Coletiva - SP atinge 74,8 milhões de doses da vacina do Butantan entregues ao Ministério da Saúde 20211808

De Infogov São Paulo
Revisão de 09h01min de 19 de agosto de 2021 por Fincatibianca (discussão | contribs) (Criou página com ''''Coletiva - SP atinge 74,8 milhões de doses da vacina do Butantan entregues ao Ministério da Saúde 20211808''' '''Local: Capital – Data: [http://infogov.imprensaof...')
(dif) ← Edição anterior | Revisão atual (dif) | Versão posterior → (dif)
Ir para navegação Ir para pesquisar

Coletiva - SP atinge 74,8 milhões de doses da vacina do Butantan entregues ao Ministério da Saúde 20211808

Local: Capital – Data: Agosto 18/08/2021

Soundcloud

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Mais uma vez, bom dia. Hoje estamos entregando mais 2 milhões de doses da vacina do Butantan, para o Programa Nacional de Imunizações, agora entregues 74,850 milhões de doses da vacina do Butantan. Repetindo, hoje estamos entregando 2 milhões de doses da vacina do Butantan, para o Programa Nacional de Imunizações - PNI, e agora totalizando a entrega de 75,850 milhões de doses da vacina do Butantan. Para o braço dos brasileiros. Hoje à noite um voo vindo da China vai entregar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, mais 4 mil litros de insumos, o que equivale a mais 7 milhões de doses da vacina. E seguimos dentro do cronograma para entrega até 31 de agosto, de 100 milhões de doses da vacina do Butantan, que é exatamente o contrato firmado com o Ministério da Saúde, de maneira que estamos antecipando em 30 dias o prazo estabelecido pelo contrato para entrega das vacinas. Aqui ao meu lado, Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde. E a Regiane de Paula, que é a nossa coordenadora do PEI - Programa Estadual de Imunização, aliás, nossa aniversariante dessa semana. Regiane, parabéns. Nós temos três perguntas, começado pela Folha de São Paulo, depois a CNN, e finalizando com a TV Globo. Ana Botalo, bom dia, mais uma vez, sua pergunta, por favor.

ANA BOTALO, REPÓRTER: Bom dia, governador. Bom dia, doutor Dimas, doutor Jean, doutora Regiane. A gente tem visto que a delta está causando um estrago fora do país, mesmo em lugares com a vacinação avançada, tem novos casos e internações acontecendo mesmo em pessoas que já receberam as duas doses. Como a gente viu que ontem foi divulgado um relatório que ela já é predominante no país, em alguns estados como o Rio de Janeiro, já passando 66%, eu gostaria de saber nesse sentido qual que é a avaliação de vocês de uma nova estratégia para começar a dose de reforço em pessoas imunossuprimidas, nos mais vulneráveis, nos idosos, ao mesmo tempo que hoje começa a vacinação nos adolescentes de 12 a 17 anos? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Ana, vou pedir ao médico infectologista e secretário da Saúde do estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn, para responder a sua pergunta. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: O estado de São Paulo sempre teve uma preocupação muito grande com a delta, antes dela ser identificada no nosso meio, nós temos já identificadas 231 amostras, daquelas que vieram positivas para o PCR, foram sequenciadas, várias delas de forma aleatória. Nós temos 151 delas aqui na capital de São Paulo, e estamos atentos. O Instituto Butantan inclusive tem um laboratório itinerante, com a possibilidade de nós fazermos o rastreio de mais de 300 amostras de análise genética desses vírus, no sentido de se dar o retorno para nós sabermos se são correspondentes de variante delta ou não. Ao mesmo tempo avaliando todas as questões relacionadas à ocupação de leitos de UTI, número de casos. Nós estamos tendo ainda decrescência de número de casos, de internações e mortes na faixa de 8% de forma semanal. Temos hoje 42% de ocupação de leitos de UTI em todo o estado, 41% no interior, mostrando que estamos de alguma forma controlados. Mas o que se assiste lá fora é que existe uma diferença entre o processo de vacinação e a obrigatoriedade do uso de máscara, por decreto do governador João Doria, a obrigatoriedade da máscara se manteve e se mantém, isso de alguma forma acaba sendo um fator limitante de uma exposição ainda muito mais intensa. Volto a dizer, se eu tenho 151 casos aqui, autóctones, no município de São Paulo, isso significaria que nós teríamos muito mais casos, e, na verdade, isso não impactou nas nossas internações. Além do que o processo de vacinação bastante acelerado. Nós temos 45,500 milhões de doses de vacinas distribuídas, são 93% do nosso público-alvo, acima de 18 anos, vacinado ao menos com a primeira dose, 71% da nossa população vacinada, em todas as faixas etárias, e 30% com a vacinação completa. Portanto, nós precisamos dar celeridade nesse momento ao nosso processo de vacinação, para que dessa forma, assim como os estudos de Serrana mostraram, para que possamos controlar a pandemia ainda mais, inclusive a própria variante delta.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado... Ah, sim.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Todas as avaliações estão sendo feitas às quintas-feiras, nós temos o nosso encontro do PEI - Programa Estadual de Imunização, que é liderado tanto pelo governador João Doria, o vice-governador Rodrigo Garcia, e nós temos cientistas que fazem parte, membros do centro científico, Butantan, médicos, tanto infectologistas, imunologistas, pediatras. E com isso estamos avaliando as estratégias que tomaremos nas próximas semanas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Ana, um readline para você, até 31 de dezembro as máscaras serão obrigatórias aqui em São Paulo, então até 31 de dezembro o uso de máscaras em São Paulo será obrigatório, ao longo do mês de dezembro vamos avaliar a necessidade ou não de expandir isso para janeiro. Mas até 31 de dezembro o uso de máscara no estado de São Paulo será obrigatório, e mediante lei, inclusive, é lei, e os que circunstancialmente não obedecerem, serão passiveis de multas, inclusive estabelecimentos comerciais que aceitarem clientes ou permitirem que funcionários não usem máscaras, estarão passiveis de multa. A máscara protege, como acaba de mencionar o secretário da Saúde, e ela protege contra todos os tipos de vírus, especialmente de COVID-19, mesmo nas novas variantes. Agora vamos com a Manuela Niclevicz. Acertei? Da CNN. Manuela, bom dia.

MANUELA NICLEVICZ, REPÓRTER: Bom dia, governador. Bom dia, a todos. Aproveitando o gancho da pergunta da colega, eu queria repercutir um pouco mais sobre terceira dose ou dose de reforço. Ontem o senhor inclusive deu uma entrevista a nós da CNN, falou que estão avaliando essa situação, acompanhando os estudos. Mas São Paulo já confirmou que a partir do ano que vem começa um novo ciclo vacinal aí, com desse de reforço, a gente até aprendeu com o secretário que é o booster vacinal. Eu queria saber se está em pauta entre o governo aí de São Paulo, a antecipação dessas doses de reforço? Porque muitos especialistas têm defendido que, de repente uma dose de reforço para a população mais vulnerável chega a ser mais importante do que vacinar crianças e adolescentes. Então se de repente a Coronavac for aprovada para crianças e adolescentes, antecipar a vacinação das crianças, e já conseguir trazer essa dose de reforço para esse ano, ou isso não está em pauta? Vai ser no ano que vem mesmo? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Manuela. Eu vou pedir para atender à sua pergunta, a Regiane de Paula, para responder, e o doutor Dimas Covas, dado o fato de que a Coronavac foi apresentada à ANVISA para ser avaliada, e circunstancialmente aprovada para a imunização de adolescentes e crianças. Então, Regiane.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia, governador. Bom dia, a todos e todas. Manuela, nós estamos avaliando, quando a gente fala em uma antecipação, a gente fala em um volume de vacinação muito grande. Há especialistas que dizem que é muito importante você antecipar uma dose, há outros que dizem que é muito importante você completar o esquema vacinal e vacinar a população de uma forma muito mais intensa. Então nesse momento a gente está avaliando nessa reunião de quinta-feira, temos um grupo muito sólido trabalhando conosco, de cientistas, e junto a gente está avaliando. Mas precisamos ainda chegar a um consenso, para que a gente possa levar, como PEI - Programa Estadual de Imunização, o governo do estado de São Paulo, com o secretário, com o governador, da melhor maneira à população, o esquema vacinal, completar a cobertura vacinal, D1 e D2, e aí novas estratégias podem ser sugeridas. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Manuela, com relação ao uso em crianças e adolescentes, o Butantan protocolou na ANVISA há 15 dais o processo, o processo foi analisado já pela área técnica, e ele deve entrar em discussão pela diretoria colegiada, as informações preliminares pode ser que isso aconteça ainda amanhã, durante a pauta da diretoria colegiada amanhã. Então nós aguardamos aí uma manifestação, obviamente que nós esperamos que seja positiva, e aí isso permitirá a abertura das faixas etárias de 13 a 17 anos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. E encerrando a coletiva dessa manhã, Gabriel Prado. Gabriel, bom dia.

GABRIEL PRADO, REPÓRTER: Bom dia, governador. Bom dia, a todos. O Supremo Tribunal Federal acatou o pedido de vocês e vai obrigar o ministério a voltar a entregar 22% das cotas de Pfizer, só que isso não foi feito no começo de agosto, eles entregaram metade, vocês vão tentar reaver, acho que essa remessa é de 228 mil doses, sim ou não? E como que vocês vão lidar com isso? Dessas 228 mil faltantes?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Gabriel, o Supremo Tribunal Federal, através do ministro Ricardo Lewandowisk, fez um despacho liminar, primeiro protegendo o pacto federativo, e federalização na distribuição das vacinas, isso atende São Paulo e atende os outros 26 estados do país, é uma decisão soberana, correta, democrática, e ao mesmo tempo que protege a Constituição feita pelo ministro Ricardo Lewandowisk. E determina também o Ministério da Saúde, que entregue as 228 mil doses da vacina da Pfizer, que foram equivocadamente confiscadas, e o Ministério da Saúde deve fazê-lo imediatamente. Hoje pela manhã falei com o secretário executivo da Saúde, que trabalha com o doutor Jean Gorinchteyn, Eduardo Ribeiro, para que ele solicite a entrega imediata das 228 mil doses da vacina da Pfizer, para que possamos seguir no programa de imunização, completando a segunda dose da vacina da Pfizer, os que tomaram a primeira dose. Eu imagino que o Ministério da Saúde tenha juízo em obedecer ao Supremo Tribunal Federal. É isso. Pois não.

GABRIEL PRADO, REPÓRTER: Vai entregar ou não falou nada?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não, eu falei com ele hoje de manhã, agora são 8h25min da manhã.

GABRIEL PRADO, REPÓRTER: Ele não deu uma resposta com prontidão, só ouviu e não falou nada?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Quem?

GABRIEL PRADO, REPÓRTER: O Eduardo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não, o Eduardo Ribeiro é o nosso secretário executivo da Secretaria de Saúde.

GABRIEL PRADO, REPÓRTER: Perdão, o Ministério da Saúde não se manifestou?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Terá que se manifestar, não é nem questão de manifestação, é questão de entregar a vacina, se você desobedecer ao Supremo é crime, o ministro da Saúde, ou qualquer outro funcionário público que desobedecer uma instrução do Supremo, isso não é apenas um ato de rebeldia, é crime, passível de prisão, inclusive. Eu não tenho a menor dúvida que o Ministério da Saúde vai cumprir essa determinação. Assim como o Ministério da Saúde agora compreende, por determinação do Supremo, que tem que obedecer ao pacto federativo, não apenas no respeito a São Paulo, na proporcionalidade que nos cabe, como também aos demais estados brasileiros. Obrigado, Gabriel. Estaremos juntos daqui a pouquinho, na coletiva, às 12h45min. Um bom dia, a todos vocês. Fiquem bem, fiquem protegidos. Obrigado, pessoal.