Coletiva - SP anuncia a flexibilização do uso de máscaras ao ar livre a partir de 11 de dezembro 20212411

De Infogov São Paulo
Ir para navegação Ir para pesquisar

Coletiva - SP anuncia a flexibilização do uso de máscaras ao ar livre a partir de 11 de dezembro 20212411

Local: Capital – Data: Novembro 24/11/2021

Soundcloud

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, boa tarde, a todos. Obrigado, pela presença. Obrigado, a você, que nos acompanha ao vivo aqui da sede do Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Essa é a ducentésima quadragésima segunda coletiva de imprensa, desde o início da pandemia, em março de 2020. Na coletiva de hoje abrimos com uma boa notícia, ao chegar neste momento, a 75% da população totalmente imunizada, o governo do estado de São Paulo vai retirar a obrigatoriedade do uso de máscaras ao ar livre a partir do dia 11 de dezembro. A partir do sábado, dia 11 de dezembro, não será mais obrigatório em todo o estado de São Paulo, o uso de máscaras ao ar livre. No entanto, o uso de máscara continuará sendo obrigatório nas áreas internas, e para as estações e as centrais de transporte público no estado de São Paulo, nas áreas de transporte público, inclusive nas estações, mesmo que a céu aberto, o uso de máscara continuará sendo obrigatório. Obviamente em trens, ônibus e serviços de transporte público a obrigatoriedade permanece. O estado de São Paulo deve alcançar até amanhã, cobertura vacinal de 75%, ou seja, com duas doses da vacina, e até 30 de novembro deve superar a casa de 80% de cobertura vacinal. São Paulo é um dos pontos no mundo com maior vacinação em todo o planeta, se São Paulo fosse um país seria o quinto país do mundo com a população superior a 40 milhões de habitantes, em número de pessoas vacinadas com o processo completo, ou seja, duas doses da vacina. Tomamos essa medida baseados nas evidências científicas que demonstram uma queda superior a 90% no número de óbitos, internações em relação ao pico da pandemia, e a aceleração da vacinação no estado que mais vacina no Brasil, que é o estado de São Paulo, e a capital mundial da vacina, que é a capital de São Paulo. Sobre isso falará a Regiane de Paula, nossa coordenadora do PEI - Programa Estadual de Imunização, e também o doutor Jean Gorinchteyn, médico infectologista e secretário da Saúde do estado de São Paulo. Outra informação muito importante, a você que está nos acompanhando aqui ao vivo, aos meus colegas jornalistas que aqui estão, São Paulo vai promover uma ação de reforço vacinal de dez dias, de 1 a 10 de dezembro, nos 645 municípios do estado de São Paulo. Juntamente com as prefeituras municipais e com as secretarias de saúde dos municípios, dez dias incentivando a população faltosa, ou seja, aqueles que não tomaram a segunda dose, e os que precisam receber a dose de reforço, para que possam fazê-lo especialmente neste período de 1 a 10 de dezembro. Vocês vão ter esse assunto abordado também pela doutora Regiane de Paula, coordenadora do nosso PEI - Programa Estadual de Imunização. Terceira e última informação, da coletiva de hoje, é sobre a Corrida da Esperança, que acontece no próximo domingo, dia 28 de novembro, no Parque do Ibirapuera. A Corrida Esperança terá 15 mil participantes, um número recorde, a anterior foi de 12 mil, agora teremos 15 mil, eles e elas, homens e mulheres, também as pessoas com deficiência, cadeirantes poderão e terão a oportunidade de participar da Corrida da Esperança. Porém, para participar será necessário apresentar o seu comprovante de vacina, o seu ciclo vacinal completo, duas doses da vacina, ou o teste negativo para COVID-19. E o uso de máscara será obrigatório na Corrida da Esperança no próximo domingo, dia 28 de novembro. As pessoas já estão com as suas inscrições feitas, sucesso, boa sorte a todos na Corrida da Esperança. Mais detalhes, horários de partida, e também os shows que teremos no encerramento da Corrida da Esperança, no domingo, dia 28 de novembro, será logo cedo pela manhã, evidentemente. Serão oferecidos aqui pelo secretário de Esportes do estado de São Paulo, Aildo Rodrigues. E agora no primeiro tema, na boa notícia, com previsibilidade, voltando a lembrar que o uso de máscaras ao ar livre, deixará de ser obrigatório no estado de São Paulo, a partir do dia 11 de dezembro, sábado, com antecedência, previsibilidade, planejamento e organização, como tudo aquilo que procuramos fazer aqui no estado de São Paulo. Falará então sobre isso, Regiane de Paula, nossa coordenadora do PEI - Programa Estadual de Imunização. Regiane.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos e todas. Então quando nós olhamos a campanha de vacinação do estado de São Paulo, nós temos que olhar sempre para os outros países que estão nas mesmas condições, muito parecidas com as nossas. Então quando a gente tem dez países com mais de 40 milhões de habitantes, incluindo o estado de São Paulo, o estado de São Paulo é o quinto país, que seria um estado, mas se a gente comparar como um país, né, governador, com a cobertura vacinal nessa condição, 74,5% da sua população geral, já tomou as duas doses da vacina, já completou o esquema vacinal. Se nós olharmos para a população adulta, aquela população acima de 18 anos, nós temos 92,89% das pessoas vacinadas. E aqui a gente olha, e assim, é um movimento constante, com 645 municípios, por isso que precisamos avançar e avançar ainda mais, e para isso a gente vai fazer esse grande movimento, uma mobilização do dia 1 ao dia 10 de dezembro, para que a gente possa trazer as pessoas que não tomaram a sua segunda dose, ou que não tomaram a sua dose de reforço, venham para esse movimento de se vacinar. E por que isso é muito importante? É muito importante porque a gente precisa completar o esquema vacinal, para que a gente possa completar o nosso esquema vacinal só com a segunda dose, e aí a gente tem um número de faltosos que nos preocupa. Quando a gente olha para a população geral total do estado de São Paulo, e a gente olha o que está acontecendo, o número de pessoas que ainda precisam tomar a segunda dose é de 4,3 milhões de pessoas. Ontem, durante uma entrevista me perguntaram: "Mas não é um número tão grande?". É sim, é um número enorme, é um número que impacta, é um número que nós não podemos permitir que ele aconteça. Por quê? Porque a vacina está disponível no posto, a pessoa tem que ir lá, tomar a sua vacina, garantir que ela esteja imunizada, e garantir que também a sua família, o seu trabalho, enfim, que toda a comunidade do seu em torno esteja protegida. Lembrando que a vacina da COVID-19 é uma questão pessoal e de coletividade, é uma questão de saúde pública. Quando a gente olha então para as faixas etárias que ainda precisam completar esse esquema vacinal, acima de 60 anos a gente tem um público pequeno, 201 mil, de 50 a 59 anos, 267 mil, e de 40 a 49 anos, 438 mil. O que eu quero ressaltar também aqui? Nessa faixa etária de 40 anos, e acima de 60, que vai para 90 anos ou mais, o estado de São Paulo já cumpriu a sua meta de vacinar, no mínimo, 90% dessa população. E a gente está caminhando principalmente para a população de 30 a 39 anos, muito perto, faltam ainda 707 mil pessoas tomarem essa segunda dose. E aí a gente tem um público adulto jovem, esse público adulto jovem de 20 a 29 anos é um público importante, ele transita, ele vai aos lugares, ele está trabalhando, ele saiu do seu home office. Então é importante que 1,4 milhão de pessoas retorne para tomar a sua vacina. E a faixa etária dos adolescentes de 12 a 17, aqui a gente incluir 19 anos, 1,3 milhão de pessoas. Então aqueles adolescentes que não retornaram, entorno, de 53% dos adolescentes de 12 a 17 anos, não retomaram para tomar a sua segunda dose, voltem, completem seu esquema vacinal, se proteja, proteja a todos que você ama, a todos que estão no seu em torno. Eram isso, governador. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutora Regiane. Estamos vendo aqui o vacinômetro nesse exato momento, 76.618.949 milhões de doses de vacinas aplicadas aqui em São Paulo, repito, é o estado que mais vacina no Brasil, já há um mês que São Paulo tem essa liderança em vacinação. Parabéns, Regiane, a você e toda a equipe responsável por esse programa no estado de São Paulo, assim como secretárias e secretários de Saúde dos 645 municípios do estado de São Paulo. Antes de passar ao doutor Jean Gorinchteyn, sobre o mesmo tema, a desobrigatoriedade do uso de máscaras a partir de 11 de dezembro, quero agradecer à TV Cultura, Record News e Band News, que estão ao vivo transmitindo para os seus telespectadores e seus assinantes, assim como os portais UOL, Terra, Estadão e Cidade ON, também ao vivo. Muito obrigado, pelo prestígio e pela consideração. Com a palavra, Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Voltamos com os índices semanalmente melhorados da pandemia no nosso estão. Isso, sem dúvida nenhuma, é fruto da vacinação, isso é um caso de sucesso. Mas esse caso de sucesso ele tem um envolvimento não só do nosso governo, mas tem o apoio da população, que sempre nos acolheu, seja no uso de máscaras, seja no faseamento do plano São Paulo, colaborou com tudo isso e foi vacinar. À despeito de tudo aquilo que nós ouvimos contra, nas fake news que rondavam. Então isso é um agradecimento. Mas como foi dito, nós precisamos fazer com que esses jovens de 12 até 29 anos estejam tomando a vacina para que estejam devidamente imunizados com as duas doses. É dessa maneira que nós garantiremos que o número de casos continuarão a cair, o número de internações e óbitos também, uma vez que essas flexibilizações, especialmente com relação às máscaras, acontecerão, e aqueles que não estiverem devidamente protegidos, infelizmente estarão infectados e circularão o vírus para outras pessoas. Hoje nós temos a ocupação de leitos de UTI no estado, em 21%, tendo um quantitativo de 1.136 mil pessoas internadas nas UTIs. A soma desses números de enfermaria e de UTI chegam a quase 2.600 mil pessoas, enquanto lá em abril nós tínhamos 31 mil na somatória enfermaria e UTI. Portanto, isso é o resultado da proteção que a nossa população está felizmente tendo. Quando nós vamos olhar os índices das semanas epidemiológicas, da 45 em relação à 44, nós observamos uma queda significativa em queda de número de casos, 15,8%, as internações, como a gente sempre reforça, internação é um número que mostra a pandemia naquele momento atual em queda de 6%, e 26% de queda no número de óbitos. Isso são dados bastante positivos. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo. Agora o segundo tema, e eu quero chamar a atenção para vocês que estão nos assistindo ao vivo, nos acompanhando pela internet também, pelas emissoras de televisão, e pelos portais que seguem aqui ao vivo, se você filhos, ou netos nesta faixa de 12 até 35 anos, até 30 anos, por favor, que não tenham tomado a segunda dose, convide, leve, estimule, para que o seu filho, o seu neto, o seu irmão, sua irmã, tome a segunda dose. É muito importante completar o processo vacinal. E é exatamente sobre isso que a Doutora Regiane vai falar mais uma vez, para este programa especial de vacinação que vamos fazer do dia 1 até o dia 10 de dezembro. Você não precisa esperar até lá para fazer a sua segunda dose da vacina, faça o mais rápido possível, para a sua proteção e para o seu bem. E se você é pai, se você é avô, avó, mãe, de um adolescente e um jovem que ainda não fez o processo vacinal completo, por favor, conduza, estimule, leve o seu filho para ser vacinado. Regiane.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Então do dia 1 ao dia 10 a gente vai fazer junto aos 645 municípios, um movimento, uma intensificação, uma mobilização para que as pessoas tenham as Unidades Básicas de Saúde abertas, e possam retomar e fazer a sua vacinação. Por que isso é muito importante? Do dia 1 ao dia 10 nós temos datas muito significativas, nós temos Natal, temos Réveillon, nós já passamos por períodos extremamente difíceis, então se nós temos a possibilidade de fazer a vacinação e em 14 dias após estar completamente imunizado, eu posso ir para o Natal com a minha família, coisa que não aconteceu o ano passado, estávamos todos distantes, talvez online ou não. Mas nós podemos ter essa possibilidade. Então é muito importante que as pessoas não deixem de tomar a vacina. Essa mobilização ela está sendo desenhada junto com o Conselho dos Secretários Municipais de Saúde, doutor Geraldo Repple, está trabalhando conosco nessa formatação, junto com o doutor Eduardo Ribeiro Adriano, secretário executivo. Então, estamos aqui para que a gente possa fazer uma grande mobilização no Estado de São Paulo, e quem não tomou a sua segunda dose complete seu esquema vacinal. E além disso, aquele com 18 anos ou mais, que, há cinco meses, já tomou a sua segunda dose, também possa fazer a sua terceira dose. Então, nós teremos um final de ano muito mais tranquilo, Natal e Réveillon, sabendo que todos nós e as pessoas ao nosso redor estão protegidas, porque tomaram a vacina da Covid-19. Obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. E vamos agora à terceira e última informação dessa coletiva, pra você que gosta de correr, como eu gosto, correr ao ar livre, ainda com máscaras, vamos ouvir agora o nosso secretário de Esportes, Aíldo Rodrigues, sobre a Corrida da Esperança, que acontece no próximo domingo, com 15 mil inscritos, e ainda teremos shows de Carlinhos Brown e Daniela Mercury. Aíldo.

AÍLDO RODRIGUES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE ESPORTES: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. De fato, depois de dois anos sem nenhum grande evento esportivo, a Corrida da Esperança marca o retorno desses eventos esportivos no Estado de São Paulo. Até a meia-noite de ontem, quando as inscrições pelo site foram encerradas, nós já tínhamos quase 400... Aliás, quase 14 mil corredores. As inscrições serão retomadas amanhã, com a entrega dos kits, e elas podem ser feitas presencialmente no Ginásio do Ibirapuera, quando ali começarão a ser feitas as entregas dos kits, isso permanecendo até sábado às 18h. Então, certamente chegaremos a 15 mil corredores no domingo, às 7h da manhã, quando ali nós teremos a presença deste público. Logo após a corrida, por volta de 11h, o show já mencionado pelo governador, com Daniela Mercury, Carlinhos Brown, marcando aí o retorno destes grandes eventos esportivos. Teremos ativações das secretarias estaduais envolvidas. A Secretaria da Saúde, por exemplo, estará presente com o programa Mulheres de Peito amanhã, a partir de amanhã, com a sua carreta, oferecendo exames gratuitos para as mulheres que participam, e todas as interessadas. Nós teremos também um posto de vacinação, durante todo o período da corrida, para atender àqueles que ainda não foram vacinados, e estamos contando com a presença de um público aproximado de 40 mil pessoas no show, que terminará por volta de meio-dia. Então é isso, governador. Estamos aí retomando os grandes eventos esportivos no Estado de São Paulo. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, nosso secretário de Esportes, Aíldo Rodrigues. A retomada gradual da normalidade, de forma segura, progressiva e planejada. E a boa informação é que aquele que ainda não se inscreveu ainda pode se inscrever, é isso, Aíldo? Pode fazê-lo até amanhã ao final do dia?

AÍLDO RODRIGUES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE ESPORTES: Até sábado, às 18h.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Perdão, então até sábado--

AÍLDO RODRIGUES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE ESPORTES: A partir de amanhã...

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Dia 27.

AÍLDO RODRIGUES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE ESPORTES: Isso.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Você pode repetir? Porque aí...

AÍLDO RODRIGUES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE ESPORTES: A partir de amanhã, na entrega dos kits, direto no Ginásio do Ibirapuera, presencialmente. E isso ficará aberto até sábado às 18h.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. O kit será completo, as informações também sobre os cuidados sanitários e os cuidados que você precisa tomar. E nós vamos oferecer, no próprio kit também, uma unidade de máscara, porque ela ainda será obrigatória no dia 28 de novembro.

Vamos agora às perguntas. Nós temos aqui oito veículos de comunicação... perdão, seis veículos de comunicação já programados. Pela ordem, o SBT, o The Wall Street Journal, a Rádio e TV Bandeirantes e BandNews, o Portal UOL, a TV Cultura e, na sequência, a TV Globo, GloboNews. Então, começando com você, Flávia Travassos. Boa tarde, Flávia, bem-vinda mais uma vez. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Queria tirar uma dúvida. Dia 30 de novembro, o senhor falou que a gente deve atingir aí 80% da população totalmente vacinada. Isso já faz com que o Estado de São Paulo atinja aí a imunidade de rebanho? E uma avaliação do comitê, a gente está falando aí de véspera de Natal, de Réveillon, que São Paulo, a maior cidade da América Latina, recebe muita gente de fora, que também não se vacinou. Que risco pode representar essa retirada de máscara nesse momento? Queria, governador, também fazer uma pergunta para o Dr. Dimas, se o senhor me permite.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Claro.

REPÓRTER: Em relação a esses números que voltaram a crescer, de casos, em Serrana, Dr. Dimas. Isso corrobora aí aquela tese de que as vacinas, todas elas, perdem a validade depois de seis a oito meses? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Flávia. Vamos começando com a Dra. Regiane de Paula, na primeira pergunta. E, na sequência, vamos ao Dr. Dimas Covas.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PROGRAMA ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Obrigada, Flávia. Veja, nós não estamos aqui falando de imunidade de rebanho, a gente está falando em população vacinada. É muito importante que a gente consiga alcançar as metas, e a principal meta do Ministério da Saúde é de 90% de toda a população elegível vacinada. Por que isso? Porque com isso eu consigo diminuir, baixar a temperatura da circulação do vírus. Então, mais importante é que a gente possa, cada vez mais, aumentar a vacinação, completar a segunda dose, e eu vou além: Nós estamos num momento muito importante da terceira dose. A gente ainda precisa completar a segunda, mas tem já uma população de em torno de 3 milhões de pessoas que já podem tomar a sua terceira dose. Então, isso é muito importante. As métricas, elas foram feitas para que a gente possa acompanhar e saber como está a pandemia. O Estado de São Paulo esta muito bem, os dados mostram isso, mas nós precisamos sempre estar alertas, olhar para tudo que está acontecendo. Para isso a gente tem o Comitê Científico, que está sempre conosco, Dr. Jean, enfim, a gente tem toda uma elaboração de um projeto, junto com o Plano Estadual de Imunização, toda quinta-feira uma reunião. Então, a gente tem acompanhado isso. 75% era uma métrica que a gente tinha para tentar chegar num patamar em que a gente dizia: Nossa, chegamos a 75%. Agora, a gente quer ir além, e quer chegar nos 90%. E eu gostaria muito que toda a população voltasse para tomar a sua segunda dose, para que, antes do Natal, 90% da população de 12 anos ou mais do Estado de São Paulo estivesse com seu esquema vacinal completo. Esse é o meu desejo de Natal, seria muito importante, porque nós teríamos, sim, aí uma condição de falar: Estamos trabalhando, vamos investir na terceira dose, 90% é a nossa meta, acima disso, para que a gente possa, antes do Natal, ter um Natal muito mais privilegiado com nossos familiares, amigos, com muito mais tranquilidade. Obrigada, obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Vamos agora então, Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Obrigado, governador. Flávia, precisamos lembrar que o chamado Projeto S, Projeto Serrana, ele vacinou 95% da população adulta há sete meses. E com o percentual que foi atingido de vacinação, superior a 95% dessa população, se demonstrou pela primeira vez, de uma forma organizada e controlada, o chamado efeito rebanho ou imunidade coletiva. Quer dizer, a partir do término da vacinação, casos graves, de óbitos, internações, e mesmo casos de infecção começaram a diminuir e tornou Serrana, vamos dizer assim, a cidade diferente das demais cidades do entorno. Enquanto as demais cidades estavam enfrentando a pandemia, Serrana controlou a epidemia naquele momento. Passados sete meses, o que nós observamos é que a efetividade, com relação a casos graves, internações e óbitos, se mantém, mas de fato houve um pequeno aumento no número de infecções, isso refletindo exatamente uma diminuição do nível de anticorpos que se observa com todas as vacinas, e o mais importante, quer dizer, apesar disso a imunidade para casos graves, para as internações e óbitos, se manteve. Então, esse é o dado importante. E como lá já a vacinação já está completando sete meses, Serrana vai entrar na terceira fase do Projeto S, que é novamente vacinar toda a população adulta. A população de idosos já foi vacinada, e agora de 18 a 59 anos, já em esquema de vacinação, e que deverá estar completamente vacinada no curso de duas semanas. Quer dizer, já começou semana passada, esse fim de semana e a próxima semana. Então, tem seguimento o projeto, e é importante ressaltar, quer dizer, é um projeto inédito no mundo, quer dizer, Serrana, ela tem sido olhada inclusive por agências internacionais como exemplo do efeito vacinal, e exatamente isso que você perguntou, a chamada imunidade coletiva. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas, obrigado, Flávia. Vamos agora à próxima pergunta, ela é online, da Samantha Person, que é a correspondente do The Wall Street Journal, aqui no Brasil. Samantha, boa tarde, você já está em tela. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Muitas cidades no Estado de São Paulo têm cancelado o Carnaval para o ano que vem. Eu sei que é uma decisão que cabe ao prefeito de cada lugar. Mas eu queria saber como vocês estão avaliando essa questão, como Governo do Estado, por favor.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Samantha, eu vou dividir a resposta juntamente com o Dr. Paulo Menezes, que é o nosso coordenador do Comitê Científico do Estado de São Paulo. Mas aqui, nós vamos agir com prudência e com cautela. A decisão, como você mesmo elencou, pertence a cada prefeitura, ela tem autonomia para esta decisão. Porém, e já hoje foi anunciado inclusive que 64 municípios do Estado de São Paulo decidiram não promover festividades de Carnaval. Nós, como Governo do Estado, temos sempre a medida da cautela, da prudência, para que prefeitos e prefeitas possam agir dentro de um campo seguro e adequado. Prefeituras podem ser mais rigorosas do que o Governo do Estado, não podem ser menos rigorosas do que o Governo do Estado de São Paulo. E mais detalhes você vai ter agora, Samantha, com o Dr. Paulo Menezes, que é o coordenador do nosso Comitê Científico. Paulo.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO COMITÊ CIENTÍFICO: Muito obrigado, governador, boa tarde, Samantha. Realmente, nós hoje entendemos que ainda é precoce pensar numa situação de multidões na rua, com aglomeração, mesmo que seja daqui a três meses. Temos boas perspectivas, como já foi colocado hoje, o avanço da cobertura vacinal no Estado de São Paulo, ele é exemplo para o mundo e, mais ainda, o que também nós temos de exemplo é conjugar o avanço da cobertura vacinal com a manutenção de outras medidas, que têm garantido o nosso sucesso no enfrentamento da pandemia até esse momento. Nós não podemos nos enganar que estamos livres da pandemia, livres do Corona Vírus. Ele está circulando, por isso nós estamos mantendo as medidas com cautela e progressivamente. Então, hoje eu entendo, e acho que o grupo, posso falar em nome do Comitê Científico, de que não é momento de pensar nas grandes aglomerações do Carnaval. Carnaval movimenta milhões e milhões de pessoas, brasileiros, pessoas do exterior, em todo o país, de forma que vamos aguardar. Estamos confiantes que talvez possamos ter uma situação bastante mais favorável ao final de fevereiro, mas, neste momento, precisamos continuar com segurança. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Paulo Menezes. Samantha, apenas para acrescentar, cautela, cuidado, evidentemente, otimismo. Nós estamos otimistas, e temos razão pra isso, como acaba de observar o Dr. Paulo Menezes, exatamente pelos dados que foram apresentados: Queda no número de casos, queda no número de internações, queda no número de óbitos e expansão acelerada da vacinação. Ou seja, nossa visão e perspectiva não é pessimista, é otimista. Mas é também cautelosa.

Bem, vamos agora com a terceira pergunta, que é da Maira Di Giaimo, da Rádio e TV Bandeirantes, e também BandNews Rádio e TV. Maira, boa tarde.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Bom, eu queria entender um pouquinho melhor essa questão da liberação das máscaras. Por que o dia 11? Por que esse dia foi escolhido? E se os indicadores, que tinham sido estipulados, meio que ficaram de lado, né? Se a gente não atingir esses indicadores no dia 11, já que a data está marcada, mesmo assim tem a liberação? E só queria saber também se alinharam com a Prefeitura de São Paulo, se tem alguma conversa para eles liberarem junto, porque eles tinham comentado também no dia 5 de dezembro. Enfim, como não pode liberar antes, queria saber se está sendo conversado. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Maira. Maira, a resposta será oferecida pela Dra. Regiane e pelo Dr. Jean Gorinchteyn. O Governo do Estado de São Paulo, volto a repetir aqui, age com cautela, com cuidado e, obviamente, vai orientando os 645 municípios do Estado de São Paulo. A capital, por óbvio, e também os outros 644 municípios, e a decisão que já foi adotada é a liberação a partir do dia 11 de dezembro. Antes, nenhum município poderá liberar o uso de máscaras ao ar livre, poderá fazê-lo depois. Antes, não. Repito podem ter atitudes mais firmes, mais fortes, mais restritivas, do que aquelas que o governo do estado determinou, por circunstâncias locais, controle sanitário e a observância a dados locais, de infecção, internação e óbitos. Mas não poderão facilitar além do limite estabelecido pelo governo do estado, e as nossas relações com a Prefeitura de São Paulo, com o secretário Edson Aparecido, com o prefeito Ricardo Nunes, são excepcionalmente boas, e excepcionalmente bem alinhadas. Regiane.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Maira, eu vou falar especificamente sobre a vacinação e aí sobre os casos, óbitos e internações o doutor Jean. Mas em relação à vacinação, quando nós começamos lá atrás a trabalhar nós já tínhamos uma metragem, uma métrica que quando nós estivéssemos com 75% de toda a população do estado de São Paulo vacinada, provavelmente a gente estaria em um movimento, que se olhasse os outros investidores nós poderíamos fazer então essa abordagem de tirar a máscara em locais abertos. Por uma questão, ainda de um cuidado, de um excesso, nós aumentamos essa métrica e estamos jogando ela para 80%. Então o nosso movimento tem sido sempre de muito cuidado, de muito zelo, chamar a população para tomar a sua vacina, e nesse momento estamos nas próximas 24 horas, mais tardar, 30 horas, chegando aos 75%, e com a mobilização que faremos do dia 1 ao dia 10, também com vacinação, no dia da corrida, mostrando à população que o estado está presente junto com os municípios, para que as pessoas não deixem de lado a sua vacinação, nós deveremos chegar a esse patamar de 80%. Então em relação à vacinação, eram diretrizes, indicadores que nós tínhamos, e o estado de São Paulo vem dia após dia trabalhando com muita, mas com muita responsabilidade, comandada pelo governador João Doria, pelo vice-governador Rodrigo Garcia, pelo nosso secretário Jean Gorinchteyn, para que a gente possa levar à população a segurança daquilo que, como gestores estaduais, estamos fazendo para o bem de toda a população do estado de São Paulo. Obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Correto, Regiane. Obrigado. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: São Paulo sempre teve uma preocupação muito grande com o controle da pandemia, nós não queremos que haja o recrudescimento do número de casos, internações e mortes. E é exatamente por isso que a cautela faz com que nós estejamos olhando não só o número de casos, internações e óbitos que semanalmente vem em queda, que são esses os quesitos que são olhados, mas também a vacinação. Estamos muito próximos daqueles 75%, mas entendemos ainda que temos 10% da nossa população que não tomou a segunda dose da vacina. E temos 65% dos adolescentes que ainda não fizeram o uso da segunda dose. Portanto, para que nós estejamos com muito mais segurança para esse processo de retirada de máscaras, temos que vacinar mais. As pessoas têm que entender que sempre fizeram parte desse processo de proteção, e não vai ser diferente agora, para que nós tenhamos essa segurança, a população também tem que acolher principalmente como nós dissemos, aquele público de 12 a 29 anos que precisa tomar a segunda dose da vacina, e aí sim estar devidamente protegido. Então por essa razão faremos uma ação para os 645 municípios, para estimular com que as pessoas tenham acesso e se vacinem de forma efetiva, e aí sim poderemos proceder a retirada das máscaras com percentual de vacinação ainda maior, com uma tranquilidade de proteção significativa da nossa população.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, obrigado, Jean Gorinchteyn. Obrigado, Regiane. Obrigado, Maira. Vamos agora para Lucas Teixeira, do portal UOL. Lucas, boa tarde. Bem-vindo. Sua pergunta, por favor.

LUCAS TEIXEIRA, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Só para deixar claro, então a gente vai encaixando as coisas, né? A pergunta da Maira, se não chegar, porque até então tinham falado, eram quatro indicadores, amanhã possivelmente vai chegar no primeiro deles, que é da vacinação, mas daí tinha 300 de internação, 1.100 mil de casos e 50 de óbitos. Caso não chegue no dia 11, há uma possibilidade de mudar? Dois, que daí é uma dúvida mais processual, o decreto o senhor falou que antes eles não podem flexibilizar. Eu queria saber porque ficava aquela previsão lá atrás sobre as restrições do lockdown. Enfim, que as cidades tinham autonomia. Então elas não têm autonomia para flexibilizar antes do estado, só depois? E última coisa, eu vou aproveitar, governador, porque está todo mundo falando disso e tal, colocar um pouquinho de prévias. O senhor quer falar um pouquinho desse assunto também. O seguinte, a sua campanha junto a do senador Arthur Virgílio está tentando, batalhando desde o último domingo para que a votação se encerre e ocorra no domingo. A minha questão é, visto que hoje o novo software também não se mostrou tão promissor assim, vocês tem alguma proposta para falar: "Olha, quero que seja domingo, mas se o aplicativo não tiver funcionando". Domingo como assim? Vocês têm um plano bem mais concreto, que não seja, às vezes, tão tecnológico? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Lucas, eu vou começar pela segunda pergunta, depois nós vamos ao doutor Jean Gorinchteyn para a resposta da primeira pergunta que você formulou. Isso cabe ao PSDB, a direção nacional do PSDB, ao Bruno Araújo, presidente nacional do partido. Mas ontem quando eu estive em Brasília, ele nos disse, e nós confiamos na sua palavra, que haviam três alternativas e não apenas uma alternativa, e já pela manhã ele fez uma postagem indicando que já seguiria para a segunda alternativa, já que a primeira demonstrou alguma vulnerabilidade, e já estavam trabalhando na segunda alternativa. Ainda há uma terceira alternativa. Eu tenho muita convicção, Lucas, de que até domingo nós teremos a possibilidade daqueles que ainda não votaram nas prévias do PSDB, de realizarem o seu voto e termos o resultado final anunciado pelo presidente nacional do PSDB, até o próximo domingo, dia 28 de novembro. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Aqui nós estamos bastante atentos, é especialmente na questão da vacinação. A gente sabe que para que ocorra a circulação do vírus, nós temos que ter um índice vacinal menor do que aquele estipulado e adequado no sentido de proteger e impedir que haja uma disseminação ainda maior. Então o nosso foco maior é garantir que as pessoas estejam vacinadas, isso repercute no número de casos, isso repercute consequentemente no número de internações, e isso repercute consequentemente no número de óbitos. Os índices que foram colocados pelo comitê científico estão muito próximos de serem atingidos, e seriam atingidos nos próximos dias, o que garantiria o início de dezembro como a data que, previamente, havia sido aventada como uma possibilidade. Mas nós precisamos ser muito mais cautelosos, milimétricos, é dessa forma que nós vamos garantir que a nossa população possa avançar nesses planos de liberação, com maior garantia de segurança.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, então feitas as respostas, obrigado, Lucas. Vamos agora à penúltima intervenção de hoje, que é da TV Cultura, com Adriana Simino. Adriana, bem-vinda. Boa tarde.

ADRIANA SIMINO, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Eu quero insistir também nessa questão da antecedência que os dois colegas anteriores falaram. Eu me lembro que quando vocês atualizavam o plano São Paulo, tinha sempre um intervalo muito curto da mudança de cor, justamente por conta do acompanhamento desses índices, dessa vez, da liberação das máscaras a gente está com mais de 15 dias de espaçamento. Eu queria tentar entender se não há um receio de que os índices surpreendam e deixem de seguir essa tendência, essa semana mesmo o [Ininteligível] mostrou que o índice de transmissibilidade aumentou um pouco aqui no Brasil. Não há um receio também de que as pessoas ouçam esse anúncio e já dispensem o uso de máscara antes? E também queria saber dos integrantes do comitê científico se embora as máscaras estejam liberadas em ambientes ao ar livre, a partir do dia 11 de dezembro, existe uma orientação de, por exemplo, quando as pessoas estiverem conversando muito próximas, que elas usem as máscaras, ainda que elas estejam liberadas ao ar livre?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: São muita as variáveis, Adriana, vou pedir ao doutor Paulo Meneses, e se necessário, com comentários do João Gabbardo, para a sua resposta. Previsibilidade e planejamento acompanham a evolução, nós temos ao longo das últimas oito semanas, oito semanas, queda de casos, queda de internações, aliás, nove semanas, queda de casos, queda de internações e queda de óbitos. E ao longo de nove semanas o aumento sistemático da vacinação em São Paulo. E como você já sabe, é o estado que mais vacina no Brasil, e o quinto estado, do ponto de vista de região e população, que mais vacina no mundo. Portanto, não há razão para desconfiar desta evolução positiva controlada principalmente pelo fator da vacinação. Isso é que nos dá a garantia, é isso que não deu garantia a países europeus que não tem esse volume de vacinação que nós temos aqui. Aliás, você viu os dados, vamos colocar, aliás, de novo, vou pedir para a nossa técnica colocar ali os dados, você vai ver que São Paulo vacinou mais do que a França, do que a Alemanha, do que a Itália, um pouco menos do que a Espanha, que tem uma população semelhante à nossa, a Espanha está com 80,3%, São Paulo vai chegar hoje a 75%, mas muito mais do que a Itália, do que a França, do que o Reino Unido, e a Alemanha. Por quê? São Paulo tem um sistema robusto de vacinação e um sistema operacional muito eficiente com as secretarias de saúde dos municípios de São Paulo. Então isso nos dá segurança de previsibilidade, e estamos falando do dia 11 de dezembro, previsibilidade, cuidado e prudência, nada indica que tenhamos redução da vacinação, temos vacina, nada indica neste momento que teremos um aumento de infecção, um aumento de internação e um aumento de óbito, nós temos que andar, caminhar de forma segura, mas com um pouco de otimismo também, nós não estamos aqui fazendo um olhar sempre do pior, é o olhar da realidade, mas sempre com o olhar construtivo, positivo, e obviamente pedindo às pessoas que ainda não fizeram a sua segunda dose para que façam. Por isso dez dias, de 1 a 10 de dezembro, para que as pessoas possam completar o seu processo vacinal. Paulo Meneses.

PAULO MENESES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador. Bom, como já foi colocado, nós, o comitê científico avaliou a situação há mais de um mês atrás, quando estabeleceu aqueles números que foram apresentados do ponto de vista dos indicadores de pandemia no estado de São Paulo. A cobertura vacinal ela anda muito bem, felizmente, não só nós estamos entre os cinco, se fossemos um país, os cinco que mais já vacinaram de forma completa no mundo, com populações de 40 milhões ou mais, como quando a gente olha para a Europa como um todo, a proporção de pessoas adultas com mais de 18 anos, nós estamos também na frente, praticamente, de todos os países. Esse é um dos indicadores, os outros são da pandemia. Como eu falei, há cerca de um mês, um pouco mais, nós prevíamos que se fosse mantida a progressão, a melhora na velocidade que nós estávamos vendo até então, seria previsível que agora no início de dezembro estaríamos atingindo a situação onde seria possível então a liberação, flexibilização. Na verdade, eu prefiro dizer a flexibilização do uso de máscaras em locais em espaços abertos. Isso não quer dizer que as pessoas têm que tirar a máscara, para responder a sua última pergunta. Eu acho que as pessoas vão avaliar o quanto que elas se sentem seguras ou não, de estar sem máscaras, dependendo da situação. Por exemplo, eu recomendaria que se há um contato muito próximo de pessoas que não se conhecem, talvez seja interessante, na medida em que haja essa flexibilização, que as pessoas mantenham essa proteção. Essa proteção tem se mostrado importante em todos os lugares, e é um dos diferenciais que nós temos aqui no estado de São Paulo. Nós também estamos falando de manter a obrigatoriedade em qualquer situação de local fechado, não estamos discutindo isso. O governador escolheu dia 11 de dezembro, o que dá bastante segurança de que continuando no ritmo que nós estamos vendo, teremos sim a situação possível dessa flexibilização. Então o comitê científico avalia que estamos caminhando na direção correta, na direção segura, de podermos chegar a esse ponto. Eu queria também só fazer um breve comentário, sobre o que significa poder não usar máscaras nos espaços abertos, eu acho que tem um simbolismo muito forte, já que, do ponto de vista mais objetivo as máscaras não interferem em nenhuma atividade. Agora, o ser humano, na comunicação, utiliza muito, por exemplo, a face, como uma forma de se comunicar com os outros. E isso faz falta. Acho que é uma das coisas que está em jogo quando a gente discute, poder ter algumas situações onde nós não vamos mais precisar da obrigatoriedade do uso de máscara. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Paulo Menezes. Algum comentário do João Gabardo? Ok. Então está concluído. Fica portanto... Muito obrigado, Adriana, pela sua intervenção. Vamos à última pergunta, que é da TV Globo, GloboNews, com a Dani Gemniani. Dani, bem-vinda, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Acho que eu vou ter que ser um pouco repetitiva, e repetir a pergunta dos meus colegas, em relação aos outros três índices. Porque no dia 3 de novembro, quando a gente teve a coletiva aqui, que vocês apresentaram esses quatro critérios, um deles já havia sido atingido, que era o número de novos casos por dia, abaixo de 800 novos casos por dia. Só que hoje, nos últimos sete dias, a gente tem a média móvel de 1.289 casos registrados diariamente, então na verdade houve um aumento, do dia 3 de novembro para cá. Aí eu repito: Isso não é uma preocupação, que de repente até o dia 11 a gente espera que não e, seguindo os parâmetros parece que não vai acontecer, mas de ter esse novo aumento? Porque teve, do dia 3 pra cá, teve um aumento. E aí, sendo um pouco mais otimista e olhando a longo prazo, dá pra gente pensar em liberação em outros ambientes também? Flexibilização em outros ambientes também? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Dani, antes de passar ao Dr. Jean Gorinchteyn, não dá pra pensar em nada além daquilo que foi anunciado. Então, é absolutamente mandatório e obrigatório o uso de máscaras em ambientes fechados. Em estações e terminais de metrô, trem, táxi, aeroportos, aeroportos regionais. E em ambientes fechados, é ainda obrigatório, é lei e deve ser obedecido. Independentemente até de ser lei, acho que há compreensão das pessoas de que a máscara protege e evita que ela seja contaminada, principalmente em vigor ainda para ambientes abertos, e muito especialmente em ambientes fechados ou de aglomerações. Vamos por partes, cada passo, cada dia, cada semana, cada mês, evoluindo e construindo de forma segura, como tudo que fizemos aqui em São Paulo. São Paulo é um modelo hoje e uma referência internacional em vacinação, em controle da pandemia, em medidas que foram adotadas, correta e adequadamente, e as cautelas também que temos aplicado. E obviamente também previsibilidade, para que as pessoas possam se planejar e se organizar. E na primeira parte da sua pergunta, responde Jean Gorinchteyn, médico infectologista e secretário de Saúde do Estado de São Paulo.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Todas as estratégias que são traçadas pelo Governo do Estado de São Paulo, através da Secretaria de Estado da Saúde, são baseadas exatamente nos dados estatísticos, fazendo então com que as medidas, sejam elas de flexibilização ou das inflexões que nós fizemos no passado, no faseamento do Plano São Paulo, planos emergenciais, se baseou nos dados. E aqui não será diferente. A métrica, nesse momento, que está sendo usada e que foi estipulada pelo Comitê Científico é exatamente um número, e baseado neste número, seja de 1.100 casos por dia, como média móvel, 300 casos de internação e 50 casos de óbitos. E são exatamente esses números determinados pela ciência é que farão com que as nossas estratégias sejam consagradas ou não. Nesse momento, nós temos uma previsibilidade dessa retirada de máscaras, e reforço, em ambiente externo, em ambiente externo, sem aglomeração, para que as pessoas tenham essa consciência de que em ambientes externos sem aglomeração, e que, dessa maneira, nós possamos, mais adiante, reavaliar, voltar a avaliar esses dados de uma forma a estabelecer realmente continuidade nesse nosso processo ou não. É a garantia, é a segurança que nós estaremos dando um passo concreto, correto e seguro.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, Jean Gorinchteyn, muito obrigado, Daniela Gemniani, muito obrigado também. A vocês, que nos acompanham ainda ao vivo aqui, por algumas das emissoras de televisão que transmitem essa coletiva, lembrem: até o dia 10 de dezembro é obrigatório e é lei o uso de máscara em ambiente aberto ou fechado. A partir do dia 11 de dezembro em ambientes abertos: parques, ruas, calçadas, avenidas, o uso de máscara não será obrigatório, mas será opcional. A sua decisão, na sua cautela, você poderá continuar utilizando, ninguém vai condená-lo e nem criticá-lo por isso. No Japão, há muitos anos, e muito antes de qualquer pandemia, a população japonesa já utilizava majoritariamente máscaras em ambientes abertos, nos seus deslocamentos, e em estações de metrô ou centros de distribuição e consumo, incluindo aeroportos, shoppings e áreas de comércio. Portanto, a decisão será sua, mas até o dia 10 de dezembro, volto a repetir, é obrigatório e é lei o uso de máscara em ambiente aberto ou fechado. A partir do dia 11, para ambientes abertos será facultativo não usar, mas a obrigatoriedade para ambientes fechados, terminais de ônibus, metrô, aeroportos, portos, transporte fluvial será ainda obrigatório. Portanto, fique bem, fique protegido, lembrem de verificar se você tem alguém na sua casa que não tomou a segunda dose da vacina, procure um posto de saúde. No Estado de São Paulo são mais de 5.500. A vacina é grátis, leva menos de cinco segundos para ser aplicada, para que você possa ter a imunização completa.

Aos meus colegas jornalistas que aqui estão, cinegrafistas, fotógrafos, amigos, obrigado pela participação, obrigado por terem acompanhado a coletiva, fiquem bem, fiquem com Deus. Obrigado, pessoal.