Coletiva - SP entrega mais de 14 mil cestas básicas e libera R$ 18 milhões do Fundocamp 20212705

De Infogov São Paulo
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Coletiva - SP entrega mais de 14 mil cestas básicas e libera R$ 18 milhões do Fundocamp 20212705

Local: Campinas – Data: Maio 27/05/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, pessoal. Primeiro, bom dia a todos. Muito obrigado, pela presença aqui. Será uma coletiva curta, mas acho que com os temas suficientemente bem apresentados. Primeiro agradecer o prefeito de Campinas, aqui ao meu lado, o Dário Saadi, que nos recebe aqui mais uma vez, sempre com muita atenção, muito carinho. Ele e toda a sua equipe de secretários e vereadores. Também ao meu lado o Marco Vinholi, que é o nosso secretário de Desenvolvimento Regional. Hoje aqui em Campinas, fizemos mais uma entrega do Alimento Solidário, 14.330 mil cestas, que vão atender 14.330 famílias. Cada cesta atende a cinco pessoas, então nós estamos falando de quase 70 mil pessoas que serão beneficiadas com a cesta do Alimento Solidário. E essa é a segunda entrega, já tínhamos feito 10 mil, agora mais 14.330 mil. E no próximo mês de junho nós na segunda quinzena entregaremos mais 10 mil. É muito importante que, sobretudo, regiões metropolitanas, como Campinas, é o que vem sendo feito aqui pela prefeitura, tenham atenção com as pessoas que vivem em situação de rua, com as pessoas desvalidas, com as pessoas vulneráveis, que infelizmente perderam seus empregos com a crise da COVID-19. Aqueles que já não tinham emprego, perderam a pouca renda que poderiam ter. Então o número de pessoas que infelizmente vivem nas ruas, e mesmo vivendo em suas casas, ou casebres, não tem o que comer. E nós temos que ter a solidariedade de oferecer o Alimento Solidário. São Paulo já distribuiu 2,100 milhões de cestas ao Alimento Solidário, e agora vai distribuir mais 1,900 milhão de cestas do Alimento Solidário, totalizando 4 milhões de cestas do Alimento Solidário. É o maior programa de alimentação já realizado no país, 4 milhões vezes cinco, são 20 milhões de pessoas beneficiadas. E também a saúde que motivou a nossa vinda aqui com a assinatura de um convênio no valor de R$ 18 milhões para destinar à saúde, que aliás, repito, vem sendo bem conduzida aqui pelo prefeito Dário Saadi, que médico que é, e mais do que médico, além da sua profissão, é a sua alma de gestor com compaixão e com solidariedade à sua população. E a região metropolitana de Campinas, também. Os nossos agradecimentos a todos os prefeitos, em nome do Gustavo Reis que preside, além de prefeito de Jaguariúna, preside o consórcio da região metropolitana de Campinas. Então esses recursos serão destinados também para a proteção às pessoas que infelizmente estão sendo infectadas pela COVID-19. E ampliando também o campo de proteção na rede pública de saúde. Agora vamos às perguntas, começando com o Juliano Tamura, da EPTV, e também Rede Globo. Juliano, bom dia. Acho que ainda é bom dia. Sua pergunta, por favor.

JULIANO TAMURA, REPÓRTER: Por gentileza, eu queria que o senhor fizesse um balanço da crise do atual momento, e se há uma perspectiva de uma piora na visão do senhor.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Juliano, nós tomamos a decisão de prorrogar o período de transição do plano São Paulo, a transição que deveria terminar no próximo domingo e foi estendida até o dia 14 de junho, exatamente para permitir um cuidado maior, uma atenção redobrada por parte do governo do estado de São Paulo. E respeitando também as decisões dos municípios, prefeituras dos 645 municípios do estado de São Paulo podem endurecer medidas, ou seja, diante de dados, análise, pesquisas e fatos locais e regionais, podem estabelecer medidas mais duras, se necessário for para a proteção da sua população. Só não podem facilitar mais, sem terem a autorização prévia do governo do estado de São Paulo. E nós estamos, eu preciso registrar, muito gratos, que a maioria expressiva das prefeituras do estado de São Paulo vem conduzindo bem o tema da pandemia, com coragem e com firmeza, inclusive, porque nada mais importante do que a vida, antes da economia é a vida, a existência, sem existência e sem vida não há economia, não há consumo. Superada essa fase com mais vacinas e com os cuidados necessários, a economia de São Paulo vai se recuperar, Henrique Meirelles, secretário da Fazenda, mencionou na reunião de secretariado dessa segunda-feira, que a previsão de crescimento do PIB de São Paulo, nesse ano da pandemia de 2021, será entre 5% a 5,5%, é o maior crescimento do PIB da história do governo de São Paulo, deste estado, nos últimos 30 anos. Portanto, a perspectiva é boa, mas antes disso temos que proteger as pessoas, proteger vidas, solicitar e reivindicar do Governo Federal mais vacinas para a imunização dos brasileiros, e termos comida no prato e vacina no braço. Obrigado, Juliano. Agora Cláudio Lisa, Radar Campinas.

CLÁUDIO LISA, REPÓRTER: Governador, queria saber sobre a efetividade da vacina do Butantan, se já há uma avaliação de efetividade, de eficácia, se isso ainda não é possível, se há um projeto para testar isso na cidade do estado?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Cláudio, obrigado pela pergunta, e permite inclusive um esclarecimento. Hoje nós já temos duas vacinas, a Coronavac, que é a vacina do Brasil, e a Butanvac, que é a vacina do Butantan. A Coronavac já demonstrou a sua eficácia, e hoje a vacina que está em mais de 70% aplicada nos braços dos brasileiros que foram já imunizados no Brasil, não fosse a Coronavac, o Brasil estaria vivendo em uma situação ainda mais trágica do que está, infelizmente, passando no momento. E há uma nova vacina, que é a Butanvac, a vacina do Instituto Butantan, desenvolvida com o Mount Sinai Institute, de New York, para a imunização com efeitos altamente positivos nas análises feitas não com humanos, e sim com animais, mas toda a vacina segue esse procedimento, e a base dessa vacina Butanvac é a base do vírus inativo, feita a partir de ovos, a mesma base da vacina contra a Influenza, e contra H1N1, do qual o Butantan tem experiência e Know-how aplicado, realizado nos últimos 30 anos, o que nos dá muita certeza da sua eficácia e da capacidade de imunização dessa vacina. Obviamente nós estamos aguardando aprovação da ANVISA para início da testagem, o que deverá ocorrer até o início de junho. Eu fiz um apelo, e renovo para que a ANVISA, que é uma instituição séria, uma agência independente de vigilância sanitária séria, que merece respeito, mas precisa ter senso de urgência diante de um país que está perdendo 2.500 mil vidas por dia, e já perdemos 450 mil brasileiros. Para que essa aprovação seja feita, siga a pesquisa e depois a aprovação dos resultados da pesquisa, para que em setembro, até o final de setembro, tenhamos essa autorização. Nesse interim nós autorizamos a produção de 40 milhões de doses desta vacina Butanvac, por confiar e acreditar no Butantan, uma instituição que orgulha os paulistas, os brasileiros de São Paulo, e o país. Para que essas vacinas acondicionadas e refrigeradas estejam prontas, quando da autorização da ANVISA, imediatamente no mesmo dia elas serão distribuídas para serem aplicadas. O Brasil precisa de mais vacinas. Eu volto a repetir, o Brasil precisa de mais vacinas, apenas com as vacinas é que nós vamos salvar os brasileiros, salvar vidas e salvar a economia. Agora o Guilherme, da CBN. Bom dia.

GUILHERME, REPÓRTER: Bom dia. Sobre a situação das barreiras sanitárias dos aeroportos, hoje teve início em Congonhas, na capital paulista, por iniciativa da prefeitura. O que o governo do estado pode fazer em relação a isso, o governo do estado é favorável? Pois para evitar a chegar em circulação a cepa indiana, que a gente teve até um caso em Guarulhos, no Aeroporto de Guarulhos. O que falta para isso acontecer em Guarulhos e Viracopos?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Guilherme, primeiro um esclarecimento, o controle dos aeroportos federais é do Governo Federal, é Infraero, portanto, do Ministério da Saúde, Ministério da Justiça e Ministério da Fazenda, não é responsabilidade nem dos municípios e nem do estado. O estado tem responsabilidade sobre os aeroportos regionais, compartilhadamente com as prefeituras municipais. Os programas de vigilância sanitária também são de responsabilidade do município e do estado, mas não nos aeroportos, assim como no porto de Santos, ali é um espaço Federal. Mas a nossa decisão foi cooperar juntamente com a Prefeitura de São Paulo, e a sua Secretaria de Saúde, para fazer a testagem e a triagem. Mas quero deixar bem claro, essa é uma responsabilidade não cumprida pelo Ministério da Saúde, já deveria estar fazendo isso há 15 meses, e não apenas agora por uma decisão da Prefeitura de São Paulo, e do governo do estado de São Paulo. Mas estamos cooperando, pela importância que temos, de ter o controle e a barreira sanitária, não só para essa nova cepa indiana, mas para a COVID-19 de maneira geral. O que eu lamento é que o Governo Federal não fez o que deveria ter feito, assim como deixou de comprar a vacina para comprar a Cloroquina. Não apoiou os governos estaduais nos seus programas de imunização, nem sequer comprou seringa e agulha, cada estado teve que comprar, e fizeram isso para garantir a vacinação da população. Mas mais do que tudo, nesse momento temos que estar unidos, unidos pela vacina, unidos pela vida. Obrigado, Guilherme. Agora André Aranha, TV Câmara.

ANDRÉ ARANHA, REPÓRTER: Bom, governador, bom dia, para o senhor. A gente vê algumas regiões, como Ribeirão, por exemplo, em uma situação delicada, como que o senhor avalia a forma como Campinas tem lidado com o enfrentamento da pandemia?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, André, eu vou dividir a resposta com o prefeito Dário Saadi, mas a nossa visão é positiva, eu quero afirmar que Campinas está bem avaliada, dentro do quadro de proteção à sua população, nós temos uma análise diária do centro de contingência do COVID-19, que é composto por 21 médicos, a maioria deles são infectologistas, são independentes, eles não são vinculados necessariamente ao governo do estado, embora trabalhe no Emílio Ribas, no Hospital de Clínicas, principalmente são instituições do estado, mas eles não têm essa dependência do estado. Portanto, eles são autônomos para tomarem as suas decisões e terem as suas análises. Campinas e região vêm sendo bem avaliado. E eu quero aproveitar aqui para elogiar o prefeito da cidade de Campinas, que na dupla condição de médico e de gestor como prefeito, vem conduzindo bem aqui o sistema de proteção à sua população. Eu acho que o Dário pode agora complementar a resposta.

DÁRIO SAADI, PREFEITO DE CAMPINAS: Nós em Campinas nós temos seguido o plano São Paulo, e temos em alguns momentos, nós fomos até mais restritivos em algumas medidas. E adotamos também indicadores de alerta durante a segunda onda, que nós até apresentamos já à imprensa, e esses indicadores ajudaram a Prefeitura de Campinas a tomar algumas medidas, e no mês de abril nós tivemos uma redução de 13% do número de mortos, comparado com as demais cidades que tiveram aumento entorno de 20%. Então tivemos também a colaboração dos prefeitos da região metropolitana. Então a cidade tem até o momento tido uma postura firme, e tendo bons resultados do enfrentamento à pandemia.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Para concluir, obrigado, prefeito, para concluir, quero dizer que o plano São Paulo permite, estimula, inclusive, que prefeitos tomem decisões que julgarem convenientes para endurecer, fortalecer medidas restritivas de acordo com dados que dispõem, e dados dispostos imediatamente podem permitir ações que salvem vidas. Portanto, isso faz parte do nosso protocolo, e nós compremos muito bem, municípios como Campinas, que em um momento oportuno, com decisão embasada nos dados de pesquisa de infecções, de ocupação de leitos primários e de leitos de UTI, endureceu e com isso salvou vidas. O que as prefeituras não podem é de distender, ou seja, enfraquecer as regras do plano São Paulo, e isso eu devo mencionar que também majoritariamente as prefeituras do estado de São Paulo tem seguido os nossos critérios. E quando necessário, tem fortalecido medidas, como foi o caso aqui, acertadamente, de Campinas. Pessoal, muito obrigado, um bom dia, a todos. Obrigado pela presença. Obrigado.