Coletiva - SP atinge marca de 20,6 milhões de doses da vacina do Butantan entregues ao Brasil 20211503

De Infogov São Paulo
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Coletiva - SP atinge marca de 20,6 milhões de doses da vacina do Butantan entregues ao Brasil 20211503

Local: Capital – Data: Março 15/03/2021

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pessoal, bom dia. Hoje, dia 15 de março, é o dia mais importante em volume de entrega de vacinas do Butantan, desde o início da entrega das vacinas na pandemia, aqui no Brasil. Nós estamos entregando hoje 3,3 milhões de doses da vacina do Butantan para o Ministério da Saúde, para vacinação dos brasileiros. Na quarta-feira, depois de amanhã, dia 17, mais dois milhões de doses da vacina do Butantan. Total, 5,3 milhões de doses em quatro dias para vacinação dos brasileiros. É um número recorde em volume de entregas do Instituto Butantan. O Butantan está trabalhando 24 horas por dia, são três turnos de trabalho, para a preparação e o envase e a entrega das vacinas para os brasileiros de todo o país, os de São Paulo e os do Brasil. No total, nós já entregamos 20,6 milhões de doses da vacina do Butantan. São 20,6 milhões de vidas salvas já no Brasil, mesmo com a primeira dose da vacina do Butantan. Até o final do mês de abril, estaremos entregando 46 milhões de doses da vacina do Butantan para o Brasil, através do Ministério da Saúde, cumprindo rigorosamente com o compromisso de São Paulo e do Butantan para com a saúde dos brasileiros. Mas eu queria repetir aqui: precisamos de mais vacinas, o Brasil precisa de mais vacinas. São Paulo e o Butantan estão cumprindo com o seu dever e a sua missão, e vão entregar 100 milhões de doses da vacina até 30 de agosto deste ano, salvando assim 100 milhões de brasileiros. Já com a primeira dose da vacina, o Dr. Dimas Covas, o Dr. Jean Gorinchteyn, que são médicos e cientistas poderão dar o depoimento a vocês: quem toma uma dose da vacina Coronavac, da vacina do Butantan, não tem óbito pela Covid-19, ou seja, a imunização já se faz preventivamente com uma dose. Evidentemente, com a segunda dose, aplicação da segunda dose, você tem 100% da chamada eficácia da vacina do Butantan. Mas precisamos de mais vacinas, é importante ressaltar que mais vacinas, mais brasileiros sendo vacinados e mais rapidamente poderemos voltar à normalidade. E São Paulo cumpre o seu dever, ajudando o Brasil. Neste momento, 20,6 milhões de doses da vacina entregues, até a próxima quarta-feira, dia 17, e até o dia 30 de abril, 46 milhões de doses. É São Paulo ajudando o Brasil, é São Paulo ajudando a salvar vidas do nosso país. Queria pedir um depoimento aqui do Dimas Covas e depois vamos às perguntas.

DIMAS COVAS, DIRETOR DO INSTITUTO BUTANTAN: Pois é, governador. A nossa fábrica, a nossa fábrica, nesse momento, produzindo em duas linhas de produção, sete dias, três turnos por dia, e isso permite então a entrega desse volume, como observado no dia de hoje. Em março, apenas em março, vamos entregar 22,3 milhões de doses, quer dizer, é o nosso recorde até o nosso momento. E em abril, além de terminar o contrato de 46 milhões, vamos também iniciar o fornecimento do segundo contrato, de 54 milhões. O segundo contrato, em abril, entregaremos mais seis milhões, já prevendo aí entregar 100 milhões, totalizando 100 milhões, até agosto. Então, o Butantan trabalha incansavelmente, governador, os nossos funcionários estão aqui dia e noite para que essas vacinas cheguem aos brasileiros.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. 22,6 milhões até a quarta-feira, né?

DIMAS COVAS, DIRETOR DO INSTITUTO BUTANTAN: É 20,6... Hoje, governador, hoje...

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Apenas para ratificar a informação que eu tinha dado a vocês, 20,6 milhões de doses da vacina entregues até hoje, com essas doses que estão saindo nos caminhões que estão aqui. Na quarta-feira mais dois milhões, portanto teremos 22,6 milhões de doses da vacina do Butantan neste mês de março, para que fique claro aí o número pra todos vocês. Agradecendo a presença aqui do nosso Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do Estado de São Paulo. Nós vamos começar agora as perguntas, começando com Gabriel Prado, da TV Globo, GloboNews. Bom dia, bem-vindo, Gabriel.

REPÓRTER: Bom dia, governador. Duas semanas atrás, São Paulo passou da fase laranja pra vermelha. Os primeiros frutos positivos, a gente deveria estar colhendo agora. Só que hoje a Grande São Paulo ultrapassa [ininteligível] de leitos de UTI ocupados [ininteligível] não descarta colapso na saúde pública de São Paulo, diz que essa vai ser a pior semana. Se os números continuarem aumentando daqui pra frente, o senhor não descarta medidas mais restritivas? O que o senhor vai fazer se a saúde de São Paulo entrar em colapso?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Nós vamos continuar. O Dr. Jean Gorinchteyn, vai responder, mas vamos continuar a fazer o que for necessário fazer. Por isso, temos um Centro de Contingência, com 21 médicos e cientistas, exatamente para nos orientar naquilo que devemos fazer. Nós não hesitaremos em adotar todas as medidas que forem necessárias para proteção da população em São Paulo. Nós estamos agora na chamada fase emergencial, é a fase mais restritiva, que, aliás, começa hoje, dia 15, e vai até 30 de março, com restrição inclusive com o toque de recolher, a partir das 20h. Nós precisamos que a população também compreenda a necessidade de obedecer e seguir a orientação do governo do estado de São Paulo, através dos médicos que compõem o Centro de Contingência da Covid-19, para se protegerem, ficarem em casa e compreenderem a importância de respeitarem esse período de 15 dias da chamada fase emergencial, para que não tenhamos que adotar uma fase ainda mais dura e mais restritiva, se não tivermos um recrudescimento do índice de infecção e, principalmente, de ocupação de leitos primários, e especialmente de leitos de UTI aqui nos hospitais no Estado de São Paulo. Mas o Jean Gorinchteyn pode dar mais informação.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Nós estamos muito atentos aos números, às ocupações, já ampliamos até a semana passada, em todo o estado de São Paulo, 1.118 leitos. Mas nós temos que entender que a velocidade em que esses pacientes estão chegando e necessitando das unidades de terapia intensiva solicitam do sistema pelo menos 150 leitos de UTI no estado por dia. Então, por mais que nós estejamos criando leitos, nós não estamos vencendo a velocidade com que esses pacientes estão chegando. Estamos dando acolhimento, estamos tendo todo o suporte, tanto de oxigênio quanto de respiradores, quanto dessas próprias ampliações, como nós falamos. Hoje, na coletiva, vamos anunciar um outro hospital de campanha. Semana passada, nós anunciamos 11 hospitais de campanha em todo o estado, e vamos continuar ampliando. Mas nos precisamos que a população entenda o seu papel, a sua responsabilidade, a sua consciência de que este é um dos piores, pra não dizer o pior momento que nós estamos vivendo na epidemia no mundo. E São Paulo não é diferente.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Antes da Beatriz Manfredini, da Jovem Pan, eu queria aproveitar... Gabriel, qual é a tua câmera? Só pra gente localizar um pouquinho melhor. Queria também fazer um registro aqui: No pior momento da pandemia em São Paulo e no Brasil, condenar manifestações feitas ontem em todo o Brasil, manifestações pró-presidente Bolsonaro, manifestações inadequadas, do ponto de vista de pessoas sem máscara, se aglomeraram em ruas, avenidas e praças. Poderiam fazer o protesto, é legítimo que façam manifestações, mas neste momento façam pelas redes sociais, façam de forma remota, virtual, e não com aglomerações. Um péssimo exemplo dado por uma parcela da população no dia de ontem, em São Paulo e em todo o Brasil. Aliás, um exemplo que coloca em risco estas pessoas. Eu chamo isso de manifestação pela morte, e quando deveríamos estar todos unidos, nos manifestando distanciados, pela vida. Vamos agora a Beatriz Manfredini, da Rádio Jovem Pan. Bia.

REPÓRTER: Bom dia, governador, bom dia a todos. Governador e Dr. Dimas também, eu queria saber um pouquinho se tem avanço naquele contrato adicional com o Ministério da Saúde, que pediu 30 milhões de doses da Coronavac. E queria saber do senhor, governador, sobre as outras vacinas que o senhor está procurando, de outras farmacêuticas, justamente no pior momento da pandemia aí em São Paulo também. A gente já tem algum avanço nessa questão? Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Bia, eu vou começar respondendo e, na sequência, o Dimas, evidentemente, fará a resposta. Nós já fizemos a opção de compra de 30 milhões de doses da vacina do Butantan, adicionalmente às 100 milhões de doses, para a população de São Paulo, sem prejuízo de novas demandas do Ministério da Saúde para a população brasileira. Mas aqui em São Paulo, eu volto a repetir, nós vamos vacinar todas as pessoas até 31 de dezembro, todas as 36 milhões de pessoas que precisam ser vacinadas em São Paulo, que podem ser vacinadas, serão vacinadas, até 31 de dezembro. Estou afirmando e garantindo que teremos vacinas para 100% da população vacinável em São Paulo. Por isso, já fizemos aquisição de mais 30 milhões de doses adicionais da vacina do Butantan, que chegarão, a partir de setembro, após a entrega das 100 milhões de doses que temos como compromisso com o Ministério da Saúde e com o Brasil, e vamos cumprir. Mas nós não vamos deixar a população de São Paulo à espera da vacina, vamos vacinar todos os brasileiros. Estamos também negociando com outro laboratório internacional, que nós só revelaremos qual após a assinatura do contrato, até para que esse laboratório não sofra molestações, restrições ou advertências do Ministério da Saúde, para aquisição de mais vacinas também. Preferimos aqui apostar em mais vacinas do que em menos vacinas. Sobre as 30 milhões de doses solicitadas, adicionais, para o Ministério da Saúde: vamos atender também, vamos fazer este atendimento pelo Butantan, mas quero esclarecer que, antes de adicionar mais 30 milhões de doses para o Ministério da Saúde, São Paulo terá mais 30 milhões de doses para vacinar a população de São Paulo. São Paulo é parte do Brasil, São Paulo já está dando a sua contribuição para o Brasil. Praticamente a única vacina existente no Brasil é a vacina do Butantan, de cada dez brasileiros vacinados até hoje, nove receberam a vacina do Butantan. Então, vamos proteger todos os brasileiros, mas vamos proteger também a população de São Paulo.

DIMAS COVAS, DIRETOR DO INSTITUTO BUTANTAN: Com relação às 30 milhões adicionais do Ministério, nós já respondemos que vamos atender, sim. Ainda não existe um contrato específico em relação a essas 30 milhões, mas acho que o governador resumiu bem a situação. Vamos fornecer 160 milhões: 100 milhões até agosto, já em contratos, 30 milhões adicionais para o estado de São Paulo e 30 milhões adicionais ao Ministério da Saúde.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Bia, obrigado pela pergunta. Vamos agora a Adriana Cimino, da TV Cultura. Bom dia, Adriana.

REPÓRTER: Bom dia. Nesses 3,3 milhões de doses que foram entregues hoje, eu queria saber quantas ficam em São Paulo e se isso já significa que nós teremos a divulgação de uma vacinação de uma nova faixa etária.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vou dividir a resposta com o Dimas e com o Jean Gorinchteyn, e com a Regiane que está aqui, que é a nossa coordenadora-geral do programa de vacinação no estado de São Paulo. São mais 3,3 milhões de doses para o programa nacional de imunização. Na proporcionalidade, 22% dessas vacinas permanecem em São Paulo, para imunização da população aqui do estado de São Paulo, seguindo as regras do programa nacional de imunização. E isso, evidentemente, vai dar um novo impulso no programa de imunização, lembrando que, na quarta-feira, depois de amanhã, estaremos entregando mais dois milhões de doses da vacina do Butantan para o atendimento de todo o Brasil. E aproveito, Adriana, pra falar aqui mais uma vez: precisamos de mais vacinas, o Ministério da Saúde, o governo federal, devem fazer um empenho para trazer mais vacinas imediatamente. Não é a perspectiva futura, não é anunciar e não ter, é anunciar, ter e vacinar. Dimas.

DIMAS COVAS, DIRETOR DO INSTITUTO BUTANTAN: O percentual que fica, o governador mencionou, 22,6% é a regra normal, isso vai dar mais de 700 mil doses para o estado de São Paulo.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Nós temos, desse quantitativo, 23% fica para o estado de São Paulo. Isso permite não apenas que nós estejamos dando a continuidade do programa de vacinação estadual, na segunda dose, para aqueles que receberam a primeira, mas também progredindo em outras faixas etárias. Na próxima semana, daremos seguimento, a partir do dia 22, para pacientes com 72 a 74 anos, e com isso daremos também progressão em outras faixas etárias, para que estejamos protegendo especialmente essa população de idosos, que correspondem a 77% das mortes nas unidades de terapia intensiva, decorrentes ao Covid.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Regiane.

REGIANE DE PAULA, CORDENADORA DO PROGRAMA ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Bom dia a todos, bom dia, governador, Dimas. No dia de hoje, nós estamos recebendo 22,6% do quantitativo de doses a serem entregues ao Ministério da Saúde. Isso equivale a 823 mil doses de vacina, que o estado de São Paulo irá receber, no Centro de Distribuição e Logística, no dia de hoje. Então, é 22,6% o quantitativo do estado de São Paulo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane, 823 mil? Oitocentos... Pois não.

REPÓRTER: Dr. Dimas falou 700... São 800?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: A palavra de quem faz todo o programa estadual de imunização, neste caso, não é nem do Dimas, nem do Jean, nem do governador, é da Regiane de Paula.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PROGRAMA ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Nós recebemos nota já do Butantan, de 823 mil doses de vacina, então, no dia de hoje o CDL deve receber do Instituto Butantan 823 mil doses de vacina.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Isso. Obrigado, Regiane. E agora, Bruna Barbosa, da Rádio e TV Bandeirantes. Bruna, mais uma vez, bem-vinda. Bom dia.

REPÓRTER: Obrigada, bom dia, bom dia a todos. Na resposta ao Gabriel Prado, o senhor não descartou a possibilidade de adoção de uma medida um pouco mais severa, caso essa fase emergencial não dê certo. Qual medida mais severa é essa? Já pode-se começar a pensar num lockdown? O senhor tem medo de São Paulo colapsar?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, Bruna, primeiro, quem toma decisões é o Centro de Contingência do Covid-19, não é uma decisão política, não é uma decisão de governo, não é decisão sob pressão de nenhuma ordem. É decisão sob orientação médica e da ciência. São 21 médicos que compõem o Centro de Contingência, e é a votação da maioria, inclusive muitas vezes não há decisões por unanimidade, e o Centro vota, e os votos são computados. Aqueles que têm... Quando há decisões que exigem votação, a maioria vence. Então, nós seguimos a orientação do Centro de Contingência da Covid-19. Esse centro se reúne diariamente, virtualmente, e hoje terá reunião inclusive para avaliação da ocupação de leitos de UTI, ocupação de leitos primários, o avanço da pandemia, ou os bons resultados que possam ser apurados, ainda que regionalmente. A análise segue sendo uma análise regional. Neste momento, todo o estado de São Paulo está em vermelho, e na fase emergencial, mas as análises regionais e locais continuarão sendo feitas pelo Centro de Contingência do Covid-19. A fase mais aguda, além da fase emergencial, é o lockdown. Nós não estamos em lockdown, eu faço sempre questão de esclarecer isso para que não haja confusão em relação ao que é lockdown e o que não é lockdown. Nesse momento, nós não estamos em lockdown, estamos na fase vermelha. É a fase mais avançada de todas as que já foram colocadas em prática, até o presente momento, pelo governo do Estado de São Paulo, através do Centro de Contingência. Nada se descarta, nem para evoluir para uma fase ainda mais dura, e, obviamente, a torcida e o trabalho para que possamos ter a regressão da ocupação de leitos de UTI, uma melhora no sistema e, gradualmente, a análise regional. Tudo vai passar, mas precisamos ter paciência e, principalmente, consciência. É hora das pessoas ficarem em casa, compreenderem a importância de se protegerem e protegerem os seus familiares também, até o próximo dia 30. Aí, sim, nós teremos uma visão completa das circunstâncias. E repito: quem determinará isso não é o governo, não é o governador, é a ciência. E parte, como integrante do Centro de Contingência, fala agora o nosso secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn. O Jean, médico infectologista do Emílio Ribas, é um dos 21 integrantes desse Centro de Contingência. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Nós estamos fazendo exatamente uma restrição que começou na fase vermelha, passou para essa outra fase emergencial, que requer mais atenção. Com essa fase, nós conseguimos diminuir a circulação de quatro milhões de pessoas, especialmente na região metropolitana de São Paulo, o que faz, dessa maneira, com que, diminuindo o número de pessoas circulando, diminua assim o vírus e o número de pessoas a serem internadas. Mas nós entendemos que, já hoje, algumas regiões merecem uma atenção especial e já estão sendo feitas restrições mais austeras e robustas pelos prefeitos. E essa é uma posição muito importante, porque cada uma das regiões vai identificar qual é o maior risco, e quando então essas restrições ocorrem, elas ocorrem para preservação da assistência à saúde. Se eu não colapso o sistema de saúde, que muitas já estão no limite, outras estão evoluindo para, eu consigo garantir a assistência a toda a nossa população. E é isso que cada um dos municípios tem essa autonomia para fazer essas restrições ainda maiores, mas tem que haver a colaboração da população. Nós precisamos que todos entendam que hoje, mais do que nunca, fiquem em casa, e se saírem, saiam somente, se necessário, numa eventualidade, numa emergência. Usem máscaras, evitem as aglomerações e evitem situações que parecem tranquilas, que é as visitas. Eu vou visitar um amigo, vou levar meu filho na casa dos meus primos e avós. É exatamente essa a condição em que ocorre a transmissão e as pessoas acabam, infelizmente, muitas vezes, evoluindo de forma grave e até mesmo perdendo as suas vidas.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, pra concluir, ainda, Bruna, pra ficar claro: Os municípios, no estado de São Paulo, podem, por decisão de prefeitas e prefeitos, endurecer as decisões. Eles podem fazer e têm autonomia pra isso--

REPÓRTER: Como estão fazendo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Como estão fazendo. E eles estão, ao fazerem, seguindo também orientação da saúde local, e terão o nosso apoio, como é o caso da cidade de São Paulo, ou qualquer outro município, dos 645 municípios do estado de São Paulo. Cada prefeito ou prefeita pode endurecer as decisões, se entender que, pela ciência, pela saúde, pelos seus grupos de contingência, isso for necessário. Terão o nosso apoio. O que não podem é relaxar as medidas adotadas pelo governo do estado de São Paulo, através do Centro de Contingência do Covid-19. É a fase... Eu já havia dito isso no início da semana passada, que enfrentaríamos a fase mais difícil e mais dura da Covid, desde março de 2020, e estamos enfrentando a fase mais dura e mais difícil da Covid-19, desde março de 2020. Portanto, agora é uma hora de redobrar a atenção, como já foi dito aqui pelo Dr. Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde, e também pelo Dimas Covas. É hora de você ficar resguardado, protegido. Proteja a saúde, a sua saúde, a saúde dos seus filhos, seus avós e dos seus pais. E vamos vacinar, vamos vacinar, com a vacina do Butantan, e clamar, pedir, solicitar, exigir que o Ministério da Saúde forneça mais vacinas para os brasileiros. Tudo vai passar, mas para passar precisamos vacinar. Pessoa, obrigado, até mais tarde, temos coletiva 12h45. Obrigado, tchau.