Coletiva - SP conclui entrega de 100 milhões de doses da Coronavac ao Ministério da Saúde 20211509

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Coletiva - SP conclui entrega de 100 milhões de doses da Coronavac ao Ministério da Saúde 20211509

Local: Capital – Data: Setembro 15/09/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Pessoal, boa tarde. Muito obrigado pela presença de todos. Estamos iniciando mais uma coletiva de imprensa aqui na sede do governo do estado de São Paulo, no Palácio dos Bandeirantes. Cumprimentar meus colegas jornalistas que aqui estão, cinegrafistas, fotógrafos, convidados especiais que estão aqui hoje. E registrar aqui ao meu lado, a presença do Rodrigo Garcia, vice-governador e secretário de governo do estado de São Paulo. Também aqui participando, à esquerda do Rodrigo, Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo. A Roeli, médica, que fará intervenção hoje aqui. Paulo Meneses, nosso coordenador, médico e também coordenador do nosso comitê da saúde. Doutor Carlos Carvalho, também médico. João Gabbardo, igualmente médico, e coordenador executivo do comitê de saúde. Aqui do meu outro lado, a Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico. Henrique Meirelles, secretário da Fazenda. Regiane de Paula, coordenadora do PEI - Programa Estadual de Imunização. Vinícius Lummertz, secretário do Turismo. E Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. Também aqui presentes, se necessário poderão intervir, doutora Lia Porto, nossa procuradora geral da PGE. Também nosso General Campos, secretário de Segurança Pública. E Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional. A quem a eles e aos nossos convidados que vamos nos referir aqui nesse momento, esperando que tenhamos aqui a lista completa, começando pelo Paulo Solmucci, que é o presidente da ABRASEL. Cristiano Meles, presidente da ANR - Associação Nacional de Restaurantes. Joaquim Saraiva, presidente da ABRASEL/São Paulo. Jorge Schneider, também diretor geral do Movimento Mesa. Aqui são os nossos convidados que aqui estão presentes. Muito obrigado por estarem aqui participando também, desta coletiva. Hoje temos muitas boas informações para você que está em casa nos acompanhando. Quero agradecer a TV Cultura, que transmite ao vivo, a Record News e a Band News, além do Portal UOL, que estão em transmissão ao vivo, nesse momento também a CNN Brasil. Primeira informação, Butantan conclui o contrato com o Ministério da Saúde, e entrega 100 milhões de doses da vacina do Butantan, da Coronavac, para a imunização dos brasileiros em todo o país. E também anunciamos, ou ratificamos o que já anunciamos ontem, a substituição daquelas doses que foram colocadas em quarentena pela ANVISA. A primeira informação, portanto, vamos substituir todas as 8 milhões de doses da vacina Coronavac, que estão quarentenadas pela ANVISA, elas serão substituídas por doses da mesma vacina Coronavac, produzidas na fábrica que foi inspecionada pela ANVISA. Assim eliminamos o impasse, e colocamos a vacina disponível para ser ampliada no braço dos brasileiros. Hoje mesmo entregamos um lote de mais 5,100 milhões da vacina do Butantan, cumprindo com isso 100 milhões de doses desta vacina que está no braço de 100 milhões de brasileiros, somando esses 5,100 milhões que receberão a partir de agora esse último lote da vacina. Quase 40% de todos os brasileiros tomaram a Coronavac no braço, inclusive eu. Nós, também, as novas doses que serão substituídas serão doses da vacina já certificada na inspeção pela ANVISA na fábrica da Sinovac na China. O presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, aqui presente, dará mais detalhes a vocês, e dando também, as boas notícias, e vocês vão ver imagens ao vivo do Butantan com o embarque dessas 5,100 milhões de doses, e assim concluímos o nosso compromisso com o Ministério da Saúde, com essa vacina que já salvou tantas vidas. Segunda informação de hoje, vacinação com a Coronavac reduziu em 88% mortes de pessoas com mais de 70 anos no Brasil, nossos pais, nossos avós, nossos tios, nossos amigos com mais idade, felizmente, na sua maioria, estão salvos, salvos pela vacina. De acordo com dados do próprio Ministério da Saúde, a média semanal de mortes por COVID-19, de pessoas com mais de 70 anos no Brasil, caiu de 1.316 mil por dia, em 28 de março, para 164 óbitos por dia, em 20 de agosto. Uma redução de 88%. E continua a cair. A vacina produzida pelo Instituto Butantan foi fundamental nessa queda de quase 90% das mortes pela COVID-19, entre os idosos no Brasil. Uma vez que oito em cada dez idosos, oito, repito, em cada dez pessoas, com mais idade, com mais de 70 anos, recebeu as duas doses da vacina Coronavac, e no caso aqui de São Paulo, está recebendo, assim como as pessoas com mais de 90 anos, com mais de 80 anos, com mais de 70 anos, e também com mais de 60 anos, a chamada dose de reforço. O presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, também vai tratar e apresentar esse assunto a vocês. Outra boa notícia, para um país que começou a vacinação com tanto sofrimento, com tanta dificuldade, e com tanto atraso, e principalmente com tanta fake news, com tantas manifestações distanciando as pessoas da vacina, com negacionismo, com afirmativas de: "Gripezinha, resfriadozinho, pouco importa, pressa para quê?". A adesão de pessoas com mais de 65 anos, ao ciclo vacinal completo, foi de 100% no estado de São Paulo, nós vencemos essa luta, para que as pessoas pudessem ter consciência de que era fundamental serem vacinadas para estarem protegidas, protegidas na sua vida, na sua existência, o convívio com seus filhos, seus netos, seus maridos, suas esposas, seus colegas e amigos. Nesse momento nós estamos celebrando isso, trata-se de um percentual de adesão extraordinário, quando nós conseguimos superar a meta de 90% da população idosa vacinada em São Paulo. Essa meta de 90% foi a meta indicada pela Organização Mundial de Saúde, e nós aqui superamos. Em São Paulo, 100%, repito, das pessoas com mais de 65 anos, completaram o esquema vacinal, ou seja, tomaram duas doses da vacina do Butantan, principalmente, mas também da AstraZeneca e da Pfizer, ou o imunizante de dose única, a da chamada Janssen. O excelente resultado é o resultado do esforço das nossas campanhas de incentivo à vacinação contra o negacionismo, contra as fake news, as mentiras, as inverdades, as informações de que as pessoas iam virar jacaré, que seriam afetadas pela vacina, e que não deveriam se vacinar. Uma vitória dos brasileiros, da saúde, da ciência, e também de prefeitas e prefeitos aqui no estado de São Paulo, que compreenderam todos a importância de vacinarem as suas populações. Regiane de Paula, a nossa coordenadora do PEI - Programa Estadual de Imunização, dará mais informações sobre este tema, sobre essa boa notícia. Agora falando sobre economia, outra excepcional notícia, e é a razão de estar aqui conosco Rodrigo Garcia, secretário de governo e vice-governador do estado de São Paulo. Nós lançamos hoje o Programa Pró-São Paulo, o maior programa de obras da história do estado de São Paulo, 8 mil novas obras, repito, 8 mil novas obras. Um investimento recorde de R$ 47,5 bilhões, que vão gerar 200 mil empregos diretos, na realização destas obras que serão apresentadas aqui pelo vice-governador e secretário de governo, meu parceiro e amigo, Rodrigo Garcia. O Pró-São Paulo nasce como maior conjunto de obras pós-pandemia do Brasil, e da América Latina, repito, 8 mil obras públicas que se somam também às oito concessões de Parcerias Público Privadas - PPP, que realizamos na nossa gestão. Ontem mesmo eu participei do décimo primeiro leilão junto à Bolsa de Valores - B3, concedendo o Horto Florestal e o Parque Cantareira para o setor privado. Nosso governo é um governo que acredita no privado, que prefere que o privado cuide daquilo que ele pode cuidar, e que o governo fique responsável por aquilo que é a sua obrigação, saúde, educação, habitação social, segurança pública e proteção social. Vale lembrar que entre as obras que estamos realizando, está a maior obra socioambiental do Brasil, a despoluição do Rio Pinheiros, quase R$ 4 bilhões de investimento, para entregarmos até dezembro do ano que vem, o Rio Pinheiros limpo e despoluído. Depois de mais de 60 anos de tentativas, o rio será entregue para a população da cidade, do estado de São Paulo, e também a população brasileira, como um exemplo de despoluição e respeito ambiental. Também estamos fazendo a maior obra de infraestrutura da América do Sul, a Linha 6 do metrô, um investimento conjunto com a Acciona, o Grupo espanhol, um canteiro de obras que nesse momento já tem 3.200 mil trabalhadores, e que poderá chegar a mais de 5 mil trabalhadores no seu pico, que já será no segundo semestre do ano que vem. Também a maior concessão rodoviária do país, com 1.327 mil km cortando o estado de São Paulo de Leste a Oeste com a PIPA - Piracicaba/Panorama, um investimento de R$ 15 bilhões do Fundo Soberano de Singapura, investimento privado nessa concessão que foi feita, e o leilão realizado na Bolsa de Valores de São Paulo. E também o maior programa de recuperação de estradas vicinais do Brasil, 3.400 mil km de rodovias vicinais no estado de São Paulo, é o maior programa já realizado, seja aqui, seja no Brasil, e está acontecendo agora com muitas obras já iniciadas. Pró-São Paulo nasce grande, do tamanho de São Paulo e do Brasil, gerando oportunidade, gerando empregos, gerando benefício e melhor qualidade de vida, para quem empreende, para quem quer gerar emprego, para quem precisa do emprego, quem precisa de renda em um país tão entristecido pela pandemia, e por más gestões que são feitas, infelizmente, no nosso país. Aqui em São Paulo a nossa resposta é trabalho e ação. Quinto ponto, lançamos também o Programa Retoma São Paulo, programa de R$ 0,5 bilhão de investimentos, com redução de impostos e oferta de crédito para os setores mais afetados pela pandemia, especialmente os setores de bares e restaurantes em São Paulo. Respeito por esse setor, pelos empreendedores, micro, pequenos e médios, que são empresários, lutadores, entusiastas da sua profissão, e também milhares de trabalhadores que atuam nesse setor aqui no estado de São Paulo. O ICMS de bares e restaurantes vai cair, 3,2%, isso vai reduzir o custo operacional de bares e restaurantes, padarias, buffet, e similares, em 13%. A medida vai beneficiar cerca de 250 mil estabelecimentos desse setor, repito, que foi duramente afetada pela pandemia. Criamos também uma linha de crédito especial, chamada Linha Nome Limpo, que vai oferecer R$ 100 milhões a partir agora de 1 de outubro, para que empresários que ficaram com o nome sujo por conta da pandemia, as dificuldades, não tendo tido operações em pagarem suas dívidas, vão ter a sua regularização e terão acesso a esse crédito de R$ 100 milhões. Também parte do Retoma São Paulo, vamos nesse ato lançar o Programa Bolsa Empreendedor, igualmente a partir de 1 entender outubro, programa que vai investir mais R$ 100 milhões para apoiar pequenos empreendedores nesse setor de bares, restaurantes e similares, com prioridade para mulheres, jovens, pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência. Repito, são R$ 100 milhões. Outros R$ 300 milhões serão investidos na qualificação profissional, e geração de emprego e renda nos polos de desenvolvimento econômico, são 14 polos em 16 regiões administrativas do estado de São Paulo. Sobre este tema tão importante, porque reflete também geração de renda, emprego, e a retomada da economia de São Paulo, falarão Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, e Henrique Meirelles, secretário da Fazenda e Planejamento. E mais boas notícias, sexta boa notícia, o comitê empresarial solidário que nós iniciamos as primeiras reuniões ao final de março de 2020, hoje atingiu um número recorde de arrecadação, R$ 2.043.731 bilhões em doações, sem nenhum tipo de contrapartida, setor privado. Foram 314 doadores, que ao longo deste período fizeram doações para a saúde, para a educação, para a proteção social, para a proteção ambiental, sem nenhuma contrapartida, atendendo ao apelo do governador do estado de São Paulo, e sendo solidários, não apenas com o estado, mas principalmente com a população de São Paulo. A Patrícia Ellen também vai apresentar esses resultados, e falará em nome da Bia Doria, minha esposa, da Célia Parnes, e da Regina Steves, que além da própria Patrícia Ellen, são as coordenadoras desse comitê empresarial solidário. Um exemplo para o Brasil, não há na história do país nenhum registro de algo sequer semelhante a esse volume de arrecadação. Lembrando que desde o primeiro momento, e da primeira doação, a Price Waterhouse voluntariamente faz a auditagem de tudo que é doado, e de tudo que é remetido aos seus destinatários, meu agradecimento aqui à Price, que pró-bono trabalhou ao longo de todo esse período, e continuará trabalhando para garantir a transparência de todo esse processo. Ainda que não seja dinheiro público, mas é dinheiro privado. E todo o recurso, seja público ou privado, precisa ser tratado com transparência e com eficiência. E para finalizar, a atualização dos dados da saúde, com Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo, mais uma vez, boas notícias, vocês vão ver queda no número de internações, leitos de UTI, e felizmente de óbitos também. E além de Jean Gorinchteyn, os médicos Paulo Meneses, Carlos Carvalho, e a médica Roeli, também farão intervenções no dia de hoje. Nós vamos agora ao primeiro tema, e eu vou pedir exatamente que Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, possa tratar do primeiro tema apenas para recordar vocês, finalizamos hoje a entrega de 100 milhões de doses da vacina do Butantan, a vacina que está ajudando a salvar o Brasil, e também a substituição daquelas doses quarentenadas pela ANVISA. Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos e todas. Nós temos imagens disponíveis lá direto do Butantan, da entrega de 6,9 milhões de doses, dessas doses, 5,1 milhões encerram o contrato de 100 milhões com o Ministério da Saúde. O Butantan, o primeiro a ser contratado, ou melhor, o primeiro a entregar vacinas ao Brasil, em janeiro, é o primeiro também a concluir o seu contrato de 100 milhões de doses. E nesse momento é o maior quantitativo de doses entregues ao ministério. Esses 5 milhões encerra o contrato, e são entregues também, estão sendo entregues 1,8 milhão de doses parabenizar fazer já a substituição daqueles lotes que foram colocados em quarentena pela ANVISA. Aproveito a oportunidade para ressaltar aqui, essas vacinas quarentenadas são vacinas que tem qualidade, atestada lá na China, qualidade atestada no Butantan, qualidade atestada pelo INCQS, que é o órgão de controle aqui do Brasil. Então não se discute a questão da qualidade da vacina. Esse procedimento de quarentena que foi instituído pela ANVISA, trata-se de regularização documental em relação de local de fabrico lá na China. Como esse é um processo que pode demorar, nós começamos a substituição dessas doses, porque o que importa é que as vacinas sejam aplicadas o mais rapidamente possível. Então nós fizemos ontem ainda, na tarde de ontem, já um cronograma de entrega dessas cerca de 8 milhões de doses que foram quarentenadas, e até o dia 29 nós substituiremos todas essas doses. E vamos aguardar a liberação desses lotes, obviamente que a ANVISA em algum momento liberará essas doses que poderão ser usadas aí em outros cenários, fornecer para estados e para outros países, com as quais o Butantan tem compromisso. Eu gostaria de aproveitar a oportunidade, governador, e dizer que a Coronavac é a vacina mais produzida e mais utilizada no mundo. Vou repetir, a Coronavac é a vacina mais produzida e mais utilizada no mundo, é mais do que a Pfizer, é mais do que a AstraZeneca, é mais do que a Moderna. Dessa vacina já foram produzidas mais de 1,2 bilhão de doses, isso representa um quantitativo importantíssimo para o mundo, no combate da pandemia. Desses 1,2 bilhão, 840 milhões de doses foram distribuídos para mais de 50 países. Portanto, a vacina Coronavac está dando uma grande contribuição para o controle da pandemia em termos mundiais. E não só isso, governador, a Coronavac foi a segunda vacina a ser autorizada para uso em crianças, de três a 17 anos. Na realidade, na idade de três a 11 anos é a única vacina autorizada nesse momento no mundo. E dados impressionantes, na China foram vacinadas mais de 60 milhões de crianças, então os dados de segurança da vacinação, nessa população de 60 milhões de crianças indicam que é a vacina mais segura entre todas as vacinas que estão sendo utilizadas no mundo nesse momento. Crianças estão sendo vacinadas no Chile, na África do Sul e na Indonésia. Esperamos que brevemente possamos também obter a autorização para vacinar crianças e adolescentes aqui no Brasil. Mas temos mais, governador, temos mais, os estudos de eficiência da Coronavac são disponíveis para diversos países do mundo, na realidade, é a vacina que tem o maior número de pessoas analisadas, em termos de eficiência, e essa eficiência é elevadíssima. Quer dizer, proteção contra casos graves, contra óbitos, acima de 80%, 85%, 88%, como os dados que foram mencionados pelo governador, aqui no Brasil. Quer dizer, uma redução de 88% em óbitos nos indivíduos acima de 70 anos. Para resumir, a Coronavac é uma das melhores vacinas disponíveis no mundo, é uma vacina que está dando uma grande contribuição para o controle dessa pandemia, e o Butantan e o estado de São Paulo dão a sua contribuição importantíssima nesse sentido. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado. Queria agradecer ao Dimas Covas. E antes de passarmos para o segundo tema com o próprio Dimas, que é a vacinação com a Coronavac, para as pessoas com mais de 70 anos, eu quero mesmo fazer uma correção daquilo que eu mencionei quando eu disse que 100 milhões de brasileiros receberam a vacina Coronavac. 100 milhões de doses foram distribuídas ao Brasil, não necessariamente 100 milhões de doses, porque são duas doses para a imunização, eu mesmo tomei duas doses. Portanto, não são 100 milhões de pessoas, são 100 milhões de doses da vacina do Butantan. Dimas, vamos ao segundo tema.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: O segundo tema é exatamente um levantamento feito com base, na base chamada SIVEP-Gripe, e que apontou a redução de 88% de óbitos no Brasil, entre março e agosto, nos indivíduos com mais de 70 anos. E importante, essa população recebeu majoritariamente, mais de 80% dessa população foi vacinada com a vacina Coronavac. E, portanto, a contribuição importantíssima na redução de óbitos nessa população se deve à vacina Coronavac. Esses dados eles estão em linha com outros dados, apresentados aqui no Brasil para populações especiais, como os imunossuprimidos, como os indivíduos que têm transplante, que foram transplantados, e com os dados de outros países, dados do Chile, dados com mais de 10 milhões de pessoas vacinadas, dados do Uruguai, com mais de 5 milhões de pessoas vacinadas, dados da Turquia, também com um grande volume de pessoas vacinadas. Portanto, é mais uma comprovação, mais um estudo que comprova a elevada eficiência da vacina. Essa é a observação, governador. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Dimas Covas. Vamos agora à doutora Regiane, que fala sobre a adesão de pessoas com mais de 65 anos ao ciclo vacinal completo, que atingimos 100% aqui em São Paulo. Regiane.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Boa tarde, a todos e todas. Aqui nós temos então o esquema vacinal completo em São Paulo, e a meta atingida entre os idosos, a meta pela Organização Mundial de Saúde é de 90%, mas na população de 65 anos a 90 anos ou mais, nós atingimos mais de 100% dessa meta, mostrando que a população, de fato, acredita na vacina, confia na vacina e sabe que a melhor forma de passar por essa pandemia é estando vacinado. Esses dados então corroboram com tudo isso que já foi dito agora, tanto pelo governador, como pelo doutor Dimas. Então aqui nós temos, para que vocês possam fotografar, as faixas etárias e o quanto nós já atingimos da meta, 60 a 64 anos, nós acreditamos que entre hoje e amanhã também ultrapassaremos a meta, chegando, já passamos 90%, e devemos alcançar e chegar perto de 100%. Próximo, por favor. Aqui, governador, só para lembrar, o calendário da fase um, da dose adicional, com vacinados com segunda dose em fevereiro e março de 2021, nós já iniciamos 90 anos ou mais de 6 a 12/9, agora estamos de 13 a 19/9 na faixa etária de 85 a 89 anos. De 20 a 26/9, de 80 a 84 anos. E também aqueles imunossuprimidos. Então esse é um momento muito importante de vacinação para esse grupo também, por isso que a gente chama a atenção. De 27/9 a 3/10, de 70 a 79 anos. E de 4/10 a 10/10, de 60 a 69 anos, completando então essa primeira fase de pessoas com 60 anos ou mais, que precisam tomar a sua terceira dose, a dose adicional, em função de seis meses da aplicação da segunda dose. E aqui o nosso vacinômetro, estamos muito perto, governador, vice-governador, de virar os 58 milhões de doses aplicadas, esse número em números absolutos ele é o único, o estado de São Paulo é o que mais aplica, é o que mais vacina em todo o território nacional, 97,38% da população adulta com mais de 18 anos, de São Paulo, com pelo menos, uma dose, 61,80% da população adulta, mais de 18 anos, de São Paulo, com o esquema vacinal completo, sendo que de primeira dose, 35.927.292 milhões de pessoas foram vacinadas, e com a segunda dose, completando o seu esquema vacinal, 20.807.644 milhões. Também temos aqui quem se vacinou com a dose única, portanto, tem seu esquema vacinal completo, e as pessoas que já tomaram a sua dose adicional, 112.746 mil pessoas, nesse momento tomaram a sua terceira dose, a dose adicional, ou a dose de reforço. Obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Até o final da nossa coletiva, certamente já teremos virado o vacinômetro, você nos avisa aqui, e nós apresentaremos na tela, Regiane, esse número histórico de 58 milhões de doses de vacinas aplicadas aqui em São Paulo. Vamos agora ouvir aqui ao meu lado, o vice-governador e secretário de governo do estado de São Paulo, deste programa inédito, denominado Pró-São Paulo, com um investimento recorde de R$ 47,5 bilhões, em 8 mil obras em São Paulo. Rodrigo.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: Bom, boa tarde, governador João Doria. Boa tarde, a todos. É um dia de alegria e de muita esperança no futuro de São Paulo, governador, hoje nós apresentamos ao estado o maior programa de investimentos públicos da história de São Paulo, graças às reformas e às escolhas que o nosso estado fez nos últimos dois anos. Lembrando que em 2019, ainda sem pandemia, o nosso governo realizou o enxugamento importante da máquina pública de São Paulo, com extinção de estatais, fechamento de fundações, que não tinham mais papel relevante de interesse público. Fizemos a reforma da previdência. Entramos no ano de 2000 com o orçamento já mais equilibrado. Enfrentamos a pandemia, e fico feliz de estar aqui na coletiva partilhando as notícias da saúde, que são boas notícias, e agora as notícias da economia, graças sim à vacinação nós podemos retomar a nossa vida normal de volta, e retomar as grandes obras e as ações concretas do governo do estado de São Paulo. Fizemos a reforma administrativa no ano de 2020, também no meio da pandemia, com muita coragem do nosso governo em enfrentar temas importantes. E buscando sim o equilíbrio fiscal e a capacidade de investimento do estado de São Paulo, como instrumentos para atender a nossa população. E hoje, portanto, nós lançamos praticamente o último do tripé das prioridades do nosso governo aqui no estado, que é continuar cuidando da saúde, e a saúde demanda muito custeio, governador. E é importante registrar que nós estamos no maior orçamento histórico da Secretaria de Saúde, não necessariamente em investimento, mas no custeio das pessoas que lá trabalham, dos remédios, daquilo que é necessário para salvar vidas. Lançamos recentemente o nosso Bolsa do Povo, o maior programa de proteção social para apoiar os mais vulneráveis aqui da história de São Paulo, e agora fechamos esse ciclo fundamental de prioridades do nosso governo, com o Pró-São Paulo. Nós estamos concluindo o orçamento do ano de 2022, para que nesse mês de setembro a gente possa acompanhar à Assembleia Legislativa, e vamos encaminhar esse orçamento com R$ 25 bilhões de investimentos, que se soma a outros R$ 22,5 bilhões de investimentos feitos nesse ano de 2021. Portanto, a soma do que está definido no orçamento público para os investimentos públicos dá esse valor de R$ 47,5 milhões. Obras que já estão sendo priorizadas pelo nosso governo, notadamente na mobilidade urbana, nós temos hoje praticamente cinco grandes obras de mobilidade de metrô e de trens acontecendo ao mesmo tempo, na cidade de São Paulo, e na região metropolitana, isso é inédito, temos a Linha 6, temos a Linha 2, temos a Linha 17, temos a Linha 15, temos a extensão da CPTM até Varginhas. Ou seja, grandes obras que estão acontecendo nesse momento na região metropolitana e aqui na capital. E temos o conjunto de grandes obras no interior de São Paulo, hoje o Departamento de Estradas de Rodagens do estado é o maior comprador de asfalto do Brasil, aliás, duas vezes mais do que compra, por exemplo, o Governo Federal, tamanho o número de obras que nós temos no interior do estado, recapeamento de estradas, pavimentação de estradas, e que somam mais de R$ 7 bilhões só nesse ano. Além da mobilidade e da logística, temos um investimento importante em parceria com as prefeituras, nós esse ano temos uma transferência voluntária de cerca de R$ 2 bilhões para as prefeituras do estado de São Paulo, e queremos dobrar esse valor a partir do ano que vem, desonerando o orçamento das prefeituras em obras, e fazendo com que essas obras possam ser feitas com o orçamento do estado. Então as escolhas que nós fizemos permitem hoje na retomada econômica, na retomada da nossa vida normal de volta, nós termos uma expectativa muito concreta de geração de emprego, de geração de renda aqui no estado de São Paulo. Como diz aqui a nossa bandeira de São Paulo: "Pelo Brasil, São Paulo faz tudo", governador. E hoje podemos dizer que São Paulo está de volta e mais forte do que nunca.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Rodrigo, muito obrigado, obrigado pela sua liderança também, e daqueles que no secretariado de São Paulo ajudaram a construir esse Programa Pró-São Paulo, o maior programa de investimento já realizado no estado em toda a sua história. Antes de avançarmos para a próxima boa notícia, que é o Retoma São Paulo, com Henrique Meirelles e Patrícia Ellen, nós estamos falando sobre a atividade econômica, atividade empresarial, quero aqui em meu nome, em nome da Bia, minha esposa, do Rodrigo Garcia, da sua esposa, Luciana, de todos que estão aqui presentes, e dos secretários e dirigentes de empresas do estado de São Paulo, transmitir minha solidariedade à família do empresário Celso Silveira de Melo, que eu conheci, infelizmente ele e a sua esposa, Maria Luísa, seus três filhos, Celso, Camila e Fernando, juntamente com o piloto da aeronave, o Celso Elias, e o copiloto, Geovane, perderam sua vida ontem em um triste acidente com a aeronave que caiu em Piracicaba. Aos seus familiares desta tragédia, os nossos sentimentos e a nossa solidariedade. Agora no tema da retomada a São Paulo, vou pedir ao secretário Henrique Meirelles, na sequência a Patrícia Ellen, para a intervenção. Meirelles.

HENRIQUE MEIRELLES, SECRETÁRIO DE FAZENDA E PLANEJAMENTO: Obrigado, governador. O governo do estado de São Paulo está adotando uma série de medidas visando dar um apoio e incentivo aqueles setores que mais sofreram com a pandemia, principalmente aqueles setores que dependem de um trânsito grande de pessoas, de aluxo de clientes etc., e, portanto, tendem a sofrer mais. No caso do setor de bares e restaurantes, são 250 mil proprietários, um enorme de pequenas empresas, e que sofreram diretamente todo o impacto da pandemia. Por determinação do governador nós estamos reduzindo o ICMS de bares e restaurantes de 3,7%, quase 3,69%, para 3,2%, é uma medida que vai beneficiar os 250 mil proprietários no setor. Essa medida é resultado de meses de trabalho, de diálogo entre o governo e o setor e seus representantes. E do total do ICMS, uma redução aí de 13%, no valor do ICMS. O que é uma renúncia fiscal importante para o governo de mais de R$ 100 milhões, mas é necessário exatamente para sobrevivência e a retomada do setor de bares e restaurantes. Isso é fundamental, porque é grande empregador, grande gerador, portanto, de renda, e a economia nesse processo de retomada ela é importante que não só cresçam as grandes empresas ou a indústria, que é fundamental, mas não pode ser apenas isso, nós temos que ter o setor de serviços crescendo, retomando o crescimento, e com isso cada vez mais São Paulo mantém a sua posição de liderar, de funcionar como um motor da retomada econômica do país. Portanto, essa é uma medida importante, uma medida bem pensada, com responsabilidade fiscal, analisada em todos os aspectos relevantes. Portanto, governador, é esse o aspecto. São Paulo está retomando bem, está crescendo, esse ano deve crescer aí entre 7% e 8%, a economia de São Paulo, funcionando, de fato, como um motor de crescimento do país, na medida em que São Paulo vende e compra, principalmente compra de todos os estados brasileiros. Então impulsiona toda a economia brasileira e evita que o país entre em um processo de estagnação nessa saída da pandemia. Uma situação do país complicada, estamos com inflação elevada, diversos problemas de política econômica, a nível federal, mas o importante é que São Paulo está fazendo as coisas certas, está tomando medidas bem pensadas. Estamos aqui realmente fazendo com que possa haver uma retomada. Foi já descrito pelo vice-governador o programa de investimentos, que de novo, foi resultado de medida corajosa, isso aí não acontece por acaso, isso é em função da reforma administrativa, fechamento de empresas ineficientes etc. Tudo isso é que viabiliza todo esse programa de investimentos no Brasil, e também esse programa de incentivo e apoio a principalmente micro e pequenos empreendedores na área de bares e restaurantes. São 250 mil, portanto, proprietários nesse setor. Basicamente esse é o aspecto importante e relevante na questão do setor de bares e restaurantes que estamos anunciando nesse momento.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Meirelles. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Obrigada, governador. Dando continuidade às boas notícias, nós estamos anunciando um pacote de R$ 0,5 bilhão para os setores mais impactados pela pandemia, será lançado presencialmente pelo governador nessa sexta-feira. Nós temos aqui investimento de R$ 520 milhões, para ser mais específica, será realizado em todas as regiões do estado. Começando na próxima página, com uma linha de R$ 100 milhões para o microcrédito para nome limpo. Isso foi um pedido, veja, muitos representantes do setor, pessoal da ABRASEL, da NR, nosso sindicato de bares e restaurantes. Agradeço a presença de vocês. E reforço que um pedido que vocês tinham nos trazido foi que muitos que foram negativados durante a pandemia não tinham acesso a crédito em nenhum lugar no setor privado, e nem no setor público, por isso nós estamos lançando essa linha atendendo a pleitos do setor, para ajudar os nossos empreendedores mais impactados, para que possam se desnegativar, e limpar o nome no mercado, o sonho de todo mundo, ninguém quer ter o nome sujo. Com isso agora a gente vai poder limpar o nome e poder ter acesso a novos serviços de crédito, e poder expandir os nossos negócios. Na próxima página, além disso, R$ 300 milhões, esse Programa Retoma São Paulo, onde nós vamos investir em ações de competitividade, dos empreendedores, qualificação profissional e trabalho, ciência, tecnologia e empreendedorismo, que serão aplicados em nossos polos de desenvolvimento econômico, e nos arranjos produtivos locais. E na próxima página, esse programa, como eu mencionei, será oficialmente lançado em Campinas, dia 17, nessa sexta-feira, com a presença do governador João Doria, e um grande evento que vai celebrar esse novo momento de retomada, levando todos esses serviços aqui descritos para os nossos empreendedores e trabalhadores em todas as regiões. E para finalizar na próxima página nós temos agora nessa semana o Programa Bolsa Empreendedor, foi lançado oficialmente aqui com fruto de muito trabalho também, do vice-governador Rodrigo Garcia, com a PRODESP, fruto da união aqui de todo o estado para liberarmos o programa inédito com auxílio de R$ 1 mil por empreendedor, é um auxílio, não é crédito, é um recurso dado aos empreendedores para apoiar os empreendedores a lidar com as dificuldades financeiras, se qualificarem e também formalizarem as suas empresas. Esse programa está com as inscrições abertas para 100 mil empreendedores, impactando quase 0,5 milhão de pessoas. E terá uma prioridade para as populações mais impactadas, mulheres, pretos, pardos e indígenas, população com deficiência física. E temos também os nossos jovens, todos foram mais impactados pela pandemia, seja pelo aumento do nível de desemprego, e principalmente pelo empreendedorismo por necessidade, mulheres, mães que ficaram em casa cuidando dos filhos, e sendo arrimo de família, agora terão prioridade nesse programa, e agradeço, governador, esse olhar acolhedor. A gente não está só crescendo em São Paulo, a gente está acolhendo quem mais precisa. E na próxima página pedir para todos fotografarem o QR Code da inscrição, porque esse programa está com inscrições abertas agora até domingo, dia 19 de setembro. Esse é o link para o Bolsa do Povo, lá tem a aba de todas as bolsas, entrar na Bolsa Empreendedor e fazer a inscrição imediatamente, porque até dia 22 os beneficiários vão receber por SMS ou por e-mail a confirmação, e todos os procedimentos para ingressarem no programa e terem acesso tanto ao auxílio, quanto são programas de qualificação. E aí, governador, eu queria também celebrar uma outra parte, nós estamos investindo no desenvolvimento e na inclusão, e mais uma página agora do Comitê Empresarial Solidário. Nós também estamos tendo aqui em São Paulo um modelo de referência na união, nós temos aqui uma série de empresas que se juntaram a nós nesse processo, nesse um ano e meio de luta contra a pandemia. E juntos hoje nós alcançamos R$ 2 bilhões em doações de bens, serviços, doações financeiras, para programas de educação, saúde, proteção social, em todo o estado de São Paulo. Na próxima página, lembrando que foram 484 integrantes que participaram até hoje, que foi a nossa trigésima terceira reunião, 314 doadores, todos muito engajados com reuniões conduzidas diretamente pelo governador, e que ajudaram, na próxima página, ações de segurança, educação, proteção social, saúde. E também a custear a própria fábrica do Butantan, R$ 200 milhões foram doados para a fábrica do Butantan, e graças a isso nós estamos conseguindo ver aqui a nossa luta contra o Coronavírus sendo vencida por todos nós, a vida está vencendo através desses investimentos com toda a população sendo vacinada. E agora nas próximas páginas nós temos um agradecimento à todas essas empresas, doadores, que permitiram aqui colocar seus nomes. Pode passar a próxima também. Isso aqui também páginas de muito obrigada, de gratidão, mostrando que, de fato, em São Paulo a união faz a força. Estamos crescendo, estamos incluindo e estamos nos ajudando em um modelo de crescimento acolhedor, inédito, e que espero que vire referência não só para o Brasil, mas para o mundo também. Muito obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia. Concluindo, esse conjunto de ótimas notícias, a boa notícia na área da saúde, com Jean Gorinchteyn, nosso secretário da Saúde, médico infectologista, e secretário da Saúde do estado de São Paulo. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Boa tarde, governador. Boa tarde, vice-governador Rodrigo Garcia. Boa tarde, a todos. Temos também notícias muito boas na área da saúde, isso é resultado da nossa ampla capacidade de vacinar nos 645 municípios, mas a importância da confiança da população nas vacinas, que fez com que nós tivéssemos a adesão tão qualificada, atingindo níveis superiores aqueles exigidos pela Organização Mundial de Saúde, e pelas determinações inclusive do próprio ministério. Com isso hoje São Paulo tem como taxa de ocupação, 32,86% dos seus leitos ocupados, a grande São Paulo com 38,65%, mas eu preciso e quero que vocês se atentem a números absolutos, em que nós temos diariamente um descenso, porque nós temos hoje 2.565 mil pacientes internados nas Unidades de Terapia Intensiva. Isso representa 10.600 mil pacientes a menos daquilo que nós observamos no pico da segunda onda, no início de abril, e representa 4 mil pacientes a menos daquilo que nós observamos no pico da primeira onda lá em julho. Portanto, esses números eles são compatíveis aquilo que nós tivemos em maio de 2020. Próximo, por gentileza. Aqui nós temos uma queda importante do número de casos de internações de óbitos, não está consagrado aqui o número de percentual, mas eu vou dizer a todos, nós tivemos uma queda de 70,5% no número de casos, as internações elas tiveram um leve incremento de 0,3%, mas isso tem como justificativa uma desmobilização importante do número de leitos, nós desmobilizamos para que pudéssemos acolher e dar assistência à outras doenças, por isso pedi que todos se atentassem a números absolutos. E uma queda importante de 34,7% no número de óbitos. Governador, gostaria de pedir a gentileza para convidar três grandes médicos para darem os seus pareceres da importância da vacinação e da proteção contra formas graves e fatais, especialmente em idosos, pessoas que estão na linha de frente e podem trazer a sua experiência. O primeiro, doutor Paulo Meneses, médico e coordenador do comitê científico, esteve desde o primeiro dia no centro de contingência lá em fevereiro de 2020, e é professor titular da Universidade de São Paulo. Por gentileza.

PAULO MENESES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado, secretário Jean. Boa tarde, a todos. Eu queria reforçar os avanços que nós conseguimos, primeiro lembrando a situação em que nós estávamos cinco meses atrás, na primeira quinzena de abril, quando nós enfrentávamos o desafio e o estrago que a variante Gama fazia no estado de São Paulo, e que nos forçou a tomar medidas com a liderança do governador muito difíceis da fase emergencial, que permitiu começarmos a controlar a situação naquele momento em que a vacinação se iniciava. Naquele período nós tínhamos os indicadores de 500 casos por 100 mil habitantes, a cada 14 dias, 88 internações por 100 mil habitantes a cada 14 dias, e 24 óbitos por 100 mil habitantes a cada 14 dias. Hoje nós temos 75 casos por 100 mil habitantes, é uma redução de 85% comparado com aquele período. Temos hoje 20 internações por 100 mil habitantes, e felizmente, 3,6 óbitos por 100 mil habitantes. Também uma redução de 85%, comparado com aquele período tão dramático. Isso é o resultado da combinação de todas as estratégias que o governo vem tomando para conseguir controlar a pandemia, conseguir enfrentar esse vírus que tantas perdas tem causado. Bom, a situação realmente hoje ela é muito positiva, mas nós sabemos que os desafios continuam, em julho nós já tínhamos a presença de uma nova variante, a variante chamada Delta, que se mostrou em outros países extremamente transmissível, levando à terceiras e quartas ondas muito importantes, mesmo em países com boas coberturas vacinais. E essa variante estava circulando aqui, ela começa já a predominar em algumas regiões do estado, particularmente aqui na capital nós já temos a maior parte dos casos devido à essa variante. Mas não estamos observando aquilo que foi previsto por alguns pesquisadores há um mês e meio, dois meses atrás, que nós já estaríamos enfrentando uma terceira onda muito importante aqui no estado de São Paulo. Felizmente os indicadores continuam melhorando, e isso se deve ao avanço da vacinação, muito importante. A manutenção das medidas de proteção, continuamos, diferente de outros países, utilizando, por exemplo, as máscaras que são importante instrumento para evitar a transmissão do vírus. E também mantemos protocolos sanitários. Eu queria chamar a atenção, para concluir aqui as minhas colocações, de que o vírus continua circulando como eu falei. E por conta até da proteção que a vacina traz, muita gente está não dando a importância necessária para sintomas leves de resfriado ou de Gripe, que podem ser causadas sim pela variante Delta, e o isolamento é muito importante. Então a minha recomendação é de que com qualquer sintoma de resfriado as pessoas pensem que pode ser uma infecção por Coronavírus, que façam o teste e fiquem isoladas até o resultado desse teste, porque esse é mais um elemento no enfrentamento desse vírus tão destruidor, que causa tantas consequências para a sociedade. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Paulo Meneses. Vamos agora ouvir o depoimento do Carlos Carvalho, e na sequência, da doutora Ho Yeh Li.

CARLOS CARVALHO, MÉDICO: Boa tarde, governador. Boa tarde, vice-governador. Boa tarde, a todos e todas. Obrigado pelo convite, estar novamente aqui participando dessa coletiva. Então informações muito importantes com relação à vacina, foram dadas pelo Dimas, inicialmente pelo governador, depois o Jean comentou, agora o Paulo. Eu vou mostrar para vocês alguns dados que baseiam essas informações todas. Esse é o resumo, muito resumido de um estudo, com mais de 10 milhões de pessoas feito no Chile, e publicado nesse início do segundo semestre, no periódico científico New England Journal Medicine, que é o mais importante periódico científico, o mais restritivo, o mais difícil para nós pesquisadores conseguirmos uma publicação. Então esse estudo com mais de 10 milhões de pessoas, que foram vacinadas com a Coronavac no Chile, de uma forma geral, em pessoas a partir de 16 anos, ele reduziu em 87,5% as hospitalizações, em mais de 90% as internações em UTI, e em 86,3% preveniu óbitos na população geral do Chile, dos vacinados. E se nós pegarmos só o subgrupo de pessoas com mais de 60 anos, nós observamos praticamente os mesmos resultados, redução em hospitalização, redução em internação em UTI, e prevenção de óbitos. Seguinte. Esse é um estudo que nós fizemos no próprio Hospital de Clínicas, observando o resultado da vacinação de cerca de 23 mil colaboradores do HC. Então nós temos ali em azul os casos dentro dos colaboradores, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, funcionários administrativos, todo mundo que estava na linha de frente desde o dia zero da COVID-19, quando iniciaram as internações desses casos no HC. Vocês vejam que a linha azul em um primeiro momento, como havia muita exposição, vários colaboradores nossos adquiriram a COVID-19. Na linha preta é o número de casos na cidade de São Paulo, e vocês vejam que aquela linha transversal vermelha em 21, mostra aquelas duas setas, quando começaram as vacinações. E coincidiu com a vacinação, a primeira e segunda dose, coincidiu com o início do ano, onde houve o repique dos casos na população paulistana. Então vocês vejam que na linha preta sobe o número de casos de COVID-19, e foi o período mais crítico no estado de São Paulo da COVID-19. E olhem como a vacinação foi efetiva para controle da pandemia nos nossos colaboradores, não ocorreu o aumento, assim da mesma forma que fora visto na população geral. Apesar das pessoas continuarem tomando ônibus, continuarem tomando metrô, continuarem circulando, por estar vacinados, e toda a população foi vacinada com a Coronavac, nós não observamos a elevação do número de casos. Seguinte. Esses são dados agora nossos do estado de São Paulo, e até essa semana anterior. Então tem os dados do ano de 2021, esses são os dados desse ano inteiro. Vamos olhar o gráfico da esquerda, que é o gráfico de total de internações. Ali se nós olharmos o primeiro pico do lado esquerdo, vocês vejam que a curva campeã, aquela curva azul escuro, que é de pacientes de 60 a 69 anos, no início do ano o maior número de casos era na população de 60 a 69 anos. Logo abaixo vem a população de 50 a 59 anos em verde. E depois de empatado está ali a população que estava de 70 e 79, com a população de 40 e 49. E iniciou então a partir de março a vacinação, e reparem que com o recrudescimento da pandemia as faixas etárias mais jovens, que não estavam vacinadas ainda, verde, de 50 a 59, azul, de 40 a 49, e amarelo, de 30 a 39, ocorreu um aumento. Agora, nós temos uma queda progressiva de internações em doentes mais idosos, mostrando efetivamente que a vacina que foi distribuída foi uma vacina eficaz. Então é isso que eu queria mostrar para vocês, como a população paulista, a população do nosso estado, se beneficiou com a vacina, principalmente com a Coronavac, independente da faixa etária, e principalmente nos mais idosos que já completaram o circuito. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Carlos Carvalho. Antes do último depoimento, ele será breve, da doutora Ho Yeh Li, a quem agradeço desde já por estar aqui conosco, nós vamos liberar o Rodrigo Garcia, o Rodrigo vai agora para uma reunião no canteiro da Linha 17-Ouro do metrô, essa ali do monotrilho da Roberto Marinho, me representar lá em uma reunião com toda a equipe de trabalho, e também com o secretário Alexandre Baldy. Vamos liberar o Rodrigo para que ele não se atrase, a reunião lá é às 14h. E vou pedir à doutora Lia Porto, a nossa procuradora geral, fazer companhia aqui. Saí ganhando, Rodrigo, nessa troca, em larga escala. Vamos então com a doutora Ho Yeh Li, muito obrigado mais uma vez. Sua palavra, por favor.

HO YEH LI, MÉDICA: Boa tarde, senhor governador. Senhores autoridades. Caros colegas, hoje, dia 15 de setembro de 2021, a gente teve, há 18 meses atrás, exatamente há 18 meses atrás, a primeira internação de um caso suspeito de Covid no nosso hospital. Nesses 18 meses, a gente presenciou milhares de famílias que, apesar de esforços de profissionais de saúde, tiveram a família destruída. Crianças, que ficaram órfãs, pais que perderam seus filhos e toda a família totalmente desestruturada. Para nós, profissionais de saúde, a gente precisava de um sopro de esperança. E finalmente chegou a data 25 de janeiro de 2021. Foi o momento que a gente percebeu que esse sopro chegou. E nesses pouco mais de oito meses de vacinação, a gente pôde observar uma redução progressiva de internação no nosso hospital, o que também é exatamente igual no resto do país, no resto do mundo. Eu queria aproveitar, Sr. Governador, Dr. Dimas, Dra. Regiane, também parabenizar pelo momento oportuno que iniciou a vacina de reforço. Por quê? Exatamente essas duas semanas, a gente voltou a observar internação das pessoas idosas, vacinadas há mais de seis meses. Por isso, eu queria aproveitar, quase fazer um apelo a todos, que, quando chegar a sua vez, toma essa vacina. Permita que a gente, profissionais de saúde, possam voltar a fazer a assistência para as outras doenças. Atender paciente com câncer, atender pacientes que precisam de transplante, outras doenças e a gente consiga, juntos, parar de internar apenas Covid. Passamos por isso muito tempo e acho que esta na hora de todo mundo respeitar o máximo possível as medidas de recomendação dos governantes, para que a gente possa encerrar esse período. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Dra. Ho Yeh Li. Apenas para lembrar, a partir de 1 de outubro nós iniciaremos o programa Corujão da Saúde, em todo o Estado de São Paulo, na rede pública municipal, rede pública estadual e rede privada, para exames e também cirurgias. Então, isso já está previsto, Dra. Ho Yeh Li está certa, e começa no próximo dia 1 de outubro. Bem, vamos às perguntas. Mas antes, só mostrar aqui o Vacinômetro, rapidamente. Olha lá, 58.033.861 doses de vacinas aplicadas. Nós aplicamos mais vacinas em São Paulo do que o estado da Flórida, do que o estado do Texas, do que o estado do Arkansas, nos Estados Unidos da América. Obrigado, Regiane. Vamos agora às perguntas, pela ordem que nós temos aqui, e agradecendo aos jornalistas pela paciência. Mas também, tínhamos boas notícias para vocês, e os jornalistas vivem e se alimentam de informação. Nanny Cox, da Rádio Jovem Pan. Oi, Nanny, hoje não deixaram você pra fora, hein, Nanny?

NANNY COX, REPÓRTER: Hoje... ainda estou abrindo aqui a coletiva, né, governador?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Isso, boa.

NANNY COX, REPÓRTER: Então, minha pergunta é a respeito da segunda dose da Pfizer, do intervalo. Já começa a valer hoje do Ministério da Saúde, queria saber se tem alguma previsão para isso já também começar a valer aqui em São Paulo. E aproveitando que estou falando do Ministério da Saúde, ele tem criticado muito a forma como São Paulo está conduzindo a vacinação. Disse que... Passou aqui para a conta do estado essa falta de doses para a segunda aplicação. Eu queria um comentário de vocês. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Nanny. Eu vou pedir ao secretário Jean Gorinchteyn para fazer a resposta, mas eu quero antecipar o seguinte: É curioso isso, né? O Ministério da Saúde, que promete vacinas, não entrega vacinas, promete prazo, descumpre prazo, recomenda que não se use máscaras, e agora quer dar opinião aqui em São Paulo e fazer avaliação sobre o estado que mais vacinas aplicou, que foi o primeiro estado a decretar a quarentena, o primeiro estado a decretar o uso de máscara, o primeiro estado a fazer um Centro de Contingência, o Comitê Científico, e que segue até hoje respeitando a ciência, a medicina e a vida. O Ministério da Saúde não tem nada a ensinar a São Paulo. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: São duas perguntas, mas uma resposta. Só para se ter uma ideia, nós recebemos a orientação de fazer a antecipação a partir da data de hoje das doses da Pfizer, porém nós não recebemos doses da Pfizer para proceder essa antecipação. Portanto, toda a condução do nosso Programa Estadual de Vacinação, de imunização, o PEI, ele se baseia nos dados que são referendados no site do próprio Ministério da Saúde, e isso faz de uma forma prévia, organizada e planejada, todas as medidas que são instituídas aqui no Estado de São Paulo. Portanto, para que nós possamos progredir, Ministério da Saúde, precisamos que doses de vacinas sejam ofertadas. Astra, Pfizer, fazendo como o próprio Butantan fez, distribuindo a Coronavac para todo o Brasil.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Nanny Cox, eu não resisto lembrar que o mesmo Ministério da Saúde, que faz essas críticas, é o Ministério que esqueceu vacinas no depósito do Aeroporto de Guarulhos, duas vezes. Se não fosse o governo de São Paulo denunciar e eu, pessoalmente, fazer isso nas redes sociais, as vacinas estariam lá até hoje, 6 milhões, depois 5 milhões, vacinas prontas, autorizadas pela Anvisa, para serem distribuídas e para vacinação dos brasileiros, e o Ministério da Saúde esqueceu as vacinas nos depósitos, aqui no Aeroporto de Guarulhos, como também fez uma logística brilhante: mandou vacinas que eram para o Amazonas para o Amapá, e as vacinas do Amapá para o Amazonas. Seria cômico, se não fosse trágico. Vamos lá agora, André Romani, da Bloomberg. Obrigado pela paciência, obrigado por estar aqui conosco. Boa tarde, André.

ANDRÉ ROMANI, REPÓRTER: Boa tarde, governador, secretários. Bom, acho que eu vou seguir no tema da vacinação, mas pensando já em 2022. O estado já anunciou que pretende revacinar a população a partir de janeiro e o que eu quero entender melhor é como está o planejamento disso, especificamente com relação à disponibilidade de doses. A nova fábrica do Butantan, para produzir Coronavac, só com as doses advindas dela, isso já é suficiente para suprir essa demanda ou vai precisar de uma aquisição de mais doses pelo estado? Como que está funcionando? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, André. Vou pedir a Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, para responder a pergunta do correspondente da Agência Bloomberg no Brasil.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: André, 2022 será um ano de vacinação intensa no Brasil e no mundo. Quer dizer, nesse momento, o mundo aplicou em torno de 5,8 bilhões de doses, 98% dessas doses foram aplicadas em países de renda média e alta. Menos de 2% foram aplicados em países pobres. Então, nós temos pela frente um grande desafio e certamente o Butantan participa já de um planejamento, em face desse cenário. Aqui para o Brasil, nós temos três iniciativas nesse momento, em graus diferentes de maturação. A primeira é a Coronavac, a vacina que já está aí disponível, 100 milhões entregues no dia de hoje, uma programação que deve continuar até o final desse ano. E o próximo ano, nós teremos o domínio completo do processo produtivo. Uma segunda vacina, a vacina Butanvac, vacina versão 2.0 das vacinas para o Covid-19, uma grande esperança para o Brasil e para o mundo, porque uma vacina aperfeiçoada, de preço reduzido, e já produzida no Butantan em um quantitativo equivalente a mais de 10 milhões de doses, aguardando aí os resultados do estudo clínico, estudo clínico que é realizado aqui no Brasil, que é também realizado no Vietnã, é um estudo importante, com a mesma vacina, e na Indonésia. Então, a Butanvac também é essa possibilidade para disponibilização de vacinas a partir do ano que vem. E a terceira iniciativa, essa já um pouco mais ainda no processo de desenvolvimento, que é a chamada vacina que eu tenho batizado de quadrivalente, que é a gripe mais o Covid. Essa, sem dúvida nenhuma, uma vacina que poderá se tornar rotina, se esse vírus permanecer endêmico. Então, o Butantan participa já com essas três iniciativas, estaremos preparados para vacinar o Estado de São Paulo, o Brasil, e certamente vamos dar uma grande contribuição para o mundo em 2022. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. André Romani, da Bloomberg, obrigado, continue aqui acompanhando a nossa coletiva. Agora, vamos à Tainá Falcão, da CNN Brasil. Tainá, assim como a Nanny Cox, hoje não deixaram você de fora. Bem-vinda.

TAINÁ FALCÃO, REPÓRTER: Você me prometeu quatro, mas eu vou fazer duas, tá? Dra. Regiane, acho que é melhor direcionar para a senhora, porque... Eu vou no caminho da Nanny também, para a gente saber: Já há uma orientação, um prazo para permitir a redução da segunda dose da Pfizer? E mais, a gente quer saber qual é... o que está sendo dito para os municípios? O que deve ser priorizado, já que a Pfizer está sendo usada para várias situações e existe essa defasagem?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Regiane?

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, vamos lá. A primeira questão que você me faz, é: Nós não recebemos ainda um direcionamento do Ministério da Saúde. Nós somos pautados por notas informativas do Ministério da Saúde sobre antecipação de doses ou sobre qualquer outra estratégia que o Ministério venha a adotar. Então, além de não receber essa nota informativa, nós também não recebemos um quantitativo de doses para isso. Em relação aos municípios, se a sua pergunta é especificamente em relação ao que está acontecendo hoje com a segunda dose, nós hoje estamos trabalhando com a faixa etária que precisa receber do dia 1 ao dia 15, uma população em torno de 50 a 59 anos, que precisa completar o seu esquema vacinal com a vacina da Pfizer. Fizemos um grande movimento na sexta-feira e aguardamos que o Ministério da Saúde nos entregue. Já foi sinalizado uma entrega hoje de vacina da AstraZeneca, e aguardamos, até o começo da próxima semana, o quantitativo necessário para que possamos terminar essa faixa etária e completar então o esquema vacinal dessa população. Os municípios estão com vacina e hoje, assim que chegar ao nosso Centro de Distribuição e Logística a vacina da AstraZeneca, nós trabalharemos a noite inteira, para que amanhã 645 municípios tenham a vacina da AstraZeneca para completar o seu esquema vacinal. Obrigada, obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane, obrigado, Tainá. É isso? Feito? Bom, né? Deixa para amanhã, tem mais. Vamos agora para Adriana Perroni, da Rede Record de Televisão. Adriana, bem-vinda. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

ADRIANA PERRONI, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. O ministro Marcelo Queiroga disse mais cedo que o Ministério da Saúde enviou a São Paulo 450 mil doses da AstraZeneca. Gostaria de saber como é que fica a questão da judicialização que o governo havia dito que faria, caso não recebesse as doses necessárias até hoje. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Adriana, eu vou dividir com a Dra. Regiane, que aqui está. O ministro Queiroga só mandou as vacinas porque recebeu determinação do Supremo Tribunal Federal. Em votação colegiada, o Supremo atendeu à solicitação feita por São Paulo, para que o Ministério da Saúde entregasse as vacinas. Aliás, não só São Paulo, isso se aplica também aos outros 26 estados brasileiros. Portanto, não foi nenhum gesto de grandeza do Ministério da Saúde, foi obrigação. Que, se não tivesse feito, a desobediência civil a uma determinação do Supremo Tribunal Federal, o Código Penal Brasileiro classifica como crime, crime que pode ser penalizado com prisão. Portanto, o ministro cumpriu a sua obrigação, atendeu àquilo que foi a recomendação do Supremo. Agora, triste o país onde governadores têm que lutar no Supremo para que a vacina chegue até os estados e, consequentemente, ao braço dos brasileiros. Triste país. Regiane.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Adriana, nós temos hoje a vacina da Pfizer, na intercambialidade, nós temos também a vacina da Pfizer para que a gente possa ainda concluir o esquema vacinal, começar o esquema vacinal dos adolescentes de 12, 13 e 14 anos, e também estamos aplicando a terceira dose e temos disponível a vacina da Coronavac também, a vacina do Butantan. Então, esse movimento, ele está acontecendo. Receberemos, sim, o que nós temos como sinalizado são 458 mil doses, ou 56 mil doses da AstraZeneca, que ainda não chegaram no Centro de Distribuição e Logística. Em chegando, nós imediatamente já estamos com a grade feita e vamos distribuir par os 645 municípios. Então, nós aguardamos a chegada dessa vacina. Ela foi anunciada, mas ela ainda não chegou no nosso Centro de Distribuição e Logística. Deve estar chegando nos próximos minutos, meia hora, uma hora no máximo, nós teremos essa vacina da AstraZeneca. Mas continuamos com as estratégias no território, e não estamos deixando nenhum paulista sem vacina nesse momento. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Regiane. Adriana, muito obrigado pela sua pergunta. Vamos agora à penúltima hoje, é o Lucas Teixeira, do Portal UOL. Lucas, obrigado por você estar aqui conosco mais uma vez. Boa tarde, obrigado pela sua paciência também.

ADRIANA PERRONI, REPÓRTER: Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Com você, Lucas.

LUCAS TEIXEIRA, REPÓRTER: Maravilha, obrigado. Boa tarde, gente. Seguinte: O que eu acho que a Tainá estava querendo entender, e eu também estou com essa dúvida, é a questão, como a Dra. Regiane citou, a vacina da Pfizer está sendo usada pelas suas características para várias frentes, tem que concluir a segunda dose de quem já tomou, embora agora até ser completada para concluir a AstraZeneca, tem os adolescentes e tem a terceira dose, que inclusive estava lendo, ouvindo o secretário de Saúde do município, falando dessa resistência de idosos acima de 85 anos para ir tomar, por causa da questão da Coronavac, que a gente está discutindo bastante. O ponto é, vocês estão pensando em algum jeito, recebendo as doses nesse ritmo que estão sendo recebidas, estão pensando algum jeito de mudar essa priorização, quem sabe jogar um pouco para frente novas faixas etárias, e adiantar? Entendeu? Porque pelo visto está começando a ficar muita coisa para uma vacina só, visto que Coronavac não contempla outras, e acaba tendo esse desalinhamento, essa coisa. Esse é um ponto. Segundo é, concluindo agora as 100 milhões de doses, o envio da Coronavac, tinham aquelas 30 que o estado comprou, e tem a venda do Butantan para outros estados. Eu queria, se puderem reforçar esses outros números, doutor Dimas, quais são as próximas entregas, incluindo, inclusive essa reposição. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Lucas. Foi bom você resgatar um pouquinho para poder esclarecer a pergunta feita pela Tainá. Está correta? Ok. Então vamos pela ordem, com a Regiane, depois com o Jean Gorinchteyn, faz uma intervenção, rápida também, e Dimas Covas.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Lucas, vamos lá. A primeira questão, governador, acabou de chegar no centro de distribuição e logística do estado de São Paulo, as doses de AstraZeneca, então elas acabaram de chegar. A segunda questão é a terceira dose. Então nós já tínhamos enviado a terceira dose, porque essa estratégia ele não começou ontem, nem anteontem, nem na sexta-feira, então os municípios já têm a terceira dose para fazer a vacinação. O que aconteceu na segunda-feira foi algo pontual, e que o estado de São Paulo, o PEI - Programa Estadual de Imunização, com a chancela do comitê científico, e da própria OMS, e olhando para vários estudos no mundo, nós fizemos a intercambialidade naquele momento. E o que eu quero reforçar aqui? Recebemos AstraZeneca, vamos olhar e colocar isso no nosso território para completar o esquema vacinal, mas não recebemos ainda do ministério nenhuma dose para fazer a terceira dose de Pfizer, nós estamos fazendo com as doses que temos e com aporte da vacina do Butantan. O ministério, ou qualquer outra fala que tenha sido feita, sobre outro imunizante, nós temos que trabalhar com todos os que estão disponíveis, e precisamos de um aporte do Ministério da Saúde. Então as falas elas vão muito no desencontro, e isso não é bom para a população, o que nós estamos fazendo está muito claro, está em calendário, nós temos trabalhado com muita parcimônia, e temos trabalhado de forma a garantir que a população do estado de São Paulo receba a sua primeira, a sua segunda dose, e também a sua terceira dose. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Nós temos como obrigação garantir a segunda dose das vacinas, para a nossa população para proteger-nos de forma adequada, e também a mesma obrigação, com o mesmo significado de importância, a terceira dose, principalmente para aqueles que são idosos, imunossuprimidos e merecem estar protegidos, principalmente em um momento como esse, em que nós temos a variante Delta, são 2.200 mil casos de variante Delta no estado de São Paulo, 1.200 mil deles só no município de São Paulo. Nós temos que dar celeridade à proteção da nossa população. E a população entende, especialmente a população idosa. E aí fazendo uma consideração, nós tivemos 100% de adesão ao chamamento para a terceira dose. Portanto, não é justificativa de nenhum gestor, de nenhum município, nenhuma entidade ou unidade federativa, dizer que eu vou escolher. Porque nós sempre criticamos o sommelier, aqueles que escolhem a vacina, e nesse momento quem está escolhendo são os gestores, nós não podemos fazer isso, nós temos que respeitar e garantir o direito das pessoas em receberem as suas doses de vacina, e é o dever de cada um dos estados, da Unidade Federativa, e também do próprio município.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Lucas, eu só queria fazer uma pequena observação em relação ao município, que hoje antes da prévia da coletiva eu falei com o secretário Edson Aparecido, e ele me disse que o município aplicou mais de 30 mil doses como dose adicional, e 99% dessas doses foram Coronavac. E que nesse momento o uso da vacina da Pfizer é porque ele tem a vacina disponível, e a hora que ele tiver da Coronavac, continuará a mesma política do estado de São Paulo. Quer dizer, se afiançou isso antes da coletiva. Com relação às doses que nós estamos fazendo a substituição no ministério, como foi mencionado, 1,8 milhão seguem hoje, e o restante até o dia 29, até completar um pouco mais, quase que 8 milhões, um pouco mais de 7 milhões, quase que 8 milhões. Até o dia 29 nós substituiremos todas as doses, aí no cronograma que o próprio ministério está definindo com o Butantan.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Lucas, muito obrigado. Vamos agora à última pergunta, é da Daniella Gemignani, da TV Globo, Globo News. Dani, obrigado pela sua paciência, em especial, esperou até agora para formular a sua pergunta, merece um prêmio. Sua pergunta, por favor.

DANIELLA GEMIGNANI, REPÓRTER: Mereço várias perguntas, né, governador? Boa tarde, para você. Boa tarde, a todos. Vou aproveitar para tirar algumas dúvidas que ficaram ao longo das respostas sobre a vacinação. Primeiro, governador, eu vou pedir para o senhor repercutir, porque hoje o ministro Marcelo Queiroga falou que: "Precisa acabar essa torre de babel da vacina", foi essa expressão que ele usou. Queria que o senhor falasse um pouco sobre isso. E também tirar algumas dúvidas da vacina que ficaram, quer dizer, que então com a chegada da AstraZeneca a intercambialidade será cancelada, é isso que a gente pode entender? A partir de amanhã essas pessoas vão tomar essa segunda dose de AstraZeneca nos postos? E aí reforçando um pouco a pergunta que a Tainá fez, sobre a prioridade nos Postos de Saúde, na ponta final, quando chega o profissional do SUS. Ele tem que aplicar a primeira, então, segunda e terceira dose, depois os adolescentes? Porque se tem pouca Pfizer, pela quantidade que é necessária, então entender exatamente sobre isso. E aí um último questionamento, para não extrapolar demais, né? A gente pode entender então que São Paulo não tem prazo para antecipar a segunda dose de Pfizer? Tem alguma tentativa com o ministério em relação a isso? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Daniella mandou bem, esperou, deixou por último, mas mandou três torpedos aqui. Tem direito, ficou esperando até agora, tem direito. Bem, as duas outras perguntas nós vamos dividir com o Dimas e com a Regiane, se mais alguém quiser fazer alguma intervenção, poderá fazer. Não há torre de babel, há atitude, há iniciativa, o governo do estado de São Paulo está ao lado da ciência, ao lado da medicina, e ao lado da vida, não é o que acontece no Governo Federal, todos nós sabemos, aliás, o ministro Queiroga é o quarto que ocupa essa posição, precisa ter cuidado, senão daqui a pouco vão escolher o quinto. Então isso é desrespeito pela ciência, desrespeito pela saúde, desrespeito pela vida, e não é a posição de São Paulo. Ao contrário, aqui nós respeitamos a ciência, a saúde e a vida. Aqui não recomendamos que as pessoas não usem máscaras, aqui não recomendamos Cloroquina, aqui não cometemos erros primários de logística, aqui lutamos pela vacina, e o que prometemos cumprimos. Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bom, com relação à questão de antecipação, veja, eu acho que foi anunciado hoje, inclusive, pelo próprio ministro, que haverá antecipação de intervalo, principalmente para a vacina da Pfizer para 21 dias. Agora aqui tem que ser feito um reparo em relação às próprias manifestações que tem ocorrido por parte do ministério em relação à não incorporação da Coronavac, a incorporação da Coronavac permitiria, como o estado de São Paulo está fazendo, a antecipação do calendário de segunda dose, que isso que é o importante. O ministério não incorpora não porque a vacina tenha algum problema do ponto de vista das demonstrações científicas da sua efetividade, como terceira dose, é porque o ministério não tem contrato em andamento. Quer dizer, nós encerramos o contrato com o ministério. Quer dizer, isso foi anunciado hoje. Então nós não temos doses adicionais previstas para o Ministério da Saúde, é uma situação diferente do estado de São Paulo, que o estado de São Paulo terá e tem contrato em andamento, para o fornecimento de doses de Coronavac, e até o final do ano.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito bem, vamos então agora à Regiane de Paula.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos lá, Daniella. Quando a gente fala da vacinação, a gente tem que lembrar que é um processo dinâmico, o fato da vacina chegar hoje não significa que já não estou fazendo o movimento e garantindo que a população receba a sua dose. Então quando a gente fala do adolescente, eu enviei, o PEI - Programa Estadual de Imunização enviou a grade de vacina para os adolescentes. Então isso tem um tempo para acontecer, e tem que ser antes do início dessa vacinação. Então essa vacina da Pfizer, do adolescente, ela não está comprometida em nada. A segunda questão é, usamos de forma emergencial, na sexta-feira, porque não tínhamos a vacina da AstraZeneca que não recebemos, para que a gente completasse a segunda dose, de forma a intercambialidade, para que a gente usasse a vacina da Pfizer. E a terceira dose nós estamos fazendo com as doses que estiverem disponíveis. Hoje essa maior quantidade é da vacina da Coronavac. Então quando a gente fala do que está acontecendo na Unidade Básica de Saúde, a gente precisa lembrar que isso tem uma linha do tempo. Então hoje vai chegar AstraZeneca, eu vou olhar para a minha grade, vou ver quem está vencendo para tomar a segunda dose de AstraZeneca, e vou imediatamente colocar no território. Mas eu não vou deixar de olhar para aqueles que já precisam dessa vacina no braço. Então é isso que a gente tem feito de forma muito criteriosa no PEI - Programa Estadual de Imunização, os movimentos eles são sempre conjuntos, eles não são movimentos isolados, as grades são enviadas em tempo oportuno, não adiante chegar hoje uma grade de AstraZeneca para algo que tinha que ter sido feito na sexta. Por isso que nós de forma emergencial usamos a vacina da Pfizer. Vamos voltar a vacina da AstraZeneca para completar o esquema vacinal daqueles que precisam, e tem essas vacinas a serem vencidas a partir de agora. Obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Regiane, muito obrigado. Obrigado, Daniella, pelas perguntas, pela paciência também. Aliás, quero agradecer aqui ao final dessa coletiva a todos os jornalistas, colegas cinegrafistas. Agradecer à Bruna da Band, Band News, Bruna, você na próxima também vai começar perguntando. A Maria Manso, também da TV Cultura, deixaram vocês na geladeira hoje. Mas na próxima coletiva vocês entram de novo aqui no lugar principal. Obrigado também pela compreensão. Os nossos convidados especiais de hoje aqui, muito obrigado também pela presença de vocês, a todos que estão aqui alinhados atendendo aos jornalistas, obrigado. Você que está em casa nos assistindo nesse momento pela TV Cultura, muito obrigado. Fique protegido. Por favor, use máscara ao sair da sua casa, ou sair do seu escritório, e tente evitar aglomerações. Muito obrigado, fiquem protegidos, fiquem com Deus. Boa tarde, a todos.