Coletiva - SP atinge 64,8 milhões de doses da vacina do Butantan entregues ao Ministério da Saúde 20210408

De Infogov São Paulo
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Coletiva - SP atinge 64,8 milhões de doses da vacina do Butantan entregues ao Ministério da Saúde 20210408

Local: Capital – Data: Agosto 04/08/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Aqui no Instituto Butantan. Primeiro a entrega e a operacionalidade de um contêiner que vocês já captaram as imagens, este contêiner tem tecnologia para identificação de variantes da Covid-19, e ele vai se mobilizar e ficar itinerante no interior do estado de São Paulo aonde o Instituto Butantan, a Universidade de São Paulo identificarem a necessidade de identificação de variantes do vírus. É o único do Brasil, único da América Latina com essa tecnologia para a identificação de variantes. Ele pode fazer 300 análises por dia e oferece o resultado no mesmo dia e no próprio local onde a necessidade dessa pesquisa, dessa análise for identificada. Mais detalhes Dimas Covas dará a vocês na sequência.

E, hoje, também a entrega de mais 2 milhões de doses da vacina do Butantan, agora são 65 milhões de doses da vacina do Butantan entregues para PNI, o Programa Nacional de Imunização, ou seja, o Ministério da Saúde, neste momento, tem 65 milhões de vacinas entregues pelo governo do estado de São Paulo, pelo Instituto Butantan para o braço de 65 milhões de brasileiros. E repetindo o que nós já havíamos dito várias vezes, até o dia 30 de agosto, nós teremos 100 milhões de doses da vacina do Butantan entregues para o Programa Nacional de Imunização. O Instituto Butantan segue fazendo as entregas conforme programado, todas as semanas, de maneira a dar continuidade e fluidez na utilização da vacina do Butantan, não apenas para São Paulo, mas também para todos os estados brasileiros. Não faltam vacinas do Butantan em nenhum estado, e aqui em São Paulo tampouco. As entregas estão sendo feitas sistematicamente pelo Instituto Butantan, e isso nos garante a evolução do programa de imunização pelo menos com esta vacina.

Aqui, ao meu lado, além do Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, temos também Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do Estado de São Paulo, e a Regiane de Paula, que é a nossa coordenadora do PEI, Programa Estadual de Imunização, e que também coordena, através do PEI, o Programa Nacional de Imunização aqui, em São Paulo.

Nós vamos agora às perguntas, começando com Guilherme Balza, da TV Globo, GloboNews. Balza, bom dia mais uma vez. Sua pergunta, por favor.

GUILHERME BALZA, REPÓRTER: Bom dia, governador. Bom dia a todos. Primeiro eu queria mais detalhes sobre o funcionamento desse contêiner, quais são os locais, o senhor disse que ele vai ser itinerante. Por onde que esse contêiner vai passar, como que ele funciona exatamente? E sobre a entrega das doses, a gente tem um mês para entregar 35 milhões de doses. Tem algum risco desse prazo não ser cumprido? Hoje chega uma quantidade também de insumos, né? Como é que está esse cronograma de chegada de insumos?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vou pedir ao nosso presidente do Instituto Butantan, o Dimas, para responder as duas perguntas. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Começando pela última, Guilherme, nós temos aqui em solo já 30 milhões de doses sendo produzidas. Além dessas 65 milhões que serão entregues hoje, com esses 2 milhões, temos mais 30 milhões de doses em processamento. Então, tudo indica que vamos terminar antes até do fim de agosto a entrega das 100 milhões de doses ao Ministério da Saúde. É assim que nós trabalhamos. Com relação ao contêiner, o contêiner é parte de uma estratégia ampla que envolve desde a realização dos testes de identificação do vírus, começou lá no ano passado com a realização de exames de PCR, foi criada uma rede no estado, uma rede que chegou a fazer aí até 20 mil testes por dia, hoje não está fazendo mais, porque a demanda diminuiu. E mais recentemente parte dessas amostras são genotipadas, elas têm a sua constituição genômica, o vírus tem a sua constituição genômica indeterminada exatamente para fazer a identificação da variante. Esse contêiner é exatamente isso, é uma unidade itinerante de alta complexidade para fazer a identificação de grande volume no local onde as variantes estão sendo identificadas. Então é um contêiner extremamente complexo do ponto de vista do que ele leva, dos equipamentos que ele leva, é um laboratório de sequenciamento completo, com capacidade de analisar 300 amostras por dia. Então identificando-se uma variante, no caso, nesse momento, a variante de preocupação é a variante Delta, nós estamos remetendo ele já, ainda esperamos que no dia de hoje, ou no máximo amanhã de manhã, para a cidade de Aparecida, ali na região de Taubaté, onde ela vai fazer uma ampla testagem. Então, com isso, nós temos aí os instrumentos para identificar rapidamente a variante, a sua importância epidemiológica na região e tomar as medidas que forem necessárias. Isso deve ser feito no estado inteiro, é um laboratório móvel, quer dizer, a mobilidade é muito rápida, nós podemos nos deslocar rapidamente. E, nesse sentido, trabalhar de forma muito efetiva no controle dessas variantes, o que é importante nesse momento.

GUILHERME BALZA, REPÓRTER: Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Guilherme Balza. Obrigado, Dimas. Vamos à segunda pergunta. Bruna Barbosa, da rádio e TV Bandeirantes, BandNews. Feliz porque vai ser vacinada hoje, né, Bruna? Bom dia.

BRUNA BARBOSA, REPÓRTER: Bom dia, governador. Bom dia a todos, um dia feliz. Tenho duas perguntas, Dr. Dimas, o senhor falar nessa questão de Aparecida, que esse contêiner vai para Aparecida. Logo depois, tem alguma já outra cidade, outros pontos que ele vai passar, ou isso vai seguir a demanda? E, governador, tem esse aumento da Delta, hoje já temos um número um pouquinho maior, 50 casos confirmados em São Paulo. Isso, de certa forma, muda a previsão de flexibilização ainda mais da quarentena a partir do dia 17 de agosto? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruna. Começando com o Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bom, com relação à Aparecida, porque lá é uma região de entrada, principalmente, com grande fluxo rodoviário com o estado do Rio de Janeiro, o estado do Rio de Janeiro com uma alta prevalência de variantes da Delta nesse momento. E nós queremos entender ali qual que é a distribuição em toda a região ali, região de Taubaté. Aparecida é uma cidade turística, que também recebe grande número de romeiros durante toda a semana, daí essa estratégia. Após Aparecida, ele poderá ser deslocado, e já existe aqui uma previsão para a região da Baixada Santista, que ali também é um problema, dada a chegada de navios com pessoas infectadas. Então, vamos também ali fazer uma ação muito rápida, na sequência de Aparecida.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. E, Bruna, em relação ao segundo tema, nós vamos falar sobre isso hoje na coletiva de imprensa, às 12h45. Espero que você possa estar lá conosco.

BRUNA BARBOSA, REPÓRTER: Só um spoiler, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Não tem, spoiler, tem informação completa hoje, às 12h45, na coletiva de imprensa, lá no Palácio dos Bandeirantes.

Vamos agora com a TV Cultura, Maria Manso. Bom dia, Maria.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Bom dia. Como vocês disseram, a Delta está muito forte no Rio de Janeiro, 45% dos casos já são de Delta na cidade, e é o único estado que está com aumento de mortes ainda por Covid. Além desses cuidados de testagem para o controle, essa situação não leva o governo a pensar em segurar um pouco a flexibilização, que vai aumentar principalmente a partir do dia 17 de agosto?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria, também vamos tratar desse assunto às 12h45 de hoje, na coletiva, mas vou pedir ao Dr. Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do Estado de São Paulo, que é médico infectologista do Instituto Emílio Ribas, para falar um pouco a esse respeito. Mas eu queria lembrar aqui que Rio é Rio, São Paulo é São Paulo. A circunstância do Rio não necessariamente se reproduz em São Paulo, e o que acontece em São Paulo não necessariamente se reproduz no Rio de Janeiro. São circunstâncias distintas no ponto de vista das regiões do país. O comportamento não é igual. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: O Estado de São Paulo sempre teve uma preocupação muito grande com as variantes, especialmente a variante Delta. Desde o início nós fizemos um rastreio de forma aleatória em várias amostras e o que trouxe essa resposta em termo de número de casos. Temos, portanto, esses 53 casos, que nós chamamos casos autóctones, casos adquiridos aqui no estado de São Paulo, e continuamos tendo todas as atenções e essa e a resposta que o Instituto Butantan, inclusive, faz para que nós possamos rastrear de uma forma muito mais rápida, muito mais célere as pessoas que vêm com seus resultados positivos. Essas pessoas que têm o seu resultado positivo, já têm amostra genômica mostrando se tratar ou não, da variante. E nós continuamos, além de prosseguir na vacinação, estamos hoje com 80% da população alvo vacinada ao menos com a primeira dose, 61% da população do estado de São Paulo vacinada com a primeira decorrência e o Estado de São Paulo, por um decreto do governador João Doria, elefante em a obrigatoriedade do uso de máscaras isso que faz com que São Paulo seja com uma forma bastante respeitosa em relação não só às variantes, mas também à nossa variante gama, é a mais prevalente. Hoje, ela corresponde a 97% de todos os casos. Estamos atentos, estamos vigilantes e tomando as medidas sanitárias cabíveis para que nós não tenhamos propagação do vírus no nosso meio.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Maria e também a nossa Bruna Barbosa, retomando o spoiler que você pediu. A melhor forma de nós combatermos as variantes, seja qual for a variante, é vacinar. E nesse sentido, eu faço um apelo aqui ao Ministério da Saúde, que entregue vacina para os estados. As vacinas AstraZeneca e Pfizer estão atrasadas, o ministério promete e não cumpre, nem prazo, nem os volumes, tem sido assim sistematicamente nos últimos três meses. Então, a melhor forma de garantir imunização para todos os brasileiros, seja no Rio de Janeiro, seja em qualquer outra parte do país é aplicar a segunda coeso, garantir a imunização plena dos brasileiros em qualquer parte do Brasil. Para isso, o Ministério da Saúde precisa entregar as vacinas, Pfizer e AstraZeneca para que a segunda dose seja aplicada em quem tomou a primeira dose. E nós podemos encurtar o período. Não é preciso atender 90 dias. A ciência, a medicina e o próprio laboratório fabricantes já indicam que o prazo pode ser bem menor, da Pfizer, 30 dias, não há necessidade de esperar 90 dias, mas, para isso, precisamos de vacinas. A única vacina que tem atendido a demanda completa para as duas doses no Brasil é a vacina do Butantan, que tem feito as entregas exatamente conforme o prometido e até antecipado a entrega de vacinas. Vamos agora para o Michael Mendes, da rádio Jovem Pan. Michael, bom dia.

MICHAEL MENDES, REPÓRTER: Bom dia, governador. Michael da TV Jovem Pan, tá?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Rádio e TV Jovem Pan.

MICHAEL MENDES, REPÓRTER: Governador, um assunto importante que é do interesse do senhor, por gentileza, queria que senhor respondesse. Ontem o presidente Bolsonaro, na saída do Palácio Alvorada, ele disse que mais uma vez ele trocou farpas do ministério Barroso sobre o voto impresso. O senhor já tem... o senhor sabe da opinião do senhor com relação a isso e ele disse que vai fazer mais um ato aqui em São Paulo, já tem um spoiler falando que vai ter um ato aqui em São Paulo na avenida a paulista com relação a elucidar, verificar mais uma vez que ele é a favor do voto impresso. E a gente sabe que quando tem voto impresso, tem manifestação aqui em São Paulo com relação a isso. O governo do estado gasta muito com segurança pública, na motociata vocês tinham divulgado mais de 1 milhão de gastos para mobilizar toda a força policial aqui do estado de São Paulo. E como que tem sido essa mobilização, esses recursos que estão sendo destinados para o deslocar esses policiais até o centro? E eu queria saber da opinião do senhor com relação ao voto impresso, essas trocas de farpas com o ministro Barroso e mais uma vez o governo do estado de São Paulo tendo que gostar com a segurança pública. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Michael, primeiro em relação ao voto impresso, não faz o menor sentido essa campanha do presidente Jair Bolsonaro. Ele foi eleito pelo voto da urna eletrônica. A urna eletrônica há 25 anos é utilizada no Brasil, com sucesso, com êxito e sem nenhuma violação. Ao longo desses anos, inclusive, o meu partido, PSDB, já na eleição onde Aécio Neves perdeu para a Dilma Rousseff, fez uma auditagem autorizada pelo Tribunal Superior Eleitoral das urnas, contratou auditores americano, auditores brasileiros e não identificou nenhuma possibilidade de violação e de erro advindo dos mecanismos que mantém a urna eletrônica no Brasil. Então, é uma perda de tempo, é uma bobagem e, sobretudo, condenável essas farpas dirigidas pelo presidente da República ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral. É desnecessário, é uma perda de tempo, nós certamente vamos seguir com as urnas eletrônicas e teremos eleições em 2022. Em relação às manifestações, aquelas que acontecem na Avenida Paulista ou em várias autorizadas pega Polícia Militar do estado de São Paulo, faz parte e é dever do governo do estado de São Paulo atender e garantir a proteção às pessoas que participam e garantir a tranquilidade dessas manifestações. E aí esse custo será sempre assumido pelo governo do estado de São Paulo. Agora, eu já determinei à Polícia Militar do estado de São Paulo, se o Sr. Presidente Bolsonaro voltar aqui para fazer motociata, ele vai ter que pagar, nós vamos cobrar do presidente da República pela mobilização para passeios de motocicleta. Não é obrigação do governo do estado de São Paulo fazer segurança de motociatas sem que o custo seja suportado por quem as organiza e as promove. As duas motociatas custaram 1 milhão e 400 mil reais de despesas de mobilização das forças de segurança do estado de São Paulo. Se for fazer outra, desde que peça autorização e desde que pague pelos custos, poderá fazê-lo, caso contrário, nós não permitiremos e, além disso, cobraremos qualquer despesa de renda de mobilização de Polícia Militar. Na Paulista, repito, ou em locais autorizados para manifestações, seja pró Bolsonaro, contra Bolsonaro, a favor ou contra vacina, a favor ou contra processo eleitoral, a garantia do estado será dado aos seus participantes para que haja tranquilidade e controle, mas fora disso não. E Bolsonaro continua insistindo em fazer aquilo que é inadequado. Ele poderia ter naquela motociata em Presidente Prudente parecido à reinauguração do Museu da Língua Portuguesa, era muito mais importante estar ao lado dos ex-presidentes da República Michele Temer, Fernando Henrique Cardoso, com os presidentes de Portugal, do Cabo Verde, na importância de um museu idiomático, o único do mundo que trata da língua portuguesa. Ao invés de estar ali representando o Governo Federal e apoiando a cultura nacional, preferiu fazer motociata e passear de motocicleta em Presidente Prudente. É isso, pessoal. Muito obrigado. Ah, não, o Dimas... pode falar Bruna.

BRUNA BARBOSA, REPÓRTER: Só uma dúvida, as segundas doses estão atrasadas da Pfizer e da AstraZeneca? [Ininteligível].

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Também na hora de coletiva, às 12h45, Bruna. Dois a zero. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Na verdade, governador, é só avisar os jornalistas que a seu pedido, na entrada, na outra portaria, a partir da hoje, chocolate e bolo, né? Estão lá, café, logo na entrada porque aqui não pode ter alimentação, mas lá pode. Então, está disponível. E fazendo um agradecimento ao Darren Jacob, que é o CEO da Precise Automation e do Jorge Araújo, que é o CEO da 'Locus', que são parceiros nossos ali na iniciativa do contêiner. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Obrigado, Jean. Obrigado a você, Ana. Nós estaremos às 12h45. Como vocês percebem temos temas importantes e significativos para tratar hoje, sempre temos, mas hoje em especial na coletiva às 12h45, lá no Palácio dos Bandeirantes. Pessoal, obrigado. Um bom dia para você. Até daqui a pouco. Se protejam, tá? Tchau, até já.