Coletiva - SP anuncia repasse de R$ 218 mi a 80 cidades mais populosas para combater coronavírus 20202603

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Coletiva - SP anuncia repasse de R$ 218 mi a 80 cidades mais populosas para combater coronavírus

Local: Capital - Data: Março 26/03/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pessoal, bom dia, mais uma vez, aqui no Palácio dos Bandeirantes, hoje, dia 26 de março, quinta-feira, quero começar agradecendo a presença dos jornalistas que aqui estão, cinegrafistas, fotógrafos, também aqueles que estão remotamente acompanhando a coletiva, jornalistas que estão acompanhando a nossa coletiva, e que também farão perguntas. E você, que está aí em casa, acompanhando ao vivo, pelas emiss oras de televisão que estão transmitindo, o nosso boa tarde, aqui ao meu lado, Marcos Vinholi, que é o nosso secretário de desenvolvimento regional, José Henrique Germann, secretário de estado da saúde do Estado de São Paulo, Helena Sato, que é a nossa coordenadora do centro de contingência do Covid-19, grupo que assessora o governo do Estado de São Paulo nas suas decisões e também no movimento de saúde. Nós vamos ter, como sempre fazemos aqui, as primeiras informações, e na sequência nós faremos os informes e também na parte da saúde. Eu queria lembrar que a quarentena em São Paulo já está em curso, vai até o dia sete de abril, eu queria cumprimentar as pessoas, os brasileiros de São Paulo, os que vivem aqui, sejam brasileiros ou não brasileiros, por estarem cumprindo solidariamente a quare ntena, este cumprimento foi uma decisão do governo do Estado de São Paulo, seguindo normas da Organização Mundial de Saúde, para 15 dias de quarentena, isso vai até o dia sete de abril. Todas as decisões do governo do Estado de São Paulo, na área de saúde, na área econômica, são fundamentados em dados e em estudos feitos por grupos de trabalho, na área da saúde, especificamente, por um grupo de médicos, infectologistas, especialistas em epidemias, acadêmicos da universidade de São Paulo, sob a coordenação da Dra. Helena Sato, no qual ainda está integrado e participante, remotamente, o Dr. David Uip, dois secretários participam deste grupo, José Henrique Germann, secretário da saúde do Estado de São Paulo, e Edson Aparecido, secretário municipal de saúde da prefeitura da capital paulis ta. Aqui nós não tomamos medidas precipitadas, volto a repetir, tomamos medidas fundamentadas, todas elas são fundamentadas em dados e números que orientam e balizam as decisões que tomamos aqui. Mas quero agradecer a solidariedade dos brasileiros que, aqui em São Paulo, estão seguindo a quarentena, com as exceções que já foram anunciadas, todos já sabem os que podem trabalhar, os que atuam no setor específico da área de saúde pública, saúde privada, segurança pública e segurança privada, e os que têm a responsabilidade funcional de governo e de direção das empresas privadas. Quero também dizer que nós estamos muito atentos a questão econômica, nós temos um outro grupo de trabalho, coordenado pela secretária de desenvolvimento econômico, Patricia Helen, e pelo secretário de Fazenda e planejamento, Henrique Meirelles, ontem ambos aqui se pronunciaram, Patricia Helen está aqui presente, acompanhando a coletiva, temos um grupo de 22 pessoas, fundamentadas numa ação de uma grande consultoria internacional, que é a [ininteligível], que tem trabalhado pro bono, a pedido do governo do estado de São Paulo, fazendo cruzamentos e também medindo a economia do estado nos municípios com mais de 100 mil habitantes, municípios com menos de 100 mil habitantes, e obviamente aqui na capital de São Paulo, onde se concentra, onde é, infelizmente, o epicentro da crise do coronavírus. Portanto, a questão econômica e a prioridade que estamos dando para proteger o microempresário, o pequeno empresário, portanto, o microempreendedor, o pequeno empreendedor, as pequenas empresas e, no plano social, os mais vulneráveis, pessoas que não têm emprego, que não têm empresa, que não são microempresários, são pessoas que já perderam seu emprego, estavam no grupo dos desempregados há muito tempo, são pessoas em situação de rua, ou que tinham renda eventual e, portanto, não tinham solidez nas suas rendas, temos programas voltados para esse setor, mas esperamos também do Governo Federal o apoio, como foi solicitado pelos governadores, 26 governadores estiveram reunidos ontem, virtualmente, e hoje o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, assinou a carta também, portanto, agora, a totalidade dos governadores do Brasil assinaram a carta, que está sendo encaminhada, neste momento, ao presidente Jair Bolsonaro, com a solicitação de recursos para os estados, para priorizar, exatamente, os microempreendedores, as pequenas empresas e os mais vulneráveis, aqueles que precisam de ajuda e prote&cced il;ão social neste momento. Portanto, a partir de hoje, vamos aguardar a decisão, a manifestação, e eu espero, a operacionalização do Governo Federal para ajudar estados e os estados poderem ajudar os municípios e priorizando aqueles que mais precisam de ajuda, até passarmos por essa grave crise sanitária e econômica do coronavírus. Peço que, mais uma vez, as pessoas que estão aqui nos assistindo, nos ouvindo, nos acompanhando, e vão ler e acompanhar matérias dos jornalistas que aqui estão, sejam solidários e, volto a pedir, protejam as pessoas com mais de 60 anos, não deixem pessoas com mais de 60 anos saírem das suas casas, protejam as pessoas com morbidade, as pessoas que têm doenças, as pessoas que são portadoras de deficiência, fiquem em casa, agora não devem sair das suas casas, protejam as suas vidas e voc ê, que é filho, que é irmão, que é amigo, ajude a proteger vidas também, nós vamos sair desta crise, vamos superar a gravidade desta, que é a maior crise de saúde da história do país, e a maior crise econômica concentrada também, da história do nosso país. Sairemos, mas todos têm que cumprir o seu papel, todos têm que ser solidários e compreender a dimensão desta crise. Não minimize, não pense que é uma gripezinha, um resfriadozinho, não é, isso exige a sua atenção, a sua solidariedade, a sua capacidade de exercer a sua cidadania na forma correta e, neste momento, nós pedimos esse seu gesto. Sejam afetuosos com seus familiares e amigos, é um bom momento para você conviver na sua casa, com seus filhos, com seus pais, com seus irmãos, com outros parentes, evidentemente com o devido resguardo e os cuidados sanitários, bom momento também para fazer as suas orações e compreender a dimensão da relação humana e o campo de proteção humano e solidário, não só em São Paulo, mas em todo nosso país. Quero ainda apresentar minha solidariedade as famílias das 57 vítimas de brasileiros que perderam a sua vida pelo Covid-19, são 57 famílias em luto, como governador de São Paulo, eu transmito a minha solidariedade, sendo que aqui em São Paulo temos, infelizmente, o maior número de mortes pelo coronavírus em todo país. Finalizo, nessa fase introdutória, dizendo que nós podemos alertar, podemos evitar e é o que nós temos que fazer, alertar a população, evitar contatos, aglomerações, e pedir que vocês, mais uma vez, sejam solidários. Pod emos acertar e podemos errar, nós só não podemos é minimizar problemas e não ter atitudes corretas, o governo do Estado de São Paulo fundamenta todas as suas ações em informações científicas do plano da saúde, informações técnicas no âmbito da sua economia. O passado recente demonstrou claramente que o tempo do nós contra eles não resolve e já passou, o momento agora é da vida contra a morte, portanto, se você é à favor da vida, se você quer defender a vida, siga as orientações corretas dos profissionais de saúde, dos governos que, como São Paulo e outros 26 governos estaduais, estão fazendo o que devem fazer, resguardando e protegendo as pessoas, protegendo as pessoas estaremos salvando vidas, e garantindo que você e seus familiares, ao término dessa crise, possam voltar felizes ao trabalho, ao convívio, ao esporte, a cultura, as atividades ao ar livre, e celebrar a vida, mas até lá, temos que ter consciência da grave crise que temos pela frente. Continuaremos aqui em São Paulo tratando de vidas e não de eleição, continuarei agindo na prevenção, com serenidade, equilíbrio, paz de espírito, capacidade de ouvir, de comunicar e trabalhar para salvar vidas. Agora, os anúncios de hoje, que temos como medidas do governo do Estado de São Paulo. O governo do Estado de São Paulo vai repassar, a partir do dia três de abril 218 milhões de reais para municípios do Estado de São Paulo, são 80 municípios que receberão 218 milhões de reais, a linha de corte é para municípios com mais de 100 mil habitantes, para o combate ao coronavírus. O valor será utilizado para e ssas cidades com população acima de 100 mil habitantes, excetuando-se a capital de São Paulo, o anúncio da capital de São Paulo será dado amanhã, juntamente com o Bruno Covas, não teremos, aliás, a coletiva de imprensa aqui, e sim no estádio do Pacaembu, no hospital de campanha, ali falaremos com os jornalistas e com vocês, que estão em casa, e vamos também anunciar o valor de repasse a prefeitura da capital de São Paulo. Estas 80 cidades, com mais de 100 mil habitantes, foram escolhidas pra serem referência médico hospitalar, e seguindo orientação científica do nosso centro de contingencia do Covid-19 e orientações médicas e também estruturantes com o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Regional, do Marco Vinholi, que está aqui ao meu lado, e do Comitê Executivo Econômico que tem a direç&a tilde;o da Patrícia Ellen, a nossa secretária de Desenvolvimento Econômico. Na próxima segunda-feira, dia 30, nós vamos anunciar aqui no Palácio dos Bandeirantes, o repasse para as cidades com menos de 100 mil habitantes, nós temos 645 municípios no estado de São Paulo, destes, 80 municípios estão sendo atendidos com esta medida a partir de agora, com validade a partir do dia 3 de abril, a capital de São Paulo, amanhã dia 27, e as demais cidades, as cidades que também merecem respeito e atenção, com menos de 100 mil habitantes, nós anunciaremos aqui mesmo no Palácio dos Bandeirantes, na próxima segunda-feira, dia 30. O dinheiro deverá ser utilizado integralmente pelas prefeituras a mecanis mos de controle e acompanhamento por parte do Governo do Estado de São Paulo, para ajudar no combate ao coronavírus e também no atendimento a pessoas com vulnerabilidade social. Nós vamos respeitar as decisões dos prefeitos e prefeitas, todos eles, na nossa visão, estão comprometidos com ações também corretas, em linha com o Governo do Estado de São Paulo, priorizando as pessoas que precisam de atendimento sanitário, médico e protegendo a sua vulnerabilidade social. Segunda informação. O governo do estado de São Paulo acaba de assinar um acordo com a Gás Brasiliano para suspender o corte de gás por inadimplência dos consumidores do Noroeste Paulista. Vocês se lembram que nós j&aacute ; fizemos isso aqui com a Comgás que é a maior distribuidora de gás encanado e, agora também, com a Gás Brasiliano, a partir de hoje, válido até 31 de maio. Esta medida está valendo a partir de hoje, 26 de março, e vai até o dia 31 de maio. Serão beneficiados os consumidores dos segmentos residencial, comercial e industrial e, obviamente, incluindo hospitais e prontos-socorros. Nós temos um total de 240 hospitais atendidos com gás natural no estado de São Paulo. Então essa é uma medida que ajuda e contribui também na redução dos efeitos e dos impactos da crise do coronavírus. Nós vamos agora às 12h43min, ouvir o relato dos profissionais de saúde e, na sequência, as perguntas dos jornalistas. Passo a palavra ao secretário Jos&eacu te; Henrique Germann secretário da Saúde do estado de São Paulo.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito boa tarde. As informações que nós vamos colocar aqui a respeito da estatística, né, mostram o seguinte. Número de casos no Brasil: 2.433; número de casos em São Paulo: 862. Acho que o que eu gostaria de observar que... se vocês se lembram bem e vocês se lembram bem, nós éramos praticamente 90% dos casos do Brasil, e agora nós somos 30% dos casos do Brasil, o que significa que existe uma expansão da epidemia e de forma acelerada. Se nós formos olhar o número de óbitos, nós tivemos no Brasil 57 &oacut e;bitos, infelizmente, e no estado de São Paulo 48. No Estado de São Paulo, ontem, eu anunciei 40 anos óbitos, então nós tivemos um acréscimo de 20% no número de óbitos. Os pacientes graves internados em UTI são agora 84 e nesse último dia teve um acréscimo de 42%. Isso é mais ou menos a característica da epidemia, ela tem dias de mais acréscimos e dias de menos acréscimos, mas ela vem crescendo. O que mostra, talvez para nós neste cenário que nós estamos vendo hoje, é que as medidas de restrição de mobilidade estão sendo suficientes, ou pelo menos colaborando de uma forma bastante efetiva para que a gente tenha 862 casos. Nesse sentido existe uma gradação, vam os chamar assim. Então, o que nós estamos fazendo não é um isolamento, nós estamos fazendo um distanciamento social, o próximo passo, se houver necessidade, seria um isolamento domiciliar ou social, e se houver necessidade ainda de apertar mais esse cinto, nós teremos que aí seria o 'lockdown', e a característica aí é o uso da força policial para manter as pessoas em casa. Não estamos nesta situação ainda, não sei se estaremos ou não, mas se nós mantivermos os idosos em casa tal qual 'lockdown', nós teremos um comportamento da crise que, talvez, nos favoreça nesse ponto para não colapsar o sistema de saúde. Por isso que eu gostaria de enfatizar o fica em casa.

HELENA SATO, COORDENADORA DO CENTRO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA (CVE): Bom dia a todos, eu só quero complementar a fala do Sr. Secretário, que nós que trabalhamos na área de vacinação, a gente já colocou isso, mas essa informação é muito importante, a gente teria a vacina, né, nós temos vacina contra o vírus influenza, que depois eu quero dar mais um recado, mas nós não temos vacina contra o coronavírus. E fortalecendo ainda mais o que o secretario colocou, o que a gente tem observado? Que os casos estão aumentando, né? Agora, para que a gente... agora, muito provavelmente a gente t eria um número muito maior, certo, se as nossas famílias não estivessem em casa, né? Uma determinação que já vem tomando há algumas semanas. Mas, eu queria reforçar, aí, baseado na literatura internacional e na experiência de outros países, que nós temos que manter e reforçar, para quem ainda não assumiu essa postura de ficar em casa, de achar: "Ah, mas o meu vizinho está saindo, então vou fazer a mesma coisa porque não está aumentando o número de casos". De modo nenhum. Se nós não trabalharmos em conjunto nesse estado, como a gente vem trabalhando, e mais de uma questão, temos que melhorar mais ainda porque os gráficos da literatura de outros países apontam o quê? Que os casos vão aumentando, e se a gente não trabalhar em conjunto desde o começo, dia a dia, falando com nosso vizinho, com nossos amigos: "fiquem em casa", neste momento essa é a vacina que nós temos. E eu queria, só mais uma questão, e... São Paulo, né, eu digo São Paulo porque somos... o município de São Paulo aqui está a maior cidade do mundo, nós, não só em São Paulo, nós estamos realizando uma campanha contra o vírus influenza. Então, nós não podemos deixar de vacinar as pessoas contra o vírus influenza. Então, algumas pessoas falam: "Ah, então nós não vamos na campanha", temos que ir sim, por quê? A gente sabe muito bem, quando o vírus influenza acomete grupos de risco, poderão evoluir com que complicaç&otil de;es? Pneumonia, internação hospitalar. De novo, governador, mais um desafio para todos nós. E aí eu quero, sabe, elogiar as nossas equipes de saúde, elogiar os municípios que estão fazendo as mais variadas atividades, né, indo na casa vacinar. Tivemos aqui uma, uma experiência inusitada, que os carros, né, as famílias vão dentro dos carros e as equipes dos municípios estão vacinando dentro dos carros, para quê? Para que essas pessoas não fiquem na fila. Então, resumindo, eu queria, mais uma vez, aproveitar este momento e reforçar também a importância da vacinação contra o vírus influenza.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Dra. Helena. Cada um fazendo o seu papel, cada um tendo consciência da importância de seguir as instruções corretas que os governadores de estado, através dos seus secretários e secretárias da Saúde, vêm dando à população, nós preservaremos vidas. E aqui em São Paulo nós estamos seguros de estarmos tomando as medidas corretas e certas, e adotando para proteger vidas e, na sequência, proteger a economia, proteger o emprego, e proteger as condições que nos permitirão sair da crise e voltar a crescer após esse triste e difícil período. < span style="line-height:115%">Vamos agora às perguntas, começando presencialmente vou pedir que cada jornalista dirija uma pergunta, nós temos sete veículos de comunicação aqui presencialmente, três remotamente. Então eu vou pedir aqui, por favor, se atenham a uma pergunta por veículo. Nós vamos começar com William Cury, o Will, jornalista da GloboNews, que adora fazer três, quatro, cinco, seis perguntas, Will, agora a multa subiu, então, uma pergunta e qual é sua a pergunta, boa tarde.

WILLIAM CURY, REPÓRTER GLOBONEWS: Tudo bem? Boa tarde a todos. O senhor informou que os governadores assinaram a carta, os 27 governadores, para pedir apoio do Governo Federal no combate ao coronavírus. Eu queria saber, o que de fato já foi feito na área econômica, o que de fato o Governo Federal já fez para os estados na área econômica aqui no Brasil? Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Will, por enquanto nada. Nós esperamos que faça, que o Governo Federal, o Ministério da Fazenda e outras áreas façam. Eu tenho confiança de que vão fazer, eu não acredito que, após as reuniões feitas pelo presidente Jair Bolsonaro com todos os seus ministros ou a maior parte deles, ainda que o nosso ministro Paulo Guedes não estivesse fisicamente presente, mas ele acompanhou todos esses encontros prometendo e enumerando medidas, que elas não venham a ser adotadas e rapidamente. Eu tenho confiança e quero crer que, ao longo das próximas 72 horas, essas medidas serão materializadas, principalmente pra São Paulo, que é o epicentro da crise do Corona Vírus, onde nós temos o maior número de vítimas, de pessoas infectadas, de pessoas em tratamento e, lamentavelmente, de óbitos também, mas pra todos os demais estados que precisam. Essa foi a promessa do presidente Jair Bolsonaro, essa foi a promessa da área econômica. Os termos da Carta dos Governadores já foi distribuído aos jornalistas, vocês poderão ver e identificar ali a reafirmação das necessidades dos governos, para que os recursos possam ser injetados na economia, protegendo, repito, principalmente os microempreendedores, os pequenos empresários, empresas de outros portes também, com algumas circunstâncias que poderão dar a elas a oportunidade de preservarem empregos nas suas estruturas, e o campo de proteção social, que foi, aliás, algo muito exaltado pelos 26 governadores que participaram da r eunião de ontem, e eu volto aqui a mencionar a inclusão solidária do governador do Distrito Federal, que se incorporou aos termos da Carta, para que também os recursos para proteção social sejam encaminhados o mais rapidamente possível aos estados. Ficaremos atentos para que o Governo Federal cumpra a sua promessa, e cumpra com o dever de proteger os brasileiros. Nós vamos agora a uma pergunta não presencial, e eu vou pedir à Katherine [ininteligível], que está aqui, e que é jornalista e vai ler a pergunta, da Ana Beatriz Corrêa, da TV Vanguarda, afiliada da Rede Globo no Vale do Paraíba, e também do Fernando Evans, do Portal G1, de Campinas. As duas perguntas estão dentro do mesmo contexto, então peço à Katherine que, por favor, as formule.

REPÓRTER: A respeito da estrutura para o atendimento no interior, o Governo do Estado estuda a possibilidade de montagem de hospitais de campanha em grandes centros no interior para atender a demanda fora da capital?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ana Beatriz, da TV Vanguarda, e também Fernando Evans, do Portal G1. Vou dividir a resposta com o nosso secretário da Saúde, José Henrique Germann, e também com o nosso secretário de Desenvolvimento Regional, mas quero já elogiar vários prefeitos do interior do Estado de São Paulo, já adotaram medidas corretas, seguindo a orientação do Governo do Estado, do Ministério da Saúde e também da Organização Mundial da Saúde, na montagem de campos de proteção, sobretudo nas grandes cidades do interior do Estado de São Paulo. Mas passo agora a complementação ao Dr. Germann, a pergunta da Ana Beatriz Corrêa, da TV Vanguarda, e Fernando Evans, do Portal G1, em Campinas.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DO ESTADO DE SAÚDE: Muito bom. Nas cidades do interior, os prefeitos têm que se preparar para atendimento dos casos mais leves e casos de atividade médico-hospitalar secundária. Assim, com isto, nós estamos, como nós temos a maior, a grande maioria dos casos na Grande São Paulo, é aqui que nós estamos colocando os maiores esforços no atendimento dos pacientes que sejam de maior gravidade. Daí, o aumento no número de leitos de UTI. Todas as prefeituras, de uma forma geral, têm lá a sua UTI, o convênio com a Santa Casa, como for, nós estaremos apoiando, mas o foco de atendimento das prefeituras é para o atendimento secund&aacu te;rio. E nesse sentido, nós vamos modelar para eles o que nós precisamos em termos de estrutura e apoiar, conforme o governador já, o Sr. Governador já colocou hoje, e na próxima segunda-feira também.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Germann. Então vamos ao Marco Vinholi, lembrando que hoje nós estamos anunciando R$ 218 milhões para 80 municípios com mais de 100 mil habitantes no Estado de São Paulo, recursos que serão consignados, serão colocados à disposição das prefeituras a partir do dia 3 de abril. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Bom, muito boa tarde a todos. O Dr. Germann colocou muito bem o conceito desses recursos para o interior, recursos para baixa complexidade, que os prefeitos vão poder dar conta da população do seu município. Se nós pegarmos os municípios maiores, de 100 mil habitantes, ou os estruturantes, dentro disso, e daí a possibilidade de centros de referência de combate ao Corona Vírus, com testes, com consultas hospitalares, com direcionamento para essa população, que vai atingir esses municípios sede, mas também os municípios do entorno da região deles. E, nos municípios maiores, inclusive dialogado com a Frente Nacional de Prefeitos, com a Associação Paulista de Municípios, a possibilidade sim desses hospitais de campanha. Cada município tem uma oportunidade, como disse o Dr. José Henrique Germann, tem lá um hospital que existe um convênio, tem um hospital municipal, com espaço ocioso, e o Governo do Estado vai trabalhar em conjunto com eles para que possa dar esse impacto na população em vulnerabilidade social, com possibilidades também de isolamento pra esses que têm uma maior dificuldade. Então, esses recursos vão impactar frontalmente o interior do estado, com possibilidades de centros de referência e também com leitos de baixa e média complexidade, os chamados hospitais de campanha.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Marco Vinholi. Vamos agora...

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Posso complementar?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pois não, Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Só uma questão, por favor. Até que, inclusive, essa pergunta veio de Campinas. Nas cidades que tem uma atividade que eu posso chamar aqui de metropolitana, eles têm recursos e têm UTIs, tanto quanto qualquer lugar do estado. Então, essas cidades, que são poucas, mas estariam sendo tratadas de uma forma semelhante à questão da capital, da Grande São Paulo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário. Vamos agora a uma nova pergunta presencial. Ela vem da TV Record, jornalista Daniela Salerno. Daniela, boa tarde, sua pergunta, por favor.

DANIELA SALERNO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Uma vez que os profissionais de saúde estão à frente dessa crise, eu gostaria de entender se vocês já notaram uma baixa desses profissionais por conta do Corona Vírus, se eles estão sendo testados e se há aí um plano pra garantir o funcionamento de todas as unidades de saúde, uma vez que eles estão à frente aí de todo o atendimento. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Daniela, obrigado pela pergunta. Eu vou pedir ao Dr. Germann que responda e se, necessário, com comentários da Dra. Helena Sato. Nós temos os cenários, que foram traçados pelo Centro de Contingência do Corona Vírus, desde o início da formação deste grupo, no dia 22 de fevereiro, mas vou pedir aos profissionais de saúde que respondam. Germann e Dra. Helena.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Esse processo é gradativo, pelo que eu entendi da sua pergunta, é o processo gradativo, que nós vamos alocamos recursos para as Unidades de Terapia Intensiva, à medida que a gente esteja alguns passos à frente do comportamento da própria epidemia. O Hospital das Clínicas já está preparado, e ele tem recursos humanos próprios para iniciar esse processo. Então, ele esvaziou o Instituto Central, está terminando esse processo e aí todos os leitos do Instituto Central, que é um total de 900 leitos, estarão voltados para o enfrentamento da epidemia. E lá tem os recursos humanos inclusive já alocados. Desses 900 leitos, já existem 200 de UTI, os demais nós vamos passando de leito geral para leito de UTI à medida da necessidade. Nos hospitais próprios da nossa rede, nós já temos perto de 500 hospitais que estão na mesma situação do Hospital das Clínicas, inclusive em alguns deles nós estamos colocando unidades de triagem, porque a triagem sempre vai existir, fora do hospital, pra não atrapalhar a rotina do hospital. Mas esses hospitais têm UTI própria e UTI de maior complexidade para o atendimento dos pacientes mais graves.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Germann. Dra. Helena Sato.

HELENA SATO, COORDENADORA-GERAL DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA: Com relação à sua pergunta, sim, neste momento nós iremos realizar uma testagem com esses kits, que ainda não chegaram, vindas do Ministério, iremos fazer uma testagem para os nossos profissionais de saúde. Neste momento, não. Nós estamos aguardando a chegada desses testes e vamos fazer uma avaliação epidemiológica e avaliando-se a necessidade ou não dessa testagem, mas neste momento, não.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dra. Helena. Daniela, obrigado pela sua pergunta. Vamos agora a uma pergunta não presencial, é da revista Globo Rural, o tema é o agronegócio e a economia criativa. Vem de Rafael Salomão, fará a leitura da sua pergunta, Rafael, a jornalista Katherine [ininteligível]. Katherine?

REPÓRTER: Como o Governo de São Paulo pode ajudar os produtores rurais, especialmente os pequenos, a se conectar com o varejo e o mercado consumidor, para compensar, pelo menos em parte, a redução da demanda com o fechamento de bares, restaurantes e cafeterias?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Rafael, nós tratamos esta manhã deste assunto, no contexto de uma reunião sobre o tema econômico, com o nosso secretário de Agricultura e Abastecimento, Gustavo Diniz Junqueira, e com a secretária Patrícia Meirelles. Nós estamos muito atentos e fazendo estas conexões de pequenos produtores rurais, sobretudo aqueles que estão mais próximos aqui da capital de São Paulo, e que já eram fornecedores de restaurantes de alta qualidade e que agora passam a ser fornecedores de restaurantes medianos, de médio e grande porte, que estão principalmente concentrados aqui na capital de São Paulo. E também para bares e padarias, j&aac ute; que elas podem continuar produzindo alimentação preparada, apenas não podem servir dentro do estabelecimento, mas para levar pra casa ou a entrega, o chamado delivery, pode permanecer. Estamos atentos a isso e trabalhando também com as associações, entidades e cooperativas, Rafael. Há várias cooperativas, todas elas muito bem estruturadas aqui no interior do Estado de São Paulo, e o sistema cooperativado tem sido muito útil neste programa de distribuição e contato direto com outros potenciais compradores. Vamos agora a uma pergunta presencial, é da Rádio Jovem Pan, jornalista Daniel Liam. Daniel, boa tarde, sua pergunta, por favor.

DANIEL LIAM, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Devido aos impactos econômicos, é claro que a saúde está em primeiro lugar, mas qual é a projeção do governo sobre uma possível prorrogação ou não período de quarentena, que está pra terminar no próximo dia sete de abril, e também já pelos dados notabilizados pelo secretário sobre a curva da pandemia.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos fazer o acompanhamento, Daniel Liam, cuidadoso e diário, como temos feito, sem precipitar decisões, sem politizar decisões e sem aceitar pressões para decisões, e é por isso que nós temos aqui grupos de trabalho, não é para ações impulsivas, instintivas, políticas, ideológicas, ou para atender especificamente um segmento ou outro, e não o conjunto da sociedade em São Paulo, nós temos tido cuidado, serenidade, equilíbrio, bom senso e diálogo, ouvimos todos, desde os setores mais prejudicados, mais demandados, mais fragilizados, e até os setores mais exaltados, e diante destas circunst& acirc;ncias, e fundamentado nos dados, na área econômica, sob a coordenação da Patricia Helen, e deste comitê, que está aqui operando diariamente, inclusive sábados e domingos, com 22 pessoas, é que nós tomamos as decisões de ordem econômica, sempre amparado nas decisões de ordem sanitária aí, que são produzidas pelo chamado grupo científico do coronavírus, do centro de contingência do coronavírus, não é possível fazer ainda previsões, seria muito bom se pudéssemos aqui fazê-las, mas ainda não é possível fazer, é um acompanhamento diário, a você, Daniel Liam, como bom jornalista que é, da Rádio Jovem Pan, ouvintes e internautas da Rádio Jovem Pan, acompanhem diariamente, eu tenho dito aqui sempre, a melhor forma de você se informar corretame nte é ouvir as emissoras de rádio da sua preferência, assistir os seus canais de televisão, os seus canais de informação de TV, que você já tem por preferência, fazer a leitura das páginas eletrônicas de jornais e revistas, a leitura, aos que gostam, a leitura física de jornais e revistas, e os sites e portais também de veículos de comunicação, é aí que nós encontramos as informações corretas e bem balizadas pelo trabalho, aliás, volto a repetir aqui, extraordinariamente sério e preciso da imprensa brasileira, eu diria que a pequena exceção que eu vi há dias atrás, hoje não vejo mais, eu vejo um sentimento comum de investigar e produzir informações corretas para a opinião pública. Temos que continuar ainda nesse ritmo, até termos a oportunidade, Daniel Liam, de oferecer uma previsão e uma previsão boa, evidentemente. Vamos agora a mais uma pergunta presencial, ela vem do SBT, jornalista Fabio Diamante. Fabio, obrigado por estar aqui mais uma vez, boa tarde, sua pergunta, por favor.

FABIO DIAMANTE, REPÓRTER: Boa tarde, obrigado, governador. Governador, eu queria perguntar pro senhor como é que o senhor encara a decisão do presidente Jair Bolsonaro de declarar as atividades religiosas como essenciais, o senhor entende que isso pode fazer com que os cultos, de uma maneira geral, as missas, elas passem, elas voltem a ocorrer em São Paulo, já que por recomendação do governo, elas não estavam acontecendo. E se o senhor entende que essa também é uma forma do presidente de afrontar os governadores, no caso específico o senhor.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Fabio, a manifestação foi nacional, não foi local, nós ainda não recebemos oficialmente essa informação, não saiu publicado no Diário Oficial, obviamente aqui nós seguimos a lei, seguimos as regras, mas, mais do que tudo, mais do que regras, é a vida, e eu tenho certeza que aqueles que são dirigentes de igrejas católicas, evangélicas, anglicanas, todas as manifestações de igrejas, de origem africana, todas elas têm bom senso, tem equilíbrio, e tem a capacidade de compreender a gravidade da situação em que nós estamos, uma boa parte das igrejas já, há duas semanas, iniciou missas e cultos não presenciais e estimulando o uso da televisão, muitas até já tinham, outras criaram seus canais para o celular, permitindo que milhares, pra não dizer milhões de seguidores e de fiéis possam seguir processando a sua fé, fazendo a sua oração, em contato com as suas igrejas, sem a super aglomeração, eu prefiro não fazer comentários, neste momento, sobre esta posição, esta decisão do presidente Jair Bolsonaro, mas faço aqui um apelo, como cidadão, como brasileiro e também como governador de São Paulo, para que os dirigentes de igrejas e que compreendem a dimensão da gravidade que temos, sobretudo aqui no Estado de São Paulo, possam fazer os seus cultos, os seus encontros virtualmente e não presencialmente. Eu, recentemente, numa boa e positiva conversa com o dirigente de uma igreja eva ngélica, onde, aliás, já estive várias vezes, no obstante eu ser católico, mas eu respeito todas as manifestações religiosas, visitei esse culto várias vezes e, recentemente, quando comunicamos a decisão de São Paulo, liguei pra esse líder evangélico, a quem eu respeito muito, e disse a ele a nossa decisão, compartilhei com ele, sugerindo, naquele momento, como fizemos, não impositivamente, mas como recomendação, que passasse a fazer os seus cultos virtualmente e não presencialmente, ele me disse: Governador, a minha missão como líder da igreja é preservar vidas, e eu quero exatamente que o nosso exemplo seja o exemplo daqueles que frequentam o nosso culto, eles compreenderão que a nossa decisão de fazer cultos virtuais, ele não tem canal de televisão, mas ele tem canal digital, eu vou intensificar para proteg er vidas, e farei a minha oração pra todos aqueles que saberão compreender e, à distância, processar a sua fé, este é o meu sentimento. Vamos agora a Rede TV, a jornalista Joice Mafezolli, eu pronunciei corretamente o seu sobrenome?

JOICE MAFEZOLLI, REPÓRTER: Olá, boa tarde. Governador, o senhor começou a sua fala reforçando a importância da quarentena e pedindo que todos cuidem de seus idosos, mas a gente ainda vê muito idoso teimoso por aí, não seria o caso de já tomar medidas mais rigorosas em relação a esse público que insiste em bater perna por aí? Sendo que é justamente o idoso uma das principais preocupações. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Joice, pela sua pergunta. Eu ontem falei com o prefeito Bruno Covas sobre essa perspectiva, e eu devo informar que ela é real, se nós continuarmos ainda vendo em ruas, vendo em áreas, parques não, porque todos eles já estão fechados, mas em áreas de circulação, pessoas que, visivelmente, tem mais de 60 anos, elas poderão ser abordadas por policiais, da Polícia Militar do Estado de São Paulo, no âmbito de todo estado, como poderão ser abordados também por agentes da Guarda Civil Metropolitana, recomendando que sigam para as suas casas, já temos um número expressivo de veículos, mais de 70 veículos da Polícia Militar com alto-falantes, circulando desde a última sexta-feira, pelas áreas mais adensadas de população, pedindo que as pessoas com mais de 60 anos, Joice, fiquem em casa, e que os seus parentes, amigos, também contribuam pra que elas tenham esta consciência de que devem ficar em casa, você, como jornalista, tem razão em expor essa sua preocupação, dado ao fato de que algumas pessoas, ou teimosamente, ou porque não tiveram acesso a informação de forma correta, ou porque algum parente tenha dito a ela que estamos enfrentando uma gripezinha, ou um resfriadozinho, e essa não é a verdade, nós estamos enfrentando uma crise gravíssima, e que catalisa principalmente pessoas com morbidades, pessoas que estão doentes, pessoas com deficiência e, sobretudo, pessoas com mais de 60 anos. Então, estamos atentos, se hou ver necessidade de uma ação ainda mais forte, nós adotaremos, sem dúvida nenhuma, para proteger vidas. Temos a penúltima pergunta, é do jornalista Júnior Berillo, da Super Rádio, que está aqui conosco, Júnior, obrigado pela sua presença, boa tarde, sua pergunta, por favor.

JÚNIOR BERILLO, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Governador, essa semana foi tomada uma medida pelo estado, que diz respeito ao setor de transportes e cargas, que foi a suspensão da pesagem nas balanças, nas estradas, a fim de agilizar o transporte de cargas, na internet está tendo várias manifestações de entidades, de associações ligadas a caminhoneiros, inclusive personalidades, a Sula Miranda, que é a rainha dos caminhoneiros, porta-voz dos caminhoneiros, está pedindo pro Governo Federal, pros governos estaduais a suspensão de pedágio, como que o senhor vê essa situação? Alguma entidade dessas já procurou o governo do estado, se manifestando a esse r espeito? E as concessionárias, tem algum diálogo entre o estado e as concessionárias, se houver essa necessidade?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Júnior, o nosso secretário de transportes, João Octaviano, tem mantido contato permanente com o ministro da infraestrutura e transportes, que tem sido muito correto, já havia mencionado, Tarcísio Gomes de Freitas, anteriormente. Nós estamos em linha com o Governo Federal, o ministro Tarcísio, além de republicano, é um bom ministro, ele atua com muita precisão para a avaliação desta medida, quando nós tomamos a decisão de eliminar, suspender temporariamente a pesagem, isso foi dialogado com o ministro, que compreendeu e apoiou esta iniciativa. Em relação a pedágios, há estudos nesse sentido, mas n& oacute;s temos as rodovias federais, como a Dutra, por exemplo, que são pedagiadas, então, uma medida no estado não pode ser tomada em dessintonia com a medida de ordem federal, isso poderia criar uma situação de profundo desarranjo na estrutura logística nacional. E temos apoiado caminhoneiros, como você sabe, feito esforços específicos para que postos de combustível no interior do estado de São Paulo, ao longo das rodovias permaneçam abertos. Falei, e aproveito a oportunidade para repetir aqui, que os postos de combustíveis podem continuar preparando a alimentação para os motoristas, sejam de caminhões, vans, automóveis, ou motociclistas, só não devem servir nas suas áreas de refeição, os motoristas levam a sua quentinha, levam a sua refeição para realizarem fora do ambiente que exigiria aglomeraç&atil de;o. E também manter abertas as mecânicas e borracharias durante o período que desejarem para o atendimento da logística e não haver nenhuma falha na atenção a caminhoneiros e aqueles que atuam no setor de transporte em São Paulo. Por enquanto a decisão é essa, mas estamos monitorando. Vamos agora à última pergunta, são 13h15min, vamos conseguir cumprir aqui o nosso horário, e ao término da pergunta da Maria Manso e da resposta, eu ainda faço duas colocações. Mas, Maria, muito obrigado pela sua presença aqui, obrigado à TV Cultura também, pelo esforço, tanto quanto outros veículos de comunicação, em informar corretamente seus telespectadores e os seus internautas. Maria.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Eu sou portadora de duas perguntas de pessoas que estão do outro lado das câmeras assistindo vocês, e que me pediram pelas redes sociais para fazer essas perguntas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria, você tem feito um esforço tão grande estando aqui presente em todas as nossas coletivas de imprensa, que por favor, faça as duas perguntas.

MARIA MANSO, REPÓRTER: A primeira é do dono de um mercadinho que fica na esquina da minha casa, e vende produtos a granel...

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ah, mercado, ok.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Um mercado que vende produtos a granel, e ele me disse que está muito preocupado porque ele não sabe como vai conseguir se reabastecer, porque os proprietários ali da zona cerealista eles agora só estão querendo vender para pequenos comerciantes se for à vista, porque esses donos da zona cerealista estão apostando que os pequenos comerciantes vão quebrar, então não querem se comprometer com pagamentos a longo prazo. Só que aí esse dono do mercadinho me disse: "Aí mesmo é que eu vou quebrar, porque eu não você conseguir me reabastecer". A outra pergunta é sobre mobilidade, o pessoal acha que em outros países o uso da bicicleta foi ba stante incentivado como meio de transporte, em substituição aos ônibus, por exemplo, só que aqui em São Paulo os bicicletários do metrô foram fechados. O que impede que as pessoas usem as próprias bicicletas para irem até o metrô, por exemplo. Se isso também está sendo estudado pelo governo do estado, voltar a incentivar o uso das bikes?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria, obrigado. Eu vou responder as duas perguntas. Na primeira, não creio que o setor de abastecimento tome esta decisão, a decisão é absolutamente equivocada, o mercado central, assim como CEAGESP é alimentado por milhares de compradores e não apenas de alguns compradores de médio e grande porte. Aí é uma lei de mercado, eu acho difícil que um grande distribuidor estabeleça restrições dessa natureza, é uma lei de mercado. Por que reduzir a distribuição se eu posso mantê-la, ou até mesmo ampliá-la? Exceto se houver um problema de crédito, mas aí é uma outra circunst&ac irc;ncia mais pontual e não generalizada, talvez seja um pouco a preocupação deste pequeno mercado próximo à sua residência. Mas não temos notícia disso, o nosso secretário de Agricultura e Abastecimento, Gustavo Diniz Junqueira, tem mantido diariamente contato com os grandes centros de abastecimento, a começar do CEAGESP, também com o mercadão aqui, está sob orientação da Prefeitura de São Paulo, e o mercado produtor aqui de São Paulo, que segue operando normalmente, produzindo, colhendo, distribuindo, e a logística tem funcionando bastante bem, e esperamos que assim continue. Sobre mobilidade, primeiro uma palavra positiva em relação às bikes para os que atuam na entrega, que estão usando bicicleta para fazerem as entregas de produtos, principalmente de alimentos, e produtos farmacêuticos, o meu cumprimento, e o apoi o a você que passou a fazer isso mais recentemente, esta é a boa notícia, Maria, a propósito, ampliaram-se a contratação de motoqueiros e portadores de bicicleta, para fazerem entregas aqui na capital de São Paulo, e também na região metropolitana. Nós estamos tentando mapear através da Patrícia Ellen qual o volume de contratação, mas é muito grande, mostrando que o delivery, que é a expressão em inglês que significa levar em casa, vem proporcionando uma empregabilidade, um aumento de pessoas trabalhando, além de preservar os empregos que já existiam. Em relação ao metrô, eu não tinha conhecimento disso, mas dada a informação, e eu confio plenamente em você, desde já vou orientar o secretário Alexandre Baldy para que mantenha esses bicicletários abertos, pois exatamente pe ssoas como essas que eu acabo de me referir, que fazem entrega de produtos e medicamentos, em algum momento elas estarão retornando nas suas casas, não necessariamente de bicicleta, poderão utilizar o metrô, e utilizar a bicicleta para trabalhar e fazerem as suas entregas. Peço inclusive à nossa secretária Patrícia Ellen, o Baldy não está presente, que já envie um Zap, e que amanhã todas essas unidades do metrô, onde temos bicicletários, resguardadas as medidas sanitárias de proteção, higiene, álcool em gel, luvas, e não aglomeração, passem a funcionar. Portanto, Maria, agradeço inclusive a informação, é assim que nós podemos melhorar e aprimorar aquilo que corresponde às condições melhores para a mobilidade dos que podem fazer mobilidade, evidentemente que nós nã o estamos estimulando que as pessoas saiam de bicicleta neste momento. Eu adoro cita, tenho bicicleta, mas não devo sair de casa de bicicleta, como todas as pessoas devem nesse momento seguir a orientação de ficarem em suas casas. Porém, aqueles que usam a bicicleta para trabalhar em um trabalho que representa exatamente o abastecimento em grandes cidades, ou em médias cidades, tem que ter direito a utilizar, e no caso específico de São Paulo a terem as bicicletas guardadas nos centros bicicletários do metrô do estado de São Paulo. Portanto, muito obrigado pela sua colocação. Eu queria ao finalizar a nossa coletiva de hoje, agradecer uma vez mais aos jornalistas, renovar a informação de que a coletiva de amanhã não será feita aqui, e sim no estádio do Pacaembu, no hospital de campanha, eu estarei ao lado do Bruno Covas, estaremos anunciando tamb&eacute ;m uma destinação de recursos para o programa de hospitais de campanha e os programas preventivos da Prefeitura de São Paulo, ao lado do secretário José Henrique Germann da saúde, ao lado da Helena Sato, coordenadora do centro do COVID-19. E também ao lado do prefeito Bruno Covas, e do secretário da saúde, Edson Aparecido. E queria, mais uma vez, repetir a vocês, que agora não é hora de dissidências, não é hora de briga, não é hora de política, não é hora de eleição, agora é hora de união, é hora de oração, nós temos que estar juntos pelo Brasil, pelos brasileiros, pelas pessoas que mais precisam do nosso apoio, da nossa solidariedade. E você que está em casa, você que está nos ouvindo, você que está nos acompanhando, seja solidário tamb&e acute;m, ajude, principalmente as pessoas com mais de 60 anos, a ficarem nas suas casas, ajude também as pessoas portadores de deficiência que fiquem em casa, e apoie e ajudem naquilo que for possível, para que elas se sintam bem, e passam ser bem tratadas. E todas as demais pessoas com morbidades, as pessoas que tem qualquer outro tipo de doença, devem, exceto aquelas que evidentemente estão hospitalizadas, devem ser tratadas e mantidas em casa. E peço também a consciência, o bom-senso daqueles que ocupam funções e cargos políticos no Brasil, para que reflitam mais uma vez, pensem nos brasileiros, pensem nas pessoas, respeitem as pessoas com mais idade, respeitem aqueles que queiram viver, respeitem aqueles que tem amor à vida, e compreendam que o mundo é feito de seres humanos, somente com a preservação de seres humanos poderemos ter consumo, poderemos ter economia ativa, sem pessoas, sem gente, sem seres humanos nós não teremos consumo, não teremos economia. Agora continua sendo a hora de proteger vidas. Muito obrigado, um bom dia a todos.