Coletiva - SP entrega nesta semana mais 5 milhões de doses da vacina do Butantan ao Brasil 20211703

De Infogov São Paulo
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Coletiva - SP entrega nesta semana mais 5 milhões de doses da vacina do Butantan ao Brasil 20211703

Local: Capital – Data: Março 17/03/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Bom dia, a todos. Obrigado pela presença. Aqui ao lado o Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo. Hoje, excepcionalmente, sem a presença do doutor Dimas Covas, o Dimas está em Serrana, no acompanhamento da pesquisa que estamos fazendo lá na imunização de toda a cidade, mas ele estará conosco na coletiva às 12h45min. O governo do estado de São Paulo, através do Butantã, entrega hoje mais 2 milhões de doses da vacina do Butantã para o Brasil, apenas nessa semana, entre segunda-feira e hoje, quarta-feira, 5,300 milhões de doses da vacina do Brasil, da vacina do Butantã, para o braço dos brasileiros, no total já entregamos 22,600 milhões de doses da vacina do Butantã. São 22,600 milhões de brasileiros que estão salvos, graças à vacina do Butantã, a vacina de São Paulo, a vacina do Brasil. Mas precisamos de mais vacinas, eu volto a repetir que o Brasil precisa de mais vacinas em larga escala, e eu espero que o novo ministro da Saúde compreenda isso, priorize isso, e ofereça com segurança a entrega de mais vacinas para a imunização de mais brasileiros. Hoje, de cada dez brasileiros, 9,5 estão recebendo a vacina do Butantã. A vacina que salva, a vacina que já tem sido aplicada no braço dos nossos pais, nossos avós, das pessoas que nós gostamos, e também aos heróis, os profissionais de saúde, aqueles que trabalham na saúde, assim como no caso de São Paulo, também aos quilombolas e aos indígenas. Mas precisamos de mais vacinas. Quero repetir que sem vacinas nós continuaremos com fases restritivas em todo o país. E quero registrar também a minha tristeza com os índices que infelizmente o Brasil alcançou ontem, o Brasil assumiu a triste liderança mundial em índice médio de mortes em todo o planeta. Isso se deve à falta de coordenação nacional, à falta de uma política de saúde, à falta de orientação correta à população, para o uso de máscaras, para o distanciamento, para o isolamento daqueles que representam os grupos de risco, e a total falta de compaixão para com os brasileiros. Muito triste os números que ontem assistimos, da pandemia no Brasil. Hoje às 12h45min teremos uma nova coletiva, completa, e que poderemos oferecer mais informações sobre as medidas que estamos adotando aqui em todo o estado de São Paulo, e os números também atualizados. Para finalizar quero dar aqui o quadro de vacinas, no dia 17 de janeiro nós entregamos 6 milhões de doses da vacina do Butantã para o Ministério da Saúde, no dia 22 de janeiro 900 mil doses, no dia 29 de janeiro 1,800 milhão de doses da vacina do Butantã. No dia 5 de fevereiro, 1,100 milhão de doses. No dia 3 de fevereiro, 1,200 milhão de doses. No dia 24 de fevereiro, mais 900 mil doses. No dia 25 de fevereiro, mais 453 mil doses da vacina. 26 de fevereiro, 600 mil doses. 28 de fevereiro, 600 mil doses. Dia 3 de março, 900 mil doses da vacina do Butantã. No dia 8 de março, 1,700 milhão de doses da vacina. No dia 10 de março, 1,200 milhão de doses. No dia 15 de março, 3,300 milhões de doses. Hoje, mais 2 milhões de doses da vacina do Butantã, totalizando 22,600 milhões de doses da vacina do Butantã, a vacina que juntamente com o Laboratório Sinovac, e graças ao Butantã, e ao esforço de São Paulo, está ajudando a salvar vidas no Brasil. Feliz por podermos aqui em São Paulo, Jean Gorinchteyn, prover vacinas para os brasileiros. Triste pelas promessas não cumpridas do Ministério da Saúde, daquela chamada avalanche de vacinas, que até agora não vimos, o que vimos é uma avalanche de contaminados, e lamentavelmente uma avalanche de mortos no Brasil. Nós vamos agora mobilizar as perguntas. Nós vamos começar com você, Gabriel Prado, da TV Globo, Globo News.

GABRIEL PRADO, REPÓRTER: Governador, bom dia, para o senhor, para todo mundo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Bom dia.

GABRIEL PRADO, REPÓRTER: A Folha de São Paulo fez uma matéria entre técnicos do governo, e domingo fizeram a tabulação de dados, chegaram à conclusão que na próxima quinta-feira o sistema de saúde paulista pode entrar em colapso. Diante desses números, o que falta para o senhor antecipar medidas mais restritivas, não em todo o estado, mas em regiões em que os números não param de crescer?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Falta a decisão final do centro de contingência do COVID-19. Volto a dizer aqui, nós não nos pautamos por nenhum tipo de pressão, Gabriel, nem a pressão da economia, nem a pressão política, nem a pressão da imprensa, nem a pressão de nenhum segmento, e sim, a orientação, a orientação da saúde. Hoje o centro de contingência do COVID-19 tem uma reunião pela manhã, essa reunião terminará por volta das 11h, 11h30min temos a reunião preparatória da coletiva, e na coletiva anunciaremos quais serão as medidas adicionais que certamente terão que ser adotadas. Nós estamos diante de um quadro gravíssimo, dramático, não apenas em São Paulo, mas em todo o Brasil. São Paulo com a orientação, repito, do centro de contingência do COVID-19, adotará novas medidas a partir desta decisão. Mas vamos aguardar aquilo que o centro de contingência e os cientistas definirão. Nós não tomamos decisões políticas e nem decisões individualizadas, elas são amparadas naquilo que a ciência nos orienta. Mas eu volto a repetir, o quadro é gravíssimo, em São Paulo e em todo o Brasil. E continuamos sem a coordenação nacional, cada estado brasileiro está heroicamente fazendo o que pode, governadores e também prefeitos e prefeitas, para ajudarmos a população, preservarmos vidas. Obrigado, Gabriel. Vamos agora à Bruna Barbosa, Rádio Bandeirantes. Mais uma vez, bom dia, Bruna.

BRUNA BARBOSA, REPÓRTER: Bom dia, governador. Bom dia, a todos. Qual a expectativa do senhor em relação ao novo ministro da Saúde? O senhor citou a questão das vacinas agora na abertura, mas eu queria sabre o que mais pode ser esperado. Ontem ele deu uma coletiva, disse que deve seguir diretrizes do Presidente Jair Bolsonaro, que pode ser que não mude nada na prática, né, governador, o que o senhor acha?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Acho que o ministro começou mal, um ministro da Saúde, que como cardiologista, assume o Ministério da Saúde, e diz que quem manda é o Presidente da República, que não é médico, já é um mal início, um mal presságio, de mais alguém que prefere fazer vassalagem ao Presidente da República, ao invés de atender aquilo que a medicina, aquilo que ele aprendeu na escola, na faculdade, na universidade, e na prática como cardiologista. Começou muito mal, um Ministério da Saúde que declara que vai seguir rigorosamente as orientações do Presidente da República, que é notoriamente um negacionista, começa mal. Vamos agora ao Everton Batista, da Folha de São Paulo.

EVERTON BATISTA, REPÓRTER: Bom dia, governador. Bom dia, secretário. Minha pergunta é com relação ao que a gente tem visto na vacina de Oxford sendo suspensa em vários países da Europa. Ela é uma das vacinas que a gente tem no Brasil, a gente tem duas até agora. Se essa suspensão crescer, se esses dados chegarem a mostrar que são concretos esses problemas, com a aplicação da vacina. E não vão chegar até o Brasil. Como isso vai impactar a nossa vacinação? Em São Paulo a gente também usa essa vacina, além da Coronavac, né?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Everton, eu vou dividir a resposta com o médico infectologista Jean Gorinchteyn, que é o secretário de Saúde do estado de São Paulo, mas quero lembrar que até o presente momento foram 4 milhões de doses apenas, da vacina de Oxford, a vacina AstraZeneca, e hoje a entrega de 500 mil doses, só essa semana nós estamos entregando 5 milhões só essa semana, 5,300 milhões de doses da vacina do Butantã, que é a vacina majoritária, repito, quase que 100% da vacinação do Brasil hoje depende da vacina de São Paulo, da vacina do Butantã. Mas sobre a segunda parte da sua pergunta, vai responder o médico infectologista do Emílio Ribas, secretário de Saúde Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Nós temos que avaliar que e o número de doses que foram dadas da vacina de Oxford no mundo, milhões de doses, quase 150 milhões de doses, em alguns efeitos adversos que apresentaram, foi um número bastante pequeno de pessoas. Nós temos que hoje avaliar quão nós temos de impacto de doença, enquanto essa doença na realidade, está matando as pessoas. Então nós temos que avaliar com muita seriedade, especialmente no momento pandêmico que o mundo vive, em especial, o país. Não se justifica, nesse momento, com o número absolutamente reduzido de casos de efeitos adversos frente aos milhões que receberam a dose, nós suspendermos um produto tão necessário para a prevenção e proteção à vida.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Everton, obrigado. Vamos agora à Beatriz Manfredini, da Jovem Pan. Bom dia, sua pergunta.

BEATRIZ MANFREDINI, REPÓRTER: Bom dia, governador, secretário. Governador, a gente já entregou então 22 milhões de doses [Ininteligível], o contrato é de 46 milhões até o fim de abril, então faltam mais ou menos 23 milhões de doses. Nós já temos os insumos necessários para essa entrega bem grande dentro aí e um pouquinho mais de um mês, ou a gente depende da chega da China de novo? Tem alguma previsão para novas chegadas? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Beatriz, muito obrigado. Na verdade, nós temos 22,600 milhões de doses de vacina, cada vacina conta, é muito preciosa, as 600 mil, além das 22 milhões, são 22,600 milhões de doses da vacina do Butantã. Nós recebemos na próxima semana mais insumos, até o presente momento os insumos programados para chegar estão escalados para permitir a produção e a entrega do compromisso do governo de São Paulo e do Butantã, de 46 milhões de doses da vacina até 30 de abril. Portanto, teremos boas notícias a cada semana, com volumes expressivos de vacinas para a entrega ao Ministério da Saúde, para o Programa Nacional de Imunizações, e também para darmos sequência aqui do Programa Estadual de Imunização. Até o presente momento sob controle, a chegada de novos insumos, e a produção de mais vacinas para o Brasil. Lembrando que até 30 de agosto nós estaremos entregando 100 milhões de doses da vacina do Butantã para o Ministério da Saúde, para a imunização dos brasileiros. Obrigado, Beatriz. Pessoal, quero agradecer a todos, obrigado por terem vindo aqui pela manhã, estaremos juntos daqui a pouquinho na coletiva às 12h45min. obrigado, um bom dia. Se protejam, obrigado.