Coletiva - SP concilia produção no campo e proteção ao meio ambiente com programa Agro Legal 20201609

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Coletiva - SP concilia produção no campo e proteção ao meio ambiente com programa Agro Legal 20201609

Local: Capital - Data: Setembro 16/09/2020

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde. Obrigado pela presença dos jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos, os nossos convidados e também dos que integram aqui a nossa bancada para a coletiva de imprensa de hoje, quarta-feira, 16 de setembro. Ao nosso lado, Vinicius Lummertz, secretário de Turismo do Estado de São Paulo, Sérgio Sá Leitão, secretário da Cultura, Marcos Penido, secretário de Meio Ambiente e Infraestrutura, Gustavo Junqueira, secretário de Agricultura e Abastecimento, Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde, Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Te cnologia, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, e também José Osmar Medina, coordenador do Centro de Contingência do Covid-19, o nosso Comitê de Saúde, e João Gabbardo, coordenador executivo do Centro de Contingência do Covid-19. Começamos com duas mensagens. A primeira mensagem da educação. E falando em educação, quero registrar também a presença do secretário Rossieli Soares, secretário de Educação do Estado de São Paulo. E a primeira mensagem é exatamente sobre este tema, e sobre o Ideb, que foi divulgado ontem pelo Ministério da Educação. Um ano difícil para a educação, o ano de 2020, pública ou privada, infantil ou de jovens, do nível fundamental ao médio ou universitário. Mas o ensino público de São Paulo acaba de ser nacionalme nte reconhecido pelo trabalho realizado em 2019. Aliás, compromisso do Governo de São Paulo em relação à Educação, anunciado em janeiro de 2019. O Estado de São Paulo conquistou as melhores notas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, o Ideb, e lidera o ranking nacional nos dois ciclos do ensino fundamental, do 1º ao 5º ano e do 6º ao 9º ano, uma conquista para o Estado de São Paulo, para a educação pública do Estado de São Paulo. No ensino médio, São Paulo não perdeu posição e conseguiu melhorar a sua nota no Ideb, e seguirá avançando. Na rede pública estadual, o Ideb do ensino médio alcançou 4,3 pontos, depois de ficar estagnado por dois anos. Os responsáveis por esse resultado são os alunos da rede pública do estado e dos municíp ios de São Paulo. E principalmente professores, diretores, profissionais de educação do Estado de São Paulo, a quem ressalto a importância do trabalho que realizaram no ano 2019 e realizarão neste ano, 2021 e 2022. Quero ressaltar também a importância do apoio de pais e mães comprometidos com a educação dos seus filhos aqui no Estado de São Paulo. Os resultados divulgados ontem pelo Ministério da Educação reafirmam o alto padrão de ensino também das Etecs e das Fatecs, ligados ao Centro Paula Souza, que atende quase 200 mil alunos em São Paulo. As Etecs despontam como algumas das melhores escolas do Brasil, mesmo disputando com escolas privadas. Preciso também fazer um elogio especial, pessoal, e ressaltar o trabalho desenvolvido e a conduta de Rossieli Soares, secretário estadual de Educação do Estado de São Paulo. Um líder, que, com a experiência de ex-ministro da Educação, trouxe a sua capacitação, seu diálogo, entendimento e conhecimento para o Estado de São Paulo. Quero também registrar e cumprimentar a professora Laura Laganá, que comanda o Centro Paula Souza de forma brilhante e mais uma vez consagrada com os dados que foram divulgados ontem pelo Ministério da Educação. Rossieli também trouxe uma outra grande qualidade, que, pessoalmente, como governador, aprecio muito: formar equipe, ter um bom time. E ressalto aqui dois nomes dessa grande equipe, de muitos profissionais, além daqueles que já estavam na Secretaria da Educação, dois nomes que vieram com vários profissionais, professores, gestores da educação em São Paulo. Eu destaco Haroldo Corrêa, ex-secretário de Educação do Estado do Espírito Sa nto e atual secretário-executivo da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, Haroldo, que conseguiu, enquanto secretário de Educação do seu estado, Espírito Santo, colocar o Espírito Santo numa posição destacadíssima no Ideb, e agora faz o mesmo aqui em São Paulo. E a professora Raquel Teixeira, ex-secretária de Educação do Estado de Goiás, que, da mesma maneira, enquanto secretária no seu estado, colocou Goiás na liderança do Ideb nacional, e agora ajuda a colocar São Paulo na liderança do Ideb nacional. Parabéns, Rossieli, por trazer pessoas capazes e comprometidas com a educação do Brasil, aqui para o Estado de São Paulo. Quero finalizar neste tema dizendo que São Paulo passou a entregar o material didático no prazo, eliminando com os tradicionais atrasos que haviam at&eacu te; então. Reformou prédios e continua a reformar todos os prédios do ensino público e São Paulo. Ofereceu mais recursos e liberdade de investimento a essas unidades de ensino. Ofereceu também disciplinas mais atraentes, contratou e capacitou professores. Uma das primeiras medidas que assinei aqui, com menos de quatro meses de governo, foi a contratação de mais de 3 mil professores para a rede pública de ensino no Estado de São Paulo. Aumentamos a nossa rede de escolas em tempo integral em 75% em 12 meses de gestão. Neste ano, mesmo com a pandemia, avançamos no caminho do aperfeiçoamento, com aprovação da nova base curricular, o primeiro estado do Brasil a adotar esta nova base do currículo escolar. E entregamos mais de 100 creches, 100 creches em 18 meses de governo. E continuaremos no mesmo ritmo até dezembro de 2022. Educação de qualidade &e acute; o melhor caminho, o maior e o mais importante caminho para o desenvolvimento social e econômico do país. Portanto, Rossieli, parabéns a você e a todos que estão diretamente envolvidos no processo da educação no Estado de São Paulo. Segunda mensagem, quero cumprimentar a decisão do presidente Jair Bolsonaro. Vou repetir para que não tenham dúvida: quero cumprimentar a decisão do presidente Jair Bolsonaro em efetivar Eduardo Pazuello como ministro da Saúde, a partir da data de hoje. Eu tenho dito e repetido aqui que Eduardo Pazuello tem sido correto com a saúde em São Paulo. Pelas informações que tenho dos governadores com quem compartilho informações diariamente, tem sido correto também com outros estados, e o que nós desejamos é isso, é a conduta efetiva, técnica, republicana da saúde e o respeito ao Pacto Federativo e as ações de saúde de todos os estados. Bem, nas informações, três informações no dia de hoje, nesta coletiva, no dia 16 de setembro. Primeira é relativa a turismo. O Governo do Estado de São Paulo autoriza a reabertura dos parques temáticos. O Estado de São Paulo tem a maior concentração de parques temáticos de toda a América do Sul. Os parques e atrações temáticas poderão reabrir em São Paulo a partir do dia 23 de setembro, desde que todos estejam ao ar livre. Estamos nos referindo aqui especificamente aos parques temáticos ao ar livre. Os parques poderão funcionar por até oito horas por dia, e com inicialmente 40% da sua capacidade. E obedecer, obviamente, os protocolos de segurança. Será obrigatório o uso de máscaras, por profissionais, fornecedores e, obviam ente, por todo o público que ingressar nestes parques. Será obrigatória também a medição de temperatura antes do ingresso no parque e também que os ingressos sejam vendidos antecipadamente, para haver o controle de acesso no limite de 40% da capacidade. O acompanhamento, a supervisão e a fiscalização será feita por cada prefeitura, em cada cidade onde se localiza o parque temático. São Paulo, repito, concentra de longe a maior oferta de parques e atrações temáticas no país, é o maior conjunto de parques temáticos da América Latina, e não América do Sul, perdão, e são mais de 100 parques e 26 mil empregos diretos e indiretos gerados pelo setor de parques temáticos, aqui em São Paulo. Segunda informação, ligada à área de Cultura. O Governo de São Paulo inicia cada stramento de profissionais da Cultura para pagamento da renda emergencial, e lança 25 editais com recursos da Lei Aldir Blanc. A Secretaria de Cultura e Economia Criativa iniciou hoje o cadastramento para o pagamento da renda básica emergencial da Lei Aldir Blanc. Aprovada este ano no Congresso Nacional, a lei prevê auxílio monetário para profissionais do setor cultural nesse período de pandemia, uma medida correta e justa. O Governo do Estado de São Paulo já teve seu plano de ação aprovado pelo Ministério do Turismo e recebeu R$ 264 milhões do Governo Federal. O Governo de São Paulo vai utilizar R$ 189 milhões para beneficiar cerca de 63 mil profissionais da cultura em São Paulo. Repito, São Paulo, o nosso governo, vai utilizar R$ 189 milhões para beneficiar 63 mil profissionais da cultura, com R$ 3.000 cada um, e destinará R$ 75 milhões para e ditais culturais. Podem solicitar a renda básica da cultura profissionais que tenham atuado em áreas artísticas, nos 24 meses anteriores à data de publicação da lei, em 29 de julho deste ano. Terceira e última informação de hoje, ligada ao agro e ao meio ambiente. Estamos lançando hoje o programa Agro Legal, que prevê o aumento de 800 mil hectares de cobertura vegetal nativa no Estado de São Paulo. Será publicado amanhã no Diário Oficial o decreto que institui o programa Agro Legal, que é uma regulamentação da legislação avançada que concilia segurança ao produtor rural e proteção ao meio ambiente. A nossa previsão é de que a medida vai garantir a recuperação de áreas de preservação e reserva de 800 mil hectares em São Paulo nos próximos 20 anos. Es ta área é maior do que a área do Distrito Federal, a capital do país. Com isso, a cobertura vegetal nativa no estado, que hoje está em 23%, vai aumentar mais 3%, chegando a 26%. É um compromisso ambiental do Governo de São Paulo, que temos feito, aliás, desde janeiro de 2019. Em São Paulo, quero ressaltar também que o agronegócio e a preservação ambiental caminham juntos. Não há conflito, não há disputas, não há separação. O Estado de São Paulo se afirma cada vez mais como líder mundial na produção de açúcar, etanol e laranja, além de ter uma agroindústria diversificada e pujante, que contribui com mais de 20% de toda a produção do agronegócio do Brasil. Junto ao aumento da produção, a cobertura vegetal, e isso é muito importante, nat iva de São Paulo, cresceu 5% nos últimos 10 anos, e tivemos desmatamento zero na Mata Atlântica no ano de 2019. Segurança jurídica, portanto, ao produtor rural e proteção ao meio ambiente. É assim que nós trabalhamos o tema meio ambiente e agronegócio em São Paulo. Vamos agora aos respectivos temas, com Vinicius Lummertz, secretário de Turismo, no primeiro tema que foi apresentado aqui, que é o tema dos parques temáticos. Vinicius.

VINICIUS LUMMERTZ, SECRETÁRIO ESTADUAL DE TURISMO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Como aqui brevemente relatado pelo governador João Doria, essas são as condições de aberturas dos parques temáticos ao ar livre, a partir da semana que vem, dia 23/09, com capacidade limitada de 40%, e controlado mediante protocolos que foram acordados com o próprio setor, aqui presente o diretor do Sindicato dos Parques Temáticos do Estado de São Paulo, Alain Baldacci. Com compra antecipada, com uso de máscaras, protocolos estes que são os mesmos protocolos adotados internacionalmente. Cabe salientar aqui também que essa retomada é significativa, à medida que nós perdemos empregos no turismo, no ano 2020. O turismo havia sido, em 2019, o maior gerador de empregos no estado, com mais de 50 mil empregos, segundo o Caged, esse ano nós estamos até julho num déf icit de 138 mil empregos e aqui nós recuperamos 26 mil postos de trabalho, porque aqui nós estamos falando de forma direta e indireta. Vejamos o caso clássico de Termas dos Laranjais, 1,84 milhão de visitantes/ano numa região ou numa cidade com 25 mil leitos. Então essa retomada mediante protocolos, nesse caso, caso de Itupeva também e dos demais parques darão condições a uma retomada segura pelo turismo de proximidade que é a primeira demanda de retomada do turismo do estado de São Paulo como maior emissor de turismo nacional e internacional. Portanto, substitui a viagem ao exterior, substitui a viagem interna até que as coisas se normalizem no mundo, dá-se a opção de descentralização do turismo dentro do estado de São Paulo mediante esta vocação do estado para parques temáticos organizados. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinicius Lummertz. É uma boa notícia para o setor de turismo, a geração de emprego e renda em São Paulo. Agora o tema da cultura. Obrigado, Vinicius, mais uma vez. vamos com o Sério Sá Leitão, secretário de cultura do estado de São Paulo.

SÉRGIO SÁ LEITÃO, SECRETÁRIO DE CULTURA E ECONOMIA CRIATIVA: Muito obrigado, governador. Boa tarde a todos e todas. É uma notícia realmente muito relevante, não apenas par ao setor cultural, mas também para o conjunto da sociedade de São Paulo. Eu me refiro à Lei 14.017/20, a chamada Lei Aldir Blanc, foi aprovada pelo Congresso Nacional, sancionada e regulamentada pelo Governo Federal, pelo presidente da República, e uma lei que resulta de um grande congrassamento, de um grande entendimento em torno da relevância estratégica, da cultura, das atividades culturais e criativas que foram como se sabe profundamente afetadas pela crise gerada pela pandemia do Coronavírus. Podemos ir adiante, essas ações emergenciais que estão previstas na Lei 14.017 são basicamente de três tipos. Uma renda básica emergencial para profissionais da cultura, isso vai ser operado pelo Governo do Estado de São Paulo aqui no nosso estado. O subsídio a espaços e instituições culturais que tiveram atividades interrompidas por conta da crise da pandemia, isso vai ser operado pelas prefeituras dos 645 municípios do estado. E também editais, prêmios e chamadas públicas, aí é uma operação conjunta, faremos tanto em âmbito do Governo do Estado quanto também no âmbito das prefeituras. Ao todo, São Paulo terá R$ 566,2 milhões, o estado de São Paulo irá então destinar o Governo do estado de São Paulo R$ 264,15 milhões, nós já recebemos esses recursos do Governo Federal, estamos iniciando hoje então a destinação. Bom, em primeiro lugar nós temos a renda básica emergencial. Podemos ir adiante aí na apresentação, as i nscrições on-line para o cadastro estão abertas, portanto, os profissionais que desejarem pleitear essa renda básica já podem se inscrever, o cadastro está totalmente adaptado as exigências da lei e da regulamentação, o endereço é: www.dadosculturais.sp.gov.br. Teremos R$ 3 mil por pessoa habilitada até R$ 189 milhões, como o governador João Doria mencionou até 63 mil beneficiados. O início do pagamento será na segunda quinzena de outubro, é importante dizer que mulheres provedoras de famílias monoparentais receberão o valor em dobro. Bom, e nós temos também os editais que nós reunimos num programa chamado Proac Expresso Lab, Lab de Lei Aldir Blanc. É um programa complementar ao Proac Expresso ICMS, ao Proac Expresso Editais e ao Juntos pela Cultura 2020 que o Governo do estado de São Paulo já lan çou com recursos próprios num total de R$ 177,2 milhões. Agora então nós temos mais um programa que é o Proac Expresso Lab, são 25 chamadas públicas, as inscrições acontecerão a partir de amanhã, também on-line pelo endereço: www.proacexpressoaldirblanc.org.br. Temos aí uma garantia mínima de 75 milhões de investimento nessas 25 linhas, vamos apoiar a princípio, 1.700 projetos e profissionais que serão premiados com a geração de 22.700 postos de trabalho e um impacto econômico de R$ 113 milhões. Eu gostaria, governador, de destacar um desses editais ao qual nós aportaremos R$ 20 milhões que é um edital de estímulo a fruição cultural em cinemas, circos, museus e teatros independentes. Por meio desta linha vamos disponibilizar um milhão de ingressos a preços popula res para 500 cinemas, teatros, museus e circos de todas as regiões de São Paulo nos meses de janeiro, fevereiro e março, como uma forma de impulsionar a retomada do setor cultural e criativo de São Paulo e estimular o hábito, a volta, o retorno ao hábito de consumo de cultura fora de casa. Então é isso, governador, nós estamos aqui no governo, eu sempre faço questão de dizer isso e vou reiterar que reconhece e valoriza a cultura e a imensa capacidade do setor cultural e criativo de contribuir para o desenvolvimento econômico e humano de São Paulo. Nós estamos aqui dando mais uma vez uma demonstração com essa execução célere e também muito rigorosa da Lei Aldir Blanc. Mais cultura é mais saúde, é mais educação, é mais turismo, é mais desenvolvimento. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Sérgio Sá Leitão. Agora, no tema do meio ambiente e agronegócio, Marcos Penido, secretário de meio ambiente do estado de São Paulo. Penido.

MARCOS PENIDO, SECRETÁRIO DE INFRAESTRUTURA E MEIO AMBIENTE: Obrigado, governador. É muito importante essa oportunidade para reafirmarmos o compromisso de São Paulo com o meio ambiente. O programa Agrolegal vem nesse sentido dentro de uma linha que o governador João Doria se propôs: desenvolvimento sustentável. Com soluções inteligentes e criativas iremos manter a produção, não será prejudicada a produção e poderemos ampliar a cobertura vegetal do estado de São Paulo. São 800 mil hectares que se somarão aos 23% de vegetação nativa que já se tem no estado através de uma parceria feita com o setor da agricultura através de muito diálogo, de muito entendimento pra que possamos fazer com que a produção, o agronegócio continue sendo o carro-chefe da economia paulista, e o meio ambiente a grande bande ira de proteção e melhoria de qualidade de vida pra São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Penido. E agora vamos ouvir o agronegócio com Gustavo Junqueira.

GUSTAVO JUNQUEIRA, SECRETÁRIO DE AGRICULTURA E ABASTECIMENTO: Obrigado, governador. Boa tarde a todos. Bom, acho que as falas do governador, as falas do secretário Penido falam por si só e são as minhas. Em São Paulo nós praticamos o que nós falamos, desde a campanha do governador e depois a atuação tanto minha como secretário da cultura como do secretário de meio ambiente foi em conciliar uma produção eficiente e uma proteção eficaz no estado de São Paulo. E é isso o que esse programa Agrolegal traz, de fato, ele concilia primeiro o respeito à lei, é uma lei complicada, é uma lei muito complexa onde nós precisamos, de fato, implementá-la. Desde 2012 é um desafio em todos os estados e em São Paulo, agora o governador tomou uma posição firme e na direção do desenvolvimento su stentável e sustentado, porque o investimento que será feita pra recuperar todas essas áreas é um investimento bastante grande e precisará ser acompanhado de maneira muito próxima. A gente resolve dois grandes problemas. Um, a regularização das reservas legais dentro das propriedades privadas. Por uma falta de aplicação da lei isso ficava no limbo, e agora não, tem uma... uns critérios técnicos e práticos pra colocar isso de uma maneira bastante ágil dentro do cadastro ambiental rural. E o segundo, a regularização fundiária das unidades de conservação. São Paulo ao longo do tempo criou vários parques estaduais, no entanto, essas áreas que foram desapropriadas e apropriadas para a criação dos parques não foram regularizadas. Agora o programa Agrolegal vem para que ele possa conciliar um passivo qu e existe dentro do setor do agro, criando um ativo dentro dos parques nas unidades de conservação. Portanto, trabalharemos em conjunto nos próximos anos para que cada vez mais São Paulo tenha essa visão holística, essa visão complementar entre produção agrícola e proteção ambiental. E isso dará a São Paulo mais uma vantagem que é a vantagem econômica, é a abertura dos mercados, abertura e reconhecimento porque uma vez implantado esse código florestal que é o mais importante código florestal, o mais moderno no mundo implantado no Brasil, nós sim poderemos exigir novos mercados para os produtos produzidos no Brasil e produzidos em São Paulo. São Paulo dá um passo à frente nessa direção com o programa Agrolegal. E dessa maneira a gente resolve problemas históricos que impediam esse dese nvolvimento. Governador, eu queria só fazer aqui um agradecimento final a uma pessoa que ajudou muito nessa construção que foi o José Luiz Fontes que é o coordenador de desenvolvimento rural sustentável dentro da Secretaria da Agricultura. Ele foi um gladiador, me ajudou muito nesse processo, então eu devo a ele a gente ter conseguido no fundo assinar e trazer aqui esse que é um programa histórico pro governo de São Paulo e para os paulistas. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gustavo. E agora sim, vamos ao tema da saúde com Jean Gorinchteyn. Jean.

JEAN CARLO GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DE ESTADO DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. Estamos na trigésima oitava semana epidemiológica, uma boa notícia, atingimos mais de cem mil altas no estado desde o início da pandemia e quase 770 mil pacientes se recuperaram no mesmo período. Isso se deve a ação dos médicos, enfermeiros, e todos os profissionais da saúde que contribuíram para esse momento. Aprendemos, adquirimos experiência no tratamento e na assistência aos pacientes críticos, afinal, era uma doença nova. Também aparelhamos e ampliamos os números de leitos em UTI em todo o estado, com isso impactamos na redução, na diminuição do número de óbitos. Tanto é que na projeção da primeira quinzena de setembro estivemos abaixo das projeções desse índice e no limite inferior dessas projeções para todo o período. São Paulo, a grande São Paulo teve a menor taxa de ocupação em unidade de terapia intensiva, menos de 50%, isso atingiu 48,8%, quer dizer, um número bastante significativo mostrando o quanto estamos com o controle da pandemia no nosso estado. Primeiro slide, por favor. Nós estamos, agora, São Paulo com 909.428 casos, 33.253 óbitos. Próximo, por favor. Mostrando exatamente aquilo que nós falamos, a média de projeção agora da primeira quinzena de setembro com relação ao número de casos. E levando em consideração que estamos fazendo maior número de testagens, mais de 4,3 milhões testes realizados até o momento. Próximo. A projeção de óbitos no estado como disse, se mantiveram numa taxa num nível no limite i nferior das médias projetadas. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, Jean Gorinchteyn. Nós todos aqui estaremos à disposição dos jornalistas, são 13h14min. Vamos agora às perguntas, inicialmente com as perguntas presenciais da Rede TV, TV Band e Rádio Bandeirantes, Band News, e na sequência, online, a Rádio Jovem Pan. Voltamos para a TV Cultura, para a correspondente internacional da Agência Lusa, agência portuguesa de notícias, depois online a revista Globo Rural, e finalizamos com a TV Globo, GloboNews. Vamos, portanto, com você, Carolina Riguengo, da Rede TV. Boa tarde, prazer em tê-la aqui mais uma vez, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Olá, boa tarde a todos. A minha pergunta é referente a essa união entre o agronegócio e o meio ambiente. Eu queria entender, até porque a gente tem ouvido muito sobre os problemas na esfera federal. Queria saber como é que São Paulo conseguiu, os diálogos que vocês podem contar pra gente, as estratégias para conseguir suprir as duas demandas, que em outros estados brigam bastante. E se vocês querem com isso até inspirar também o restante do país. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Carolina. Vamos... Eu vou dividir a resposta, eu inicio e depois divido com o secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Penido, e também o secretário de Agricultura e Abastecimento, Gustavo Junqueira. Porque, primeiro, nós aqui definimos claramente uma política de trabalho, no Governo do Estado, de valorizar o agronegócio, apoiar o agronegócio, incluindo o produtor do agro no interior do Estado de São Paulo e na região da Grande São Paulo também, incluindo as cooperativas. Acreditamos aqui fortemente no cooperativismo. Contribuímos na exportação e na ampliação do mercado do agro de São Paulo, com abertura dos dois escritórios internacionais, em Dubai e em Xangai, Dubai nos Emirados Árabes e Xangai na China, assim como faremos o mesmo a partir de junho do a no que vem, com o novo escritório da Investe SP em Munique, na Alemanha, além do financiamento de máquinas e equipamentos e implementos para o setor agrícola. E acreditamos também na integração do agronegócio com o meio ambiente. Diálogo, entendimento, boas posturas e um governo claramente preservacionista e obediente ao respeito ao meio ambiente, à fauna e à flora. Criamos inclusive aqui um Conselho Estadual de Meio Ambiente, que responde diretamente ao governador. Só existem dois conselhos que respondem diretamente ao governador no estado: o Conselho de Meio Ambiente e o Conselho de Cultura, uma demonstração clara de apoio a estas duas áreas. Não que, pela inexistência de conselhos vinculados ao governador as outras áreas não tenham apoio, têm também, mas para ficar muito clara a nossa posição em relaçã o a esses dois setores. E na questão ambiental, uma integração entre os secretários, como todos os nossos secretários aqui dialogam, conversam, têm foco, têm objetivo, e nós atuamos com uma equipe integrada. Feita essa introdução, passo então a palavra a você, Gustavo Diniz Junqueira, pra a resposta à Carolina. Vou pedir apenas brevidade na resposta. E depois, para o Meio Ambiente, o Marcos Penido. Gustavo.

GUSTAVO JUNQUEIRA, SECRETÁRIO ESTADUAL DE AGRICULTURA E ABASTECIMENTO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador, obrigado pela pergunta, Carolina. Acho que a palavra que nos inspira aqui é confiança. Acho que o Estado de São Paulo vem trabalhando com os agricultores, com os produtores rurais e com os ambientalistas, há bastante tempo. Eu mesmo ajudei na formação, lá atrás, da coalisão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, ou seja, que é uma maneira de juntarmos todos os elos da cadeia para abrir o diálogo. Em nenhum momento, na história do mundo ou na história do Brasil, o antagonismo entre conservação do meio ambiente e produção foi uma realidade. Isso foi uma criação que alguns não entenderam o que se dizia ali e se perderam nesse caminho. Nós estamos retomando essa conversa. O governador destacou os conselhos que acon tecem aqui, nós temos uma relação muito próxima com todas as associações e as cooperativas. Nós fizemos inúmeras discussões com vários elos desse grande ecossistema que é o agronegócio, e o trabalho é um trabalho sério, onde tanto as cooperativas como as usinas de açúcar e álcool, que têm uma representatividade muito grande, as áreas de conservação de papel e celulose, ou seja, tem muita gente engajada nesse processo. Então, aqui nós demos voz aos dois lados e mediamos para que a gente pudesse fazer um programa realmente estruturante e de longo prazo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, Gustavo. Penido.

MARCOS PENIDO, SECRETÁRIO ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE E INFRAESTRUTURA DE SÃO PAULO: Ratificando todas as palavras do governador e do secretário Gustavo Junqueira, apenas, Carolina, para complementar: Também muito diálogo e trabalho. Diálogo para entender os dois lados, as necessidades, os conceitos, e aí um trabalho efetivo das equipes, como muito bem destacou o Gustavo, com relação à equipe de CDRS, do nosso lado também na subsecretaria do Meio Ambiente, nosso subsecretário Eduardo Trani, ouvindo os setores, entendendo a necessidade de cada um dos setores e mediando, entendendo aquilo que era mais importante. Sem contar a necessidade e agora essa novidade, que o setor agro incorpora a pauta da sustentabilidade. Com essa pauta, o nosso agro será mais produtivo e ainda muito mais valorizado. Esse é o conceito, somar para ganhar.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, muito obrigado, Marcos Penido, secretário de Meio Ambiente e Infraestrutura, e obrigado também a você, Gustavo Junqueira, secretário da Agricultura, obrigado, Carolina Riguengo, da Rede TV, pela pergunta e pelo interesse no setor do agro e do meio ambiente. Vamos agora à TV Band, Rádio Bandeirantes, BandNews, com a Maira [ininteligível]. Maira, muito obrigado pela sua presença, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. A minha pergunta também é nessa linha entre agricultura e meio ambiente. O Inpe detectou, desde o começo do ano até agora, um número maior de focos de incêndio em comparação com o ano passado. Então, eu queria saber primeiro se esses incêndios têm afetado de alguma maneira a agricultura, e o que tem sido feito para amenizar. E também sobre essa regularização dos imóveis rurais, eu queria entender como o produtor rural pode participar e como exatamente isso beneficia a categoria. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maira, obrigado. Eu vou pedir ao Gustavo Diniz que responda e, se necessário, com a complementação do nosso secretário Marcos Penido. Foram duas perguntas formuladas pela Maira. Gustavo.

GUSTAVO JUNQUEIRA, SECRETÁRIO ESTADUAL DE AGRICULTURA E ABASTECIMENTO DE SÃO PAULO: Perfeitamente. Obrigado pela pergunta. Acho que, primeiro, em relação aos incêndios, de fato nós todos estamos vivendo um clima muito mais seco, não só na Amazônia mas em todo o território nacional. Isso causa os incêndios que nós temos visto, mostra que esses incêndios acontecem, nós precisamos trabalhar de maneira preventiva, fazendo o devido manejo tanto das áreas de proteção quanto das áreas agrícolas. Os produtores rurais, em conjunto com a Defesa Civil, em conjunto com a Polícia Militar, Polícia Ambiental, área de Secretaria de Meio Ambiente e Secretaria de Agricultura têm feito um esforço muito grande. Agora, temos tido muitas perdas, várias áreas de plantação de cana-de-açúcar fora m queimadas nesses últimos dias, várias áreas de produção pecuária também, e as florestas, que tanto são parte da área dos produtores, porque eles vêm fazendo o reflorestamento há muitos anos, e isso tem de fato agora um problema. E nós estamos trabalhando para melhorar. Em relação ao que melhora para o produtor rural, acho que é muito claro, o que melhora é a segurança jurídica. Sem a segurança jurídica, sem ter a sua propriedade regularizada e a área ambiental é um grande ativo da propriedade rural, ele não pode avançar no desenvolvimento da sua atividade. Então, esse programa vem regularizar para que ele possa, de fato, fazer a sua produção sem a preocupação do que foi feito no passado, em termos de exploração, e o que precisa ser feito, em termos de prote&cce dil;ão daqui pra frente. Então, acho que esse é o caminho.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Penido, algum comentário?

MARCOS PENIDO, SECRETÁRIO ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE E INFRAESTRUTURA DE SÃO PAULO: Apenas para destacar a importância que é dada à Operação Corta-Fogo, que nesse momento ajuda no combate, junto com os Bombeiros, com o comando da aviação, que, durante o período de chuvas, o período anterior, é feita toda a proteção e a melhoria das condições de trabalho, com equipamentos, veículos, treinamento, para que, nesse momento, a gente possa atuar de maneira célere e eficiente no combate aos incêndios.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Penido, obrigado, Gustavo, e obrigado, Maira, pelas perguntas. Vamos agora à pergunta online da Rádio Jovem Pan, do José Luiz Tejon, eu suponho que seja sobre agronegócio. Eu, que acompanho o Tejon na Rádio Jovem Pan, passo a palavra a você, e um privilégio, Tejon, ter você aqui participando da nossa coletiva. Boa tarde, passo a palavra a você neste momento.

REPÓRTER: Boa tarde, governador. Legal estar aí com vocês, e escutando essa boa notícia, e principalmente a reunião do Marcos Penido com o nosso secretário Gustavo Diniz Junqueira. Não tem mais saída pro agronegócio fora do meio ambiente, e isso tudo se transforma num sistema, um sistema que o professor [ininteligível], lá de Harvard, chama de health system, é um sistema de saúde, então é o caminho, mesmo. A questão que deixo aqui pro... provavelmente pro nosso secretário Gustavo Diniz Junqueira, Marcos Penido também, seria: O grande drama é a regularização, como alguns colegas aqui já apontaram. A regularização de terras, quando ela não existe, é o que causa toda ilegalidade e o drama todo que a gente assiste aí na Amazônia, por exemplo. Como será esta regularizaç&ati lde;o? Qual é o estágio que São Paulo está de regularização de terras e a velocidade? E aqui uma pergunta, me parece muito importante nesse trabalho, vocês já mencionaram isso também, é o engajamento do cooperativismo. E algo que eu estou agora inferindo aqui: Provavelmente, uma das grandes vantagens para o agricultor paulista será, talvez, uma valoração superior, em função da originação sobre o ambiente que é sustentável em 100%. Mas está aí, uma boa notícia para o Brasil essa.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Tejon. Vou pedir ao Gustavo Diniz Junqueira para a resposta às duas colocações feitas pelo jornalista e especialista em agronegócio, José Luiz Tejon, da Rádio Jovem Pan. Gustavo.

GUSTAVO JUNQUEIRA, SECRETÁRIO ESTADUAL DE AGRICULTURA E ABASTECIMENTO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Obrigado, Tejon, é um prazer tê-lo aqui conosco na coletiva. Primeiro, eu diria que o cooperativismo é fundamental, não só em São Paulo, mas no Brasil todo, e tem feito um trabalho brilhante pra gente chegar onde nós chegamos, nesse estágio de desenvolvimento do agro. Acho que, respondendo especificamente à sua pergunta, como pode o cooperativismo apoiar, nesse momento, primeiro acredito que educação, levar para o produtor rural a importância dele se regularizar. Essa é uma oportunidade grande que o Governo do Estado faz ao criar esse programa. O segundo, prover assistência técnica, porque, para que a gente faça com que esse programa fique de pé, nós teremos, como o governador destacou, de plantar mais do que 800 mil hectares. Isso &e acute; muita terra. Então, nós vamos precisar de sementes, mudas, gestão de plantio. Então, as cooperativas devem, sem dúvida alguma, ajudar. Outra questão é em relação à adesão ao programa. O programa é um programa voluntário, ele precisa dessa adesão. Se ele aderir, ele tem direito às vantagens do programa, previstas na Lei Federal. Se ele não aderir, então ele fica isolado, não tem essa questão. As cooperativas precisam ajudar nesse processo. Então, eu acredito que esse é o grande elemento. E destacando que os pequenos produtores, Tejon, que fazem aí mais ou menos 85% de todas as propriedades do Estado de São Paulo, nós temos 350 mil, eles, nesse programa, os pequenos produtores, que têm as suas pequenas propriedades, ficam dispensados dessa regularização. Então, é uma gran de novidade, é um momento importante para os pequenos produtores que fazem parte das cooperativas, principalmente aqui no Cinturão Verde, que faz a produção das frutas, legumes e vegetais aqui do nosso estado. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gustavo. Tejon, muito obrigado. Nós vamos tirá-lo agora de tela, mas continue acompanhando a coletiva. Vamos agora, presencialmente, com a TV Cultura, com a jornalista Maria Manso. Maria, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde. Eu vou mudar um pouquinho de assunto, eu vou para a área da educação, porque desde ontem várias lideranças da área da educação, incluindo a Viviane Senna, do Instituto Ayrton Senna, e também o diretor da Organização Mundial da Saúde, têm criticado firmemente a não volta às aulas presenciais. O diretor da OMS, inclusive, ele foi bem específico, disse que não acha razoável já termos voltado ao funcionamento de bares e restaurantes e ainda não termos encontrado uma forma segura de retornar com as aulas presenciais, alegando que isso vai provocar uma perda irreparável, do ponto de vista educacional e emocional, para toda essa geração de crianças e jovens. Eu queria saber o que o nosso Comitê de Contingência acha dessas colocações e qual é a perspectiva para o Estado de São Paulo, por favor.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria, as duas pessoas citadas por você, de saber e conhecimento, na Educação e na Saúde, trazem opiniões que convergem com a posição do Governo do Estado de São Paulo e com a posição liderada pelo seu secretário de Educação, Rossieli Soares, a quem passo a palavra para responder, e na sequência o José Medina, o nosso coordenador do Centro de Contingência do Covid-19. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador, boa tarde a todos. Maria Manso, obrigado pela pergunta. Nós continuamos, mantemos a mesma opinião. Por exemplo, eu, como secretário de Educação, não vou deixar nunca de defender a volta às aulas, lógico que sempre com a segurança. Agora, é fundamental que a gente coloque cada vez mais esse debate. Nós estamos voltando com todas as áreas, é importante que a gente avance, sim, na educação. Ontem tivemos a oportunidade de ter a divulgação do Ideb, onde São Paulo está liderando no 6º ao 9º, está liderando no 1º ao 5º ano, cresceu mais do que qualquer outro ano no ensino médio, cresceu mais do que qualquer outro ano no 6º ao 9º. São grandes notícias, que são importantes, m as elas só vão continuar acontecendo se a gente começar num processo de retorno à normalidade. Nada substitui a presença do professor, na substitui a presença do estudante na escola. Isso pode ser algo a mais, a educação mediada, no futuro, poderá ser um complemento, tanto do ponto de vista cognitivo quanto do socioemocional, que hoje é fundamental. As palavras, inclusive, da Organização Mundial de Saúde, vão além, que nós concordamos. Nós temos apenas dois casos que tiveram problema no retorno: um inclusive que foi Israel, porque liberou o uso de máscaras, ou seja, autorizou que não se usasse mais máscaras no país todo, por conta da onda de calor. Isso é que fez, teve problema. Nós não tivemos nenhuma evidência no mundo, que cumpriu protocolos, que voltou gradualmente, que as escolas tenham impactado na pandemia. Está na hora, sim, da gente continuar discutindo e trabalhar para que as escolas possam voltar com segurança, gradualmente, de forma opcional, mas essa é a posição ainda. Vamos continuar avaliando os dados, os números, junto com a área da Saúde. E sempre que a área da Saúde disser que temos condições e segurança, precisaremos continuar avançando.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, Maria Manso. Os hospitais conseguiram equacionar o atendimento e manter o atendimento, desde o começo. Nós temos que arrumar uma solução também para as escolas. As escolas parecem um pouco mais complexo, por isso que justifica essa controvérsia toda, que é do Brasil e é do mundo todo. Primeiro, é um setor que abrange tanto o setor público como o setor privado, e todas as faixas etárias, desde creche, ensino elementar, ensino médio, as universidades, depois tem os irmãos em casa, os pais, os avós, toda a comunidade, os professores, com um tempo de exposição muito prolongado. Então, a controvérsia é justificada por essa questão, que é complexa mesmo, embora nós tenhamos que arrumar uma solução, da mesma forma como nós arrumamos para outros setores, mas a controvérsia existe, a controvérsia não é só nacional, ela é internacional, baseada nesses conceitos que eu informei aqui. Abrange todas as faixas etárias e toda a comunidade, com tempo de exposição bastante prolongado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Medina. Maria Manso, obrigado pela pergunta. Vamos agora a uma pergunta online, que é da agência internacional, Agência Lusa, jornalista Maria Carolina [ininteligível]. Maria Carolina, muito obrigado por estar aqui participando da nossa coletiva de imprensa. Você já está em tela, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Eu agradeço, governador, o convite para participar aí da conferência. Eu queria pedir alguns detalhes sobre esse plano que vocês anunciaram aí, de R$ 75 milhões para espaços culturais do Estado de São Paulo, dentro do escopo dos recursos da Lei Aldir Blanc. E eu também tenho uma outra pergunta, sobre o Museu da Língua Portuguesa. Havia a previsão de que o museu seria reinaugurado agora no meio do ano, não foi, por conta da pandemia. A minha pergunta é: Há previsão, já há uma previsão para a reinauguração desse museu tão importante? E se há uma previsão, vocês poderiam, enfim, nos dizer quando isso vai acontecer. Obrigada, boa tarde.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Maria Carolina. As duas perguntas serão respondidas pelo Sérgio Sá Leitão, secretário de Cultura do Estado de São Paulo e ex-ministro da Cultura do Brasil. Sérgio.

SÉRGIO SÁ LEITÃO, SECRETÁRIO ESTADUAL DA CULTURA DE SÃO PAULO: Obrigado, governador, muito obrigado, Maria Carolina, pela pergunta ou pelas perguntas, as duas. Bom, primeiro lugar, como eu disse, a Lei Aldir Blanc, ela prevê três mecanismos de investimento em cultura. Primeiro mecanismo é o da renda básica, eu detalhei aqui. As inscrições já estão abertas, o cadastramento portanto está aberto para os profissionais que querem pleitear esta ajuda, esta renda básica. Tem também o auxílio, o subsídio aos espaços culturais, isso vai ser operado pelas prefeituras, pelos municípios. E tem os editais, que aí é uma operação conjunta, Governo do Estado e municípios. Nós lançamos, como você disse, 25 linhas, as inscrições estarão abertas a partir de amanhã, e estas l inhas, elas cobrem praticamente todas as áreas da cultura. Nós estamos enfatizando a modalidade de prêmio, por uma questão de agilidade, para fazer com que os recursos cheguem mais rapidamente à ponta e para que nós não tenhamos ou venhamos a evitar problemas, porque a regulamentação determinada pelo Governo Federal estabeleceu um prazo muito exíguo para a conclusão do processo. Então, encontramos esta maneira aí, as premiações, para que possamos dar celeridade e rigor a este processo. Os regulamentos estarão publicados também a partir de amanhã e nós teremos linhas de apoio à realização de projetos, de premiação, portanto, de reconhecimento, linhas de teatro, de dança, de audiovisual, uma ênfase muito grande no audiovisual, em complemento ao Proac Editais deste ano. Também auxílio ao setor de games, de realidade virtual e aumentada, patrimônio imaterial, patrimônio material, enfim, cobre aí uma série de áreas da cultura, quase todas, projetos tanto presenciais quanto online. Em relação ao Museu da Língua Portuguesa, por conta da pandemia do Corona Vírus, em comum acordo com o conselho aí dos patrocinadores, todos aqueles que nos ajudaram no processo de reconstrução do museu, nós definimos o adiamento da inauguração, que estava prevista para junho, para o primeiro bimestre de 2021. Em breve, anunciaremos a data precisa para isso. Eu gostaria até de aproveitar aqui, governador, para anunciar que nós temos mais um patrocinador que se juntou aos demais, que é a Emai (F), e graças ao patrocínio da Emai (F), nós conseguiremos concluir a última etapa que faltava, que é a do projeto de iluminaç&ati lde;o do edifício que abriga o Museu da Língua Portuguesa. Portanto, teremos o Museu da Língua Portuguesa reaberto, entregue à população, devidamente restaurado, também ampliado, com novas áreas de exposição, no primeiro bimestre de 2021. E eu gostaria de ressaltar também o papel importante da EDP, empresa portuguesa que atua aqui no Brasil, que está presente no Brasil, e que foi o maior dos patrocinadores, e graças à EDP então nós conseguimos avançar muito no projeto do novo Museu da Língua Portuguesa.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Sérgio. Maria Carolina, obrigado por ter participado da nossa coletiva e também pelas perguntas. Vamos agora a mais uma pergunta online, é da revista Globo Rural, a Mariana Grili. Mariana, é a primeira vez que você participa aqui da nossa coletiva, bem-vinda, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, boa tarde a todos. Eu vou voltar um pouquinho então nessa pauta de agricultura e meio ambiente. Eu gostaria de um pouquinho mais de detalhes em relação ao funcionamento aí desse plano para os 800 mil hectares. Queria entender se existe uma distinção para pequenos, médios e grandes produtores. Até o Gustavo Junqueira já mencionou em relação aos pequenos produtores, mas gostaria de um pouquinho mais de detalhe nisso. E se existe algum tipo de aproximação ou de diferença por cadeias produtivas também. Eu sei que a CitrusBr ontem se encontrou com o vice-governador do estado, para falar do PRA. Então, eu queria entender se vocês estão visando algum tipo de diferenciação ou de implementação desse plano, por cadeias, como laranja, ou cana-de-açúcar.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Mariana. Ambas as perguntas serão respondidas pelo Gustavo Diniz Junqueira, secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. Gustavo.

GUSTAVO JUNQUEIRA, SECRETÁRIO ESTADUAL DE AGRICULTURA E ABASTECIMENTO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador, obrigado, Mariana, pela pergunta. Então, como eu falei antes, a única distinção que existe é entre os pequenos e os grandes proprietários rurais. Os pequenos, abaixo de quatro módulos, e os módulos são diferenciados aí ao longo do estado, em função da densidade demográfica, mas os menores de quatro módulos estão dispensados dessa recuperação de reservas legais. As áreas de proteção permanente, essas sim são uma obrigação de todos e, portanto, precisam ser cumpridas. Em relação às culturas, não, o que existe é um grande trabalho em conjunto com essas grandes indústrias, esses grandes setores, laranja, cana-de-açúcar, café e papel e celu lose, para que eles sejam grandes atores e possam nos ajudar, aqui no Estado de São Paulo, a construir esse programa da maneira mais rápida possível, e eficiente sob o ponto de vista de custo. Então, acho que essa é a dinâmica. O que a gente faz aqui, de fato, é passar todo um detalhamento em relação à parte temporal, ou seja, o que de fato precisa ser recuperado, tem a questão das áreas consolidadas, e isso será muito bem esclarecido no decreto e nas resoluções posteriores, tanto da Secretaria de Agricultura quanto a Secretaria de Meio Ambiente. Então, é um programa, sim, para todos, e a única diferença são os pequenos e os grandes.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, obrigado, Gustavo. Mariana, muito obrigado por ter participado da nossa coletiva. Nós vamos desconectá-la em vídeo, mas você continua acompanhando a nossa coletiva. E vamos agora à última pergunta de hoje, que é da TV Globo, GloboNews, com jornalista Willian Kury. Will, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, pessoal. A prefeitura deve anunciar amanhã uma decisão sobre a volta às aulas aqui na capital paulista, com apresentação da terceira fase do inquérito sorológico em alunos das escolas, aí envolvendo também colégios estaduais e particulares, mas os dados preliminares indicam que a prevalência é bastante alta entre essa faixa de idade, e a maior parte é assintomática, 70% assintomática. Eu queria saber como é que está o inquérito sorológico feito pelo Governo do Estado também, em alunos da rede pública de ensino, que vai servir também para uma confirmação da data, é isso? E se já se pensa também em fazer... Em adiar a volta às aulas, prevista para 7 de outubro. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Will, serão dois secretários a responder suas perguntas. Começando com Rossieli Soares, nosso secretário de Educação, e na sequência o Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Will, nós, primeiro, ainda não temos acesso ao estudo. Vamos nos manifestar quando tivermos acesso e continuar dialogando com a prefeitura. Em relação ao uso do teste, de novo, como único indicador, nós temos a convicção que não deve ser este o único fator para decisão de volta ou não. Primeiro porque quando você fala que uma criança, por exemplo, pode ser assintomática, os estudos do mundo afora estão mostrando que outras populações também são assintomáticas numa proporção muito semelhante. Então, somente este indicador não mostra que se deve ou não retornar às aulas. Deve-se observar todo o entorno, para que a gente possa tomar essa decisão. Ter protocolos, ter as cond ições efetivas garantidas, dentro de cada uma das escolas, uma proporção de alunos que se possa cumprir esse protocolo, ou seja, uma volta gradual, que são as experiências de todas as melhores, dos melhores países no mundo. Obviamente, nós estaremos à mesa e discutindo, seja com a Prefeitura de São Paulo, seja com qualquer outra prefeitura do Estado de São Paulo, sobre o tema de volta às aulas, colocando sempre a nossa posição e respeitando a autonomia e os estudos locais.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Willian, importante lembrar que nós temos que avaliar esses testes que são feitos. O inquérito sorológico, ele avalia o passado. Mas quando nós estamos pensando no início, no retorno às aulas, nós temos que avaliar o passado naquela população, avaliar o que nós chamamos de prevalência, mas também é importante nós imaginarmos o que está acontecendo naquele momento. Portanto, nós já temos desenhado e vamos startar isso à medida que tivermos uma definição de data de início desse retorno escolar, que é para fazer o inquérito sorológico em todo o estado, em que, através, de forma amostral, nós estaremos estudando tanto os alunos quanto os funcionários daquelas instituições de ensino. Assim co mo aquelas regiões em que tiver uma maior quantidade de casos, que nós chamamos áreas determinadas por geolocalização, ou seja, geograficamente com maior número de casos, essas regiões serão merecedoras de nós realizarmos o PCR, que é para identificar o vírus. O vírus, sim, identificado, vai mostrar circulação atual daquela região, dizendo se nós devemos abrir ou não aquela escola, para dizer: Olha, hoje circula muito mais vírus nessa região, nós não podemos abrir. Portanto, os inquéritos, somados às medidas sanitárias, darão segurança para os profissionais, educadores, para as crianças, bem como para seus familiares que estão em casa.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Willian Kury, muito obrigado pelas perguntas. Com isso, nós encerramos a coletiva de hoje, estaremos aqui novamente juntos na próxima sexta-feira, às 12h45. Aos que nos assistem pela TV Cultura em todo o Estado de São Paulo, desejo a todos boa tarde, por favor, ao saírem das suas casas, usem máscara, obedeçam o distanciamento social de 1,5 metro para uma ou mais pessoas, usem álcool em gel, lavem as suas mãos constantemente, protejam suas vidas e as vidas dos seus familiares. Boa tarde a todos.