Coletiva - SP atinge hoje 50% da população adulta com ciclo vacinal completo contra a COVID-19 20210109

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Coletiva - SP atinge hoje 50% da população adulta com ciclo vacinal completo contra a COVID-19 20210109

Local: Capital – Data: Setembro 01/09/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Pessoal, boa tarde. Muito obrigado, pela presença de todos nessa nova coletiva de imprensa, aqui no Palácio dos Bandeirantes, cuja o tema principal é a vacinação, a imunização o estado de São Paulo. Temos boas notícias, novas e boas notícias sobre esse tema. Primeira boa notícia, o governo do estado de São Paulo apresenta o calendário de vacinação adicional para as pessoas acima de 60 anos. A partir da próxima segunda-feira, dia 6 de setembro, o estado de São Paulo inicia a aplicação de uma dose adicional da vacina para pessoas acima de 60 anos, e também em todos os imunossuprimidos maiores de 18 anos de idade. A vacinação de quem tem entre 60 e 69 anos é um diferencial do estado de São Paulo, e uma decisão do governo do estado de São Paulo, fundamentado na decisão também do nosso comitê científico, diferente daquilo que o Governo Federal decidiu, acima de 70 anos, São Paulo decidiu fazer essa dose adicional para pessoas acima de 60 anos. No total, receberão doses adicionais da vacina 7,200 milhões de pessoas, 7,200 milhões de pessoas. A nossa coordenadora do PEI - Programa Estadual de Imunização, aqui ao meu lado, Regiane de Paula, dará mais detalhes a este respeito. A grande notícia para todos, nós vamos mostrar aqui o nosso vacinômetro nesse exato momento, estamos com 49,50% da população com o esquema vacinal completo, até o final da coletiva, nós teremos 50% da população com o total atingido de vacinação no esquema completo. E nesse momento temos 51.390.196 milhões de doses de vacinas aplicadas, é o estado que mais vacina no Brasil, e como região São Paulo vacinou mais do que muitos países do primeiro mundo, isso é um orgulho para a ciência, a medicina, e a saúde pública do Brasil, e especificamente de São Paulo. Quero aproveitar para transmitir os agradecimentos a todos os secretários e secretárias de saúde, dos 645 municípios do estado de São Paulo, a doutora Regiane de Paula, que aqui está, ao nosso lado, que é a coordenadora do PEI - Programa Estadual de Imunização, também ao secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn, toda a equipe da saúde, e a equipe também do Butantan, sob o comando do doutor Dimas Covas. Desde o início nós defendemos a ciência, a medicina, a saúde e a vida. Terceiro ponto, convidamos conceituados médicos infectologistas, doutor Marco Aurélio Safadi, e doutor Sérgio Cimerman, que estão aqui conosco nessa tarde, para que eles possam explicar, no alto do conhecimento, da experiência que possuem, como médicos infectologistas, a importância do Ministério da Saúde incluir a Coronavac como a vacina fundamental na aplicação da dose adicional em todo o Brasil. E por que fazemos isso? Porque aqui nós não colocamos fatores políticos, ideológicos, partidários ou eleitorais em nenhuma prática de governo, principalmente na prática da defesa da saúde, o que determina, o que comanda e o que nos orienta é a ciência. Quarto ponto, o Instituto Butantan inicia agora a vacinação em massa de pessoas com mais de 60 anos, na cidade de Serrana. Quero agradecer inclusive aqui a presença do prefeito de Serrana, que nos honra aqui com o acompanhamento dessa coletiva, e o doutor Dimas Covas, dará mais informações, sendo que o Butantan começa na segunda-feira, dia 6 de setembro, este programa de vacinação em massa em toda a população da cidade de Serrana, aqui no interior de São Paulo, a partir do próximo dia 6. Lembrando que são pessoas com mais de 60 anos. Por último, atualização dos dados da pandemia, com o secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn. Outra boa notícia é que estamos ainda seguindo em queda e em queda consistente, o número de casos, número de internações, e felizmente número de mortes por COVID-19 em São Paulo. É a esperança que surge mais fortemente no horizonte para superarmos essa fase tão triste, tão difícil da pandemia aqui em São Paulo. E aos que estão nos assistindo agora, por várias emissoras de televisão, isso é fruto da vacina, é a vacinação em massa em São Paulo que está reduzindo o número de casos, de internações e também de óbitos. E a recomendação por lei da obrigatoriedade do uso de máscara, que até 31 de dezembro é obrigatório. Portanto, a você que está em casa nos assistindo, nos acompanhando, ao sair da sua casa, ou ao sair do seu ambiente de trabalho para se deslocar, lembre, o uso de máscara é obrigatório. Isso vale também em shoppings centers, em ruas de comércio, em outras atividades, o uso da máscara protege você e garante a sua vida e dos seus familiares. Bem, são essas as informações, nós vamos começar dentro desta ordem, com a Regiane de Paula, nossa coordenadora geral do PEI - Programa Estadual de Imunização. Regiane.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos e todas. Então o PEI - Programa Estadual de Imunização trabalha nas estratégias de aplicação da dose adicional, que começa no dia 6 de setembro e será organizada por faixa etária. Então como é que vai funcionar essa vacinação da dose adicional? A fase um são os idosos, maiores de 60 anos de idade, e imunossuprimidos. Quem tomou a segunda dose há, pelo menos, seis meses, será o primeiro público a ser contemplado, em fevereiro e março, portanto, aqueles que já tem a sua segunda dose no mês de fevereiro e março, já com mais de seis meses, então, farão então essa dose adicional no dia 6 de setembro. O público-alvo de toda a estratégia de vacinação dessa população com 60 anos ou mais, diferente do Ministério da Saúde, porque nós queremos deixar a população mais vulnerável em segurança, essa é uma estratégia que foi alinhada com o comitê científico, foi discutida no PEI - Programa Estadual de Imunização sempre às quintas-feiras, com a presença do governador, para que a gente possa até frente à variante Delta, ter essa segurança que essa população receberá a dose adicional. O público-alvo é de 7,2 milhões de pessoas, no total, sendo que na primeira fase as pessoas serão de 1 milhão de pessoas a receberem essa vacinação adicional. E o período desta fase, ela inicia no dia 6 de setembro, e irá até o dia 10 de outubro. A faixa etária para aqueles que vão receber a dose adicional dos imunossuprimidos, é de maiores de 18 anos, então de novo a gente está olhando para a população que mais precisa dessa dose. Todos os imunossuprimidos transplantados, paciente em hemodiálise, quimioterapia, AIDS, entre outras pessoas em alto grau de imunossupressão, receberão então esse esquema vacinal da terceira dose. O que é importante? Diferente da população de 60 anos ou mais, para esse público nós vamos trabalhar com eles tendo completado o esquema vacinal, das duas doses, ou da dose única, há pelo menos, 28 dias. Então nós vamos iniciar essa vacinação, e agora a gente já apresenta o calendário para vocês, a população de 90 anos ou mais, iniciará então no dia 6 de setembro, ao dia 12 de setembro, a dose adicional. A população de 85 a 89 anos, do dia 13 ao dia 19/9. A população de 80 a 84 anos, e todo o grupo de imunossuprimidos, do dia 20 ao dia 26/9. A população de 70 a 79 anos, do dia 27/9 a 3/10, e vamos finalizar com a população de 60 a 69 anos, do dia 4 de outubro, a 10 de outubro. Então nessa sequência, trabalhando sempre com aqueles que completaram o esquema vacinal há pelo menos, seis meses. E por que é muito importante esse calendário? Porque os municípios vão precisar olhar as carteiras vacinais, e como isso está sendo distribuído no território, então a gente traz aqui esse calendário da dose adicional, de como deve ser então entre os meses de setembro e outubro, rapidamente a gente pretende concluir e vacinar todos que mais precisam. Era isso, governador, muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Boas informações. Agora nós vamos falar sobre ainda a vacinação, e a utilização da vacina Coronavac, com os dois médicos infectologistas que são nossos convidados especiais desta tarde, para estarem aqui dialogando com os jornalistas, e com você, que está aí na sua casa acompanhando esta coletiva. Pela ordem, vamos começar com o doutor Marco Aurélio Safadi, infectologista, pediátrico, e uma autoridade no tema de imunização, de vacinas, que já participou, inclusive, de algumas das coletivas de imprensa aqui no Palácio dos Bandeirantes. Doutor Marco Aurélio, bem-vindo. Muito obrigado, pela sua presença. Passando a palavra a você.

MARCO AURÉLIO SAFADI, MÉDICO INFECTOLOGISTA, PEDIÁTRICO: Muito obrigado, governador, pelo convite, mais uma vez, honroso de estar aqui presente. Eu acho que são informações à despeito de, de fato, vivenciarmos um período, e importante destacar isso, o período de menor circulação de casos, de hospitalizações e de óbitos, pelo menos, seguramente nesse ano de 2021, a gente tem um desafio pela frente, que é a iminente, vamos dizer, crescimento dos casos associados à essa variante Delta, ela é mais transmissível, ela nos desafia, e ela cria uma expectativa de preocupação daqui para frente, o que destaca a importância de nos anteciparmos em relação à algumas medidas. Então entendo como perfeitamente correta essa medida de anteciparmos a proteção a grupos que já foram identificados como mais fragilizados ao risco de serem acometidos, à despeito de terem sido vacinados, quais sejam, os indivíduos de maior idade, e os indivíduos que vivem com algum grau de imunossupressão ou tem doenças que deprimem a sua umidade. Então esses, de fato, são grupos prioritários. Um ponto importante que a gente não esquecer, fruto da experiência colhida em outros países, onde essa variante circulou, é que esses dados mostram que a proteção oferecida pelas vacinas para as formas graves de doenças associadas à variante Delta, elas se mantêm elevadas. Mas há uma fragilidade na proteção contra formas leves da doença, e principalmente a impedir o risco de infecção. Portanto, a chegada da variante Delta cria muita preocupação para aqueles que não estão vacinados, que acabam sendo alvo, vamos dizer, do maior impacto da doença. Desta forma eu acho que quanto mais oportunos formos no sentido de oferecer a vacinação, isso vai trazer melhores expectativas de eficácia. Então ao incluir os indivíduos acima de 60 anos, e não restringir o imunizante a ser utilizado, isso permite com que o maior número de pessoas se alvo do benefício dessa dose adicional, o que antecipa a proteção para esses indivíduos, de modo que quando tivermos um cenário de crescimento dos casos associados à variante Delta, aquela população que é mais frágil às complicações, já terá tido a oportunidade do benefício. Se nos atrasarmos na oferta dessa imunização, a gente corre o risco de quando a variante chegar, boa parte desses indivíduos, que a gente imagina muito importante protegê-los, não terão sido ainda alvo da vacinação. E os dados mostram que todas as vacinas que estão sendo utilizadas, sem exceção, todas as vacinas mostraram nos estudos que uma terceira dose, nesses indivíduos, oferece uma expectativa de benefício da resposta imune. O que a gente imagina que vai se traduzir por estimativas de proteção contra esses desfechos graves da doença, que nesse momento é o objetivo. Um outro cenário importante, governador, que a gente não deve se esquecer, é acelerar o processo de disponibilidade da segunda dose, para aqueles que ainda não receberam, e principalmente aqueles que já tem o direito a receber a vacina que ainda não foram se imunizar, é muito importante que compreendam, que acelerar o processo de vacinação nesse momento, na minha opinião, é a ferramenta estratégica que nós temos, mais eficiente ao nosso alcance. Eu acho que essa é a ideia como mensagem final, acelerarmos o processo de vacinação, e acelerarmos a disponibilidade dessa dose adicional, aqueles que mais precisam dela, quais sejam, os idosos, os imunossuprimidos. E se o senhor me permitir, governador, caso isso seja possível, não esquecer também daqueles que tem mais risco de exposição. Então eu acho que assim que for possível, o senhor deve considerar junto com a sua equipe, incluir os profissionais da linha de frente, assim que isso for possível, a gente compreende que não há disponibilidade de doses, mas os profissionais de saúde, quando isso for possível, deve ser lembrado, assim como outros profissionais da linha de frente.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Marco Aurélio Safadi, muito obrigado, obrigado pelas referências, obrigado pelos alertas também. A experiência conta, e nós respeitamos muito a experiência médica e científica aqui no estado de São Paulo. E falando nisso vamos agora ao médico infectologista, do Instituto Emílio Ribas, doutor Sérgio Cimerman, no mesmo contexto, dentro do mesmo objetivo.

SÉRGIO CIMERMAN, INFECTOLOGISTA DO INSTITUTO EMÍLIO RIBAS: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos, e à todas. Depois que o Marco fala é difícil a gente complementar, mas eu acho que a gente tem que fazer um brainstorming aqui em relação a tudo que aconteceu desde o início da nossa vacinação. O estado de São Paulo foi pioneiro, teve a luta, buscou, foi incessante em todos os momentos, a partir do dia 17 de janeiro, quando começa a vacinação efetiva no estado de São Paulo, e começa então a alertar a população para a importância. Os números na vacinação, no quantitativo de vacinas foram acelerados, e a gente vê claramente quando a gente vê dados do Ministério da Saúde, de como era em janeiro e fevereiro, e como está nesse momento atual a campanha de vacinação no Brasil. A despeito dos antivaciners jogarem contra os médicos, fazendo o trabalho, os estados e municípios intensificando a campanha de vacinação, nós vemos claramente o que o governador colocou no início, 99% da população adulta no estado de São Paulo vacinado já com a primeira dose. Esses são dados superiores a países de primeiro mundo, por exemplo, nos Estados Unidos, estados como a Flórida são inferiores ao estado de São Paulo. Então isso deve ser um dado relevante para os senhores. Quando a gente fala em COVID-19, em vacinação, é muito mutável as informações, a cada dia nós recebemos, e somos bombardeados com novidades, e essa novidade da terceira dose nos pegou a todos os profissionais médicos, no momento que vimos cair o grau de anticorpos da imunização do efeito imunoprotetor desses pacientes, sobretudo, nos pacientes imunossuprimidos. E essa população mais vulnerável levantou a lebre que precisava não só da segunda dose, como uma terceira dose. Então, na verdade, a vacinação para esse tipo de população vai ser para completar o esquema vacinal. O que se observou também que acima dos 80 anos de idade, você tem uma redução do fator imunoprotetor independentemente de qualquer vacina utilizada, ou seja, qualquer imunizante, tanto imunizantes inativados, vetor viral, vacina inativada, vacina de RNA mensageiro. Então todas as vacinas têm esse perfil, o que as pessoas ainda não conseguiram entender é que a vacina ainda não tem o fator esterilizante, ela tem um fator de prevenir o quê? Quais são os desfechos, infecção grave e óbito. E isso nós estamos conseguindo com todas as vacinas, com Coronavac, com AstraZeneca, com Pfizer e com Janssen. Isso deve ser reiterado sempre, para mostrar que a vacinação ela é importante, ela é efetiva, e os números de diminuição de casos de UTI, por exemplo, no estado de São Paulo, são claros, no Brasil inteiro são claros. Ou seja, nós precisamos intensificar muito a vacinação no nosso meio. Lembrar que nós estamos vivendo um período de variante Delta, no estado de São Paulo, 46% já. Isso deve ter um incremento. Qual é o impacto disso na vacinação? Nós não sabemos, nós vamos saber nos estudos de efetividade, ou seja, de vida real, no momento que vão sendo avaliados. E aí nós vamos conseguir passar para a população o que realmente está acontecendo. O que nós sabemos observacionalmente é, está sendo efetivo, mesmo com a variante Delta, há a questão da vacinação. Ou seja, a terceira dose tem que ser começada, o estado de São Paulo sai na frente, nessa questão, vê a importância do ponto de vista científico, e vai fazer com que os nossos idosos tenham um efeito protetor muito melhor do que teriam só com duas doses. Então eu queria parabenizar o doutor Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde, o governador João Doria e a doutora Regiane de Paula pela atitude, corretíssima. E lembrar que vamos também batalhar essa questão da segunda dose, muita gente acima dos 60 anos no nosso país não tomou ainda a segunda dose, é fundamental que a população tome a sua segunda dose, só assim a gente vai tentar impactar no período de transmissibilidade de doença. É isso que eu gostaria de deixar claro, e estou aberto às perguntas ao final da coletiva. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado, doutor Sérgio Cimerman. Gratíssimo pela sua intervenção. Mais uma vez é a ciência apontando caminhos. Obrigado, Marco Aurélio Safadi, Sérgio Cimerman. Ambos estarão à disposição para perguntas ao término aqui dessas exposições. Vamos agora com o Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, que fala sobre este novo programa de vacinação em massa, em pessoas com mais de 60 anos na cidade de Serrana, aqui no interior no estado de São Paulo, programa que começa na próxima segunda-feira, dia 6 de setembro. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Obrigado, governador. Eu gostaria de começar saudando o perfeito Léo Capitelli, de Serrana, que abrigou o Projeto S, do Butantan desde o começo desse ano, um projeto inovador, em termos de análise, de efetividade vacinal, feito em grande escala pela primeira vez no mundo, o chamado estudo escalonado por conglomerados. Um estudo clínico, e que deu resultados extremamente importantes. Quer dizer, a prevenção de óbitos de 95%, de internações de 86%, de infecções de 80%. E mais do que isso, benefícios não restritos à população vacinada, mas que foram observados em toda a população do município, incluindo a proteção de crianças e adolescentes. Então esse projeto ele teve a sua primeira fase encerrada, e agora com o anúncio da terceira fase, nós temos que providenciar a vacinação dos idosos de Serrana, entorno de 5 mil pessoas com a vacina Coronavac. Então o Butantan está fazendo a doação para a prefeitura do município de Serrana, de 5 mil doses de vacinas, e rapidamente a prefeitura, juntamente com o Butantan, vão providenciar a vacinação desse contingente de pessoas nas duas ou três próximas semanas. E isso vai permitir então o acompanhamento, Serrana é um verdadeiro laboratório epidemiológico, isso vai permitir o acompanhamento exatamente em relação à essa possível ameaça representada pela variante Delta. Nos preocupa, sem dúvida nenhuma, estamos tomando a medida para que o estudo inclusive responda em relação à essa variante. Então eu volto a dizer, Serrana, um verdadeiro laboratório epidemiológico, que agora avança para essa fase de vacinação. São essas as informações, obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. Prefeito, muito obrigado, sua cidade é um exemplo, não só para o Brasil, um exemplo mundial, aliás, se tornou uma referência mundial. Fico feliz, inclusive, que essa projeção hoje já se reproduza também na geração de empregos e oportunidades para a população de Serrana, além da imunização, o tema da saúde foi prioritário, mas complementarmente houve uma evolução muito positiva na geração de empregos e oportunidades na sua cidade. Vamos agora com o Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde, com a atualização dos dados, vocês vão observar mais uma vez queda no número de casos, queda no número de internações, e queda, felizmente, no número de óbitos em São Paulo. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Boa tarde, governador. Hoje é um momento muito importante para nós, não só por termos melhora dos índices da saúde, mas também de entender que São Paulo sempre, na sua história, governador, fez e faz a diferença nos planos e metas de saúde pública. Para você ter uma ideia, em 1968, o PEI - Programa Estadual de Imunização foi criado no sentido de dar a possibilidade de crianças estivessem sendo adequadamente imunizadas e protegidas. Cinco anos depois surge o Programa Nacional de Imunizações. Da mesma forma, governador, a sua coragem fez com que nós tivéssemos vacina aqui em São Paulo, nem se discutia vacinas no país para a COVID-19, e o senhor trouxe a primeira vacina, a primeira brasileira imunizada no dia 17 de janeiro, Mônica Calazans, foi obra exatamente da ciência, mas também da coragem de um gestor que entende de saúde pública, e que houve sim o amparo da ciência. Nesse momento nós, como gestores da saúde e como médico, temos um olhar não só de ampliar a vacinação, e é isso que nós temos conseguido, manter a obrigatoriedade do uso de máscaras, e continuar no rastreio das cepas, sejam elas as novas cepas que aí estão, ou seja simplesmente na detecção das cepas que já circulam no nosso meio de forma convencional, através da ampliação do genoma. Nós temos hoje através do Instituto Butantan a possibilidade de fazermos 300 amostras por dia, o que dá 9 mil amostras por mês. Só São Paulo faz isso, nem fora do país nós temos um trabalho tão rápido e célere na resposta dentro da pandemia. E há o fato inusitado de nós termos a possibilidade de ampliar a nossa vacinação para os adolescentes, inclusive sem comorbidades. A importância de vacinar esse grupo é fundamental a partir do momento em que nós temos a possibilidade de restringir a circulação do vírus, são eles que disseminam, eles não fazem forma grave na maioria das vezes, mas disseminam e tem a chance de desenvolver novas cepas que podem ser muito mais transmissíveis. Então nós temos que vacinar. E tivemos sim a coragem de fazer a vacinação em terceira dose para idosos, conceitualmente terceira dose para idoso são aqueles acima de 60 anos. Por isso São Paulo assim o faz, entendendo questão são merecedores de um reforço vacinal, e reforçar a vacina significa ter as vacinas disponíveis. Qualquer uma das vacinas, nós que somos médicos sabemos o quanto a primeira, com a segunda e a terceira dose nesse grupo reforça ainda mais a sua imunidade, e isso nós chamamos de booster vacinal. A Coronavac ela tem uma característica Conferência Nacional que inclusive difere das outras vacinas, ela tem o fragmento do vírus, tendo vários pedacinhos de vírus ela tem um efeito de imunogenicidade, ou seja, de proteção que nos previnem até de atenuar outras variantes que aí estão, diferentes de outras formulações de vacinas. Então dessa forma nós não podemos deixar nenhuma vacina fora, nós precisamos que todas estejam e sejam incluídas no nosso Programa Nacional de Imunizações, principalmente que as variantes não é que estão na porta, elas já estão aqui no país e não seria diferente para o estado de São Paulo. Então nós precisamos vacinar e proteger sim a nossa população, porque nós temos respeito à vida, nós temos respeito à saúde. Governador, o senhor tem respeito à ciência. Muito obrigado. Vou apresentar os dados de hoje. A taxa de ocupação nas Unidades de Terapia Intensiva do estado, estão em 35%. Na grande São Paulo, 35,9%. E nós temos internados 3.145 mil pessoas. Lembrem que no pico da segunda onda nós chegamos a 13.150 mil pacientes internados, nós temos 10 mil pessoas a menos nas nossas Unidades de Terapia Intensiva, frente ao controle da disseminação do vírus, decorrente da vacinação. Próximo. Nós temos hoje a menor taxa de ocupação, portanto, das internações em UTI, que já tivemos ao longo de toda a história. Lembra? Nós tínhamos 3.600 mil leitos, olha lá, muito menos daquilo ocupado. Os casos tiveram uma queda significativa em 8,4%, as internações em 11,9%, e os óbitos, em 20,7%. Reforço, vacinação com a obrigatoriedade de uso de máscara é assim que nós vamos enfrentar e continuar enfrentando, independente das cepas que aí estejam presentes. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo, e também médico infectologista do Instituto Emílio Ribas. E agora finalizamos com a doutora Regiane de Paula, ela fala sobre a vacinação de adolescentes, e também dá o update do nosso vacinômetro em São Paulo, o estado que mais vacina no Brasil. Regiane.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada. Lembrando que o calendário de vacinação dos adolescentes ontem se deu início à vacinação de adolescentes sem comorbidades, ou seja, de todo o público de 15, 16 e 17 anos. Então do dia 30/8 a 5/9 nós faremos então a vacinação de adolescentes. No dia 6/9 nós iniciaremos então do público adolescente de 12, 13 e 14 anos. Então nesse momento, em 6/9 nós iniciamos a dose adicional do público mais velho, dos 90 anos e mais. E continuaremos vacinando os adolescentes de 12, 13 e 14 anos. É muito importante também, governador, que a gente fale um pouco do que tanto o doutor Marco, como o próprio doutor Sérgio colocou, que é os faltosos. Hoje no estado de São Paulo a gente tem um número importante de faltosos, aqueles que já poderiam ter tomado a sua segunda dose e não tomaram, e uma vez mais a gente solicita que todos aqueles olhem a sua carteira vacinal. Está chegando um SMS da PRODESP no site do Vacina Já, para que você possa retornar à unidade e tomar a sua segunda dose de vacina. Só assim você estará imunizado 14 dias após a segunda dose. Então a gente solicita a todos aqueles que por qualquer motivo não tenham ido até à Unidade Básica de Saúde, procurem e tomem a segunda dose da sua vacina, completando o esquema vacinal. Nesse momento nós temos 49,54% da população adulta, com mais de 18 anos, já vacinado com esquema vacinal completo, chegaremos na próxima hora, a 50% dessa população. E mais, hoje nós temos 99,12% da população adulta com mais de 18 anos, com pelo menos, uma dose. Lembrando que a meta do Ministério da Saúde é de 90%, e o estado de São Paulo já chegou em 99,12%. E aqui uma vez mais o nosso agradecimento a todos os profissionais de saúde, dos 645 municípios, e aqui com o prefeito de Serrana conosco aqui, cumprimentando todos os prefeitos, prefeitas, secretários e secretárias de Saúde, que tem trabalhado muito próximo do PEI - Programa Estadual de Imunização. Muito obrigada, a todos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Daqui a pouquinho, provavelmente ao término da nossa coletiva, já teremos virado essa pequena diferença de 0,36%, e completado 50% de toda a população do estado de São Paulo, devidamente imunizada. É um feito histórico diante de uma tragédia tão grande desta pandemia. Eu me solidarizo com os cumprimentos que você fez, Regiane, aos profissionais de saúde de forma geral, em especial prefeitos, prefeitas, secretárias e secretários de Saúde, dos 645 municípios do estado de São Paulo. Vamos agora às perguntas, nós temos pela ordem, na tarde de hoje, a CNN Brasil, a Agência Reuters, o Portal UOL, a Rádio CBN, o Portal G1, e finalizando, a TV Globo, Globo News. Começamos com a Soraia da CNN Brasil, e depois vamos para online, com Eduardo Simões, da Agência Reuters. Soraia. A Soraia está aqui? A Soraia já recebeu o briefing, agora já pode fazer a pergunta. Soraia, bem-vinda. Boa tarde.

SORAIA, REPÓRTER: Vou aproveitar aí o gancho da pergunta da vacinação dos profissionais de saúde, a terceira dose, se já existe mesmo esse planejamento, se vai, de fato, incluí-los em breve, e quando isso vai acontecer. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Soraia. Nós temos reunião do PEI - Programa Estadual de Imunização, que acontece amanhã, como todas as quintas-feiras, são cerca de 40 pessoas que participam, médicos, especialistas, representantes da Secretaria de Saúde, também o representante dos secretários municipais de saúde, e amanhã esse é o ponto número um da nossa pauta na reunião que acontece amanhã, e provavelmente já na sexta-feira teremos uma posição definitiva. A orientação e as recomendações levantadas aqui pelo doutor Marco Aurélio Safadi, serão levadas em consideração sim, dentro dos aspectos desta reunião. Então vamos agora à próxima pergunta, que é do Eduardo Simões, da Agência Reuters. Soraia, obrigado pela sua pergunta. Eduardo, você vai entrar aqui online, já está em tela. Boa tarde, mais uma vez. Eduardo, sua pergunta, por favor.

EDUARDO SIMÕES, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos e à todas. Governador, eu queria pedir licença para sair um pouquinho do tema, falar sobre os protestos do 7 de setembro, e saber como é que vai ser o aparato de segurança do governo do estado, principalmente aqui na capital paulista, já que a previsão para protestos, tanto a favor do Presidente Jair Bolsonaro, quanto contra, em uma distância relativamente pequena. Então eu queria saber se já tem uma ideia do efetivo que vai ser utilizado, se vai ser feito algum bloqueio para impedir o encontro entre esses dois grupos. Governador, se me permite só um esclarecimento, um pedido de esclarecimento, a Doutora Regiane disse que termina no dia 10 de outubro, a vacinação, a terceira dose dos idosos, com mais de 60 anos. No caso daqueles que cujo o período de seis meses, após a segunda dose, termina após esse dia 10 de outubro, vai continuar sendo feita a vacinação normalmente? Como é que vai funcionar para esse pessoal que em seis meses vai chegar o período após o dia 10 de outubro? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito bem. Eduardo, muito boa a sua segunda pergunta, a primeira também, mas a segunda questão ajuda a prestar serviços às pessoas, essa sua dúvida certamente é de muitas pessoas, que estão nos assistindo nesse momento. Mas vamos começar falando sobre 7 de setembro, foi a razão pela qual eu convidei para estarem aqui, o General Campos, secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo, que agora já retornou das suas férias e está na ativa, e também o Coronel Camilo, secretário executivo de Segurança Pública do estado de São Paulo. Passo a palavra então ao General Campos, para o tema, evidentemente, de segurança pública. General.

GENERAL CAMPOS, SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA: Governador, boa tarde. Muito obrigado. Boa tarde, a todos. Eduardo, grato pela pergunta. São, como você bem disse, dois grupos com propósitos antagônicos, distintos, eu diria, esses grupos, na nossa orientação, sempre foi a orientação do governo do estado, o ideal é que eles se reunissem em dias separados, para que nós pudéssemos dar segurança e proteger a população que é a missão precípua da segurança pública. Houve uma decisão judicial, obviamente será cumprida, e os dois grupos estarão se manifestando mesmo distintos, com propósitos distintos, estarão se manifestando no mesmo dia. Ou seja, isso logicamente exigirá um esforço maior do sistema de Polícia Militar, também da Polícia Civil, mas nós cumpriremos o nosso papel, e já estamos planejando isso. E hoje à noite, no Conselho de Segurança, faremos uma primeira apresentação ao senhor governador, da primeira aproximação do dispositivo que será organizado, logicamente ainda temos alguns dias, há uma coordenação operacional trabalhando, com apoio da inteligência isso pode naturalmente alterar os números. Mas estaremos sim com as tropas locais, estaremos com as tropas especiais, com apoio dos helicópteros Águia, com apoio dos drones, ou seja, estaremos... Como fazemos, e nas mais variadas manifestações que já ocorreram nesses dois anos e meio, que não foram poucas, foram muitas. Mas o grande objetivo nosso é, um efetivo condizente, um efetivo coerente para proporcionar à população a segurança que ela precisa, e que ela merece. Nós estaremos então com efetivo adequado, e estaremos mobilizados também no COPOM, estarei lá com os Comandantes acompanhando a operação, acompanhados também do Ministério Público, do COPOM, da OAB, da Defensoria Pública, da Ouvidoria, e a imprensa está, como sempre foi, convidada a participar conosco. Hoje à noite, então, Eduardo, nós apresentaremos ao nosso governador uma primeira aproximação, e vamos depois ajustando esse número. Não tenho ainda agora os números como você pediu, mas tenha a certeza que estamos planejando e prontos para proteger a população nesses dois eventos. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, General Campos. Eduardo, apenas para reforçar, todos que forem às manifestações, tanto pró-Bolsonaro, quanto os que irão contra Bolsonaro, no Vale do Anhangabaú, e na Avenida Paulista, todos serão revistados, ou seja, a Polícia Militar recebeu orientação para que todos, sem exceção, com mochilas, com bolsas, com bolsos, serão revistados. Em hipótese nenhuma será permitido qualquer tipo de armamento, seja arma de fogo, ou arma branca, em poder de quem quer que seja mesmo que sejam policiais aposentados, se forem, serão convidados a se retirar e não participarão de manifestação. É importante fazer essa ênfase, como uma política de segurança do estado de São Paulo, para garantir que as manifestações sejam pacíficas e ordeiras em São Paulo, no próximo dia 7 de setembro. Obrigado, Eduardo. Vamos agora ao Lucas Teixeira, do Portal UOL. Obrigado por você estar aqui mais uma vez. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

LUCAS TEIXEIRA, REPÓRTER: Boa tarde. Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. O seguinte, eu tenho duas perguntinhas, mais ou menos rápidas, dessa vez. A primeira é sobre a terceira dose, a Coronavac, tem tido esse debate, o debate no ministério, não sei o que, mas o meu ponto, e eu já até tratei disso com vocês, às vezes, parece uma defesa da Coronavac, mas a minha pergunta vai no sentido de pesquisas que indicam e falam da mistura entre os tipos de vacina para essa terceira dose. Então se você foi vacinado, foi imunizado com uma de RNA mensageiro, a Pfizer, interessante vetor viral, como o vírus imunizado, vírus... Desculpa, inativado, que é a Coronavac. Agora, se você tomou duas da Coronavac, o mais interessante seria você misturar e não tomar uma terceira. Inclusive eu estava lendo uma pesquisa da Sinovac, lá na China, que falava sobre isso. Eu queria que vocês comentassem essa questão, de quem foi imunizado com Coronavac, seguir, entendeu? As três doses, não a Coronavac como terceira, para uma que foi AstraZeneca ou Pfizer. Essa seria a minha parte da saúde. E aqui aproveitar que o General voltou. A gente tem ouvido e tem conversado com um monte de gente, os PMs estão falando que vão vir, PMs da ativa, não os aposentados, estão falando que vão vir, bom, como cidadãos, são livres. A gente sabe que tem uma linha tênue nisso aí, porque eles são PMs e fica muito mais difícil os PMs se controlarem. Então eu queria saber do senhor, como o General está aqui também, o Comandante da PMs, como vocês estão acompanhando isso, se haverá punição para PMs da ativa que estejam lá se expressando, enfim, agindo de algum jeito de insubordinação? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Lucas. Vamos primeiro com o tema da saúde, vou pedir ao João Gabbardo, e comentários do Sérgio Cimerman, a esse respeito. Gabbardo. E também do Marco Aurélio.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Existem trabalhos, e a própria nota técnica do Ministério da Saúde aponta o aspecto positivo também das pessoas que foram vacinadas com duas doses, de receberem a terceira dose da Coronavac. Eu vou deixar para os especialistas falarem mais sobre essa questão do uso de uma ou de outra. Mas eu quero reforçar aqui um aspecto que eu considero bastante significativo, havendo disponibilidade de Coronavac, e nós deixando que de acordo com a disponibilidade, possa ser utilizada essa dose adicional, usando mais vacinas da Coronavac, nós teremos mais vacinas da Pfizer para fazer três questões, concluir três questões que são muito importantes. A primeira delas, é poder antecipar a segunda dose, daquelas pessoas que já fizeram a primeira dose, e que estão aguardando para concluir o seu esquema de vacinação, que tem previsão de estar concluído lá para 1 de novembro. Se nós tivermos mais vacinas da Pfizer, nós poderemos antecipar a conclusão da segunda dose, para quem sabe, início de outubro. Isso significa uma vantagem muito grande, do ponto de vista de segurança, para nós enfrentarmos a variante Delta, porque o que a gente percebe é que a variante Delta em pessoas que tomaram apenas a primeira dose, nós não temos o mesmo resultado de eficácia, quando se compara com a população que já concluiu o esquema de vacinação. Então esse é o primeiro aspecto, poder dar uma velocidade maior à segunda dose. É possível também que a gente tendo essa disponibilidade de usar também a Coronavac, como uma das opções, nós possamos incluir o grupo dos trabalhadores da área da saúde, conforme foi até apresentado como sugestão pelo doutor Marco Aurélio. Então essa possibilidade de incluir esse grupo adicional de profissionais da área da saúde, também pode ser contemplada em função dessa maior disponibilidade da vacina. Além do anúncio que já foi feito, de nós ampliarmos o grupo de idosos que o Ministério da Saúde fala em vacinar 70 mais, nós estamos incluindo 60 mais. E por último, a outra vantagem nessa ação, é nós continuarmos com a velocidade da vacinação dos adolescentes, mesmo adolescentes sem comorbidades. Todos nós sabemos que o risco dos adolescentes de ter caso grave é pequeno, mas eles são muito importantes na transmissibilidade da doença. Então se nós conseguimos vacinar essa população de adolescentes, nós diminuímos o risco de transmissibilidade, o que vai diminuir também a possibilidade das populações de maior risco, adquirirem a doença. Então sobre esses aspectos que nós defendemos a possibilidade de usar todas as vacinas que estão disponíveis, todas são boas, todas têm resultados comprovados, também como dose adicional.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. Vamos ouvir o nosso médico convidado de hoje, doutor Sérgio Cimerman, médico infectologista do Instituto Emílio Ribas.

SÉRGIO CIMERMAN, INFECTOLOGISTA DO INSTITUTO EMÍLIO RIBAS: Em relação ao que o doutor Gabbardo colocou, Lucas, é bem pontual, a gente tem que usar todas as vacinas que a gente tem no nosso acervo, e deixar de a gente querer ser o sommelier de vacina, esse é o primeiro ponto. Dois, existe trabalhos que estão em pré-print, ou seja, que não estão publicados na revista científica, um deles, clássico, que foi colocado há poucos dias, com terceira dose de Coronavac, mas com a cepa original de Wuhan, não com a variante Delta. E a resposta foi exuberante, dos anticorpos neutralizantes, aumentaram muito com a terceira dose de Coronavac. Levando à direção que isso pode ser uma verdade para os dias atuais. Grande problema, isso é muito novo, a gente não tem ainda os estudos conclusivos, ou de terceiras doses, o que nós temos são alguns estudos de terceiras doses é, por exemplo, em Israel, foram duas doses de Pfizer, e vai se completar a terceira dose com Pfizer, ou seja, com vacinas homólogas e não heterólogas. A linha da ciência tem caminhado que vacinação heteróloga talvez seja um aumento dos anticorpos, que você vai ter um booster. Mas veja o que Israel está fazendo agora na vida real, ele está usando a mesma vacina, que é Pfizer, e está fazendo a terceira vacinação também com Pfizer. Essas respostas a gente vai ter em curto tempo, com toda certeza, e a gente vai poder dar a resposta para a comunidade científica e para vocês da imprensa. A questão é, temos que ter um pouco de tempo para que esses dados aconteçam. Só para você ter uma ideia, está sendo realizado um trabalho na Unifesp, de todas as pessoas que tomaram todas as vacinas, e estão tomando a terceira dose independente, não vai ter placebo, vai ser a terceira dose de qualquer vacina que eles não sabem, um estudo cego. E aí nós vamos ter a resposta, provavelmente no final de outubro e novembro, como é que se comportaram também isso. Então o mais importante é o que o doutor Gabbardo colocou, nós temos os imunizantes, nós sabemos que precisamos fazer a terceira dose para melhorar o fator imunoprotetor, vamos fazer e esse é o momento adequado. Se nós vamos errar ou nós vamos acertar se vai ser homóloga ou heteróloga, a história vai nos dizer, mas nós estamos nos furtando como Brasil, Estados Unidos, Israel, saindo na frente para tentar proteger a nossa população mais vulnerável.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito bem, Sérgio. Marco Aurélio Safadi.

MARCO AURÉLIO SAFADI, MÉDICO INFECTOLOGISTA, PEDIÁTRICO: Acho que os pontos foram colocados, só acho que um adendo, esse estudo que o doutor Sérgio se referiu, é um estudo, na realidade, que está sendo conduzido tanto aqui em São Paulo, como no estado da Bahia, e ele inclui indivíduos que receberam Coronavac, na sua primeira imunização, e agora recebem uma terceira dose de Aztra, de Janssen, de Pfizer, e da própria Coronavac. Ele vai nos mostrar como esses indivíduos respondem a esse esquema, Lucas, tanto quando a vacina é feita, vamos dizer, com o mesmo produto, no caso da Coronavac, como nos esquemas que nós dizemos heterólogos, que significa plataformas distintas. Mas o que eu posso lhe antecipar é que à despeito de eventuais diferenças que vão ser observadas, o que a gente já pode dizer já, é que qualquer que seja o esquema feito, há um benefício da terceira dose. Nós temos dados de indivíduos que receberam vacinas inativadas nas suas duas primeiras doses, e recebem uma terceira dose da própria vacina inativada, e alcançam títulos de anticorpos, acima daqueles que foram verificadas após a segunda dose. Ou seja, o benefício é inequívoco de que vai haver um ganho. Há dados também de indivíduos que receberam vacina inativada, como a Coronavac, e receberam uma terceira dose da vacina de vetor viral da AstraZeneca, e os títulos de anticorpos neutralizantes nesses indivíduos foram dez a 15 vezes superiores aos observados antes da imunização. O que eu estou querendo dizer com isso, é que à despeito de haver diferenças, que ainda não são conhecidas, uma coisa é conhecida, qualquer que seja o esquema feito haverá um benefício a esse indivíduo, e do ponto de vista de saúde pública, creio que essa seja a informação importante nesse momento.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Doutor Marco Aurélio Safadi. Agora saindo da saúde, indo para o tema de segurança pública, Lucas, depois você paga a taxa na saída, nós vamos agora ouvir o General Campos, secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo. General.

GENERAL CAMPOS, SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA: Grato. Governador, eu posso ajudar a cobrar essa taxa. Lucas, muito obrigado. Lucas, a Polícia Militar de São Paulo tem 190 anos, é uma polícia respeitada, é uma polícia admirada, pelos meios de que dispõe, pelo efetivo que disponibiliza a população de São Paulo. Mas muito mais do que isso, Lucas, é pela história que ela tem, e pelo valor das pessoas que à compõem. É uma Polícia Militar com elevado sentimento de pertencimento às instituições de profissionalismo, aquele profissionalismo do professar, do fazer com fé. Eu tenho absoluta convicção, dos nossos policiais da ativa, que são submetidos às regras e regulamentos, é que os impedem de participar de manifestações, e estarão absolutamente conscientes, e estarão cumprindo os seus mistérios com a honra que vem conduzindo suas vidas. Esse profissionalismo eu pude ver agora, Lucas, no episódio em Araçatuba ao vivo e em cores, são soldados de honra, por isso eu tenho orgulho de estar marchando ao lado deles. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado.

GENERAL CAMPOS, SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA: Isso não vai acontecer, Lucas, eles estarão cumprindo seus papéis.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito bem, obrigado, General Campos. Lucas, obrigado. Leandro Gouveia, da Rádio CBN. Cadê o Leandro, tá aqui? Leandro, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

LEANDRO GOUVEIA, REPÓRTER: Boa tarde. Boa tarde, a todos. Sobre a terceira dose, novamente, recentemente a OMS criticou o fato de alguns países estarem aplicando terceira dose. E o andamento no Brasil da vacinação de primeira e segunda dose é bem diferente, de estado para estado. Queria saber do ponto de vista epidemiológico, faz diferença uma cidade como São Paulo, ou a grande São Paulo, que tem uma população muito grande, estar mais vacinada, ter três doses? Ou seja, mais vacinada do que o restante do país? Isso faz diferença?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Interessante a pergunta, Leandro. Vamos passar para o João Gabbardo, e com comentário do Marco Aurélio Safadi, ou então o Marco Aurélio então, vamos direto. Só queria lembrar que excepcionalmente, hoje, excepcionalmente porque está em viagem, o doutor Paulo Meneses não está participando da nossa coletiva de imprensa, ele que é o coordenador geral do nosso comitê executivo, cuja coordenação executiva é do João Gabbardo. Marco Aurélio Safadi.

MARCO AURÉLIO SAFADI, MÉDICO INFECTOLOGISTA, PEDIÁTRICO: Leandro, eu acho que a informação principal aqui, em uma cidade que estiver, vamos dizer, melhor imunizada com duas doses, à luz das evidências atuais que a gente tem, particularmente frente à variante Delta, e isso tem sido muito claro nos países que tiveram a variante Delta entrando, e que estavam com porcentagem relevante da sua população vacinada, o que nós temos visto é que estar adequadamente vacinado significa proteção contra formas graves, isso é muito claro em relação à variante Delta. A maior fragilidade que ela provoca, o maior desafio que ela provoca em relação às vacinas, é no quesito proteção contra infecção, que significa o indivíduo se infectar com o vírus, mesmo que seja sem sintomas. Mas claro que do ponto de vista de saúde pública ele é relevante, porque se ele está protegido para formas graves, que para esse indivíduo é importante, ele não está impedido de transmitir o vírus a quem está ao seu redor. Portanto, em uma cidade que tem um percentual menor de indivíduos vacinados, principalmente com duas doses da vacina, a chegada da variante Delta claramente representa um risco de que esses indivíduos que não obtiveram o benefício da vacinação, serão alvo de maior gravidade, de maior risco. É o que estamos vendo em Israel, é o que estamos vendo no Reino Unido, é o que estamos vendo nos Estados Unidos, a gente tem visto o aumento das taxas de internação, até mesmo em crianças e adolescentes, que ainda não tem, vamos dizer, uma cobertura vacinal possível, para serem alcançadas. E quando nos referimos no início da fala, aos idosos e aos indivíduos imunossuprimidos, por esses indivíduos necessitarem, vamos dizer, de um reforço, ou de uma terceira dose para complementar a imunização, é no que diz respeito a protegê-los das formas graves. Eu acho que à luz das evidências atuais, isso é o que nós podemos esperar das vacinas, uma proteção contra as formas graves. Nenhuma vacina impedirá a morte, nenhuma vacina impedirá a hospitalização, mas todas elas diminuem o risco de ambos desfechos graves. Acho que essa é uma mensagem mais importante.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado. Sim, Sérgio.

SÉRGIO CIMERMAN, INFECTOLOGISTA DO INSTITUTO EMÍLIO RIBAS: Só fazer uma complementação, para falar para o Leandro que a questão da OMS também tem uma questão política envolvida, a questão forte de que países de baixo poder aquisito financeiramente, em desenvolvimento, não tem condição financeira de comprar os imunizantes. Então é uma maneira que a Organização Mundial de Saúde faz de forçar, ou que os países mais ricos façam doações, ou de alguma outra maneira incorporar a vacinação mais efetiva nesses locais. Então na verdade, a Organização Mundial de Saúde não se pautou nesse momento do ponto de vista científico, isso tem que ficar claro, porque cientificamente a terceira dose ela é importante para essa população que nós já discutimos hoje agora nessa tarde, e aí a OMS faz esse anúncio, mas é um cidadão totalmente político. Isso tem que deixar muito claro e sedimentado na cabeça de vocês, não tem ciência envolvida até o presente momento.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Bem colocado. Muito obrigado, Sérgio Cimerman. Obrigado, Marco Aurélio Safadi. E obrigado a você, Leandro, também, pela questão. Vamos agora à penúltima pergunta, da Marina Pinhoni, do Portal G1, Marina, bem-vinda. Boa tarde. Sua pergunta, por favor.

MARINA PINHONI, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Eu queria insistir na pergunta do meu colega em relação à terceira dose, porque a gente sabe a importância da Coronavac, principalmente no início da pandemia para proteção dos idosos, e a gente sabe também que a vacina é tratada de uma maneira política. Só que já existem esses estudos publicados, que mostram que a efetividade da Coronavac tem uma queda nesse público, principalmente idoso acima de 80 anos, os estudos já estão publicados. E também apontam que a vacina da Pfizer, que é de RNA, ela tem uma resposta melhor nesses indivíduos. Então por que não o estado adotar justamente essa decisão que seria científica e técnica, do Governo Federal, de dar preferência para a Pfizer nessa terceira dose? Porque se não tivéssemos essa vacina sendo disponibilizada, tudo bem usar outras, mas já que temos, por que não usar? E se me permite uma segunda pergunta, o doutor Gabbardo falou em relação da antecipação da aplicação da segunda dose, isso é um assunto que já vem sendo discutido aqui nas últimas semanas, a doutora Regiane tinha dito que esperava uma resposta do Governo Federal para envio de mais doses para permitir essa antecipação. Eu queria saber como foram essas reuniões com o PNI, e se já tem uma data para fazer essa antecipação da segunda dose aqui em São Paulo? É isso.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Marina. Respectivamente nós vamos ouvir o doutor Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo, médico infectologista, e o doutor Dimas Covas. E na sequência, a doutora Regiane. Quero só fazer um esclarecimento para você, aqui nós seguimos fielmente a ciência, não é o procedimento do Ministério da Saúde, me permita contestar a sua colocação. Se há uma instituição que no país se colocou distante, muitas vezes, daquilo que a ciência determina, a ciência orienta, foi o Ministério da Saúde do Brasil. A começar de um ministério que declara que máscara não é necessário, em plena pandemia isso não reflete a credibilidade necessária para o Ministério da Saúde. Então me permita aqui contestar a sua colocação. Sei que você não fez nem por bem, nem por mal, mas eu faço questão de registrar que aqui em São Paulo todos os procedimentos, desde o dia 28 de fevereiro, quando criamos o centro de contingencia, que passou a ser referência para o Brasil, aqui quem manda é a ciência. Vamos agora ao Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Todas as vacinas, independente se elas sejam voltadas para COVID-19, ou para a gripe, elas têm uma menos resposta na população idosa, é o que nós chamamos imunossenescência, é o envelhecimento do sistema imunológico que faz com que a sua resposta não seja igual ao jovem, a um adulto, e claramente a resposta é menor. Nós, há seis semanas, o governo do estado de São Paulo, junto do PEI - Programa Estadual de Imunização, sob à liderança do governador João Doria, já vem discutindo nós fazermos a terceira dose para os pacientes idosos. E também sabemos que a resposta é menor em relação a qualquer imunizante, qualquer imunizante em relação aos imunodeprimidos, ou imunossuprimidos. Dessa maneira nós temos esse olhar de atenção, acompanhando os próprios trabalhos que fazem, através da sua revisão, o embasamento para que nós devamos estar fazendo essa terceira dose, mesmo que ela esteja voltada ainda à variante Gama. Nós, porém, estamos olhando a variante Delta, que também está aqui já no nosso meio, e já mostrou o seu rastro de preocupação, principalmente nos países em que mesmo com vacinas como a Pfizer, tiveram a obrigatoriedade de realizar uma terceira dose. Então dessa maneira nós estamos muito atentos para a realização de terceiras doses para os pacientes, visto a necessidade de proteção com a variante Delta. E nos embasamos pela ciência, a ciência mostra através dos trabalhos que também aconteceram lá na China, em que ocorre uma resposta importante com a terceira dose de Coronavac, para pacientes com idade superior a 60 anos, aumentando a sua proteção em 77%. São quase sete vezes mais um reforço de produção de anticorpos neutralizantes, fazendo então com que essa proteção acabe sendo expandida, inclusive para as formas, como disse, variantes como a própria variante Delta. Então São Paulo tem um comitê científico que se embasa nos trabalhos científicos, e é exatamente isso que norteia as decisões de governo para qualquer ação, do ponto de vista de estratégia de saúde pública.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Marina, além do aspecto científico, seria importante você tomar ciência, se não tomou ainda, da Nota Técnica nº 27, do Ministério da Saúde, que exatamente se pronunciou sobre a terceira dose. Quer dizer, é uma nota técnica que tem nos seus considerandos elementos técnicos para fazer inclusive a recomendação da Coronavac como terceira dose. Só que no momento da conclusão ela conclui pela vacina da AstraZeneca, e paralela vacina da Pfizer. Então nós estamos aqui tratando de questões técnicas, científicas, e essas apontam que a terceira dose com a Coronavac aumenta enormemente a resposta imune. Mas do outro lado nós temos um posicionamento que é até mais político, por parte do Ministério da Saúde, quando descredencia, vamos dizer assim, essa vacina como terceira dose. Eu vou até pedir para o nosso pessoal aqui de apoio mandar para você essa Nota nº 27, para você dar uma olhada, e ver qual foi no final a conclusão, se ela foi técnica ou se ela foi motivada por outros fatores inclusive políticos ideológicos. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. E agora, doutora Regiane.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Marina, nós como PEI - Programa Estadual de Imunização, enviamos dois ofícios agora não mais ao PNI, mas à Secretaria de Enfrentamento à COVID-19, a SECOVID, do Ministério da Saúde, informando o quantitativo de doses que nós precisamos para a segunda dose, e a possibilidade de antecipação. Dependemos do Ministério da Saúde, não obtivemos até o momento nenhuma resposta dessa secretaria. E aguardamos, e sim, assim que a nota técnica do ministério sair da SECOVID, e for publicizada, nós podemos fazer essa antecipação. O estado de São Paulo, os 645 municípios podem rapidamente fazer a vacinação e a antecipação da segunda dose, mas para isso a gente precisa dos imunizantes vindos do Ministério da Saúde. Então ainda aguardamos a resposta à Secretaria do Enfrentamento à COVID-19. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, doutora Regiane. Marina, obrigado pelas perguntas. Vamos agora encerrando a nossa coletiva, com a Daniella Gemignani, da TV Globo, Globo News. Daniella, boa tarde. Bem-vinda mais uma vez. Sua pergunta, por favor.

DANIELLA GEMIGNANI, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. A minha pergunta é bem específica, o governo de São Paulo, o Instituto Butantan tem falado com o Ministério da Saúde sobre a inclusão da Coronavac como dose de reforço, há tratativas sobre isso? e aí só reforçar a pergunta do meu colega, que não sei se responderam, mas para mim, pelo menos, não ficou claro, as pessoas que tem 60 anos ou mais, que só vão completar seis meses depois de 10 de outubro, podem procurar os postos para tomar a dose de reforço normalmente, é isso? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito bem, vamos começar pela segunda, vou pedir à doutora Regiane, e a sua primeira pergunta, o doutor Jean Gorinchteyn.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Daniella, o processo de vacinação ele é dinâmico e contínuo, então sim, a gente faz no calendário um acerto daquilo que o território, que os municípios precisam entender. Mas lembrando que se eu completar após essa data, estiver na faixa etária de 60 anos ou mais, e eu tiver completando isso após o dia 10, dos seis meses da vacinação, não há problema nenhum, é sempre um processo contínuo, dinâmico, isso para a vacinação no estado de São Paulo continuará acontecendo para essa população. E se nós decidirmos na reunião de amanhã, por outro público, que é os trabalhadores de saúde, nós também viremos a falar, e vamos fazer esse calendário, esse movimento será contínuo. A vacinação no estado de São Paulo não para. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Jean Gorinchteyn, a primeira pergunta.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: O governo do estado de São Paulo, através da Secretaria de Saúde, está oficiando hoje o ministério, no sentido de solicitar junto com os próprios trabalhos científicos que dão a robustez à essa ação, para que a Coronavac seja também inserida nessa plataforma de imunização com terceira dose. Não é correto, não é justo, não é ético que nós tenhamos o dispositivo de vacinas, e esse dispositivo de vacinas não seja utilizado na sua plenitude.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito bem, com isso e com essas respostas a você, Daniella, nós encerramos a nossa coletiva de hoje. Muito obrigado, a todos que aqui participam, momento histórico para São Paulo também, com 51.449.095 milhões de doses aplicadas da vacina até agora, às 13h46min. Assim que virarmos na hora do almoço, com o aumento das pessoas que vão á vacinação, chegaremos aos 50% da população adulta vacinada com mais de 18 anos, com um feito histórico em São Paulo. Muito obrigado. Fiquem protegidos, fiquem bem. Obrigado, a todos que de suas casas também, ou dos seus escritórios, nos acompanham. Fiquem com Deus. Obrigado.