrigado pela presença, Sérgio Sá Leitão, secretário de Cultura e Economia Criativa, do estado de São Paulo, Eduardo Saron, presidente do Conselho de Cultura e Economia Criativa do estado de São Paulo, Marcelo Dantas, meu bom e querido amigo, responsável por esses novos programas de museus que estamos implementando, e que estamos anunciando hoje aqui, Preto Zezé, para a imprensa, e para a opinião pública do estado de São Paulo. E por quê? Porque aqui cultura é tratada com seriedade e com respeito. O governo de São Paulo anuncia dois novos museus, e a ampliação de um terceiro museu, que é o museu da diversidade, o governo vai investir R$ 40 milhões, na ampliação do Museu da Diversidade, e na criação de dois novos museus para a entrega em 2022. Primeiro, falando sobre o Museu da Diversidade, ele será reaberto à população em julho de 2022, com seu tamanho quintuplicado, ele será cinco vezes maior do que o tamanho que tem atualmente, foi criado em 2012 este museu, e é o primeiro equipamento cultural da América Latina, dedicado à comunidade LGBT, e funciona na Estação República do metrô. Ele será ampliado, modernizado, e terá novos equipamentos nesta área, e terá também uma área externa, ampliando a sua possibilidade potencial de frequência, e os seus valores de legitimidade daquilo que representa o museu, e se destina a todos, não é evidentemente apenas à comunidade LGBT. Mas ele trata e enfatiza o respeito à diversidade e a inclusão deste segmento na nossa sociedade. Já dos novos museus, o novo Museu das Favelas. O Museu das Favelas vai ser uma vitrine da potência criativa e da resiliência das comunidades do estado de São Paulo, e terá a administração da CUVA - Central Única das Favelas. Está aqui o Preto Zezé, que é fundador e presidente da CUFA, participando dessa coletiva, poderá depois também atender aos jornalistas que desejarem obter o seu depoimento, pois a gestão feita por chamamento público será da CUFA - Central Única de Favelas. E aonde será este novo e único Museu das Favelas, aliás, da América Latina? Pelo menos, a informação que temos, não há nenhum museu dedicado às favelas, e ele vai se chamar sim Museu das Favelas, exatamente para mostrar a capacidade inclusiva, criativa e a diversidade que esta comunidade, essas comunidades possuem em todo o Brasil, especificamente aqui em São Paulo. Esse museu vai funcionar no Palácio Campos Elíseos, que já foi sede por décadas do governo do estado de São Paulo, na região da Luz, é um equipamento que foi totalmente restaurado, reformado pelo governo de São Paulo, e agora, e o Sérgio Sá Leitão, e o Marcelo Dantas vão dar referências sobre o que conterá este museu. Portanto, nós não estamos fazendo um museu na periferia, no canto da cidade, em áreas extremas, estamos fazendo o centro histórico, que é a Nova Luz, onde foi a sede do governo de São Paulo por décadas, que é o Palácio Campos Elíseos. E por fim, o Museu das Culturas Indígenas, que vai ser o primeiro museu feito e conduzido pela comunidade indígena, com inauguração programada para março de 2022, no complexo Baby Barioni, na zona Oeste da capital de São Paulo, especificamente ali na Água Branca. Este museu também está sendo conduzido pelo Marcelo Dantas, e esses três equipamentos culturais vão complementar o conjunto museólogo de Cultura e Economia Criativa do governo de São Paulo. Dito isso, passo a palavra para o nosso secretário de Cultura e Economia Criativa, Sérgio Sá Leitão. Sérgio.

SÉRGIO SÁ LEITÃO, SECRETÁRIO DE CULTURA: Muito obrigado, governador. Boa tarde, a todos e todas. Momento muito importante especial para a cultura de São Paulo, em que o governo do estado de São Paulo anuncia, governador, o que nós estamos chamando de criação de três museus, porque, de fato, o Novo Museu da Diversidade Sexual ele é uma ampliação, é uma renovação, uma transformação do atual Museu da Diversidade. Mas tão grande, que, de fato, caracteriza uma nova instituição, tanto é que nós estamos inclusive alterando também a instituição que faz a gestão do museu, ampliando o espaço, ampliando o programa, ampliando o escopo. Enfim, transformando o Museu da Diversidade em um museu que toda comunidade LGBTQIA+ São Paulo gostaria que ele fosse. Hoje nós temos 20 museus no âmbito do ecossistema de cultura do governo do estado de São Paulo, sob à coordenação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, incluindo museus na capital e museus no interior e no litoral, esses museus em 2020 tiveram um público de 14 milhões de pessoas, nós estamos falando de um ano que foi muito adverso para a cultura. Mesmo assim, para vocês terem uma ideia, do alcance desses museus e das atividades que eles realizam. Esse ano em 2021 o governo do estado de São Paulo está aportando em recursos orçamentários R$ 280 milhões nessa rede de museus, é um investimento recorde, e isso materializa esse compromisso, essa visão que o governador manifestou aqui, ou seja, essa visão de valorização de respeito à cultura e à política pública de cultura. Portanto, nós teremos mais três museus em 2022, o Museu das Favelas, o Museu das Culturas Indígenas, e o Novo Museu da Diversidade Sexual. Isso representa um investimento de R$ 40 milhões por parte do governo de São Paulo, e esses museus eles terão o custeio anual de R$ 17 milhões, que obviamente passa a valer a partir do momento em que eles entram em funcionamento. É importante dizer que esses museus estão sendo criados em parceria com as comunidades e as entidades representativas dessas comunidades, cujas temáticas dos museus tem a afinidade, portanto, no caso aqui do Museu das Favelas, nós estamos falando de uma parceria com a CUFA, e com muitas lideranças comunitárias, está aqui o Preto Zezé, presidente da CUFA conosco. No caso do Museu das Culturas Indígenas, uma parceria com o Instituto Maracá, e com diversas lideranças indígenas, que tem participado ativamente desse processo. E no caso do Novo Museu da Diversidade Sexual, também uma parceria com entidades e lideranças na comunidade LGBTQIA+. E nós temos contado com a consultoria, curadoria do Marcelo Dantas, nesse processo de concepção e de construção desses museus. Esses museus eles vão funcionar com o nosso modelo de gestão por organizações sociais, é um modelo vitorioso que nós temos aqui em São Paulo, e que tem gerado resultados muito positivos, não é Saron? Então teremos nesses três museus, cada um uma organização social, no caso do Museu das Culturas Indígenas, nós já temos a organização social que fará a gestão, e repito, em permanente constante diálogo com as lideranças indígenas que é a ACAM Portinari, nos demais casos isso está em processo. São museus que invertem a perspectiva, ou que mudam a perspectiva com que essas comunidades vêm sendo historicamente tratadas aqui no nosso país. Quer dizer, onde muita gente enxerga a carência, nós estamos enxergando potência, vitalidade, onde há um manto de invisibilidade, nós estamos justamente trazendo luz, trazendo visibilidade. E nós temos também uma outra questão que é importantíssima, é que, muitas vezes, esses assuntos foram tratados como, e essas comunidades como objetos, por exemplo, como o caso das comunidades indígenas, dos povos indígenas, nós temos alguns museus, que são museus etnográficos, a etnografia pressupõe que é um discurso da academia, uma visão da academia sobre os povos indígenas. Tudo bem? Muito obrigado, pela presença. E o que nós vamos fazer agora é um museu sobre as culturas indígenas, feito pelos povos indígenas. Então isso é realmente uma mudança e é realmente um avanço muito significativo. Importante revelar, governador, que todos esses três museus foram propostos e sugestões das comunidades, então essa ideia do Museu das Culturas Indígenas, isso nos foi trazido pelas lideranças indígenas que o governador, pela primeira vez, recebeu aqui no palácio, fizemos uma reunião de várias horas de duração. E nessa reunião, na área da cultura, as lideranças indígenas colocaram como sua principal reivindicação, queremos ter um museu onde nós possamos apresentar a nossa cultura da maneira que a gente acha correta e adequada, da maneira que nós vemos. E o governador prontamente, imediatamente acatou essa sugestão e deu o sinal verde para o projeto. Mesma coisa o Museu das Favelas, uma reunião com a CUFA, com lideranças comunitárias, e a CUFA nos apresentou essa proposta. Chegou a Aline Torres, secretária municipal de Cultura. Bem-vinda, Aline. E o Museu da Diversidade Sexual ele existe desde 2012. Nós procuramos reforçá-lo nos últimos anos, o museu durante a pandemia teve uma atuação online espetacular, atingimos um público de mais de 2,5 milhões de pessoas com as atividades online do Museu da Diversidade. E a comunidade LGBTQIA+ nos colocou essa demanda: "Quero ampliar o museu, quero que o museu tenha a mesmas atividades que os demais museus têm". E é isso que nós estamos anunciando e propondo, sugerindo agora. Governador, apenas para dar aqui algumas informações muito rápidas sobre cada um desses projetos, o Museu das Favelas, como mencionou o governador, ele vai se localizar no Palácio de Campos Elíseos, é uma área de 4.327 mil metros quadrados, ele vai ter exposição permanente, área para exposições temporárias, centro de referência e documentação, centro de formação e capacitação, eventos de arte e economia criativa, restaurante, café, loja, auditório e biblioteca. Intensa programação online, a gestão, como eu disse, será feita por uma organização social, e a seleção está em curso, mas com a parceria com a CUFA. E a inauguração em 2022. O caso do Museu das Culturas Indígenas, ele vai ficar, nós já temos o prédio, ele já está pronto, fica na Rua Dona Germani Borchar, nº 451, no bairro da Água Branca, ao lado do parque da Água Branca, ao lado do Complexo Olímpico Baby Barioni. São duas boas referências para a gente entender onde ele se localiza. Nós vamos ter lá 2.100 mil metros quadrados, também área para exposição permanente, exposições temporárias, centro de referência e documentação, centro de formação e capacitação, uma área para eventos, restaurante, café, loja, auditório e biblioteca. Também vamos apostar muito nessa programação online. A gestão da ACAM Portinari, inauguração em 2022. Finalmente, o novo Museu da Diversidade Sexual, isso é uma novidade, governador, ele vai ter duas sedes, que vão se complementar, uma sede na Estação República, do metrô, 540 metros quadrados, hoje ele tem 120 metros quadrados. Então, como o governador falou, nós estamos multiplicando aí quase que por cinco, a área do Museu da Diversidade, na Estação República, 540 metros quadrados. E vamos ter também um imóvel na superfície, que está em processo de escolha, de definição, e tudo isso com área para exposição permanente, exposições temporárias, centro de referência e documentação, centro de formação e capacitação com foco em empreendedorismo, LGBTQIA+, eventos, café, loja, auditório, biblioteca e área de acolhimento. Também com uma intensa programação online. Gestão por uma organização social, o Museu da Diversidade ele era gerido pela Amigos da Arte, que é uma organização social focada em difusão cultural, então nós fizemos um novo processo, quer dizer, para selecionar uma nova organização social, que tenha foco em gestão de museus, porque é uma especificidade. E a inauguração também em 2022. Governador, essas são as informações básicas aí sobre esses três projetos, eu vou pedir para mostrarem um vídeo que nós preparamos, que dá mais detalhes e mostra também já algumas imagens destes museus.

APRESENTAÇÃO DE VÍDEO: Ainda há quem não veja as favelas como territórios de potência, ainda há quem não perceba que os povos indígenas têm muito para ensinar. Ainda há quem não entenda a diversidade como um ativo de grande valor. Está mais do que na hora de mudar essa visão ultrapassada, precisamos ver, valorizar e promover a cultura, o conhecimento e as realizações das favelas, dos povos indígenas e da comunidade LGBTQIA+. É por isso que o governo do estado de São Paulo está criando três novos museus, o Museu das Favelas, o Museu das Culturas Indígenas, e o Novo Museu da Diversidade Sexual. Para que as favelas, os povos indígenas e a comunidade LGBTQIA+ tenham voz e vez na cena cultural de São Paulo, para afirmar a vitalidade e a relevância cultura, econômica e social de brasileiros que, muitas vezes, não são reconhecidos. Para dar visibilidade, mostrar a força e evidenciar o protagonismo de quem ainda enfrenta o preconceito e a intolerância. São três museus novos que demonstram compromisso e o respeito de São Paulo, em relação à cultura e à democracia, porque não há democracia sem compromisso e respeito com as favelas, os povos indígenas e a comunidade LGBTQIA+. Três projetos inovadores que vão transformar a cena cultural de São Paulo em 2022, o Museu das Favelas, no Palácio de Campos Elíseos, o Museu das Culturas Indígenas, ao lado do Parque da Água Branca, e o Novo Museu da Diversidade Sexual, na Estação República, do metrô. Mais do que museus sobre seus temas, são museus feitos por moradores de favelas, pelos povos indígenas e pela comunidade LGBTQIA+. Com o vitorioso modelo de gestão por organizações sociais de cultura que há em São Paulo. Quem ganha com isso é o conjunto da população do estado, mais cultura significa mais educação, mais qualidade de vida e mais desenvolvimento. Governo do estado de São Paulo, trabalho e respeito por você.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bom, Sérgio, muito bom o vídeo, ele especifica bem os três museus que nós estamos lançando hoje. Queria registrar que nós convidamos aqui à empresa, além do Preto Zezé, que é fundador e presidente da CUFA - Central Única das Favelas, a Sônia Aramirim, que representa aqui a comunidade indígena, ela é líder indígena. Registrando também a presença de líderes da comunidade indígena de Maracá, a Cristine Takuã, que está aqui conosco, o Carlos Papá, a Adriana Kalabe, e também, eu já tinha mencionado, a Sônia Aramirim, que eu convidei para estar aqui à mesa. Também o Ivan Santos, o Ivan é líder da diversidade, e que nos honra aqui com sua presença na mesa também. Vou passar a palavra à última intervenção antes das perguntas, à Aline Torres, secretária de Cultura da cidade de São Paulo. Obrigado, por você estar aqui, Aline.

ALINE TORRES, SECRETÁRIA DE CULTURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO: Bem, boa tarde, a todos e à todas. Governador, Sérgio Sá Leitão, aqui aos colegas da mesa. Eu acho que o grande avanço dessas nossas ações, para reforçar que a Prefeitura de São Paulo está cada vez mais integrada com a gestão do governo de estado, por isso estamos conseguindo desenvolver e entregar todos esses atos para a comunidade, para a nossa população. Mas em especial, eu quero ressaltar um grande acerto do secretário Sérgio Sá Leitão, que é muito alinhada com a sua visão de gestão, governador, é conseguir fazer equipamentos tão grandiosos, alinhados com quem, de fato, tem propriedade de fala da pauta. A gente tem aqui o Preto Zezé, presidente da CUFA, que é quem vai alinhar com a organização social o Museu das Favelas. Ressaltar as potências positivas que nós temos nas nossas favelas. Agora o intuito não é tirar as pessoas da favela, mas é melhorar as favelas, é ter a administração pública lá, é ter o olhar do estado lá, e a gente potencializar tudo de bom que tem. Então esse é um grande feito, a gente ter aqui líderes indígenas, líderes da comunidade LGBTQIA+, que vão estar integrados nessa ação. Esse é o grande acerto desses museus, conseguir entregar para a comunidade, alinhado com as pessoas, essa gestão não faz mais erros que já passamos, que é ir lá nas comunidades, vai lá, o gestor público vai na comunidade e fala: "Olha, vou em uma comunidade quilombola, acho que vou construir uma biblioteca aqui para vocês". Mas sem nem perguntar, se os quilombolas querem uma biblioteca do homem branco. E agora a gente conseguiu fazer o inverso, governador, esse é o grande acerto, muito parabéns, Sérgio, parabéns, governador. Agora a gente tem um trabalho muito árduo e bacana para fazer, mas que vai ser uma entrega verdadeira para a comunidade. Parabéns.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, agora vamos às perguntas, que poderão ter respostas dos que integram aqui a nossa mesa, nós vamos começar com a Revista Select, com a Juliana Monaquesi. Muito obrigado, por estar aqui participando da nossa coletiva. Bom dia, boa tarde, na verdade. Bem-vinda.

JULIANA MONAQUESI, REPÓRTER: Bom, não há como não ficar feliz e impressionada com as boas notícias que ouvimos, um governo criando museus em um contexto de um projeto obscurantista em nível federal é claro, algo de causar surpresa e alegria. Mas eu gostaria de fazer uma pergunta, aproveitando que estamos no Palácio dos Bandeirantes, eu vejo como existe uma vontade de abarcar aí demandas sociais, das pautas das políticas indetitárias. Mas gostaria de saber do governador se existe no horizonte, em respeito às comunidades indígenas, aos guaranis, que tem uma grande população, não só na cidade, mas no estado de São Paulo, e os guaranis Embiá, por exemplo, do Pico do Jaraguá, constantemente falam da Rodovia dos Bandeirantes, que cortou o seu território, e ainda por cima tem nome de genocida. Até quando a gente vai ter a sede do governo do estado de São Paulo como um nome de genocida?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, Juliana, primeiro, desculpe, não concordo com essa sua colocação, eu não vejo que o fato de termos a Rodovia dos Bandeirantes no Palácio dos Bandeirantes, isso não significa o nome de genocida, eu tenho aqui um ponto de discordância com você. E também tenho que ser claro e objetivo, nós não vamos mudar o nome do Palácio dos Bandeirantes, e nem da Rodovia dos Bandeirantes, nós vamos respeitar os indígenas, o seu território, os seus direitos, as suas diferenças, as suas qualidades, a sua história, como temos feito aqui em São Paulo. Aliás, acabamos de terminar uma reunião de secretariado com a presença de um cacique indígena, assim como todos que estão aqui representando a comunidade indígena, já participaram também de reuniões com o governador, com o governo, e também reuniões de secretariado. Isso para nós é mais importante do que fazer uma avaliação da história, e desejar classificar de qual seja a forma aqueles que aqui viveram no estado de São Paulo. Não nos cumpre realizar este tipo de tarefa, e sim respeitar as comunidades que compõem a população do estado de São Paulo, os seus territórios, valorizar a educação, a inclusão, a atividade empreendedora, a atividade do artesanato, e o respeito pelas comunidades, seja indígena, seja LGBTs, seja dos negros, seja dos jovens, seja das pessoas com deficiência. Vamos agora ao Gilberto Amêndola, do Jornal Estado de São Paulo. Bem-vindo, boa tarde.

GILBERTO AMÊNDOLA, REPÓRTER: Boa tarde, obrigado. Eu queria saber se os museus eles vão atender, por exemplo, do ponto de vista do trabalho mesmo, de quem for operar os museus, os funcionários das comunidades, tanto indígena, quanto das comunidades das favelas? Em relação à curadoria, principalmente em relação ao Museus das Favelas, e ao Museu da Cultura Indígena, tem uma curadoria voltada para encontrar artistas nas comunidades? Eu queria que você contasse um pouco sobre esses dois pontos. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gilberto. Uma pergunta ampla, mas eu vou dividir a resposta com o Sérgio Sá Leitão, secretário de Cultura e Economia Criativa. O Marcelo Dantas, que é o curador dos três museus, e também ouvir o Preto Zezé, já que você se referiu mais especificamente ao Museu das Favelas também. Sérgio.

SÉRGIO SÁ LEITÃO, SECRETÁRIO DE CULTURA: Obrigado, governador. Bom, Gilberto, em primeiro lugar, a orientação que nós estamos dando para as organizações sociais, que vão fazer as gestões desses espaços, é que sim, possam contar entre os seus colaboradores, aqueles envolvidos diretamente com os museus, com maior número possível, no caso do Museu das Culturas Indígenas, de Indígenas, no caso, do Museu das Favelas, de moradores das favelas. E também no caso do Museu da Diversidade, com pessoas da comunidade LGBTQIA+. Aliás, já é assim que o Museu da Diversidade funciona, e temos tido resultados excepcionais. Em relação à essa questão da curadoria, para tornar claro aqui, quer dizer, o papel do Marcelo é um papel de consultoria, é um papel de coordenação também, mas nós estamos construindo esses museus com as comunidades, com os artistas, com os gestores, com os criadores desses grupos sociais representados por cada uma dessas instituições. Enfim, o Museu das Culturas Indígenas ele está sendo construído pelas lideranças indígenas com a participação ativa de artistas e criadores, professores e educadores indígenas. A mesma coisa o Museu das Favelas, a mesma coisa o Novo Museu da Diversidade Sexual.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Sérgio. Marcelo Dantas.

MARCELO DANTAS, CURADOR DOS TRÊS MUSEUS: Eu acho que um aspecto importante entender que esses museus todos eles têm uma visão de criar oportunidade, espaço e procurar novos talentos nas favelas, e procurar novos talentos, e solidificar o pensamento indígena em algum lugar que ele possa ser tangível para toda a sociedade. Ele é sobre a ativação de artistas e comunidades, seja na produção de conteúdo audiovisual dos museus, será feito com os organismos de produção de conteúdo audiovisual das favelas do Brasil inteiro. Seja no que diz respeito aos artistas que vão estar presentes lá dentro, são artistas originários das favelas, ou artistas moradores das favelas, pode ser que estejam em outros estágios de carreiras, mas em diferentes momentos esse é o caminho, ou seja, o caminho é ativar essas comunidades para criar uma linguagem que seja coerente com aquilo que está feito. Ou seja, o meu papel aqui é muito mais de conectar essas partes, e criar de alguma forma uma linha para o museu poder encaixar toda essa diversidade. Acho que é a CUFA é chave nessa história também.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Antes de passar, nós vamos ouvir, são depoimentos do Preto Zezé, da Sônia, que representa a comunidade indígena, e também do Ivan, que representa a comunidade da diversidade, eu queria destacar que hoje o Marcelo Dantas ele veste a criatividade, os óculos mais criativos que eu já vi nos últimos tempos, vamos pôr a imagem ali para vocês verem na tela, são do Marcelo Dantas. É uma obra de arte, ele vestiu uma obra de arte, põe ali a imagem, se puder, não sei quem está cuidando aqui da imagem, põe ali, Marcelo Dantas. Ele está ali de preto, levanta o braço, Marcelo, senão o câmera não identifica você. Olha aí, é uma obra de arte, os óculos chamaram a atenção, Marcelo, desculpa a boa brincadeira, mas está valorizando a arte. Vamos então agora a Preto Zezé.

PRETO ZEZÉ, PRESIDENTE DA CUFA: Eu não queria me repetir, eu acho que tem um elemento novo de a gente pensar esse momento, que é, muitas vezes, a política pública ela vem de um gabinete para a rua, então ela já vem semiacabada, e quem vai receber essa política, muitas vezes, diz sim ou sim, porque ela já está semipronta. A gente está partindo de um processo inverso, em que o protagonismo inteiro são dos atores envolvidos. Então a comunidade LGBTQIA+ está envolvida, as lideranças indígenas, as favelas, e elas não estão como coadjuvantes do seu próprio processo, elas estão como protagonistas da sua história. O que há de novo é a possibilidade do poder público, do conhecimento nos setores, dialogarem com esses ambientes e esses protagonistas, e produzirem uma política pública inovadora. Eu acho que vai ganhar o poder público, incorporar um pensamento atualizado no desenvolvimento da sociedade. Eu acho que ganha ao mundo cultura, um olhar que São Paulo exercita, muitas vezes, como a gente fala na favela: "Da ponte para lá", agora será da ponte para cá. E ganham os movimentos na medida em que suas agendas, que, muitas vezes, a gente tem que protestar na rua, muitas vezes, a gente tem que brigar nas gestões, mas muitas vezes, também tem que sentar, negociar e comemorar as nossas conquistas. Hoje essa é uma conquista histórica para as favelas de São Paulo e do Brasil.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, obrigado, Preto Zezé. Vamos ouvir agora a comunidade indígena também, em resposta à boa pergunta do Gilberto Amêndola, a Sônia Aramirim.

SÔNIA ARAMIRIM, REPRESENTANTE DA ALDEIA DE JARAGUÁ: Bom, boa tarde, a todos e à todas. Sou Aramirim, represento os indígenas da Aldeia de Jaraguá. Quero agradecer primeiramente ao governador, ao Sérgio, aos demais da mesa também, pelo convite, à Cris, o Carlos [Ininteligível], Adriana, eu só esqueci o nome dela. Agradecer às pessoas aqui, o convite. E dizer que estamos bastante felizes, por essa questão do museu, e isso já é uma demanda já antiga, de pensamento do nosso povo, e juntamente com aquela primeira reunião que a gente esteve, o governador prontamente aceitou a ideia, comprou essa ideia, e hoje estamos aí já perto de concretizar um sonho já antigo nosso. Nós temos hoje, faz tempo, não só hoje, mas temos vários artistas indígenas dentro da nossa comunidade, temos cantores, temos cineastas, a nossa própria cultura, a nossa própria tradição já, há mais de 521 anos de resistência, resistindo. E, muitas vezes, nós fomos apagados historicamente, principalmente dentro desse estado tão grande. E hoje o governador deu a oportunidade de poder mostrar a nossa cultura, a nossa vivência, e, muitas vezes, a população de São Paulo não nos reconhece, muitas vezes, como populações indígenas, verdadeiros protagonistas da nossa história, protagonistas desse estado. E, muitas vezes, a gente é esquecido dentro das nossas comunidades, e eu tinha falado isso para o governador em relação ao apagamento histórico. Sempre fomos tidos como apagados dentro da sociedade de São Paulo, e basicamente a sociedade brasileira, aonde somos hoje 305 povos indígenas, muitas vezes, apagados. Então a importância que o museu vai ter, de poder mostrar a nossa cultura, os artistas dentro da nossa comunidade, trazer artistas indígenas de fora do estado também, para que possam as pessoas conhecer a cultura, é uma cultura rica dentro do país, aonde muitas vezes, não é reconhecida, não é respeitada. Então esse museu vai trazer a proporcionar que essa nossa diversidade cultural seja respeitada cada vez mais. E mais uma vez eu digo, povos indígenas importam, e muito.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, obrigado, Sônia. Muito obrigado. E concluindo, Ivan Santos, representando aqui a diversidade, também em resposta à pergunta do Gilberto Amêndola, do Estadão. Ivan.

IVAN SANTOS, REPRESENTANTE DA DIVERSIDADE DE GÊNERO: Boa tarde, a todos e todas. Governador, acho que para a gente hoje é um dia de festa, um dia de comemoração, esse governo ele tem nos ouvido, ele tem nos concedido, acho que até reconhecimento de direito, eu acho, por tantas ações que temos feito aí nos últimos meses, nos últimos dias. Quanto ao museu a gente tem um diálogo muito próximo com o Sérgio, o Sérgio tem nos atendido assim com rapidez, agora com apoio do Marcelo também. E hoje é um dia de festa mesmo, com esse reconhecimento de direito, como uma oportunidade dessa nova reestruturação do museu, e trazendo aí, acho que até um pouco, que me perdoem os administradores de hoje, mas trazendo um pouco mais de vida para o museu, trazendo uma inovação, trazendo um espaço maior, trazendo a oportunidade de mais visitação. E eu acho que trazer mais vida para o museu com essa nova reestruturação. Então eu acho que é de agradecimento hoje.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Ivan. A responsabilidade para o nosso Marcelo Dantas. Bem, vamos agora, são quatro perguntas, vamos à terceira, que é do Vitor Ferreira, que é da TV Globo, Globo News. Prazer e tê-lo aqui novamente, boa tarde, sua pergunta, por favor.

VITOR FERREIRA, REPÓRTER: Boa tarde, governador, secretário. Boa tarde, a todos. Governador, o tema central desses três museus, tanto o Museu da Diversidade Sexual, o Museu dos Povos Indígenas, e o Museu das Favelas, são temas e pautas que normalmente o senso comum relaciona mais a políticos e partidos de esquerda, as pautas identitárias. Como o senhor lança esses três projetos em um momento de contexto, também de construção e consolidação da sua candidatura à Presidência da República, a gente pode interpretar esses três museus também como uma forma de aceno a um público e a grupos mais de centro-esquerda, esquerda, por parte do seu governo?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vitor, obrigado pela pergunta. É forma de compromisso, aliás, nós já temos esse compromisso desde o início do governo, não é de agora, nós temos a diversidade, a comunidade negra, a comunidade das mulheres, também das pessoas com deficiência, comunidade quilombola e indígena, como parte integrante do nosso governo, desde o início, desde janeiro de 2019, não é apenas agora. Agora nós estamos avançando do ponto de vista daquilo que representa a expressão cultura dessas comunidades, que é importante, é significativo, é parte da nossa existência, do Brasil, especificamente de São Paulo. E um reconhecimento que nós chamamos aqui de cidadania. Então eu classificaria isso como pauta da cidadania, que é o que nós estamos fazendo aqui. E lembrando que nós já temos aqui um museu afro-brasileiro, que fizemos um aporte de recursos adicional, há muito tempo que o museu não recebia um aporte de recursos, o museu fica dentro do Parque do Ibirapuera, é um museu belíssimo, e que o Sérgio Sá Leitão, com autorização das áreas econômicas do governo, fez um aporte de recursos para permitir a modernidade, a evolução e a contratação de novos equipamentos. Portanto, todos, são R$ 20 milhões, todos que exatamente o que o Emanuel Araújo pediu, foi exatamente o pedido dele e nós atendemos. E agora dado o fato de que também, Vitor, fizemos o ano passado a reforma administrativa, a reforma fiscal, sucedendo a reforma da previdência, o governo do estado de São Paulo hoje é um governo saudável economicamente, temos R$ 50 bilhões em caixa para fazer políticas públicas, sem romper o teto de gastos, sem fazer nenhum gesto irresponsável. Isso tem nos permitido também avançar em políticas públicas na área de cultura e da economia criativa, e é exatamente o que nós estamos fazendo agora. Obrigado, então, Vitor. E vamos finalizar com uma colega sua, Vitor, a Marina Pinhoni, do Portal G1. Marina. Boa tarde, Marina.

MARINA PINHONI, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Eu gostaria de saber, havia uma promessa anterior de que esse Museu da Diversidade fosse construído em um casarão na Avenida Paulista, eu gostaria de saber o porquê foi decidido fazer a ampliação no próprio local que ele se encontra agora, e foi abandonada essa questão do casarão? E se me permite só mais uma pergunta fora do tema, eu gostaria de saber, já que o Governo Federal não exige o passaporte de vacinas para estrangeiros, e agora a gente está com essa preocupação da nova variante, queria saber se o senhor pretende ampliar a exigência do passaporte da vacina aqui no estado de São Paulo?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Marina, obrigado, pelas perguntas. Não querendo ser indelicado com você, na quarta-feira nós falaremos sobre isso, na coletiva de imprensa, aqui mesmo no Palácio dos Bandeirantes, com os responsáveis pela área da saúde, doutor Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo, João Gabbardo, Paulo Menezes, coordenadores do comitê científico, convido você para estar conosco na quarta-feira, às 12h45min, aqui mesmo no Palácio dos Bandeirantes. Em relação ao primeiro tema, vou dividir com o Sérgio Sá Leitão, nós compartilhamos com o Ivan, e com todos aqueles que representam a diversidade, a conveniência de termos um museu ampliado e multiplicado em praticamente seis vezes, onde ele está, e com a visibilidade, e com a curadoria com a grife, com a assinatura do Marcelo Dantas, ou um investimento gigantesco em algo que não existe ainda. E houve e entendimento de que era melhor essa opção, de se ampliar e adequar-se em um local de fácil acesso, facílimo, aliás, está dentro de uma estação de metrô, portanto, ele é bem inclusivo e ele é facilitador de acesso, é protegido, e agora com a ampliação ele fica na sua forma completa, ampla, e atendendo às expectativas dessa comunidade. E esse casarão vai abrigar um outro museu, que nós vamos lançar muito em breve, que é o Museu da Gastronomia, que é uma atividade muito intrínseca ao estado de São Paulo, e muito adequada à essa região da Paulista, pois a região do Jardins contempla vários restaurantes que expressam a diversidade da gastronomia de São Paulo, seja no plano local, regional, nacional, e também internacional. Sérgio.

SÉRGIO SÁ LEITÃO, SECRETÁRIO DE CULTURA: Muito bem, governador, só em relação ao primeiro ponto, acho que é uma oportunidade de a gente reiterar que por orientação do comitê científico do governo do estado de São Paulo, nós seguimos demandando a apresentação de certificado de vacinação nos espaços culturais do governo do estado de São Paulo, é a contribuição que estamos dando para o combate à pandemia nesse momento, é importante frisar isso, porque não é essa a orientação do Governo Federal, mas aqui nós estamos mantendo essa postura, em defesa da vida e a favor da ciência. Em segundo lugar, a questão ali do casarão da Paulista, é que exige um investimento muito grande para restauro daquele palacete, precisa ser restaurado completamente, e para a construção de um anexo, porque o palacete ele é em si muito pequeno. Então, o que nós avaliamos nas conversas que fizemos aí com representantes da comunidade LGBTQIA+, é que seria mais interessante manter o espaço no Estação República, do metrô, porque ali é uma área muito importante para a comunidade LGBTQIA+, por conta de tudo que aconteceu na Praça da República em relação à essa comunidade. Então há um vínculo histórico, e também oportunidade de dialogar com um público amplo, são 300 mil pessoas que passam todos os dias ali naquela estação. Então nós achamos que ia ser muito mais rápido, muito mais eficaz, muito mais eficiente, aumentar o espaço do museu ali, na estação, e buscar um imóvel na superfície próximo daquela região, próximo da Praça da República, para que haja uma sinergia entre os dois espaços, e é exatamente isso que a gente vai fazer. No final das contas, o museu terá uma área maior do que a que teria no palacete, com uma visibilidade maior, porque terá esse público do metrô e mais o público da superfície, e nós aplicaremos os recursos em conteúdo e não em obra. É sempre melhor, no caso da cultura, quando você pode destinar os recursos para conteúdo, a gente sempre diz, cultura é essencialmente software, não é hardware. Então quando a gente gasta com software é o melhor uso do dinheiro, exatamente isso que nós vamos fazer. Então os recursos aqui serão prioritariamente destinados aos programas, às atenções. O Marcelo nos trouxe um conceito muito bacana, que já foi incorporado ao projeto, que é o seguinte, quer dizer, esse é um museu, aliás, como o Museu das Culturas Indígenas, e o Museu das Favelas também, que precisa existir na cidade inteira, não apenas na sede dele. Então nós teremos uma série de programas, de ações nesses museus, que vão transcender os limites físicos desses museus, programas que vão acontecer no espaço público na cidade inteira, para que a gente possa ampliar o diálogo e ampliar o alcance de que está sendo mostrado em cada uma dessas instituições.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Sérgio. Vou pedir também, Marina, o depoimento do Eduardo Saron, ele é o presidente da Itaú Cultural, que é o maior investidor em cultura do país, representando o conjunto Itaú Unibanco. E também é o presidente do Conselho de Cultura do estado de São Paulo. Saron.

EDUARDO SARON, PRESIDENTE DA ITAÚ CULTURAL: Governador, muito obrigado. Apenas um registro, uma boa política pública, uma boa política para a cultura é sempre aquela que pode se transformar em uma política de estado, porque isso independe de ventos ideológicos, e a gente tem visto isso muito presente em nível federal. E aqui, governador, eu acho que o acerto, além do protagonismo dos povos indígenas, das pessoas que vivem nas favelas, e daqueles que militam pelas questões de LGBTQIA+, é a possibilidade de não fazermos um evento, mas fazermos uma instituição, ou aqui no caso, três instituições, que possam representar acima de tudo legado, e perenidade no prosseguimento. Então para mim é um gol de placa, é realmente relevante, porque essa ação de governo ao se transformar em três organizações, em três museus, museu ampliado, e as duas novas organizações, se transforma em uma política pública, em uma política de estado, o que é a cultura, o que a arte precisa todos os dias.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Saron. Muito obrigado, então, Sérgio Sá Leitão, Marcelo Dantas, Aline Torres, Preço Zezé, a Sônia Aramirim, Ivan Santos, e a todos que aqui vieram, meus colegas jornalistas também, muito obrigado, nos reencontraremos na próxima quarta-feira, às 12h45min, na coletiva tradicional de imprensa aqui no Palácio dos Bandeirantes. Um bom dia, uma boa semana para todos.