Coletiva - SP começa a aplicar segunda dose da vacina do Butantan contra COVID-19 20211202

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Coletiva - SP começa a aplicar segunda dose da vacina do Butantan contra COVID-19 20211202

Local: Capital - Data: Fevereiro 12/02/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, a todos. Vamos dar início à nossa coletiva de imprensa. Hoje com dois convidados muito especiais, Mônica Calazans, a primeira brasileira a receber a vacina contra a COVID-19 no Brasil, ela recebeu a vacina do Butantã, a vacina de São Paulo, a vacina do Brasil, a vacina da vida no dia 17 de janeiro, e hoje recebe a sua segunda dose da vacina. Outro convidado especial é o padre Júlio Lancelot, padre Júlio Lancelot, eu conheço há muitos anos, padre Lancelot é um símbolo na luta contra a desigualdade, e defensor das pessoas em situação de rua, eu o conheci quando prefeito da capital de São Paulo. Mantendo essa boa relação, como governador de São Paulo, tanto eu, quanto Bia, minha esposa. E eu quero cumprimentar o Bruno Covas e a Prefeitura de São Paulo por terem tomado a iniciativa de iniciar hoje a vacinação das pessoas em situação de rua com mais de 60 anos. E hoje nós também vacinaremos o padre Júlio Lancelot, que está na linha de frente no apoio às pessoas em situação de rua, e também nesse programa de vacinação que a Prefeitura de São Paulo, acertadamente, começa nessa sexta. Além de ambos, como convidados especiais, estão conosco Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo; Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia; Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional; João Gabbardo, coordenador executivo do centro de contingência do COVID-19; Paulo Meneses, coordenador geral do centro de contingência do COVID-19; E Regiane de Paula, que é a coordenadora geral do Programa Estadual de Imunização em São Paulo. A todos, muito obrigado por estarem aqui nessa tarde. Boas notícias mais uma vez, primeiro da vacinação, aliás, os nossos temas hoje são integralmente vinculados à vacina. A enfermeira Mônica Calazans, primeira brasileira a receber a vacina contra a COVID-19 no Brasil, está aqui ao meu lado, e hoje vai receber a segunda dose da vacina do Butantã, a vacina de São Paulo, a vacina da vida, a vacina do Brasil. Mônica Calazans se tornou um símbolo no Brasil, e mesmo fora do Brasil ao receber a sua dose da vacina do Butantã no último dia 17 de janeiro. Ela é parte da linha de frente desses heróis profissionais de saúde, médicos e enfermeiros, assim como os trabalhadores da saúde que seguem salvando vidas, protegendo as pessoas em São Paulo e em todo o Brasil. Mônica, eu quero também aqui como brasileiro, e como governador de São Paulo, agradecer em seu nome todos que estão na linha de frente, todos que sacrificam suas vidas e se expõem para salvarem vidas. Desde o início da campanha de vacinação aqui em São Paulo, já superamos 1,300 milhão de pessoas vacinadas em São Paulo. Sobre esse tema, comentarão a doutora Regiane de Paula, e sim, Mônica Calazans, a enfermeira do Brasil. Segunda boa notícia, a vacinação do padre Júlio Lancelot, é uma atitude de respeito, de homenagem ao padre Lancelot, assim como a todos que ao lado do padre Júlio Lancelot, e muitos também anônimos que ajudam a proteger aqueles que em situação de rua estão nos grupos de mais fragilizados, que pela boa iniciativa do prefeito Bruno Covas, a partir de hoje, aqueles que com mais de 60 anos em situação de rua começam a ser vacinados. E uma das pessoas que contribuiu e contribuirá nesse programa de imunização para as pessoas em situação de rua, é o padre Júlio Lancelot. Repito, símbolo da luta contra a desigualdade, e defensor dos direitos humanos. Padre Júlio Lancelot, mais uma vez, é uma honra tê-lo aqui, muito obrigado por estar ao nosso lado. Parabéns pelo seu trabalho. Lhe cumprimento em meu nome, nome da Bia, minha esposa. Há duas semanas, três semanas, nós tivemos juntos, e eu fiquei bastante emocionado acompanhando naquele momento a primeira refeição das pessoas em situação de rua, ao seu lado e de outros colaboradores da sua pastoral. Padre Lancelot receberá aqui a sua vacina, e também fará seus comentários. Terceira boa notícia é ainda vinculada à vacinação, é o ranking dos municípios que mais vacinaram, nós temos o vacinômetro, uma iniciativa do governo do estado de São Paulo para avaliar hora a hora, dia a dia, o número de pessoas vacinadas em todo o estado de São Paulo. E a partir de agora nas coletivas, divulgaremos os dez municípios que mais vacinaram em São Paulo, municípios com mais de 100 mil habitantes. Com uma forma de incentivar a vacinação e o bom trabalho que, na sua expressiva maioria, prefeitos e prefeitas do estado de São Paulo vêm realizando na vacinação, não apenas municípios com mais de 100 mil habitantes, mas também os municípios com menos de 100 mil habitantes. Na sua maioria expressiva, exemplar o trabalho de prefeitos e prefeitas em São Paulo, no Programa Estadual de Imunização, e atendendo às recomendações do Programa Nacional de Imunizações. Sobre esse tema, também a doutora Regiane de Paula, coordenadora geral do programa de imunização aqui no estado de São Paulo, e o doutor Jean Gorinchteyn, farão uso da palavra. E o doutor Jean Gorinchteyn na sequência, dará também os números da semana epidemiológica em São Paulo. Vamos então agora ao primeiro tema, e nesse primeiro tema, que envolve a aplicação da segunda dose da vacina da vida, da vacina de São Paulo, da vacina do Butantã, a vacina do Brasil, eu passo a palavra à doutora Regiane de Paula, que é a coordenadora do Plano Estadual de Imunização, e logo na sequência faremos a vacinação com a mesma enfermeira, agora que eu tô olhando você aqui, que vacinou você, Mônica, naquele 17 de janeiro. E aí faremos a vacinação da Mônica aqui ao lado. Mas primeiro vamos ouvir a doutora Regiane de Paula.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Bom dia, a todos, e todas. Hoje é um dia de muita emoção, primeiro porque é um momento de iniciarmos a segunda dose da vacina, lembrando que entre 14 e 28 dias está preconizado a segunda dose de vacinação da vacina do Instituto Butantã, a vacina, como o governador diz, da vida, né? Hoje é ela que está em todo o território vacinando não só os paulistas, mas como todos os brasileiros. Então é um momento de muita emoção, Mônica conosco, a Jéssica, enfermeira, que também tem trabalhado conosco desde o início da vacinação. E além disso, o padre Júlio, essa liderança com a população vulnerável em situação de rua, alguém que tem admiração de todos nós. Então é um momento muito importante. Eu acho que iniciamos uma nova fase, continuamos trabalhando incessantemente, governador, secretário, todos que estão aqui sabem disso, do quanto o Programa Estadual de Imunização tem trabalhado para que todos os municípios tenham as suas vacinas, recebam suas grades, e imunizem a sua população. Mas a gente falará um pouquinho mais sobre isso depois. Eu acho que gostaria de passar agora, governador, para a Mônica, para que a gente possa fazer a vacinação dela, e depois ouvir as palavras. Por favor, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, doutora Regiane. Eu queria cumprimentar a Jéssica, obrigado por você estar aqui mais uma vez, representando também a linha de frente dos profissionais de saúde que estão salvando vidas em todo o Brasil. Antes da aplicação da vacina, a Mônica pediu o uso da palavra, e eu com muita honra passo a palavra a você, a enfermeira do Brasil, Mônica Calazans.

MÔNICA CALAZANS, ENFERMEIRA: Em primeiro lugar, boa tarde, a todos. Para mim é um prazer estar aqui mais uma vez, diante de vocês, sabendo que eu tenho uma representatividade muito grande, que começou tudo no dia 17 de janeiro. Quero deixar claro, antes de mais nada, a minha emoção em poder estar sendo imunizada pela segunda vez. Mas isso não me dá o direito de sair na rua sem máscara, sem o álcool em gel, evitar aglomerações, o isolamento social. Eu vou continuar junto com todos os brasileiros usando máscara, até que todos nós estejamos realmente todos imunizados. Em solidariedade a todos nós. E mais, eu estou aqui é por uma classe, que é a enfermagem, eu sou enfermeira, tenho muito orgulho de tudo isso, eu tenho muito orgulho da minha profissão. Então eu só quero deixar claro que eu não sou atriz, eu sou enfermeira. Me falaram, mandaram mensagem dizendo que eu estava atuando, eu acho que em um momento com tantas mortes não existe atuação teatral, é uma realidade que todos nós estamos vivendo, foram mais de 200 mil mortes. Eu acho que não dá para atuar em uma situação dessa. Então tudo que eu fiz, tudo que aconteceu no dia 17 de janeiro, foi verdadeiro. Eu deixo claro a todos aqui que eu sou enfermeira, eu tenho um COREN, e eu quero que respeitem isso. E estou aqui pelos brasileiros sim, tá? Eu acho que quem teve uma perda na família sabe do que eu estou falando. Então vamos pensar nisso, ao invés de me atacarem com piadinhas, como fizeram, a partir do dia 17, me respeitem como profissional, vejam, eu estou na linha de frente desde o início, desde o início eu estou na linha de frente, cuidando de pacientes graves. Então antes de falar de mim veja minha história, respeita a minha história, eu fiz isso pelos brasileiros. Se alguma coisa tivesse dado ruim quem ia perder ia ser a minha família. Então vamos pensar nisso antes de me atacar, eu estou aqui pelos brasileiros, tomei a vacina do Butantã, com muito orgulho, e falo, com a boa cheia, é a vacina de São Paulo, é a vacina do Brasil. E é o que a gente estava esperando realmente para a gente poder sair dessa prisão que todos nós estamos vivendo. É isso que eu tenho a falar.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Mônica. Antes da sua vacinação, padre Júlio Lancelot pediu para fazer uso da palavra, eu queria mais uma vez agradecer muito, padre, a sua presença aqui, a sua liderança, o seu gesto, a sua humildade, e a sua bondade também, ao longo de tantos e tantos anos. Eu convivi com o senhor como prefeito de São Paulo durante um ano e meio, e nesses dois anos tenho convivido ao lado da Bia, minha esposa, e a minha admiração só cresce ao longo do tempo. Padre Júlio Lancelot.

JÚLIO LANCELOT, PADRE: Queria agradecer ao senhor governador, e também ao senhor prefeito. E hoje para nós foi um momento muito bonito, muito tocante, e muito forte em termos de humanização, o início da vacinação da população de rua com mais de 60 anos. Durante toda manhã eu acompanhei os consultórios de rua, com o senhor secretário da Saúde municipal, esse início de vacinação. São mais de 2.200 mil moradores de rua nessa faixa etária. E o que é interessante e bonito, que além dos que estão vindo nas UBSs, nos locais de vacinação, também está tendo uma buscativa daqueles que estão na rua e que receberão a vacina. Eu acredito que São Paulo é o primeiro estado e a primeira cidade do Brasil que está vacinando os moradores de rua. Assim como o Papa Francisco vacinou e pediu para vacinar os moradores de rua na cidade do Vaticano, e os que estão em Roma, nas proximidades do Vaticano. Então em uma cidade como a nossa, tão cheia de contrastes, vacinar os irmãos de rua é um sinal de humanização, é um sinal de florir esperança nessa cidade. Então junto com eles, estando com eles, e convivendo com eles, a palavra é uma palavra forte, de esperança, de gratidão, e que logo possamos ampliar ainda mais essa faixa, para que todos os irmãos e irmãs em situação de rua recebam a vacina. Deus abençoe todos os profissionais de saúde, os cientistas, o Instituto Butantã, a vacina de São Paulo, a vacina do Brasil, a vacina que salva a humanidade, a vacina dos irmãos de rua.[aplausos]

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Padre Júlio Lancellotti. Agora, vamos convidar a enfermeira do Brasil, Mônica Calazans, para a sua segunda dose da vacina do Butantan, da vacina da vida, a vacina de São Paulo, a vacina do Brasil. Eu vou lá com você. Venha, Padre Júlio, venha nos acompanhar.[aplausos]

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Padre Júlio quer mostrar o seu certificado da vacina, que ele tomou hoje, junto com as pessoas em situação de rua com mais de 60 anos.[aplausos]

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Até respirar um pouco aqui, viu? Obrigado, Mônica, obrigado, Padre Júlio. Nós vamos agora com a Dra. Regiane de Paula, falar sobre o ranking dos municípios que estão vacinando, aqui em São Paulo, o estágio da vacinação, a apresentação do vacinômetro e, logo na sequência, comentários e apresentação dos números da semana epidemiológica, com o Dr. Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do Estado de São Paulo. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PLANO ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Obrigado, governador, mais uma vez. É muita emoção, a gente precisa realmente respirar fundo. Nós decidimos então, a partir de agora, publicar um ranking com os 10 municípios do Estado de São Paulo que mais vacinaram proporcionalmente à sua respectiva população, municípios esses com mais de 100 mil habitantes. Esse dado, ele é muito importante, porque ele nos traz transparência e demonstra a questão da gestão pública. Então, os municípios recebem as suas grades de vacina e, proporcionalmente, vacinam. E esse registro, ele é fonte de onde? Ele é fonte do nosso sistema, da nossa plataforma Vacivida. Então, mais uma vez, eu gostaria aqui de lembrar a todos os gestores municipais a importância de registrar cada dose aplicada nominalmente na plataforma Vacivida. Com isso, nós temos alimentação do vacinômetro e, nesse momento, nós já passamos de mais de 1,3 milhões de vacinados no Estado de São Paulo. Vamos avançar, estamos avançando. Várias estratégias estão sendo tomadas pela Secretaria de Estado de Saúde, para que nós possamos subsidiar esses secretários de saúde, para que, cada vez mais, eles coloquem os dados dos seus vacinados na plataforma Vacivida. Então, esse ranking, ele tende a mudar a toda semana. Nós temos aí os 10 mais, o total do Estado de São Paulo é de 2,8%, então isso vai ser sistematicamente apresentado a todos os senhores, e os gestores podem então também acompanhar como é que está o ranking da sua cidade, semanalmente, e diariamente eles têm acesso, porque eles também têm uma senha, um login, e eles podem colocar os dados e acompanhar o que está acontecendo no seu município. Então, fica aqui, governador, a nossa solicitação a todos os gestores municipais, 645 gestores, que olhem a importância dessa plataforma, para que a gente traga transparência em tudo aquilo que está sendo feito no Estado de São Paulo e na questão da gestão em saúde pública. Essa vacina é muito importante. Hoje, nós temos a vacina do Butantan salvando vidas e cada registro faz uma enorme diferença, não só hoje, mas sempre. Então, por favor, gestores, eu conto com a sensibilização dos senhores, para que rapidamente coloquem o número de vacinados na plataforma Vacivida. E só pra finalizar, governador, lembrando da importância. Nós estamos vacinando os idosos e é muito importante que também seja realizado o pré-cadastro no Vacina Já. Com isso, nós diminuímos o nosso tempo de vacinação, de 10 pra 1 minuto, como nós temos visto inclusive nos sistemas drive-thru. Então, o Estado de São Paulo, que aporta não só a vacina, como também uma plataforma, dispõe aos municípios instrumentos para que ele possa registrar e informar.

E eu só queria agora, prometo que é a última fala, informá-los também, e a todos aqui, que nós já estamos com operabilidade, interoperabilidade com o Ministério da Saúde. A Prodesp é responsável por enviar todos os dados, todos os dias, através de um API, um sistema próprio, para o Ministério da Saúde receber essa informação. Então, nós já estamos, inclusive a Prodesp já nos deu o sinal verde que isso já está acontecendo. Então, estamos em tempo real também com o Ministério da Saúde, governador. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dra. Regiane. Vamos passar ao Dr. Jean Gorinchteyn, que pode também chamar depois... Aliás, talvez abrir com o vacinômetro, Dra. Regiane, e na sequência com os dados.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PLANO ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Podemos, por favor.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: É só pra mostrar pra todos aqui a última atualização, às 12h55 minutos, 1.312.071 vacinados em São Paulo. Muito bem, obrigado, Dra. Regiane. Agora, Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do Estado de São Paulo. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Estamos na 6ª semana epidemiológica do ano de 2021, e observamos que as medidas que foram instituídas no Plano São Paulo foram fundamentais no controle da pandemia no nosso estado. Se nós não tivéssemos instituído um regramento para muitas das regiões, até de uma forma muito mais robusta, muito mais austera, sem dúvida alguma, neste momento, nós estaríamos com um colapso no nosso sistema de saúde, em todo o estado, e não somente em uma ou outra região. Isso só ocorreu graças ao apoio de todos, tanto da população, comerciantes, empresários, que colaboraram, deram a sua participação e seguiram todas as normas, regras sanitárias, para que hoje pudéssemos ter os dados que são hoje ofertados.

Temos hoje 66,7% de taxa de ocupação em UTI, na Grande São Paulo esse número foi ainda mais baixo, 65,6%. E eu quero que vocês lembrem que na 2ª semana epidemiológica nós tínhamos quase 73% de taxa de ocupação. Portanto, isso significa que menos pessoas internaram e, dessa maneira, garantiram a assistência, bem como evidenciar um controle da pandemia. Em relação à semana epidemiológica anterior, tivemos uma queda em... Próximo, por favor. Nós tivemos, em relação ao número de casos, uma queda importante de 9% em relação à anterior, de novos casos. Próximo, por favor. E quando nós olhamos a internação, nós tivemos uma queda de 6% no número de internações, já são, observem, a 4ª semana consecutiva de queda. E a gente sempre reforça que a internação, ela mostra, é um dado absolutamente atualizado do que está acontecendo, com o que nós chamamos dinâmica da epidemia naquela região, mostrando o quanto a circulação do vírus impacta exatamente em número de pessoas que adoecem. Tivemos... Próximo. Tivemos, porém, e eu acho que esse merece uma atenção muito especial, numa elevação de 5% no número de óbitos, e isso, sem dúvida alguma, é o resultado das internações anteriores, das semanas anteriores, pacientes que internaram de forma grave e ocuparam os leitos de unidade de terapia intensiva e que, infelizmente, vieram a falecer. Temos que continuar vigilantes, atentos às medidas sanitárias e lembrar que, principalmente agora, apesar de não ter sido considerado feriado de Carnaval, muitas pessoas estão em programação de viagem, estarão viajando. Porém, temos que nos cuidar. Procurem descansar, mas não esqueçam da utilização de máscaras, evitem se aglomerar com outras pessoas, mesmo em ambientes externos. Nós temos a falsa sensação que estar numa praia, debaixo de um guarda-sol, com outras pessoas, nos deixa seguros. Isso não é uma verdade. Então, evitem as aglomerações, nos encontros, churrascos, se puderem ser evitados, melhor ainda, para garantir que as pessoas estejam realmente viajando com responsabilidade, para cuidarem da sua própria vida.

Quero reforçar nesse momento, governador, os municípios, sobre a obrigatoriedade no preenchimento dos cadastros das pessoas que foram vacinadas, através da plataforma Vacivida. Ela irá fomentar alguns dados para o vacinômetro, e lembro que aqueles que não fizeram, deverão fazê-lo em até 72 horas. Caso não o façam, serão realmente autuados pela Vigilância Sanitária. E quero lembrar ainda que a segunda dose das vacinas que serão disponibilizadas para os municípios seguirá exatamente aquelas doses que foram utilizadas na vacinação, e nós nos nortearemos pelo Vacivida. Quem preencheu, significa que vacinou, e receberá, portanto, a segunda dose. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. Jean Gorinchteyn. Assim, vamos para as perguntas dos jornalistas, começando com a Maria Manso, da TV Cultura. Na sequência, logo após a Maria Manso, da TV Cultura, nós teremos a Blumberg, com Andrea Romani, o SBT, com Fábio Diamante... Aliás, Diamante, fazia tempo que eu não via você, Fábio, bem-vindo. A TV Record, com a Daniela Salerno, a TV Globo, GloboNews, com a Daniela Geminiani, a Jovem Pan, com a Nanny Cox, o Portal UOL, com Lucas Teixeira, e a Rádio CBN, com Vitória Abel. Começamos então com você, Maria Manso. Boa tarde.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Mônica, Padre Júlio, obrigada por esse sopro de esperança que vocês trazem. Mas a situação da pandemia ainda é muito grave, a gente sabe. Manaus, principalmente, provoca muita preocupação. Governador, o senhor confirmou que vai fazer uma doação de 50 mil doses de Coronavac para o Estado do Amazonas, mas alguns especialistas já defendem medidas mais fortes, para que se evite a transmissão das novas cepas, que estão se desenvolvendo lá no Amazonas. Então eu pergunto: o Estado de São Paulo estuda a possibilidade de se fechar a receber voos do Amazonas e de Manaus, para impedir que as novas variantes da Covid-19 cheguem aqui ao estado? Por favor.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Maria. Vou dividir com o Jean Gorinchteyn e com o Dr. Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência do Covid-19. Por partes. São Paulo fez uma doação espontânea, de 50 mil doses da vacina do Butantan, dada a situação dramática, especialmente da capital do Amazonas, Manaus. Foi um gesto humanitário, solidário, sem custo, evidentemente, nem para a prefeitura de Manaus, nem para o Governo do Estado do Amazonas, e nem tampouco ao Ministério da Saúde. Essas 50 mil doses não estão nas 100 milhões de doses que temos o dever de fornecer ao Ministério da Saúde, pela encomenda feita, de 46 milhões de doses, já formalizada em contrato e, aguardando a formalização, mais 54 milhões de doses. Mas fornecemos também respiradores, foram 33 respiradores doados para o Governo do Estado do Amazonas, prefeitura de Manaus, e várias bolsas de sangue também, para ajudar os profissionais de Saúde a salvarem vidas em Manaus, isso fez parte do conjunto de doações do Governo de São Paulo. As 50 mil doses serão disponibilizadas pelo Butantan a partir do final deste mês, da última semana deste mês de fevereiro, em lotes, gradualmente, até porque com isso nós contribuiremos também para regulação, na vacinação, no uso desta vacina, de forma adequada, criteriosa e para quem precisa receber a vacina. Sobre a segunda parte da sua pergunta, vou pedir ao Dr. Jean Gorinchteyn. É um tema da saúde, não é um tema de ordem política.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Nós já estamos muito atentos com a ocorrência de cepa mutante na região de Amazonas, especialmente na cidade de Manaus. Temos, no Estado de São Paulo, já nove pacientes que, na sua grande maioria, vieram de lá e foram então, pela sua história, que nós chamamos epidemiológica, ter vindo de lá e ter manifestação clínica, foram testadas e assim que positivou o teste do RT-PCR foi feito o que nós chamamos de análise filogenética, para avaliar se esse vírus tinha, realmente, a mesma semelhança, era o vírus que circulava no Amazonas. Isso foi caracterizado em seis pacientes que nós identificamos pelo Instituto Adolfo Lutz e outros três tiveram esse rastreio e definição estabelecida por outros laboratórios privados. Dessa forma, continuamos atentos, todos os nossos serviços de saúde são orientados para que qualquer pessoa que tenha vindo da região Norte, que tinha tido contato com alguém que tenha viajado para essa região e que apresentem sintomas respiratórios, que mínimos, dor de garganta, nariz entupido, devam ser não só testadas, mas se o resultado der positivo deverão ser avaliados para sabermos se é ou não essa cepa mutante. Outras discussões estão havendo para que nós possamos fazer o que nós chamamos de forma aleatória, algumas pesquisas de rastreio na população em geral, até para saber se nós já temos ou não essa cepa nova circulante na nossa comunidade. Então, essa forma é aleatória, em alguns pacientes que se deram positivos, terão sim, essa testagem realizada. No componente de fechamento de aeroportos e das divisas, isso estará a critério da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. É ela que terá autonomia para poder definir as estratégias a serem tomadas, até mesmo em cada um dos estados.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem Dr. Jean. Dr. Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DA COVID-19: Obrigado governador. Boa tarde. Eu só gostaria de acrescentar que o centro de contingência está acompanhando essa questão tanto da perspectiva internacional como nacional, temos discutido, estamos trabalhando junto com a equipe da Secretaria de Saúde, especialmente Instituto Adolfo Lutz, no sentido de acompanhar a estratégia de vigilância laboratorial que o secretário acabou de descrever e queria aqui colocar que na própria quarta-feira, dois dias atrás, nós fizemos uma recomendação para aquelas pessoas que eventualmente se desloquem no Carnaval para outras cidades, para outras regiões, de que quando voltassem fiquem, se possível, e é muito recomendado, numa quarentena de pelo menos sete dias para evitar esse tipo de situação. Eu acho que essa recomendação pode e deve ser perfeitamente estendida para todos aqueles que se deslocam, seja do Amazonas para cá, seja qualquer região, porque essas variantes, elas podem estar circulando em qualquer região. É muito rápido o deslocamento do vírus de um país para outro, de uma região para outra, então, fica a extensão da recomendação de quem se desloca tomar seus cuidados e, se possível, fazer essa quarentena de uma semana.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Dr. Paulo Menezes. Maria Manso, muito obrigado. Vamos agora, online, com a Bloomberg, com o seu correspondente no Brasil André Romani. André, boa tarde, obrigado por participar da coletiva, aliás, mais uma vez. Você está com um pouquinho de sombra no seu rosto, não sei se você tem como melhorar um pouquinho a luz ou talvez virar um pouquinho a sua câmara, mas conseguimos ver você. Vamos testar o seu áudio, fique tranquilo, conseguimos ter a sua imagem com um pouquinho de sombra, mas conseguimos ter a sua imagem. Vamos ao som e a sua pergunta, por favor.

ANDRÉ ROMANI, JORNALISTA CORRESPONDENTE DA AGÊNCIA BLOOMBERG: Boa tarde governador, boa tarde a todos. Nesse último dia a mídia local vem refletindo bastante a questão da vacinação com algumas capitais... Está fazendo eco, só me dá um segundo. Enfim, com algumas capitais tendo a perspectiva de interromper a vacinação por conta de falta de doses. Eu queria um quadro geral de como está isso em São Paulo, se agora tem alguma cidade que corre o risco de ficar sem doses até o dia 23 que é onde é esperado que mais doses, pelo Butantan, comecem a ser distribuídas? E se me permite só um esclarecimento, se com essa questão São Paulo pretende voltar ao Ministério da Saúde no que tange a questão de você colocar as primeiras doses, utilizar a garantia da segunda aplicação [ininteligível] para a primeira dose? Isso chegou a ser comentado, depois vocês voltaram atrás. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado André Romani da Bloomberg. Vou pedir ao Dr. Jean Gorenstein, secretário da Saúde, que possa responder, mas antes quero fazer, mais uma vez, o apelo que tenho feito nas últimas quatro semanas aqui perante aos jornalistas que comparecem a essas coletivas. O Brasil precisa de mais vacinas, volto a repetir, o Brasil precisa de mais vacinas. Não pode ter apenas a vacina do Butantan, nós estamos fazendo todo o possível para prover o maior número possível de vacinas, mas não é a única vacina. Nesse momento, de cada 10 brasileiros vacinados, nove estão recebendo a vacina do Butantan, mas nós precisamos de mais vacinas. Então, eu faço aqui, mais uma vez, um apelo ao governo federal, ao Ministério da Saúde, por favor providenciem mais vacinas para os brasileiros. Jean.

JEAN GORENSTEIN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: A vacinação, como o mesmo o governador colocou, depende de doses de vacinas. Quanto mais doses, mais brasileiros serão protegidos, serão imunizados e é o que nós desejamos, que todos possam ser imunizados, protegidos em todas as regiões do país. Só que enquanto nós tivermos um número de doses de vacinas ainda limitado, também teremos de limitar a velocidade com que esse processo vacinal acontece. Nós adoraríamos completar, principalmente um público tão vulnerável que são os idosos, que correspondem a 77% daqueles que infelizmente perdem a sua vida em decorrência do Covid. Mas estamos tendo a responsabilidade de garantir que quem tomou a primeira dose tenha o direito de receber em até 28 dias a sua segunda dose. Isso é uma prerrogativa do governo do estado de São Paulo, da Secretaria de Estado da Saúde e enviado a ofícios para os 645 municípios do nosso estado. Então, dessa maneira, se tivermos mais vacinas e para isso nós dependemos dos insumos que estão vindo da China para a produção aqui no Instituto Butantan, felizmente as tratativas fizeram com que houvesse a normalização da oferta de insumos para que essa produção possa já estar sendo intensificada e retomar o programa nacional de imunização. Mas nós precisamos ainda muito mais, muito mais doses, muito mais vacinas. Só assim conseguiremos proteger ainda mais outras linhas como pessoas portadoras de doenças crônicas que são grupos também muito vulneráveis com formas graves e fatais da doença.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Jean Gorenstein. André Romani, muito obrigado pela sua pergunta e a sua participação. Continue aqui conosco. Nós vamos tirá-lo de tela e convidando o Fábio Diamante para chegar ao microfone. Mais uma complementação, Maria Manso, a sua pergunta que eu esqueci de mencionar, nós cedemos também para a Polícia Militar do estado do Amazonas uma aeronave com piloto e copiloto, uma aeronave Cesna, com um piloto e um copiloto e auxiliar de mecânica, para ajudar, é um Karavan(F), para ajudar no programa de distribuição da vacina, de plasmas e de oxigênio e do que for necessário ao governo do Amazonas, pelas duas próximas semanas que representam o período mais crítico nessa atual fase. Então, a aeronave já está lá com os dois pilotos à disposição da Polícia Militar do estado do Amazonas. Agora vamos com você, Fábio Diamante. Prazer em reencontrar você, há tempos que eu não via você, não sei se você estava de férias ou não, mas bem-vindo.

FÁBIO DIAMANTE, JORNALISTA DO SBT: Não, estava amassando barro por aí, governador. Boa tarde a todos. Governador, eu queria falar sobre o Carnaval, o secretário bem disse que ainda que não seja um feriado, tem muita gente se preparando para viajar, as festas clandestinas aí, os convites já estão acontecendo. Ainda que a gente saiba que essa é uma questão das prefeituras, eu queria saber o apoio do governo em relação a isso. Os prefeitos, especialmente da Baixada, eles já pediram algum tipo de apoio, estão previstas barreiras sanitárias, qual vai ser o papel do governo do estado no Carnaval? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Fábio. Bastante significativa essa pergunta as vésperas de um feriado de Carnaval para um Carnaval que não pode acontecer esse ano, nós temos dito aqui também. O ano que vem sim, teremos razões, muitas, aliás, para celebrar o Carnaval, o Réveillon e todas as estas com a imunização dos brasileiros, com a volta à normalidade e a vida plena de todos nós. Eu vou pedir a resposta à sua pergunta, Fábio, pelo Marco Vignoli que é o nosso secretário de Desenvolvimento Regional e, se necessário, uma complementação do general Campos, que eu acredito que esteja aqui ou pelo menos estava aqui ao nosso lado - ele está ali ao telefone - se necessário for. Mas, Marco Vignoli, a resposta.

MARCO VIGNOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Boa tarde Fábio, boa tarde a todos. Bom, ontem pela manhã nós fizemos uma reunião com os municípios da Baixada Santista através do seu conselho de prefeitos. Lá, eu, o coronel Camilo que é da Secretaria de Segurança Pública, também a Secretaria de Saúde, dialogando com esses prefeitos, o primeiro ponto é que a questão da manutenção do ponto facultativo não acontecendo nesse ano, nós conseguimos melhorar tanto para os municípios da Baixada Santista quanto o Litoral Norte quanto das estâncias, os fluxos que acontecem nesse período. Portanto, todos concordaram sobre a adesão desse processo, então, os municípios da Baixada não terão ponto facultativo, assim como feito aqui pelo governo do estado de São Paulo e nem no Litoral Norte. Além disso aqueles que forem fazer as barreiras sanitárias terão o apoio da Secretaria de Segurança Pública do estado e da vigilância sanitária aqui do estado de São Paulo. Todos farão a fiscalização nas suas orlas, né, para que as pessoas possam utilizar as máscaras, para que a gente possa seguir aquele quadro que passou agora pouco de atividades individuais, tudo isso está sendo trabalhado pelos prefeitos e o estado vai apoiar. Mas é fundamental dizer, os municípios do estado de São Paulo durante esses próximos dias devem estar atentos e vigilantes, fazendo a sua fiscalização, seja com festas clandestinas, com aglomerações em pontos pela cidade, nós confiamos que esses municípios farão essa fiscalização e o estado está aqui para apoiar.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Vignoli. O Dr. Paulo Menezes que é o coordenador do centro de contingência mandou uma mensagem, Fábio, ele gostaria de complementar, porque o centro de contingência fez na última quarta-feira, você não estava aqui, mas é sempre importante reafirmar as posições do centro de contingência que representam recomendações para as pessoas, principalmente nesse período que começa hoje ao final da tarde. Então, aproveitando a sua boa pergunta ele falará a respeito. E o general Campos também me mandou mensagem aqui, o secretário de Segurança Pública, que havendo qualquer solicitação por parte das prefeituras da Baixada ou de qualquer outra cidade do estado de São Paulo para a ação da Polícia Militar, imediatamente a Polícia Militar atenderá, na mesma hora. Então, Dr. Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DA COVID-19: Muito obrigado governador. Bom, primeiro eu gostaria de reforçar que as medidas do Plano São Paulo já são medidas importantes que devem ser seguidas ao longo desses dias. Aglomerações, elas não são permitidas, então, não há necessidade, como eu já falei, de uma medida específica porque o Plano São Paulo já proíbe aglomerações em qualquer fase, seja na vermelha, na laranja ou na amarela. As regiões que estão classificadas como laranja não têm permissão de funcionamento de bares e devem encerrar qualquer atividade às 20 horas. As regiões que estão classificadas como amarela, elas podem ter o funcionamento de bares até às 20 horas e todas as outras atividades não essenciais devem se encerrar às 22 horas. Além disso, o centro de contingência, na quarta-feira, fez algumas recomendações importantes, a primeira delas é reforçar a necessidade de uso de máscaras em todos os ambientes e higienização das mãos, principalmente se houver convívio com idosos e pessoas com comorbidades. Eu já mencionei, de forma alguma participar de eventos e aglomerações. Caso haja viagem planejada, é recomendado que as pessoas façam testes antes de viajar. Logicamente, se o resultado forma positivo está completamente suspensa a possibilidade de viajar. Mante, como eu mencionei agora a pouco, isolamento social por uma semana quando retornem de viagens ou atividades no Estado de São Paulo, que correm o risco de interromper a vacinação por conta da má gestão de aplicação de vacinas? Sim ou não, e se sim, gostaria de saber como que vocês avaliam isso. E para o governador, e também para o General Campos, se ele estiver aqui ouvindo, queria falar um pouco sobre as fiscalizações, porque hoje o prefeito Bruno Covas disse que a fiscalização de aglomerações e festas clandestinas cabe à Polícia. Então está um lado jogando para o outro. Então, eu queria saber: A Polícia pode dispersar aglomerações, pode fazer batida em festas clandestinas? Podemos ligar para a Polícia para saber sobre isso? Inclusive no Rio de Janeiro o próprio Bope está ajudando nessa fiscalização. Então, eu queria saber qual é a estratégia da Polícia de São Paulo com relação a isso. Mas, governador, se o senhor me permite, eu queria fazer uma pergunta para o senhor, saber como foi a reunião do senhor com o ex-presidente Fernando Henrique que aconteceu ontem, quais foram os conselhos, de repente, que ele passou para o senhor, como o senhor avalia esse momento de certa divisão no PSDB e se, por acaso, o senhor sentir que há uma divisão nas prévias do partido, para 2022, se o senhor avalia, de repente, escolher um outro partido para disputar as eleições. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vitória, vamos começar pelas duas últimas. Vou pedir ao General Campos até se puder vir aqui, dar o microfone para ele, que ele ajuda. Pode vir aqui, General. Fique aqui ao lado, por favor. E depois passo para a Regiane, sobre o reforço em relação à pergunta que foi feita pela Andrea Romani, da Bloomberg e formulada novamente, ou complementarmente, pela Vitória Abel. Em relação ao presidente Fernando Henrique, foi ótimo o nosso encontro, foi muito positivo. O Fernando Henrique Cardoso é a figura mais emblemática do PSDB, um homem com sabedoria, com grandeza, com uma história de vida e uma biografia respeitada no Brasil e internacionalmente. E é a maior liderança do PSDB, e a posição do Fernando Henrique, do presidente Fernando Henrique Cardoso, assim como a minha, é de paz, harmonia. Nós precisamos de entendimento, respeitando o contraditório. O PSDB tem uma história a preservar, mas também tem histórias de contrapontos, ao longo dos seus 30 anos, isso nunca enfraqueceu o PSDB. E quero aproveitar para mencionar também que eu sou um defensor das prévias, sou filho das prévias, aliás. Eu participei das prévias no PSDB, na prefeitura de São Paulo, depois das prévias para o Governo de São Paulo, e venci as prévias nessas duas disputas. Não estou dizendo que sou candidato, serei candidato. Apenas para ficar claro que eu sou um defensor das prévias, o único partido do Brasil que fez prévias na história foi o PSDB, e foi em São Paulo. As duas prévias, as duas únicas prévias realizadas no Brasil, no PSDB, foram em São Paulo, e eu delas participei e as venci. Apenas para ficar claro que a minha posição é francamente favorável às prévias. É uma medida democrática, justa, correta, ela é ativadora, irrigadora e entusiasma o partido que fizer este recurso, utilizar o recurso da prévia, seja o PSDB ou qualquer outro partido.

General Campos vai responder agora à sua pergunta, mas também quero fazer aqui um esclarecimento, general, antes da sua intervenção, e vou pedir ao Marco Vinholi também, porque também é boa, importante... Todas as perguntas são boas, mas quanto mais ela permite esclarecimento, mais significativa ela é. A responsabilidade para a fiscalização local é das prefeituras, não é do Governo do Estado. O Governo do Estado ajuda, apoia, atende, mas a responsabilidade é do município. E aí o nosso secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, pode ajudar a responder, porque quando fala o município, falo municípios, são os 645 municípios do Estado de São Paulo, não é apenas a capital. Vinholi e, na sequência, peço a gentileza do nosso secretário de Segurança Pública, General João Campos.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL: A responsabilidade dessa fiscalização se dá em torno dos municípios. Ações como as feitas no final do ano, de cooperação, o Governo do Estado apoia a todo momento. Relembro aqui que mais de 6.000 pessoas, aqui na capital de São Paulo, em uma ação conjunta com a Segurança Pública, no final do ano. Isso tem sido feito em todo o território do Estado de São Paulo. A Vigilância Sanitária Estadual também faz as suas blitz e tem atuado em todo esse período, para poder fiscalizar, aqui no território de São Paulo, apoiando as vigilâncias municipais. Portanto, a responsabilidade é municipal, mas o estado apoia essas ações.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. General João Campos.

SECRETÁRIO ESTADUAL DE SEGURANÇA PÚBLICA, JOÃO CAMPOS: Governador, grato, grato, Vinholi, grato, Vitória. Desde o início da pandemia, a Polícia Militar está em condições de apoiar as ações dos agentes sanitários e da Vigilância Sanitária. Isso que nós temos feito. Para vocês terem uma ideia, nesse final de semana, considerando até o dia 17, nós estamos com uma operação chamada Paz e Proteção, ou seja, a continuidade dela, onde teremos, Sr. Governador, mais de 30 mil, 31.629 policiais militares, em condições de apoiar as vigilâncias sanitárias, quase 14 mil viaturas, 13.974, 96 aeronaves. Ou seja, estamos prontos, como sempre estivemos, desde o início da pandemia, para apoiar qualquer acionamento. Temos feito, faremos nesse final de semana e faremos o tanto quanto necessitar. No final de semana passado, foram emitidos diversos AI, autos de infração. Quem tem a competência para emitir o auto de infração são os agentes sanitários. Nós estamos juntos para apoiá-los e para protegê-los. Continuaremos cumprindo a missão, como cumprimos até agora, Sr. Governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, General Campos, secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Vitória, obrigado pelas perguntas. Atendendo a pedido que eu recebi aqui no meu Whatsapp, de alguns jornalistas... Ah, desculpa, perdão. Eu mesmo aqui já estou acelerando demais. A Dra. Regiane de Paula tinha uma, que foi aliás a primeira pergunta da Vitória Abel. Obrigado, Jean.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PLANO ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Vitória, nós fizemos a grade de distribuição de vacinas, tanto para a fase 1, baseada na campanha de Influenza de 2020, e para idosos, na população estimada pelo IBGE. Portanto, nós entregamos aos municípios e dissemos, de acordo com o programa nacional de imunização e com o programa estadual de imunização, quais seriam as orientações para os públicos-alvo. Se o município seguir aquilo que está colocado pelo plano estadual e o plano nacional, não faltarão vacinas. Então, o gerenciamento daquilo que tem que ser feito no seu território pertence aos municípios. Nós estamos aqui o tempo todo orientando, nós estamos trabalhando com os municípios, tanto no registro de doses, através da plataforma Vacivida, quanto do vacinômetro, orientando. Mas se eles seguirem tudo aquilo que foi colocado pelo programa estadual de imunização, não faltarão vacinas. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Agora sim, completo. Desculpa, Vitória. Bem, eu estava mencionando que eu recebi solicitação de alguns jornalistas que aqui estão, acho que a pedido dos cinegrafistas e fotógrafos, que gostariam que nós convidássemos a enfermeira Mônica Calazans e o Padre Júlio Lancellotti para uma fotografia com a vacina na mão. Então, vamos fazer isso? Talvez aqui, eu acho que tenhamos um pouco mais de espaço, seja melhor. Vamos lá. Enquanto o Padre Lancellotti e a Mônica se dirigem ali, eu vou com vocês, apenas para lembrar, nós não teremos coletiva de imprensa na próxima segunda-feira, teremos na quarta-feira, no mesmo horário, às 12h45, mas excepcionalmente nessa segunda não teremos coletiva de imprensa. Então aproveito para transmitir os votos de um bom final de semana a todos vocês, protegidos, amparados e bem. Vamos lá para a foto.