Coletiva - SP fará vacinação de 530 mil profissionais da Educação e forças de Segurança Pública 20212403

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Coletiva - SP fará vacinação de 530 mil profissionais da Educação e forças de Segurança Pública 20212403

Local: Capital – Data: Março 24/03/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos, muito obrigado pela presença. Nós vamos dar início à nossa coletiva de imprensa, aqui direto do Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Hoje, quarta-feira, dia 24 de março. Alguns anúncios muito importantes serão feitos na coletiva de hoje. Quero renovar o agradecimento aos cinegrafistas, aos fotógrafos, aos jornalistas que aqui comparecem pessoalmente, aos jornalistas que nos acompanham virtualmente e também aos que assistem, neste momento, à transmissão desta coletiva, aqui direto da sede do governo de São Paulo. Primeira boa informação de hoje é sobre vacinação. A vacinação dos profissionais de segurança pública, no Estado de São Paulo, começa no dia 5 de abril. No dia 5 de abril, o governo do Estado de São Paulo começa a imunizar 180 mil profissionais da área de segurança pública, que atuam no Estado de São Paulo. São aqueles que estão na ativa, na linha de frente, na proteção à população e na ajuda também aos profissionais de saúde e àqueles que garantem os serviços essenciais aqui no Estado de São Paulo. Serão vacinados os policiais militares, policiais bombeiros, policiais civis, policiais da Polícia Científica, agentes de segurança e agentes de escolta penitenciária, além dos efetivos de todas as Guardas Civis Metropolitanas municipais. Esses profissionais são essenciais e estão diariamente expostos nas ruas, e estão cumprindo o seu dever e a sua obrigação de proteger a população, mas protegem também aqueles que estão nos trabalhos essenciais, principalmente os que estão na linha de frente, que são os profissionais da saúde. O secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, General João Campos, dará mais detalhes sobre este programa de vacinação, de todas as forças de segurança do Estado de São Paulo, que, repito, começam a ser vacinados no dia 5 de abril. Outra boa informação, também sobre vacinação: A partir do dia 12 de abril, São Paulo começa a vacinar os profissionais da educação. No dia 12 de abril, começamos a vacinar 350 mil profissionais da educação, que atuam da creche ao ensino médio no Estado de São Paulo. Nesta primeira etapa de vacinação dos profissionais de educação, serão imunizados 350 mil professores, diretores de escola, inspetores de alunos e profissionais que trabalham diretamente nas escolas da rede municipal, rede estadual e a rede privada de ensino do Estado de São Paulo. O secretário de Educação, Rossieli Soares, dará mais detalhes sobre este programa de vacinação, que, repito, começa no dia 12 de abril, em todo o Estado de São Paulo. Mais uma boa informação, ainda sobre vacina, a vacina que salva, a vacina do Butantan, a vacina que está no braço de nove em cada dez brasileiros até o presente momento. O governo do Estado de São Paulo antecipa a vacinação das pessoas idosas de 69, 70 e 71 anos para esta sexta-feira, dia 26 de março. Repito: As pessoas com 69, 70 e 71 anos começarão a ser vacinadas nesta sexta-feira, dia 26 de março. Inicialmente, estava previsto para o início no dia 27 de março, sábado, mas nós conseguimos antecipar em um dia, para 26 de março, sexta-feira, a vacinação dos idosos nessa faixa etária, repito, 69, 70 e 71 anos. São nossos avós, nossos pais, nossos parentes, com mais idade, portanto a população vulnerável no Estado de São Paulo, e a otimização da entrega das vacinas do Butantan, e a logística da Secretaria da Saúde estão permitindo a antecipação da vacinação para o atendimento dessa faixa etária de 69, 70 e 71 anos. Isso significa uma população de cerca de 910 mil pessoas, que serão vacinadas aqui em São Paulo. Eu hoje fui acompanhar a vacinação, no posto do Butantan, das pessoas com mais idade. Fiquei muito sensibilizado, chorei ao me encontrar a uma senhora que me deu o seu depoimento. Ela estava recebendo a segunda dose da vacina do Butantan. Por alguns segundos, eu lembrei dos meus pais, lembrei dos meus avós, que já não os tenho, e sei da alegria dos que ainda podem ter os seus pais ao seu lado e os seus avós, também. Protejam seus pais, protejam seus avós, com a vacina. Fiquei muito sensibilizado com o que assisti neste posto de vacinação, aqui no bairro do Butantan, em São Paulo. É uma das coisas que nos dá força e determinação, diante de um momento tão duro, tão difícil da vida brasileira, com quase 300 mil mortos, quando nós acompanhamos a vacinação das pessoas com mais idade. A alegria que expressam no olhar, no sentimento, no sorriso, nos gestos, não tem preço. Isso me fortifica, e eu tenho certeza que, aos familiares, aos próprios que são vacinados e a todos nós, aqui no governo do Estado de São Paulo, nos traz força, nos traz esperança e enche o nosso coração com vigor, diante de tantas maldades que se cometem, de tantas atrocidades que o país está vivenciando. São essas pessoas, de idade, que são exemplos do valor à vida. A coordenadora estadual de vacinação, a Dra. Regiane de Paula, dará mais detalhes sobre esta antecipação da vacinação. Quarta boa notícia, a boa notícia: mais vacinas do Butantan. Hoje pela manhã, entregamos no Butantan 2,2 milhões de novas doses da vacina do Brasil, a vacina de São Paulo, para o Ministério da Saúde, para a imunização dos brasileiros. Com esta entrega, de 2,2 milhões de doses, nesta manhã, nós já entregamos para vacinação dos brasileiros, de norte a sul, de lesta a oeste do Brasil, 27,8 milhões de doses da vacina. Repito: 27,8 milhões de doses da vacina do Butantan para a imunização dos brasileiros. São 27,8 milhões de brasileiros salvos da Covid-19. O Instituto Butantan continua trabalhando 24 horas por dia na produção das vacinas, e este total, de 27,8 milhões de doses, é mais do que a totalidade daquilo que a Alemanha, o país líder da Europa, já vacinou até o presente momento. Sobre a entrega de novas vacinas, da vacina do Butantan, vai falar o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas. Nós todos, Dimas, ficamos muito felizes em podermos ajudar o Brasil e os brasileiros a serem salvos com a nossa vacina. Essa é uma vacina que existe, não é uma promessa, é uma realidade, a vacina que está indo no braço dos brasileiros, principalmente de brasileiros e brasileiras de mais idade, que muitas vezes choram de alegria ao receberem a vacina do Butantan. Enquanto nós outros choramos de tristeza com promessas que não são cumpridas. Quinta informação de hoje: fiscalização. A força-tarefa do governo de São Paulo, ao lado da prefeitura municipal de São Paulo, fechou mais de 716 festas clandestinas e comércios que funcionaram irregularmente, aqui na capital de São Paulo, durante a fase emergencial, e também na Grande São Paulo, litoral e no interior do Estado de São Paulo, sempre em comum acordo com as prefeituras municipais e a liderança de prefeitas e prefeitos, que são conscienciosos e entendem a importância de seguirem a orientação do Plano São Paulo, do governo do Estado de São Paulo e de protegerem a vida dos seus concidadãos. Desde o dia 26 de fevereiro, a força-tarefa do governo do Estado de São Paulo, e aqui na prefeitura da capital, nós já fechamos festas clandestinas, comércios irregulares e até mesmo cassinos. Foram 14.495 fiscalizações realizadas. Quero cumprimentar o prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas, o vice-prefeito da capital, Ricardo Nunes, que, ao lado do governo do Estado de São Paulo, colocaram todos os esforços da Vigilância Sanitária, Guarda Civil Metropolitana, para, junto com o governo do Estado, formarem essa força-tarefa, que também tem a participação da Polícia Militar, Polícia Civil, Vigilância Sanitária, do Procon e da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo. Vamos continuar coibindo festas clandestinas, evitando aglomerações e fechando estabelecimentos irregulares. E o que impressiona... Ontem tivemos a reunião geral deste grupo, denominado Força-Tarefa, e verificamos que muitas dessas festas, além de provocarem aglomerações e com isso estimularem a infecção e, lamentavelmente, também a propensão ao óbito das pessoas que frequentam essas aglomerações, identificamos também bebidas falsas, tráfico de entorpecentes e prostituição infantil. Portanto, essa força-tarefa está de parabéns por aquilo que vem realizando, e eu quero, em especial, cumprimentar a Polícia Civil e a Polícia Militar do Estado de São Paulo. Vamos então, pela ordem, falando sobre polícia e segurança, com general João Campos, secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, para anunciar a vacinação dos profissionais de segurança do Estado de São Paulo, a partir do dia 5 de abril. General João Campos.

JOÃO CAMPOS, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SEGURANÇA PÚBLICA: Sr. Governador, senhoras e senhores, boa tarde. Sr. Governador, gratidão é algo que não se prescreve. O senhor tem acompanhado nosso trabalho, desde o início do governo, e particularmente desde o início da pandemia, onde nós potencializamos a atividade policial. E nessa potencialização, nos submetemos a elevadíssima exposição. Me permita listar alguns aspectos, que fazemos no cotidiano, e às vezes não são percebidos nesse contato com a população: as abordagens administrativas, as abordagens de suspeitos, as prisões, os confrontos, as dispersões, as ações em aglomerações e blitz, as investigações, as abordagens, os atendimentos em balcões de delegacias, os resgates em milhares e milhares de acidentes, as emergências, com os nossos bombeiros apoiando o SAMU... Uma coisa curiosa é que os médicos e os enfermeiros do SAMU são vacinados, mas os bombeiros não eram. As atividades em locais de perícia, com altíssima contaminação, as perícias e os laudos. Sr. Governador, a vacina aos policiais, aos guardas civis municipais, aos agentes penitenciários, se me permite ali o Coronel Nivaldo, chegam como uma bênção. Somente o sistema da Secretaria de Segurança Pública, até ontem, nós perdemos 79 policiais da ativa, 56% deles entre 46 e 55 anos. Uma tragédia. Vacinaremos mais de 112 mil policiais militares, civis, da Técnico-Científica e também os nossos guardas municipais e agentes penitenciários. Possivelmente, Sr. Governador, faremos uma reunião hoje ainda, mas aplicaremos a mesma experiência que tivemos ano passado, em solicitação ao Butantan, quando testamos os nossos policiais, fizemos o teste neles. Esses policiais, Sr. Governador, não podem estar aqui, policiais militares, civis, técnico-científicos, agentes, não podem estar aqui para manifestar sua gratidão. Mas eu posso, Sr. Governador. Em nome deles todos, muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, General João Campos. Nós, repito, a partir do dia 5 de abril estaremos vacinando todos os profissionais da ativa de segurança pública do Estado de São Paulo. General João Campos, quero também agradecer aqui à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, na pessoa do seu novo presidente, deputado Carlão Pignatari, e do seu ex-presidente, deputado Cauê Macris, hoje secretário-chefe da Casa Civil do governo do Estado de São Paulo, por ter nos ajudado e contribuído também para que este projeto, que este programa de vacinação pudesse ser anunciado hoje e praticado já a partir do dia 5 de abril. Agora, vamos ouvir Rossieli Soares, secretário de Educação do Estado de São Paulo, já que vamos vacinar também os professores e os profissionais que atuam nas escolas públicas municipais, estaduais e privadas, em São Paulo, a partir do dia 12 de abril. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO: Obrigado, governador. Hoje é um dia de muita emoção. Nós somos mais de um milhão, somente na educação básica de profissionais, é um número muito expressivo. Mas mais do que isso, governador, hoje é um dia de esperança para o professor, que quer, sim, voltar, que tem seus medos, mas que sabe da importância da escola, de estar com seu estudante. Para o pai, para a mãe, que sabe da importância da educação. Nós estamos brigando muito. A educação é essencial, ela é fundamental para a sociedade. A única coisa que vai realmente mover a nossa sociedade para outro patamar, de todas as áreas, é a educação, isso é mais do que comprovado. E hoje a gente está falando de mais uma vez ter educação como essencial, aprendizagem como essencial, as crianças aprendiam a alfabetização no final do primeiro ano, 56% das crianças eram alfabetizadas ao final do primeiro aninho, antes desta pandemia, hoje este número não chega a 21%, e este número traz ainda em si mais desigualdades, porque aqueles que estão aprendendo não são aqueles que mais precisam, todos precisam, mas aqueles que mais precisam estão aprendendo ainda menos, por isso hoje é um dia, realmente, de muita felicidade. Governador, muito obrigado pela confiança, e eu queria começar agradecendo ao nosso governador, por ter tomado essa decisão, que não é simples, não é fácil, infelizmente o Governo do Estado de São Paulo foi o único que, realmente, correu atrás de termos uma vacina viável e que hoje temos condição de estar vacinando o Brasil, porque, mais uma vez, o Plano Nacional de Imunização falha no mês de março, e isso vai dificultando cada vez mais as coisas. Então, governador, meu reconhecimento público ao que está se fazendo aqui, e eu tenho certeza que o Brasil vai, em todos os governos, também buscar priorizar a educação, como a gente está buscando fazer aqui em São Paulo. E queria agradecer muito a equipe da saúde, governador, também, trabalho incansável, agradecer ao secretário Jean, mas ao secretário executivo, Eduardo, a Regiane, que tem trabalhado incansavelmente, a Tati, muito obrigado por acreditarem que educação é um caminho também pra saúde. Vamos lá, nos detalhes, pode passar. Nós começamos a vacinação, portanto, no dia 12 de abril, com todos os profissionais da educação, e eu queria destacar isso, porque professor, obviamente, todos nós sabemos da sua importância, queridos professores, mas todos os profissionais que fazem a escola funcionar, e aqui é atrelado à escola, não é à formação, é à escola, estar operando, trabalhando lá na escola, fazendo funcionar a escola, estes serão vacinados com 47 anos ou mais, a partir do dia 12 de abril, são 350 mil pessoas. Algo importante, isso serve pra educação infantil, pros anos iniciais, pros anos finais do ensino fundamental e para o ensino médio, nesta etapa nós estamos começando com educação básica, que é, sim, nossa prioridade absoluta, educação é essencial, educação básica é essencial, nós estamos fazendo e falando, trabalhando sobre isso há meses, e aqui na vacinação não é diferente, isso serve pra todos, algo que a gente discute e fala sempre aqui, quando possível, quando o tema vem à baila, que é, não é pro aluno só de uma rede ou de outra, é pra rede estadual, é pra rede municipal, inclusive pra privada, porque os filhos que estão em casa, sofrendo, são de todas as redes e, por isso, essa vacinação também vai atender a todas as redes. Um detalhe importante, pra quem é da rede privada, nós vamos, neste primeiro momento, fazer uma exigência, certo, vai ter o pré-cadastro, que vai estar lá no nosso site, vou já falar sobre isso, mas nós vamos ter uma exigência de um contracheque no mínimo dos últimos dois meses, pra fins de comprovação, pra evitar fraude de gente entrando na escola privada agora, para que tenha a vacinação, obviamente, nós vamos estar acompanhando e monitorando com os nossos sistemas, esse processo nos próximos dias. Pode passar. São 350 mil profissionais, que serão vacinados, da educação, com 47 anos ou mais, 40% dos profissionais da educação básica, e destaco isso de novo, é o professor, é o nosso agente de organização escolar, por exemplo, que é tão importante na rede estadual, tem escolas que tem outras funções, com outros nomes, as pessoas trabalham na escola, é pra quem está na escola, e é esse um grande passo pra que a gente possa ter educação, realmente, voltando e, cada vez mais, voltando com isso, trazendo a qualidade de novo. Hoje é um dia de muita emoção, queria agradecer a todos aqueles que se dedicaram, que sabem que, e eu sempre fiz esse discurso, a volta às aulas não é somente quando tivermos a vacina, a volta às aulas é sempre que pudermos, nesse momento estamos sofrendo mais, e precisamos apoiar toda a sociedade, ficando em casa o máximo possível, as escolas estão abertas nesse momento pra servir alimentação pra quem precisa, pra usar equipamentos pra quem precisa, em muitas cidades, as escolas têm gente lá trabalhando, pra essas pessoas, a esperança de mais segurança, de mais qualidade nas possibilidades do nosso trabalho, tá chegando, dia 12 de abril, governador, é o dia mais importante pra educação nesses últimos 12 meses, com certeza, porque é uma grande esperança pra muitos que estão querendo, seja profissional da educação, sejam os nossos pais. Muito obrigado e boa tarde a todos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Rossieli Soares. Nós vamos agora num outro tema importante, uma notícia muito boa para os que tem avós, que tem pais, pessoas que estão na faixa etária de 69, 70 e 71 anos, que é a antecipação da vacinação pra essas pessoas, e quem fala é a Regiane de Paula, que é a coordenadora estadual de vacinação em São Paulo. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA ESTADUAL DE VACINAÇÃO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Boa tarde a todos. Hoje, realmente, é um dia de alegria, estive com o governador, com o Dr. Dimas, o secretário Jean também, no Butantan, estive com o senhor e vi a emoção na unidade básica de saúde, foi, realmente, impactante, então, hoje, a gente traz que nós vamos antecipar pro dia 26 de março a população de 69, 70 e 71 anos, o que representa 910 mil idosos, nós também, então, hoje, já anunciamos a segurança pública e administração penitenciária, que no dia cinco de abril começa a vacinar 180 mil profissionais e também os profissionais da educação, a partir de 47 anos, com a data de início no dia 12 de abril, 350 mil pessoas. O que eu gostaria de ressaltar aqui é que todos os públicos que nós temos aberto, e toda vacinação que temos feito é com a vacina do Butantan, se tivéssemos mais vacinas, mais públicos alvo conseguiríamos fazer, e abrir novos públicos alvo, temos trabalhado incansavelmente, sob a sua liderança, governador, pra que isso aconteça, e hoje a vacina do Butantan, é ela que faz com que o Programa Nacional de Imunização e o Programa Estadual de Imunização esteja em pé, então, isso é, Dr. Dimas, fica aqui o nosso agradecimento, uma vez mais. Olhando, então, pro nosso vacinômetro, quase virando cinco milhões de doses aplicadas, 4.998.881 doses, sendo que de primeira dose 3.723.171 doses, e de segunda dose 1.275.710 doses, de novo e mais uma vez, eu solicito que todos aqueles que forem se vacinar, façam seu pré-cadastro no vacinaja.sp.gov.br e também fica aqui a minha solicitação a todos os municípios, que rapidamente digitem os dados das pessoas vacinadas na plataforma VaciVida, com isso a gente consegue ter não só em números absolutos, mas também em percentual da população um quadro muito mais aprimorado daquilo que a gente já vem fazendo com os 645 municípios. Obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane, daqui a pouquinho nós vamos voltar a você, quando o vacinômetro chegar a cinco milhões de vacinados em São Paulo, é o Estado que mais vacina no Brasil, com velocidade, com eficiência, com programa estadual de vacinação bem feito e bem elaborado, na logística e numa ação bem coordenada com as prefeituras municipais, o nosso grupo, a nossa força tarefa de vacinação se reúne todas as quintas-feiras, eu participo e coordeno essa reunião, ao lado de vários secretários de Estado, e também dos representantes dos municípios, e é isso que está permitindo uma vacinação efetiva, eficiente, sem perdas e com muita velocidade. Agora, precisamos de mais vacinas, eu espero que o Governo Federal, ao invés de prometer, prometer, prometer, faça chegar, chegar e chegar vacinas, pessoalmente estou cansado de ouvir promessas de chegada de vacina, no dia seguinte a promessa é reduzida, no dia seguinte ela é reduzida, no outro dia ela é reduzida, quando nós aumentamos o número de casos, aumentamos o número de óbitos, o Ministério da Saúde informa que reduz o número de expectativa de vacinas, e eu quero dizer que expectativa de vacina não vai no braço do brasileiro, fere a alma e a esperança dos brasileiros, o que vai no braço do brasileiro é a vacina, portanto, ao Ministério da Saúde, ao novo ministro, que espero que tenha sucesso, pelo bem do Brasil, que ele providencie as vacinas, as outras vacinas para os brasileiros. Nós vamos agora dar uma outra boa notícia, que é essa da força, perdão, dar a boa notícia, que é da entrega de mais dois milhões e 200 mil doses da vacina do Butantan, repito, Dimas Covas, de cada dez vacinas que são aplicadas hoje no Brasil, nove vão no braço dos brasileiros, são as vacinas do Butantan, quero agradecer a você, em nome de toda equipe do Butantan, os cientistas, os profissionais, eu estive visitando o Butantan esta semana, 24 horas por dia, são quatro turnos de trabalho, jovens, são quase mil pessoas trabalhando, de madrugada, de dia, de tarde, de noite, sábado e domingo, vou fazer uma nova visita, inclusive, em breve, pra cumprimentar e agradecer essas pessoas, que cada dose da vacina é uma vida que é salva no Brasil. Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Obrigado, governador, uma satisfação imensa entregar vacinas e hoje entregamos dos milhões e 200 mil doses, com isso, 27,8 milhões já entregues, semana que vem entregaremos mais oito milhões e 400 mil doses, seis milhões na segunda-feira, dois milhões e 400 na quarta-feira. Com isso, governador, nós vamos completar 36 milhões e 200 mil doses de vacinas entregues em menos de três meses, reforço, 36,2 milhões, 36 milhões e 200 mil vacinas entregues em menos de três meses. Devemos lembrar que o contrato com o Ministério foi assinado no dia sete de janeiro, sete de janeiro, né, e terminamos março com esse quantitativo, faltarão, né, em torno de dez milhões de doses pra completar o primeiro contrato, que pretendemos integralizar já na primeira quinzena, ou nos primeiros 20 dias de abril, e já entrar no segundo contrato, de 54 milhões de doses. Não só isso, governador, o Butantan é o maior produtor de vacinas do Brasil, né, nesse momento, com a vacina CoronaVac, mas também com a sua vacina da gripe, entregamos hoje também sete milhões e 300 mil doses, é a primeira entrega de vacinas da gripe para a campanha desse ano, que deverá se iniciar agora, na primeira quinzena de abril, já estamos entregando, começamos com esse volume de sete milhões e 300 mil doses hoje, já encaminhadas ao Ministério da Saúde. E vamos entregar 80 milhões de doses de vacina da gripe até meados de maio, ou seja, a maior de produção de vacinas da gripe do Hemisfério Sul, estamos entregando ao Ministério até maio. São as boas notícias de hoje, governador. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ótimas notícias, muito obrigado, Dimas. Vamos agora a última informação de hoje, que é o programa de fiscalização que o Governo de São Paulo implementou, com uma força-tarefa, envolvendo a área de saúde, a área da Polícia Militar, Polícia Civil, Guarda Civil Metropolitana e todo sistema de fiscalização sanitária e o Procon, e também os dados da semana epidemiológica, com o Jean Gorinchteyn, secretário da saúde do Estado de São Paulo.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Estamos na 12ª semana epidemiológica do ano de 2021, estamos na segunda semana da fase mais restrita do Plano São Paulo, a fase emergencial, onde temos ocupação de 92,3% das UTIs no Estado de São Paulo, a grande São Paulo representa 91,7% de ocupação. O que eu gostaria de ressaltar aqui, que nós temos, hoje, 12.442 pacientes internados nas unidades de terapia intensiva, ontem nós tínhamos 12.317 pacientes, portanto, um número bem menor do que aqueles que nós vínhamos acompanhando nas semanas anteriores, de aporte de quase 300 pacientes por dia, isso pode, sim, ser já um sinal do faseamento vermelho e também da nossa fase emergencial, em que ocorre a restrição da circulação de pessoas. Quando nós olhamos o índice de isolamento no Estado, nós, na segunda-feira, tivemos 43%, na terça-feira tivemos já um incremento de 45%, foi praticamente um ponto percentual em relação à semana passada, esse um ponto percentual significa que nós diminuímos a circulação de três milhões de pessoas nas ruas, queremos mais, nosso objetivo eram quatro milhões, mas chegamos à redução de três milhões de pessoas circulando a menos no nosso Estado. Hoje nós temos como aportado como número de casos 2.352.438 milhões, óbitos computados, 68.904 mil. O que nós observamos, a média diária de casos, internações e óbitos, revelam um aumento ainda de 17,7%, as internações também em relação à décima primeira para a décima semana tiveram o incremento de 18,8%, e no número de óbitos, 35,4%. O que nós temos, um dado bastante importante, que deve ser considerado, ontem nós tivemos aportado 1.021 casos de óbitos apresentados. Nós até discutimos que esse número de casos ele era acima da média, mas deveria ser sim considerado, podendo se relacionar com eventual possibilidade de casos que não haviam sido colocados e aportados. E hoje, novamente tivemos uma outra questão envolvida, que é a mudança do sistema SIVEP-Gripe, pelo Ministério da Saúde, fazendo alterações especialmente nos aportes de dados, com incrementos de registros como número de CPF, cartão SUS, o que burocratizou a informação para os próprios municípios. Dessa maneira burocratizar sem avisar fez com que nós não tivéssemos aportado por grande parte do número de municípios do país, o número real de óbitos. Dessa maneira nós tivemos 24,3% de queda do número de óbitos em relação a ontem, só sendo aportados 281 casos, o que trouxe e chamou bastante a atenção para uma queda tão pronunciada e não esperada para esse momento. Estamos ampliando e aumentando a vacinação, com grupos etários cada vez com faixas etárias menores, para que dessa forma possamos proteger os idosos, especialmente que correspondem a 77% daqueles que evoluem de forma grave e fatal. E também mais profissionais, especialmente aqueles profissionais que estão na linha de frente nas suas atuações, e dessa maneira também bastante expostos ao risco do COVID-19. Estamos aumentando leitos, estamos garantindo a distribuição de oxigênio e medicamentos para todo o Estado. Mas também estamos fiscalizando. Sob à liderança do governador João Doria foi criada a força tarefa, a força tarefa essa que é composta pela Polícia Militar, pela Polícia Civil, pela Guarda Civil Metropolitana aqui do município de São Paulo, assim como as vigilâncias sanitárias do município e do Estado, e também do Procon. Com essas ações, desde o dia 16, último, nós tivemos 14.495 mil ações de fiscalização. Cerca de 716 festas foram encerradas, e todos os comércios irregulares foram autuados e tiveram as suas portas fechadas. Eu gostaria de mostrar um vídeo que ressalta a importância desse grupo, que é de extrema habilidade, e faz com que nós estejamos, assim como todas as outras medidas de vacinação, leitos, garantindo e protegendo a vida da nossa população. Por favor, o vídeo.

APRESENTAÇÃO DE VÍDEO: "Espero que os senhores respeitem o trabalho da polícia, porque nós vamos respeitar cada um dos senhores, de modo que nós vamos fazer nosso procedimento, e queremos que vocês colaborem". 'Uma festa foi fechada por essa força tarefa, em Interlagos, com cerca de 50 pessoas. Interlagos fica na zona Sul aqui de São Paulo. Essa fiscalização teve o apoio de todas essas frentes, com a Polícia Civil, a Polícia Militar, e a vigilância". "A secretaria do Estado encerrou 619 festas clandestinas só nas últimas três semanas". "A polícia fechou um cassino clandestino na zona Sul de São Paulo, o jogador Gabigol, o cantor MC Gui, e outras 150 pessoas foram detidas".

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Governador, eu quero agradecer exatamente o apoio de todos aqueles que fazem e fizeram parte dessas ações, e dizer que nós não estamos em festa, nós não temos absolutamente nada para festejar. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Jean Gorinchteyn. Meu agradecimento a todos que fazem parte dessa força tarefa no governo do Estado de São Paulo e na prefeitura da capital e São Paulo, e também nas demais prefeituras que já estão com os seus grupos de trabalho em ação diuturnamente, principalmente noturnamente, em todo o Estado de São Paulo. Agora eu queria dar uma boa notícia para vocês aqui em tela, colocar o nosso resultado de vacinação no Estado de São Paulo, é vibrante, e isso eu vou passar para você, Regiane de Paula, mais de 5 milhões de brasileiros de São Paulo vacinados, uma vitória, nós temos mais de 5 milhões de pessoas vacinadas aqui no Estado de São Paulo. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA ESTADUAL DE VACINAÇÃO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Realmente é uma grande vitória, é uma luta diária, e novamente a vacina do Butantan é a vacina que está no braço não só dos paulistas, mas de todos os brasileiros. E nós acabamos de virar 5.001.306 milhões de doses. De primeira dos, 3.724.706 milhões, e de segunda dose, 1.726.600 milhão. Com certeza avançaremos muito mais, governador, sob à sua liderança, com a do Jean, com a ajuda do Butantan e com mais vacinas o Estado de São Paulo seguirá nesse ritmo vacinando a sua população, para que a gente possa ter dias melhores. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado. Eu sei que nós estamos em um momento difícil, em um momento duro, trágico do país, mas podemos alcançar 5 milhões de pessoas vacinadas, levando no braço a vacina do Butantan, cada vacina salva uma vida, independentemente da segunda dose, pessoas vacinadas não morrem de COVID-19. Então são 5 milhões de brasileiros salvos aqui em São Paulo, e é o que eu desejo para todos os brasileiros de todo o país. Bem, vamos agora, as perguntas serão feitas pela ordem pela TV Cultura, The Wall Street Jornal, CNN Brasil, o Jornal A Tribuna, aqui do litoral de São Paulo, TV Globo, Globo News, a Rádio e TV Bandeirantes, e Band News, o Portal UOL, e a TV Record. Pela ordem então vamos com a TV Cultura, com você, Maria Manso. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde. Pela fase emergencial todos os esportes coletivos estão proibidos. Mas a gente viu essa semana que alguns times do Campeonato Paulista foram levados para a cidade de Volta Redonda no Rio de Janeiro, para realizar lá as partidas, e em troca, ou em contrapartida, doaram respiradores para a prefeitura de Volta Redonda. Eu queria saber como é que vocês veem isso? Já que de qualquer maneira, jogadores e funcionários dos times estão se expondo à contaminação, depois eles vão voltar para São Paulo e podem contaminar também as suas famílias. Por favor.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria, sua pergunta será respondida pelo doutor José Medina, que é integrante do centro de contingência de COVID-19, e se necessário, com comentários do doutor Paulo Menezes. Ah, o Medina não está aqui, desculpe. Então, Paulo Menezes, ou João Gabbardo. Ele estava conosco na reunião agora pouco, perdão. Então vamos com o doutor Paulo Menezes, e se necessário, com comentários do doutor João Gabbardo. Perdão.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador. Boa tarde. Boa tarde, Maria. Nós temos acompanhado a pressão enorme que as federações, a confederação tem feito para que não se interrompa os jogos. O posicionamento do centro de contingência é claro, nesse momento é preciso suspender todo tipo de atividade, realmente o risco seja possível suspender. Então nós mantemos a posição do centro de contingência de não haver nesse momento nenhum tipo de atividade esportiva como os jogos do Campeonato Paulista, ou de outros campeonatos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, doutor Paulo Menezes. Maria Manso, muito obrigado. Vamos agora à uma pergunta online da Samanta Person, que é correspondente do The Wall Street Jornal. Samanta, boa tarde. Bem-vinda mais uma vez, você já está em tela. Sua pergunta, por favor.

SAMANTA PERSON, REPÓRTER: Boa tarde, muito obrigada. Eu queria saber um pouquinho mais sobre os jovens [Ininteligível], a proporção de jovens internado tem aumentado. Pode dar mais detalhes sobre isso? E também queria saber, isso é porque os jovens estão saindo mais, ou porque o P1 pode ser mais letal mesmo? Obrigada.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL: Samanta, vai responder à sua pergunta o doutor Jean Gorinchteyn, médico infectologista do hospital Emílio Ribas, e secretário da Saúde de São Paulo.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Nós temos observado que ainda os idosos e portadores de comorbidades correspondem à maioria dos pacientes internados nas Unidades de Terapia Intensiva, porém, com essa fase, com essa segunda onda nós estamos vendo mais jovens, aqueles menores de idades, com idades menores do que 60 anos, e até mesmo jovens com 20, 25 anos, que estão apresentando formas graves. Esse número, percentualmente ainda é pequeno, tendo o incremento de 15% para 22% em relação àquilo que nós víamos na primeira onda, mas de toda forma, representa exatamente o fato de essas pessoas estarem se expondo mais, de uma forma até irresponsável, sem uso de máscara, participando dessas aglomerações e festas clandestinas. E dessa forma, não só elas próprias se contaminando, mas contaminando as pessoas no seu entorno. Então dessa forma, a maioria dos casos ainda nas UTIs são de idosos, porém, nós tivemos esse incremento de fases mais jovens, também com formas mais graves.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Samanta, muito obrigado, pela sua participação. Continue conosco, se você puder, acompanhando a coletiva. Vamos agora à CNN Brasil, com a jornalista Bruna Macedo. Bruna, mais uma vez, bem-vinda. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

BRUNA MACEDO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, para todo mundo. A minha pergunta é relacionada aos insumos, diretamente ao kit de intubação, o Estado de São Paulo, a secretaria divulgou hoje que temos um estoque aí de kit de intubação, de medicamentos suficientes para uma semana. Em contrapartida o Ministério da Saúde diz que comprou mais medicamentos, e que eles devem ser entregues e chegar nos estados até 72 horas. Eu queria saber se a gente já sabe quanto desse medicamento fica aqui em São Paulo, e aí vai ser suficiente para quanto tempo? E ainda nessa questão eu queria saber se houve alguma resposta do Ministério da Saúde, ou de algum órgão específico, com relação àquela questão de poder substituir em caso de falta os medicamentos que são aplicados hoje, para intubação? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: A Secretaria de Saúde já se antecipou, já há vários dias, no sentido de poder estar distribuindo medicamentos para todo o Estado, uma vez que nós estamos tendo um volume de novos pacientes que precisam de intubação, portanto, o kit intubação consta com anestésicos, medicações que são relaxantes musculares. Só que não é impeditivo apenas de São Paulo, o país inteiro corre atrás desses insumos, e é natural que eles acabem estando mais escassos. Frente a isso nós já tivemos compra emergencial, adquirimos mais medicações, mas em paralelo, nos preparamos junto com a Sociedade Brasileira de Anestesia, fazendo com que nós pudéssemos mudar alguns protocolos, protocolos esses que garantam a segurança e a qualidade na assistência desses pacientes, com medicações que ainda estão disponíveis. Então não apenas compramos mais insumos, essas medicações para o kit intubação, como ao mesmo tempo modificamos alguns protocolos para que nos dê a segurança da garantia de assistência à nossa população.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Nós estamos no ar ao vivo pela TV Cultura, TV Band News, TV Record News. Vamos agora à uma pergunta online, do jornalista Mateus Miller, do Jornal A Tribuna, aqui de Santos, no litoral de São Paulo, nossa Baixada Santista. Mateus, boa tarde. Bem-vindo. Sua pergunta, por favor.

MATEUS MILLER, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Bom, muitas prefeituras decretaram lockdown e também fechando serviços considerados essenciais, como os supermercados. Isso provocou uma crise, um desabastecimento em várias cidades. Como o senhor observa essa questão, o fechado dos supermercados? Na Baixada Santista, por exemplo, eles serão fechados aos finais de semana, a partir de agora, terça-feira, lockdown aqui.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Mateus, vou começar a resposta e vou pedir ao Dr. Paulo Menezes ou o Dr. João Gabbardo para complementar. Mas muito significativa a sua pergunta, para uma orientação a prefeitos e prefeitas do interior do Estado de São Paulo, Região Metropolitana, e também da Baixada e de todo o litoral. A recomendação expressa do governo do Estado de São Paulo, através do Plano São Paulo, é não fechar supermercados. Repito: Não fechem supermercados, supermercados representam pontos de abastecimento fundamental para a população, na sua operação, não importa o tamanho do supermercado, pequeno, médio, grande. Os supermercados devem ser mantidos abertos. Agora, os supermercados, e nós já orientamos à APAS, a Associação Paulista de Supermercados, para que mantenham um rígido protocolo sanitário. Primeiro, no limite de 40% da ocupação permitida nos supermercados. Segundo, a orientação para que as pessoas se dirijam ao supermercado apenas uma pessoa, supermercado não pode ser considerado um programa de lazer. Para fazer uma compra essencial, comprar, se retirar, retornar para sua casa. Não é para levar a família, os filhos, parentes e animais domésticos. É para a busca da essencialidade. Tomar a temperatura de todos aqueles que ingressam nos supermercados e exigir máscaras. E, se não tiver máscaras, o próprio estabelecimento pode disponibilizar aos seus clientes. O mesmo vale para funcionários, fornecedores e repositores. Pelo Centro de Contingência, fala João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador. Eu acho que o governador foi muito claro em relação à questão do supermercado. O Centro de Contingência não se posiciona favorável ao fechamento do mercado, mas aponta os cuidados que devem ter. Não é uma situação em que as pessoas vão ter um contato maior, então se deve fazer o possível para que não haja aglomeração. Então, as recomendações de uso de máscara, de utilização de álcool gel na entrada, na saída do supermercado, são fundamentais. E evitar ao máximo levar outras pessoas. Ideal é que a pessoa vá individualmente fazer as compras, fique o menor tempo possível no supermercado. E aí, uma questão que eu acho bastante importante: não vai haver proibição, mas o ideal é que as pessoas fossem ao supermercado para fazer as aquisições daquilo que é essencial, no alimento, material de higiene. Não é pra ir em supermercado para comprar ar-condicionado, bicicleta, comprar roupa, porque isso faz com que a pessoa fique mais tempo no supermercado e aumenta, aumentando o tempo de exposição, aumenta o risco. Então, para ir para o supermercado para comprar materiais de higiene e material de alimentação, o Centro de Contingência é favorável. Fique o mínimo de tempo possível, evite as aglomerações, tanto nos caixas, nas filas e mesmo nos corredores dos supermercados. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Apenas um esclarecimento, aproveitando, Mateus, que você ainda está aqui em tela conosco. Não é para contraditar o que disse João Gabbardo, mas apenas para esclarecer: São Paulo não coloca nenhuma restrição a qualquer tipo de consumo, em mercados, supermercados e hipermercados. Nós não fecharemos gôndolas, prateleiras de consumo de outros produtos. Nós entendemos que esse é um direito do consumidor. Porém, não recomendamos e, de novo, que os protocolos sanitários sejam obedecidos pelos supermercados. Até onde sabemos, têm sido cumpridos, mas vale reforçar, através da APAS, Associação Paulista de Supermercados, para que façam uma nova comunicação aos seus associados, reforçando essa orientação do governo do Estado de São Paulo, do Centro de Contingência, do Plano São Paulo, para obediência a esses protocolos sanitário. E que as pessoas se dirijam para comprar aquilo que é essencial nos supermercados, deixando outras compras para o momento oportuno, quando tivermos uma faixa adequada do Plano São Paulo, que permita a circulação, que, neste momento, não é o caso. Muito obrigado, Mateus. Se puder, continue nos acompanhando aqui pelo jornal A Tribuna, e também a TV Tribuna. Nós vamos agora à TV Globo, GloboNews, com a jornalista Daniela Gemniani. Daniela, boa tarde, bem-vinda. Sua pergunta, por favor.

DANIELA GEMNIANI, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Eu vou tomar a liberdade de hoje só tirar dois esclarecimentos. Primeiro, até complementando o que a minha colega perguntou anteriormente. Porque o presidente da Federação das Santas Casas, e também dos hospitais filantrópicos no Estado de São Paulo, Edson Rogatti, ele disse que as Santas Casas do Estado têm estoque de medicamento para intubação para apenas 10, 15 dias no máximo, em alguns casos o estoque duraria quatro dias, que os gestores não estão conseguindo realizar as compras e que a situação é crítica e já foi comunicada, tanto ao governo estadual quanto ao governo federal. Eu queria saber, nesse caso, o posicionamento do governo estadual, o que está fazendo em relação a esses problemas, se tem previsão de novas compras pra esses hospitais. E aí a segunda pergunta é sobre o comitê que foi citado pelo presidente Jair Bolsonaro, com os governadores e também com o congresso. Governador, gostaria de saber a sua posição, enfim, se o senhor vai participar, se foi chamado. É isso, obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniela. Vamos então à primeira pergunta, com Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Nós nos antecipamos exatamente às compras, porque, caso nós não tivéssemos assim feito, esse estoque não daria para 10 ou 15 dias. Por isso, foi também necessário, ao mesmo tempo à aquisição desses materiais, desses produtos, a necessidade de reavaliar e validar outras formas de indução de anestesia e manutenção da intubação criteriosa desses pacientes, com outras linhas de medicamentos, que esses, sim, não estão em risco de desabastecimento. Fizemos também um ofício na semana passada, junto com o próprio Conass para o Ministério da Saúde, que já relatou que estará mandando para os estados, inclusive para o Estado de São Paulo, nos próximos dias... Não foi revelado em quanto tempo esses medicamentos serão aqui aportados, nem quanto serão fornecidos. De toda forma, temos a dizer: Fizemos a compra emergencial e também, ao mesmo tempo, mudamos os protocolos, para que não tenhamos desassistência na medicação para intubação dos nossos pacientes.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, obrigado, Jean. Daniela, em relação à sua segunda pergunta, este comitê, primeiro, não nos representa. Nós não fomos convidados e aquilo que representa a saúde, a necessidade de proteção da vida dos brasileiros de São Paulo deve ser tratado com o governador do Estado de São Paulo, e não com um representante do governador do Estado de São Paulo. Para quem, como eu e como milhões de brasileiros, assistiu aquela farsa daquele depoimento do presidente Jair Bolsonaro ontem na televisão, com mentiras, inverdades, e disfarçando, até mesmo com uma máscara que nunca utilizou, não é confiável a realização de um comitê que exclui governadores, que estão trabalhando para proteger vidas e defender o distanciamento social, o isolamento, quando necessário, o uso de máscaras, a aplicação de vacinas e ao não uso de cloroquina. Obrigado. Nós vamos agora para a Maira [ininteligível] da Rádio e TV Bandeirantes. Maira, bem-vinda. Boa tarde. Sua pergunta, por favor.

MAIRA, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Bom, os idosos sempre foram tratados como prioridade, então eu queria entender por que esses outros grupos, agora também muito importantes para a sociedade, chegaram antes, entraram antes na fila do que o término ali da vacinação de todos os idosos. Como isso vai impactar? Se até o final do mês, a gente, por exemplo, já pode ter todos os idosos vacinados. E também queria perguntar: O Centro de Contingência disse que, pelo menos alguns membros, que apoia a prorrogação da fase emergencial. Hoje já é quarta-feira, na próxima coletiva é na sexta, já bem pertinho ali do fim da fase, no dia 30 de março. Então queria saber, até pra dar uma previsibilidade ao setor, se a fase emergencial deve ser prorrogada. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maira, por partes. Começamos com o Dr. Jean Gorinchteyn, no tema da vacinação. Lembrando que o Estado que mais agiliza vacinação no Brasil é o Estado de São Paulo, exatamente por ter um sistema denominado Programa Estadual PEI, Programa Estadual de Imunização, que funciona historicamente muito bem, e nós nos preparamos desde o mês de agosto, para um programa de vacinação em massa aqui no Estado. Compramos seringas, compramos agulhas, preparamos EPIs, equipamentos de proteção individual, treinamos os postos de vacinação, são 5.000 postos de vacinação, e viabilizamos as vacinas, inclusive para o Brasil. Foi fruto deste trabalho de planejamento, organização e operacionalização que nós estamos conseguindo vacinar mais pessoas, mais rapidamente, e foi possível também unir nessa etapa os profissionais de segurança pública e os profissionais de educação. Mas também vão sim avançar e rapidamente na vacinação dos idosos. Mas quem fala sobre isso é Jean Gorinchteyn, se necessário com a Dra. Regiane, aqui ao seu lado. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Estamos vacinando os idosos de uma forma até muito célere, estamos... Baseado nesse número de idosos disponíveis, [ininteligível], que hoje nós atingimos a marca de 5 milhões de doses da vacina. Nós estamos vacinando duas vezes mais do que a própria Alemanha vacina, em termos de número de doses a serem ministradas. Continuamos ampliando tanto as faixas etárias, e avançando, assim como alguns profissionais, que são de extrema importância para prevenir. Profissionais da segurança, que fazem exatamente a sua ação, especialmente nas fiscalizações, nas dispersões, sejam de festas, sejam de aglomerações, que fazem parte de um grupo de risco, assim como os próprios profissionais da educação, que representam um pequeno número, mas representam uma grande esperança, para que nós também possamos retomar a nossa vacinação. Nós não estamos associando vacinar profissionais da educação com retorno às aulas. Estão intimamente relacionados, mas nós temos que proteger essa população, porque proteger essa população é proteger também as crianças que estarão ali circulando. Então, nós continuaremos avançando tanto em faixas etárias, grupos de risco, para que, em breve, possamos ter uma vida normal. Por enquanto, precisamos de vacinas para avançarmos com mais celeridade, celeridade essa que é o que nós gostaríamos e precisaríamos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Vou pedir à Regiane que possa contribuir também nessa resposta à Maira. Na sequência, Paulo Menezes.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA ESTADUAL DE VACINAÇÃO DE SÃO PAULO: Maira, nós estamos trabalhando sim, e já estamos prospectando outras faixas etárias. Mas lembre-se, como eu falei desde o começo: Nós não vamos deixar de fazer e precisamos de mais vacinas. Se hoje há possibilidade da inclusão, como já foi justificado por todos, desses grupos a serem vacinados, existe realmente um porquê, e esse porquê foi muito bem explicado. Não vamos parar de vacinar, o Estado de São Paulo, ele tem, como o governador falou, desde agosto, um programa estadual da vacina contra a Covid-19 pronto. Nós poderíamos estar vacinando desde o dia 27 de novembro, que nós já tínhamos tudo pronto, a vacina do Butantan aguardava simplesmente que a Anvisa liberasse a vacinação. Então hoje, se nós chegamos a esse número, é porque realmente temos trabalhado muito, temos uma equipe que trabalha incessantemente e vamos continuar vacinando, sim. Não tenham dúvidas que, em breve, nós voltaremos aqui e mais anúncios serão feitos, para alegria de todos os paulistas. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Antes de passar para você, Paulo Menezes, Maira, o em breve é agora, sexta-feira, depois de amanhã, vocês estarão aqui e vão testemunhar já uma nova etapa da vacinação, das pessoas idosas aqui no Estado de São Paulo. Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador. Maira, eu... Vocês sabem que o Centro de Contingência, ele é composto por profissionais médicos e pesquisadores, gestores, que avaliam todas as informações existentes, indicadores, e outras informações, para poder auxiliar o governo na estratégia de enfrentamento da pandemia. Eu queria aqui, em primeiro lugar, lamentar o que aconteceu ontem. Nós encerramos uma reunião, mais ou menos ao meio-dia, e eu não tinha nem conseguido organizar as recomendações, a partir daquela reunião, e já demos de cara com uma notícia de que o Centro de Contingência teria feito uma série de recomendações diretamente ao governador, o que não foi o que aconteceu. Soube das recomendações pela imprensa. Acho que... E aqui, eu entendo o trabalho de vocês e peço a colaboração, que eu e Gabbardo somos as pessoas que fazemos a intermediação do que o Centro de Contingência discute com o governador e sua equipe. Dessa forma, se vocês quiserem informações confiáveis, é assim que vocês vão obter. De qualquer forma, outro comentário que eu quero fazer é que nós, por exemplo, ontem, avaliamos a situação a partir de dados que nós tínhamos até segunda-feira. Então, nesse cenário, é possível, a partir daquela avaliação, que seja necessária uma extensão de fase emergencial por um período, quem sabe, de 15 dias. Agora, esses números mudam. Ao longo da semana, a avaliação pode mudar também. Então, quando a gente tem uma reunião, sai uma reunião dessa, não quer dizer que aquilo é imutável, são avaliações dinâmicas. Acho muito importante esse processo, porque é assim que a gente trabalha junto ao governador e à sua equipe. Então, nós estamos, continuamos avaliando os números e, ao longo dos próximos dias, vamos estar em conversa constante com o governador e sua equipe, para que ele possa tomar a melhor decisão, no momento oportuno. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Paulo Menezes. Maira, muito obrigado pela sua intervenção. Queria convidar o Lucas Teixeira, do Portal UOL. Lucas, enquanto você se dirige aqui ao microfone, queria complementar a resposta à Daniela Gemniani, em relação a esta reunião que foi realizada... a Daniela está aqui. Em relação a essa reunião, que foi realizada hoje em Brasília. O Brasil, Daniela, quer vacinação, o Brasil não quer comitê de adulação. Comitê de adulação, eu não participo. Faça um comitê de vacinação, eu serei o primeiro a estar lá presente, para ajudar na vacinação. Para fazer adulação de presidente da República, não. [ininteligível], Lucas.

LUCAS TEXEIRA, REPÓRTER: Boa tarde, boa tarde, governador, secretários. Seguinte: Eu queria entender um pouquinho melhor essa mudança do Ministério da Saúde, como isso impactou nas mortes do Estado. Porque foi feita ontem à noite, eles pediram novos documentos, e daí eu queria confirmar duas coisas: As prefeituras, elas acreditam que leve um tempo para mexer nessa burocracia? Se foi uma mudança nacional, ou seja, como aconteceu com São Paulo, então é esperado que aconteça em outros? Como vocês avaliam isso? Entrou um novo ministro. Ontem, São Paulo tem... Mas o país inteiro também teve? Ou seja, vocês têm alguma avaliação sobre uma mudança dessa num dia após o recorde? Dois: Eu ouvi que vacinação, alguma carteira de vacinação estaria inclusa nisso. Eu queria saber se ficaram sabendo, se é verdade e se isso pode ter qualquer interpretação. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Lucas. Importante fazer esse esclarecimento, sim. Nós até, além de surpreendidos com uma mudança repentina, sem nenhuma informação prévia, seja para o governo de São Paulo, seja para o Conass, seja para quem for, uma mudança feita ao sabor da conveniência, ou seja, qual for a conveniência, bastante inadequada. Mas quem fala sobre isso é o secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Qualquer mudança nessa informação para o Sivep-Gripe, que é ele que é aportado pelos municípios para o Ministério da Saúde, e o Estado, ele se reporta também no recolhimento desse dado, para o Sivep-Gripe, não é para o município. Ora, se o município não foi adequadamente informado, não se deixou prazo para que ele possa se habilitar nessa mudança, o município não conseguiu completar o preenchimento desses campos. Os campos que foram inseridos, além do CPF, o número SUS, a pergunta se é estrangeiro ou não, se tomou a vacina do Covid-19 ou não, todos esses dados retardam o aporte dessa informação, e que muitos desses dados, nesse momento, não têm importância. Isso passa a ter um impacto, porque ontem nós simplesmente fomos devastados com a informação de 1.021 mortes no nosso Estado, e nós tínhamos como obrigação ter essa informação para trazer a vocês hoje, dizendo: Olha, esses dados eram aqueles dados reportados, não os dados das últimas 24 horas. E hoje, nós só temos aportados aí 281 casos, 281 casos representam muito menos da verdade do número de óbitos. Mas nós esperamos que esses números, na realidade, sejam muito menores do que aquilo que nós vimos na média móvel da semana passada, que foi 493 casos naquela semana epidemiológica. Agora, eu não tenho dúvida que o fato desses municípios retardarem o aporte dos dados, é capaz que amanhã nós tenhamos também um número menor, e até o final da semana, e nos últimos dias aí da semana teremos aporte muito maior, que vai trazer uma preocupação aos olhos de todos, e deve ser considerado esse represamento.

LUCAS TEXEIRA, REPÓRTER: Me perdoa, já peço desculpa aqui para a assessoria, que eu vou levar bronca, mas eu queria saber se isso pode, de alguma forma, atrapalhar as medidas do Plano SP, enfim, e toda a programação, visto que óbitos é um dos dados relevantes. Obrigado.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Quando nós consideramos o número de óbitos, esse é um dos dados. Mas nós trabalhamos especialmente com um dado muito atualizado, das últimas 24 horas, que é o número de internações. Então, é exatamente isso que vai ganhar um peso muito maior em outras ações, que eventualmente possam ser tomadas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Lucas, muito obrigado. Vamos agora para a última pergunta, que é do Emerson Ramos, da TV Record. Emerson, mais uma vez, obrigado por estar aqui conosco. A sua emissora [ininteligível], Record News, transmite a maior parte desta coletiva. Sua pergunta, por favor.

EMERSON RAMOS, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Ainda dentro dessa questão da mudança no sistema de registros, tecnicamente é plausível? Dá pra entender que se faça esse tipo de mudança? Tem justificativa técnica pra fazer esse tipo de mudança? Causa algum estranhamento o timing disso, quer dizer, exatamente um dia depois da gente ter um recorde, como a gente teve? E eu só queria botar mais uma, agregar uma outra questão, que é sobre recursos humanos. Tem-se falado sobre abertura de novos leitos, 400 novos leitos, se eu não estou enganado, até o final do mês. Como é que está o monitoramento em relação a recursos humanos? Médicos, enfermeiros... Vai ter gente suficiente para atender os pacientes que estiverem em todos esses leitos? Isso está perto do esgotamento? A gente pode ter aí também um apagão de recursos humanos?

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Bem, nós temos duas perguntas. Uma é a questão realmente da Sivep-Gripe. Alguns dados que estão sendo solicitados poderiam não ter sido colocados, aportados, porque eles pouco importam, num momento como esse. Não entendo que isso seja nenhuma medida estratégica para apagar a luz do número de óbitos do país, imagino que não, esperamos que não, mas, de toda forma, precisamos ter realmente esses dados para poder trazer a toda a imprensa e à nossa sociedade o que realmente vem acontecendo e até [ininteligível] proceder os devidos alertas, que devem ser feitos. Com relação aos recursos humanos, nós já temos todas as estratégias tomadas, tanto de contratualização de novas frentes de trabalho, através das nossas organizações sociais, que são braços de assistência indireta, mas que correspondem a 45% da assistência do nosso Estado, aditamos novos contratos, que estão sendo feitos, para aqueles que estavam no término daquele contrato, então reeditamos, no sentido de manter esses profissionais na linha de frente. Mas nós sabemos que são esses profissionais, que, muitas vezes, já estão esgotados, e por isso nós temos que ter todo esse respeito também, para que precisamos que a população colabore, para nós termos um maior cuidado, para diminuir a internação das pessoas e, principalmente, das pessoas de forma grave. Estamos muito atentos a essa questão.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Jean, muito obrigado. Emerson, obrigado pela participação. Nós vamos encerrar agora a nossa coletiva de imprensa, teremos nova coletiva na sexta-feira. Eu não estarei, a conduta será do nosso vice-governador, Rodrigo Garcia, e com boas notícias, repito, principalmente na vacinação em São Paulo. Boa tarde a todos, se protejam, estejam bem. Vocês que estão em casa, por favor, não saiam das suas casas...