Coletiva - SP começa a vacinar idosos com idade entre 80 e 84 anos em 1º de março 20211002

De Infogov São Paulo
Ir para navegação Ir para pesquisar

Coletiva - SP começa a vacinar idosos com idade entre 80 e 84 anos em 1º de março 20211002

Local: Capital - Data: Fevereiro 10/02/2021

Soundcloud

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, a todos. Obrigado pela presença. Vamos iniciar agora a coletiva direto aqui do Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Participam hoje da coletiva Dimas Covas, presidente do Instituto Butantã; Regiane de Paula, coordenadora geral do Programa Estadual de Imunização; Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde do Estado de São Paulo; Lia Porto Corona, procuradora geral do estado; Camila Pintarelli, procuradora do estado; General Campos, secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo; Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional; Coronel Álvaro Camilo, secretário executivo da Polícia Militar e da Secretaria de Segurança Pública; João Gabbardo, coordenador executivo do centro de contingência; E Paulo Meneses, coordenador geral do centro de contingência da COVID-19. Vamos aos temas de hoje, sempre começando com as boas notícias. A boa notícia de hoje é logicamente a vacina, a notícia mais importante do Brasil, nesse momento já temos 27,100 milhões de doses da vacina do Butantã em solo brasileiro. Com a chegada hoje de mais 8,700 milhões de doses da vacina do Butantã, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, o Brasil já recebeu um total de 27,100 milhões de doses da vacina do Butantã. 9,800 milhões novas doses já foram entregues do Programa Nacional de Imunizações, e as vacinas distribuídas aos estados brasileiros. Outras 17,300 milhões de doses estão em fase final de produção no Instituto Butantã, e serão entregues de maneira gradual para todo o Brasil através do Ministério da Saúde. Isso vai acontecer a partir do dia 23 de fevereiro. Sobre esse tema falará Dimas Covas, presidente do Instituto Butantã. Outra ótima notícia, a vacinação de idosos em São Paulo será antecipada, o governo de São Paulo antecipa o início da vacinação dos idosos a partir de 85 anos, para sexta-feira, 12 de fevereiro. Inicialmente essa vacinação estava prevista para começar apenas na segunda-feira, 15 de fevereiro, no entanto, a vacinação dos idosos com mais de 85 anos foi antecipada para a próxima sexta-feira, 12 de fevereiro, em todo o estado de São Paulo. O governo de São Paulo conseguiu acelerar o seu cronograma com a distribuição antecipada da vacina do Butantã, com mais 900 mil doses da vacina para oferecer aos idosos em todos os 645 municípios do Estado de São Paulo. Nessa nova fase serão vacinados 309 mil idosos na faixa etária entre 85 e 89 anos, em todo o estado de São Paulo. É um dos momentos mais emocionantes da vacina, quero testemunhar isso a vocês, é quando se aplica no braço de um idoso ou de uma idosa, a vacina. A alegria com que essas pessoas recebem a vacina é contagiante, é emocionante e nos enche de esperança. Terceira boa notícia, está exatamente vinculada à vacinação dos idosos, a vacinação para os idosos com mais de 80 anos vai começar no dia 1 de março aqui em São Paulo. Repetindo, a vacinação para os idosos com mais de 80 anos começará no dia 1 de março em São Paulo. Com a chegada de mais insumos para a produção da vacina do Butantã, o Estado de São Paulo começa no dia 1 de março a vacinar todos os idosos acima de 80 anos de idade. Sobre os dois temas da vacinação dos idosos falará a doutora Regiane de Paula, coordenadora geral do Programa Estadual de Imunização em São Paulo. Quarta boa notícia, boas notícias para aumentar a nossa esperança, aumentar a nossa perspectiva de proteção à vida, e nos dar um alento também em meio à tantas notícias tristes de perdas e de contaminações. A imunização em São Paulo ultrapassou 1 milhão de vacinados, o ritmo de vacinação é quatro vezes mais rápido do que o registro de novos casos em São Paulo. Desde o dia 17 de janeiro, quando iniciamos a campanha de vacinação, mais de 1,050 milhão de pessoas foram vacinadas no Estado de São Paulo. Neste mesmo período, entre 17 de janeiro e hoje, dia 10, um total de 260 mil novos casos de Corona Vírus foram registrados em São Paulo. Portanto, a vacinação em São Paulo segue em um ritmo quatro vezes superior ao registro de novos casos no estado. Sem dúvida, uma ótima notícia. Sobre este tema, falará Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde do Estado de São Paulo.

Quinta informação: Conforme prometido, nós ingressamos hoje, o Governo de São Paulo ingressou hoje no Supremo Tribunal Federal com ação para habilitação de leitos de UTI pelo Ministério da Saúde. Todos se lembram que, na semana passada, na quarta-feira, nós denunciamos aqui que o Ministério da Saúde, lamentavelmente, estava desabilitando leitos de UTI, não apenas em São Paulo, mas em praticamente todos os estados brasileiros, em pena pandemia, no segundo pico da pandemia, que já levou a vida de mais de 238 mil brasileiros. E São Paulo, aguardou, comunicou o Ministério da Saúde, seguiu o protocolo de solicitação, eu anunciei aqui várias vezes a vocês que aguardaríamos até ontem, terça-feira, uma posição do Ministério da Saúde, com relação à habilitação de leitos de UTI. Isto não foi feito e, pelo que sabemos, também não foi feito em outros estados do país. Portanto, o Governo do Estado de são Paulo entrou hoje com ação no Supremo Tribunal Federal, na manhã de hoje, para exigir que o Ministério da Saúde passe a custear imediatamente 3.258 leitos de UTI que estão em funcionamento e deixaram de ser pagos pelo Governo Federal, desde dezembro último. Hoje, o Estado de São Paulo paga integralmente por esses leitos. Nós não vamos deixar ninguém pra trás, nenhuma pessoa deixará de ter atendimento aqui, mas a obrigação do Ministério da Saúde terá que ser cumprida, em São Paulo e, espero, nos demais estados brasileiros também. Em dezembro, o Ministério custeava 3.822 leitos de UTI. Hoje, custeiam apenas 564 leitos. A procuradora-geral do Estado de São Paulo, Dra. Lia Porto Corona, e a procuradora, Dra. Camila Pintarelli, vão dar detalhes sobre o conteúdo desta ação, que foi protocolada nesta manhã no Supremo Tribunal Federal.

Sexta informação, boa, embora não vinculada à saúde, mas à segurança pública no Estado de São Paulo. O governo do Estado de São Paulo adquiriu mais 2.500 novas câmeras corporais para a Polícia Militar. No último dia 5 de fevereiro foi assinado o contrato para aquisição de mais 2.500 câmaras corporais, no programa Olho Vivo. As câmeras começam a ser distribuídas aos policiais da PM em São Paulo agora no mês de março. O uso de câmeras portáteis, acopladas aos uniformes dos policiais, fortalece a produção de provas e, ao mesmo tempo, protege os cidadãos e os policiais, dando mais transparência ao trabalho da Polícia Militar no Estado de São Paulo. A Polícia Militar, em São Paulo, é a primeira a utilizar câmeras corporais nesta escala e nesta tecnologia, em todo o Brasil. Atualmente, a PM já tem 585 câmeras e passará a ter, a partir de agora, 3.085 câmeras corporais, no programa Olho Vivo, da Polícia Militar do Estado de São Paulo. É um fato importante, significativo, repito, para garantir a segurança dos policiais e da população. Sobre este tema, falarão o General João Campos, secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, e o Coronel Cabanas, coordenador geral do programa de câmeras corporais da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

No primeiro tema, da vacina do Butantan, onde nós informamos que já temos no Brasil 27,1 milhões de doses da vacina do Butantan, reafirmando também, de cada 10 vacinas que são aplicadas no Brasil neste momento, nove são do Butantan. Sobre este tema, fala Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Obrigado, governador. Importante mencionar que, desde o último domingo, nós iniciamos a produção da vacina a partir do lote que chegou na semana passada. Nós estamos produzindo em torno de pouco mais de 600 mil doses por dia. Isso significa que, nos próximos 160 dias, nós entregaremos as 100 milhões de doses que o Butantan tem, nesse momento, em contrato com o Ministério da Saúde. Além disso, governador, nós estamos produzindo a vacina da gripe, e já desde setembro do ano passado. E nesse momento, nós estamos produzindo 1 milhão de doses por dia. Então, a partir agora de meados de março, na segunda quinzena de março, nós vamos liberar para o Ministério 1,6 milhão de doses de vacinas por dia. É isso que é o Butantan, o maior produtor de vacinas do Brasil, certamente, e um dos maiores do mundo, quer dizer, 1,6 milhão de vacinas por dia, 1 milhão de gripe, 600 mil da Covid-19. Então, é um esforço gigantesco, que nós realizamos, demonstrando que o Butantan é o maior parceiro do Ministério da Saúde. Quer dizer, vamos completar esse ano a entrega de 80 milhões de doses da Influenza e 100 milhões de doses para o Corona Vírus, para o Covid-19. Então, são essas informações, governador, obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. Agora, sobre a vacinação dos idosos, tanto a antecipação da vacinação dos idosos a partir de 85 anos como a data do início da vacinação das pessoas com mais de 80 anos. A Dra. Regiane de Paula, coordenadora geral do programa de imunização no Estado de São Paulo, falará a esse respeito. Repito, um dos momentos mais emocionantes da vacinação, pelo menos que eu tive oportunidade de participar, é a vacina aplicada nos braços das pessoas que querem viver, das pessoas que amam a vida e que, de forma disciplinada, querem a vacina. Dra. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Obrigada, governador, boa tarde a todos e todas. Com a entrega antecipada de 900 mil doses de vacina, nós poderemos vacinar as pessoas de 80 anos, 90 anos ou mais, que nós começamos no dia 8 de fevereiro, são 206 mil pessoas que estamos vacinando. Iniciaremos também o quantitativo para a dose 2, que foi no dia 17 de janeiro, quando trabalhadores de saúde, indígenas e quilombolas iniciaram a vacinação, então também começaremos a dose 2 a partir de agora, governador. 85 a 89 anos, nós estamos antecipando então, do dia 15 para o dia 12, porque nós conseguimos, realmente, com a logística, entregar as vacinas do Butantan para todos os 645 municípios. E, como o senhor mesmo disse, no dia 1 de março, com a entrega de vacinas, a partir do dia 23 de fevereiro, com os novos insumos, nós também vamos vacinar as pessoas de 80 a 84 anos, no total de 563 mil novos idosos, então esses idosos, nós agora... O coração fica realmente batendo muito forte, porque de 80 anos e mais é uma emoção muito grande, e esses profissionais, esses idosos serão vacinados, e também a dose 2 de todos os profissionais, dos trabalhadores, indígenas e quilombolas que já iniciaram. Então, o programa avança rapidamente e, a partir de sexta-feira então nós temos dose 2 e antecipação para esse público de 85 a 89 anos. Então, são notícias que nos alegram profundamente. Obrigada, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dra. Regiane de Paula. Boas notícias. Eu, infelizmente, já não tenho meus pais, nem meus avós em vida, mas quem tem seus pais com esta faixa etária ou acima desta faixa etária, e avós, eu tenho certeza que, além da alegria dos seus pais e dos seus avós, você também está tendo a alegria de poder assistir e ver seus pais e avós imunizados contra a Covid-19.

Vamos agora ao Dr. Jean Gorinchteyn sobre o programa de imunização em São Paulo, que passa de 1 milhão de vacinados, e se necessário já recorra também à Dra. Regiane, que está aqui ao seu lado, e eu acho que nós vamos colocar em tela, me parece, o vacinômetro, com o número atualizado agora, às 13h, ou durante a sua exposição, porque são exatamente 13h neste exato momento. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Estamos na 6ª semana epidemiológica do ano de 2021, e esse é um momento de grande esperança, principalmente pelo fato de nós estarmos imunizando não somente os trabalhadores da área da saúde, mas também os idosos. E a representação de vacinar os idosos, ele não é apenas uma característica de proteção ou de esperança, é a liberdade, é a liberdade daqueles que permaneceram em casa, que ficaram afastados das suas famílias, dos seus filhos, dos seus netos, e com isso terão a oportunidade de estarem retomando esses laços familiares e tocando, sendo tocadas e abraçadas. Infelizmente, essa mesma população que sofreu pelo fato de estar dentro das suas casas e terem seus próprios familiares não respeitando as normas e regras sanitárias, se contaminavam fora e levavam para esses idosos que ali estavam confinados, que acabavam, infelizmente, adoecendo e perdendo as suas vidas. Dessa forma, nós precisamos realmente dar essa gota de esperança e continuar não só a vacinar, mas também a prevenção. Felizmente, nós ultrapassamos a cifra de 1 milhão de pessoas imunizadas, protegidas contra o Covid-19, no nosso estado. Isso representa quatro vezes mais o número de novos casos diagnosticados desde 17 de janeiro, quando nós tivemos, até a data de hoje, 260 mil novos casos. Portanto, quatro vezes mais vacinados, a velocidade de vacinação é maior do que a velocidade da pandemia. Vacinaremos ainda mais. Com essa chegada de novos insumos, outras faixas etárias e categorias também serão protegidas com a vacina do Butantan. Precisamos também o apoio dos municípios, em registrarem na plataforma Vacivida todos os vacinados, para que, dessa forma, possamos tanto acompanhar e monitorar esses vacinados durante o período da primeira pra segunda dose, bem como sequenciando a sua fase posterior.

Em relação aos dados da saúde, peço que passem o primeiro slide, por favor. Nós temos a taxa de ocupação em leitos de unidades de terapia intensiva, no Estado de São Paulo, 66,8%, enquanto na Grande São Paulo, 65,7%. Já são contabilizados 1.878.802 casos e, infelizmente, mais de 55 mil pessoas perderam a sua vida, foram 55.419 pessoas. Próximo, por favor. Nessa semana epidemiológica, tivemos uma queda de 8% no número de casos, lembrando que ainda estamos no meio da semana epidemiológica. Portanto, outros dados podem ser acomodados. Próximo, por favor. Tivemos uma queda de 2% do número de internações, a gente sempre reforça a importância da queda de internações, que reflete a diminuição de número de pessoas internadas, mas também consagra um controle da pandemia em cada uma dessas regiões. E observem que esses números, eles são absolutamente semelhantes àqueles entre a 36ª e 37ª semana epidemiológica. Próximo, por favor. Em relação ao número de óbitos, tivemos um incremento de 4% nos números de óbitos, apesar que mantivemos ainda níveis muito parecidos aí das semanas anteriores, e temos que lembrar que esses dados são similares àqueles estabelecidos na 24ª semana epidemiológica em junho. Só quero fazer só uma consideração, que esses óbitos estão intimamente relacionados há duas semanas, quando nós também tivemos uma elevação do número de internações, mostrando claramente o pacto daqueles indivíduos que adoecem, adoecem de forma grave, e infelizmente vem a perder a suas vidas. Obrigado, governador.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Vamos agora ao quinto tema, que é o tema que envolve a ação ingressada hoje no Supremo Tribunal Federal, para que o Ministério da Saúde volte a habilitar leitos em São Paulo, leitos de UTI para atender as pessoas infectadas pela COVID-19. Sobre esse tema falará a doutora Lia Porto Corona, procuradora geral do estado de São Paulo, e a procuradora Camila Pintarelli, ambas aqui ao meu lado. Lia.

LIA PORTO CORONA, PROCURADORA GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Boa tarde, a todos. Então eu venho hoje informar que a procuradoria nessa manhã ajuizou a ação perante o Supremo Tribunal Federal, pedindo que a União cumpra o dever de prestar auxílio aos estados, e retome o custeio dos leitos desabilitados. Embora a procuradoria entenda, e a procuradoria entende que os três entes da federação tenham competência para atuar na área de saúde, compete à União promover e planejar em caráter permanente e zelar pela saúde de todos os brasileiros. A partir do momento que a União deixa de custear esse auxílio, deixa de prestar esse auxílio, o custeio desses leitos fica só com o estado e os municípios. Então depois de reiteradas tratativas administrativas, documentos que constam nessa ação, a ação civil originária que nós ajuizamos nessa manhã, nós não tivemos outra alternativa senão recorrer ao Supremo Tribunal Federal. Essa é a notícia que eu trago. A ação foi distribuída agora de manhã, ela é pública, aberta, para consulta de todos os senhores, e nós estamos aqui para esclarecer as perguntas que vocês quiserem fazer. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: A Camila vai falar? Ok, então perdão. Vamos então...

LIA PORTO CORONA, PROCURADORA GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: As perguntas ela responde.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok, obrigado, Lia. Vamos então ao sexto tema, que é o tema de segurança pública do governo de São Paulo, conforme acabamos de anunciar, incorporou mais 2.500 câmeras corporais para a Polícia Militar do estado de São Paulo, agora são mais de 3 mil câmeras que estarão em operação a partir do próximo mês de março. Sobre esse tema fala o General Campos, secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo. General.

GENERAL CAMPOS, SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA: Senhor governador, boa tarde. Muito obrigado. Boa tarde, a todos. A Secretaria de Segurança Pública, senhor governador, ela tem cerca de 70 ações prioritárias, essas ações elas são monitoradas semanalmente, e uma delas é a incorporação das câmeras operacionais portáteis, um tema que vem sendo estudado pela Polícia Militar do nosso estado há algum tempo, e na sua gestão se transformou em projeto. Como o senhor já bem disse, 3.085 estarão em operação muito breve. E essas câmeras trarão muita segurança à atuação policial, e mais segurança à população. Nós nos sentimos bastante orgulhosos de estarmos operando com essa tecnologia. Eu pediria, senhor governador, a autorização para que o Coronel Cabanas, da nossa Polícia Militar, que é o gerente do projeto, fizesse a sua exposição. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, General Campos. Coronel Cabanas.

CABANAS, CORONEL DA POLÍCIA MILITAR: Obrigado, General. Com a sua permissão, governador, hoje nós damos um importante passo na consolidação do Programa Olho Vivo. Pode passar o próximo slide, por favor. Nós estamos com um sistema de ponta, o mais moderno sistema de body cams do mundo. Mas não é só isso, nós somos a polícia pioneira no novo recurso que é chamado de gravação contínua. A câmera que os policiais militares passarão a utilizar, ela grava todo o turno de serviço, independentemente da ação do policial. Uma vez que ele entra de serviço ele recebe a câmera, ela já passa a gravar. A tecnologia também permite o que nós chamamos de marcação voluntária, que é exatamente para separar os vídeos que são parte de rotina daqueles que tem interesse probatório, que são evidências digitais. Além disso, o sistema também traz um recurso de acionamento remoto, a central de operações do nosso COPOM, ou qualquer unidade da Polícia Militar, inclusive com dispositivos móveis, tem a possibilidade de acionar uma câmera em serviço, e ainda fazer a transmissão ao vivo, ou seja, um live streaming do que está acontecendo naquele momento. A tecnologia traz também o que nós chamamos de posicionamento global por satélite ativo, porque os sistemas mais modernos no mundo que trabalham com GPS em evidências digitais, fazem a gravação das coordenadas no arquivo, para que ele possa ser exibido na análise probatória. Mas esse sistema vai mostrar em tempo realmente o posicionamento do policial militar no terreno, ajudando também, sobremaneira, em sua segurança pessoal, que também um dos grandes objetivos desse sistema. Além dessas duas 2.500 câmeras, há previsão para um novo edital, de 7 mil câmeras ainda esse ano, o que fará com que a Polícia Militar esteja operando ao final desse ano, em 2021, com mais de 10 mil câmeras corporais. Por favor, no próximo slide a gente vai fazer uma pequena demonstração, peço só que coloquem já na tela, por gentileza. Nós temos aqui então a imagem na tela, de um policial militar em patrulhamento na Praça da Sé, nesse momento ele está dentro da viatura, essa é a imagem que nós podemos ver à direita do telão, agora maximizada, porque isso, esse sistema permite esse acionamento remoto e poder acompanhar sempre que necessário a atuação policial. De outra parte, nós temos aqui a minha câmera, vou tirar um pouquinho o microfone aqui da altura, e os senhores podem se ver sendo transmitidos no sistema de live streaming. E esse sistema pode transmitir para qualquer lugar, inclusive para o COPOM, que pode ver essas imagens sendo transmitidas. Nós temos aqui uma live streaming, do nosso centro de operações, para demonstrar a mesma imagem que estava sendo transmitida, e acredito que a explanação é essa do nosso sistema, e agradeço, governador, estou à disposição para outras perguntas ao final da coletiva. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Coronel Cabanas. Parabéns à Polícia Militar, Coronel Camilo também, parabéns e obrigado por estar aqui participando conosco. General Campos, muito obrigado. É a mais bem treinada e equipada Polícia Militar do Brasil. Vamos agora às perguntas, eu vou elencar aqui quais são os veículos que já fizeram a sua inscrição, na coletiva de hoje, pela ordem teremos a CNN Brasil, a Agência Reuters, a TV Cultura, a TV Globo, Globo News, o Jornal O Globo, a Rádio CBN, o Portal UOL e o SBT. Então começamos com você, Tainá Falcão. Boa tarde, obrigado por estar aqui conosco, sua pergunta, por favor.

TAINÁ FALCÃO, REPÓRTER: Boa tarde. Doutor Dimas, as perguntas são para o senhor, há uma atualização sobre o contrato com o Ministério da Saúde, já foi assinado, sobre as 54 milhões de doses ou não? E também sobre uma previsão de pedido de registro definitivo aqui na ANVISA.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: Bem, Tainá, o contrato do ministério foi encaminhado para o governo, ele está aqui no governo nesse momento, e que deve ser devolvido com a observação do governo ainda no dia de hoje. Com relação ao registro, quer dizer, na realidade, aconteceu um pedido de registro na China, à agência chinesa, que deferiu no último final de semana, nós estamos aguardando a tradução do parecer, da agência chinesa, e com isso, complementar o nosso pedido aqui no Brasil. Quer dizer, é um pedido que já começou em outubro, um pedido de submissão contínua. E quando tivermos toda a documentação, iniciaremos, de fato, aí a solicitação formal, e a ANVISA terá o prazo aí de 60 dias, pelo menos é o que consta para definição se será autorizado ou não esse registro. Na realidade, não é um registro definitivo, todos esses registros são registros provisórios, eles são autorizados, a vacina vira um produto, mas ainda tem que ser acompanhado até o final dos estudos clínicos, e principalmente a chamada fase quatro, após vacinação. Então esse é o cronograma que está em andamento.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. Tainá, muito obrigado. Vamos agora à uma pergunta online, do correspondente da Agência Reuters, Eduardo Simões. Vamos colocá-lo aqui em tela. Mais uma vez, boa tarde, bem-vindo, sua pergunta, por favor.

EDUARDO SIMÕES, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, secretários e a todos e à todas. Governador, a minha pergunta é exatamente a que a Tainá fez, então eu vou pedir licença para alterar, e perguntar para o senhor como foi o jantar de ontem com o presidente do Democratas, o ex-prefeito ACM Neto? E também como é que o senhor viu as reações à sua declaração a respeito da sua defesa do afastamento do deputado Aécio Neves, tanto dele próprio em nota, quanto da bancada do partido na Câmara? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Eduardo. Respondendo pela ordem. O jantar ontem com o presidente nacional do DEM, ACM Neto, que estava acompanhado de Mendonça Filho, ex-ministro da educação, jantar do qual participaram também o vice-governador do estado de São Paulo, Rodrigo Garcia, o secretário Antônio Imbassahy, e o presidente do PSDB do estado de São Paulo, que aliás, está aqui presente, Marco Vinholi. O jantar foi produtivo, foi sereno, equilibrado, e a informação mais importante que nós desejávamos ouvir, ouvimos do presidente do DEM, quando ele afirmou taxativamente, cabalmente, que o DEM não apoia e não apoiará o governo Jair Bolsonaro. Nem nesse momento, nem no futuro, para o programa sucessório. Foi taxativo, e deu essa informação de forma cabal. Os demais entendimentos, temos um novo jantar programado para o mês de março, continuaremos a conversar, e dado que essa foi uma boa conversa, eu não tenho dúvida que as demais seguirão dentro do mesmo ritmo, e do mesmo bom diapasão. Em relação à manifestação que fiz na segunda-feira, no jantar, reunindo alguns líderes do PSDB, Eduardo, uma boa oportunidade para prestar esclarecimentos. A pauta principal, primordial, a que me ative nesse jantar, foi a decisão do PSDB de ser um partido de oposição ao governo Bolsonaro, ao governo negacionista, fracionista, extremista e incompetente de Jair Bolsonaro. Como governador, eu validei essa posição previamente com o presidente de honra do PSDB, o ex-Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso. E durante 11 minutos fiz a defesa dessa posição. O PSDB não pode ser um partido vacilante, tem que ser um partido de decisões e de posições claras, o PSDB tem que ser um partido com lado, e é o lado do povo, da população, não é o lado do governo errático de Jair Bolsonaro. Indaguei aos 11 participantes desse jantar, eu era o décimo segundo, se alguém tinha alguma contradição, alguma posição contrária à esta que nós colocávamos ali, também em nome do presidente de honra do PSDB, Presidente Fernando Henrique Cardoso. O silêncio e a aquiescência foram a resposta. Portanto, o PSDB, a partir de agora, é um partido de oposição ao governo Bolsonaro, por decisão dos seus líderes, por decisão também do Presidente Fernando Henrique Cardoso, e obviamente, presidente de honra, e obviamente por uma circunstância política, onde não faz o menor sentido o partido da social democracia brasileira ser condescendente, aderente, adesista ao Presidente Jair Bolsonaro. Isso já nos custou votos na eleição da Câmara Federal, onde alguns deputados do PSDB liderados por Aécio Neves, votaram no candidato do Presidente Jair Bolsonaro, deputado Arthur Lira, ou seja, votaram ao lado do governo, votaram a favor de Jair Bolsonaro, e contra os princípios de defesa da posição do PSDB na sua maioria. E já que essa liderança foi de Aécio Neves, a partir de agora, tendo em vista que o PSDB, na sua maioria, define que será um partido de oposição ao governo que aqui está, não cabe ao deputado Aécio Neves outra opção, ou ele se incorpora ao PSDB e passa a fazer oposição ao governo, ou pede para se retirar e vai encontrar um campo, um partido onde ele possa exercer o seu adesismo e exaltar Jair Bolsonaro, o bolsonarismo, e as suas circunstâncias. E todos os demais que queiram também seguir dentro dessa linha. O PSDB tem que ser um partido, Eduardo, de posições, chega de PSDB do muro, um partido que não tem postura e não tem coragem para defender aquilo que deve defender. Essa é a minha posição como governador de São Paulo, e dessa posição eu não me moverei, seguirei sendo leal e fiel à essa posição, partido que está do outro lado, o lado completamente oposto ao deste negacionista que se chama Jair Bolsonaro. Eduardo, muito obrigado pelas perguntas. Vamos agora a você, Maria Manso, da TV Cultura, logo na sequência, a Daniela, da TV Globo, Globo News. Maria, boa tarde. Obrigado, pela presença. Sua pergunta, por favor.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. A gente já imaginava, já sabia que viria aí uma onda de sequelas também, de doenças consequentemente a quem teve a COVID-19, e agora saiu um primeiro estudo do INCOR, que mostrou dados bem preocupantes, que eu queria que o nosso comitê comentasse, por favor. Segundo o estudo do INCOR, 80% das pessoas que tiveram COVID-19, apresentaram depois algum tipo de disfunção cognitiva, entre elas, 60% tiveram a memória de curto prazo afetada, e 90% tiveram algum tipo de perda visual. Como é que vocês avaliam isso? E como é que o sistema de saúde vai lidar agora com essas pessoas? Além disso, governador, as pessoas já estão fazendo as malas e se preparando para o Carnaval, o governo vai fazer alguma coisa para impedir que a pandemia se estenda aí nesses dias de folga das pessoas? Por favor.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria, vamos responder pela ordem, vou aproveitar para pedir aos jornalistas, se possível, dirigirem uma única pergunta, para podermos seguir dentro do nosso ritmo e terminar no horário. Mas, doutor Jean Gorinchteyn responderá à sua primeira pergunta, e a segunda será respondida pelo doutor Paulo Meneses, e se necessário, com comentários de João Gabbardo.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Maria Manso, nós já detectamos várias autorizações secundárias ao COVID-19, tanto do ponto de vista neurológico, tanto do ponto de vista cardiológico, ou seja, com comprometimento do coração, e comprometimento renal, do rim. O que passa a acontecer? As pessoas que são acometidas passam a ter especialmente alterações dos pequenos vasos, essas alterações dos pequenos vasos, do ponto de vista renal, levam ao que nós chamamos insuficiência renal. Por isso muitos acabam necessitando a diálise. Alguns, mesmo que tiveram quadros leves, podem de forma posterior, terem e desenvolverem arritmias cardíacas. Ou seja, o coração passa a não ter mais aquela ritmicidade nos seus batimentos. Isso pode acontecer inclusive em formas leves. E quando nós falamos do ponto de vista neurológico, nós temos aí não só o componente vascular envolvido, ou seja, desses pequenos vasos, mas também o risco daquele vírus causar o que nós chamamos inflamação, encefalite determinada pelo próprio vírus. Então essas observações acabam acontecendo tanto em pacientes graves, que permaneceram em Unidades de Terapia Intensiva, mas nós também temos visto isso em outros órgãos para pacientes que tiveram apresentação mais leve. Dessa forma, a Secretaria de Saúde entende a necessidade de se criar, nós já temos alguns ambulatórios naqueles hospitais em que o indivíduo sai, ele recebe alta e é acompanhado, mas nós precisamos muito mais, por um período mais prolongado, ter o acompanhamento do neurologista, do cardiologista, do nefrologista. Então outros ambulatórios já estão sendo instituídos, no qual nós chamamos ambulatórios de segmento pós-COVID-19, para dar exatamente assistência a esses pacientes que, porventura, assim necessitem.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. E agora, Paulo Meneses, na segunda pergunta da Maria Manso. Do Carnaval.

PAULO MENESES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde. Eu queria antes dizer que o centro de contingência recebe com muita satisfação essa notícia da aceleração da vacinação de idosos. Ela é fundamental para que nós consigamos ter maior cobertura, e isso aos poucos ter o impacto que nós esperamos em termos de salvar vidas, e diminuir o impacto no sistema de saúde que observamos com bastante intensidade nos dias atuais. O centro de contingência em relação ao feriado de Carnaval que se aproxima, tem olhado com muita preocupação essas próximas duas semanas, a que nós estamos, e a semana seguinte, porque o Carnaval faz parte da nossa cultura, da nossa sociedade, e é um momento que naturalmente produz grandes encontros, aglomerações, e isso realmente pode facilitar a transmissão do vírus. Nós já tínhamos observado no final do ano aglomerações principalmente no feriado de Natal e Ano Novo, e vimos as consequências no início de janeiro, tivemos um pico aí de internações na segunda semana de janeiro, provavelmente decorrente dessas aglomerações observadas naquele momento. Em termos de medidas, nós entendemos que a partir das recomendações do centro de contingência o governo já tomou as medidas necessárias incluindo a suspensão do feriado de carnaval, o que deve ter dois impactos importantes, no primeiro deles é diminuir a mobilidade, reduzir o número de pessoas que são se movimentar de uma cidade para outra, se houvesse o feriado. E também reduzir a chance de aglomerações, especialmente na segunda e terça-feira de Carnaval. O plano São Paulo já por si ele já tem as outras medidas necessárias, aglomerações são totalmente proibidas pelo plano São Paulo, independentemente de ser Carnaval ou não, de forma que não é necessário ter uma medida específica, por exemplo, para proibir blocos de Carnaval, eles já estão proibidos pela natureza do plano São Paulo. Temos os limites de horário de fase laranja, até às 20h, fase amarela até às 22h de funcionamento, de todos os setores não essenciais. Temos a permissão de funcionamento de bares somente naquelas regiões que estão em fase amarela, e somente até às 20h. Além disso, temos também a questão da ocupação. Os serviços têm que funcionar com, no máximo, 40% da ocupação. De forma que todo esse conjunto de coisas entendemos que ele seria suficiente, caso todas as pessoas, toda a população siga aquilo que está estabelecido no plano São Paulo. No entanto, nós também entendemos que é fundamental a participação de todos do ponto de vista da proteção já àquelas que nós recomendamos sempre, distanciamento social, uso de máscaras, higiene, mas também algumas recomendações específicas para os próximos dias, particularmente para os adultos jovens, mas é também para os demais, que eu vou pedir para o meu colega João Gabbardo, aqui, especificar para vocês. Muito obrigado.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, Paulo. Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos que acompanham a coletiva. Então só além dessas medidas que o doutor Paulo citou anteriormente, que são àquelas medidas que já estão previstas no plano São Paulo, do ponto de vista de faseamento e classificações, as regiões que estão no laranja e que tem que seguir as recomendações da fase laranja, o centro de contingência elencou algumas medidas que são recomendações adicionais ao plano São Paulo. São recomendações que todos já estão acostumados, mas que sempre vale a pena nós reforçarmos, a primeira delas, a recomendação de usar máscaras em todos os ambientes, higienizar as mãos, e principalmente quando tivermos convívio com pessoas idosas, pessoas com doenças crônicas, doenças com pessoas com comorbidades. A segunda, reiterar as orientações da não participação em eventos, aglomerações, festas, baladas, comemorações. Enfim, tudo aquilo que leva à reunião de pessoas e aglomeração, deve ser evitado. Terceiro, se a pessoa tiver com alguma previsão de viajar, principalmente para locais aonde pode ocorrer aglomerações, porque a gente sabe que em alguns locais a orientação pela não realização de Carnaval não é muito precisa, então nesses locais se solicita, se sugere que antes de iniciar a viagem se faça um teste, faça o PCRRT. Se ele estiver positivo, a viagem deve ser cancelada, obviamente. Essa é uma recomendação importante, para que as pessoas evitem ou diminuam a possibilidade de ao viajar, levar, transmitir vírus para outros locais. E isso nesse momento em que a gente ainda está verificando a possibilidade, a entrada dessas variantes do vírus que aqui acometeram, com bastante intensidade, a cidade de Manaus, e outras cidades da região Norte, nós já temos conhecimento de que ela está circulando em São Paulo. Então essa recomendação ganha força nesse momento. Se o indivíduo mesmo assim viajar, a recomendação é que no seu retorno ele permaneça isolado por uma semana, principalmente se em relação às pessoas idosos e pessoas com comorbidades. Quer dizer, ao voltar de viagem destas, onde de alguma maneira, ou de forma inadvertida, ou casual, teve contato e a possibilidade da contaminação, ele deve, ao chegar em casa, evitar ao máximo o contato com as pessoas, com os idosos e com aqueles que tem doenças crônicas. A movimentação e a utilização das praias nesse momento, segue aquela recomendação original, de que as praias, apesar de ser um ambiente ao ar livre, elas devem servir e podem ser utilizadas para fazer atividade física durante um determinado período, mas ela não deve ser local para ficar sentado, para ficar bebendo, para fazer reuniões, grupamentos de pessoas, bebendo, principalmente, fundamentalmente, porque esse é um ambiente que aumenta bastante a possibilidade de transmissão da doença. Por último, nós deixamos um telefone, caso as pessoas queiram comunicar ou denunciar infrações principalmente e fundamentalmente em relação à organização de aglomerações, pode utilizar esse telefone. Tem mais um slide que eu gostaria de apresentar, que eu acho que resumo bem qual que é essa a nossa situação, sete em cada dez pessoas que testam positivo e espalham o COVID-19, tem menos de 50 anos. Então a preocupação com a transmissibilidade está exatamente nas pessoas jovens e sadias, essas que sai e se aglomeram, essas que tem maior possibilidade de transmissão da doença. Mas sete, em cada dez pessoas que estão internadas nos leitos de UTI, tem mais de 50 anos, enquanto os que tem menos de 50 anos transmitem a doença, os que tem mais de 50 anos são aqueles que são mais afetados pelo vírus. E infelizmente, nove em cada dez pessoas que morrem por COVID-19, tem mais de 50 anos. Isso é muito triste, isso é doloroso, mas a gente nesse momento em que nós já estamos iniciando na vacinação, precisamos deixar um alerta aos idosos que começaram a vacinar nessa semana, eles estão vacinados, eles não estão imunizados. As pessoas que fizeram vacina nesse momento, elas têm o mesmo risco de adquirir a doença de alguém que não tenha feito a vacina. Nós precisamos esperar um tempo adequado, 20 dias, 30 dias, para que o organismo possa proteger essas pessoas contra esse novo vírus. Então, é fundamental que isso seja obedecido, que isso seja visto com bastante responsabilidade por todos. Infelizmente, os jovens são os responsáveis pela contaminação dos idosos. Então, os jovens são os responsáveis por esses idosos, que vão ter casos graves, que vão para a UTI e, infelizmente, os jovens são responsáveis por essas pessoas que vão perder a vida, por conta do não respeito a essas recomendações. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, obrigado, Paulo Menezes, João Gabardo, Maria Manso. Vamos agora à TV Globo, GloboNews, na sequência O Globo, Jovem Pan, UOL e SBT. Peço encarecidamente, dada a circunstância do horário, são 13h36, se pudermos ter uma pergunta por cada veículo, fico grato. Daniela, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Eu pergunto então sobre a segunda dose, para esclarecer alguns pontos. Quando, de fato, começa a aplicação da segunda dose? A gente tem a informação de que no HC, por exemplo, seria a partir de domingo, podendo estender para segunda e terça. Em São Caetano do Sul está começando hoje, eu queria saber exatamente em que ponto isso está e se essas cidades que estão começando hoje já receberam algum novo lote. E aí, só, governador, só para reforçar a pergunta anterior, não é uma nova pergunta, mas sobre o carnaval, como fica a fiscalização? Porque apesar das recomendações, recomendações extras que existam, a gente flagra sempre aglomeração nas ruas, fora dos bares, Vila Madalena, praia, enfim. A cargo de quem é essa fiscalização? Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniela. A Dra. Regiane de Paula vai responder as duas, mas eu antecipo que o tema de fiscalização é do município, cabe e é obrigação do município fiscalizar, acompanhar, orientar e estabelecer as limitações que o Plano São Paulo oferece e determina. E se precisar de apoio da Polícia Militar, recorre à Polícia Militar, para que ela possa apoiar o trabalho da Vigilância Sanitária e o trabalho também da Guarda Municipal, da Guarda Civil Metropolitana. Mas a resposta completa você vai ter com a Dra. Regiane de Paula. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PLANO ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Obrigada, governador, obrigada, Daniela. Veja, o Estado de São Paulo completa hoje 900 mil doses entregues para os 645 municípios. Com essa entrega de doses do Instituto Butantan, a possibilidade de você iniciar entre o 21º e o 28º dia a segunda dose da vacina está colocada. Então, alguns municípios estão antecipando para 21 dias a segunda dose da vacina. O HC provavelmente deve trabalhar num esquema de final de semana, segunda-feira, para também poder vacinar, porque a vacinação começou no dia 17, e todos os idosos, nós vamos antecipar, que começa a vacinação no dia 12, também receberão. Então, não há problema nenhum. Nós só teremos um volume maior de pessoas, mas lembrando sempre: é muito importante que a gente dê prioridade aos idosos, principalmente na parte da manhã, e sempre utilizem o Vacina Já, para que a gente possa fazer o pré-cadastro, e esse pré-cadastro, ele facilita muito com que, no momento que você chega numa unidade básica, ou até mesmo no drive-thru, você diminui de 10 minutos para 1 minuto o registro da sua dose vacinal no Vacivida e também a sua vacina é feita rapidamente. Então, é muito importante que isso aconteça. O estado está pronto e os 645 municípios também, para iniciar a segunda dose da vacina, os trabalhadores de saúde, indígenas e quilombolas, e continuar o esquema vacinal dos idosos. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dra. Regiane. Daniela, muito obrigado pelas perguntas. Vamos agora a Gustavo [ininteligível], do jornal O Globo. Na sequência, Nanny Cox, da Rádio Jovem Pan. Começamos com você, Gustavo [ininteligível]. Boa tarde, obrigado pela sua presença.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde, secretários e a todos. Governador, como que o presidente do DEM, ACM Neto, reagiu ao convite que o senhor fez ao Rodrigo Garcia para se filiar ao PSDB? Ele concorda com isso?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Gustavo, esse tema não foi discutido, nem por ele, nem por mim, portanto não foi objeto do jantar que tivemos ontem. Lamento ter que dar uma resposta tão rápida e tão curta, mas é a expressão da verdade. Isso não foi mencionado.

REPÓRTER: Governador, só um complemento, por gentileza. E quanto ao Eduardo Leite? Hoje alguns deputados devem visitá-lo para pedir que ele postule sua candidatura ao Planalto. Como que o senhor vê esse movimento?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Com naturalidade, Gustavo. O Eduardo Leite é um grande governador do PSDB, faz uma excelente gestão à frente do seu estado, o estado do Rio Grande do Sul. Com muita naturalidade. Ele tem todo o direito de pleitear, e deputados, se desejarem, de sugerir e recomendar. Faz parte da democracia e eu sou a favor da democracia. Obrigado. Vamos agora a Nanny Cox, Rádio Jovem Pan. Nanny, obrigado de você estar aqui conosco mais uma vez.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Governador, aquela fala do senhor ali no início, na pergunta do colega, eu queria entender se representa então um ultimato, uma espécie de ultimato a Aécio Neves. Se é um entendimento da direção do partido que ele se retire, caso ele não concorde com essa posição de ser oposição do governo, e se o senhor não teme um racha no PSDB ou uma briga interna ali no partido envolvendo essa questão. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Nanny. Hoje vocês estão gostando de perguntas da política, né? Nanny, esta é a minha posição, não é a posição do partido. Quem define isso é o partido, é o PSDB e o seu presidente, Bruno Araújo. Portanto, você terá que perguntar a ele. Mas esta é minha posição clara e objetivamente, ou seja, eu quero e desejo e espero do PSDB, partido ao qual sou filiado desde 2001, que seja um partido com posições. E nessa circunstância, um partido de oposição. Um governo negacionista, fratricida, que atenta contra a democracia, que não protege a saúde, a vida dos brasileiros, que ataca o meio ambiente, que processa jornalistas, que humilha jornalistas, que enfraquece ou tenta enfraquecer veículos de comunicação, entre outros temas, não merece ser apoiado pelo PSDB. E é a minha posição. Se há parlamentares do PSDB que entendem que precisam ou devem oferecer apoio a este governo, ao governo Jair Messias Bolsonaro, peçam para sair, sejam felizes em outro partido, há vários partidos que compõem a base de apoio do presidente Jair Bolsonaro. Isso é democracia, não há nenhum problema, não condeno que façam isso. Condeno que façam isso dentro do PSDB.

Vamos agora a Lucas Teixeira, do UOL, vamos tentar voltar para a saúde. Boa tarde, Lucas.

REPÓRTER: Vamos lá, governador. Então, pra te agradar, uma de saúde e uma de política. Queria saber--

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Você está muito político, viu?

REPÓRTER: Queria saber então, primeiro, saúde: A vacina, já, já a gente começa um mês do começo da vacinação. Quando que vocês avaliam que, no Brasil e em São Paulo começará a ter aquela curva de redução de casos, como efeito da vacina? Porque ainda não deu esse tempo, mas se vocês já têm uma estimativa para quando a vacina vai começar a reduzir os casos. Saúde. Política, governador: Essa questão é importante, o senhor se dirigiu ao Aécio Neves, mas não foi só ele. Aquela debandada, aquele xadrez ali que rolou no final de semana para o Arthur Lira, do qual o senhor foi uma peça importante para segurar o PSDB, não era só ele. No discurso do Arthur Lira, ele falou do chão da fábrica, da Câmara, onde eles se resolvem. Aí a gente sabe que tem muitos deputados do PSDB que votam com o governo e que têm votado com o governo. Eu queria saber a sua avaliação de como o partido se manterá. O senhor, que é um presidenciável, está puxando pra cá, mas tem muitos deputados que seguem ali. Você acha que eles vão seguir ou que não, o PSDB rumará para 2022 mais pra cá que pra lá? Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Lucas. Começo pela segunda e, na sequência, a primeira, Jean Gorinchteyn e João Gabardo responderão. Lucas, o meu chão de fábrica é o chão do povo, é onde o povo está. Eles é que votam em governadores, prefeitos, deputados e senadores. Com todo o respeito, não é o chão do Congresso Nacional. Eu respeito o chão do Congresso Nacional, mas respeito ainda mais o chão do povo, que elege os parlamentares que estão no Congresso Nacional. Então, entre um e outro, se os legisladores errarem, eu estarei ao lado do povo, pois é o povo que os elege, assim como me elegeu em São Paulo. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: A partir do momento que é dada a vacina, principalmente para essa população mais vulnerável, que representa 10% a 12%, dependendo de cada uma das regiões, nós vamos ter, quando toda essa população estiver realmente imunizada, pelo menos dois a três meses para começar a perceber a diminuição no número de internações e mortes. Esse será o primeiro panorama. Nós vamos começar a ter uma diminuição da circulação do vírus, com novos números de casos, quando nós tivermos o maior número de pessoas de todas as faixas etárias imunizadas, e é exatamente por isso que nós precisamos de vacinas, muito mais vacinas, de forma muito mais rápida, para que toda a população, protegida, tenha não somente esse impacto de internação e morte, mas também da circulação de vírus no nosso meio.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Gabardo.

JOÃO GABARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Essa curva, ela é muito dependente da velocidade da nossa vacinação. Então, se nós pegarmos o exemplo de Israel, Israel começou a vacinar no final, segunda parte do mês de dezembro, não tem dois meses de início de vacinação, e Israel já tem redução de 60% nas internações de pessoas com mais de 60 anos. Israel já tem 30% de redução nas internações em qualquer idade. Mas Israel vacinou rápido, Israel já tem hoje quase 40% da população-alvo, população que deve ser vacinada, já imunizada. Então, isso é que vai dar a velocidade da redução da curva. Nós esperamos que, aumentando a velocidade da vacinação dos nossos idosos, tão logo isso esteja acontecendo, já vamos começar a ter reflexo na redução dos casos graves, redução de internação em leitos de UTI e redução de óbitos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bom. Lucas, obrigado, obrigado, Jean, obrigado, Gabardo. Vamos agora à última pergunta, que é da Flávia Travassos, do SBT. Flávia, obrigado por estar aqui mais uma vez, boa tarde, bem-vinda. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Queria entender, repercutir um pouquinho sobre o que foi mostrado hoje dos números da saúde. A gente vê uma diminuição do número de casos, a gente vê uma diminuição do número de internações aí, consideráveis, mas o número de mortes, ele está ali, enfim, se mantendo. O que acontece na prática? Por que esses números de mortes também não começam a cair, junto com número de casos e também com o número de internações? E só para confirmar com o Dr. Dimas, ele falou sobre o contrato, o registro definitivo, que o pedido ainda não foi feito. A gente só queria saber se ele vai ser feito ainda esse mês, Dr. Dimas. É possível que se peça o registro definitivo ainda esse mês?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Flávia, vamos aos números da saúde, com o Jean Gorinchteyn, e em seguida o tema do contrato e registro com Dimas Covas. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE: Quando nós observamos o número de internações, é um dado absolutamente atual, são as pessoas que adoeceram, que estão nas unidades de internação e unidades de terapia intensiva, então é um dado recente, é um dado que nós temos atualizado diariamente. Quando nós falamos número de casos e também número de óbitos, esses números podem também revelar períodos anteriores, eventualmente uma semana, duas semanas. Mas nós temos um outro dado aqui, que nós tivemos especialmente no início do ano, na nossa primeira semana epidemiológica, uma circulação muito grande do vírus, em decorrência às festividades de final de ano, Natal e ano novo, com grande número de casos, com grande número de internações, o que motivou medidas estratégicas dentro do Plano São Paulo, com reclassificações de forma muito mais austera. Dessa maneira, nós entendemos que muitos que internaram nas UTIs, internaram de forma grave, e vieram a falecer nos últimos dias. Então, isso ainda é o impacto daquelas internações que nós tivemos no início do ano. O que nós esperamos para as próximas semanas é também que esse índice de morte comece a cair.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, muito obrigado pela pergunta, obrigado, Jean Gorinchteyn. Nós, com isso, Flávia, encerramos a coletiva. Ah, desculpa, perdão, perdão, perdão. Eu estava pulando o Dimas Covas. Obrigado, Flávia, por você ter me alertado. Dimas, por favor, o tema do contrato e também da aprovação do registro definitivo. Obrigado. Desculpe, Flávia.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Flávia, sim, esperamos que o pedido no Brasil do registro possa ser feito ainda esse mês. Como eu mencionei, aguardamos ainda a vinda dos documentos da própria aprovação, que aconteceu lá na China. E com relação ao contrato, como eu mencionei, o contrato nesse momento está aqui no Palácio, e deverá ser devolvido hoje ainda, e esperamos que ele seja assinado o mais rapidamente possível.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, então todas respondidas. Flávia Travassos, muito obrigado, obrigado a todos pela presença, obrigado aos cinegrafistas também. Vejo alguns cinegrafistas aqui que madrugaram, estavam conosco lá, 6h30 da manhã, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, minha homenagem aos cinegrafistas e fotógrafos, que trabalham de sol a sol. Aliás, de sol a lua, inclusive. Muito obrigado pela presença de todos. Na sexta-feira, teremos uma nova coletiva. Por favor, você, que nos acompanha aqui ao vivo pela TV Cultura e por outras emissoras também, use máscaras ao sair da sua casa, ao saírem das suas casas ou dos seus ambientes de trabalho, ou mesmo para passear e tenham os cuidados devidos no final de semana, ainda que não tenhamos feriado, para não participarem de aglomerações. Proteger a vida, proteger seus familiares é ter amor próprio e amor pela existência. Muito obrigado, boa tarde a todos.