Coletiva - SP anuncia novos públicos e antecipa vacinação para pessoas com 64 anos 20212004

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Coletiva - SP anuncia novos públicos e antecipa vacinação para pessoas com 64 anos 20212004

Local: Capital – Data: Abril 20/04/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, a todos. Obrigado pela presença. Vamos dar início agora aqui direto do Palácio dos Bandeirantes, a mais uma coletiva de imprensa, sobre as medidas do combate ao COVID-19, no estado de São Paulo. E vamos oferecer boas notícias, e as boas notícias estão concentradas na vacinação, na vacina, na vacina do Butantan, a vacina da vida, a vacina que São Paulo está levando a todo o Brasil, e torcendo também para que mais vacinas sejam disponibilizadas para os brasileiros. O que definitivamente mudará as nossas vidas, dessa trágica situação da pandemia, é a vacina, é a vacinação. Por isso também faço um apelo aqui aos que já foram vacinados com a primeira dose, lembrem de seguir a sua cartela e realizarem a sua segunda dose da vacina, e aos que estão programados nas faixas etárias ou nos segmentos que também obedeçam à orientação e façam a vacinação. Hoje nós vamos anunciar novas etapas da vacinação no estado de São Paulo, nós vamos iniciar a vacinação das pessoas com Síndrome de Down, pacientes transplantados e pacientes renais em terapia, isso começa no dia 10 de maio. Um público-alvo de 120 mil pessoas no estado de São Paulo. Repetindo, portanto, São Paulo vai iniciar a vacinação das pessoas com Síndrome de Down, pacientes transplantados e pacientes renais em terapia, no próximo dia 10 de maio. Um público estimado em 120 mil pessoas. Também vamos anunciar a vacinação dos trabalhadores do sistema metroviário de São Paulo, que começa no dia 11 de maio, setor metroviário e ferroviário, no dia 11 de maio, são os que operam na linha de frente. E também vamos imunizar motoristas e cobradores de ônibus municipais e intermunicipais no estado de São Paulo a partir do dia 18 de maio, os trabalhadores em transportes representam cerca de 170 mil pessoas. O governo do estado de São Paulo, outra boa notícia, vai antecipar a vacinação das pessoas com 64 anos, originalmente prevista para o dia 29 de abril, vamos antecipar para o dia 23 de abril. Portanto, dia 23 de abril, quinta-feira da semana que vem, São Paulo começa a vacinar também as pessoas com 64 anos. São cerca de 420 mil pessoas. Lembrando também, e aí continuando as boas notícias, que a vacinação das pessoas com 63 anos, está programada para iniciar no dia 29 de abril, a imunização na faixa de 65 e 66 anos começa no dia 21 de abril, repetindo, pessoas com 65 e 66 anos já poderão ser vacinadas em todo o estado de São Paulo, a partir do dia 21 de abril. Pessoas com 63 e 64 anos. Eu vou repetir, pessoas com 64 anos, dia 23 de abril. Pessoas com 63 anos, dia 29 de abril. A partir destas datas. Nós vamos exibir também, daqui a pouco, um slide com essas informações, os jornalistas poderão copiar, os cinegrafistas e fotógrafos, evidentemente, filmar e fotografar, e fica mais fácil, e também para a mídia impressa, se puderem utilizar o gráfico, facilita muito, porque tem o conjunto das pessoas que serão vacinadas em São Paulo. Facilita a identificação, visualização, as pessoas podem fotografar com o seu celular, e levarem consigo, fica muito mais fácil elas saberem quando poderão ser vacinadas. E lembrando também que as faixas de 60, 61 e 62 anos serão vacinados a partir do dia 6 de maio, serão 1,400 milhão de pessoas, 1,400 milhão de pessoas. E apenas a título de curiosidade, na vacinação das pessoas com 63 anos, eu estarei incluído, estarei na fila e receberei a vacina do Butantã no dia 29 de abril. Antes de prosseguirmos, eu queria fazer um agradecimento aqui ao Milton Leite, que aqui está, pelo seu esforço e pela dedicação no diálogo com vários outros setores também, de transportes aqui conosco, para o entendimento que hoje nós anunciamos. E aqui nós vamos falar sobre a vacinação, começando com a doutora Regiane de Paula, que é a coordenadora geral do Programa Estadual de Imunização, que também vai atualizar o vacinômetro para vocês, e nós exibiremos em tela todas as faixas etárias de vacinação, se pudermos até colocar, se for possível. A outra tela, aqui temos o vacinômetro, e depois a doutora Regiane vai falar. Isso, essa é a tela, fica mais fácil para que todos possam copiar, cinegrafistas que aqui estão, se puderem fixar essa imagem, também os fotógrafos, e você que está em casa, copie da tela do seu televisor com o seu celular e guarde com você, fica mais fácil para o seu uso, uso dos seus familiares, uso dos seus amigos. Doutora Regiane.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Boa tarde, a todos e todas. Então, nós trazemos hoje boas notícias, nosso cronograma de vacinação ele está sendo antecipado. Então para o público-alvo de 64 anos, nós antecipamos para o dia 23 de abril, 63 anos para o dia 29 de abril, 60, 61 e 62, dia 6 de maio, e nesse momento estamos incluindo Síndrome de Down, de 18 a 59 anos, no dia 19 de maio, pacientes renais em diálise, de 18 a 59 anos, dia 10 de maio. E lembrando que esse é um grupo prioritário das comorbidades, por isso nós decidimos então abrir essas faixas etárias, porque o Programa Nacional de Imunizações coloca como sendo um grupo prioritário dentro de todas as comorbidades. Além disso, metroviários e ferroviários no dia 11 de maio, e motoristas e cobradores de ônibus no dia 18 de maio. Eu também quero ressaltar aqui, governador, e gostaria que todos soubessem, que nós também estamos trabalhando para que trabalhadores de saúde que, porventura, não tenham recebido vacina, nós estamos trabalhando para que a que a gente possa enviar com agilidade a vacina para esses profissionais, para esses trabalhadores de saúde, que, porventura, tenham ficado sem a vacina, eles não estão colocados aqui, mas é entorno de 300 mil pessoas, estamos trabalhando fortemente nesse sentido, o Plano Estadual de Imunização, e o conjunto da nossa equipe tem trabalhado para que isso aconteça. Então lembrando também que a gente já falou de 65 e 66 anos, dia 21 de abril. Então esse é o cronograma de vacinação. Estamos esperamos, e sempre contamos com mais vacinas, há alguma sinalização do Ministério da Saúde, não temos ainda a certeza de um cronograma a partir do mês de maio, mas contamos que a Fiocruz entregará sim as suas vacinas. E, portanto, estaremos aí fazendo e cumprindo com esse cronograma, e avançando, porque nós também vamos avançar em faixas etárias conforme a sua solicitação, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Regiane, não desejando interrompê-la, mas já interrompendo, apenas para colocar aqui e pontuar de forma precisa, não se trata de sinalização do Ministério da Saúde, trata-se de compromisso do Ministério da Saúde, compromisso que já foi revisado seis vezes, e que agora nós esperamos que cumpram o compromisso estabelecido no volume de vacinas da AstraZeneca e da Pfizer, que foram prometidos. Então, me perdoe fazer essa correção, porque não é por expectativa, o que se promete, sobretudo, de curto prazo, cumpre-se.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Exatamente isso. Então nós aguardamos ansiosamente pelo envio da vacina. E também por diretrizes, quando o Ministério da Saúde coloca as comorbidades, e as faixas etárias, ela não nos dá, ela nos dá um quantitativo de quase 18 milhões de pessoas, mas não diz quais são os critérios dentro das faixas etárias. Então nós também aguardamos, governador, que o Ministério da Saúde possa se posicionar em relação ao percentual de comorbidades para cada estado. O único dado que a gente tem é um dado do VIGITEL, que é um sistema de vigilância das doenças crônicas não transmissíveis, ele é só feito nas capitais. Então precisamos que o PNI - Ministério da Saúde também se posicione em relação às comorbidades, estamos trabalhando também para esse critério. E colocando agora então o nosso vacinômetro, o estado de São Paulo de doses aplicadas ele tem 9.585.339 milhões de doses, sendo de primeira dose 6.283.325 milhões, e de segunda dose, 3.302.014 milhões de segunda dose. O que demonstra que o estado de São Paulo tem cumprido o seu compromisso de fazer com que o esquema vacinal D1 mais D2 esteja em 50% nesse momento, um pouquinho mais. Ele acabou de ser atualizado. Então trabalhamos sempre, o estado de São Paulo não parou de vacinar, não deixou de aplicar D1, e não deixou de aplicar D2, o vacinômetro mostra a transparência e a gestão do governo do estado de São Paulo. Obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, doutora Regiane. E com esse número, bom, vamos aqui de novo ao cronograma de vacinação. E esse número... Obrigado, vamos de novo ali no vacinômetro, esse número de 9.585.539 milhões de vacinados é o maior número em pessoas vacinadas, imunizadas em todo o país, sendo 6.283.325 milhões em primeira dose, e já na segunda dose, 3.302.014 milhões de pessoas, já com a sua vacinação completa. Mas eu volto a repetir aqui, antes de prosseguirmos, que o Brasil precisa de mais vacinas, não apenas a vacina do Butantã, que continua a representar oito em cada dez vacinas aplicada no braço dos brasileiros, nós precisamos de mais vacinas. Eu peço, espero e desejo que o Ministério da Saúde cumpra o seu compromisso da enxurrada de vacinas, e que possamos ter outras vacinas disponibilizadas dentro do cronograma que foi anunciado na semana passada, e espero que seja cumprido pelo Ministério da Saúde. Obrigado, doutora Regiane. Vamos agora ao doutor Paulo Meneses, coordenador do centro de contingência do COVID-19, em São Paulo. Paulo.

PAULO MENESES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado, governador. Boa tarde, a todos. Realmente para o centro de contingência é uma notícia excelente, essa continuidade do Programa Estadual de Imunização, pegando, cobrindo totalmente a faixa de 60 anos ou mais, até o dia 6 de maio, dia 6, dia 7, dia 8 de maio. Porque esse é o grupo que é mais vulnerável à infecção pelo SARS-COV-2, com maior chance de desenvolver os quadros graves e ter o desfecho mais indesejado, que é o óbito. Para você ter uma ideia, a chance de uma pessoa de 90 anos ou mais ir a óbito após uma infecção, é de quase 40%, das que estão de 80 a 89 anos, de mais de 30%. E de 70 e 79 anos, 16%. De forma que essa expansão da cobertura desses grupos vai ter um impacto muito importante para que nós possamos reduzir as internações e reduzir a perda de vida. Além disso, agora começamos também a ter as populações vulneráveis de comorbidades, e que também apresentam maior risco de quadros graves. E a cobertura daquelas categorias essenciais, tivemos segurança pública, professores, e agora o transporte público, de forma que o centro de contingência mais uma vez dá os parabéns às ações do governo, ao Programa Estadual de Imunização, e esperamos que dessa forma continuamos caminhando nesse enfrentamento da pandemia para dias melhores. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, doutor Paulo Meneses. Antes de encaminharmos para o doutor José Medina, também integrante do centro de contingência, eu quero esclarecer que todas as medidas que estamos adotando aqui de imunização, de vacinação, de setores de segmentos aqui no estado de São Paulo, segue a um critério rigorosamente avaliado do ponto de vista médico, sanitário, de economia e grau de exposição também. O ideal, como todos sabem, é que pudéssemos ter no Brasil vacinas suficientes para vacinar todos os brasileiros, não apenas por segmentos da população. Mas peço que compreendam que a falta de vacinas não é uma responsabilidade do estado de São Paulo e sim uma responsabilidade do Ministério da Saúde e do Governo Federal. Se não fosse São Paulo nós não teríamos as 42 milhões de doses da vacina do Butantã, já distribuídas até o presente momento. Mas, por favor, tenham calma e compreensão, que por etapas vamos realizando a vacinação de todos, mas é preciso ter paciência, compreensão, porque não há excesso de vacinas, há falta de vacinas. Doutor Medina.

JOSÉ MEDINA, MÉDICO INTEGRANTE DO CENTRO DE CONTINGENCIA: Muito obrigado, governador. Boa tarde, a todos. Então o Programa Nacional de Imunizações quando ele começou a fazer, priorizar os pacientes para serem vacinados por faixa etária, ele definiu primeiro a faixa etária acima de 90 anos, depois acima de 80 anos, que são àquelas faixas etárias que tem o maior risco de internação, o maior risco de maior letalidade. Da mesma forma agora, quando chegou a 60 anos, quando vai ser definido a priorização por comorbidades, está se utilizando as comorbidades que são mais objetivamente definidas, e aquelas também que tem uma maior taxa de letalidade, e maior chance de saturar o sistema de saúde. Então os pacientes que são pacientes renais crônicos, em diálise, são pacientes que quando adquirem a doença tem uma letalidade de 25%, que é a mesma letalidade dos transplantados e imunossuprimidos. E essas duas categorias são categorias bem definidas, diferente do paciente hipertenso, que tem uma variação muito grande entre graus de hipertensão e comprometimento sistêmico, que é difícil você definir qual desses pacientes que tem que ser priorizados. Nessas três categorias a priorização é bem clara, bem definida, e isso representa o início desse processo de priorização dos pacientes por comorbidades.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, doutor José Medina. Vamos agora à última intervenção, antes das perguntas, que é Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Estamos na décima sexta semana epidemiológica do ano de 2021, e temos hoje como número de casos no estado de São Paulo, 2.769.360 milhões de casos, o número de óbitos, infelizmente, está em 89.650 mil pessoas, que infelizmente perderam as suas vidas. As taxas de ocupação dos leitos das Unidades de Terapia Intensiva no estado, estiveram em 82,9%. Importante lembrar que no dia 1 agora, de abril, nós estávamos com 92,6% da taxa de ocupação em todo o estado, e na grande São Paulo, agora, um total de 80,8%. Nas Unidades de Terapia Intensiva temos hoje 11.112 mil pacientes, lembrando que nós também no dia 1/4, foi o pico maior, portanto, maior número de pacientes internados nas nossas Unidades de Terapia Intensiva, nessa segunda onda, nós tínhamos 13.120 mil. Então temos um total 2 mil pacientes a menos internados nas nossas UTIs. E tivemos uma taxa, um índice de isolamento no domingo, de 50%, e tanto na segunda, de 41%, revelando exatamente aquilo que também nós víamos antes dessa fase de transição, mostrando que as estamos sensibilizadas, e estão sim preocupadas no uso de máscara e no distanciamento. Todos esses dados que nós temos visto aqui em termos de internação, temos também impacto da vacina, a vacina mostrou que principalmente naqueles grupos de idosos tiveram um descenso importante do número de internações, pacientes principalmente com idades superiores a 90 anos, tiveram uma queda das internações de 46%. Na faixa de 85 a 89 anos, 36%, e na faixa de 80 a 84 anos, uma redução de 22% de internação nas Unidades de Terapia Intensiva. Portanto, medidas sanitárias e vacina só dessa forma conseguiremos combater a pandemia no nosso país, e também no nosso estado. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, vamos então agora às perguntas, pela ordem, nós teremos aqui a Rádio e TV Bandeirantes, a Band News, que aliás, transmite ao vivo a nossa coletiva, obrigado à Band. A TV Bloomberg, e a Agência Bloomberg, com André Romane, a pergunta será virtual. Depois temos a TV Cultura, o Jornal El País, também virtualmente, com o seu correspondente aqui no Brasil, Eloísa Mendonça. O Portal UOL, e o SBT, todos presencialmente. Começamos então com você, Maira Djaimo, da Rádio e TV Bandeirantes, e Band News também. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

MAIRA DJAIMO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Bom, eu queria falar sobre os testes de COVID-19, que faz um tempinho aí que a gente também não aborda esse assunto, a gente faz um décimo dos testes dos Estados Unidos, aqui no Brasil, a gente está na posição 131 em relação aos países que mais testam no mundo, atrás da Líbia. E aí eu queria saber qual que é a importância de realmente a gente fazer teste? Se isso é importante realmente nesse momento? E por que a gente não está testando tanto quanto outros países? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maira, sua pergunta será respondida pelo nosso secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Maira, nós mantivemos uma testagem ampla, ao longo dos últimos meses, nós tínhamos uma taxa de 400 testes para cada 100 mil habitantes, e isso ganhou uma totalidade já a partir de setembro para quase 10 mil testes, tivemos uma queda dos números de testes que eram feitos especialmente ao longo de novembro, dezembro e janeiro, e voltamos a retornar para patamares, infelizmente, inferiores a esses que nós tínhamos de 10 mil testes. Até porque, nós estamos tendo um outro concorrente, que é a testagem que vem sendo feita em grande escala em outras unidades, por exemplo, em farmácias, e que esses quantitativos de testes que vem positivos, acabam não sendo quantificados, tanto para secretarias de estado de todo o país, quanto para o próprio ministério. Mas isso permite um maior diagnóstico, fazendo com que as pessoas tendam a ter mais acesso à testagem, e dessa forma, podendo inclusive fazer os próprios segmentos clínicos hospitalares quando assim necessário.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Maira, apenas para registrar, talvez você já saiba, o estado que mais testes faz no Brasil é o estado de São Paulo, isso vem desde o ano passado, nós seguimos dentro desse ritmo desde julho do ano passado, é o estado que mais faz testagens no Brasil, é o estado de São Paulo. Passamos de 13 milhões, até para que você tenha o dado, mais de 13 milhões de pessoas aqui em São Paulo, já foram testadas. Obrigado, Maira. Vamos agora online, ao correspondente da TV Bloomberg, e da Agência Bloomberg, André Romane. Vamos colocá-lo em tela aqui, já em tela, André, boa tarde. Bem-vindo. Sua pergunta, por favor.

ANDRÉ ROMANE, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Minha pergunta é direcionada ao doutor Dimas Covas, queria uma atualização geral, por favor, da situação da Butanvac. Enfim, se já a previsão de quando a ANVISA deve autorizar o início dos estudos clínicos? E se o Butantã mantém uma estimativa de ter primeiras doses para distribuição em massa já em julho? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, André. Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: Obrigado, governador. André, nós finalizamos essa semana junto com o consórcio internacional, o protocolo de estudo clínico, isso está em processo de submissão à ANVISA. Esperamos que isso seja rapidamente deferido, porque as dúvidas já estavam sendo discutidas com a ANVISA previamente. A partir de maio teremos condições de produção dessa vacina, vamos produzir um quantitativo em risco, portanto, vamos aguardar o resultado dos estudos clínicos, para poder utilizar a vacina. A vacina estará produzida em um quantitativo apreciável, mas aí nós vamos ter que aguardar os resultados do estudo clínico, para poder ter a autorização de uso da ANVISA. A vacina Butanvac, só para mencionar, é uma versão já melhorada em termos de vacina, eu tenho dito que é a vacina 2.0, e que pode ser uma solução para o Brasil, e principalmente para os países pobres e de renda média. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Obrigado, André. Vamos agora à Maria Manso, da TV Cultura, aqui presente. Maria, boa tarde, sua pergunta, por favor.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Eu queria pensar junto com vocês uma coisa, na verdade, no início da pandemia havia o risco da falta de máscaras profissionais para o pessoal que estava na linha de frente, agora mais de um ano depois a gente já tem inclusive fábricas no Brasil produzindo esse tipo de máscara para a população em geral, não mais para os profissionais de saúde. Vários estudos já comprovam que as PFF2, ou N95, como é essa que eu tô usando, são, de fato, as máscaras que mais protegem, principalmente nessa segunda onda, com esse vírus mais contagioso. Minha pergunta é, não dá para o estado distribuir essas máscaras que protegem mais, pelo menos, para a população que usa transporte público, que continua cheio? Em uma iniciativa parecida com o que foi feito com o HIV, que foram distribuídas camisinhas nos postos de saúde, para também conter o contágio para um tipo de vírus. Por favor.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria, vou pedir ao doutor José Medina que possa responder, mas eu quero lembrar você que temos 46 milhões de pessoas em São Paulo, 46 milhões de pessoas correspondendo a pelo menos, uma máscara por dia, essa máscara não é uma máscara necessariamente lavável e reaproveitável, ela é descartável, em dez dias nós estamos falando de 460 milhões de máscaras, em um mês estamos falando em 1,300 bilhão de máscaras, é impossível que um governo forneça máscaras nessa circunstância, ainda que pela necessidade dada à pandemia, não há recursos suficientes para este atendimento. Imaginando que também crianças, adolescentes, jovens, adultos e pessoas com mais idade deveriam estar usando máscaras. As pessoas devem ter a consciência do uso da máscara, e devem ser orientados qual o melhor tipo de máscara. Nem todas terão condição de ter acesso à melhor máscara. Mas sobre isso fala a medicina, e fala o médico doutor José Medina, aqui ao nosso lado. Medina.

JOSÉ MEDINA, MÉDICO INTEGRANTE DO CENTRO DE CONTINGENCIA: Obrigado, governador. Obrigado, Maria, pela pergunta. Eu gosto de falar sobre máscara, eu sempre aviso os pacientes, tomem vacina e continuem tomando cuidado, a vacina dá uma proteção parcial, a máscara ajuda, e precisa usar máscara até que a população alcance uma imunidade de rebanho, e que com isso você tenha menos possibilidade de ser contagiado. Essa é uma questão eu insisto bastante. Se todos nós usássemos máscara toda vez que tivesse o risco de contágio, nós conseguiríamos ter um número muito menor de restrições do serviço público e da nossa atividade do cotidiano. Então eu recomendo bastante a máscara, eu não tô fugindo da resposta não, eu tô só insistindo bastante que precisa usar a máscara mesmo. Agora, a máscara, a qualidade da máscara tem que ser em função do risco que você está sendo exposto. Então a masca N95 ela é destina à situações de alto risco dentro dos hospitais. Quando você observa o que acontece na Ásia, que a maior parte das pessoas usam máscara, não é recomendado lá usar máscara N95, é uma máscara comum que é utilizada, e lá a incidência de doença, ou a transmissão de doença, até mesmo da Gripe, é muito menor. Agora, nós temos tido resultado apropriado com o uso da máscara nossa do cotidiano que nós usamos, que é a máscara de pano? Certamente sim, porque aquela frase: "Estou gripado, estou resfriado, não fui trabalhar hoje porque estou gripado", ou, "não vou trabalhar hoje porque estou resfriado", ela sumiu do nosso cotidiano, ninguém mais escuta alguém falar: "Estou gripado", ou, "não fui trabalhar hoje, porque eu tô gripado". Exatamente porque a máscara, independente da qualidade da máscara, seja de pano, ou seja a máscara N95, ela tem protegido a transmissão de vírus por vias aéreas superiores, quer seja o vírus do resfriado, da Gripe ou do COVID-19. Agora isso depende bastante do seu grau de exposição, se eu estou dentro do hospital, é melhor eu usar N95, se eu tô na comunidade eu se usar uma máscara de pano comum, reutilizável, ela me protege de maneira suficiente, para eu reduzir bastante o contágio dentro da comunidade. Lógico que não reduz 100%, como no hospital também não, mas reduzo bastante. Então a recomendação é, use máscara, independente da máscara que você tiver utilizando, em qualquer momento que você vê que existe um risco de contágio, mesmo dentro de casa, como eu sempre recomendei.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Medina. Maria, obrigado pela pergunta. Agora vamos ao online, a correspondente do Jornal El País, da Espanha, a jornalista Eloísa Mendonça. Eloísa, agora sim você já está em tela, boa tarde, sua pergunta, por favor.

ELOÍSA MENDONÇA, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Eu gostaria de saber se houve alguma mudança em relação à vacinação das grávidas. Na semana passada, o secretário de Saúde falou que elas estavam autorizadas a vacinar, no estado de São Paulo, caso mostrasse um relatório médico autorizando, que elas poderiam ir nos postos de saúde e que não teria uma prioridade, qualquer idade, dessas grávidas, elas poderiam ir aos postos. Eu gostaria de saber mais detalhes de como está funcionando isso.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eloísa, obrigado. Responderá Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Uma excelente oportunidade pra gente esclarecer e deixar todos os dados bem claros, para que não haja dúvida. A vacinação para as grávidas, que estejam elencadas nos grupos prioritários, exatamente o grupo da saúde, da educação, desde que sejam com mais de 47 anos, e também na segurança pública, são pessoas que estão autorizadas, sejam elas grávidas ou puérperas, mulheres que tenham dado à luz nos últimos 60 dias. Na verdade, essas pessoas estarão elegíveis neste momento. É capaz que, nos próximos dias, por determinação do Ministério, isso seja ampliado para todas as grávidas, independente da faixa etária. Mas, nesse momento, será elencado apenas mulheres grávidas com grupos, estando nos grupos prioritários. E é importante salientar que as mulheres grávidas deverão estar levando uma declaração, um relatório médico, autorizando com que essas mulheres possam receber o imunizante.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, obrigado, Jean Gorinchteyn. Luiza, muito obrigado. Se puder, continue nos acompanhando aqui na coletiva. Vamos agora presencialmente ao Portal UOL, jornalista Lucas Teixeira, sempre aqui presente entre nós. Lucas, boa tarde, sua pergunta, por favor.

LUCAS TEIXEIRA, REPÓRTER: Boa tarde, tudo bem, governador? Secretário, desculpem. Eu tenho duas questões. Uma, para entender um pouquinho melhor essa sequência de vacinação. Quais são os principais critérios usados para estabelecer, na parte de síndrome de Down e transplantados, aqui com o Dr. Medina, quais são os principais critérios para colocá-los. E os trabalhadores, se já tem outros segmentos que estão de olho. Até então, tinha os metroviários, daí teve o encontro ontem para incluir motorista de ônibus, mas tem vários outros, rede alimentar, áreas com muita exposição. Se eles já estão figurando, se já tem um horizonte pra eles. E daí a minha segunda pergunta, que é um pouco desvinculada, mas a Anvisa aprovou hoje esse remédio da Roche, que é pra ser usado em quem já tem o teste aprovado, não é um tratamento precoce, mas em quem já foi diagnosticado. Queria saber se vocês estão acompanhando isso e se o estado pensa em comprar pra sua rede pública. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Lucas, obrigado. Vamos responder às duas perguntas. A primeira será a Patrícia Ellen, eu já vou passar pra ela. Segunda pergunta será respondida pelo João Gabardo, se necessário com intervenção de algum outro médico aqui presente na nossa bancada. Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Obrigada, governador. Sobre os critérios, Lucas, nós temos feito um trabalho constante de diálogo com os setores, todos os setores que estão mais expostos, os trabalhos essenciais, e devolvemos sempre para a saúde. No caso dos trabalhadores de transportes coletivos públicos, eles constam, como a Dra. Regiane falou, do plano nacional de imunização. Então, com base na definição do plano, nós temos trabalhado com eles, secretário Vinholi, junto comigo, secretário Cauê Macris, secretário Baldy, todos nos reunimos com os representantes dos sindicatos, para fazer um mapa. Qual é o nosso desafio? Há um critério no plano nacional de imunização sem detalhamento de como identificar, de quais são os recortes. A Dra. Regiane mencionou inclusive esse desafio para a questão de comorbidades. Então, coube a nós fazer esse trabalho, com os setores. Estamos há semanas dialogando, para identificar e mapear. No caso dos metroviários, tanto metrô quanto trem, é mais fácil de identificar, porque nós temos todo esse acompanhamento. No caso de ônibus, nós estamos fazendo um trabalho de mapear todo o transporte coletivo, que é realizado por concessionárias públicas ou privadas, e por isso que esse corte agora foi feito, considerando os motoristas de ônibus e os cobradores de ônibus, municipais e intermunicipais. Então, esse foi o corte deste momento, que deu a estimativa que foi apresentada agora. E agora a gente está passando para a próxima etapa, que é fazer o registro, a devida identificação, para viabilizar esse processo de vacinação, para que a equipe da saúde possa fazer o seu trabalho.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Lucas, muito obrigado. Ainda ao vivo aqui, pela TV Cultura e pela BandNews, também pelo portal do jornal O Estado de São Paulo, vamos agora a Flávia Travassos, do SBT. Ah, perdão. Desculpe, tem mais, eram duas perguntas. Tem da Anvisa, com João Gabardo.

JOÃO GABARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde. Boa tarde, governador, boa tarde a todos. O Lucas perguntou sobre a incorporação deste medicamento, desse coquetel de medicamentos, que foi aprovado pela Anvisa. São duas fases bem diferentes. Uma fase, quando a Anvisa autoriza o uso de um determinado medicamento, como já ocorreu em outras situações recentes. A outra é que esse medicamento seja incorporado ao Sistema Único de Saúde. Qualquer medicamento, para ser incorporado pelo Sistema Único de Saúde, ele tem que ser aprovado na Conitec, que é uma comissão que o Ministério da Saúde tem, com participação de todo o setor de ciência, de tecnologia, de gestores, onde é feita uma avaliação sobre o custo efetividade desse medicamento. Então, no momento que a Conitec aprova que esse medicamento passe a fazer parte da lista de medicamentos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde, obviamente São Paulo fará a aquisição deste medicamento. Nesse momento, nós vamos aguardar que haja inicialmente a aprovação pela Conitec. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, João Gabardo. Eu queria, antes de passar pra você, Flávia, mas já tendo você aí ao microfone, agradecer a presença do deputado Noventa, que está aqui entre nós. Muito obrigado por estar aqui presente. Também o Pestana. Que nos ajudaram e contribuíram para que pudéssemos obter um bom entendimento em relação ao transporte público, especialmente de ônibus municipais e intermunicipais. E também ao Ricardo Patah, que, embora não presente, nos acompanha aqui ao vivo neste momento, pela TV Cultura, pela BandNews e pelo portal do jornal O Estado de São Paulo. E agora, sim, Flávia Travassos, do SBT.

FLÁVIA TRAVASSOS, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Queria saber um pouquinho sobre como andam os números relacionados aos óbitos e aos casos. A gente tem sentido falta. Na semana passada, não houve essa divulgação, do número de mortes, e hoje também não. O Centro de Contingência havia feito uma projeção, no final de março, de que, a partir do momento em que caísse o número de internações, também fosse cair o número de mortes. E a gente pôde ver que houve realmente essa redução do número de internações. Como anda o número de mortes aqui no estado de São Paulo? Obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Flávia. Eu vou pedir ao João Gabardo, coordenador executivo do Centro de Contingência, e na sequência, complementando, o Jean Gorinchteyn. João Gabardo, e na sequência o Jean.

JOÃO GABARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Sim. Nós tínhamos feito uma previsão, já há bom tempo, que, a partir do início lá da redução do número de internações, nós prevíamos que, a partir do dia 15 de maio, ocorreria uma redução do número de óbitos. Efetivamente, isso ocorreu, a partir do dia 15, do dia 15 até hoje os óbitos têm diminuído. Esse gráfico que vocês estão vendo é o gráfico da semana epidemiológica, então ele terminou no sábado, mas os números que a gente tem domingo, segunda, como já tínhamos visto, no dia 15 em diante, são de redução do número de casos. Se nós compararmos os dados que nós temos hoje, nos últimos sete dias, a média móvel dos últimos sete dias, com a última semana epidemiológica, nós temos uma redução bastante significativa do número de óbitos, provavelmente vamos chegar perto aí de 10% de redução, para o próximos dias. Mas, nesse momento, nós vamos aguardar ainda a complementação dos dados do final dessa semana, quinta-feira, sexta-feira e sábado, mas realmente o número de óbitos, a partir do dia 15, tem reduzido de uma forma até um pouco mais rápida do que nós imaginávamos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabardo. Antes de passar para o Jean Gorinchteyn, apenas para esclarecer a você, Flávia, que as mortes caem depois de três ou quatro semanas. Este é o comportamento da curva. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Nós estamos com uma queda na taxa de internação, da 14ª para a 15ª semana, fechada, em 8,7%, o que fez com que o número de uma semana tivesse uma queda de aproximadamente 250 pacientes internados. Mas nós tivemos, na análise das internações nas unidades de terapia intensiva, 18 dias consecutivos de queda, quer dizer, mostrando claramente que nós estamos conseguindo conter a circulação do vírus, porque esse é o nosso referencial de contenção de uma pandemia, no caso, o Corona Vírus. Fazendo então com que diminuíssem pessoas doentes, diminuíssem pessoas gravemente enfermas e procurando muito menos as nossas unidades de internação. Tivemos, inclusive, queda do número de casos. Como dissemos, estamos testando, estamos inclusive fazendo análises genômicas, que é exatamente de forma aleatória, através dos nossos laboratórios, nas 17 DRSs, nos nossos departamentos regionais de saúde, para avaliar a ocorrência de novas cepas. E, ao mesmo tempo, isso vem declinando o número de casos de uma semana pra outra. E um impacto do número de óbitos, a despeito de ele ter se elevado, da 14ª para a 15ª semana, nós tivemos um aumento bem tênue, de 0,6%, passando de 808 casos na 14ª semana para 813 casos na 15ª semana. Então, nós já começamos a reduzir o impacto de mortalidade, controlando a epidemia e diminuindo a mortalidade. Isso não quer dizer que a população possa negligenciar as regras sanitárias. A obrigatoriedade do uso de máscara, todo e qualquer tipo de máscara, evitar as aglomerações, é fundamental. E mesmo nos locais, nos serviços em que já estejam funcionando, respeitar a capacidade máxima de 25% da sua ocupação. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Vocês viram ali na tela os dados. Para facilitar também a você, Flávia, e aos telespectadores do SBT, eu queria deixar na tela, se pudessem, por favor, a vacinação, o gráfico da vacinação. E renovar aqui, antes do final da coletiva, o agradecimento aos dirigentes de sindicatos, de associações, de entidades de todos os setores, em especial o setor de transportes, setor de alimentos e bebida, o setor de turismo, o setor de entretenimento, que têm buscado, através do diálogo, o melhor entendimento com o governo do estado de São Paulo, que segue, evidentemente, aberto a esse diálogo, e é com diálogo que nós construiremos as melhores alternativas. E será também com solidariedade de todos, para que possamos evoluir nas fases do plano São Paulo, para aquelas de maior flexibilidade. Por isso, não saia de casa, se não tiver necessidade. Ao sair, use máscara, faça a higiene das suas mãos, com água e sabão, também com álcool em gel. Continue obedecendo o distanciamento e, mesmo que você já tenha sido vacinado com as duas doses, mantenha o uso de máscara, continue seguindo os protocolos sanitários. Nós só estaremos no novo normal quando tivermos mais de 75% da população imunizada. Até lá, e mesmo depois disso, teremos que manter procedimentos como o hábito de utilizar máscaras, por um bom período. É para nossa proteção e para voltarmos à normalidade. Muito obrigado, bom feriado amanhã. Não teremos coletiva amanhã, evidentemente, teremos coletiva na próxima sexta-feira. Boa tarde, fiquem bem, se protejam. Obrigado!