Coletiva - SP entrega 38,2 mi de doses ao Brasil, mais de três vezes o que a Alemanha vacinou 20210704

De Infogov São Paulo
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Coletiva - SP entrega 38,2 mi de doses ao Brasil, mais de três vezes o que a Alemanha vacinou 20210704

Local: Capital – Data: Abril 07/04/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Nessa manhã do dia 7 de abril, o Governo do Estado de São Paulo e o Instituto Butantan, entregam ao Brasil mais 1 milhão de doses da vacina, a vacina do Butantan, a vacina de São Paulo, a vacina do Brasil. Agora 38,200 milhões de doses da vacina já entregues para o Ministério da Saúde, para o PNI - Programa Nacional de Imunizações, para a imunização dos brasileiros. Repito, 38,200 milhões de doses da vacina do Butantan. No total, até o final deste mês de abril, estaremos entregando 46 milhões de doses da vacina do Butantan. E seguindo aquela proporcionalidade de praticamente nove em cada dez vacinas do Brasil são as vacinas do Butantan, são as vacinas de São Paulo, para o braço dos brasileiros. E até 30 de agosto, repito, está confirmada a entrega de 100 milhões de doses da vacina do Butantan. Aqui ao meu lado, Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, e também Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do Estado de São Paulo, e a doutora Regiane de Paula, que é a nossa coordenadora do Programa Estadual de Imunização, também aqui presentes. Nós vamos agora às perguntas, e começando com o Gabriel Prado, na sequência, Bruna Barbosa, Gabriel, da TV Globo, Globo News, a Bruna, da Rádio e TV Bandeirantes, o Vinícius Passareli, da CBN, e o Antony [Ininteligível], da CNN Brasil. Começando então com você, Gabriel. Bom dia, mais uma vez, sua pergunta, por favor.

GABRIEL PRADO, REPÓRTER: Bom dia, governador. Bom dia, a todos. Governador, rapidamente duas perguntas, a primeira para o senhor, depois para o doutor Dimas. A primeira para o senhor, o senhor confirma que falou por telefone com o embaixador chinês aqui no Brasil, para tentar agilizar a chegada do insumo? Se sim, e se ele não conseguir agilizar a chegada do insumo, o senhor tem um plano B para não atrasar o cronograma de entrega da Coronavac? Pergunta para o doutor Dimas, queria que o senhor detalhasse melhor aquele estudo que mostra 50% de eficiência da Coronavac contra a variante, esse estudo que foi feito em mais de 60 mil profissionais de saúde em Manaus. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Gabriel, a primeira pergunta. Sim, ontem falei ao telefone com o embaixador da China em Brasília, Yang Wanming, que tem sido muito cordial, muito atencioso conosco, ao longo de todo esse período da pandemia, e nosso parceiro também. O embaixador disse que falaria ontem mesmo com a chancelaria em Pequim, e que ele não via nenhuma perspectiva de haver retardo no embarque dos insumos para a vacina do Butantan. Ele estava otimista. Me disse também que 50% de toda a produção de todas as vacinas na China, estão sendo exportadas, e que isso faz parte também de um programa solidário do Governo chinês. Portanto, ele antecipou, embora com a responsabilidade de checar junto à chancelaria, em Pequim, e que não havia nenhuma razão para o retardamento, ou dificuldades para embarque do IFA para a vacina do Butantan. Mas entre hoje e amanhã, portanto, entre quarta e quinta-feira, ele daria uma posição definitiva após ouvir a chancelaria, as autoridades do seu Governo, do Governo da China, em Pequim. Mas de uma mensagem otimista. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bom, Gabriel, em relação a esse estudo, foi divulgado ontem, através de um comunicado de imprensa, por um grupo que estuda regularmente o efeito das vacinas, um grupo inclusive apoiado pela Organização Pan-americana de Saúde, esse especificamente feito em Manaus, com mais de 67 mil profissionais de saúde, e que demonstrou uma eficiência de 50% 14 dias após a primeira dose. Então é um estudo ainda em curso, quer dizer, precisa ser verificado após a segunda dose. Se após a primeira é 50%, é o que se espera que após a segunda dose, esse percentual suba substancialmente. São dados animadores, e que comprovam outros dados, quer dizer, dados do Chile, que apareceram também essa semana, demonstrando uma diminuição de internações e de óbitos de pessoas com mais de 70 anos. Os dados preliminares aqui de Serrana, embora também não sejam dados definitivos, mas que mostram uma diminuição de casos graves. Enfim, tudo comprovando em estudos de campo a eficiência da vacina como foi determinada a eficácia pelos estudos clínicos. Então esses estudos corroboram o que já se sabia com os resultados iniciais do estudo clínico de fase três.

GABRIEL PRADO, REPÓRTER: Eficiência contra os sintomas da COVID-19, é isso?

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Sim, de casos sintomáticos. Ok?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Obrigado, Gabriel. Antes da pergunta da Bruna, a sua câmera onde está, Bruna? Cadê a Bruna? Aqui, obrigado, agora sim, Bruna, mais uma vez, bom dia, sua pergunta, por favor.

BRUNA, REPÓRTER: Bom dia, governador. Bom dia, a todos. O plenário do Supremo deve dar hoje um parecer sobre a questão das igrejas, e eu queria saber qual que é a avaliação do senhor, a expectativa para São Paulo. Essas decisões contraditórias que aconteceram no final de semana, confundiram um pouquinho parte da população. E para o doutor Dimas, se puder só dizer para a gente se há uma novidade em relação à Butanvac, se a ANVISA fez mais algum pedido? Se só continua sob análise? Só para a gente ter uma atualização, por gentileza, obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bruna, em relação ao tema do Supremo Tribunal Federal, hoje vai ao pleno, vai ao plenário a decisão sobre manutenção do fechamento das igrejas e templos, enquanto nós estivermos nessa fase emergencial, no caso de São Paulo, e também a medida ao ser votada ela será validada para todo o Brasil, pelo Supremo Tribunal Federal. E eu sempre digo e repito, decisões judiciais, sobretudo, da Suprema Corte, devem ser obedecidas. Vamos aguardar a decisão, e aquela decisão que for tomada São Paulo vai obedecer. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Com relação ao estudo clínico da Butanvac, nesse momento nós já recebemos todos os questionamentos da ANVISA, e estamos muito próximos de apresentar o protocolo do estudo clínico, que é o que falta nesse momento. Isso ainda depende de uma reunião que será feita com o consórcio internacional, no dia de hoje. E eu espero que até na sexta-feira a gente tenha terminado esse protocolo, e ao mesmo tempo submeter esse protocolo à ANVISA. Do ponto de vista prático nós já estamos organizando o estudo clínico, será um estudo clínico feito em tempo recorde, aqui no Brasil. E isso nos permitirá, sem dúvida nenhuma, ter uma perspectiva de ter a submissão de todos os documentos de resultados desse estudo clínico, para a ANVISA, até o meio do ano, e, portanto, com possibilidade real de termos uma nova vacina no segundo semestre desse ano.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Obrigado, Bruna. Vamos agora ao Vinícius Passareli, da CBN. Vinícius, bom dia, mais uma vez. Sua pergunta, por favor.

VINÍCIUS PASSARELI, REPÓRTER: Bom dia, governador. Secretário, doutor Dimas. Governador, eu queria perguntar em relação ao ataque de uma quadrilha armada que teve em Mococa, na madrugada de hoje, as informações agora pela manhã, é ainda que não havia nenhuma pessoa presa. Queria saber se já chegou ao governador alguma informação sobre essa quadrilha, se ela já foi localizada, se alguém já foi preso? E também qual valor teria sido roubado. E se me permite só uma segunda pergunta. Uma reportagem do UOL mostrou que alguns policiais militares estão se organizando em batalhões para não tomarem a vacina, apesar já da campanha de imunização ter iniciado a esse grupo. E sobre aqueles argumentos que a gente já conhece, inclusive incentivados pelo Presidente Jair Bolsonaro, queria também um comentário do senhor, doutor Dimas, secretário, em relação a esse eventual movimento de policiais sobre a vacina. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vinícius, não querendo ser deselegante, e nem descortês com você, vou pedir que você depois faça um telefonema ao General Campos, secretário de Segurança Pública, nos dois temas, não é o tema da saúde, não é o tema da vacina, mas certamente o General Campos, ou o Coronel Camilo, ou o Youssef, que é o nosso secretário executivo, responderão as duas perguntas para você. Não quero ser descortês com você, mas é um tema de segurança, é melhor que eles mesmos possam responder. Vamos agora ao Antony [Ininteligível], da CNN. Antony, bem-vindo, bom dia. Sua pergunta, por favor.

ANTONY, REPÓRTER: Governador, tudo bem? Bom dia, para você, para todo mundo. Eu sei que isso é um tema que você geralmente aborda na coletiva lá no Palácio, mas eu queria saber nesse primeiro momento se o centro de contingência da COVID-19 estuda uma mudança nas medidas mais restritivas? Eu sei que houve uma leve estabilização nas internações. Então se existe a posso dessas medidas serem mais flexíveis, mais rígidas daqui para frente, qual a expectativa para os próximos meses? E se existe um plano para auxiliar os comerciantes, os donos de negócios, que se não faliram ainda, estão à beira da falência?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Antony, esse era um dos temas abordados na coletiva de hoje às 12h45min, no Palácio dos Bandeirantes, pelos integrantes do centro de contingência, e pelos seus dois coordenadores, o doutor Paulo Meneses, e o doutor João Gabbardo. Vamos aguardar então a coletiva das 12h45min, e o centro de contingência ele se reúne cotidianamente, todos os dias de forma virtual, os membros trocam opiniões e avaliam resultados. Ainda é cedo para anunciar decisões. Mas vamos indagar aos coordenadores hoje às 12h45min, eu convido você para estar presente também nessa coletiva. Pois não.

ANTONY, REPÓRTER: Eu tenho só mais uma pergunta, mais direcionada, talvez, para o doutor Dimas e para o secretário, se vocês têm nesse momento, pelo menos, preliminar assim, um balanço a respeito de mortes dentro do grupo de pessoas vacinadas, talvez alguém que tomou a primeira dose, mas não a segunda? Se sim, qual o percentual, qual o perfil desse público?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu vou pedir ao nosso Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde, Antony, para responder.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE: Nós temos feito um sequenciamento exatamente das doses de vacina, que foram distribuídas por todo o país, quais foram àquelas pessoas que desenvolveram formas leves ou moderadas mesmo imunizadas, e mortos, que fazem parte da nossa avaliação. O percentual é muito baixo, muito baixo, não chega a 1% daqueles que mesmo que imunizados evoluíram e contraíram formas graves, e eventualmente até fatais. E dentro de todas as prerrogativas que eram esperadas em termos de proteção, de prevenção de formas graves, especialmente em grupos vulneráveis. Esse número não chegou a 2 mil, por exemplo, daqueles que desenvolveram formas moderadas e se saíram muito bem. O impacto da vacinação, especialmente naqueles acima de 90 anos, reduziu a mortalidade nesse grupo que inicialmente está sendo estudado, em 50%. Ou seja, o grupo mais vulnerável é aquele que também está protegido. Portanto, a vacina é junto com todas as metodologias sanitárias de isolamento e distanciamento entre as pessoas, e uso de máscara, uma forma extremamente eficaz na proteção e na garantia da vida.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Antony, antes de terminar, eu queria aqui fazer uma observação, com duas vertentes, a observação primeiro é cumprimentar o atual ministro da Saúde, o Marcelo Queiroga, pelas posições que ele vem apresentando em defesa da vida, da saúde, e da ciência. Claramente o ministro, o novo ministro da Saúde, propõe, recomenda fortemente o uso obrigatório de máscaras, o distanciamento social, e a não recomendação para o uso de medicamentos para tratamento precoce. Enquanto isso o Presidente da República do Brasil, Jair Bolsonaro, recomenda e o fez ontem, e anteontem, novamente, a utilização exatamente de medicamentos para tratamento precoce, incluindo a Cloroquina, e estimulando aglomerações, e estimulando também, e condenando governadores dos Estados, por adotarem medidas restritivas para aglomerações. Então fica aqui a pergunta, em quem devemos acreditar, no Ministério da Saúde ou no Presidente da República? Muito obrigado, bom dia, até mais tarde.