Coletiva - SP entrega ao Brasil total do lote de 600 mil vacinas do Butantan 20213004

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Coletiva - SP entrega ao Brasil total do lote de 600 mil vacinas do Butantan 20213004

Local: Capital – Data: Abril 30/04/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado a presença de todos, jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos, nessa fria manhã desta sexta-feira, aqui no Instituto Butantan, em São Paulo. Ao meu lado, o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, e o secretário da Saúde do Estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn, e também da coordenadora do Programa Estadual de Imunização, Regiane de Paula. Hoje, nós temos a satisfação de informar que estamos entregando mais 600 mil doses da vacina do Butantan para o Ministério da Saúde. Dentro de alguns minutos, o caminhão que está aqui atrás vai se dirigir ao Centro de Distribuição e Logística do Ministério da Saúde, para a entrega de mais doses da vacina do Butantan, a vacina de São Paulo, a vacina do Brasil. Com esta remessa, nós temos agora um total de 42.050.000 doses da vacina do Butantan. Repetindo: Com esta entrega, temos agora um total, feito ao Ministério da Saúde, de 42.050.000 doses da vacina do Butantan. E a boa notícia também, complementando, é que na próxima quarta-feira, na semana que vem... Perdão, na próxima quinta-feira da semana que vem, nós estaremos entregando mais 1 milhão de doses da vacina do Butantan. Portanto, repetindo, na próxima quinta-feira, quinta-feira da próxima semana, dia 6, se eu não me engano, de maio, estaremos entregando mais 1 milhão de doses da vacina do Butantan, dia 6 de maio, quinta-feira, aqui mesmo, neste horário, neste mesmo local, estaremos entregando mais 1 milhão de doses da vacina do Butantan. Passará a ser, portanto, a partir da semana que vem, 43 milhões, no total, e 50 mil doses da vacina do Butantan. Hoje, 42.050.000 doses da vacina do Butantan, da vacina do Brasil, entregues para o Ministério da Saúde.

Nós vamos agora às perguntas. Peço a gentileza que, por favor, se possível, uma única pergunta por cada veículo de comunicação. Nós temos a TV Globo, GloboNews, Rádio e TV Bandeirantes, CBN e a Folha de São Paulo, pela ordem. Eu começo agradecendo, cumprimentando e pedindo a pergunta da TV Globo, GloboNews, com você, Gabriel Prado. Bom dia.

GABRIEL PRADO, REPÓRTER: Bom dia, governador, bom dia a todos. Pergunta talvez para o Dr. Jean, para a Dra. Regiane. Quando que São Paulo vai fazer, ou se pretende fazer, a vacinação por faixa etária/comorbidade ou doença pré-existente. Cinquenta e nove anos, todo mundo que tem doença ou comorbidade, vacinado, 58 anos, 57 anos, segue essa lógica até 18 anos. Depois volta pra 59 anos, sem comorbidade, e segue essa lógica para quem não tem comorbidade. Isso é possível? Vai ser implantado? Sim ou não, quando e por quê?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Gabriel, a resposta será dada exatamente pela Dra. Regiane de Paula, que é a nossa coordenadora do PEI, Programa Estadual de Imunização. Mas, na próxima quarta-feira da semana que vem, no dia 5, nós estaremos, na coletiva de imprensa, fazendo esse anúncio de forma completa. Ontem foi feita a definição e agora o planejamento e a execução serão apresentados até terça-feira, pelo Programa Estadual de Imunização, e na quarta-feira da semana que vem, o anúncio completo será feito. Mesmo assim, vamos ouvir a Dra. Regiane de Paula. Regiane, se quiser vir aqui, por favor.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PROGRAMA ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Obrigada, governador. Bom dia a todos e todas. Exatamente isso, Gabriel. Então agora nós abrimos a faixa etária, na semana que vem, de 60, 61 e 62, nós encerramos então aquele grupo, que é o grupo com maior risco, e vamos agora trabalhar com as comorbidades. Então, estamos estudando, planejando, como o governador falou, e vamos apresentar, na próxima quarta-feira, como será então essas próximas faixas etárias e esse próximo passo, que a gente chama de etapa 2 do Programa Estadual de Imunização.

GABRIEL PRADO, REPÓRTER: Governador, é rapidinho. Eu sei que os senhores vão apresentar todos os detalhes na semana que vem. É mais possível que haja adoção dessa estratégia ou não? Não precisa dos detalhes, mas é só... Pro governador, que sempre faz o anúncio. O senhor pende mais para adotar ou não?

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PROGRAMA ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Gabriel, na quarta-feira vocês terão, na coletiva, exatamente qual vai ser a estratégia, combinada com todos, pelo Programa Estadual de Imunização. Tá bom? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Gabriel, e é isso. A decisão não é do governador, a decisão é da ciência. Nós temos este comitê, que se reúne todas as quintas-feiras, ao final do dia, são duas horas de reunião, para avaliação, mas a decisão é dos médicos, dos cientistas e daqueles que coordenam o Programa Estadual de Imunização. Nós, aqui, anunciamos, mas a decisão é inteiramente feita com base médica e com a disponibilidade das vacinas. Obrigado, Gabriel.

Vamos agora com você, Bruna Barbosa, Rádio e TV Bandeirantes. Bom dia, Bruna.

BRUNA BARBOSA, REPÓRTER: Bom dia, governador, bom dia a todos. Minha pergunta é para o Dr. Dimas Covas. Queria saber se há atualização em relação ao soro do Butantan. Fiz essa pergunta ao senhor no dia 19. O senhor disse que estava tudo caminhando, os hospitais se planejando para que isso começasse, o estudo já está autorizado, tem um tempinho, pela Anvisa. Então, eu queria saber por que é que não começou ainda e data, doutor. Tem data pra começar a testar esse soro? Obrigada.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Na realidade, a resposta é: está caminhando. Nesse momento, os hospitais que vão participar já se prepararam, já foram contratadas as equipes dos estudos clínicos e estamos, de fato, na iminência de começar. O Dr. Medina, que é o principal pesquisador do estudo, ele com certeza vai começar ainda na próxima semana.

BRUNA BARBOSA, REPÓRTER: Para que a gente possa explicar de forma clara: O que é que falta pra começar?

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Na realidade, não falta nada. É só a organização, como eu disse, as contratações, porque isso aí é um estudo clínico completo, não é só a utilização do soro. Então, isso foi providenciado, a autorização dos comitês de ética, então todo o processamento do estudo clínico foi feito nesse período e finalmente agora nós estamos na iminência de começar, inclusive com seleção dos pacientes que irão participar. Obviamente que a aplicação do soro depende exatamente da chegada desses pacientes, que tem critérios. quer dizer, não é como vacina, que é voluntário, não. Isso tem um critério dos pacientes que serão incluídos no estudo, ok?

BRUNA BARBOSA, REPÓRTER: Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas, obrigado, Bruna. Estava aqui consultando a Dra. Regiane pra dar uma boa notícia pra vocês. Neste exato momento, ainda não abrimos a vacinação para... Aliás, abrindo agora, exatamente há seis minutos, abrimos a vacinação aqui em São Paulo, no Estado de São Paulo, e nesse momento já temos 11.697.783 pessoas vacinadas. Repito: 11.697.783 pessoas vacinadas, sendo 7.460.917 com a primeira dose da vacina, aqui em São Paulo, e mais 4.236.866 com a segunda dose. E amanhã atingiremos 12 milhões de pessoas vacinadas aqui no Estado de São Paulo. É o Estado com o maior número de pessoas vacinadas, tanto com a primeira dose quanto também as que terão completado o seu processo vacinal, com a segunda dose da vacina. Obrigado, Regiane.

Vamos agora a Vinicius Passarelli, da Rádio CBN. Vinicius, mais uma vez, bom dia, obrigado pela sua presença. Sua pergunta, por favor.

VINICIUS PASSARELLI, REPÓRTER: Bom dia, governador, bom dia a todos. A minha pergunta é em relação a uma reclamação que tem sido feita com alguma frequência, do secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, em relação à quantidade de doses que estão sendo disponibilizadas à capital e ao fato de que muitas pessoas das cidades vizinhas, algumas que não reservaram as doses para a segunda aplicação, estarem vindo pra cá para tomar essa segunda dose e completar essa imunização. Então isso, de certa forma, estaria roubando ou pegando doses de paulistanos, que tomaram a primeira dose aqui, e agora eventualmente não estão encontrando em alguns postos de vacinação. Queria saber o que o Governo do Estado pode fazer em relação a isso, se ele pode mudar essa logística, a distribuição de doses, levando em conta esse fato de que pessoas de cidades vizinhas estão tomando a vacina aqui em São Paulo, principalmente segunda dose. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinicius. Eu começo a responder, na sequência Dr. Jean Gorinchteyn. São Paulo é um Estado, aqui nós não estabelecemos fronteiras entre cidades e nem impedimos pessoas de se movimentarem. Assim como São Paulo faz parte do Brasil, seria o mesmo que proibir um brasileiro de um outro Estado, que, estando em São Paulo, tenha acesso à vacina. Somos um só país, um só Estado, portanto não há como impedir que um habitante de uma cidade de uma região metropolitana de São Paulo venha até a capital e tome a vacina aqui, assim como no interior do Estado ou no litoral, uma cidade vizinha, alguém se dirige a outra cidade para tomar a sua vacina. Não é justo, não é razoável, nem possível sequer impedir que isto aconteça. Nós temos que ter solidariedade e compreensão disso, isso faz parte, aliás, do processo vacinal, e não é de hoje, nos últimos 20 anos foi assim, com a vacina contra a gripe. Não há sequer razão para esse tipo de questionamento. A vacina contra a gripe também foi assim, e não seria diferente agora na vacina contra a Covid-19. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: A prerrogativa do Governo do Estado de São Paulo é vacinar, e nós queremos que as pessoas realmente vacinem. E para elas estarem devidamente vacinadas, seja onde forem, elas precisam ter as duas doses. E essa é uma das grandes preocupações que nós temos, que nós temos hoje 270 mil pessoas que não vieram tomar a segunda dose, por algum motivo. Essas pessoas foram conclamadas, através de SMS, de Whatsapp, através de correio eletrônico, por e-mail, e mesmo assim não vieram. Então, é importante nós lembrarmos que as pessoas precisam tomar a segunda dose da vacina para estarem devidamente imunizadas, devidamente protegidas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. E apenas complementando, Vinicius, também tomarem a segunda dose, preferencialmente, no mesmo local onde tomaram a primeira dose, e com a mesma vacina, evidentemente. E, se possível, dentro do prazo. Mas aqui, vou pedir ao Dr. Jean Gorinchteyn, como médico infectologista que é, que esclareça também uma dúvida bastante comum: Se uma pessoa perdeu o prazo, se ela pode tomar a vacina, mesmo fora do prazo, e é uma prestação de serviço que vocês, como jornalistas, podem oferecer a estas pessoas, que tenham eventualmente perdido o prazo, seja na vacina do Butantan, seja na vacina da AstraZeneca. Então vou pedir a você, como médico infectologista, que possa prestar este esclarecimento.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: É muito importante que as pessoas que tomaram a segunda dose, o façam naquele período estabelecido. Quando nós falamos da vacina do Butantan, de 21 a 28 dias, a vacina da FioCruz com a AstraZeneca, são 12 semanas. Mas, eventualmente, aquelas, por algum motivo, não tenham recebido ainda a segunda dose, têm a possibilidade de fazê-lo, e devem fazê-lo. Elas não perdem a primeira dose fazendo no momento posterior. Nós temos um sistema, que nós chamamos imunológico, que, quando eu dou a minha primeira dose, eu produzo anticorpos. Quando eu faço essa segunda dose em algum momento, essas células, que nós chamamos de memória, intensificam a produção de anticorpos, ou seja, esses anticorpos elevam-se e aí, sim, passam a proteger. E é por isso que esse intervalo, mesmo que ampliado, tem a garantia e a eficácia de proteção e segurança para quem o fizer.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Vinicius, mais uma vez, muito obrigado. Vamos agora à última pergunta, que é sua, Arthur Rodrigues, da Folha de São Paulo. Bom dia, Arthur.

ARTHUR RODRIGUES, REPÓRTER: Bom dia, governador, bom dia a todos. Eu gostaria de perguntar para o senhor e para a equipe do senhor, sobre... A gente noticiou hoje que a prefeitura está se preparando aí para uma terceira onda, comprando kit intubação, imaginando que isso poderia acontecer já para o próximo mês, e talvez num patamar pior do que agora, diante do fato que a gente ainda está num patamar alto da doença. A gente... Eu gostaria de saber se o Governo também imagina que possa vir uma terceira onda, e o que se faz para se preparar em relação a isso.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, Arthur. Jean Gorinchteyn, médico infectologista do Instituto Emílio Ribas e secretário de Saúde do Estado de São Paulo, responderá sua pergunta.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: O Governo do Estado de São Paulo tem muita atenção e responsabilidade em relação aos índices e números da saúde. Dessa maneira, nós estamos fazendo uma fase flexibilizada estendida, apesar dos números terem permitido que muitos municípios do Estado já tivessem avançado, por exemplo, para a fase laranja. Nós entendemos que este olhar é de atenção, e é essa forma de atenção aos números que garante também a ampliação de horários e serviços, de uma forma adequada e responsável. Ao mesmo tempo, a Secretaria de Estado da Saúde está terminando agora um chamamento, junto aos municípios, nos quais os municípios da Grande São Paulo e o município de São Paulo também estão inclusos, para aquisição dos kits intubação, numa compra internacional. Estima-se a compra de 9 milhões de doses desses produtos, lembrando que o consumo médio mensal gira em torno de 3,5 milhões, para dar a garantia e segurança, para que todos os municípios, os 645 municípios, estejam e sejam adequadamente assistidos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn, Arthur Rodrigues, muito obrigado pela sua pergunta. Antes de finalizar, quero, como governador do Estado de São Paulo, saudar a chegada de mais vacinas. A vacina da Pfizer, por exemplo, que chegou nesta última noite, ela é bem-vinda. Quanto mais vacinas, melhor. Assim como as novas remessas da vacina da AstraZeneca, igualmente é muito bem-vinda. Quanto mais vacinas, mais brasileiros imunizados, mais pessoas protegidas, mais rapidamente poderemos sair dessa gravíssima crise sanitária da pandemia de Covid-19. E volto a lembrar que, na próxima quinta-feira, aqui mesmo no Butantan, nós estaremos entregando mais 1 milhão de doses da vacina do Butantan, da vacina de São Paulo, da vacina do Brasil, além das 600 mil doses que estamos entregando nesse momento. Viva a vacina, viva a vida. Muito obrigado a todos, um ótimo dia e um ótimo final de semana também. Fiquei protegidos, obrigado.