Coletiva - SP entrega mais 5 milhões de doses da vacina do Butantan ao Brasil 20212903

De Infogov São Paulo
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Coletiva - SP entrega mais 5 milhões de doses da vacina do Butantan ao Brasil 20212903

Local: Capital – Data: Março 29/03/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia, a todos. Muito obrigado pela presença. Nesse 29 de março, segunda-feira, fazemos aqui no Instituto Butantan, a maior entrega de vacinas produzidas aqui no Instituto Butantan, da vacina do Brasil, a vacina do Butantan. São 5 milhões de doses entregues agora, e nesse momento os caminhões que estão aqui atrás farão a entrega dessas 5 milhões de doses da vacina do Butantan para o Ministério da Saúde, são 5 milhões de brasileiros que estarão recebendo essa vacina do Butantan a partir de hoje à tarde. Então com muita alegria, São Paulo e o Butantan disponibilizam mais 5 milhões de doses da vacina, a vacina da vida, a vacina do Butantan, para todo o Brasil. No total, são 32,800 milhões de doses da vacina do Butantan, que estão sendo entregues, que já foram entregues para o Ministério da Saúde. Repito, um total de 32,800 milhões de doses da vacina do Butantan, entregues para o Ministério da Saúde. E seguimos dentro daquela sequência onde de cada mil brasileiros mais de 900 estão sendo vacinados com a vacina do Butantan, nove em cada dez que tomam a vacina no Brasil, tomam a vacina do Butantan, ficamos muito felizes por estarmos ajudando a imunização e a salvar milhões de vidas em todo o Brasil. A primeira entrega foi feita com a vacina que veio do Laboratório Sinovac, no dia 17 de janeiro, 6 milhões de doses, vocês se lembram naquela data, era um domingo, 17 de janeiro, Mônica Calazans, a enfermeira do Hospital de Clínicas recebeu a primeira dose da vacina, e a partir de então temos feito regularmente a entrega de doses da vacina. Essa é a maior entrega feita da vacina produzida aqui no Butantan, totalizando, repito, 32,800 milhões de doses. O Butantan nos informa que estão previstas 46 milhões de doses até o dia 30 de abril, portanto, teremos ainda mais lotes de vacinas para completar o total de 46 milhões até o dia 30 de abril. E depois mais 54 milhões, totalizando 100 milhões de doses, até o dia 30 de agosto. Aqui ao meu lado, Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo, e a Regiane de Paula, que é a coordenadora do PEI - Programa Estadual de Imunização, que também estarão respondo às perguntas de vocês. Com o objetivo de ganharmos tempo, vamos começar com a TV Globo, Globo News, depois com a Rádio e TV Bandeirantes. Na sequência, a TV Record, e finalizando, a Rádio CBN. Então começamos com você, Gabriel Prado. Gabriel, bom dia, mais uma vez. Bem-vindo.

GABRIEL PRADO, REPÓRTER: Bom dia, governador, bom dia, a todos. Duas perguntinhas rápidas, governador. Primeiro, na semana passada a Prefeitura de São Paulo divulgou um estudo mostrando que 60% dos infectados pelo Coronavírus foram com a P1, eu queria saber se o governo tem algum estudo, ou estava divulgar alguma coisa, mostrando que a Coronavac tem eficácia contra essa cepa? Outra pergunta, eu gostaria de saber por que o senhor não sexta-feira não mencionou nada sobre a tecnologia da Butanvac? E só disse que a produção seria 100% brasileira. A tecnologia é americana.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos com a primeira, a P1, com o Jean Gorinchteyn, respondendo.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE: A variante P1 é a cepa mais prevalente nessa pandemia, na segunda onda da nossa pandemia. E estudos preliminares que já foram feitos pelo Instituto Butantan comprovam que não apenas a P1, mas outras variantes que também circulam, por exemplo, a do Reino Unido tem resposta com a vacina. Esses estudos estarão sendo mostrados logo mais, mas são análises preliminares que comprovam essa proteção para quem faz uso dessa vacina.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Gabriel, em relação ao primeiro tema, simplesmente porque eu não tinha a informação, mas entendo que a Butanvac é uma vacina nacional, uma vacina brasileira. O importante é termos a vacina, e temos uma vacina nacional, se ela tem parte dela a tecnologia internacional, isso é uma boa contribuição, isso é positivo, nós temos que combater essa pandemia com todas as forças, todas as alternativas disponíveis no Brasil e no mundo. Mas é uma vacina nacional, e nós temos muito orgulho de termos a Butanvac, a vacina do Butantan, uma segunda vacina que em breve será disponibilizada para a imunização dos brasileiros. Vamos agora à Bruna Barbosa, Rádio e TV Bandeirantes. Bom dia, Bruna.

BRUNA BARBOSA, REPÓRTER: Bom dia, governador. Bom dia, a todos. Eu queria saber a expectativa do governo do estado em relação à aprovação da Butanvac na ANVISA, os documentos foram enviados, até o momento a informação que a gente tem é que nada foi contestado pela ANVISA, não falta nenhum documento. Então eu queria saber se há uma expectativa de nessa semana já a gente ter a aprovação para o início do estudo? Na semana passada o doutor Dimas Covas disse que tem previsão de chegada de novo IFA, ainda nessa semana, para continuar produzindo a Coronavac, a ajudar, claro, nessa entrega de 46 milhões de doses. Queria saber se esse IFA chega mesmo ainda nessa semana, e qual é a previsão? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bruna, das duas perguntas, em relação à ANVISA, a relação com a ANVISA e o Instituto Butantan tem sido muito fluida, muito positiva, muito constante, e fundamentada na ciência. Então nós estamos confiantes de que essa análise da ANVISA será feita no menor tempo possível, para que a Butanvac possa ser aprovada e iniciarmos as fases de testagem, a fase um, fase dois e fase três, dentro do menor prazo possível. Não posso afirmar se ainda essa semana a ANVISA dará essa autorização, mas pelas informações que tenho do doutor Dimas Covas e do Butantan, essa relação com a ANVISA ela tem colocado como prioridade a avaliação da vacina Butanvac. Portanto, mantemos uma boa expectativa. Em relação ao IFA, já que nós não temos aqui hoje o nosso Dimas Covas, mas eu tenho a informação, e vou pedir a você, que eu não consigo entender a sua letra aqui, vou pedir para o nosso Jean Gorinchteyn, é letra de médico.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE: Letra de médico. Muito bem, acabamos de receber da parte técnica do Butantan, a confirmação que do dia 6 a 8 agora de abril, teremos mais 3 milhões de doses da vacina que virão através do insumo farmacêutico ativo, o IFA, para então termos a produção da vacina do Butantan aqui em São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Portanto, está no cronograma, Bruna, o importante é confirmar que estamos dentro do cronograma, para até o presente momento, esperando que não tenhamos nenhum percalço, entregar 46 milhões de doses até o dia 30 de abril. Vamos agora com a Maria Carolina Paz, da TV Record. Bem-vinda, boa tarde.

MARIA CAROLINA, REPÓRTER: Bom dia, governador. Bom dia, a todos. Vamos repercutir uma notícia da semana passada sobre esse decreto que tornou a educação essencial, e isso pode causar algum certo desconforto com a Prefeitura de São Paulo? Já que existe uma indecisão, uma incerteza sobre a volta às aulas aqui. E ontem a Folha de São Paulo publicou uma notícia que disse que pelo menos, 450 funcionários da Secretaria Estadual de Saúde tomaram aí a vacina, a partir do dia 17 de fevereiro. Funcionários que estão entre 20 e 30 anos, não estão na linha de frente, não são considerados serviços essenciais, estão em home office. Como justificar até para a população essa decisão, e essas pessoas tomarem a vacina antes de idosos e pessoas que estão na linha de frente, que são de serviços essenciais? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria Carolina, em relação à volta às aulas, esse é um tema da educação, e eu prefiro que você dirija essa pergunta na coletiva com o secretário da Educação, Rossieli Soares, ou mesmo possa falar com ele antes da coletiva, ele poderá dar informações. E a relação com a prefeitura é a melhor possível, uma relação bastante harmoniosa em todas as áreas, inclusive na educação. Sobre a Secretaria de Saúde, fala o secretário da Saúde.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE: Toda a vacinação que é feita no estado de São Paulo segue criteriosamente o Programa Nacional de Imunizações, e quando nós identificamos quem eram os trabalhadores da saúde, conforme contempla o Programa Nacional de Imunizações, são exatamente aqueles que mesmo de forma indireta nesse sentido, estão dentro das unidades hospitalares. Para você ter uma ideia, nós ampliamos estruturas hospitalares que fazem com que o nosso administrativo não fique apenas em suas mesas, nós precisamos compor a sua assistência nesses hospitais, inclusive com hospitais diretamente relacionados com o COVID-19. Portanto, não existe nenhum trabalhador em home office que teve essa beneficie, isso não é beneficie, nós temos que proteger os nossos trabalhadores da Secretaria de Saúde, que estão nos hospitais que acolhem pacientes com COVID-19, nós temos que protegê-los, nós precisamos deles para continuarmos toda a nossa árdua tarefa de proteger a nossa população.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Obrigado, Maria Carolina. Vamos agora ao Vinícius Passareli, da CBN. Cadê você? Aqui, desculpa, Vinícius. Bom dia.

VINÍCIUS PASSARELI, REPÓRTER: Bom dia, governador. Bom dia, a todos. Depois do anúncio da Butanvac na sexta-feira, logo na sequência o ministro Marcos Pontes também disse que havia uma vacina nacional já com o pedido à ANVISA, e ele disse que foi uma coincidência, que ele não falou isso, por conta do anúncio do governo de São Paulo. O governo de São Paulo tinha alguma informação já em relação a esse imunizante? Houve, de certa forma, a disputa de anúncios? E também uma pergunta ainda envolvendo o Governo Federal, a gente viu uma pressão muito forte da classe política lá em Brasília, para a saída do chanceler Ernesto Araújo. Nas tratativas do governo de São Paulo e o Butantan com a China, desde o início da pandemia, a atuação do ministro, de certa forma, diretamente atrapalhou essas tratativas do ponto de vista do governo de São Paulo? O governo de São Paulo faz coro a esse pedido de saída do chanceler nesse momento? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vinícius, obrigado pelas perguntas, em relação, eu tenho respeito pelo ministro Marcos Pontes, tenho amizade por ele. Mas eu daria a ele uma recomendação, acelera, ministro. É o que nós estamos fazendo aqui em São Paulo, acelera ministro. Em relação ao chanceler, eu prefiro não fazer comentários, acho que esse é um tema do Congresso Nacional, é uma avaliação que está sendo feita pelo Congresso, pela comissão de relações exteriores, eu prefiro não fazer nenhum comentário. Mas a parte do meu comentário bem-humorado em relação ao ministro Marcos Pontes, o que eu quero exaltar é que quanto mais vacinas tivermos, melhor para o Brasil, é bom, é saudável, de instituições, e, sobretudo, no caso aferido e relatado pelo ministro, a vacina é da USP, a Universidade de São Paulo, que é de São Paulo também, a Universidade de Ribeirão Preto. Os recursos são do governo de São Paulo, o orçamento é do governo de São Paulo. O esforço é uma de universidade de São Paulo, portanto, são duas vacinas de São Paulo para o Brasil. É São Paulo contribuindo para salvar vidas. Então estamos felizes por isso também. Pessoal, muito obrigado. Eu queria só perguntar para a Letícia se teremos coletiva hoje ou não, apenas para orientar. Hoje não teremos coletiva, apenas quarta-feira. Então apenas para reconfirmar a vocês, a coletiva será na quarta-feira. Mais uma razão para talvez procurar o Rossieli hoje, independente da coletiva, que será só na quarta-feira. Eu perguntei principalmente por você, porque estava na dúvida, Maria Carolina, obrigado. Eu queria ao final, agradecer mais uma vez aos fotógrafos, aos cinegrafistas, técnicos, que estão acordando cedo, várias vezes, durante a semana, para estarem aqui. Obrigado também, repórteres, eles e elas, também por estarem aqui muito cedo. Eu queria cumprimentar o pessoal do Butantan, muito orgulho de vocês todos que atuam aqui, nós estamos com turnos 24 horas por dia, sete dias por semana, do time de cientistas, técnicos, que trabalham nas vacinas, tanto da Coronavac, quanto na Butanvac. Agradecer também os profissionais da construção, e os fornecedores e prestadores de serviços. Vocês estão vendo aqui atrás a nossa fábrica do Butantan, em breve nós vamos fazer uma visita, essa será a fábrica da Coronavac, da vacina do Brasil, que estará pronta no final de setembro, outubro e novembro, as instalações dos equipamentos, e já em dezembro vamos solicitar à ANVISA a autorização para o início da produção da vacina do Brasil aqui. Então também aos profissionais, trabalhadores, muito obrigado a todos vocês, vocês que estão aqui desde cedo, em vários turnos também, de trabalho, muito obrigado por tudo. Pessoal, obrigado, tenham um bom dia, se protejam. Até quarta-feira. Obrigado.