Coletiva - SP autoriza duplicação da Rodovia Mário Donegá e distribui 15 ônibus em Ribeirão Preto 20211305

De Infogov São Paulo
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Coletiva - SP autoriza duplicação da Rodovia Mário Donegá e distribui 15 ônibus em Ribeirão Preto 20211305

Local: Ribeirão Preto – Data: Maio 13/05/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos cumprimentar os jornalistas, os cinegrafistas, e também os fotógrafos que aqui estão. E vou pedir aos que estão aqui atrás de mim, para fazerem um pouquinho de silêncio, e a turma que está aqui ao lado, por favor, e assim a gente respeita o trabalho dos jornalistas que estão aqui já há cerca de uma hora. Vou levar aqui máximo 15 minutinhos, no máximo. Vou pedir só um pouquinho de silêncio para vocês. O pessoal aqui do lado também, se puder em respeito aos jornalistas que aqui estão. Pessoal, pedir um pouquinho de silêncio aí para a turma. Bem, pela ordem temos aqui a TV Clube, que é a TV Band. A TV Record aqui do interior de São Paulo. A EPTV, que também é TV Globo. E a Rádio CBN, aqui de Ribeirão. E vamos começar com o Samuel Santos, da TV Clube, TV Band, já com o microfone na mão. Samuel, bom dia. Obrigado por estar aqui conosco. Sua pergunta, por favor.

SAMUEL SANTOS, REPÓRTER: Governador, bom dia. Sabemos, foi falado amplamente que a Mário Donegá é um importante corredor de escoamento da produção agrícola, com essa obra, na prática, o que vai melhorar para o agronegócio aqui da região metropolitana de Ribeirão Preto?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: A Rodovia 292, Rodovia Mário Donegá, não só vai melhorar o escoamento da produção agrícola, de uma região proeminentemente agrícola, como é a região de Ribeirão Preto, aliás, a região que traz a maior riqueza do agro do país, que é a cana, o açúcar e o álcool, e o etanol. O Brasil é líder mundial, São Paulo é o maior líder do mundo nessas três categorias, no açúcar, no álcool e no etanol, e deve à essa região. Portanto, aqui essa Rodovia 251, a Rodovia Mário Donegá, duplicada e melhorada, ampliada e sinalizada, vale não apenas melhorar e agilizar o escoamento da produção, como também melhorar a qualidade do transporte, agilidade e a segurança também, das pessoas, que mesmo fora do mundo do agro, tem o direito do ir e vir, a terem mais segurança e o menor tempo no seu deslocamento entre seu trabalho e a sua casa, ou para o seu lazer. Mas não é só, me permita, Samuel, mencionar também que o programa das novas estradas vicinais também virá aqui para essa região de Ribeirão Preto, e nós temos várias estradas cuja a recuperação de recapeamento e sinalização começam agora no mês de junho. Nós lançamos o mais rigoroso e maior programa de recuperação de vicinais da história de São Paulo. E olha que não é fácil, porque um ex-governador de São Paulo, José Serra, fez um trabalho excepcional quando foi governador, nessa área de rodovias vicinais. Nós conseguimos superar, e vamos fazer com que 3.100 mil km de rodovias vicinais no Estado de São Paulo sejam integralmente recuperadas. Isso vai atingir também à várias rodovias vicinais aqui da região de Ribeirão Preto, que também essas sim servem fundamentalmente ao escoamento da produção. Então obrigado pela oportunidade da pergunta, e o esclarecimento de que o sistema viário vai melhorar e muito na região, não apenas com a SP-291, mas com as vicinais que serão recuperadas já a partir do mês de junho. E a Rodovia Mário Donegá será inaugurada no ano que vem, em 2022. Eu espero estar aqui inclusive com vocês para essa inauguração. Obrigado, Samuel. Vamos ouvir o Gustavo Batista, da TV Record. Batista, obrigado por estar aqui conosco, bom dia, mais uma vez. Sua pergunta, por favor.

GUSTAVO BATISTA, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Governador, diferente da média do estadual, a média também da capital, a gente percebe que a região de Ribeirão Preto, a DRS aqui de Ribeirão Preto, também DRS de Franca, tem mantido um índice de ocupação de leitos de UTI acima de 90%. E a gente tem a perspectiva de que talvez o HC, que é a referência para DRS em Ribeirão Preto, perca pelo menos, mais quatro ou cinco leitos nos próximos dias. O que o Governo de São Paulo está fazendo a respeito disso? E pode ser determinado algo diferente para essa região, que não está acompanhando o índice da capital de outras regiões?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Gustavo, vou dividir a resposta com o Vinholi, o Marco Vinholi, nosso secretário de Desenvolvimento Regional. Mas eu queria só localizar onde está a sua câmera, aqui, porque eu estou vendo que você está sem identificação, fica mais fácil olhando para você. Primeiro, não faltarão leitos aqui, nem leitos primários, nem leitos para atendimento em UTI, seja em Ribeirão Preto, seja em qualquer cidade dessa região, a análise, a visão do Governo do Estado ela é regionalizada, e ela é compartilhada com os prefeitos, os prefeitos lideram esse processo. Quero mencionar, lideram muito bem, diga-se, na gestão da saúde e na gestão principalmente no combate à COVID-19. Aqui nós não estaremos em nenhuma situação dramática de falta de leitos, tanto leitos primários, e principalmente os leitos de UTI, que são os leitos que salvam vidas. E a boa notícia é que de maneira geral, ainda que de forma gradual, nós estamos reduzindo o número de casos, reduzindo o número de internações, e reduzindo também o número de óbitos, essa é a boa notícia. Mas isso não nos exime de cuidado, atenção, zelo e o acompanhamento diário de internações, infecções e a ocupação de leitos de UTI. E fazemos isso, repito, sempre apoiando o trabalho de prefeitas e prefeitos da região, que acompanham isso também como prioridade nas suas gestões. Agora o Marco Vinholi pode dar mais detalhes também sobre a DRS aqui de Ribeirão Preto. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL: Bom, boa tarde. Nós acompanhamos aqui a evolução dos leitos de UTI em todo o Estado de São Paulo, um aumento de 140% ao longo desse período, a região aqui de Ribeirão Preto é uma das que tem mais leitos de UTI por 100 mil habitantes em todo o Estado de São Paulo, 28,4% nesse momento. Nós estamos seguindo diariamente, acompanhando os índices. O governador colocou de forma muito clara, não faltarão leitos de UTI, como não faltaram ao longo dessa pandemia. Então nós vamos seguir monitorando. Esse índice colocado acima de 90% não leva em conta o leito referencial, ou seja, o leito que rapidamente pode ser colocado em funcionamento, que nós levamos em conta ao longo desse período. Portanto, não faltarão leitos, a região e Ribeirão segue bem abastecida. E toda necessidade que houver, juntamente com os prefeitos nós vamos aumentar o número de leitos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. Gustavo, muito obrigado pela oportunidade da sua pergunta. Nós vamos agora à EPTV, que é a TV Globo, com o Luiz Bogonato. Luiz, muito obrigado por estar aqui conosco. Bom dia. Ainda bom dia, sua pergunta.

LUIZ BOGONATO, REPÓRTER: Bom dia, governador. Bom, a minha pergunta tem a ver com vacina. Como é que estão as negociações dos insumos? Tendo em vista que o senhor entrou em contato com o embaixador chinês, divulgou isso inclusive no Twitter. E como que a demora na entrega desses insumos prejudica o nosso país?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Luiz, ontem pela manhã eu fiz uma longa conferência telefônica com o embaixador da China, em Brasília, Yang Wanming, que tem sido um bom parceiro do Governo de São Paulo, eu quero registrar isso, e ele tem sido solidário a São Paulo. E nós solidários e ele, à China, e ao povo chinês, pela ajuda e pelo apoio que tem nos oferecido desde o início, tanto é que São Paulo tem um escritório do Governo em Xangai, aberto em agosto de 2019, e esse escritório aumentou e muito as relações comerciais, econômicas, internacionais e também na área da saúde, com o Governo da China. Foi esse o escritório onde se originou o acordo com a Sinovac, o laboratório chinês com sede em Pequim, e o Instituto Butantan, para assinatura do contrato que fizemos em abril do ano passado, logo aos 60 dias de pandemia, para aquisição de vacinas, e isso ratificado depois a partir de agosto, com a aquisição pelo Governo de São Paulo, dessas 46 milhões de doses que nós já entregamos para o Ministério da Saúde. Foi São Paulo que comprou e pagou antes de oferecer ao Brasil através do Ministério da Saúde. Mas é triste e lamentável que, Luiz, nós tenhamos que ouvir, assistir e ler declarações desairosas do Presidente da República do Brasil, Jair Bolsonaro, do seu ministro da Fazenda, Paulo Guedes, e da família Bolsonaro criticando o Governo da China, criticando o povo chinês, criticando a própria vacina. E ainda insinuando que a China criou o vírus e espalhou o vírus pelo mundo. Evidentemente que isso cria um enorme desconforto nas relações diplomáticas entre o Brasil e a China. A boa notícia, o novo ministro das Relações Exteriores do Brasil, Luiz França, é um diplomata de carreira, e até onde sei não tem nada com ideologia e nem com partidarismo. E tem feito um esforço, e eu reconheço, para resgatar as relações com a China, impedindo dessa maneira que o mal-estar prevaleça e impeça a autorização do embarque de 10 mil litros do IFA, que são os insumos necessários para a produção da vacina. A Sinovac tem 10 mil litros prontos para o Brasil, faz parte do nosso contrato, nós contratamos 100 milhões de doses nessa primeira etapa para o Governo Federal, para todo o Brasil, e mais 30 milhões exclusivamente para São Paulo. São 130 milhões de doses da vacina. Esses 10 mil litros representam cerca de 18 milhões de doses da vacina. Estão prontos, embalados, colocados em contêineres refrigerados, aguardando apenas a autorização do Governo da chine para serem embarcados para o Brasil. Mas isso exige um esforço da diplomacia brasileira, do Itamaraty, para que essa liberação seja autorizada. Tão logo autorizada o embarque será feito de imediato, e ao chegar aqui, em menos de duas semanas nós já estaremos entregando mais vacinas. E aproveito para lembrar que amanhã, sexta-feira, entregaremos mais 1 milhão de doses da vacina, performando, totalizando 47,112 milhões de doses da vacina do Butantan. Mas é só, a partir daí precisamos de mais insumos. Obrigado, Luiz. Agora a Michele Sousa, da Rádio CBN aqui de Ribeirão. Com você, Michele.

MICHELE SOUSA, REPÓRTER: Bom dia, governador. Eu queria saber sobre a Butanvac, o que a gente já tem de concreto? Dá para falar de alguma data, qual a situação hoje?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa pergunta, e importante, Michele. Butanvac é a vacina do Butantan, e é a vacina que não depende de insumos importados, os insumos serão produzidos aqui. Como governador do Estado eu autorizei a produção de 40 milhões de doses da Butanvac, mesmo antes da aprovação da ANVISA. Quero lembrar que não foi diferente com a Coronavac, quando nós adquirimos a Coronavac em abril do ano passado, nós não tínhamos nenhuma aprovação da ANVISA, nós tínhamos a convicção de que essa era a atitude correta, dada a urgência, como é até hoje, de termos vacinas para salvar vidas. A Coronavac se mostrou uma vacina eficaz, foi aprovada pela ANVISA, e São Paulo foi o primeiro Estado a vacinar brasileiros e paulistas no dia 17 de janeiro deste ano. Autorizamos o Instituto Butantan a produzir as doses, já tem 6,800 milhões de doses, aproximadamente prontas, elas serão refrigeradas, o Butantan tem uma estrutura que permite a preservação dessas vacinas, para que tão logo a ANVISA autorize o seu processo de pesquisa. Lembrando que o princípio do vírus inativo da Butanvac é o mesmo da vacina contra H1N1, contra a Influenza, é isso que dá agilidade e total confiança no sistema tecnológico de produção dessa vacina. Será um ganho extraordinário para o Brasil, ter uma vacina produzida aqui que não dependa de insumos, nem da China, nem da Índia, nem dos Estados Unidos, nem da Grã-Bretanha. Que possam vir, evidentemente, quanto mais vacinas, melhor, mas se tivermos uma vacina brasileira, eficaz, produzida integralmente aqui, isso nos dará mais liberdade, e, sobretudo, agilidade no processo vacinal no Brasil. Bem, dependerá da ANVISA, a partir de agora nós temos que pedir à ANVISA que seja célere, que seja rápida, entendimento a situação emergencial de um país que não tem vacinas, e que precisa vacinar. Nós já cumprimos no nosso papel, desenvolvemos a vacina pelo Butantan, o Butantan tem 120 anos de existência, uma instituição respeitada mundialmente. Desenvolvemos a vacina, tudo indica que ela é extremamente eficaz, inclusive contra as novas cepas, seja a cepa de Manaus, seja a cepa indiana, ou a cepa africana. Ela está em produção, agora dependemos da ANVISA, que ela libere os estudos rapidamente, que acompanhe os estudos passo-a-passo, não com burocracia, mas com sentimento de urgência e da emergência que temos no país. E tão logo ela autorize, nós já teremos a vacina. Volto a repetir, ao final do mês de agosto já teremos 40 milhões de doses da Butanvac prontas para destinar ao braço e à imunização dos brasileiros. Obrigado, pessoal. Muito obrigado, a todos. Um bom dia, se protejam, fiquem com Deus.