Coletiva - SP atinge 66,8 milhões de vacinas do Butantan entregues ao Ministério da Saúde 20210908

De Infogov São Paulo
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Coletiva - SP atinge 66,8 milhões de vacinas do Butantan entregues ao Ministério da Saúde |20210908

Local: Capital – Data: Agosto 09/08/2021

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, mais uma vez, bom dia a todos, obrigado pela presença. Neste ato, o governo do estado de São Paulo e o Instituto Butantan entregam mais 2 milhões de doses da vacina do Butantan para o PNI, o Programa Nacional de Imunização. O total até agora, 66.850.000 doses da vacina do Butantan entregues para o Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde. E volto aqui a reconfirmar que, até 31 de agosto, estaremos entregando a totalidade de 100 milhões de doses da vacina do Butantan para o PNI, Programa Nacional de Imunização. Aqui ao meu lado, Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo, também a Regiane de Paula, nossa coordenadora do PNI em São Paulo e também do Programa Estadual de Imunização. E o Reinaldo Sato, que é superintendente da Fundação Butantan. Hoje estamos sem a presença aqui do nosso Dimas Covas. O Dimas está em Ribeirão Preto, retornando agora pela manhã para São Paulo. Bem, vamos então às perguntas, começando com o Guilherme Balza, da TV Globo, GloboNews. Balza, bom dia, sua pergunta, por favor.

GUILHERME BALZA, REPÓRTER: Oi, governador, bom dia. Minha pergunta é sobre os estudos que seriam feitos em Serrana para ver a viabilidade de uma terceira dose da Coronavac. Queria saber em que pé está esse estudo. É um debate que tem que ser feito com cautela, porque a maior parte da população ainda não tomou nem a segunda dose, tem muita gente para tomar a primeira dose, mas o Chile já está recomendando uma dose da AstraZeneca de reforço para quem tomou as duas da Coronavac. Então queria saber em que pé que esta esse estudo, se ele já avançou, se ele já está sendo feito, porque acho que a última informação é que ele seria iniciado ainda. É isso.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Balza, eu vou pedir ao Reinaldo Sato, que é o superintendente da Fundação Butantan, para responder à sua pergunta. Sato, pode ficar aqui.

REINALDO SATO, SUPERINTENDENTE DA FUNDAÇÃO BUTANTAN: Bom dia a todos. O estudo ainda não começou, está sendo iniciado. Logo, logo, a gente vai ter os dados e a gente vai passar para vocês. Estamos aí tentando, da melhor forma possível, verificar isso, e logo que concluído a gente vai passar isso, ok?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Sato. Acho que vale um comentário do Dr. Jean Gorinchteyn ao Guilherme Balza. Como vocês sabem, Jean Gorinchteyn, além de secretário da Saúde, ele é médico infectologista do Emílio Ribas. Um pouco sobre a sua visão em relação ao tema, o fato do Chile ter adotado esta iniciativa, se isso necessariamente deveria ser adotado aqui, ou se varia de acordo com o país e com o comportamento da população.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: É importante que nós estejamos finalizando a nossa primeira fase de imunização. A nossa primeira fase de imunização em São Paulo, ela é crescente. Hoje, nós temos 83% da nossa população-alvo, aquela acima de 18 anos, imunizada com a primeira dose, 63% do total da nossa população, ao menos imunizada com a primeira dose, e apenas 23% com as duas doses. Portanto, precisamos imunizar, terminar esse processo vacinal, que São Paulo já tem essa celeridade, mas nós temos que analisar também o país, o Brasil. Precisamos de mais vacinas para contar e terminar esse processo, para, aí sim, começar uma segunda fase de imunização. Nós já discutimos que temos aqui em São Paulo o nosso Programa Estadual de Imunização, que se reúne todas as quintas-feiras, no período à noite, tem a presença do governador João Doria, do vice-governador Rodrigo Garcia, além de cientistas, médicos, membros do Centro de Contingência, que discutem, através de trabalhos científicos, qual será a melhor estratégia, se ela vai acontecer ou não e quando ela irá acontecer. São Paulo se baseia na ciência, nos dados da ciência, e toda a experiência de outros países está embasando as estratégias que São Paulo terá nessa segunda fase de imunização.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Balza, obrigado pela pergunta. Agora vamos à Gabriela Rangel, da Rádio CBN. Gabriela, bom dia, sua pergunta, por favor.

GABRIELA RANGEL, REPÓRTER: Bom dia, bom dia, governador, bom dia a todos. Nesse fim de semana, a prefeitura de São Paulo publicou um decreto que obriga os servidores municipais a se vacinarem. O governo do estado tem planos de fazer algo semelhante?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Gabriela, eu começo a responder e compartilho com o Dr. Jean Gorinchteyn. Nesse momento, ainda não. Nós estamos ainda... desejamos avançar ainda mais a vacinação, como estamos avançando. Daqui a pouquinho, nós vamos mostrar para vocês o vacinômetro de hoje, nós vamos virar 40 milhões de pessoas vacinadas aqui em São Paulo. Nossa opção neste momento é avançar a vacinação para todos, todos os cidadãos, todos os brasileiros, todos os paulistas, os estrangeiros que vivem aqui em São Paulo. Isso não significa que nós tenhamos qualquer censura em relação a essa decisão da prefeitura de São Paulo. Cada prefeitura, são 645 aqui no estado de São Paulo, tem o direito e podem fazer as suas opções, de acordo com as suas necessidades e com as suas avaliações locais.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE: O estado de São Paulo, especialmente, sempre lutou por vacinas. Foi o primeiro estado que vacinou, no dia 17 de janeiro, a primeira brasileira, Mônica Calazans, foi imunizada aos olhos de todo o mundo, não só todo o país. Era um momento de esperança. Hoje, nós temos as vacinas aí disponíveis, nós temos mais de 700 mil pessoas que não tomaram sequer a segunda dose. Nós precisamos que as pessoas tenham consciência. Alguns setores, bares e restaurantes, algumas prefeituras, como a própria prefeitura de São Paulo, estão fazendo com que as pessoas, obrigatoriamente, se imunizem, até para que retornem a seus serviços e saiam do serviço remoto, dos home office. O estado de São Paulo já fez, para todas as suas secretarias, a obrigatoriedade das pessoas retornarem aos seus postos de trabalho, presencialmente. Nós estamos voltando ao nosso novo normal, e não existe mais a alegação, salvo uma ou outra condição que justifique-se, no ponto de vista clínico, para que as pessoas não retornem. Então, a vacinação é a única forma que nós temos para retomar, de forma segura e responsável, todas as atividades. Portanto, nós apoiamos essas atitudes, inclusive da própria secretaria.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Gabriela, muito obrigado. Vamos agora à Manuela [ininteligível]. Pronunciei correto de novo? Acertei outra vez, né? Da CNN. Manuela, bom dia.

MANUELA, REPÓRTER: Bom dia, governador, bom dia a todos. Eu queria entender primeiro se todas as doses neste momento, que são referentes a esse contrato com o Ministério da Saúde, já estão aqui em São Paulo, já estão em posse do Instituto Butantan, ou ainda o Instituto depende da chegada de algum novo carregamento de IFA. E aproveitando a presença do secretário, queria saber se a gente tem alguma novidade sobre a entrega do restante das doses da Pfizer. A gente sabe que o secretário esteve em Brasília, então a gente queria entender: essas doses vão vir para cá? Isso pode influenciar aí um atraso na vacinação dos adolescentes? Como que está essa situação? Obrigada, gente.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Manuela, vamos então ao Butantan e ao secretário, pela ordem. Sato, a primeira pergunta, e o Jean a segunda, da Manuela.

REINALDO SATO, SUPERINTENDENTE DA FUNDAÇÃO BUTANTAN: Temos ainda carregamentos de IFA para chegar. Possivelmente, vai chegar em torno do dia 18 mais um carregamento de 4 mil litros, que deverá fazer mais 10 milhões de doses. Então, ainda não chegou tudo, mas está prestes a chegar, tá bom? Dentro do prazo de 31 de agosto, que a gente vai entregar todas as doses para o Ministério, tá bom?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Sato. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Na sexta-feira, a pedido do governador João Doria, estive em Brasília, conversando com o ministro Marcelo Queiroga e expondo a indignação do governo do estado de São Paulo, da Secretaria de Estado da Saúde e da nossa população pelo fato de nós termos sido surpreendidos com o aporte a menor de 50% do total de doses. Foram 228 mil doses que deixaram de chegar a São Paulo. Naquele momento, além de uma conversa pessoal, conversamos também com equipe técnica do Ministério, e havia uma discordância, tanto da nossa Secretaria, sob a coordenação da Dra. Regiane de Paula, que, impecavelmente faz todos os cálculos, de forma milimétrica. Portanto, esses dados não batiam, as documentações não se consolidaram. Então, São Paulo não entende o seu débito com o país. Muito pelo contrário, estamos tendo a preocupação de antecipar o carregamento que nós teríamos contratualizado com o Ministério, ao invés do dia 30 de setembro, passou 30 dias antes, para 31 de agosto. Então, nós queremos as 228 mil doses que deixaram de ser aportadas. Uma dose de vacina, uma vacina apenas já é a diferença entre a vida e a morte. Então, nós vamos lutar por 228 mil doses da vacina. Nós ainda estamos em negociação. Ao longo de todo o final de semana, fizemos tratativa, tanto com o ministro Marcelo Queiroga, tanto com seu secretário executivo, Rodrigo Cruz. Estamos chegando a acordo, mas, se nós não tivermos essas 228 mil doses, infelizmente, teremos que tomar a Justiça como forma de discutir esta injustiça.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Manuela, muito obrigado. Vamos agora à última intervenção, é da Ana Bottallo, da Folha de São Paulo. Ana, mais uma vez, bom dia. Sua pergunta, por favor.

ANA BOTTALLO, REPÓRTER: Bom dia, governador, bom dia, secretário Jean. A minha pergunta é a seguinte: com a chegada da Delta, muitos especialistas têm dito que uma única dose não é suficiente para conter essa nova variante, que é mais contagiosa e também tem uma certa capacidade de escapar da resposta imune. Nesse sentido, não haveria a previsão de antecipação da segunda dose das pessoas que receberam AstraZeneca e Pfizer no estado de São Paulo? E para concluir então, será que teriam doses suficientes para fazer a segunda dose dessas pessoas, que ainda não completaram a sua imunização, e vacinar os adolescentes a partir do dia 18 de agosto? Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ana, três vão responder a sua pergunta. Eu começo a responder, depois um infectologista, ninguém melhor que um médico infectologista, e terminamos com a Dra. Regiane. Apenas a dizer a você, em relação à AstraZeneca e Pfizer, nós precisamos da vacina, poder vacinar, e isso compete ao Governo Federal, ao Ministério da Saúde. Quanto mais rápido entregarem as vacinas para São Paulo e para os demais estados, mais rapidamente poderemos proceder à imunização. No caso da Pfizer, com certeza absoluta, podemos reduzir o prazo, tendo vacinas. A bula, a indicação do laboratório permite isso, até a vacinação a 30 dias, entre a primeira e a segunda dose. Mas precisamos da vacina. Agora Jean Gorinchteyn, terminamos com a Regiane.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Para que nós estejamos considerando uma pessoa devidamente imunizada, ela precisa receber realmente as duas vacinas. Nós temos 40 milhões de doses das vacinas distribuídas aqui no estado de São Paulo, como disse, 83% com primeira dose, daquele público-alvo, e nós temos 24,9% daqueles todos que receberam o imunizante, com o esquema vacinal completo. Nós sabemos que nós precisamos muito mais. Para progredir, nós precisamos de doses de vacina, e é exatamente por isso a nossa sensação de constrangimento quando nós tivemos um aporte menor de doses da vacina. Portanto, toda a nossa previsibilidade, o nosso planejamento, passa a estar comprometido. Precisamos de vacinas, quanto mais doses de vacina, mais rápido progrediremos para a segunda dose e também avaliaremos de forma muito breve reduzir esse intervalo que tem sido, até então, de 12 semanas.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PLANO ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Bom dia, governador, bom dia a todos e todas. Veja, Ana, novamente, para que a gente possa antecipar a segunda dose, precisamos de vacinas, né? Seja ela da AstraZeneca, seja ela da Pfizer. Nós precisamos então que essas vacinas sejam disponibilizadas pelo Ministério da Saúde. Então nesse momento qual é a prioridade do governo do estado de São Paulo e a sua missão? É completar o esquema vacinal com D1, fazer a D2 e, para isso, a gente precisa de agilidade. De quem? Ministério da Saúde, Programa Nacional de Imunização. Se recebermos mais vacinas... E vale aqui ressaltar, o estado de São Paulo e todos os 645 municípios, ele tem a capacidade, com o seu planejamento, de entregar as doses em 24 horas, e toda a rede pode fazer, por dia, mais de 1 milhão de doses. Se tivermos vacinas, assim procederemos. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Eu vou mostrar para vocês agora o Vacinômetro, os dados atuais. Pronto. Nós temos neste exato momento... Nós estamos iniciando agora, às 8h da manhã, a vacinação em todo o estado de São Paulo. Daqui a pouquinho, nós vamos ultrapassar 40 milhões de brasileiros de São Paulo, de paulistas com a vacina no braço. Nesse momento, temos 39.970.476 pessoas vacinadas aqui em São Paulo, é o maior número absoluto de pessoas vacinadas com a primeira dose em todo o Brasil, um número superior à população da Argentina, à população da Colômbia... Ah, desculpa, obrigado por ter avisado, agora já deu. Então vamos lá. Expectativa é que, até as 11h da manhã, já tenhamos ultrapassado 40 milhões de pessoas com a primeira dose. Isto hoje, neste exato momento, são 83,70% de maiores de 18 anos com a primeira dose, 63,83% da população de São Paulo, com pelo menos uma dose da vacina já no braço, e 24,92% da população com o processo vacinal completo em São Paulo. Até o final do dia, certamente nós estaremos com 85% da população com mais de 18 anos com a primeira dose, 65% da população com pelo menos uma dose no total, e 25% da população de São Paulo com o esquema vacinal completo. E seguimos vacinando, que, aliás, é o nosso dever, a nossa obrigação, e o que a população espera: vacina, vacina e vacina. É a vacina que protege, é a vacina que salva. Pessoal, muito bom dia a todos, muito obrigado pela presença. Nós veremos na quarta-feira, na coletiva de imprensa. Obrigado, fiquem bem.