Coletiva - SP fará mapeamento de competências socioemocionais para servidores da educação 20212005

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Coletiva - SP fará mapeamento de competências socioemocionais para servidores da educação 20212005

Local: Capital – Data: Maio 20/05/2021

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ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO: Eu mesmo queria que o governador estivesse, porque tem temas ali que são muito preciosos a ele, obviamente acontece na nossa vida de gestor público, essas coisas. Mas eu queria agradecer muito, e peço desculpas aí pelo atraso na agenda, para toda a imprensa. Mas agradeço já os veículos que trouxeram algumas matérias, esse tema para a gente é um dos mais importantes que tem, não é um tema simples, é um desafio gigantesco para a gente, tanto utilizaram esses dados, como pela primeira vez em uma larga ter esse trabalho. Então eu fico aberto com muitos jornalistas aqui já participaram da coletiva técnica que foi feita na terça-feira, três horas de coletiva, mas eu fico à disposição de vocês para perguntas, especialmente destacando aqueles pontos que nós lançamos hoje, que não foram anunciados naquele dia. Nós vamos fazer um mapeamento da percepção dos professores sobre as suas socioemocionais, dos profissionais da educação, inclusive da área administrativa, durante esse ano, também é importante para que o professor possa desenvolver, obviamente a gente precisa apoiá-lo, precisar apoiar a escola em várias dimensões, a gente mesmo. Segundo ponto importante, a gente vai consolidar obviamente cada vez mais a formação de professores, o próprio Inova Educação, que é uma ponte muito grande do que a gente já começou a fazer desde 2019. Mas ampliando, por exemplo, do primeiro ao quinto ano, que também precisa ter a oportunidade, e por isso lançamos hoje aqui o projeto Inova Educação para os anos iniciais que vai ter. Então, portanto, a disciplina de projeto de convivência, com materiais estruturados, formação, obviamente. A disciplina de tecnologia e inovação, para as crianças desde o primeiro aninho. E também inglês para todas as crianças que nós temos na rede estadual, que são 620 mil crianças, vão ter o inglês no primeiro ao quinto ano. Essa especialmente é uma parte do governador, é um grande entusiasta, e sonha com que a gente avance cada vez mais no inglês, temos o Programa Inglês Para Todos, que ajudará na formação, e a gente vai estar trabalhando já a partir de 2022, então para toda a rede. Além de integrar do primeiro ao quinto ano ao projeto PEI, do Programa das Escolas Integrais no Estado de São Paulo, que possa a compor oficialmente, o foco antes era sexto ao nono e ensino médio, e nesse momento também entra. Nós já temos algumas escolas de tempo integral, mas geralmente são aquelas que tem também outras etapas. Nesse momento agora a gente vai focar também no primeiro ao quinto ano. E agora estou aberto às perguntas.

REPÓRTER: [Ininteligível]?

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO: O inglês já existe do sexto ao nono, a base nacional comum curricular já traz como obrigatório o inglês do sexto ao nono até o ensino médio, já é obrigatório, não é obrigatório ter inglês, por exemplo, no primeiro ao quinto ano. Nós vamos trazer para a rede estadual o inglês para todas as séries, inclusive, então, portanto, junto ao processo de alfabetização nesses próximos anos estaremos desenvolvendo, especialmente, obviamente, com um processo de implantação que depois a gente vai estar detalhando, que a gente vai construir com a própria rede. Mas começamos em fevereiro de 2022. Por isso que o anúncio hoje é importante, porque essas mudanças são grandes, e a gente vai estar estruturando junto com a rede, e trazendo mais informações ao longo do segundo semestre.

REPÓRTER: Vai ter contratação [Ininteligível]?

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO: Não necessariamente, mas nós estamos contratando mais por vários motivos, mas a gente vai trabalhar muito com formação, material estruturado, apoio do centro de mídias com o professor na sala de aula, com materiais cada vez mais digitais, aprendemos muito nesse tempo de pandemia, e vamos investir muito nos nossos profissionais, o professor, o primeiro ao quinto ano tem uma característica muito importante, que é o professor que é um professor principal, e alguns professores que dão suporte, o inglês estará na vida e no ambiente de vários modelos. A gente vai pormenorizar com vocês isso nos próximos meses.

REPÓRTER: Secretário, pode falar da pesquisa, essa que é relativa [Ininteligível] socioemocionais, são dados relativos a 2019 ?

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO: A pesquisa foi realizada no final do ano de 2019, junto com o SARESP daquele ano, como uma linha de base. Portanto, é a primeira vez que nós temos uma avaliação nesse perfil no estado de São Paulo, e me atrevo a dizer nesse perfil no Brasil, poucos lugares do mundo tem um mapeamento do desenvolvimento das competências socioemocionais. Lembrando que isso não é uma avaliação de certo e de errado, isso é de uma percepção de como os alunos, isso é muito importante, é muito importante destacar, sempre quando a gente fala dos socioemocionais, não há uma aprovação ou reprovação, portanto, disso. Mas é quase como que a gente diz, como o aluno se percebe, se ele não se enxerga também com aquela competência, como que nós podemos ajudá-lo a desenvolver essa competência, em vários lugares. A gente já está fazendo isso, nós temos materiais que vocês podem acessar, inclusive são públicos e digitais, como por exemplo, orientações aos professores de matemática e português, e como dentro do conteúdo de matemática você trabalha o desenvolvimento de competências socioemocionais. Então o professor, e a gente está desenvolvendo mais materiais complementares, então tem um caderno de orientação que é um plano de aula, por exemplo, o professor trabalhando sobre equações, e como que ele trabalha foco, determinação, persistência, são socioemocionais fundamentais. Que a falta delas faz com que a gente tenha até perda, por exemplo, de 5,5 meses na aprendizagem, por exemplo, em determinadas situações. Então isso está no estudo, vocês podem ter acesso, já foi divulgado. Mas é fundamental, portanto, as competências socioemocionais, para que o próprio cognitivo se desenvolva, e para que as crianças possam buscar o seu projeto de vida, quando você centraliza o projeto de vida, certamente as competências socioemocionais que ajudam. E ter esse estudo ele é fundamental, porque pela primeira vez nós colocamos luz nisso, né? Esse é um tema que veio discutido na base nacional comum curricular, primeira vez que tivemos oficialmente no Brasil referência sobre isso. Na lei da reforma do ensino médio, se fala do desenvolvimento dos projetos das competências socioemocionais, e do projeto de vida do estudante, que são os pontos centrais hoje da nossa rede. E obviamente à medida que você traz luz para isso no nosso currículo, e tudo mais, ter hoje a visão. A pesquisa então ela é fundamental para que possamos enxergar coisas como que vocês viram, não é só falar sobre o bullying, quantas pessoas sofreram bullying, mas quais são as características da pessoa que sofre o bullying, e quais são as competências que eu posso ajudar a desenvolver, para que ela sofra menos. Inclusive daquele que aplica o bullying no colega, quais são as competências que eu preciso desenvolver nele. Isso é uma coisa extremamente inédita na característica de desenvolvimento de projetos que a gente já está fazendo, e que a gente está aprendendo muito, desde que aplicamos, e que agora com a primeira vez divulgando.

REPÓRTER: [Ininteligível]?

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO: Sim, é sempre sobre a percepção, não há o errado e o correto nisso, sabe, não é uma questão de você corrigir a pessoa, você vai ser reprovado pela... Não existe isso, né? Mas como eu, Rossieli, me percebo? Eu vou preencher o questionário, eu vou ser parte da pesquisa, assim como todos os nossos colaboradores serão parte da pesquisa que vai ser realizada ao longo de todo o ano de 2020. E lembrando que essa percepção é sempre do momento que a gente vive, veja, se eu tivesse aplicado essa mesma pesquisa com os professores em 2019, certamente teria resultados distintos do momento que a gente vive no meio de uma pandemia, porque a gente é extremamente afetado, obviamente, pelas condições, pelo ambiente pelo momento, todos nós mudamos nisso. Então vai ser, obviamente, uma percepção. Mas é sim por questionário, como disse, não é obrigatório ao professor, mas a gente espera uma grande adesão para dar uma devolutiva a eles, e também para termos uma visão de como a gente apoia o professor. Não adianta a gente colocar na base nacional comum curricular, no currículo do estado, e depois a gente não ter uma visão do que a gente precisa. Como é que a gente, como é que eu, secretário de Educação, vou falar sobre competências socioemocionais se eu não às conheço tão bem o suficiente para integrar cada vez mais isso ao próprio processo educacional? É fundamental que a gente aprenda, aliás, se eu pudesse, faríamos para todos, porque é fundamental que a gente aprenda com esse processo. As competências socioemocionais, assim como o cognitivo ele é desenvolvido durante a vida inteira, temos características diferentes, mas nós aprendemos muito. Se a gente olhar, e se vocês pararem para pensar, se aplicasse um questionário nos jornalistas aqui, eu tenho certeza que vocês perceberiam com clareza quais as competências vocês desenvolveram mais durante essa pandemia, e quais as competências que vocês precisam desenvolver mais, seja na vida pessoal, na profissional, ou seja, no nosso dia a dia. Então é um mesmo perfil, não é um mesmo questionário, porque obviamente ele é adaptado, um questionário para os outros servidores não é o mesmo que é o dos professores, cada um pelo perfil da função de como que a gente poderá apoiá-los, terá um trabalho com instrumentos apropriados.

REPÓRTER: Secretário, uma dúvida, na terça-feira foi divulgado na coletiva que o quinto ano, nono ano e terceiro ano do ensino médio, todos os dados apontavam que o nono ano do ensino fundamental dois, a gente tinha uma queda nos índices. E o senhor comentou mesmo que era [Ininteligível], esquecida nas políticas públicas. Hoje eu não entendi como essas ações podem beneficiar de alguma forma essa etapa.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO: Veja, duas coisas importantes. Primeiro, antes de falar da etapa do sexto ao nono ano, também na apresentação de terça-feira, a gente deixou muito claro que existe uma curva razoavelmente regular, o desenvolvimento das competências vai em um nível até o quinto ano, quando chega na adolescência, no mundo inteiro o comportamento é de diminuição de determinadas percepções entre eles, por uma série de inseguranças, por mudanças no processo da adolescência, do corpo biológico comportamentais, mentais, e que em todas as mudanças, né? Ele muda de escola, ele muda de tudo, né? Então é natural isso, e depois ele volta a crescer durante toda a vida. Então veja, a pesquisa corroborou com isso, certo, primeiro lugar, ela corroborou. Agora, o que a gente tem é um mapeamento mais claro de como a gente pode apoiar. Nós já temos políticas desde 2019, iniciadas, que obviamente, de novo, não são tão fortes o reflexo delas em 2019, nós vamos poder enxergar ao final de 2021, a gente ia ter aplicado no final de 2020, junto com o SERESP, nós não tivemos, precisava de uma aplicação, no caso, dos alunos no presencial, junto com a avaliação. Mas nós não fizemos obviamente por conta da pandemia naquele momento, mas vamos fazer no final de 2021. Então a gente vai ter uma percepção inclusive totalmente diferente, não necessariamente que evoluiu, ou involuiu, porque a gente tem uma pandemia no meio que é totalmente distinta. Mas as nossas políticas todas estão atreladas, que nós já lançamos desde 2019, justamente por já saber que nós precisávamos, quando eu cheguei aqui o foco das escolas em tempo integral era no ensino médio, já no ano de 2019 lançamos o sexto ao nono ano, e hoje nós temos um foco muito grande, sexto ao nono e ensino médio, aliás, o maior número de escolas que a gente avançou foi no sexto ao nono ano. Por exemplo, quando a gente fala de escolas de tempo integral para as comunidades que mais precisam, isso faz uma diferença gigantesca. O Inova Educação, quando a gente lançou o projeto de vida, disciplinas eletivas e tecnologia e inovação, que trabalham ali não só ali, obviamente, também nos outros componentes, nós não só lançamos para o ensino médio, a reforma do ensino médio falou de projeto de vida só no ensino médio. Nós aqui no estado de São Paulo fomos o primeiro do Brasil a dizer o seguinte, não, a gente vai começar a trabalhar isso desde o sexto ano. Não é só perguntar o que a criança quer, é entender se ela tem um sonho, como é que a escola dá suporte para ele, e aí nesse bojo você desenvolve as competências socioemocionais. Então a nossa preocupação do sexto ao nono ano, eu falei muito como um ministro, o Brasil tem grande gordura de discussão sobre ensino médio, grande gordura sobre discussão de educação infantil, alfabetização, primeiro ao quinto ano, mas tem muito pouco olhando para todas essas mudanças, a gente precisa sim olhar mais. E desde 2019 a gente está olhando, desde materiais estruturados, desenvolvemos livros, especificamente, como os livros de projeto de vida, que tem alta... Inclusive em parceria com a própria rede e com o Instituto Ayrton Senna, alto desenvolvimento, além das competências socioemocionais. Permeando as socioemocionais em todos os componentes. Então a gente já está com o foco muito grande, desde o sexto ao nono ano, a gente deu aqui, parece enfoque maior do primeiro ao quinto ano, mas com essa pesquisa a gente vai fortalecer muito mais ainda as políticas que a gente já iniciou, e que poucos estados tem. Aliás, só a gente tem, na verdade.

REPÓRTER: Secretário, o senhor poderia citar quais são as convergências que a pesquisa pontuou que eles não [Ininteligível] em um grau tão alto? E como administrar esse dado, que é que 2019, que agora eles pensam diferente também, né? Provavelmente.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO: Vamos lá. Eu acho assim, com essa pergunta, mais duas horas de coletiva, obviamente, porque a pesquisa traz todos esses aspectos em etapas distintas, e obviamente alguns destaques a gente pode fazer. Eu vou começar com o destaque do sexto ao nono ano, porque a primeira coisa que a gente enxerga do sexto ao nono ano, que apesar de ser normal ela ter essa queda por conta de todos esses processos que o adolescente passa, especialmente, nos chama atenção é que todas estão muito baixas nesse processo. Então, por exemplo, do sexto ao nono ano é fundamental. Mas a curiosidade para aprender, por exemplo, particularmente a mim, é algo que me chama muito atenção, porque se eu não tiver curiosidade para aprender, e essa é uma coisa que eu destaquei em todas as etapas, a gente precisa desenvolver isso, se eu não tiver curiosidade para aprender o processo de aprendizagem como um todo, vai sofrer. Se eu não tenho curiosidade para entender como é que funciona um carrinho. Vocês viram aqueles meninos ali que criaram um carrinho e não sei o que, se ele não tiver curiosidade para entender isso ele não vai avançar nisso, né? Isso é de todos nós, se você não tiver curiosidade por determinado tema você não vai aprofundar naquele tema. Então desenvolver a competência da curiosidade, por exemplo, para aprender, que é uma competência socioemocional fundamental na educação, eu particularmente destaco. A confiança, eu acho que a confiança nos outros é algo que eu também destaco que é fundamental, nós estamos vivendo um momento de polarização da nossa sociedade, de intolerância na nossa sociedade, e se a gente não olhar para o desenvolvimento dessas competências desde a primeira infância, desde o primeiro ao quinto ano, perpassando por toda a educação básica, que sociedade que nós vamos ter melhor? Não adianta a gente ficar falando de tudo que está acontecendo aí se a gente não olhar para a educação como prioridade. Então eu poderia destacar outras tantas, como destaquei na apresentação lá da prévia, mas essas, para mim, pessoalmente, talvez sejam as que mais me mexem. Tem algumas que são bacanas, em determinados momentos, autoconfiança é mais elevada, por exemplo, por alguns jovens, no terceiro ano do ensino médio. Isso é muito legal, porque esse é um processo importante, ele vai passar por uma mudança fundamental, e essa autoconfiança é fundamental, mas ela sozinha obviamente precisa ter o desenvolvimento de todas assim, como do cognitivo, enfim, acho que são alguns destaques que eu posso fazer.

REPÓRTER: Mas na pandemia mudou isso tudo? Ou não?

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO: Olha, a pandemia mudou você, a pandemia mudou a mim, mudou a qualquer um de nós aqui, é impossível dizer que não mudou com as crianças. Agora, eu só vou conseguir dizer, apontar, veja, antes desse estudo nós nem sabíamos exatamente como era, olha a grandeza que se tornou isso. Se eu não tivesse feito essa pesquisa em 2019, ao final do ano de 2021 nós nunca poderíamos saber, a gente especularia muita coisa sobre isso, mas nós não teríamos a riqueza de dados que nós temos hoje para estudar. E a gente vai continuar estudando muito, porque a riqueza de dados é gigantesca, é a gente vai aprender muito ainda nesses próximos... Não só a gente, pesquisadores que terão acesso a isso, universidades do Brasil e de fora, como a gente está sendo procurado por pessoas para terem acesso de especialistas. É uma riqueza, é a primeira vez, a gente vai aprender muito com isso, vai errar, vai acertar, mas é incrível o potencial que a gente tem. A gente vai conseguir dizer um pouquinho mais, talvez, efeitos não claramente, por algumas coisas, mas o efeito de não ter a escola aberta por tanto tempo, o efeito de outras coisas que acontecem na vida da criança, e como ela se percebe no final desse ano, uma nova aplicação, que é fundamental para a gente, em uma escala como a gente tem.

REPÓRTER: Secretário, [Ininteligível]. Eu queria saber [Ininteligível].

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO: Quarta-feira, 12h45min, você está convidada para estar na coletiva com o governador João Doria Júnior.

REPÓRTER: [Ininteligível]?

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO: Terá algumas novidades na educação, quarta-feira. Porque a gente está estudando junto com o centro de contingência, vocês podem observar que no nosso estudo do SIMED, que aliás, é um grande trabalho feito pela secretaria junto com a comissão médica que hoje nos aconselha, um dos aconselhamentos é a gente sim aprimorar mais ainda a testagem. Então a gente está supertrabalhando junto com a Secretaria de Saúde, intensamente sobre isso. Na quarta-feira nós devemos falar um pouquinho sobre educação.

REPÓRTER: [Ininteligível]

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO: Eu posso antecipar o máximo isso. Porque não adianta eu te falar alguma coisa, porque a gente tem reunião segunda, terça, até quarta de manhã sobre vários temas, e não é simples, por exemplo, o estado já falou de ampliação de testagem, e é fundamental, quanto mais o teste é feito, obviamente a percepção do número de casos aumenta, mas você consegue atacar mais diretamente. Então basicamente a experiência no mundo é mais testagem, em tese, entre aspas, mais casos, mas ao mesmo tempo mais direcionamento para atacar as coisas. A gente vai acompanhar, obviamente, o movimento do estado no aumento da testagem. A gente depende do Sistema Único de Saúde, a gente depende da Secretaria de Saúde, porque essa não é uma missão da Secretaria de Educação. Apesar de que precisamos disso para termos a educação. Mas eu não posso dar todas as respostas ainda, porque eu dependo, obviamente, da conversa com a Secretaria de Saúde, com a Associação dos Municípios na área da saúde. Então obviamente na quarta-feira eu vou reunir com a UNDIME, a nossa presidente Márcia está aqui, a gente até conversou de reunir entre segunda e terça-feira, um dos temas é esse, enfim. Então eu peço perdão, mas ainda não temos. Por isso que a gente preferiu não falar ainda sobre a educação, porque a gente vai trazer, e temos características muito próprias na educação, que tem que ser observado. Mas eu posso garantir, teremos uma política específica de testagem para a educação, vamos ter algumas revisões aí para quarta-feira.

REPÓRTER: Secretário, [Ininteligível] assuntos da pandemia, [Ininteligível] questão da ação da vacinação [Ininteligível]. Queria saber se o senhor tem uma data de qual é a porcentagem atual [Ininteligível] de educação, que já estão vacinados? E se tem a possibilidade de o estado voltar 100% presencialmente para as escolas antes da imunização completa desses profissionais? E só uma última coisa, [Ininteligível] do plano São Paulo, a secretaria também pode começar a aumentar o limite máximo permitido dentro das escolas?

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO: Nós estamos sim discutindo o limite máximo das escolas, alunos, do que está falando, vai depender muito inclusive da própria política de testagem, de outros ambientes. Lembrando que não será ainda nesse momento obrigatório, é sempre o limite de até continuando com os mesmos tipos de regra, mas a gente está estudando. Então não adianta te dizer se vai subir para isso ou para aquilo, mas a gente está estudando isso sim. Aliás, a gente está sempre estudando, né? Educação é essencial. A vacinação dos professores deverá trazer um grande efeito já, quase de imediato, nós temos aí, eu vou falar um número aproximado, mas aproximadamente aí uns 360, 370 mil profissionais já vacinados com primeira dose, com certeza. É preciso atualizar o número de segunda dose, mas já é muito alto, muito elevado, porque a maioria já tomou a segunda dose, tem alguns que ainda vão tomar nesses próximos dias dessa primeira etapa. Lembrando que de 47 anos ou mais, por exemplo, na rede estadual representa dois terços das comorbidades, isso quer dizer que muitos profissionais já poderão começar a retornar para atividades presenciais, melhorando muito a qualidade do serviço que a gente pode ofertar aos estudantes. Temos um anúncio muito importante ontem, nós temos durante o mês de junho a vacinação das comorbidades de forma geral, e obviamente nós teremos aí aproximadamente 100 mil profissionais da educação que devem ser vacinados com comorbidades, de 18 a 46 anos. Portanto, durante o mês de junho nós temos uma etapa muito importante de vacinação, não só para os profissionais da educação, para todos, mas que é um passo para a gente, no caso da educação, fundamental. Então até o final de junho todos já começaram o seu processo de vacinação que tem comorbidade na educação, da rede pública e privada. E o anúncio da vacinação de 46 anos a 18 anos feito pelo governador ontem, que para mim foi um momento de muita emoção poder estar aqui, veja, primeiro estado do país a falar de vacinação de profissionais da educação, primeiro estado a ter o cronograma agora objetivo de conclusão. Esperamos aí, o governador nessa reunião importante consiga acelerar a do Butantã, e finalmente esse Governo Federal pare de frustrar as entregas de vacina e comece a entregar. Nós poderíamos fazer antes se tivéssemos realmente, a gente está vendo tanta coisa aí nessa discussão da CPI, se nós tivéssemos mais vacinas, obviamente, com essa priorização que nós temos poderíamos estar fazendo antes. E obviamente estamos trabalhando muito com a saúde, com olhar do governador, priorizando sim educação. Nós teremos aí em julho a vacinação de aproximadamente mais 500 mil profissionais da educação que vão ser vacinados, portanto, entre 21 de junho e 31 julho. Durante os meses de junho e o início de julho a gente vai estar aí nos próximos dias, talvez quarta-feira a gente já traga isso como a revisão do sistema, para que todos os profissionais de 18 a 46 anos que não tenham comorbidade, quem tem comorbidade vai seguir as regras da comorbidade, da saúde, mas aqueles que tenham o direito à vacinação entre os dias 21 e 31 deverão fazer o cadastro, como a gente tem. Nós já temos algumas pessoas que adiantaram o seu cadastro, as a gente vai trabalhar para que esse cadastro seja feito seja paralelas redes estaduais, rede municipal, rede privada. Trabalhamos muito com a Márcia em conjunto, para que as redes municipais façam esse trabalho. Então a gente vai ter um tempo de organização importante com os nossos profissionais. E teremos um segundo semestre muito melhor, no final das contas.

REPÓRTER: A porcentagem de profissionais vacinados, a secretaria não tem?

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO: Nós temos 350, 360 mil pessoas vacinadas na educação, de um contingente aí de aproximadamente 850, 900 mil. Eu falo aproximadamente, porque dentro do cadastro, obviamente, por exemplo, a gente não tem a confirmação de dados do número exato, eu posso dizer que é um número mais próximo, por exemplo, da rede estadual, mas das redes privadas, por exemplo, só com cadastro a gente consegue cravar, fazer estimativa sempre pelos dados do censo e do IBGE.

REPÓRTER: [Ininteligível] primeira dose?

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO: Não, primeira dose, e grande parte já com segunda dose, porque a gente começou em maio, então só que algumas pessoas, por exemplo, tomaram no final de maio, então não tomaram, tomaram agora, tem gente que tomou a primeira dose agora, porque não tinha o cadastro, porque não tinha isso. À medida que a pessoa completou 47 anos ela está tomando a vacina. Então esse número vai sendo atualizado. Lembrando que os aniversariantes tem tomado a vacina também.

REPÓRTER: E isso engloba estadual, municipais?

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO: Estadual, municipais e rede privada também. Tá ok, gente?

REPÓRTER: Obrigada.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO: Gente, eu peço desculpas, eu preciso sair novamente correndo, porque eu tô mega power ultra atrasado, se tiver alguém da Bandeirantes aqui, já peço desculpas, que eu vou para um evento com eles agora. Obrigado, se tiverem alguma dúvida a mais sobre esse tema, a gente vai estar à disposição. Obrigado, bom dia. Tchau, tchau.