Coletiva - SP atinge 82,8 milhões de doses da vacina do Butantan entregues ao Ministério da Saúde 20212508

De Infogov São Paulo
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Coletiva - SP atinge 82,8 milhões de doses da vacina do Butantan entregues ao Ministério da Saúde 20212508

Local: Capital – Data: Agosto 25/08/2021

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia mais uma vez. Nesta quarta-feira, o Instituto Butantan está entregando mais 4 milhões de doses da Coronavac, da vacina do Butantan, para o Programa Nacional de Imunização, para o braço de mais 4 milhões de brasileiros. Com esta entrega, totalizam-se 82.850.000 doses da vacina do Butantan. Repetindo: Com as 4 milhões de doses que estamos entregando hoje totalizam-se 82.850.000 doses da vacina do Butantan, para o programa nacional de imunização. Seguimos, portanto, atendendo a demanda de todo o Brasil e permitindo que mais brasileiros sejam vacinados. Hoje, na coletiva, perguntarão a Rádio CBN, a TV Globo, GloboNews, a Folha de São Paulo e a TV Cultura. Começando com a Gabriela Rangel, da CBN. Gabriela, bem-vinda, bom dia.

GABRIELA RANGEL, REPÓRTER: Obrigada, governador, bom dia a todos. Gostaria de falar sobre a questão dos idosos. Hoje saiu mais um estudo da Secretaria Estadual do Rio de Janeiro, mostrando um aumento de internações e também de mortes com idosos que completaram o esquema vacinal. É um estudo que ainda está em andamento, da secretaria estadual, e eles associam isso com todas as vacinas, então não é algo associado à Coronavac, é com as vacinas no geral. E eu queria saber se a Secretaria Estadual de Saúde faz algum tipo de levantamento, principalmente por causa desses alertas que estão vindo do Rio, tanto da prefeitura quanto do estado, sendo que a delta lá já está mais disseminada. E diante disso, se o Butantan também tem algum planejamento, já que alguns estados estão pedindo por essa terceira dose.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Gabriela, nós temos... Sobre a terceira dose, amanhã nós temos a reunião do PEI, o programa estadual de imunização, do qual fazem parte o Dr. Dimas Covas, aqui ao meu lado, o Dr. Jean Gorinchteyn e a Dra. Regiane, assim como vários outros cientistas, médicos, e também os dois coordenadores do Centro de Contingência: Dr. Paulo Menezes e Dr. João Gabardo. Em relação a São Paulo, essa decisão será tomada amanhã, como é a pauta principal da reunião do PEI, programa estadual de imunização. Em relação à demanda feita ao Dimas Covas, passo para o Dimas. E provavelmente, tendo essa decisão amanhã, nós anunciaremos na sexta-feira a nossa decisão, ok?

GABRIELA RANGEL, REPÓRTER: E tem algum estudo?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Perdão?

GABRIELA RANGEL, REPÓRTER: Tem algum estudo dessa população mais idosa, de como que está--

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tem, e é isso que será debatido e apresentado. Todas as decisões relativas à vacinação são previamente discutidas com agora o Comitê Científico e, na sequência com o PEI, este grupo do PEI, que são cerca de 40 pessoas, que se reúnem todas as quartas-feiras... Perdão, todas as quintas-feiras, e aí as decisões são tomadas. E provavelmente serão anunciadas na sexta-feira desta semana. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bem, o Butantan se prepara para uma eventualidade de uso de uma terceira dose. Nós temos em curso, além dessas 54 milhões a serem entregues ao Ministério, mais 26 milhões de doses em processamento. Algumas já para chegar da China, na forma de matéria prima, outra, produto acabado. Agora, é importante citar que os dados que estão sendo discutidos em nível mundial, eles se referem especificamente à introdução nos países onde a variante delta foi introduzida. Então nos Estados Unidos, por exemplo, 75% dos casos, 75% dos casos internados são indivíduos acima de 60 anos, com vacinação. Então, a variante delta realmente preocupa, mas ainda não é a nossa realidade. Quer dizer, os casos no Brasil ainda continuam caindo, as internações caindo e os óbitos mais ou menos estáveis nessa última semana. Então, se eventualmente vier a prevalecer a variante delta, no momento em que isso acontecer, essa situação terá que ser enfrentada. O Butantan está preparado para, sim, fornecer a terceira dose.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas, Gabriela, obrigado. Vamos agora com Guilherme Balza, da TV Globo, GloboNews. Guilherme, mais uma vez, bom dia.

GUILHERME BALZA, REPÓRTER: Bom dia, governador, bom dia a todos. A minha pergunta é sobre o evento-teste que vai ter agora, dia 5, Brasil e Argentina, pelas eliminatórias. A ideia do senhor era fazer um evento-teste com um público em estádio de futebol só no mês de novembro. No entanto, já vai acontecer em setembro, não vai ser preciso apresentar comprovante de vacinação. Queria entender por que houve essa mudança no entendimento? Por que houve essa mudança? O senhor foi voto vencido, mudou de ideia? Explicar essa decisão. E eu queria reforçar também a pergunta sobre a terceira dose. Como é que fica no caso de uma eventualidade, que o Dimas citou, de aplicar a terceira dose, de se antecipar a aplicação dessa dose de reforço, como é que ficam os contratos com os estados? O governo está negociando com seis estados, acredito, não é? Como é que fica essa situação? É isso.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, vou dividir com o Jean Gorinchteyn, nosso secretário da Saúde. Mas apenas um esclarecimento inicial, Balza. Este evento do futebol é um dos 30 eventos-teste que o governo do estado de São Paulo aprovou, e que nós anunciamos inclusive em coletiva de imprensa. Não se trata daquilo que vai acontecer a partir de 1 de novembro, e sim é um dos 30 eventos-teste, como foi aquele evento que fizemos no Centro de Exposições e Convenções, em Santos, voltado para o mercado de eventos, feiras, convenções e congressos. Portanto, ele nada tem a ver com as decisões a partir de 1 de novembro. É um evento-teste que está sendo qualificado como tal, dentro daqueles 30 eventos em diferentes áreas de atuação, e agora chegou a vez do futebol. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: O evento que vai acontecer agora no dia 5 é um dos eventos-teste e, dentro desse evento-teste, nós chamamos eventos seguros. Nós temos uma reunião, que acontecerá entre hoje e amanhã, definindo quais serão os pontos a serem tomados. Como eu disse, são eventos-teste em condições seguras, portanto, nós vamos determinar, através dessa reunião, todas as estratégias que serão necessárias, tanto de testes, solicitações de vacina, percentual de público, assim como cuidados em relação à venda de alimentos. Isso tudo trará para aqueles que ali estiverem uma segurança. Nós precisamos ter essa resposta de como nos comportaremos em novembro. Por isso, nos antecipando, criando um ambiente seguro, que não exponha todos aqueles que estiverem ali, sejam trabalhando, sejam assistindo o próprio evento.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Jean. Vamos agora, Ana Bottallo, da Folha de São Paulo. Obrigado, Guilherme, perdão. Ana, mais uma vez, bom dia.

ANA BOTTALLO, REPÓRTER: Bom dia, governador, bom dia, Dr. Dimas, Dr. Jean, Regiane. Eu gostaria de voltar ao assunto da terceira dose. Na última segunda-feira, foi publicado um estudo, ainda em formato de preprint, isso quer dizer que vai ser avaliado por pares, de pesquisadores do Incor e da USP. A pesquisa foi financiada inclusive pela Fapesp, que a gente sabe que é muito valorizada aqui no estado de São Paulo, e indicou que a proteção conferida pela Coronavac em pessoas acima de 55 anos é menor do que aquela observada inclusive em pessoas recuperadas da Covid, que tiveram infecção no passado e se recuperaram. Eu gostaria então de voltar a essa questão. Isso aponta, essa pesquisa é mais um indicativo da necessidade de uma dose de reforço nas pessoas acima de 60 anos. E eu gostaria de saber se não está muito tarde começar essa discussão somente amanhã, se vocês não poderiam já discutir isso hoje, ou se já não vem sendo discutido desde a última reunião, na semana passada? Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Ana. Eu vou dividir a resposta com o Dr. Dimas e o Dr. Jean Gorinchteyn, mas apenas esclarecendo você, o Comitê Científico já discutiu esse assunto, na reunião no final da semana passada, ontem eu participei de um almoço com o Comitê Científico, um dos temas foi esse, e amanhã o que se combinou é a validação do posicionamento desse Comitê Científico no PEI, no programa, no grupo do PEI, no comitê do PEI, que é o programa estadual de imunização. Portanto, essa avaliação já foi feita pelo Comitê Científico. Ontem, eu fui comunicado sobre essa decisão, num almoço com os membros, estavam todos presentes, e foi tomada a decisão de validar isso amanhã no comitê do PEI. E aí, o anúncio será feito nesta sexta-feira. Portanto, está dentro de um ritmo acelerado, uma decisão ainda esta semana. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Ana, nível de anticorpos, ele cai com o tempo em todas as vacinas, não é só com a vacina de Covid, e especificamente com a vacina de Covid, para todas as vacinas que estão sendo usadas no mundo. Então, isso é um ponto que não se discute. O que se discute é o nível de proteção necessário para enfrentar a infecção e o que nós chamamos de correlatos de proteção. Esses correlatos, até esse momento, não são claros. Então, mesmo que caia o nível de anticorpos, os dados que nós temos de vários lugares do mundo mostram que isso não interferiu na eficiência da vacina, inclusive dados aqui do Brasil, e dados recentes da China já com a variante delta. Então veja, isso acontece, é normal, é esperado. Nos indivíduos idosos, além de ter a queda, eles têm o chamado fenômeno da imunossenescência, quer dizer, o seu sistema imunológico não funciona de forma adequada. Então, para todas as vacinas, eles têm uma resposta menor, isso também já é bastante conhecido. A grande questão, quer dizer, como eu já mencionei, é o desafio da variante delta, quer dizer, essa, de fato, apresenta um escape vacinal, com todas as vacinas. Nós precisamos determinar qual é o alcance desse escape vacinal, para poder agir. Sem dúvida nenhuma, a terceira dose tem que ser considerada, mas temos que considerar também que existe ainda uma faixa grande da população que só recebeu uma dose. Então, é preciso colocar na balança e ver qual é a urgência do momento. Nós temos que completar a segunda dose, na minha opinião, essa é a posição da Organização Mundial de Saúde, e eventualmente começar a vacinação de grupos por idade, começando dos mais idosos e progressivamente para as idades menores.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Nós estamos num momento pandêmico de atenção. Nós temos hoje no estado de São Paulo detectada, das amostras detectadas, 266 são da variante delta. Portanto, nós ainda temos a prevalência da variante gama, P1, que é exatamente correspondente a 97% daquilo que nós temos. E todas as internações, sejam nas UTIs, sejam nas enfermarias, têm descenso, nós estamos com 38% de ocupação nas UTIs do estado e 37% na grande São Paulo, onde se inclui o município de São Paulo, onde, só no município de São Paulo, temos 175 amostras delta aqui circulando. Portanto, ela não é impactante nesse momento, mas nós temos atenção, nós temos a vigilância. Por isso, a nossa preocupação no que tange a ter doses e quantitativos de doses, inclusive, para antecipar a segunda dose. Nós já vimos que a antecipação de segunda dose é o melhor momento, a melhor forma que nós temos para a proteção da nossa população de forma geral, e entendemos que pacientes idosos e pacientes com imunodepressão, por doenças que causem imunodepressão, são aqueles que têm uma taxa de anticorpos menor. Por isso, nós dizemos terceira dose para esses, e não é um reforço, é a terceira dose. É isso que nós estamos discutindo dentro do nosso Comitê Científico. Essa discussão já veio acontecendo há várias semanas e temos que nos antecipar. Estamos fazendo isso no momento correto, mas lembrando: para nós fazermos todas essas estratégias, nós precisamos vacinas. Nós não podemos ter nenhuma dose de vacina sendo retida por ninguém, muito menos pelo próprio Ministério da Saúde.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean, obrigado, Ana. Vamos agora à última pergunta, Maria Manso, TV Cultura. Mais uma vez, bom dia, Maria.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Bom dia. Já que esgotamos o assunto terceira dose, vamos falar um pouquinho sobre a reunião dos governadores que aconteceu na última quarta-feira? Já há informações de bastidor que o presidente Jair Bolsonaro pode ignorar o convite que os governadores fizeram para uma reunião. A partir disso, se isso se concretizar, qual vai ser a conduta dos governadores, pelo que o senhor entendeu ali da reunião? E qual o nível de preocupação com um possível motim entre as polícias militares e o próximo 7 de setembro? Por favor.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, começando pela segunda pergunta. Aqui em São Paulo não há e não haverá motim algum. Nós teremos as manifestações no dia 7 de setembro e no dia 12 de setembro: 7 de setembro, daqueles que apoiam Jair Bolsonaro. Dia 12 de setembro, aqueles que são contra Jair Bolsonaro. Nós não vamos ter manifestações contrárias no mesmo dia, na mesma data, pela razão óbvia de que nós não queremos estimular confrontos entre posições distintas. E não há a menor possibilidade de motim, não há, não houve, não haverá. Pelo menos da Polícia Militar de São Paulo, nenhum. Com relação a essa manifestação que foi feita ontem, extraoficialmente, vamos aguardar a resposta ao ofício que foi encaminhado pelos governadores ao presidente da República, para que ele possa formalmente responder, se ele deseja fazer a reunião com os governadores ou se ele declina da reunião com os governadores. A partir do momento que houver essa resposta formalizada, nós vamos nos reunir novamente, os governadores e a governadora, nós temos 26 governadores e uma governadora, e tomar a decisão a partir dessa manifestação do Palácio do Planalto. Mas antes, vamos aguardar que ela seja formalizada oficialmente, como foi formalizada a solicitação para que a audiência fosse feita, com todos os governadores. Obrigado, Maria, e obrigado a todos vocês, Guilherme, Gabriela, Ana, os demais. Estaremos juntos na coletiva de imprensa daqui a pouquinho, no Palácio dos Bandeirantes. Meus colegas cinegrafistas, fotógrafos, muito obrigado. Bom dia para vocês e até daqui a pouco, obrigado.